Capítulo 2 - James Potter

Tentei seriamente ignorar as batidas na porta do meu quarto. Eu odiava acordar cedo nos sábados,mas minha mãe ignorava isso. Olhei pela janela,o dia estava ensolarad,o que era estranho tendo em vista que estou em Londres. Esfreguei os olhos,e me virei para ver as horas no celular,em cima do criado-mudo. Oito horas. Ela quer me matar,eu sei que sim.

Coloquei minhas pantufas,lavei o rosto e fui para a cozinha.

-Bom dia,Lílian. -minha mãe sorriu docemente - Sabe que dia é hoje?

-Dia de acordar tarde,para variar. -respondi meio secamente,e procurei o leite na geladeira. - Não tem leite?

-Oh,estou indo no mercado agora mesmo. -minha mãe colocou a bolsa nos ombros e me encarou - Sabe,te acordei para pedir que você fosse dar uma voltinha com a Mel antes que ela enlouqueça. Hoje a tarde já temos planos.

-Temos?- indaguei sarcasticamente. Por que ela sempre tinha que fazer planos para mim?

-Sim. Você prometeu que ia ao jantar da Amélia comigo hoje,querida. -ela me lançou aquele olhar típico dela,intimidador. Eu não podia me opor quando ela me olhava daquele jeito. E eu não tinha nenhuma desculpa plausível para despistá-la e desmarcar isso.

-Mas...É só a noite. Por que temos planos à tarde? -ergui as sobrancelhas.

-Compras. -ela respondeu,um brilho esquisito no olhar.

-Ah. - bufei,pouco entusiasmada,vendo-a sair de casa para ir ao mercado.

Minha mãe é sócia dessa tal de Amélia Black desde que começou os próprios negócios,e pelo que eu sabia,a tal Amélia era daquelas mulheres das antigas. Fazia jantares todos os sábados na sua casa,chamava os amigos e falavam de temas banais. Aquela coisa bem falsa mesmo. Sempre tinha algum interesse por trás disso.

Eu sempre arranjava um motivo para ficar em casa quando minha mãe ia. Ela sempre se arrumava muito,e voltava tarde. Semana passada ela estava gripada e não pôde ir,e eu prometi que iria com ela da próxima vez se ela aceitasse ir logo no hospital,pois sua febre estava muito alta e ela se recusava a ir comigo.

Desejei mentalmente que ela ainda estivesse gripada,e depois me repreendi por ser tão mesquinha. Era só um dia. Eu conheceria a famosa Amélia Black finalmente,e por sorte poderia me refugiar no lugar mais vazio da festa enquanto ela e minha mãe convenciam seus fregueses ricos e tudo mais.

Despejei um pouco de cereal na minha tigela com leite,enquanto aquela tristeza monótona dos fins de semana me abatia.

Sábado e Domingo eram dias longos. Nos quais eu não via o meu garoto do ônibus. Suspirei,pesarosa,e levei uma colher de cereal à boca.

Eu queria ser como Alice,às vezes. Dá para notar que Frank gosta mesmo dela,e que o relacionamento deles é sério e que vai ter futuro.

Imaginei o garoto do ônibus me visitando durante a semana,como um bom namorado,me trazendo flores. Iríamos todos os dias juntos no ônibus,conversando,rindo,e nos beijando. O caminho para a escola seria perfeito. Balancei a cabeça negativamente. Que coisa mais idiota de se pensar. Ele nem sabia quem eu era! Eu nem sabia o nome dele!

Quando minha mãe chegou,eu já tinha tomado banho e estava pronta para a tortura,digo,ida ao shopping. Eu até que gostava de ir ao shopping com Alice de vez em quando. O namoro dela e Frank era legal por isso,eles se gostavam de verdade,mas não havia aquele grude. Alice tinha seus dias de liberdade,para sair com as amigas. Assim como ele também tinha.

Lembrei rapidamente do convite de Amos Diggory e sacudi a cabeça. Eu o achava bonito,era verdade,mas não sei se seria uma boa idéia sair com ele agora. Bom,talvez isso tirasse essa idéia maluca de ter alguma coisa com um completo desconhecido que pega o mesmo ônibus que eu.

Fui tirada de meus devaneios quando minha mãe me mandou descer,dizendo que me esperava no carro.

Peguei minha bolsa e ajeitei o cabelo antes de respirar fundo para encarar aquela tarde.

Tinha me esquecido que minha mãe era um pouco consumista. Ela tinha comprado,em uma hora de shopping,quatro vestidos diferentes para mim. Segundo ela,para que eu pudesse escolher qual usaria hoje. Mas eu sabia que era na esperança de me levar a essas festas da família Black mais vezes.

Não esperava que pudesse me divertir comprando sapatos,mas foi realmente legal vê-la se entreter em procurar pares de sandálias que me agradassem. Quase recebi um tapa quando disse que podia imitar a Lily Allen,usando vestido e tênis. Foi apenas uma piada,conhecendo minha mãe como conheço,e ela riu bastante depois de me ameaçar.

No todo,tirando as vendedoras que me empurravam coisas que eu não queria,a tarde foi agradável. E eu me questionei porque não fazia aquilo com minha mãe mais vezes.

Desde que se tornou apenas nós duas,a casa era meio melancólica,as conversas reduzidas. Eu sentia falta dessa cumplicidade,por isso nem reclamei quando ela me levou a uma loja de acessórios e ao salão de beleza. Fizemos as unhas,mas eu não quis mexer no cabelo. Eu gostava dele do jeito que era. Na cor que era. Perfeito para mim. A cabelereira,no entanto,me convenceu a aparar minha fraja,porque ela já estava quase no queixo,e eu gostava de colocá-la de lado,mas grande daquele jeito não surtiria o mesmo efeito.

Várias mulheres que estavam no salão elogiaram minha cor,perguntando como eu a alcançara e com que tintas. Foi difícil convencê-las que ele era natural,sem um pingo de tinta sequer.

Voltamos para casa no fim da tarde,e eu estava entendiada,esperando a hora de tomar banho e me arrumar. Liguei o computador,e antes que eu entrasse no MSN,meu celular tocou. Era Alice.

-Oi,Alice.

-Lily. -ela parecia entusiasmada - O que você vai fazer hoje?

-Vou à festa da sra. Black com a minha mãe.

-Ouch! Sério?

-Aham. Eu prometi a ela. -suspirei - Por que?

-Eu e Frank vamos ao cinema,e depois íamos comer uma pizza. Amos queria ir. Se você fosse,é claro.

-Ah. -eu engoli em seco - Isso. Bom,hoje não dá.

-Amanhã então?

-Alice! -eu a repreendi e ela riu do outro lado da linha - De que lado você está?

-Do seu,óbvio. Por isso quero vê-la mais feliz.

-Amos me faria feliz? -estalei a língua - Fala sério.

-Eu acho vocês um casal fofo. -ela retrucou quase automaticamente.

-Conversamos sobre isso depois. Tenho um dever a cumprir,minha mãe grita por mim do quarto dela. - inventei,embora isso não fosse demorar a acontecer. O grito da minha mãe,eu quero dizer. Ela sempre pede a minha opinião sobre roupas e sapatos mesmo.

-Tudo bem. - Alice riu maldosamente - Boa festa.

-Idiota. -eu fiz uma careta

-Beijos,amiga.

-Beijo. - e desliguei.

Entrei no banho um pouco mais cedo do que pretendia,e pude pensar bem no que ia vestir. Optei por um vestido frente-única de cetim num tom verde escuro,que segundo a vendedora,realçava meus olhos. Ficou realmente bonito com uma sandália prata que eu escolhera na primeira loja de sapatos que minha mãe me levara. Soltei o cabelo para que ele secasse naturalmente,e joguei a franja recém-cortada de lado. Fiz uma maquiagem leve,passando apenas lápis no olho,rímel e um gloss. Quando saí do quarto,minha mãe perambulava pelo quarto dela,escolhendo que roupa vestir. Eu encostei no batente e ofereci ajuda.

-Lily,meu bem,você está linda. -minha mãe sorriu depois que eu a ajudei com o vestido.

-Obrigada. -olhei-a pelo espelho,onde eu colocava um de seus brincos lindos - Você também está linda.

Saímos de casa na hora que tínhamos planejado,e a ida no carro foi silenciosa. Eu esperava sinceramente que essa festa não fosse tão entediante.

Minha mãe parou o carro em frente a um enorme portão preto,de onde seguia um jardim enorme,cheio de árvores e flores que eu nunca tinha visto na vida. Me perguntei se estava na casa de alguma realeza,e não descartei essa possibilidade quando um chofer veio pear as chaves do carro para estacioná-lo para a gente.

-Mãe,que lugar é esse? -perguntei entre os dentes,enquanto nos encaminhávamos para a entrada de um casarão branco com tantas janelas que eu estava mesmo pensando que veria o Príncipe Harry a qualquer momento por ali.

-A nova casa da Amélia. -ela sorriu animada - O Sr. Black é riquíssimo,vai levantar muito o nosso negócio.

-Imagino. -sorri junto,abismada que essa tal Amélia fosse tão interesseira.

Fiquei totalmente muda quando uma governanta abriu a porta para nós duas. Apesar do meu vestido ser bonito,eu me sentia muito sem graça perto das pessoas dali. Todos conversavam,segurando suas taças com bebidas caras,e havia sim bastante adolescentes riquinhos e mimados com os quais eu não me daria bem.

Essa noite vai ser longa.

-Amélia,querida! -minha mãe deu dois beijinhos na tal Amélia.

Ela era uma mulher bonita,loura dos olhos castanhos,e parecia simpática. Fomos apresentadas e ela falou que tinha alguém que eu precisava conhecer.

Puxou-me pela mão até uma mesa no canto esquerdo,perto de uma grande varanda,onde uma garota estava sentada,aparentemente entediada,mas toda sorrisos. Ela provavelmente foi ensinada a ser simpática com todos também.

-Filha,esta é Lílian Evans. -ela falou formalmente,e a garota levantou com um sorriso bonito e apertou minha mão.

-Marlene McKinnon. -ela falou com sua voz num disfarçadamente entediada.

-Bom,vamos ao trabalho,Sara. -Amélia puxou minha mãe pelo cotovelo e as duas saíram.

Obviamente esperavam que eu e Marlene ficassemos amigas rápido e que pudessemos passar a festa todo entediadas juntas.

Mas isso não tinha como acontecer. Era fácil notar ao olhar Marlene e eu. Ela era rica,bonita e usava um vestido que eu nunca ousaria vestir. Era preto,tinha um enorme decote e era colado no corpo até os joelhos,mostrando suas curvas e suas pernas altas demais. Ela usava um peep-toe vermelho vivo e uma faixa branca de bolinhas vermelhas no cabelo preto e repicado. Ela tinha estilo,como ficaria amiga de alguém tão previsível e sem sal como eu?

-Sua primeira tortura,certo?- ela perguntou ironicamente,e eu assenti,sem graça - Minha mãe fala muito da sua,e eu estava curiosa para conhecer você.

Eu podia dizer 'Eu também',mas a verdade era que minha mãe nunca mencionara Marlene. Então apenas sorri simpaticamente e Marlene retribuiu o sorriso.

-Não tem muita gente legal da nossa idade aqui. A maioria são garotos idiotas e aproveitadores,então cuidado. -ela apontou um loiro muito bonito do outro lado do salão,sentado no parapeito da janela - Vê aquele? É o maior cafajeste. Bom,o segundo maior,na verdade...

Quando eu ia perguntar quem era o primeiro,um garoto extremamente bonito sentou na cadeira em frente à minha,do lado de Marlene e ela se sobressaltou,revirando os olhos. Ele era alto,branco,tinha olhos muito azuis e um cabelo preto comprido,mais ou menos acima dos ombros,que eram seu charme evidente. Contive um suspiro,e Marlene murmurou:

-Falando no primeiro maior cafajeste.

-Ouch,Lene! -ele fez uma cara ofendida - Mal chego e você me recebe assim. Cuidado,han,você está na minha casa,posso te colocar para fora se continuar me insultando.

A risada escandalosa dele dizia exatamente o contrário, que ele jamais colocaria Lene para fora da casa dele. Ela riu sarcasticamente e me lançou um olhar tipo 'Ele não é um imbecil?'.

-Não vai me apresentar sua bela amiga? -ela me encarou furtivo,e Lene soltou o ar pesadamente.

-Lílian Evans,este é Sirius Black.

-É um prazer. -ele beijou minha mão quando eu a estendi para apertar a mão dele,e eu corei,recolhendo-a imediatamente. Vi Lene segurando uma risada,e Sirius passou um braço pelo ombro dela - Ah,sobre estarmos na minha casa,o que acha de conhecer o meu quarto?

Eu não consegui segurar o riso quando Lene o afastou bruscamente,quase derrubando-o da cadeira,enquanto proferia meia dúzia de palavrões baixinho.

-Black,vá procurar o James e nos deixe em paz. -Lene murmurou.

-Não precisa,já cheguei para ajudá-lo a perturbá-la,Lene. -uma voz doce e brincalhona falou atrás de mim,e eu desejei não ter virado para olhar quem era.

Ali,na minha frente,ou nas minhas costas,mais precisamente,estava o dono dos meus pensamentos,o único que ocupava meus sonhos. O meu garoto do ônibus.

Diferente de como sempre o vejo,ele usava um terno,assim como Sirius. Sua gravata vermelha não estava presa no pescoço,mas sim solta,e seus cabelos desgrenhados ainda estavam molhados,escuros e espetados como sempre. Os olhos castanhos dele desceram até mim e eu corei absurdamente, procurando qualquer vestígio de que ele se lembraria de mim. Nos encaramos por um tempo demasiado longo,e ele puxou a cadeira ao meu lado. Malditas mesas de quatro pessoas.

-Hey,James,convença a Lene de que meu quarto é um lugar legal,que ela deve conhecer. -Sirius comentou,recebendo apenas um outro xingamento de Lene em resposta.

James. Era esse o nome dele.

-Você não cansa? -James riu brevemente,aquela risada que eu tinha visto poucas vezes,os mesmos dentes brancos e alinhados. - A Lene não vai ceder como as outras,Sirius.

-Exatamente. -Lene concordou,sorrindo para James - Ah,James,essa é Lílian Evans. Nossa nova companheira de tortura.

Essa tortura seria muito boa,então.

-É um prazer. -ele sorriu na minha direção,e se inclinou me dando um beijo na bochecha. Eu fiquei estática,tentando lembrar como se respirava,ou pelo menos,como se falava. O perfume dele era delicioso,e eu estava tentando decifrá-lo. - James Potter.

-O prazer é meu. -falei pela primeira vez desde que cheguei à mesa,e James sorriu de novo,mas depois se virou para Lene,o olhar de repente preocupado.

-Eu ouvi Thomas falando sobre você não passar dessa noite,Lene. É sério,não se meta com ele. É o pior imbecil dessa festa.

Lene assentiu,aquele assunto parecia deixá-la embaraçada. Eu não perguntei quem era Thomas,e olhei para Sirius,surpresa que o ar brincalhão dele tivesse desaparecido.

-Quero vê-lo tentar. -Sirius murmurou,cruzando os braços. Ele era ameaçador, e se eu fosse esse Thomas sentiria muito medo do Sirius.

-Pare de bancar o bom moço,Black. -Lene sibilou - Eu sei me cuidar sozinha.

-Tudo bem. Mas estarei lá quando seus esforços não forem o suficiente,Lene. -Sirius garantiu,os olhos brilhando de uma forma esquisita - Você sabe como esse idiota costuma agir com garotas.

-Não muito diferente de você. -Lene bufou,e Sirius pareceu realmente ofendido.

-Eu nunca agarrei nenhuma garota à força! -ele exclamou,procurando o olhar de Lene.

Ela ficou calada,encarando-o e eu me senti totalmente intrusa naquele momento.

O que havia entre os dois parecia intenso,quase que permanente. A forma maliciosa e ao mesmo tempo protetora que Sirius a olhava chegava a ser fofa.

Esqueci momentaneamente que o meu garoto do ônibus estava ali,mas ele fez o favor de lembrar,virando o rosto para mim.

-Posso te mostrar a casa,Lílian? -ele perguntou naquela voz doce que convenceria qualquer pessoa a fazer qualquer coisa. Eu assenti,impossibilitada de falar diante daquele sorriso resplandecente dele,e me levantei quando ele levantou.

Olhei para Lene,mas não precisei falar nada. Ela piscou para mim e puxou o braço de Sirius,aparentemente indo conversar com ele num lugar mais particular.

Segui James - estava na hora de chamá-lo pelo nome já - e ele foi andando na frente,acenando e sorrindo para algumas pessoas no caminho. Num determinado momento,entramos numa área mais cheia de gente,e ele me olhou,com aquele sorriso irresistível,segurando minha mão. Eu não sabia para onde ele estava me levando,mas não importava. Eu iria a qualquer lugar com ele.

Sua mão estava estranhamente fria,mas eu gostei do seu toque mais do que eu esperava.

Entramos num aposento ainda no térreo,e eu olhei em volta. Vazio. Uma sala cheia de sofás e poltronas que pareciam extremamente confortáveis,uma televisão que tinha quase o tamanho de uma tela de cinema,e um aparelho de DVD tão complexo que eu nunca ousaria colocar um filme lá - sem saber em que buraco mexer,na verdade. Ri desse pensamento,e senti o olhar de James sobre mim.

-O que há de engraçado,Lílian?

-Nada. -eu dei de ombros,e me aproximei da estante gigantesca que mais parecia uma locadora. Havia tantos filmes ali,organizados em ordem alfabética. Senti uma pontada de vontade de passar a noite ali assistindo boa parte daqueles filmes,mas seria indelicado abandonar a festa. Se bem que eu meio que já tinha feito isso,certo?

-O pai de Sirius é um pouco viciado em filmes,sabe como é. -James comentou,adivinhando meus pensamentos.

-É,ele deixa isso bem claro. -puxei 'Moulin Rouge' da pilha e sorri. Eu amava aquele filme mais do que qualquer outro. -Deve ser estranho. Para o Sirius e a Lene verem os pais assim... juntos.

-Sirius acha engraçado. Mas a Lene não gosta muito. -ele respondeu,sentando numa poltrona preta de couro,se espreguiçando - Na verdade,os pais deles não ligam. Tentam juntar os dois há um bom tempo mesmo.

-Hum... -suspirei,ohando agora toda a coleção de X-Man.

-Quer assistir algum?-James questionou,um olhar divertido sendo lançado para mim em seguida.

-Ah,não precisa. -eu me virei para ele,tentando sorrir casualmente.

-Temos bastante tempo até o jantar ser servido. -ele se acomodou melhor na poltrona,e apontou a poltrona ao lado da dele.

-James..-era estranho chamá-lo pelo nome,como se fossemos íntimos ou algo assim - Por que me trouxe aqui?

-Ah. -ele pareceu desconcertado por um segundo,mas depois deu um sorriso de canto - Sirius e Lene precisam de um tempo para se resolverem. - ele olhou o relógio de pulso e fez uma cara pensativa - Há essa hora ela já deve ter cansado de gritar com ele,e ele deve estar prestes a agarrá-la.

-Entendo. -dei uma risada sem graça e sentei na poltrona ao lado da dele,olhando para o tecido do meu vestido como se fosse algo que merecesse toda a atenção.

Eu não podia esconder o quão sem jeito ele me deixava. Desde a primeira vez que o vi naquele ônibus,e agora estávamos aqui. Numa imitação de sala de cinema com um pouco mais de conforto,dando um tempo para que o casal mais bizarro se acertasse sem a nossa presença. Eu não esperava encontrá-lo aqui,quando via uma festa sem graça pela frente. Ele estava extremamente bonito em seu terno displicente, seus cabelos mais arrepiados ainda,seu sorriso tão brilhante quanto eu me lembrava. De perto,ele podia ser ainda mais maravilhoso,e eu não pensei que algum dia pudesse me acostumar com isso. Quero dizer,essa perfeição toda.

-No que está pensando? -ele perguntou,me encarando furtivamente.

-Nada. - só em como você é irresistível. Pfff. Como você é patética,Lílian Evans.

-Não é o que parece. -seu olhar ficou duro de repente - Você quer me dizer alguma coisa?

-Não. - só que eu sou perdida e idiotamente apaixonada por você. Sabe como é,te vejo no ônibus todos os dias,e você nunca saiu da minha cabeça.

-Será que eu posso... -ele se inclinou pelo braço da poltrona,seu rosto perto demais para eu conseguir me mover. Ou respirar. Ou pensar. Droga,James Potter. - Te chamar de Lily?

-Pode. - pode me chamar do que quiser. Pode fazer o que quiser comigo,meu garoto do ônibus.

-Sabe,Lily... -ele sorriu torto de novo,e eu não consegui mais tirar os olhos da sua boca - Você é misteriosa. Eu olho para você e vejo que não é totalmente sincera ao dizer o que pensa para mim.

-Talvez porque nem sempre podemos dizer o que pensamos. -respondi suavemente. Mal vi as palavras saírem. Seu cheiro impregnava minhas narinas,e nada mais importava. Eu poderia passar o resto da vida sentindo aquele cheiro,olhando aquele rosto.

-Não vejo motivos. -ele alargou mais ainda o sorriso.

-Você não parece falar tanto assim o que pensa também. -alfinetei,erguendo uma sobrancelha.

-É mesmo? -ele franziu o cenho - Hum...Tem uma coisa que devo te dizer então. Para ser totalmente sincero.

-Vá em frente. -gostaria de saber de onde eu estava tirando tanta ousadia e coragem.

-Você é possivelmente a garota que mais chamou a minha atenção até hoje. E,acredite,eu conheci muitas garotas. -ele murmurou,sua respiração já batendo na minha bochecha.

Eu perdi a linha de raciocínio,se é que existia uma,quando seu nariz encostou no meu. Delicadamnte,de forma lenta. Torturante,eu podia sentir até mesmo seu hálito se misturando com o meu nas nossas bocas entreabertas.

-Senhor Potter? -uma voz gutural soou da porta,e eu pulei no lugar onde estava,só então notando o quão inclinada eu estava sobre o braço da poltrona. Ajeitei meu vestido sem saber exatamente porque,e vi James virar o rosto para a porta,soltando um suspiro baixo.

-Agnes. -ele murmurou. Eu diria que ele parecia frustrado,mas fui menos pretensiosa.

-O jantar foi servido,só vim avisá-los. -o olhar da governanta pairou sobre mim e ela sorriu sem graça. - Desculpe interrompê-los.

James não falou nada,apenas levantou da poltrona e saiu andando. Eu fiquei estática,tentando lembrar como aquilo tudo tinha acontecido,afinal. Ou como quase tinha acontecido. Tão rápido. Eu esperara muito por qualquer chance com o meu garoto do ônibus,por que agora estava assim,assustada e receosa?

-Você não vem? -ele perguntou,já na porta. Seu sorriso convencido mostrava que dessa vez ele podia adivinhar meus pensamentos,sem que eu precisasse proferi-los em voz alta.

Ele me deixava tonta. Ele me causava sensações estranhas. E ele já sabia muito bem disso.

Levantei rapidamente e andei a passos largos na direção dele. James manteve a porta aberta para que eu passasse,e eu passei muito perto dele,devido o pouco espaço que ele deixara. Só então percebi que ele passara um braço pela minha cintura,me conduzindo até a mesa de onde tínhamos saídos minutos atrás. Tentei não tremer com o toque da mão dele nas minhas costas enquanto andávamos e sorri aliviada ao ver que Lene e Sirius não pareceram surpresos com minha possível cara de desespero ou pela intimidade que James e eu tínhamos adquirido tão rápido.

-O cardápio hoje é dos mais difíceis. -Lene riu baixo,mostrando uma espécie de pasta com um cartão dentro. James pegou-a,e puxou a cadeira para mim.

-Não sou muito fã de frutos do mar. -ele murmurou ao ler as opções,e me passou o cartão depois.

-Sou alérgica a camarão. -murmurei também,e os três me encararam animados - O que foi?

-Nós nunca comemos o jantar dos velhos. -Sirius respondeu casualmente,e levantou-se,estendendo a mão para Lene,mas foi ignorado quando ela levantou e sorriu para mim.

-Vamos à cozinha,Lily. -ela anunciou,saindo andando com Sirius em seu encalço. Pude ver a tentativa dele de pegar na mão dela,mas Lente o ignorou e ele a abraçou pelos ombros,sem que ela oferecesse resistência.

-O que...?

-Você vai entender. -James sorriu torto,segurando a minha mão sem que eu pudesse fugir,me levando pelo caminho de Lene e Sirius.

Vi minha mãe conversando com um casal desconhecido,e pelo seu olhar,eu teria muitas perguntas a responder por estar andando pela festa de mãos dadas com um garoto. Minha mãe não era muito liberal,sempre queria saber detalhes da minha vida amorosa. Não que minha lista fosse vasta,já que eu era seletiva,mas ela não gostava muito de nenhum dos garotos com os quais me envolvi. Apesar de todos serem certinhos sempre,nerds também,em sua maioria,ela sempre arranjava algum defeito. Eles nunca eram bons para mim,segundo ela.

Ao entrar na cozinha,me assustei com sua magnitude. Várias geladeiras,vários armários,vários cozinheiros e seus auxiliares. Os Black gostavam de excessos,pude notar.

Sirius foi até um que parecia o chef e falou algo baixo com ele. Recebeu um olhar de censura,mas foi atendido. O chef não poderia fazer o contrário,na verdade. Sirius era dono daquela casa,fala sério.

Sentamos em bancos perto de uma bancada que ficava de frente para uma das grandes janelas,e eu vi o Jardim bem cuidado à esquerda,e a piscina enorme bem a direita. Lene tagarelou sobre comprar mais espreguiçadeiras para a área da piscina,e Sirius só assentia. James ria da autoridade dela sobre ele e me lançava alguns olhares intensos,sua mão ainda entrelaçada à minha. Ainda fria,ainda me passando aquela sensação quente e reconfortante.

-Ah,Lily,podia vir passar o domingo com a gente! -Lene se empertigou no banco,me olhando com um grande sorriso - Sempre ficamos na piscina,depois assistimos uns filmes,saímos para comer. Vai ser divertido.

Eu nunca tive uma vida social super badalada,então aquela pareceu uma boa idéia.

-Claro,por que não? -pude ver o olhar que ela lançou à James,e senti um frio na espinha com a malícia no sorriso de Sirius em seguida. Estava tão óbvio assim que qualquer idéia que envolvesse James me pareceria ótima?

-Na verdade,eu tinha pensado em outros planos. -James uniu as duas mãos em cima da bancada,fugindo da minha mão,do meu olhar. Me senti estranha,mas tentei parecer normal.

-Que planos? -Lene perguntou,tão surpresa quanto eu.

-É que eu marquei umas coisas... -ele pareceu pesar bem as palavras - Com umas outras pessoas.

Marcou uma coisa com uma outra garota. Era isso que ele tentava dizer.

Peguei-me pensando em como eu fui tola,como pude pensa por um instante sequer que ele fosse querer algo comigo. Ele era perfeito,eu era comum demais. Ele devia ter uma namorada linda e popular como ele. Deve ser divertido para ele dar em cima de uma ruiva imbecil na 'tortura' que eles tanto odeiam de todos os sábados. Claro,uma mudança,que maravilha. Alguém para ele poder ocupar a mente,e talvez outras coisas,na ausência de sua namorada.

Ah,James. Não com Lílian Evans. Eu não nasci com vocação de palhaça,muito menos de substituta. Tentei parecer natural quando tossi e encarei Lene.

-Eu virei,Lene. Vai ser divertido. -meu sorriso maldoso foi bem interpretado por Lene e ela sorriu mais ainda. Sirius parecia confuso,e eu não procurei o olhar de James.

Era incrível como ele me fez mudar de opinião a respeito dele tão abruptamente.

Do amor ao descaso num segundo. Ou era o que eu me forçava a pensar. Dane-se. Ele tinha outra,e eu era a otária da vez. Pff,que previsível. Um garoto maravilhoso e galinha. Como não notei isso antes?

-Lily... -ele chamou meu nome baixo,e Sirius estendeu a mão para o chef,que chegara com uma bandeja enorme.

Quatro hambúrgueres enormes,com batatas-fritas em volta,e quatro refrigerantes. Sorri. Era tudo que eu precisava para sorrir mais naturalmente ainda: fast-food.

Comemos em silêncio,com pausas para elogiar o talento do chef. Eu afastei meu banco de James gradativamente,e assim que terminamos de comer,eu olhei para Lene e sorri de novo.

-Lene,me ajuda a achar nossas mães?

-Claro. -ela levantou e eu a imitei,mas James segurou meu pulso.

-Espera,Lily. -eu me virei para olhá-lo naqueles olhos castanho-esverdeados,e essa não foi uma boa idéia - Eu acho que você entendeu tudo errado.

-Não. -meu sorriso se abriu mais ainda. Era incrível a minha capacidade de sorrir quando estava com raiva - Você que entendeu tudo errado,James.

E saí andando com Lene. Pude ouvir Sirius soltar um assovio tristonho,mas não ouvi James responder nada. Melhor assim.

-O James,Lily... -Lene pareceu pensar um segundo,enquanto andávamos pelos convidados - Ele não é como o Sirius,sabe? Não é um cafajeste.

-Tudo bem. -eu dei de ombros.

-Ele...Não costuma se interessar pelas garotas tão rapidamente assim. -ela continuou,e eu bufei - Quero dizer,ele é bem chato com isso. Você deve ter sido diferente.

-Deixa isso pra lá. -eu avistei minha mãe ao lado de Amélia e apertei o passo até elas.

-Lily. -Amélia sorriu - Você e Lene se deram bem?

-Muito. -eu sorri para Lene e ela correspondeu - Sua filha é um amor de pessoa.

-Que bom. -Amélia a abraçou de lado e eu sorri.

-Mãe. -olhei-a com angústia disfarçada - Vamos ficar muito tempo ainda?

-Só mais uma meia hora,querida. -ela respondeu,tentando entender o que havia acontecido para eu querer tanto ir embora.

-Certo. -cruzei so braços.

-Lene,procure Sirius e avise que o pai dele o quer aqui agora. -Amélia olhou séria para Lene,e ela assentiu,me olhando antes de sair andando. Ela entendeu que eu não a seguiria.

-Vou dar uma volta. -anunciei antes de sair pela porta,indo até os jardins muito bem cuidados dos Black.

Havia muitas árvores,muitas flores diferentes ali. Andei até uma espécie de banco de pedra perto de um roseiral lindo,sentando-me ali mesmo. A lua estava linda,pude observar. E havia estrelas demais no céu,o que anunciava que amanhã seria um domingo ensolarado. Um ótimo dia para nadar,o convite de Lene parecia tentador.

Não tive tempo de pensar muita coisa,logo senti um corpo se encostar no meu,sentando exatamente ao meu lado. Seu perfume o denunciaria há um quilometro de distância,pelo menos para mim.

-Quer saber o que estou pensando agora? -perguntei calmamente,sem forçar nenhum sorriso.

-Posso deduzir sozinho. -ele respondeu baixo.

-Hum.

-Lily... -ele se virou para me encarar,mas eu ainda observava o céu - Sobre o que aconteceu na sala de Tv...

-Não aconteceu nada,se for parar para pensar. -retruquei de imediato,e James suspirou.

-Foi precipitado. Desculpe se te aborreci.

-Não aborreceu. -fui sincera. Apenas me deu falsas esperanças. Mas ele não entenderia isso; não saberia porque eu o cobiçava há tanto tempo. Muito antes de hoje à noite.

Ele segurou meu queixo com uma mão,a outra deslizando pelos meus cabelos ruivos. Eu não poderia afastá-lo nem se quisesse. E eu,de fato,não queria. Encarei seus olhos castanho-esverdeados,uma tonelada de perguntas me aborrecendo. Por que ele fazia aquilo,se havia outra? Por que eu tinha chamado a sua atenção? Por que ele estava ali,me tocando daquela forma que desencadeava sensações esquisitas?

-Eu sei o que você está pensando agora. -ele murmurou,seu olhar mais injetado do que na vez da sala - Sobre mim.

-Aposto que não. -retruquei,evitando encarar aqueles lábios que eu já me acostumara a olhar.

-Eu não sou um desses cafajestes que a Lene deve ter te alertado. -ele quase sorriu,mas seus olhos ainda estava sérios - Só que você chamou mesmo a minha atenção...Mais do que outra garota já chamou.

-Não mais do que a garota de amanhã. -murmurei em resposta,sem perceber que nossos rostos estavam muito mais próximos. A mão dele subiu do meu queixo para a minha bochecha e ele balançou a cabeça negativamente,descendo a mão que estava no meu cabelo para as minhas costas,arrepiando-me totalmente.

-É isso que me confunde. -seus lábios tocaram o meu queixo,a minha bochecha,e ao invés de fazer o caminho da minha boca, senti arrepios no pescoço com seu toque frio ali. Pude senti-lo beijar a minha orelha logo em seguida - Diferente. É totalmente diferente da outra garota.

-De uma forma melhor? -questionei com a voz falha,sem conseguir entender como eu ainda tinha voz.

-Não sei. -ele hesitou por um instante,e afastou-se um pouco de mim,permitindo-me clarear os pensamentos - Nós acabamos de nos conhecer. Não acha que está tudo indo rápido demais?

Não. Eu o conheço há muito mais tempo do que você imagina,James.

-Então vamos devagar. -tentei sorrir,mas falhei miseravelmente,pela expressão apreensiva dele.

Ele mordeu o lábio inferior,pensativo. Eu respirei fundo,o que foi uma péssima idéia,porque apenas inspirei mais ainda seu perfume delicioso.

-Acho que está na minha hora de ir. -murmurei ao ver Lene acenando da outra ponta do Jardim,fazendo sinais de que minha mãe estava saindo.

-Não! -James apertou o aperto na minha cintura,me impedindo de levantar. Tentei disfarçar que meu coração estava palpitando mais forte do que nunca. - Quando vamos nos ver de novo?

Apesar de saber que aquilo era muito injusto,que ele estava sendo egoísta em querer ficar com aquela outra garota e comigo,eu dei um sorriso sincero.

-Logo,logo. -murmurei perto do ouvido dele,e beijei seu rosto suavemente em seguida. Ele piscou algumas vezes,meio atordoado. Eu vibrei por dentro em saber que causava esses efeitos em James. Levantei do lugar onde estava,e ele me encarou,ainda sentado. Seus olhos faiscando junto com seu sorriso brilhante.

-Até logo,Lily. -ele acenou com a mão,ainda sem conseguir tirar os olhos dos meus.

-Até,James. -me virei e saí andando antes que mudasse de idéia e o agarrasse ali mesmo,sem pensar em mais nada.

Lene me recebeu com um sorriso de orelha a orelha e eu a abracei e dei dois beijos na bochecha.

-Nos vemos amanhã. -ela apontou a bolsa da mãe junto com a dela numa das mãos - Eu te ligo.

-Certo. -eu sorri mais ainda,e nossas mães se aproximaram.

-Vamos,meninas? -Amélia perguntou,na sua felicidade eterna e eu balancei a cabeça positivamente. Estava gostando dela cada vez mais.

Antes de passar pelo enorme portão,pude ver que James estava parado na porta da sala principal,de braços cruzados,me olhando mesmo de longe. Ele acenou com a mão outra vez e eu retribuí o aceno, vendo o sorriso no rosto dele mesmo a distância.

Fomos em carros diferentes,é claro,e nos despedimos educadamente.

Já na metade do caminho,minha mãe parara de falar dos contratos que elas assinariam naquela semana e se virou para me olhar,num sinal vermelho. Esperei pelas milhares de perguntas sobre porque eu estava de mãos dadas com James,mas elas não vieram. As perguntas,eu quero dizer.

-Gostou da festa,Lily? -ela perguntou docemente,sorrindo como se pudesse adivinhar exatamente tudo de bom que me acontecera naquela festa.

-Muito. -respondi com sinceridade,e sorri de volta - Acho que virei mais vezes.

Ela balançou a cabeça negativamente,mas estava feliz com a minha resposta.

Fui dormir mais animada e elétrica do que em qualquer sábado a noite. Os acontecimentos da noite anterior pareciam surreais demais para que eu pudesse simplesmente deitar a cabeça e dormir.

James Potter. Eu gostava de falar o nome dele. Repeti-o diversas vezes,encarando o teto do meu quarto.

Meu garoto do ônibus. Eu também gostava de repetir meu apelido inventado bem antes de descobrir o nome dele. Soava bem. Soava quase verdadeiro.

Eu chamava a atenção dele de uma forma diferente. Mais do que qualquer outra garota.

Espero que nada disso tenha sido um sonho,e se tiver sido,espero não acordar.

Uma realidade com um James Potter interessado por mim supera qualquer expectativa minha de um dia ir falar com ele no ônibus. Supera qualquer coisa que eu tinha imaginado para essa festa que deveria ter sido uma tortura.

Uma doce tortura,então.

Estaria disposta a enfrentar mais torturas assim quando pudesse.

Ri sozinha na escuridão e no silêncio do meu quarto.

Droga de efeitos colaterais que James Potter causava em mim.


N/A: Olá,pessoas. Eu definitivamente queria continuar essa fic,mas estava numa maré de pouca imaginação. Até que aconteceram umas coisas,e eu continuei :)
Fiquei mega feliz por ter tanta gente que também tenha um 'garoto do ônibus', hahahaha.
Obrigada por todos os comentários,em especial: Thaty (continuei,como você pediu),Girl Storm (MARA,HAHAHAHAHAHA. Tenho,tinha,sei lá. Longa história,ai ai..), Yas Getirana (Também acho,cara. Todo mundo teve um dia,hahaha), Niinah (Pois é,demorou mas atualizei 8D), Lily A. Cullen (Obg,aí está. Amei seu sobrenome 8D), N.G Phoenix (É,geralmente fazemos isso que a Lily tá fazendo mesmo,é involuntário. hahaha), Hyuuga Hyuu (Obrigada por ler todas as minhas fics,você é MARA (L)'), Bre-Chan (CARAMBA,que comentário gigante. Pode postar coments sempre assim,gigaaaantes. ADORO ;D Sim,sim,fico feliz em transmitir a sua situação também,estamos juntas nessa de babar no garoto do bus. HAHAHAHAHA você nem imagina a minha felicidade ao saber que a minha fic ficou em primeiro lugar pra alguém (': muito,muuuito obrigada mesmo. você me motivou a postar rápido com sua review,ok? Beijos,continue acompanhando e muuito obrigada!)
É isso então,brotos.
Nos vemos na próxima atualização,que tal? BEIJOS E QUEIJOS.