Capítulo 01

Santuário de Atena – Grécia – Um ano antes da história atual.

Ela observava a tudo com olhos de águia, não era apenas por função, aquele olhar atento que cobria vagarosamente toda a extensão do espaço abaixo de si estava carregado de orgulho, respeito e principalmente de afeto.

Estava desperta já a algum tempo, não havia porque ficar mais escondendo aquele persentimento, não era tão boa quanto as outras nesse quesito, era também sua primeira vez naquela situação, mas tinha plena consciência de que algo estava para ocorrer. Permitiu que seus cílios longos e muito negros repousassem levemente sobre o rosto, um longo minuto em que fixou sua mente em sua próxima ação.

Levantou-se finalmente para caminhar em direção a saída, havia uma coisa a tratar, importante, talvez a mais importante de toda a sua vida até então, e provavelmente definiria o futuro de sua relação com todos ao seu redor.

Tinha de ver Saori Kido.

Saori não era apenas a reencarnação de Atena, a deusa da sabedoria, ela também tinha uma sabedoria muito pessoal e que não podia ser confundida com a sabedoria de uma deusa, ela também tinha um grande respeito e uma grande responsabilidade, não apenas por todos os que viviam além da floresta, na vila local como também queria novamente a confiança das pessoas que vivam naquele novo espaço sagrado.

Tinha de concordar que se não fosse por ela muitas coisas não teriam ocorrido dentro do santuário das amazonas, as reformas foram bem rápidas graças a sua ajuda financeira e a tecnologia da corporação que ela controlava permitia-lhe proteger e cuidar muito melhor de suas meninas. Mais até do que conseguiria com seus poderes. Ficava feliz de pensar dessa forma.

Enquanto descia a escadaria de seu templo, podia ver o explendor do sol em seu alvorecer, o santuário construído em torno da vila das amazonas era uma construção imponente e rochosa, na encosta montanhosa que mesmo a sombra da grande montanha central da ilha era a visão perfeita do símbolo ostentado pelas amazonas.

A lua.

Mesmo com suas amazonas encontrando sua força em outro lugar, Saori não pareceu abalada em sua confiança de que algum dia as coisas poderiam ser melhores entre elas, as vezes acreditava que sua mestra pensava da mesma forma, mas era cabeça-dura de mais para aceitar tal pensamento vindo da jovem.

Descia de seu templo, na escadaria da casa de peixes, não era parecida com a do santuário de cavaleiros, nem mesmo lembrava as rosas perfumadas que cresciam naquele lugar, mas os degraus rústicos que com o tempo foram construídos e talhados pela mão daquela que seria treinadora da atual guardiã mantinham viva a chama da esperança que irradiava nos corações das mulheres que viviam ali.

O próprio templo não possuía pilares, pelo contrario, era apenas uma escura caverna, entalhadas nas laterais mensagens de força e símbolos de poder, uma caverna é uma fortificação bem mais interessante que casas extremamente altas que poderiam ruir ao menor sinal de explosões cósmicas.

Sorriu para a escuridão.

Entrando no templo ela caminhou por alguns instantes, tochas se acendiam enquanto ela passava, não fazia mais diferença, há muito não temia a escuridão, pelo contrario ela parecia acolhedora e reconfortante.

Em uma parede esquisita cheia de buracos com formatos ela inseriu um pingente, a rocha respondeu com um ruído metálico interno, girando e chiando como uma engrenagem. Por fim abriu-se uma porta na escuridão, havia uma sala interna, pequena de metal, um espelho refletia sua imagem: os cabelos verde-musgo escorriam pelo manto, estava cansada de ver a expressão de seus olhos cobriu o rosto com o capuz e entrou no local.

Apertou o botão com o símbolo de um cavalo, o elevador fechou e desceu 13 andares abaixo, em um nível abaixo da terra.


Nebula – Galáxia de Andrômeda – Aproximadamente um ano antes da época atual

Nebula o novo mundo.

Azul e tão grande quanto a Terra, o planeta na verdade é o dobro do inútil planeta da princesa da lua, só que com metade da população global, e o melhor de tudo, apesar dos avanços tecnológicos e da inteligência superior a da maioria dos terráqueos, eles são um povo pacifico.

Nebular como se intitulam o povo que nasce nesse planeta, é simples, de costumes e relações, desde sua forma de nascimento controlada, até sua forma politicamente correta de viver, convivem pacificamente os membros de raças e até mesmo com especies diferentes da sua.

Em outras palavras uma chatice total.

Mas tudo bem, aqueles que pensavam que eu desistiria assim tão facilmente realmente não me conhecem direito.

Eu sei de tudo o que se passa aqui e ali, posso ver as coisas que no momento acontecem lá longe, em outra galáxia, no mundano planetinha azul. Pobres tolinhos aqueles que um dia acreditaram que eu desistiria dela.

Ela, perfeita e intocável, pura como um raio de sol em manhã de primavera, os olhos ainda mais brilhantes que os de Vênus, seus cabelos cor de noite, sua pele em tom de leite e seu doce sorriso virginal.

Pobres tolos aqueles que pensavam que alguma coisa ou alguém poderia me separar dela, o meu plano e simples, esse mundo e o outro não perde por esperar e essas pobres, inocentes e tolas criaturas iram me ajudar.

Mais uma vez.

Era uma tarde comum, em um dia comum, uma semana onde todos haviam trabalhado para sua sobrevivência e a sobrevivência daqueles que dependiam de si.

Os animais foram alimentados, os sonhos das crianças floresciam enquanto a estrela finalmente se punha e junto dela, as cabeças das pessoas que acreditavam poder mais uma vez erguer-se para um novo dia, quando ele retornar-se de sua viagem para o outro lado do planeta.

Eles não eram tolos a ponto de pensar que a estrela poderia desaparecer, assim de uma hora para outra.

Eles eram espertos de mais para isso.

No alto da mais alta torre, o guardião apenas vigiava, o sorriso que se passou por seus lábios cor de carmim era maldoso e assustador, mas a jovem que o acompanhava não o percebeu. Ela carregava consigo uma caixa, seus olhos sem foco aguardavam uma resposta daquele que era seu líder.

Ele não a respondeu, pegou a caixa saindo em direção ao hangar onde uma nave o esperava, a jovem ficou para trás, sozinha, de pé, no lugar onde findaria sua curta vida. Uma lágrima escorreu pelo rosto enquanto recobrava sua memória, as lembranças, o falso amor, a dor que sentia pelo engano, a dor da traição, do abandono e a vergonha de ter sido tão tola.

Ele entrou na nave, dentro dela quatro jovens em um tubo, imersas em um liquido esquisito que aos poucos alterava suas formas para que pudessem se adequar melhor ao mundo onde iriam viver.

Viver, para lutar.

Ele entrou em uma câmara, precisava retornar ao seu antigo corpo, seu verdadeiro corpo. Antes retirou de dentro da caixa quatro cristais, estranhos objetos brilhantes e coloridos que colocou em cada uma de suas 'cobaias' como as chamou em sua própria mente doentia enquanto punha-se a dormir com um sorriso a estampar seu rosto.

A máquina se abriu como o desabrochar de uma flor, cada uma de suas pétalas uma mini nave, onde jaziam os corpos em tubos. O ruído não despertou ninguém em nenhuma das casas, nem mesmo nas naves.

A máquina lançou-se em direção ao espaço, seu miolo, uma bomba em ignição, que impulsionou as naves para fora de Nebula, do sistema solar e finalmente de Andrômeda. Junto com a explosão o impacto assassino e destruidor de uma bomba nuclear.

O planeta não mais existia.


Terra – Ano atual

O planeta era diferente, esquisito cheio de gente, quente e até mesmo parecia menor. Tinha notado a diferença em seu corpo, para se adaptar melhor ao planeta deles, ele dizia.

As pessoas eram diferentes do que ela pensava, não pareciam perigosas, na verdade haviam muitas crianças, ela gostava de crianças apesar de raramente ter visto uma em seu planeta natal, uma forma de nos enganar, ele dizia.

Era estranho não se sentir rejeitada e poder se sentir mais livre, a forma como pensava, as roupas que vestia, eles mentem, ele dizia.

Sinceramente ela já estava ficando cansada do que ele dizia.

Estavam naquele planeta para destruir pessoas que aparentemente enviaram uma sonda espacial a alguns anos luz atrás, a sonda possuía imagens, sons, outras coisas mais as quais retratavam a vida do planeta e sua evolução tecnológica.

Ele a decodificou, como sendo uma mensagem de guerra. De destruição e de terror a todos aqueles que não se curvassem diante de seus desejos. Anos luz atrás elas saíram do planeta em missão de paz para conversar com tais criaturas.

A noite ela acordou e viu a explosão de seu planeta, enquanto rapidamente sua nave de proteção cruzava o espaço de sua galáxia e finalmente entrava naquele intitulado via-lactea.

A dor da lembrança de rostos queridos que não mais estariam a espera de seu retorno fez uma lagrima escapar seus olhos e ir se juntar aos fluidos que estavam no tanque.

Era um planeta esquisito, com coisas esquisitas. Ela tinha um trabalho, tinham de fingirem serem pessoas daquele lugar novo e estranho. Além disso tinham de encontrar pessoas a quem acreditassem poder salvar.

Um exercito de três para cada ciclo elementar, um exercito de doze para formar.

A questão é onde, encontrar pessoas que valesse apena salvar.


Bom, o capítulo que eu devia acabou saindo um pouco depois do que eu pensei, mas do jeito que eu imaginava, bem polêmico e interessante.

Interessante porque dá para ver vários aspectos que eu vou abordar na fic, sendo eles: as características especiais de cada personagem, ou seja, como eu penso nela, que é mais ou menos o que eu vou aprontar com as personagens. - Não se preocupem porque quando eu arrumar as fichas que eu quero, vou enviar essas características para as donas das fichas também, quero ajudinha de vocês, não sobre o futuro de vocês, mas o futuro do grupo conforme a missão especial de cada uma.

Outro aspecto interessante é que dá para ver quem é o vilão, o que ele fez e como ele pretende agir, então fiquem espertas com ele.

Outro aspecto interessante, para quem viu a ficha da 'P' - para quem não viu ela segue na edição do próximo capitulo, ou seja, da ficha - é que revela algumas coisas sobre ela.

A parte polêmica é a parte que mostra um pouco da vida das pessoas de Nebula, e mostra mais ou menos como é a vida das meninas aqui na terra, as desconfianças de uma delas por parte de seu líder e o plano dele.

A parte chata é que não vai mais ser tão difícil assim descobrir que ele é e ganhar surpresinha.


Para senhorita lilly que me manda PM's dizendo coisas que eu quero muito ouvir, como 'lista enorme de pares' obrigada e realmente muito bom saber que está gostando da fic, você ficou em dúvida e estava esperando um cap. para entender das sailor e como elas viviam no planeta delas, está aí, agora se você vai querer me matar por causa desse vilão é outra história.