N/T: Obrigada pelos comentários, Dani e Mell :) Obrigada camikarine por favoritar a história :D Fiquei pulando de alegria quando vi haha

E aqui está mais um cap.

Capítulo 2

"AiMeuDeus Finn! Você disse que podia dirigir um minibus!"

"Eu posso!"

"Você acabou de atropelar sua própria maldita caixa de carta!" Santana gritou pra ele do assento dela no fundo do ônibus.

"Okay, nos trocaremos." Mercedes disse, começando a levantar-se do seu assento e sobre um Kurt ligeiramente pálido no rosto.

"O que? Não! Eu consigo, gente. Apenas esperem; leva algum tempo pra se acostumar."

O ônibus pulou pra frente, atirando todos os passageiros pra frente.

"Até o momento em que você 'se acostumar' todos estaremos mortos." Artie murmurou.

"Uggggh, é cedo demais pra isso." Quinn gemeu. Ela mal tinha conseguido se arrastar da cama naquela manhã. Pessoas não deviam estar de pé antes do sol.

"Olhe, se nós tivermos quaisquer outros problemas antes –"

"Wow, wow, wow, o que você quer dizer com nós? Você é o único que não consegue sair de uma garagem sem demolir algo." Mercedes acusou Finn.

Ele consertou-se de pronto. "Se eu tiver mais algum problema antes de chegarmos à rodovia, nós trocamos, ok? Sério, gente, acalmem-se." Finn disse, sorrindo confiante. "Eu sei isso."

Todos grunhiram; quem quer que escolhera misturar Finn Hudson com minibus e caixas de correio precisava ter a cabeça examinada.

"Quinn, o que estamos fazemos? Realmente batemos em uma caixa de carta?" Rachel sussurrou nervosamente do seu assento na janela próximo à garota loira. Ela estava agarrando firmemente o braço da cadeira entre elas.

Quinn saiu do transe aborrecido Finn-dirigindo-cedo-na-manhã e virou pra Rachel.

"Sim, Finn meio que acabou de passar por cima da própria caixa de carta, mas estamos na estrada agora. Ele parece que conseguiu pegar o jeito." Quinn a certificou, olhando ceticamente para o assento do motorista e Rachel concordou ligeiramente, soltando seu aperto.

Então Finn passou por cima do meio fio enquanto ele saia da vizinhança, jogando o ônibus pra frente violentamente. Rachel gritou e agarrou o braço de Quinn.

Quinn tentou acalmar o próprio coração e ignorou as explosões de raiva ao redor dela enquanto o ônibus pulava pra frente novamente, retornando ao nível do chão; ela alcançou a mão de Rachel com ambas as mãos e apertou com força.

"Está tudo bem! Está tudo bem!" Ela ouviu Finn dizer sobre um gritar frenético. "Meu chinelo ficou agarrado no pedal! Nós estamos bem."

"Sério, cara? Como isso afeta o volante?" Mike disse de volta, esfregando sua cabeça onde tinha batido na janela. "Nós passamos por cima do meio fio! Nós não aceleramos acidentalmente numa caixa de carta. Novamente."

Quinn mal registrando Puck abrindo seu caminho a empurrões passando por ela no corredor enquanto ela falava suavemente com Rachel.

"Ei, Rach, está tudo bem. Nós apenas passamos por cima do meio fio; eu sei que pareceu que passamos sobre a ponta de uma montanha mas estamos bem. Ok?"

Rachel focou-se na voz de Quinn, apertando sua mão forte.

"Puck está tomando o controle agora. Nós vamos sair suavemente fora de Ohio rapidinho." Quinn adicionou, sorrindo, enquanto Finn grunhia no seu caminho passando por ela e o minibus começava a se mover novamente.

Rachel deixou sair uma respiração profunda de uma vez e percebeu que eles não estavam rolando pela estrada em direção à sua perdição, sorrindo pra Quinn.

"Obrigada Quinn. Eu estava apenas um pouco nervosa, acho... sobre essa viagem."

"É?"

Rachel concordou. "Eu nunca estive longe dos meus pais, tipo, de forma alguma... e esses lugares são todos novos e eu meio que... eu sei que vocês são todos meus amigos, mas, estou meio que com medo.

Quinn franziu as sobrancelhas e apertou mais forte a mão de Rachel.

"O que você quer dizer?"

"Essa é uma ideia incrível pra um estreito de laços do time, além de divertido e excitante; eu apenas não quero ser deixada, você sabe, pra trás no meio da excitação."

Quinn olhou pra ela por um momento pensando. Deus, ela estaria enlouquecendo agora se ela fosse Rachel. E se ela acabasse sozinha, há milhões de quilômetros de casa, sem o benefício da visão... encurralada por peixes-boi. Ok, o pior dos cenários estava de volta.

"Rachel. Eu serei sua guia." Quinn disse sabiamente.

Rachel riu. "O que?"

"Eu serei sua guia." Quinn estava sorrindo novamente. "Eu ficarei ao seu lado, ajudarei você a achar coisas, certificando-me de que nós não deixaremos você em Key Largo por acidente. Você sabe, esses tipos de coisa."

Rachel estava sorrindo abertamente agora. "Realmente?"

Quinn gargalhou. "Sim. Você sabe que você não é tão ruim quando você não está mandando loucamente em nós. Nós provavelmente precisamos de companheiros se nós vamos sair dessa viagem vivos, certo?"

Rachel concordou com afinco. "Sim, definitivamente."

Ela suspirou contente e as duas se acomodaram para as doze horas de viagem para Memphis, Tennessee.

-oooooooooo-

"Brittany! Se eu acordar mais uma maldita vez com Lord Fatso na minha cara, eu o atirarei pra fora dessa janela!"

Brittany engasgou e sua cabeça se levantou do assento pra achar Mercedes. Ela rapidamente escalou sobre uma Santana adormecida e pelo corredor pra onde seu gato estava agora esparramado no colo de Mercedes. Brittany acenou curtamente pra garota, agarrou Lord Tubbington e fez seu caminho de volta pro seu assento.

"Está tudo bem, Tubby; eu sei que você nunca caberia naquela janela."

-ooooooooooo-

"Okay galera! Eu acho que agora seria um ótimo momento de jogarmos um jogo!"

"Berry, se as próximas palavras que você falar forem 'Eu irei primeiro,' eu chutarei você pra fora do ônibus."

"Rachel, sente-se! Nós estamos tentando dormir."

"Aaargh sem jogos no carro, por favor. Mate-me agora."

"Lord Tubbington acabou de mijar em mim!"

Rachel, você talvez queira se sentar, parece que você está traumatizando Quinn aí." Kurt deu um sorrisinho.

Rachel se inclinou pra trás, pra sair de cima de Quinn. A loira, agora que o peito de Rachel não estava pressionado no seu rosto, finalmente respirando novamente e retornando à sua cor normal.

"Você está bem, Quinn?"

"Mmhmm." Ela respondeu simplesmente.

-ooooooooooo-

"Puck!" Artie chamou, "Entre na próxima saída; eu tenho que urinar!"

"Sério? Use uma garrafa ou algo do tipo, cara, nós paramos tipo sete vezes e nós estamos só no maldito Kentucky!" Puck gritou de volta.

Tina ficou enojada. "E nós pararemos mais sete vezes contanto que isso previna de pessoas se aliviarem no ônibus!"

Puck suspirou e entrou na próxima parada.

-oooooooooo-

Eles pararam novamente pra um almoço muito tardio no centro de Nashville, compraram alguma comida e se acomodaram nos bancos de Cumberland para comer, do outro lado do Campo LP.

Rachel tirou o gravador de som e virou para onde ela sabia onde Mike e Tina estavam sentados; Quinn ao lado dela, viu tudo com curiosidade, espantando moscas da comida sem atenção de Rachel.

"Então Mike, onde nós estamos hoje?" ela perguntou confiante, colocando o gravador na direção dele.

Mike sentou imediatamente, sorrindo. "Bem Rachel, nós estamos no bonito centro de Nashville, lar da música country como você provavelmente sabe." Ele disse profundamente, colocando uma voz de comentarista. "E é lar dos incrivelmente terríveis Tennessee Titans, cujo estádio nós estamos sentados em frente neste exato momento."

"E você tem um cantor country favorito, Sr. Chang?"

"Hmmm. Eu tenho que dizer que Johnny Cash é o cara."

Rachel sorriu entusiasticamente antes de se virar na direção de Tina. "E como você se sente sobre Nashville, Tina?"

"Nashville é incrível, Rachel! Eu estou atualmente comendo um sanduíche grelhado de queijo, cujo gosto parece como anjos por falar nisso, e, estar rodeada por toda essa história musical é maravilhoso!"

"Eu definitivamente tenho que concordar. Obrigada Mike e Tina! Agora, Srta. Fabray," Rachel disse, olhando de volta na direção de Quinn, "O que você está fazendo? Qualquer coisa que você gostaria de compartilhar sobre Nashville?"

Quinn gargalhou e alcançou a mão de Rachel para ficar mais perto de onde ela realmente estava.

"Bem, Rachel, agora mesmo estou tentando mantes as moscas longe da sua comida, a qual você tão pensativamente abandonada."

Rachel vacilou por um segundo.

"Mas sim, Nashville é maravilhosa. Exceto por aqueles velhos que passaram, que estavam vestidos em biquínis rosa chocante e gritando Coal Miner´s Daughter. Eu não vou mentir, eu fiquei um pouco assustada por um segundo."

"Bem... ótimo. Muito obrigada, Quinn."

Quinn apenas balançou a cabeça concordando, sorrindo e Rachel desligou o gravador de som. Ela então voltou pra perfeitamente limpa e protegida comida dela e começou a comer.

"Então Rachel," Mike começou, "foi sua ideia de conseguir um gravador de voz?"

"Não, foi realmente dos meus pais. Eu realmente não quis de primeira."

Quinn olhou pra cima curiosa. "Por que não?"

"Mmmm, sem motivo algum. Eu apenas não estava interessada nele." Ela tateou por um garfo, que foi dado a ela por Quinn.

"Sério? Mas é tão legal." Mike disse.

"Sim. Eu apenas... não quis que eu tivesse que querer sabe. Além do mais, eu não precisarei dele em alguns meses."

Quinn cerrou os olhos pra isso e Mike e Tina pararam de mastigar. "O que? Por que não?" Tina perguntou.

Rachel hesitou e Quinn espantou mais algumas moscas da comida da garota. "Apenas... você sabe, nós estaremos de volta em Lima então e não há nada para gravar lá. Certo?"

Mike riu e concordou mas Quinn estudou o rosto de Rachel. Ela estava definitivamente desconfortável, talvez escondendo algo. Ela estava também prestes a colocar uma mosca enorme direto na boca.

"Espere, Rach. Aqui, pegue isso." Quinn ofereceu metade do próprio sanduíche na direção de Rachel. "Há uma mosca nisso."

Rachel enrugou o nariz em desgosto e deixou Quinn colocar o sanduiche na mão dela.

"Obrigada, Quinn."

Quinn sorriu, espantando a prévia conversa deles como 'febre de pensamentos loucos de viagem na estrada.'

"Sem problemas."

-oooooooooo-

Os outros garotos do Glee não pareceram afetados pelo fato de que Quinn tinha se tornado a 'companheira' de Rachel. Eles estavam apenas agradecidos de que a garota cega tinha alguém para olhar por ela na viagem. O fato de que esse alguém estava jogado sobre Rachel agora mesmo nos degraus do Auditório Ryman apenas deixou a situação mais interessante.

O grupo tinha acabado de passear pela 'Alameda Musical,' admirando as luzes e as pessoas, os restaurantes e os bares, música saindo de cada esquina. Eles estavam agora sentados nos degraus do Ryman enquanto Finn ia pegar o minibus do estacionamento há alguns minutos de distância.

"É isso. Já passou cinco minutos. Ele bateu o negócio e nós nunca vamos sair daqui." Santana disse.

"Apenas dê a ele algum tempo. Ele provavelmente, eu não sei, se perdeu ou algo do tipo." Kurt disse diplomaticamente.

"Perdeu? Nós podemos ver o estacionamento daqui."

Kurt deu de ombros sem saber o que dizer e deu as costas pra todos. Ele pegou Quinn, de trás, passar os braços ao redor de Rachel antes de tirar um fone do Ipod da garota menor e colocar no próprio ouvido. O rosto sorridente de Quinn transformou-se em um de incredulidade e Rachel caiu na gargalhada, como se ela pudesse dizer o que Quinn estava pensando. Kurt estava bem certo de que ele entendeu as palavras 'Lil Wayne' dos lábios dela.

Ele deu um sorrisinho e balançou a cabeça. Deus, elas iriam ser um casal tão fofo.

Naquela mesma hora, o ônibus estacionou, não sem duas das rodas subirem no meio-fio claro, e, Finn pulou pra fora sorrindo triunfante. Seu sorriso desapareceu quando Puck passou correndo por ele e se jogou no banco do motorista.

"Bom trabalho, Finn," disse Artie, "Eu vejo que todas as suas luzes ainda estão intactas e você não está arrastando nenhuma caixa de carta debaixo do seu pará-choque. Eu decreto isso um sucesso!"

O resto dos membros do glee embarcaram no minibus, apenas tirando um pouco de onda das habilidades na direção do Finn e gritando excitadamente enquanto eles saíam de cima do meio-fio pela segunda vez naquele dia.

Kurt viu enquanto Rachel mostrava a Quinn o que quer que estivesse no iPod dela e a loira levantou as sobrancelhas, balançando a cabeça dela rindo. Rachel pareceu finalmente decidir-se por uma música enquanto ela descansava a cabeça no ombro de Quinn e se acomodava pra uma viagem de cinco horas pra Memphis.

-oooooooooooo-

Sete horas e meia depois, à meia noite, o minibus virou em um hotel a meia hora de Graceland.

"Puck! É contramão! Você não pode ir por aqui!"

"Cara, pare!"

"AimeuDeus tem um carro vindo!"

"O que? Onde diz –ohputamerda!"

Então, depois de quase não evitar uma colisão de frente, todo o Clube Glee cambaleou pelos degraus pra sair, Kurt aterrissando literalmente de cara na sarjeta e Santana graciosamente tropeçando nele com os joelhos dela nas costas dele. Eles cansadamente entraram e pegaram dois quarto, quatro camas duplas mais dois sofás-cama.

Puck, que tinha dirigido o dia todo, colapsou imediatamente em uma das camas enquanto os outros atordoamente arrastaram as bagagens deles.

"Brittany, só pra você saber, estou colocando Lord Fatso aqui, ok?" Mercedes disse calmamente, gesticulando pra um pequeno armário que segurava a TV.

"O que? Não, por que?" Brittany perguntou depois de descobrir que Mercedes estava, de fato, séria.

"Porque. Aquele gato vai me sufocar durante a noite... e eu não consigo fazer ele caber na gaveta da penteadeira."

Santana encarou Mercedes, que tinha caído em uma outra cama.

"Venha Britts, nós colocaremos ele no banheiro."

"Uh, e se ele se afogar na privada?" Artie perguntou parecendo se divertir com a possibilidade.

Brittany pareceu horrorizada.

Santana grunhiu e olhou de volta pra Mercedes, que tinha adormecido. Ela deu um sorrisinho, "Você pode deixar ele livre, Britt; ele ficará bem."

Brittany concordou enquanto Santana puxava um sofá pra elas. Kurt se arrastou pro mesmo quarto, grunhindo e caindo ao lado de Mercedes.

No outro quarto, Quinn e Rachel subiram na mesma cama depois de discutir com Finn sobre qual horário o alarme deles deveria ser. Mike desligou as luzes e Rachel suspirou.

Quinn balançou a cabeça rapidamente para olhar pra ela. "Rachel?" ela sussurrou.

"hmmm."

"Você sabia que a luz acabou de ser apagada?"

Rachel sorriu ligeiramente e balançou a própria cabeça em direção a Quinn. "Eu consigo saber se está iluminado ou escuro em um lugar, Quinn, ou se é luz do dia ou noite lá fora. É realmente uma diferença pequena e muito disso é intuitivo agora, acho."

Quinn fez um barulho de compreensão e esperou mais alguns minutos. "Rachel?"

Rachel riu disfarçadamente. "Sim, Quinn."

"Como – quero dizer, você nasceu desse jeito ou... Como você ficou cega?... Você não tem que responder –"

"Não. Eu não nasci desse jeito, não que eu me lembre de já ter visto. Eu estive em um acidente de carro quando eu tinha cinco anos. Com meu pai. Nós ficamos bem, claro, exceto que meu nervo óptico foi danificado pelo vidro.

Quinn olhou pra ela na escuridão. Rachel tinha obviamente aceitado isso, tirando como ela estava falando disso tão bem. Mas então ela falou novamente, a voz mais suave.

"Eu sonho, entretanto. Passou cinco anos antes de eu perder minha visão então eu sonho com coisas. Tipo meus pais, eu sei qual é a aparência deles. Eu sonho com a nossa antiga casa e o parque e filmes que nós costumávamos ver juntos. E... eu sonho com você."

A mandíbula de Quinn caiu em surpresa. "Você... sonha comigo?"

Rachel sorriu. "Nós fizemos a pré-escola juntas."

Quinn ainda parecia chocada. "Nós estivemos?"

"É. Eu acho que você é provavelmente tão bonita agora quanto você era adorável naquela época."

Quinn ficou vermelha, ouvindo com atenção.

"Eu sonho com uma grande sala azul onde brincávamos. E eu desenho esse trem de brinquedo, algumas vezes de formas, tamanhos e cores diferentes, mas é sempre um trem que anda em círculos. Eu também vejo esses valentões... sem cara, acho, que me seguem em círculos como o trem." Rachel parou e sorriu.

"Mas então essa loirinha doce vem e espanta os valentões e senta no chão comigo e vê o trem girar... eu gosto de ter esse sonho."

Quinn sorriu, vendo a felicidade no rosto de Rachel. Ela lembra daquele trem; era o brinquedo favorito dela e ela lembra da moreninha pequena que costumava sentar no meio dos trilhos com ela onde os valentões não conseguiam chegar até elas.

As duas deitam em silêncio por um tempo, escutando Finn roncar e Mike falar em seu sono, antes de Quinn falar novamente.

"Rach, houve algo que você disse hoje; eu estava apenas imaginando... há alguma chance de você poder... conseguir sua visão de volta?"

Rachel não respondeu a pergunta e Quinn virou a cabeça pra ver a garota respirando profundamente, sorriso sereno no rosto dela. Quinn sorriu também. "Doces sonhos, Rach." Ela sussurrou.