Esta fic é uma adaptação do livro O Beijo da Inocência, da Maya Banks. Portanto, a história não me pertence, assim como os personagens de Naruto também não.
.
.
CAPÍTULO II
.
.
Sakura ficou olhando Sasuke, sem saber o que fazer. Ele não tinha esse problema. Deu-lhe outro beijo na testa antes de tomá-la em seus braços e levá-la até o quarto principal do apartamento. Ela suspirou e apoiou a cabeça em seu ombro.
–Sempre sonhei com que me levassem nos braços à cama quando chegasse o momento. Certamente pareço tola.
–Me alegro de poder realizar suas fantasias, antes inclusive de te despir.
Ela ruborizou ante a ideia de que a despisse.
Depois de escutar muitas garotas no colégio e na universidade falar sobre quão medíocre foram suas primeiras vezes, Sakura se prometeu que sua experiência seria diferente. Possivelmente ao final fosse muito suscetível, mas se empenhou em escolher o momento e o homem adequado. Sendo assim, estava contente porque não podia ser alguém mais perfeito que Sasuke Uchiha.
Ele deixou-a junto à porta e ela olhou nervosa ao seu redor. O quarto era grande. A cama era enorme também. Parecia feita sob medida. Quem necessitava de uma cama tão grande?
–Vou despi-la, querida –disse ele com voz sensual. – O farei lentamente. Se sentir-se inconfortável em algum momento, me pare. Temos toda a noite. Não há nenhuma pressa.
O coração dela derreteu ante a doçura da voz dele. Parecia paciente e embora a agradecesse, estava desejando que se apressasse.
"Só há uma primeira vez", disse a si mesma, repreendendo-se.
–Vire-se para que eu possa tirar seu vestido.
Lentamente se virou e fechou os olhos, enquanto ele afastava seu cabelo para o lado para poder abrir o zíper. Uns segundos depois, a única coisa que se ouvia no quarto era o som do zíper sendo aberto.
Sakura segurou o vestido sem alças um momento antes que caísse. Sasuke a segurou pelos ombros nus e a beijou no pescoço.
–Relaxe.
Era fácil para ele falar. Certamente fizera isso centenas de vezes. Aquela ideia não a agradava e se prometeu não pensar em quantas amantes ele tivera.
Sasuke a fez girar e esboçou um sorriso que a derreteu por dentro. Lentamente a fez soltar o vestido até que esse caiu no chão, deixando-a só com a calcinha.
Ruborizou-se. Por que não vestiu um sutiã sem alças? Sentia-se como uma sem-vergonha por não usar nada, mas tampouco tinha seios grandes e o vestido lhe assentava como uma luva.
Tampouco sabia que ia seduzi-lo essa noite. Tinha-o desejado todas as vezes que Sasuke a convidou para sair, mas tinha deixado de predizer quando chegaria esse momento.
–Muito sexy –ele disse, percorrendo-a com o olhar de cima abaixo.
Por sorte, estava usando uma calcinha sexy de renda e não as brancas de algodão que costumava vestir.
–Está muito bonita.
Seu tremor atenuou, absorvido pela expressão do olhar dele. Os olhos não mentiam e Sakura podia ver a excitação e o desejo nos dele.
Sasuke a tomou pelos ombros e brandamente a puxou para beijá-la novamente. Em segundos, o beijo passou de feroz a terno, como se estivesse dizendo que não ia afligi-la.
Embora fosse virgem, o desejo e a excitação não lhe eram desconhecidos. Sasuke, com uma intensidade que beirava a obsessão, converteu-se numa fantasia que não a deixava dormir às noites.
Já tinha sido tentada no passado. Outros homens a cortejaram. Por alguns não havia sentido nenhum desejo, mas por outros experimentou interesse e se perguntou se aquilo conduziria a uma relação sexual. Ao final, nunca esteve segura e se negou a dar o passo final.
Com Sasuke, isso não aconteceu. Desde primeiro momento em que ele se apresentou com sua voz sensual e profunda, a Haruno soube que estava perdida. Tinha passado as últimas semanas desejando que aquela noite chegasse. Agora que tinha chegado, todo seu corpo desejava que a fizesse dele.
Ele se separou um momento e ela ficou olhando-o com olhos frágeis. Sasuke lhe acariciou uma bochecha com um dedo. Logo, voltou a beijá-la uma e outra vez. Seus beijos eram ardentes. Deslizou a língua entre seus lábios e brincou com a dela. Seu sabor era quente e delicioso, fazendo-a desejar mais. Sasuke deixou escapar um gemido e suspirou junto a seu rosto.
–Me deixa louco.
Ela sorriu e seu nervosismo acalmou. O fato de que provocava aquele efeito num homem tão bonito e atraente, aumentava sua auto-estima.
Continuou beijando-a pelo pescoço. Um calafrio de prazer percorreu os ombros dela. Os lábios dele continuaram descendo pela curva de seus ombros para o peito.
Ficou de joelhos frente a ela e sua boca ficou à altura do mamilo. Sasuke conteve a respiração, desejando que a acariciasse. Não importava se era com a boca, os lábios ou a língua.
Ele baixou a cabeça e a beijou no umbigo. Logo subiu uns centímetros e continuou o percurso entre seus seios até que finalmente a beijou em cima do coração.
Um sorriso se desenhou nos lábios de Sasuke.
–Seu coração pulsa depressa –ele murmurou.
Ela continuou em silêncio. Não precisava dizer nada. O coração estava a ponto de sair do peito. Mas suas mãos não podiam ficar quietas. Tinha os dedos afundados nas mechas do cabelo negro.
Acariciou seu cabelo. Usava-o um pouco revolto. Prestava tão pouca atenção a seu cabelo como fazia com outras coisas que considerava sem importância.
Sasuke levantou o olhar.
–Está assustada?
–Aterrada – admitiu.
Seu olhar abrandou e Sasuke a rodeou com os braços, atraindo-a para ele. A sensação do corpo nu dela contra o vestido dele, fez que sentisse um estremecimento.
–Estaria menos assustada se estivesse nu.
Ele piscou surpreso e logo riu, jogando a cabeça para trás.
–Está bem –disse ficando de pé diante dela– Me alegra te agradar.
Ela passou a língua pelos lábios úmidos, enquanto ele se afastava e começava a desabotoar a camisa. Em seguida, tirou as abotoaduras antes de tirar as mangas.
Ela permaneceu quieta, curtindo. Sasuke tinha uma boa condição física, mas sem ser musculoso demais. Um cacho de pelos salpicava seu peito e uma suave linha de pelo descia por seu abdômen e desaparecia sob a cintura das calças.
Desejava acariciá-lo, tinha que acariciá-lo. Fechou os punhos e franziu o cenho. Não havia regras na sedução, não? Podia tocar. Não havia nenhuma razão para permanecer quieta como uma estátua enquanto ele fazia todo o trabalho.
O Uchiha estava começando a desabotoar a calça quando Sakura deslizou as mãos por seu peito e seus ombros. Sasuke ficou quieto e por uns instantes fechou os olhos.
Sua resposta a fascinou. Produziam-lhe suas carícias tanto prazer como as dele produziam nela? Uma sensação de poder a invadiu. Aproximou-se ainda mais, desejando sentir a pele nua junto à sua. Deixou escapar um gemido quando seus seios roçaram o peito dele. Foi uma sensação elétrica que a fez desejar mais, muito mais.
–O que está fazendo? –ele perguntou com voz quebrada.
–Estou me divertindo.
Ele sorriu e permaneceu quieto, com as mãos no zíper da calça. Sasuke lhe acariciou com as mãos abertas o peito, explorando cada músculo e desfrutando do contraste da fortaleza de Sasuke e da delicadeza de seu próprio corpo.
–Tira isso — sussurrou.
–Acaso a tímida virgem se tornou uma sedutora?
Justo naquele instante se ruborizou e então ele sorriu e soltou suas calças para tomar o rosto dela entre as mãos. Logo a beijou, atraindo com força seus lábios.
O repentino nervosismo fez com que as mãos dela se movessem com estupidez, enquanto procurava as calças dele. Sasuke permaneceu paciente, acariciando o rosto delicado, com os olhos fixos nos dela enquanto Sakura lhe baixava as calças.
Engoliu saliva e se aventurou a olhar ali onde a ereção dele se adivinhava sob a cueca. Era uma simples cueca boxer. Imaginou algo melhor, não o tinha imaginado com uma cueca tão simples, claro que não era um homem que se complicasse a vida. Sim, usava roupa cara, mas era roupa confortável. Só se sabia que era cara ao ver a etiqueta.
Dito de outra maneira, Sasuke Uchiha era um homem que tinha feito dinheiro, mas que não se preocupava em aparentá-lo. Em público, estava acostumado a estar à defensiva, como se quisesse manter distância. Entusiasmava-a que confiasse nela o suficiente para lhe mostrar seu lado mais íntimo.
–Me acaricie –disse naquele tom sensual que a fazia derreter-se.
Tateando, colocou a mão sob a cintura de sua cueca e seguiu baixando até que se encontrou com a aveludada dureza de sua ereção. Animada pela expressão de desejo nos seus olhos negros, rodeou com seus dedos a base e lentamente os deslizou para cima, percorrendo seu comprimento.
Sasuke soltou seu rosto e impacientemente baixou a cueca até ficar completamente nu, enquanto ela continuava acariciando-o suavemente. Embora não tinha nada com o que compará-lo, exceto algumas fotos que tinha visto, parecia ter um tamanho adequado. Ao menos, não parecia tão grande para temer um problema de compatibilidade.
Puxou-a pelos pulsos e afastou as mãos de sua ereção, aprisionando-as contra o peito.
–Querida, está me deixando louco. Supõe-se que era eu o que ia seduzir e, entretanto, é você que me escraviza com cada carícia.
Ela se ruborizou de prazer, e Sasuke beijou-a de novo e a abraçou, fazendo-a caminhar de volta à cama. Deteve-a quando suas pernas estiveram a ponto de roçar a colcha. Logo, rodeou-a pela cintura e a jogou para trás até deitá-la no colchão.
A expressão de Sasuke se tornou séria. Com suavidade, afastou-lhe uma mecha de cabelo da testa com um movimento suave.
–Se em algum momento, eu fizer algo que te assuste, diga-me e pararei. Se quiser que vá mais devagar, diga-me isso também.
–Oh! –ela exclamou, incapaz de dizer nada pelo nó que se formou na garganta.
O puxou para que a beijasse. Sentia-se desajeitada, mas não parecia lhe importar. Teria gostado de mostrar-se mais desinibida, mas não tinha experiência e não se arrependia de ter esperado até esse momento.
–Amo você –sussurrou Sakura, incapaz de conter por mais tempo aquelas palavras.
Sasuke ficou imóvel e, por um momento, Sakura temeu ter quebrado a magia do momento. Afastou-se com os olhos abertos como pratos, procurando em seu rosto alguma reação, alguma indicação de que tinha transpassado alguma barreira proibida.
Estava convencida de que havia estragado o momento mais excitante e maravilhoso de sua vida por ser uma linguaruda. Nunca foi capaz de conter-se.
–Sasuke?
Tremeram-lhe os lábios e começou a afastar-se, sentindo-se envergonhada.
Em vez de respondê-la, Sasuke se inclinou sobre ela e começou a lhe devorar os lábios. Logo, colocou a língua em sua boca e começou a jogar com a sua.
O corpo de Sakura voltou para a vida e se arqueou contra ele. Ela o rodeou pelo pescoço enquanto Sasuke a estreitava contra ele. Seus corpos estavam tão ardentes como suas bocas. Entre suas pernas, Sakura sentiu sua ereção dele.
Sasuke agitou os quadris, como se fosse incapaz de conter o desejo de afundar-se nela. A Haruno ofegou excitada, levada pelo medo e a excitação. A boca e as mãos dele estavam por toda parte. Era um assalto sensual a seus sentidos. As suaves carícias se misturavam com toques mais firmes. Ele desceu a cabeça pelo corpo dela até que pôde tomar um dos mamilos na boca. Logo, acariciou-o com a ponta da língua.
Sakura deixou escapar um grito, levada pelo efeito daquele simples toque. O prazer a invadia e estremeceu com violência, cravando as unhas nele.
Não satisfeito com a intensidade de sua reação, Sasuke voltou a tomar seu mamilo na boca e o chupou com força.
Sakura sentiu que a visão nublava. Respirou fundo, mas não parecia capaz de encher de ar seus pulmões. Aquilo era o paraíso. Nem sequer encontrava as palavras para descrever aquela incrível sensação que Sasuke lhe provocava com a boca lambendo seu seio.
Então, o moreno deslizou uma mão entre eles, por seu umbigo e mais abaixo.
Sakura conteve a respiração enquanto dedos dele acariciavam suas dobras até dar com o centro de seu prazer. Sabia melhor que ela como satisfazê-la, onde e como tocá-la. Cada carícia a elevava a novas alturas. Então, ele fechou os olhos e empurrou com seus quadris, afundando-se nela centímetro a centímetro. Em um dado momento se deteve e ela se agitou, protestando.
–Shhhh –murmurou, e a beijou no canto dos lábios– Me dê um momento. Não quero machucá-la. É melhor acabar com isso quanto antes.
Sakura assentiu, enquanto ele se separava para voltar a afundar-se de novo.
Abriu os olhos como pratos e um grito afogado escapou de sua garganta. Estava tentando controlar os sentimentos contraditórios que a embargavam.
Podia senti-lo em seu interior. Deixava-o preso. Não podia distinguir se a sensação ardente de seu interior era de prazer ou de dor. Queria mais, necessitava mais.
Gemeu brandamente e se agitou. Queria algo que não sabia descrever.
–Devagar.
Ele beijou-a, acariciando a língua dela com a sua, e o beijo se tornou mais apaixonado. Levantou seu corpo separando-o do dela e arqueou os quadris antes de investi-la de novo.
Logo voltou a baixar, apoiando-se nos cotovelos, sem afastar o olhar do dela.
–Está bem?
–Muito bem –respondeu ela sorrindo.
–É linda, inocente, perfeita… Toda minha.
O tom possessivo na voz dele a fez estremecer e, logo, outra sacudida de prazer percorreu seu corpo.
–Sim, toda sua –sussurrou.
–Me diga se for muito. Quero que gozemos ao mesmo tempo. Não posso esperar muito mais.
–Então não o faça–ela disse. Sua voz tremeu. Mal podia pensar, muito menos falar. Tinha o corpo rígido. Seus sentidos estavam alterados e estava a ponto de deixar-se levar. Um só toque, uma carícia mais e…
Sasuke abraçou-a e voltou a afundar-se nela. A obrigou a separar as coxas um pouco mais, afundou-se mais profundamente e Sakura perdeu o controle. Era a sensação mais bonita e espetacular que podia ter imaginado. Superava em muito suas fantasias eróticas.
Quando voltou a recuperar a consciência, estava rodeada pelos braços de Sasuke, que a beijava brandamente no pescoço. Estava em cima dele. Tinha o cabelo para um lado enquanto ele acariciava a curva do ombro.
Sakura levantou a cabeça para olhá-lo, sentindo-se um pouco aturdida.
–Como acabei aqui?
Ele sorriu e deslizou as mãos pelo corpo nu de Sakura, até parar em seu traseiro.
–Eu a coloquei aí. Eu gosto de tê-la em cima de mim. Acredito que poderia me acostumar.
–Oh!
–Ficou sem palavras? Você?
Olhou-o contrariada, mas não pôde replicar nada. Era muito evidente que ficou muda.
Sasuke sorriu e a atraiu. Sakura se colocou sobre ele e aproveitou as carícias que ele lhe fazianas costas.
–Eu a machuquei?
Ela sorriu ao perceber preocupação em seu tom de voz.
–Não, foi perfeito, Sasuke... Tão perfeito que não encontro palavras para descrever. Obrigada.
Ele afastou-lhe uma mecha de cabelo e brincou com ela entre seus dedos.
–Obrigada? Acredito que nenhuma mulher me agradeceu depois do sexo.
–Fez que minha primeira vez fosse especial.
–Me alegro –disse, e a beijou na cabeça.
Ela bocejou e se acomodou ao lado dele.
–Dorme –sussurrou ele– Quero que durma aqui esta noite.
Seus os olhos pesavam e estava quase dormindo quando reparou no que ele acabava de dizer.
–Eu também quero dormir aqui.
Os dedos dele ficaram quietos entre seu cabelo e logo ele começou a acariciar seu corpo de um modo possessivo.
–Que bom, Sakura, porque de agora em diante dormirá todas as noites em minha cama.
