Doce Vingança
- Ótimo! – exasperou se soltando do cinto de segurança e se virando para o homem ao seu lado. – Me prove. Me possua, Sesshoumaru.
Sesshoumaru se forçou a contar até dez mentalmente, tentando fortemente não cair na risada com a sugestão da humana. Humana, pelo amor de Deus! Claro, havia algo de bom no beijo, ele podia até chegar a admitir que foi melhor do que ele já havia imaginado mas ele não iria para cama com Kagome Higurashi. Se fosse pra ser com uma humana, que fosse qualquer uma diferente de Kagome.
Mas a humana em questão ao seu lado parecia bastante séria em relação àquilo tudo. Séria demais.
- Não seja ridícula. Ande, saia do carro, não tenho a noite toda.
- Está recusando o desafio? Ora, falar é fácil, não é?
- Não irei cair nessa sua psicologia barata de novo, Kagome. Agora saia.
- Ótimo! Fique com seu carrinho esporte e sua supercompensação idiota! – gritou batendo a porta do carro. Algo em ser rejeitada por Sesshoumaru Takahashi realmente a deixava irritada.
A humana, aos olhos do youkai, sempre tivera a habilidade de parecer sensual por natureza mas irritada tal habilidade apenas se realçava ainda mais. Enquanto caminhava em passos decididos e, como ele podia facilmente perceber, contrariados, seus cabelos movimentavam-se ao ritmo do vento, criando uma moldura perfeita para suas feições delicadas. Era... irritante o modo como apenas ela obtinha tal feito.
Kagome bateu a porta de casa de seus pais se sentindo como uma adolescente novamente. Tudo parecia um grande déjà vu. O amor não correspondido por Inuyasha, as pseudo-discussões com Sesshoumaru e chegar mais uma noite para uma casa vazia. Agradeceu por pelo menos não ser mais uma adolescente desengonçada.
Adentrando seu quarto de infância jogou os sapatos para o lado e caiu sobre a cama sem ao menos se dar ao trabalho de se trocar. Foda-se a maldita da maquiagem.
Na manhã seguinte acordou com o barulho de crianças correndo pelo quintal dos fundos, se levantou, com o pior dos humores por ser sido acordada, seguiu para a janela que dava para a parte de trás da casa e viu varias crianças brincando, adultos conversando animadamente ao som de musica baixa e uma tenda armada com um buffet sob ela. Não queria de forma alguma se juntar àquelas pessoas mas já passava de meio dia e ela precisava sair do quarto. Tomou uma ducha fria para acordar e depois de se arrumar, juntou-se a barulhenta multidão.
O grande portão de madeira que separava o jardim dos fundos dos Takahashi do dos Higurashi se encontrava aberto, como na maioria das vezes, mas nessa vez em particular inúmeras pessoas pareciam cruzar de um jardim para o outro. Era perfeitamente óbvio, que aquele brunch/almoço/que diabos fosse, como Kagome não estava realmente interessada em descobrir, estava sendo organizado juntamente por ambas famílias.
- Boa tarde, Bela Adormecida.
- Volte para o inferno, Sesshoumaru, que é de onde você nunca deveria ter saído.
- Uau. Estamos nos sentido mal humorados hoje, huh? - provocou formando um pequeno sorriso torto no canto dos lábios. A idéia de ter tanta influência sobre o humor da humana era bastante tentadora. Afinal, Inuyasha nunca havia realmente conseguido tirá-la do sério como ele conseguia, pelo menos não com a mesma habilidade.
- Sim. Agora me diga o que diabos você quer antes que eu perca o pouco de paciência que ainda tenho. – ela perguntou se virando para ele, olhos transbordando irritação.
- No momento? – ele divagou, testando a paciência da garota a sua frente - Você – sussurrou a puxando para um beijo.
E lá estava o inconfundível gosto da humana mais uma vez. Morangos.
Ele acabou por derrubar na grama a taça que trazia nas mãos, com o único e singular objetivo de com as mesmas mãos prender o corpo da humana contra o seu. Não durou muito e ele quase rosnou em irritação quando ela se afastou. Claramente não estava esperando por aquilo, ou a teria impedido.
- Tire as patas de mim! – exacerbou enquanto andava apressada para o outro lado do quintal. Ele não a seguiria, pelo menos não agora, afinal, tinha seu orgulho.
Para Kagome, cenas assim só aconteciam em filmes. Cenas em que o "mocinho" arrogante agarrava a mocinha despreparada e a mesma se derretia de amores por ele, ou, como no caso dela, desvencilhava-se com raiva.
Nos filmes, o "mocinho" seria romântico.
Na vida real? Insuportavelmente egocêntrico e irritante. Quem ele achava que era para agarra-la daquela forma, na frente de todo mundo!, depois de tê-la dispensado na noite anterior.
O evitou pelo resto do dia.
Não foi muito difícil com Sango, sua melhor amiga, agora ao seu lado. Sango discutia as belezas de se estar casada com bastante sarcasmo, arrancando risos de Kagome. Risos que não passavam despercebido por nenhum dos irmãos Takahashi.
Sango havia se casado recentemente com Miroku, um ex-mulherengo assumido que agora só tinha olhos para sua belíssima esposa além de também ser o melhor amigo de Inuyasha. E dela também. Fora através deles que Kagome conheceu Sango.
Kagome não conseguia evitar pensar que tudo seria bem mais fácil se ela e Inuyasha ainda estivessem juntos. Inuyasha era familiar, era o que ela conhecia. Depois de tantos anos juntos ela não sabia como poderia recomeçar sua vida agora, sozinha. Quando Inuyasha disse que a estava deixando porque havia se apaixonado por Kikyou, ela sentiu como se o chão tivesse sumido e seu mundo desabando. E agora, quase duas semanas depois ela ainda não sabia exatamente o que fazer dali em diante. Todo o progresso que ela havia realmente feito nos últimos dias girava ao redor da descoberta de que beijar Sesshoumaru era terrivelmente bom.
E esse com certeza não era exatamente um progresso muito bom.
- Um dolar por seu pensamento?
- Não é nada, Miroku, - respondeu agora sozinha com o amigo - eu só estava pensando em... como diabos colocaram essa tenda monstruosa aqui enquanto eu estava dormindo? - a tenda era enorme, pelo amor de Deus! Quem podia culpá-la? Miroku apenas riu da amiga e deu os ombros.
- Você sempre teve o sono pesado - ele brincou. - E você sabe que não me engana com essa história da tenda.
- Mas olhe pra ela! É gigantesca! - insistiu com um olhar divertido.
- Se precisar que eu soque Inuyasha, é só falar. Você sabe que eu o faria por você.
- Obrigada, Miroku... eu talvez realmente peça - continuou quando viu o ex-noivo se agarrando com Kikyou do outro lado do quintal.
- Ele não devia tê-la trago aqui... Ele não devia estar com ela de modo algum para falar a verdade. Vocês ficavam tão bem juntos... - Kagome fez uma careta e revirou os olhos. A deixa para Sesshoumaru colocar o braço ao redor dos ombros dela.
- Eu preciso dela por um segundo, Miroku - as sobrancelhas de Miroku arquearam tanto que poderiam ter tocado o teto se não estivessem ao ar livre enquanto Sesshoumaru atravessava com Kagome o portão de madeira. Sesshoumaru soltou-se dela e se colocou do lado de dentro do bar improvisado ao lado do portão assim que o atravessaram. O bartender não pareceu muito feliz com a intromissão mas sabia bem demais quem era Sesshoumaru Takahashi para dizer alguma.
- O que diabos foi isso?
- Com ou sem tônica? - perguntou ele se referindo ao copo de gim que estava colocando para ela.
- Querendo me embebedar tão cedo? Você sabe o que seu irmão disse sobre você fazer isso comigo... - provocou ela. Malícia dançando por seus lábios.
- Meu irmão é um idiota. - disse simplesmente. Com aqueles olhos frios, Kagome não sabia ao certo o que ele queria dizer, então se deu pro vencida e silenciosamente pegou o copo que ele a oferecia.
Continuaram a andar em silêncio pelo jardim Takahashi. Aquele lado da festa parecia definitivamente mais calmo, e o silêncio entre os dois era até relaxante para Kagome, mas Sesshoumaru, pelo outro lado, parecia ocupado em uma briga interna até que finalmente quebrou o silêncio. Uma pena para ela. Vê-lo se torturando poderia ser demasiado divertido. Fora que, falando, as chances dele irritá-la cresciam estrondosamente.
- Você não devia voltar com ele.
- O que?
- Inuyasha. Você não devia voltar com ele.
- E você não devia me dizer o que fazer - retrucou tomando um grande gole de sua bebida.
- Ele é um imbecil e-
- Um imbecil gato.
- E vocês dois juntos era uma piada - ignorou-a.
- Eu sei - ela sorriu, um sorriso sem graça. Não era feliz com Inuyasha muito antes do final do relacionamento mas não teve coragem de deixá-lo por ele representar estabilidade em sua vida. Claro que isso não dava a ele o direito de traí-la. E depois deixá-la. Filho da puta!
A raiva que estava sentido por Inuyasha ia e vinha em ondas. Ela havia dedicado se a ele e ele retribuiu traindo-a. E ainda trazia a vadia para o mesmo lugar onde ela estaria algumas semanas depois.
Com o pior dos timing, Inuyasha apareceu na frente do casal. Kagome apenas agradeceu a Deus por ele não estar com a piranha ambulante. E Sesshoumaru colocou o braço ao redor da cintura da humana, um movimento claramente possessivo.
- Eu não sei o que vocês pensam que estão fazendo, - começou o hanyou - mas saibam que é uma piada.
- Sério? Coincidência, porque o Sesshy aqui - ela sentiu uma pressão em sua cintura com o claro desgosto do youkai pelo apelido mas o ignorou - estava dizendo a mesmo coisa sobre.. bem, nós dois - respondeu gestionando entre ela e Inuyasha, com um sorriso sarcástico.
- Vocês dois não se dão bem. Essa ceninha que estão protagonizando não me convence, Kagome - insistiu Inuyasha. Sesshoumaru estava com o pulso tão fechado que suas garras começavam a feri-lo mas sabia que não podia intrometer-se porque aquela briga era de Kagome. A humana precisava aprender a se posicionar frente a Inuyasha. Havia sido submissa a ele por anos. Ele havia observado durante esses anos como Kagome sempre acabava por ceder aos caprichos do hanyou e nunca o contrário. E agora, era bom ver que ela estava finalmente aprendendo - Vocês não conseguem passar muito tempo sem brigarem. Nunca dariam certo.
- Tensão sexual, Inuyasha, conhece? Porque nós dois com certeza nunca tivemos... - ironizou a garota com um sorriso provocativo. - Era tudo chato demais... - ela acertou em cheio o ego de macho do hanyou que resolveu ir atrás de Kikyou. Assim que ele estava longe demais para ouvi-la Kagome caiu na risada. Descontroladamente.
Essa mania que estava desenvolvendo de enfrentar Inuyasha era libertadora. Precisou de uns cinco minutos para se recuperar dos risos e se virou para um Sesshoumaru sorrindo torto, com ela virada para ele, ele aproveitou para colocar a outra mão também ao redor dela. A mão dele nunca haviam saído de sua cintura e agora ambas trilhavam pela fenda entre sua blusa e a calça jeans. Por onde passavam, os dedos de Sesshoumaru pareciam deixar rastros de fogo.
A garota inclinou-se para frente e tomou a iniciativa. Deixou seus lábios pousarem sobre o dele, sem pressa. Ele mordeu o lábio inferior da garota e o puxou para si. Aqueles segundos pareciam durar uma eternidade. Ele abriu caminho e ela aprofundou o beijo. Sesshoumaru a trouxe contra si e ela jogou os braços ao redor do pescoço dele. Diferente dos outros beijos que compartilharam, esse era lento e suave mas ainda continha a necessidade que tinham um pelo outro.
Kagome não sabia quanto tempo ficaram daquela forma, se beijando como se tivessem todo o tempo do mundo para aquilo. Já estavam ofegantes e ela sabia que cedo ou tarde, mais cedo do que tarde, teriam que se separar para recuperarem pelo menos um pouco do folêgo. Mas naquele momento, respirar parecia tão supervalorizado. Sesshoumaru a pressionou mais contra si e ela deixou de sentir o chão debaixo de seus pés. Literalmente. Ele a carregava em direção a casa e com o corpo implorando por mais do youkai a sua frente, Kagome definitivamente não se importou. Alguém tinha que ser esperto o bastante para tirá-los do meio daquele tanto de gente.
Dentro da casa, Sesshoumaru passou um dos braços por debaixo dos joelhos de Kagome e a carregou até seu antigo quarto. Deitou-a em sua cama sem separar seus lábios dos dela, totalmente viciado no gosto que carregavam e na maciez que traziam, se colocou por cima dela. E pela primeira vez ela o questionou.
- O que você está fazendo?
- O que você queria... Te provando.
Capitulo pequeno, eu sei. Não me matem. Meu notebook resolveu que está de férias também e por isso tá travando que nem doido, então não posso escrever nele porque acabo escrevendo coisa e perdendo quando trava. O que me deixa extremamente infeliz com a vida, se é que me entendem. Estou me virando com a carroça que minha irmã mais nova chama de computador. A época também não é das melhores. Lançamento das novas coleções, então acabo trabalhando que nem louca nas férias escolares.
Mas o importante é: gostaram do capitulo? Possível hentai no começo do próximo, o que acham? AUHSUHUHSUHA.
Sabe, eu REALMENTE adoro quando clicam no botãozinho verde e deixam um comentário. :x AUHSUHASUHUAHA Obrigada por lerem. Beijos ;*
P.s.: não tive tempo de revisar antes de postar então qualquer erro alarmante me avisem para que eu conserte. Se alguém puder me indicar alguma beta também eu agradeceria, porque na correria se eu for revisar eu acabo desistindo de postar. Então me desculpem, ok?
srta Karol: amou? mesmo? *_* AHUSUHUHSHUA Olha as partes que eu sempre paro :x eu realmente me sinto muito má fazendo isso, e adoro! nao me mate, ok? AHUSUHAUHSA. espero que nao tenha acordado no dia seguinte com olheiras o.o olheiras sao uma merda. tenho mania de escrever a noite e por isso sempre acabo tendo. Mas que bom que você achou ótimo! de verdade! mal consigo acreditar! *O* Brigadãão mesmo! ainda mais porque foi a primeira review que recebi nessa fic. me estimulou muito a continuar a escrever. Espero que você continue gostando da história. Beijos ;*
sassah: e não é que eu continuei? AHUSUHAUHSHUA autores raramente acham seus trabalhos perfeitos. Temos o custume horrivel de sermos perfeccionista demais para isso. Acho que é por isso que sempre pedimos reviews, ter certeza de que não ta uma merda tão grande quanto a gente acha que ta. AHUSUHASUHAHUSUHA Entãão muito obrigada pela review! é muito bom saber que tem gente gostando da fic e que ela tá ficando legal. Espero que você continue gostando. Beijos ;*
Nanne: Capitulo novo acabou de sair! AUHSUHASUHAUHA. Que bom que você gostou do outro! Tomara que continue gostando. Beijos ;*
neherenia: ooown! que ótimo que voce acha que eu escrevo bem! eu fiko realmente lisonjeada com esse tipo de comentário! é uma das melhores coisas de se ouvir. Espero que goste ainda mais desse capitulo! Beijos ;*
