Oi!
Apreciem o capítulo sem moderação.
boa leitura.
Isabella lambuzou as pernas com sua loção preferida, antes de colocar um robe sobre o vestido de seda chinesa de profundos tons vermelhos e dourados que ela havia comprado em Hong Kong na semana anterior.
Ela retirou um envelope de dinheiro de sua bolsa e colocou-o sobre a mesa no quarto do hotel, então, ouviu o zumbido de seu telefone celular.
Olhando para o identificador de chamadas, ela atendeu e disse:
— Oi Alice.
— Ei você! Então está finalmente de volta, não é? Não se foi para sempre.
Isabella havia ligado para a prima tão logo o avião pousou naquela tarde e deixado uma mensagem dizendo que tinha chegado com segurança.
— Eu só fui por um mês. Não para sempre.
— Bem, pareceu como uma eternidade para mim. Eu acho que você passou tanto tempo pesquisando lugares exóticos que não sentiu nenhuma falta de mim.
Isabella riu. Ela passou quatro semanas em Hong Kong fazendo pesquisa para seu novo livro e participando de uma conferência internacional de ficção, onde ministrou um workshop sobre como escrever romance. A viagem tinha sido boa e ela ficou feliz por ter ido.
Mas se sentiu como se tivesse ido para sempre.
— Então você virá hoje à noite? Eu tenho cerveja e podemos pedir pizza.
— Nós vamos ter que fazer isso amanhã — disse Isabella, voltando para o banheiro para passar uma escova no cabelo.
— Por quê? O que você está fazendo hoje?
Isabella corou um pouco quando olhou para sua imagem no espelho do banheiro. Seu cabelo estava brilhante, caindo em grandes ondas ao redor de seus ombros. Suas bochechas estavam rosadas e sua pele lisa intensificava as cores vibrantes da seda e seus olhos estavam cintilando de emoção.
Ela estava tão impaciente que se sentia contorcer, e ainda faltavam 15 minutos para as sete.
— Eu tenho planos para esta noite — disse ela vagamente, sabendo que sua evasão nunca iria funcionar.
Após uma breve pausa, Alice exclamou:
— Você está indo vê-lo esta noite, não é?
— Alice — Isabella começou, transformando a palavra em um aviso.
Alice, é claro, ignorou.
— Você está! Assim que você aterrisou em Seattle, você correu para os braços dele!
— Eu não corri para os braços dele — Isabella disse, um pouco irritada com as insinuações de sua prima, uma vez que ela sabia de toda a sua interação com Edward. — Nós apenas havíamos agendado um compromisso para esta noite.
— Uma hora depois de pousar?
— Duas horas — Isabella corrigiu. — E apenas deu certo desta maneira.
— Você continua insistindo que essa coisa não é séria, mas diga-me a verdade. Você não está tendo devaneios inspirados em Uma Linda Mulher, não é?
— Não! Claro que não. Dê-me um pouco de crédito, eu não sou tola. Eu gosto dele e gosto do sexo. E vou lhe pagar por seus serviços, não estou fingindo que é algo romântico. Não é como se estivéssemos juntos. É totalmente profissional.
— Tudo bem. Acho que acredito em você, e achei essa coisa toda bem legal e divertida no início, mas fico preocupada de vez em quando. Você não o está usando como uma muleta, não é?
— Claro que não. — Isabella suspirou. Ela sabia que a prima realmente se importava com ela e que Alice não conseguia entender sua relação com Edward só de ouvir sobre ela de segunda mão. — Estou buscando relacionamentos reais. De verdade, eu lhe disse que conheci alguém?
— O quê! — Alice exigiu. — Quem? Quando? Onde?
Isabella riu, contente com a distração e por ter feito essa bomba cair sobre Alice com o máximo impacto.
— Me interrogando como uma repórter verdade. Eu o conheci na conferência, ele é de Seattle também. É um advogado que virou escritor, você nunca vai adivinhar quem ele é.
Alice hesitou por um momento, obviamente procurando em sua mente todas as possibilidades.
— Como seria incrível se fosse aquele gostoso do Jacob Black. Eu o vi em um programa matinal mês passado, ele usava uma deliciosa calça jeans desbotada, uau!
Isabella sorriu contra seu telefone.
— É esse mesmo, ele estava usando calças de brim quando o conheci.
Alice gritou em emocionado deleite.
— Eu vou ter que lhe dizer os detalhes amanhã, embora ache que ele está interessado. Nós conversamos muito e já marcamos um almoço para a próxima semana, ele também me perguntou se no próximo sábado eu iria com ele a uma festa beneficente do museu. Já tem algum tempo que não fico animada com alguém.
— Eu estou morrendo por mais informações, mas vou tentar me conter até amanhã, só me diga uma coisa. Se você tem este homem quente e viril esperando, por que está correndo para foder com seu gigolô?
Isabella encolheu-se, então, deu de ombros na sala vazia.
— É meio constrangedor, mas eu tenho feito sexo com Edward toda semana, nos últimos três meses. Contudo, estive fora por um mês, acho que é uma espécie de hábito.
— Eu entendo — Alice riu: — Você está com tesão!
Depois de uma resposta adequadamente sarcástica, Isabella desligou. Porém, sabia que Alice estava certa.
Ela estava com tesão, mais excitada do que já esteve em sua vida. Ela tinha levado seu vibrador para Hong Kong e teve que fazer uso dele quase todos os dias. Não havia sido plenamente satisfatório no entanto, havia ficado na cama mais noites do que gostaria de admitir, fantasiando sobre o que faria com Edward quando voltasse para Seattle.
A verdade era que ela correu de volta para se encontrar com ele novamente, não tinha certeza se podia esperar outra noite.
Isabella havia antecipado tanto aquela noite que já estava molhada, apesar de sua conversa com Alice tê-la distraído. Ela se sentou na cadeira e olhou para o relógio, que lhe mostrou que ainda faltavam nove minutos para Edward chegar.
Depois, houve uma batida inesperada na porta. Edward chegou milagrosamente, maravilhosamente, mais cedo.
Isabella voou para a porta e a abriu.
Edward parou em a frente ela – magro, polido e bonito em uma camisa azul e calças pretas sob medida. Ele parecia tão delicioso que ela queria lambê-lo.
Ele sorriu, parecendo genuinamente satisfeito ao vê-la.
— Como foi a viagem?
— Não há tempo para isso. — Isabella puxou-o para o quarto e empurrou-o para a cama, se atrapalhando com os botões de sua camisa. Poucos minutos depois, ele estava nu e seu bonito vestido de seda chinesa, estava vergonhosamente puxado acima de seus seios já prontos para Edward abrir a boca e tomar sua carne nua.
Isabella agarrou sua cabeça, empurrando sua boca contra o mamilo sensibilizado com mais firmeza. Ela não conseguia parar de puxá-lo, tentando trazê-lo o mais próximo possível, senti-lo tanto quanto pudesse. Suas coxas se separaram e suas pernas o rodearam, ela se contorceu para que pudesse esfregar seu clitóris dolorido contra a barriga firma.
Para seu alívio, Edward não foi tão delicado como de costume. Sua boca estava dura e faminta, e suas mãos a buscavam exigentes; os anos de experiência devem ter aperfeiçoado seus instintos fazendo-o capaz de mudar de humor quando quisesse, porque aquela urgência ardente era exatamente o que ela precisava, exatamente o que ela sentia.
Ela se contorcia e o arranhava enquanto ele explorava seu desejo mais profundo, até que ela não podia mais aguentar.
— Chega, Edward — ela engasgou. — Eu preciso que você me foda agora.
Ele não hesitou. Mal levantando o rosto de seu seio, ele estendeu a mão e agarrou um preservativo e o lubrificante do criado-mudo. Então finalmente se levantou.
Seu rosto estava um pouco corado e sua pele úmida de suor quando rolou o preservativo e o lubrificou.
Isabella praticamente gritou de impaciência até que ele abriu-lhe as pernas e acariciou-a com os dedos. Sem prelúdio, ele afundou dois dedos em seu canal, massageando o ponto G.
Ela fez um estranho ruído gutural – quase como um ronronar – e arqueou sua coluna sobre o colchão. Quando ele tirou os dedos de dentro dela, ela tentou se concentrar o suficiente para decidir que posição queria usar hoje. Eles estavam experimentando e agora ela tinha várias posições em seu repertório, mas não conseguiu fazer sua mente funcionar através daquela névoa ardente para entender o porquê de solicitar Edward esta noite.
Em vez de esperar por sua liderança, ele murmurou:
— Por que você não se vira?
Ela fez o que ele sugeriu automaticamente, seu corpo tenso de emoção. Os dedos dele permaneceram dentro dela, enquanto ficava de barriga para baixo e a sensação da penetração, enquanto ela mudava de posição, foi deliciosa e lasciva.
Edward ajustou a mão para se acomodar à nova posição e ela quase gemeu de prazer quando ele a fodeu ainda mais com os dedos. Inconscientemente, ela levantou a bunda para lhe dar melhor acesso, então sentiu sua mão livre acariciando e apertando a carne macia dos quadris e nádegas.
— Oh, Deus! Edward! — ela suspirou, sacudindo a cabeça de um lado para o outro, sentindo o clímax se avolumando dentro dela. — Eu preciso tanto gozar.
Ele fez um som estranho – um grunhido ou algo assim. Então retirou os dedos de seu canal molhado. Antes que ela pudesse reclamar sobre a perda dessa penetração, foi invadida por seu pau.
Ele deslizou para dentro dela com um golpe suave e firme, e ela reprimiu um grito de prazer ao senti-lo apertado e tentador dentro dela.
Ela conseguiu olhar por cima do ombro para Edward. Ele estava abrindo suas coxas e segurando sua bunda alto o suficiente para permitir seu acesso, mas a parte superior do corpo de Isabella estava sobre a cama e ela se sentia impotente e profundamente sexy ao mesmo tempo.
Ela agarrou os lencóis e puxou um travesseiro para que pudesse enterrar o rosto assim que sentisse necessidade de gritar.
Quando ele começou a investir, sua presença quente, dura e poderosa acima dela, teve certeza de que precisaria do travesseiro. A pressão do orgasmo já estava no ponto de ruptura e seu corpo se retorcia e tremia sob os golpes rígidos e firmes.
— Oh, Deus — ela murmurou, enterrando o rosto no travesseiro com a tensão se quebrando em um forte clímax. Ela sufocou seu grito de libertação que saiu como um miado abafado. Os tremores de seu orgasmo sacudiram todo o seu corpo e ela ouviu Edward fazer um som gutural quando seus pulsantes músculos internos apertaram brutalmente ao redor de seu pênis.
Ele continuou penetrando, porém ela foi capaz de virar a cabeça e puxar o ar quando as sensações finalmente se estabilizaram.
— Mais — ela rosnou, empunhando as mãos nos lençóis e se preparando para mais prazer. — Por favor, mais.
Ele não disse nada. Ele não teve que dizer nem uma palavra desde que a pediu para ficar de barriga para baixo. Mas ela podia senti-lo intensamente em suas costas. Algum tipo de intensa vibração irradiava dele e batia nela como que instigando a uma necessidade ainda maior.
Seu ritmo constante e os golpes do membro em seu canal apertado eram difíceis e quase primitivos, mas ela precisava de muito mais daquilo. Ela tentou bombear os quadris para encontrar o que ansiava, entretanto, sua posição permitia pouca liberdade de movimentos.
A pélvis dele batia contra a carne macia de seu traseiro a cada investida e o som sensual se misturava com o tremor da cama e suas respirações altas e desesperadas.
Então, ele passou um braço ao redor de seus quadris até que a mão encontrou sua carne íntima e inchada. Ele friccionou seu clitóris de forma urgente, quase desajeitada, e o estímulo adicional causou a Isabella um engasgar com novas ondas de prazer.
Ela gozou de novo. Desta vez, não estava preparada por isso gemeu e choramingou quando atingiu o êxtase, não encontrando coordenação para esconder o rosto no travesseiro. Quando contorceu o rosto e soluçou em seu segundo orgasmo, ela ouviu Edward fazer um som áspero, sem palavras, por trás dela.
O ritmo dele ficou subitamente áspero e irregular e os quadris batiam contra sua bunda impiedosamente. Ele continuou estimulando seu clitóris, e seu corpo ficou preso nas sensações conflitantes entre a foda e a massagem.
Ela se agitou e estremeceu quando a tensão tomou conta dela novamente. Os impulsos de Edward eram agressivos e urgentes e ela podia sentir o calor do corpo dele e ouvir o som quase frenético de sua respiração ofegante.
— Oh, Deus — ela engasgou, arqueando a coluna e elevando a cabeça involuntariamente para fora da cama. — Vou gozar de novo.
Sem aviso, Edward estava bem atrás dela, em cima dela, em suas costas. Antes que ela soubesse o que significava, ela sentiu dentes em sua pele quando ele mordeu seu ombro.
Ela gritou alto – contra o travesseiro para abafar o som – e gozou forte. Quando seu corpo convulsionou e os espasmos de prazer acabaram, ela estava consciente da pelve de Edward golpeando contra seu traseiro. Os abafados sons guturais que ele fez quando chegou ao clímax foram afogados por seu próprio grito de libertação.
Ela caiu para frente, quando finalmente gozou, seu corpo mole, suado, quente e deliciosamente saciado. Ela sentiu o peso de Edward em suas costas, sua respiração quente contra o pescoço e ombro. Por um momento, sentiu-se maravilhada – como se ele estivesse tão satisfeito quanto ela estava.
— Uau — ela resmungou. — Uau.
Ele resmungou.
— Uau. Isso foi... uau.
Ele resmungou novamente.
— Isso foi... foi incrível, Edward. — Ela nunca havia gozado tão forte em seus encontros anteriores com Edward. Ela nunca havia gozado tão forte em sua vida.
Então, ela sentiu Edward tirar seu peso de cima dela e em seguida, puxar o pênis de seu canal ainda apertado. Ele tropeçou até o banheiro para cuidar do preservativo e ela ouviu a água correr. Ele ficou fora por muito mais tempo do que o normal e ela começou a se perguntar se havia algo de errado com ele.
Ele não parecia muito consigo mesmo hoje, ela percebeu. Não falou muito e não tinha sido tão lento e atento como normalmente.
Talvez estivesse tendo um dia ruim. Ele parecia estar no sexo, mas ela achou que ele poderia não estar se sentindo como o mentor paciente e cuidadoso das outras noites. Além disso, ela estimulou a ambos com urgência esta noite.
Ela esperava que ele não estivesse chateado com alguma coisa. Odiaria ter tido esse momento maravilhoso se ele estivesse preocupado com outra coisa.
Quando ele finalmente voltou, estendeu a mão para pegar a cueca, como de costume, antes de se estender na cama ao lado dela.
Ela estudou seu rosto, mas ele não revelava nada além de sua típica compostura tranquila.
— Você está bem?
Ele piscou, claramente surpreso com a pergunta.
— É claro. Você?
Ela lhe deu um sorriso torto.
— Eu estou muito bem.
— O sexo foi bom? — Ele perguntou, seus olhos afiados e atentos, como se estivesse procurando algo em sua expressão.
Agora Isabella estava incrivelmente confusa.
— Hum, sim. Você não sentiu falta disso? Tudo foi muito além da realidade.
Seu rosto relaxou um pouco.
— E você... você gozou o suficiente?
Isabella franziu a testa. Certamente ele não estava tão distraído que sequer tinha prestando atenção à maneira como ela gostou do sexo e seus orgasmos múltiplos. Ela sabia que a relação deles era profissional, mas não gostaria da ideia de seu foco estar em outro lugar. Na verdade, isso a incomodaria muito.
— Sim. Três vezes é muito bom, isso não é suficiente para o seu ego?
Edward relaxou ainda mais sua expressão. Até sorriu para ela.
— Meu ego está ótimo. Obrigado.
Ele parecia mais natural agora, então ela esperava que tivesse sido apenas uma distração temporária. Ela certamente não queria Edward desmaiando sobre ela como um herói trágico de romance, mas odiava a ideia de que ele estivesse passando por movimentos vazios com ela, eles não estavam apaixonados, não eram nem mesmo amigos, mas se davam muito bem e ela esperava que talvez ele pudesse desfrutar de um pouco de sexo com ela.
— Então, como foi a viagem? — Perguntou ele, virando-se de lado do jeito que ele sempre fazia quando eles conversavam entre as rodadas de sexo.
Mais confortável agora que haviam caído em sua rotina normal, ela falou com ele por um tempo. Disse a ele sobre sua pesquisa em Hong Kong. Parte dela sabia que precisava tomar cuidado ou ele descobriria quem ela era quando seu próximo livro fosse lançado. Ainda assim, ela não podia deixar de compartilhar algumas das histórias engraçadas e petiscos interessantes que ela descobriu.
Enquanto conversavam, ela percebeu que não tinha sentido falta apenas do sexo. Tinha sentido falta de suas conversas. De suas irônicas e inteligentes perspectivas, e de seu discreto humor seco.
Quando ela perguntou a ele sobre seu mês, ele não lhe deu nenhum detalhe. Ele nunca o fazia, mas citou alguns livros que havia lido e uma viagem que havia feito a Martha's Vineyard. Ela assumiu que a viagem foi parte de um trabalho, mas evitou pedir informações sobre isso. Ela realmente não queria saber quem o havia contratado para a viagem de fim de semana ou o que fizeram juntos.
— O que você achou desta última posição? — Edward perguntou, depois de terem caído em silêncio amistoso após uma longa conversa.
— Boa, obviamente. — Isabella inclinando-lhe um sorriso irônico. — Ela é a favorita dos homens?
— A entrada traseira normalmente é.
— Eu acho que dá a um homem um entusiasmo estilo homem das cavernas.
Edward arqueou uma sobrancelha para ela.
— Eu imagino que sim.
Genuinamente curiosa, perguntou:
— Você já teve esse entusiasmo homem das cavernas?
Ele estava olhando para o teto agora e, com a pergunta, soltou uma risada ligeiramente amarga.
— Não acho que há muito de homem das cavernas em mim.
Isabella franziu o cenho, se perguntando o que isso significava. Considerando se ele havia crescido tão cosmopolita, culto e cínico como apresentava sua superfície – sem possuir uma essência, paixões inatas ou uma causa.
O pensamento a deixou um pouco triste.
Ela nunca falou muito sobre seu passado, além do pouco que havia dito sobre seus pais e da perda de seu cabelo. Várias coisas que ele disse insinuava que ele tinha nascido rico. Ela sabia que ele havia feito faculdade e até mesmo pós- graduação. E sabia também que foi o amargo relacionamento com o pai que o empurrara para essa profissão.
Ela não sabia se suas escolhas de vida foram atos de vingança ou desespero. Talvez fosse ambos.
— Eu tenho certeza que você pode agir como homem das cavernas muito bem — disse ela casualmente, percebendo que seus olhos estavam descansando sobre ela e não querendo que ele soubesse o que ela estava pensando.
— Claro que posso. Está interessada em quê?
Ela zombou dele.
— Quantas vezes tenho que dizer que eu não quero fingir nada com você?
Edward deu de ombros.
— Só perguntando.
— Eu sei o que você pode fazer, e faz muito bem. Então, o que você não faz com suas clientes? — Isabella inquiriu aleatoriamente, nem sabia o que impeliu essa questão.
Erguendo as sobrancelhas, ele perguntou:
— Procurando expandir seu repertório?
Isabella riu.
— Não. Estou muito feliz com o que temos. Estava apenas curiosa, existem coisas que você se recusa a fazer como parte de seus serviços?
— É claro.
— O que seriam elas? — Quando Edward hesitou, ela acrescentou: — Pode ser bom saber, para que eu não peça nenhuma delas.
— Duvido que isso venha a acontecer. Eu sou muito bom em avaliar as pessoas, você não se encaixa em qualquer uma das coisa que não faço. — Ele falou facilmente, naturalmente e parecia relaxado e lindo estendido sobre a cama vestindo apenas uma boxer de seda.
Isabella se perguntou se estava ou não desconfortável dele conhecer tanto de seu íntimo – ou pelo menos, tanto quanto ele acreditava conhecer.
— Então você realmente não vai me dizer?
— Eu não atendo homens — ele começou.
Isabella piscou. Não era o que ela esperava que ele começasse.
— Eles vem a mim — ele explicou, seu olhar vazio. — Não tanto agora, já que só trabalho através de referências. Mas eu costumava ter um monte de pedidos. — Ele balançou a cabeça. — É apenas uma preferência pessoal. Eu só trabalho com mulheres.
Isabella assentiu, de alguma forma satisfeita em ter algo assim sobre ele, embora tenha reconhecido que sua satisfação era irracional.
— O que mais?
— Eu não faço sexo a três, até permito que um terceiro assista, mas não que participe.
— Por que não? E se ambas forem mulheres?
O lábio Edward deu um puxão quase imperceptível. O primeiro desta noite. Ter visto isso a deixou feliz.
— Honestamente, um trio dá muito trabalho, é muito difícil se concentrar o suficiente em duas mulheres ao mesmo tempo. Eu invisto um monte de pensamento e concentração em cada trabalho e não posso trabalhar de forma tão eficaz se minha atenção está dividida entre duas mulheres.
— Interessante. — Ela estava começando a se sentir um pouco estranha agora. Ela não pode evitar se perguntou quanto trabalho e foco Edward precisou para fazer seu trabalho com ela. Ela esqueceu a preocupação tola e instou: — O que mais?
— Não faço sexo anal.
— Por que não?
— Por uma série de razões. Requer um monte de tempo e esforço para tornar o ato confortável, e é mais bem feito com um nível de confiança que não existe entre mim e um cliente. Eu forneço romance e a logística do anal tende a estragar o clima. Além disso, é muito problemático com o preservativo.
— É mesmo?
Edward assentiu e soltou um suspiro.
— A possibilidade de estourar é muito maior com anal. Nem mesmo o preço mais alto que eu poderia cobrar faz valer a pena o risco.
Isabella não precisou pedir que ele continuasse. Ele mesmo prosseguiu:
— Eu não faço S&M. Não há uma demanda alta para isso – com minhas clientes, pelo menos –, esse não é um dos meus talentos. Eu me recuso a fazer qualquer coisa que cause algum potencial dano físico. Nada de chicotadas, açoitamento, bondage significativa, inviabilização de vias aéreas.
Isabella o olhou. Ele não olhava para ela, mas seu rosto estava perfeitamente sóbrio.
— Não vale a pena o risco para mim — explicou. — Obviamente, eu seria o mais cuidadoso possível, mas não posso garantir que não haveria acidentes ou golpes de sorte. Como eu disse, não há grande procura de qualquer maneira com minhas clientes. Elas estão procurando por fantasias românticas, em sua maioria. Então, eu não faço nada além de amarrações com seda por um período de tempo limitado e uns tapas ocasionais.
— Huh — disse ela, refletindo sobre o que ele lhe disse. Ela honestamente teve visões dele realizando todos os tipos de atos desprezíveis de depravação e não tinha certeza do que fazer com a explicação calma e racional de suas escolhas profissionais.
— Você está decepcionada com minhas maneiras convencionais? — ele perguntou, com outro tremor nos lábios.
Ela riu.
— Não ria de mim. Eu nunca pensei sobre isso antes. E não o culpo por ser tão cuidadoso quanto possível. Você está feliz em ser capaz de escolher apenas o que é confortável para si mesmo.
— Sim. Nisso, eu sei que tenho sorte.
Uma suavidade entremeou no humor de ambos com o seu comentário, e os pôs em silêncio por alguns minutos.
Então, ela perguntou:
— Alguma de suas clientes já se apaixonou por você?
Seu rosto ficou estranhamente quieto.
— Por que você pergunta?
— Não sei. Eu só queria saber. Você é um homem muito atraente, e realmente bom de cama. E costuma representar um papel romântico, se eu entendi corretamente. Deve ser difícil para algumas de suas clientes separar a fantasia da realidade. É por isso que eu prefiro assim. — Ela apontou entre seus corpos para provar seu ponto. — Mantém as coisas claras.
Edward balançou a cabeça lentamente, não encontrando seus olhos.
— Sim. Algumas de minhas clientes têm se apaixonado por mim, ou pelo menos se apaixonado pela fantasia que eu lhes ofereço.
— O que você faz?
— Nada, a não ser que se aproximem de mim fora de nossos encontros profissionais. Se elas fizerem isso, eu já não faço negócios com elas.
— Você já foi perseguido por clientes que se recusaram a terminar as coisas?
— Sim. Duas vezes.
Isabella respirou, embora ela pudesse ver como isso pode acontecer.
— O que você fez?
— A família da primeira mulher interveio e conseguiu ajuda psicológica. A segunda mulher foi presa quando tentou me matar.
Ofegante, novamente, ela endireitou-se na cama.
— Ela tentou matá-lo?
Edward assentiu, mas seu rosto estava fechado, então ela não o forçou a continuar o resto da história. Às vezes, ao longo dos últimos meses, ela o tinha forçado muito e Edward havia se fechado e já não era genuíno com ela pelo resto da noite. Ela teve cuidado agora.
— Você já foi preso? — Perguntou ela, propositadamente mudando de assunto.
— Não.
Isabella olhou para ele, seu olhar duvidoso.
— Eu sou extremamente cuidadoso — explicou. — E agora só trabalho através de referências. Além disso, faço minha pesquisa sobre todas as novas clientes, antes de discutir termos de qualquer espécie. — Quando Isabella concordou, ele ergueu as sobrancelhas novamente. — Algo mais para esta pequena inquisição?
— Desculpe — disse ela, sorrindo tristemente. — Eu sou apenas curiosa e não sei nada sobre esse assunto.
— Você realmente não precisa saber tudo a fundo para os nossos encontros serem bem sucedidos.
— Bem — disse Isabella, elevando o queixo por causa do seu tom altivo e frio. — Eu quero saber.
Os lábios de Edward se contraíram.
Ela fez uma careta para ele, embora não estivesse realmente irritada com sua diversão óbvia. Ele realmente era irresistível quando reprimia o sorriso assim, e apenas ocasionalmente, mostrava-lhe o sorriso sensual e polido que ela desprezava.
Seus olhos foram para seu peito nu, demorando-se sobre os músculos tensos de seu ventre. Sua cueca estava bem baixa em seus quadris magros e ela achou o cós estranhamente tentador.
Aleatoriamente, ela se perguntou o que ele faria se ela puxasse sua cueca para baixo sem aviso. Ela foi atingida por um impulso irresistível de fazê-lo.
Mas resistiu. Tal gesto parecia muito presunçoso e íntimo para a natureza de seu relacionamento. Não era como se eles fossem um casal em que tal ato brincalhão e de provocação seria natural.
Quando seus olhos se voltaram para o rosto dele, ela pegou seu olhar sobre seu próprio corpo e rosto. Ele estivera olhando de soslaio para ela do jeito que ela havia olhando para ele? Seus olhos se ajustaram rapidamente, concentrando-se em seu rosto com um sorriso casual, mas ela se sentia estranhamente acanhada e olhou para si mesma. Seu bonito vestido de seda estava enrugado e desarrumado. Seus seios estavam cobertos mas o vestido justo não lhes dava apoio, como um sutiã daria. Sua barriga estava em ordem, mas seus quadris e bunda tinham mais curvas do que ela gostaria.
Era bom pensar que ele a estava admirando com deslumbramento, mas ela não estava totalmente convencida.
Todas estas reflexões foram lhe dando ideias definidas, no entanto. Ela rolou os olhos para o relógio e ficou aliviada ao ver que não eram 10 horas ainda.
Eles tinham um monte de tempo. Ela já teve três orgasmos incríveis esta noite e teria este homem lindo e talentoso à sua disposição por mais duas horas. Havia muito tempo para mais.
Ela sorriu para ele, sentindo-se extremamente satisfeita consigo mesma.
Edward riu.
— Por que de repente eu me sinto como um pedaço de carne?
Isabella também riu e espontaneamente rolou para cima dele, amando a sensação de seu corpo, duro e magro debaixo dela. Ambos estavam sorrindo agora, e seus olhares se encontraram e permaneceram.
Algo quente encheu seu peito quando eles sorriram um para o outro e ela inclinou-se, inconscientemente, antes de parar com um suspiro.
Ela não estava totalmente certa, mas pensou que poderia tê-lo beijado. Sem ter qualquer intenção de o fazer.
Era inevitável, supôs. As linhas em um relacionamento como o deles eram obrigatoriamente um pouco imprecisas. No geral, ela estava fazendo um bom trabalho mantendo as coisas em perspectiva. Um novo acordo não era o fim do mundo, de modo que ela não deixaria isso incomodá-la.
Mas seu coração estava batendo dolorosamente quando olhou para Edward. Seus lábios se separaram um pouco e a expressão nos olhos azul-acinzentados foi de quente e profunda para um pouco confusa.
Distraída pela memória do que ele dissera um minuto antes, ela franziu a testa e perguntou:
— Eu não vou realmente fazê-lo sentir-se como um pedaço de carne, vou? — Ela ainda sofria, ocasionalmente, de culpa por tomar parte na prostituição, mesmo em um contexto como este, e ela realmente não queria individualizar Edward mais do que sua profissão poderia fazer.
As sobrancelhas dele se juntaram e o sorriso desapareceu de seus lábios.
— Não, você não.
— Bom — Ela só levou um minuto para recuperar seu brilhante humor e excitação. Então sorriu para ele novamente e acariciou seu peito com as palmas das mãos. Ela montou seus quadris e passou alguns minutos a explorar seu corpo e tentar descobrir que tipo de carícias dariam mais prazer a um homem.
Apesar do número de vezes que ela e Edward tiveram sexo, ela geralmente tinha recebido mais do que dado.
Depois de alguns minutos de afagos e carinhos – e alguns beijos experimentais em seu peito e abdômen – ela podia sentir Edward tenso embaixo dela. Os músculos de sua barriga e coxas estavam visivelmente retesados, ela sentiu uma emoção estranha por ter a capacidade de causar tal resposta em um homem frio e composto como Edward.
Ele a estava deixando fazer isso, e não estava nem perto de perder o controle. Mas ainda assim...
Ela podia ver a crescente ereção sob o tecido liso da boxer – definitivamente, estava mexendo com ele.
A menos que ele estivesse apenas fazendo sua coisa mental e tentando afirmar sua autoconfiança.
Ela franziu o cenho para esse pensamento, mas enquanto suas mãos tocavam- no na cintura com uma pergunta silenciosa e ele acenou com a cabeça em silêncio, ela teve dificuldade em acreditar que tudo era uma encenação. Ele estava suando de novo e seu corpo estava visivelmente tenso. Quando ela gentilmente puxou a cueca, seu pênis estava quase totalmente ereto.
— Posso? — Ela perguntou, limpando a garganta quando sua voz se quebrou. Ela nunca o havia acariciava intimamente antes. E sempre se perguntava se isso estava ou não fora dos limites, a menos que pagasse um boquete.
Ele acenou com a cabeça novamente, havia algo silencioso e intenso em seu olhar. Seus olhos estavam focados no rosto dela, mas eles desceram para onde estavam suas mãos, ao redor de sua ereção.
Ele tomou uma respiração afiada quando ela sentiu e apertou firmemente seu eixo quente. O pênis endureceu ainda mais sob seu toque.
Suas respostas sutis a foram decompondo com uma velocidade notável, ela se mexeu um pouco, desconfortavelmente excitada, apesar do sexo que tivera não havia muito tempo.
Ela acariciou e explorou seu eixo e bolas por vários minutos, até que estava quase se contorcendo de excitação e Edward estava tendo problemas ali deitado. Ele continuou se ajustando ao toque, movendo os quadris ou os braços. Seu corpo havia se apertado como um punho, mas ele não tinha falado nada e não se afastou.
— Pronta? — ele perguntou quando ela soltou as mãos, deixando seu pênis descansar em seu baixo ventre. Sua voz era grossa.
— Sim.
Ele sentou-se e a posicionou de costas.
— Preliminares? — ele perguntou, suavemente empurrando a seda chinesa escorregadia até descobrir suas coxas e quadris.
Ela balançou a cabeça contra o travesseiro.
— Isso foi o suficiente para mim. Você pode transar comigo agora.
Ele olhou para ela por um minuto, e ela não conseguiu entender a intensidade de sua expressão. Então, ele pegou outro preservativo e o lubrificante e ela não deixou a questão distraí-la do que era mais urgente.
— Você quer tentar uma nova posição? — ele perguntou, com a voz mais natural do que quando perguntara sobre as preliminares.
— Claro. O que você tem em mente? — Ele nunca a guiou a uma posição desconfortável ou degradante. No início ela ficou um pouco envergonhada, mas eventualmente, sempre gostava de cada nova posição.
Ele ficou de joelhos entre suas pernas, as coxas dela se separaram ainda mais, então, ele ergueu seus quadris levemente, e deslizou lentamente dentro dela.
Ela sentiu-o profundamente nesta posição, e suas pernas estavam um pouco soltas e desajeitadas, penduradas em cada lado de seu belo corpo. Ela estava feliz por ainda estar usando seu vestido, porque parecia que o excesso de carne exibido na barriga não seria atraente. A penetração foi muito boa, embora ela gostasse quando podia ver claramente o corpo e a expressão de Edward.
Ela respirou fundo e relaxou como Edward havia lhe ensinado e ela sentiu o prazer em espiral em seu primeiro impulso.
Ele começou devagar, tomando seu tempo. Ela tentou se mover com ele, apesar dele ter mais controle sobre sua pélvis do que ela. Após vários minutos agradáveis, ela finalmente sentiu um clímax crescente no seu centro. Sua movimentaçao cresceu um pouco e ela esticou os braços e empunhou os dedos dele.
— Como é que está? — Edward perguntou, sua voz grossa novamente.
— Bom — ela murmurou, sacudindo a cabeça um pouco. — Vou gozar.
Seu ritmo acelerou nesse momento e seus quadris trabalharam incessantemente entre suas coxas. Sua expressão era tensa, quase rígida e seus olhos nunca deixaram o rosto dela.
O prazer cresceu e Isabella tornou os movimentos mais desajeitados e frenéticos, as mãos se agarraram desesperadamente à cabeceira da cama, a cabeça e os quadris se moveram inquietos. Depois de mais alguns minutos, ela gozou com um gemido abafado e um arquear dramático de suas costas.
Edward sugou uma respiração audível com o apertar de seus músculos internos em seu pênis, mas seu ritmo não vacilou. Ele continuou investindo através das
contrações, continuando mesmo depois que seu corpo havia suavizado, então ele moveu a mão para o local onde seus corpos se juntavam para que ele pudesse friccionar seu clitóris.
À medida que os minutos passavam e ele a fodia num ritmo constante e agradável, o corpo de Isabella se manteve respondendo com entusiasmo e sem vergonha. Ela gozou de novo e então novamente e então novamente. Ela tinha vontade de gritar depois de um tempo, mas engoliu cada grito de libertação.
Eventualmente, seu corpo estava encharcado de suor e doendo de exaustão, mas ela ainda queria mais. Ela estava dominada por um desejo profundo por Edward, por seu corpo e pelo prazer que ele lhe dava. Ele não mostrou sinais de vacilar ou perder seu controle, estava suando demais – fluxos de suor escorriam pelas laterais de seu rosto e no meio do peito. Ele ainda estava firme como um punho.
Mas seus olhos estavam inabaláveis, fixos em seu rosto, e o movimento de seus quadris era incessante.
— Oh, Deus — ela engasgou após o quarto orgasmo. Seu corpo se contorcia desesperadamente, mas ele segurou seus quadris firmemente com uma mão forte. — Você está me matando.
— Está demais? — ele murmurou, as palavras pareciam estar presas em sua garganta. Ele ainda estava massageando seu clitóris e o pedaço de carne estava tão sensível agora que era quase doloroso.
— Não. Quero gozar de novo. — O corpo dela estava começando a tremer com outro clímax surgindo em resposta ao estímulo. — Mais rápido. Por favor.
Edward intensificou seu empurrão e o prazer abriu caminho. Ela fez involuntários sons quando gozou mais uma vez, mesmo tendo tentado morder o lábio para contê-los.
Com um irritado murmúrio ofegante, Edward mudou as posições, de repente, inclinando-se e apoiando os braços de cada lado dela. A mudança mudou o ângulo da penetração, e o clitóris Isabella foi finalmente libertado, mas agora tudo o que podia sentir era Edward acima dela – o calor de seu corpo trêmulo a sobrecarregando e a afogando.
Ele geralmente parecia tão frio e contido. Como poderia gerar tanto calor?
Ele ainda estava se segurando, mas ela queria que ele se soltasse.
— Goze agora — ela disse fracamente, seus braços agarrando-lhe o pescoço.
Ele inclinou a cabeça, talvez num aceno, talvez apenas uma contração de seu pescoço. Sua boca era tão apertada agora que seus lábios estavam brancos e o suor de seu corpo se espalhava sobre o dela. Ele caiu de ritmo, bombeando duro e rápido.
Ela pensou que iria apenas desfrutar o orgasmo dele, mas a agitação de seus corpos e a forma como o seu pau a penetrava levou-a ao clímax mais uma vez.
— Oh, Deus — ela suspirou, arranhando seu pescoço e ombros. Ela não podia parar, mesmo sabendo que estava deixando arranhões em sua pele.
Ele resmungou e ela percebeu que era uma pergunta.
— Gozando de novo. — Seu corpo apertou-se e ela tentou respirar como ele a ensinou. Ela não conseguia, sequer, tomar uma respiração completa.
Ela conseguiu envolver as pernas em torno dele, apertando-o com os braços e as pernas. Seu orgasmo estava muito, muito próximo e o corpo de Edward, quente e urgente parecia delicioso contra a dela.
Ela gritou sem fôlego, quando a tensão quebrou-se em seu interiore Edward se deixou ir ao mesmo tempo. Enquanto ela se deixava levar pelas ondas de prazer, estava consciente de Edward liberando um som alto e gutural em seu ouvido. Seus quadris se sacudiram e seu corpo parecia pulsar quando seu próprio clímax o atravessou.
Ela caiu de costas na cama com Edward em cima dela. Ela estava encharcada de suor, e instável de fadiga, e sobrecarga de sensações. Seus olhos, garganta e pulmões estavam queimados e ela se sentia dolorida pela fricção de seu pênis e alongamento dos músculos de seu estômago.
Sua carne íntima parecia inchada e ainda pulsava com um prazer dolorido.
— Oh, Deus — ela engasgou. Então acariciou a pele do pescoço ombros e costas de Edward, onde havia arranhado. — Oh Deus.
Edward grunhiu, respirando fundo e muito rápidamente contra a curva de seu pescoço.
— Oh Deus, isso foi bom — disse ela. Seu corpo ainda estava irradiando calor, mas havia suavizado deliciosamente com o extravasamento de tanta tensão. Quando ele não respondeu, ela acrescentou: — Você está bem?
— Sim. — Ele ajeitou os braços, levantando de cima dela. Em seguida, segurou o preservativo no lugar quando tirou seu pênis com um som de lambida. — Eu já volto.
Mais uma vez, ele foi para banheiro para eliminar o preservativo. E mais uma vez, ela ouviu a água corrente e pensou que ele permaneceu lá mais que o normal.
Quando ele finalmente voltou, não foi para a cama. Ela estava um pouco desapontada, uma vez que ainda tinha mais de meia hora com ele. Não que ainda pudesse ter sexo hoje à noite, mas eles sempre tiveram suas conversas depois.
Ela conhecia Edward o suficiente para saber que ele estava pronto para sair. Não que ele tenha dito isso, ela o pagava até a meia-noite, mas entendeu a pergunta em seus olhos quando ele ficou olhando para ela.
Ela estava, na verdade, um pouco magoada. Eles tinham feito sexo e foi incrível, mas agora ele não podia esperar para se livrar dela.
Talvez ele estivesse cansado, talvez tenha tido um dia ruim. Ela gostava e respeitava-o demais para fazê-lo ficar só porque ela, tecnicamente, tinha mais meia hora de tempo comprado.
Com um sorriso, ela disse:
— Você pode tomar um banho, se quiser. Eu tive tudo o que posso aguentar por esta noite.
Ele agradeceu e retirou-se para o banheiro com suas roupas.
Isabella suspirou e disse a si mesma para ser razoável, não havia nenhuma razão para ficar com seus sentimentos feridos. Este era um negócio para ele, enquanto estivesse convencida de que ele gostara do sexo, não havia nenhuma razão para ele ficar depois só porque ela queria refletir sobre o quão bom havia sido.
No momento em que ele saiu de novo, fresco, composto e totalmente vestido, ela se sentiu bem novamente. Teve duas rodadas de sexo incrível e orgasmos bastante poderosos. Ela definitivamente precisava de um banho para se refrescar e lavar-se, mas depois disso, ela seria capaz de apreciar seus climax e ter muito tempo para uma noite de sono em uma cama confortável.
E amanhã era sábado, ela poderia se instalar novamente em casa e sair com Alice.
Além disso, ela tinha um almoço na quarta-feira e outro encontro no próximo sábado com um homem bonito e elegível. A arrecadação de fundos deveria ser divertida com um monte de ricos, pessoas importantes com quem se misturar e se divertir. Ela teria que ir às compras com Alice para encontrar um vestido novo e sexy. Jacob Black era realmente lindo; com toda a prática e experiência que havia
tido recentemente, ela não seria tímida ou teria medo de sexo, então, finalmente existia potencial para levar um homem a sério.
Ela não tinha nada para reclamar.
Quando saiu da cama, tropeçou, em choque, pela dor aguda entre as pernas.
— Tudo bem? — Edward perguntou, olhando-a com preocupação.
— Claro — ela admitiu. — Nós tivemos um monte de sexo esta noite.
Ele riu, e ela ficou aliviada ao ver que ele parecia relaxado novamente.
— Tivemos sim.
— Foi muito bom — disse ela, entregando o envelope de dinheiro para ele. — Eu não sei o que deu em mim.
Seu olhar era cuidadoso e atento, embora ele ainda sorrisse quando colocou o dinheiro no bolso sem contar.
— O que quer dizer?
— Quer dizer, eu era... era como um animal. — Ela corou enquanto pensava sobre sua falta de vergonha. — Espero que eu não ter arranhado muito você.
— Não arranhou. — Um canto de sua boca se contorceu. — Eu acho que o animal se adaptou bem.
Seu comentário foi inteligente e irreverente, mas a fez corar novamente. Desta vez de prazer.
— Então, nos vemos em uma semana a partir de segunda-feira?
— Sim — ele disse quando arrumou seu estojo. — Eu já agendei.
— Ótimo. Eu estarei esperando. — Ela caminhou até a porta e encostou-se nela quando ele saiu do quarto. — Tenha uma boa semana.
— Você também.
Isabella assistiu Edward caminhar pelo corredor em direção ao elevador, e teve que se perguntar pelo que estava mais ansiosa: seu primeiro encontro com um homem elegível com quem ela poderia ter um futuro ou seu próximo compromisso com Edward?
— Eu estou dizendo a você — insistiu Isabella, tentando bravamente não rir, e assim, acabar derramando seu champanhe. — Ele não estava olhando disfarçadamente para o meu decote.
Jacob Black – magro, moreno, sexy e vigoroso com seu jeans desbotado e muito bronzeado – deu-lhe um sorriso jovial.
— Negue tudo o que quiser, eu sei onde os olhos dele demoraram e não foi em seu colar. Ele se animou ainda mais quando eu lhe disse que você escrevia romances sensuais sob um pseudônimo.
Isabella, inconsciente, moveu a mão para seu pingente de jade numa corrente de ouro que ela havia combinado com seu vestido de noite verde profundo.
— Jacob , ele tem cerca de cem anos de idade! É o presidente do conselho do museu!
— Até mesmo prestigiados museus têm em suas placas homens pervertidos — Jacob murmurou, movendo o braço em volta de sua cintura enquanto caminhavam para fora do elegante salão de baile, onde as pessoas ricas e bem-vestidas estavam agrupadas, e indo para o grande corredor que levava às salas que exibiam as obras de arte que estavam sendo apresentadas hoje à noite. — Ele definitivamente estava olhando sorrateiramente para seu decote e, já que você escolheu usar esse vestido, não posso ficar surpreendido.
Fungando com desdém, Isabella deu-lhe um olhar zombeteiro. Ela e Jacob tinham ido almoçar a alguns dias e se divertiram muito. Até agora o encontro para a arrecadação de fundos do museu tinha sido um sucesso também, Jacob era inteligente, engraçado e bonito e ela gostava de seu jeito decisivo e humor rápido. Ela até gostava de seus livros.
— Este vestido mostra apenas uma quantidade perfeitamente respeitável de diversão.
Os olhos de Jacob demoraram deliberadamente no vinco profundo e na sombra do decote de seu vestido. Mesmo não sendo tão revelador, era o vestido mais sexy que ela já possuiu. Ele levantou as sobrancelhas escuras e falou pausadamente:
— É.
Ela riu e fez uma parada no meio do corredor, próximo a um enorme espelho cercado por uma elaborada moldura dourada. Uma rápida olhada no espelho mostrou-lhe que ela parecia bastante agradável esta noite, com o cabelo puxado para cima e um pouco mais maquiada do que normalmente; ela torceu o pescoço um pouco para ter certeza de que não havia mais qualquer marca no lugar onde Edward havia mordido na semana anterior.
Ela estava um pouco surpresa por Edward não ter pedido permissão antes de mordê-la, mas ela não tinha, realmente, se preocupado com a contusão. Ainda evocava lembranças muito agradáveis, no entanto, estava contente por a marca ter desaparecido a tempo para esta noite.
Ela lançou um olhar provocante sobre Jacob .
— Obviamente, os idosos presidentes de conselho de museus, não possuem direitos exclusivos para os olhares pervertidos.
Jacob deu um passo para mais perto dela.
— Quem exatamente você tem em mente?
Sentindo-se emocionada por sua óbvia atração, Isabella deu um passo para trás.
— Eu tinha em mente um certo jovem e presunçoso advogado, que adquiriu recentemente, uma insígnia de escritor.
Com uma risada baixa, Jacob a empurrou suavemente contra a parede do corredor. A maioria dos convidados ainda estavam no salão de baile, onde o discurso de boas vindas tinha acabado de ser feito.
— Culpado da acusação — ele disse em uma voz rouca.
Então pegou o rosto dela entre as mãos e a beijou.
Isabella não tinha muita experiência, mas suspeitava que Jacob era um beijador muito bom. Sua boca se moveu com facilidade e confiança contra a dela quando ele suavemente lambeu a linha de seus lábios.
Ele a beijara muito brevemente após seu almoço na quarta-feira, mas este beijo estava, rapidamente, se tornando algo mais. Ela se abriu para ele, inconscientemente e colocou os braços ao redor de seu pescoço, enquanto ele pressionou a linha dura de seu corpo contra o dela.
Eles se beijaram por mais tempo e mais profundamente do que provavelmente era sábio no meio de um salão em um museu abafado onde estava havendo uma arrecadação de fundos. Mesmo não sentindo qualquer desejo sexual urgente, Isabella estava nervosa e sem fôlego quando ouviu vozes do outro lado do corredor e se afastou.
Um homem mais velho e uma mulher passeavam pelo salão, dando ao casal corado, e ainda entrelaçado contra a parede, um olhar muito desaprovador.
Isabella sufocou uma risadinha e compartilhou um olhar de culpa com Jacob , que ainda tinha uma mão em sua cintura e a outra na parte de trás de sua cabeça.
Então seus olhos se desviaram para o salão de baile, novamente, para ver quem mais os tinha visto ela naquela posição tão vergonhosa.
Sua risadinha teve uma morte súbita.
Edward estava mais ou menos na metade do corredor, congelado no lugar, olhando para ela com uma intensidade que lhe tirou o fôlego. Ele levava duas taças de champanhe nas mãos, mas seus olhos estavam fixos no rosto dela.
Isabella também congelou, desorientada, como se um choque a tivesse atravessado. Ela tinha feito um bom trabalho em compartimentar suas sessões com Edward – permitindo que um não tivesse nada a ver com o resto da vida do outro, desfrutando-as com uma indulgência inofensiva.
Mas as barreiras entre suas interações com ele e o resto de sua vida haviam sido abrupta e ferozmente arrancadas.
Ela estava em um encontro com Jacob . Um bom encontro. Algo que ela não experimentava há um longo tempo e tinha fodido com Edward exatamente há uma semana atrás, em um luxuoso quarto de hotel. Transou com ele duas vezes, ele a fez gozar uma e outra vez. E ela havia lhe pagado no final da noite.
E os dois homens estavam agora no mesmo corredor.
Suas bochechas queimaram tão furiosamente que ela sabia que sua pele havia inflamado. Ela ficou inquieta até que Jacob deixou os braços cairem e deu um passo para trás. Ele estava olhando para Edward com curiosidade.
— Um amigo seu?
Isabella não tinha absolutamente nenhuma ideia do que dizer.
Ela foi salva de responder à pergunta pela chegada da mulher que deveria ser o encontro de Edward naquela noite. Isabella havia encontrado Sarah Jacoby algumas vezes no passado. Elas não eram amigas, mas haviam feito alguns trabalhos juntas em Nova York para uma instituição de caridade que arrecadou dinheiro para programas de alfabetização locais.
Sarah estava em seus trinta e poucos anos e recentemente havia se divorciado de um magnata de Nova York. Ela devia estar visitando Seattle neste fim de semana.
E obviamente encontrou uma maneira indolor de obter um encontro para a arrecadação de fundos.
— Michael — disse Sarah, correndo para pegar as mãos de Edward. — Desculpe. Fui parada por Amelia Bernard. — Ela olhou em direção a Isabella e Jacob . — Isabella! Que bom ver você de novo. Eu a tinha visto antes no salão, mas não pude dizer oi.
Isabella se preparou, pegou a mão de Jacob e levou-o até o outro casal.
— Oi, Sarah. Ficou entediada com Nova York?
Sarah deu um piscada. Ela era da altura de Isabella, mas cerca de vinte quilos mais pesada e 10 anos mais velha. Ela não era feia, com cabelos escuros e encaracolados e um rosto angelical.
— Na verdade, apenas tentando irritar o ex, mantendo a posição no tabuleiro do museu que ele mexeu os pauzinhos para eu conseguir. Ele pensou que eu iria apenas escapulir após o divórcio. Homem tolo. Este é a meu acompanhante, Michael Blakely.
Isabella apertou a mão do homem que conhecia como Edward Masen. Ela supôs que ele provavelmente usou o nome que sua companheira queria que ele usasse ao acompanhá-la em um evento social.
— Isabella Swan e este é Jacob Black.
Embora Edward tivesse sido, obviamente, tomado de surpresa ao vê-la hoje à noite, tinha recuperado a compostura notável. Sua expressão era fria e neutra enquanto apertava a mão de Jacob e conversava alguma coisa inócua.
Isabella estava aliviada por sua voz estar natural e amigável, embora estivesse horrivelmente distraída pelo braço de Edward, que se mantinha em torno da cintura de Sarah, seus dedos, ocasionalmente, a acariciando.
Finalmente, Sarah disse:
— Eu acho que deverímos ir conferir algumas das obras de arte. — Ela sorriu embriagada para Edward. — Você vai ter que explicá-las para mim, eu estou com medo.
— Eu ficarei feliz em fazer isso — ele murmurou, seus olhos descansando em seu rosto, de tal forma que Isabella poderia jurar que ele estava apaixonado pela mulher. Em seguida, uma voz que ela mal podia ouvir, acrescentou a Sarah. — Embora nenhuma peça de arte na parede possa ser tão intensa quanto você.
Isabella quase engasgou.
Ele estava fazendo seu trabalho. Desempenhando um papel, era nisso que implicava os seus serviços. Servir de par romântico, fazer uma mulher se sentir como se fosse a pessoa mais importante no mundo, terminando, ou não, a noite com sexo.
Ela conseguiu balbuciar uma despedida para Sarah e Edward. Sabia que era isso o que Edward fazia. Ele era um garoto de programa que, entre outras coisas, fodia mulheres por dinheiro. Ela não era sua única cliente, ele tinha uma agenda muito ocupada.
Só que saber era diferente de ver.
— Ex-namorado? — Jacob perguntou, estudando seu rosto.
Isabella não podia dizer-lhe a verdade – não em um segundo encontro –, então aceitou isto como a mais fácil desculpa por sua reação.
— É, algo assim.
— Talvez você me fale sobre ele algum dia — Jacob murmurou, deslizando a mão ao redor da cintura dela enquanto caminhavam mais lentamente em direção às galerias.
Ela lançou-lhe um olhar penetrante.
— Eu não sou cego, sabe — explicou ele, dando-lhe um pequeno sorriso. — Dava para cortar a intensidade entre vocês dois com uma faca, mas não há pressa. Nós temos muito tempo.
Seu sorriso para ele foi genuíno – feito de alívio e carinho. Que grande cara ele era.
— Talvez eu te diga algum dia.
Ela pensou que havia superado o pior dos obstáculos de seu encontro acidental com Edward, mas teve que ficar vendo ele e Sarah pelo resto da noite. Edward sempre parecia estar sussurrando intimamente em seu ouvido ou acariciando suas costas ou discretamente segurando sua mão.
Porém, a verdade foi avaliada por Isabella de forma muito irracional. Seus encontros com Edward foram isolados e fechados para o resto do mundo. Eles tinham sido especiais para ela, não porque ela pensasse que compartilhavam um romance ou uma conexão emocional real, mas porque ela havia aprendido muito sobre si mesma e sobre a natureza humana a partir de suas interações com ele. Além disso, ela simplesmente gostou.
E vê-lo fazendo seu trabalho com outra mulher fez a coisa toda parecer... de mau gosto.
Talvez fosse.
Dois dias depois, Isabella chegou ao familiar quarto de hotel um pouco mais tarde do que o normal. Ela tinha o tempo suficiente apenas para tomar banho, fazer a depilação, aplicar loção e se vestir antes das sete horas.
Ela considerou seriamente o cancelamento. Durante todo o dia de ontem ela havia começado a compor um e-mail de desculpas para Edward dizendo que não mais precisava de seus serviços. Ela só não tinha certeza se poderia continuar com aquilo, depois de ter levado um tapa na cara da realidade na noite de sábado.
Além disso, Jacob a chamou pra sair de novo. Obviamente, estava no início – casuais, sem exclusividade –, mas ela sentiu que havia algum potencial, e pagar por sexo por fora não seria a melhor maneira de começar um relacionamento.
Isabella havia finalmente decidido manter seu compromisso com Edward, principalmente porque se sentiu mal por recuar no último minuto. Ela realmente gostava de Edward e se sentiu meio cruel em dispensá-lo por e-mail, depois de terem tido uma relação profissional tão longa. Ela daria uma chance, se as coisas fossem estranhas ou desconfortáveis, ela simplesmente não iria agendar outro encontro.
Faltava apenas colocar o cardigã de caxemira de tão poucos fios que era quase transparente, sobre a camisola de seda azul escuro, quando ouviu a batida na porta.
Quando ela a abriu com um sorriso de saudação, foi recebida com uma visão que foi como um chute no estômago.
Edward estava parado – frio e lindo como sempre, todo de preto. Em seu rosto um sorriso ensaiado. Educado, sensual e tão falso que ela queria riscá-lo de sua pele.
Definitivamente não era um começo propício.
— Oi — disse ela, dando um passo para o lado para deixá-lo entrar no quarto.
Edward murmurou uma saudação e ela o seguiu até a mesa onde ele sempre deixava seu estojo. O envelope onipresente do dinheiro estava deitado sobre a mesa, como de costume.
Sentindo que estava sendo mais difícil do que havia achado desde os primeiros encontros, Isabella sentou-se em uma cadeira. Imaginando que eles poderiam jogar em campo aberto, ela disse:
— Então, foi meio estranho, hein?
Edward sentou-se na outra cadeira e arqueou as sobrancelhas para ela friamente. Ela não era uma grande fã de expressões.
— Nos vermos no sábado — disse ela em resposta à sua pergunta silenciosa. — Não foi estranho?
— Sinto muito se a fez sentir desconfortável. Você lidou com tudo muito bem.
O queixo Isabella caiu um pouco quando olhou para Edward. Ela não achou que o desconforto tinha sido só do lado dela. Ele definitivamente estava agindo de forma insuportável hoje, esse não seu estado normal.
— Você não achou um pouco estranho também?
Os olhos de Edward eram enfadonhos e não revelavam nada.
— Não. Não de verdade. Mas eu já tenho anos de experiência neste caso. Posso entender por que foi difícil para você, na verdade, eu fiquei imaginando se você cancelaria nosso compromisso hoje à noite.
Ela engoliu em seco, sabendo o quão perto esteve de fazer exatamente isso. Era um pouco irritante saber que seu encontro no museu não chegou a incomodar Edward. Ela sabia que o havia surpreendido. Pelo menos sua expressão tinha revelado isso, mas aparentemente não era o que havia acontecido.
Ela estava determinada a não fingir nada, a não adicionar qualquer outra camada de artificialidade a seu relacionamento com Edward, então falou:
— Eu pensei sobre isso. Muito. Pareceu-me um pouco... Eu não sei, teria feito eu me sentir uma merda.
Edward levantou uma sobrancelha, olhando um pouco divertido, ainda que não fosse de uma forma calorosa.
— Por que você se sentiria uma merda? Por eu perder uma cliente?
Ela se mexeu desconfortavelmente, Edward não estava sendo muito legal e estava distante esta noite. Se ele tivesse sido ele mesmo, poderiam ter concluído isso com menos constrangimento.
— Não. Quero dizer, não realmente, mas já estamos fazendo isso há algum tempo agora e parecia rude cancelar seus serviços por e-mail. — Ela olhou para as mãos. — Eu não sei.
— Você deseja cancelar meus serviços agora? Cara a cara?
— Eu não sei. Acho que não. Eu não sei. — Cansada de se sentir como uma tola, ela ergueu os olhos e fez uma careta para ele. — Você não tem que ser arrogante sobre isso, sabia. Não é tão estranho assim. Eu me sinto mal quando tenho que encontrar um novo cabeleireiro.
Edward encontrou seus olhos de maneira uniforme.
— Eu acredito em você, mas se você tem alguém em casa que pode fazer seu cabelo satisfatoriamente, não tem nenhuma razão para pagar um profissional.
Isabella sentiu um pequeno lampejo de diversão com a maneira como ele estendeu a analogia, mas entendeu o que ele estava dizendo.
— É. Eu acho que sim, mas esse não é o meu caso. Ainda não, pelo menos.
— Então você ainda não teve oportunidade de praticar sua nova experiência? — Apesar da questão, suave e indireta, pela primeira vez ela viu algo que não era frieza em seus olhos. — Eu havia assumido que sim, pelo que vi.
— Foi um primeiro encontro — explicou ela. — O segundo encontro, na verdade. Obviamente, se as coisas se tornarem mais sérias, eu vou ter que... interromper nossos compromissos.
— É claro.
— Não é nada pessoal. Você sabe o quanto eu respeito você e sua... seus talentos. É só que...
— Não há necessidade de uma explicação, Isabella. Temos um acordo de negócios, que pode ser rescindido a qualquer tempo. Eu não esperava que você se tornasse uma cliente de longo prazo de qualquer maneira.
Ela respirou fundo, sentindo-se estranhamente insultada por suas palavras impessoais.
— O que significa isso?
— Não foi um insulto. Eu só quis dizer que, é claro, que você gostaria de passar para um relacionamento permanente com um homem que poderia amar.
Suas palavras eram verdadeiras. Ela queria um relacionamento saudável, se comprometer com um homem que ela amasse e que a amava. Mas algo sobre a maneira como Edward fez o comentário causou uma torção em sua barriga.
— Ah. Sim.
Edward ficou em silêncio por um minuto, sentado perfeitamente imóvel em sua cadeira. Em seguida, ele limpou a garganta.
— Você deseja prosseguir com o nosso compromisso hoje à noite?
Ela olhou para ele, perguntando o que havia acontecido, por que ele havia se transformado neste estranho, subjetivo, em vez do Edward que ela havia conhecido nos últimos meses. Ele nunca tinha sido emocional, aberto ou vulnerável, mas ele parecia real. De uma forma que não era esta noite.
— Bem — ele solicitou, erguendo as sobrancelhas novamente. — Eu imaginei que você não estava de bom humor, mas talvez meus encantos sejam simplesmente irresistíveis demais.
Então, ele sorriu para ela. Aquele sorriso que ela não poderia suportar.
— O que há de errado com você? — Ela rosnou, quase trincando os dentes de frustração.
Edward piscou, o sorriso desaparecendo de repente.
— Desculpe-me?
— Por que você está agindo desta forma esta noite? Tão falso.
— Eu não sei do que você está falando, Isabella. Nós estávamos tendo uma conversa. Obviamente, quando converso, eu me comporto de maneira diferente de quando forneço outro serviço
— Não me venha com essa. Não é isso que eu estou falando, você não está agindo como você mesmo. Você está todo frio e... e impessoal.
— Eu sou eu. Este sou eu. — Ele encontrou seus olhos, com um olhar que era quase um desafio.
— Não, não é. Quer dizer, você não foi assim comigo antes e eu não gosto disso. — Ela levantou o queixo e olhou para ele, desejando que ele tivesse explodido e ficado bravo com ela como uma pessoa normal.
— Minhas desculpas. — Ele se levantou e pegou o estojo. — Nesse caso, eu vou...
Isabella também se levantou com um suspiro.
— Eu não disse que você deve ir, eu só queria que agisse como você de novo.
Edward sacudiu a cabeça e começou a andar em direção a porta, ainda perfeitamente educado, perfeitamente legal.
— Obviamente, não é mais isso que você quer, eu acho que é melhor pararmos. Desejo-lhe o melhor.
E então o sacana ultrapassou a porta.
Isabella estava esperando algum tipo de argumento – desde que, pelo menos, Edward fosse genuíno. Ela certamente não esperava que ele fosse embora.
De repente, ela percebeu que não queria que ele saísse. Ela não estava pronta para que isso acabasse ainda. Então foi atrás dele, alcançando-o extamente quando ele entrou no elevador, ela o agarrou antes das portas se fecharem.
— Por que está indo embora? — Ela exigiu, olhando para ele acaloradamente. — Você está agindo como um idiota, nós estávamos tendo uma conversa. Não há nenhuma razão para você fugir de mim.
Ele ergueu as sobrancelhas novamente.
— A conversa não estava indo a lugar nenhum, eu entendo que você tenha se sentido desconfortável em ver-me quando estava com seu namorado na noite de sábado. É perfeitamente natural e você não precisa sentir qualquer culpa sobre a interrupção dos meus serviços.
— Ele não é meu namorado — ela retrucou, começando com a mais irrelevante de suas objeções. — E esse não é o ponto. Você não está agindo como você mesmo, isso era tudo o que eu queria.
— Isabella, você está presumindo demais. — Ele não estava olhando para ela agora, então apertou o botão para o andar térreo e ficou olhando os números acenderem quando o elevador começou a descer. Sua voz ainda estava controlada, mas sua mandíbula e ombros estavam tensos. — Nós nunca tivemos uma relação pessoal.
— Eu não estou dizendo que tivemos! — Sua voz era alta e ela desejava que ele apenas ficasse com raiva, mostrasse alguma emoção real em vez da máscara impessoal que colocou. — Eu sei que foi profissional, mas eu pensei que... nós trabalhamos bem juntos e eu disse que não queria fingir nada, então pensei que você fosse... bem, ser você mesmo quando conversamos.
— Você presume demais. — Seus olhos nunca deixaram os números iluminados, mas ela notou que sua mão estava apertada em torno do estojo.
— Pare de dizer isso — ela exclamou. O hotel foi construído nos anos quarenta, e o elevador era um dos mais antigo com um trilho de bronze grosso correndo pelo meio das paredes e uma parada de emergência que não requeria uma chave. Com medo de que o elevador chegasse ao térreo antes que pudessem terminar esta conversa, Isabella apertou o botão de parada de emergência, aliviada quando nenhum alarme disparou. — Eu não estou presumindo isso. Eu não estou imaginando coisas. Eu sei como você normalmente age comigo e eu sei que não é como está agindo agora. O que há de errado com você? Eu o ofendi de alguma forma?
— Você não me ofendeu. — Ele olhou o botão de emergência, mas ela se plantou na frente dele para impedi-lo de iniciar o elevador de novo.
— Bem, então por que você está agindo como louco? — Ela exigiu.
— Eu não sou louco. — Sua expressão ainda era controlado, mas um pequeno músculo estava se mexendo de um lado de sua mandíbula e sua voz soou um pouco impaciente. — Isabella você pode, por favor, sair do caminho?
— Não. — Ela estava começando a entender agora. Ele estava louco, esta frieza devia ser algum tipo de cobertura instintiva para mascarar seus sentimentos reais. Ela não tinha ideia de por que ele ficaria bravo com ela, no entanto, a ideia realmente a incomodava. — Se eu o ofendi de alguma forma, eu gostaria de saber porque. Eu nunca quis, eu sempre tentei... ser boa.
Finalmente, ele encontrou os olhos dela novamente.
— Isabella, você não tem que ser agradável. Você me paga pelos meus serviços.
Ela quase cuspiu de indignação.
— Que diabos significa isso? É claro, eu tenho que ser boa. Você é um ser humano, não é? Que porra o seu pai fez com você para fazê-lo pensar que não merece ser tratado com dignidade e humanidade?
Ela realmente não tivera intenção de expressar essa última questão. Seus sentimentos voláteis e a confusão levaram a melhor sobre ela, mas ela tinha falado. Quase cuspiu no rosto dele.
Ele finalmente quebrou o controle de ferro que estava usando para dominar seus sentimentos.
Ele se voltou para ela de forma abrupta, com um passo à frente, pressionou-a contra a parede com sua presença intensa ao invés da força.
— Isabella — ele começou, sua voz grossa e baixa. Ele plantou uma mão na parede ao lado de sua cabeça. — Eu te fodo, você me paga, essa é a nossa disposição. Isso não lhe dá o direito de invadir minha privacidade, exigir ver o "verdadeiro eu" ou se intrometer nas motivações que eu poderia ter para fazer o que eu faço.
Ela engoliu em seco. Nunca o tinha visto assim antes, seus olhos azul- acinzentados estavam presos aos dela. Ele estava quase pulsando com algum tipo de emoção intensa e a força daquilo a deixou trêmula e desossada.
— Eu não quis dizer... — Ela teve que começar de novo quando sua voz falhou. — Eu não quis dizer que queria que você se abrisse comigo. Eu só não quero que você a aja de forma tão dura e fria. Você está louco comigo e eu não sei por quê.
— Eu não sou louco — disse ele de novo, apesar de todo o seu corpo desmentir suas palavras. Ele estava tão tenso que praticamente tremia. Suas bochechas estavam levemente coradas, e seus olhos já estavam em chamas.
Absurdamente, Isabella sentiu seu corpo reagir. Ela sabia que era totalmente inadequado. Eles estavam no meio de uma discussão muito bizarra e sexo devia ser a última coisa em sua mente, mas ele parecia tão intenso, quase apaixonado. Pela primeira vez, ele parecia estar expressando algo real – com sua linguagem corporal, se não com suas palavras.
Seus músculos internos contraíram e ela sentiu seus mamilos retesarem. Esperava que não fosse visível através da seda colante de sua camisola.
— Você está agindo como louco — ela retrucou. — Parece que quer arrancar minha cabeça.
— Isabella. — Sua voz era ainda mais grossa do que antes e ridiculamente a fez pensar em sexo. Ele inclinou o rosto na direção dela e o apertou contra seu ouvido. — Isabella, desiste disso. Se você quiser manter nosso compromisso, nós podemos voltar lá para cima. Mas meus pensamentos privados não são da sua conta.
Ela estremeceu. Ele nem a estava tocando, mas ela o sentia todo em sua pele. Ardente com calor e desejo, ela ainda conseguiu segurar o final do argumento.
— Eu disse que não quero que se abra comigo, mantenha seus pensamentos privados para si mesmo. Apenas me diga o que eu fiz pra você ficar louco.
— Pela quarta vez — Edward rosnou, ainda em seu ouvido. — Eu não sou louco.
Ela se mexeu inquieta contra a parede, morrendo por algum tipo de atrito com a pele dele. Ao se contorcer, acabou por encostar-se em Edward. Ela sentiu algo que a chocou tanto que sua boca abriu. Seu baixo ventre havia se encostado contra a frente das calças de Edward.
Ele estava duro.
Ele deve ter visto a reação dela. Devia saber que ela havia percebido que ele estava excitado. Ele não reconheceu, no entanto. Apenas se afastou o suficiente para olhá-la nos olhos e perguntar com voz rouca:
— Diga-me por que você continuou a agendar compromissos comigo?
Ela estava muito confusa, sobrecarregada e instável demais para sequer começar a inventar uma mentira. Então, ela murmurou a verdade.
— Porque eu gosto de fazer sexo com você.
Ele balançou a cabeça, como se soubesse que ela diria isso.
— Então por que você continua fazendo isso mais complicado do que é?
Uma pergunta para casa. Isabella não tinha resposta para ele agora.
Sua mão ainda estava plantada ao lado da cabeça dela, prendendo-a contra a parede. Ele estava duro, excitado, tão excitado quanto ela.
Incapaz de se segurar por mais tempo, ela estendeu a mão e agarrou-o pelos quadris. Pressionou sua pélvis contra si. Esfregou-se contra a protuberância que sentia e quase gemeu com as sensações resultantes.
Então ela percebeu o quão descaradamente ela o tateou, quando estava claro que eles não estavam no meio de uma de suas sessões, e soltou suas mãos abruptamente com um suspiro.
— Desculpe!
Edward colocou o estojo, que ele segurou em uma das mãos o tempo todo, no chão. Em seguida, plantou sua segunda mão na parede do outro lado da cabeça dela.
— Isabella?
— Eu não deveria... — ela começou, as bochechas em chamas. — Quero dizer, se você não quiser manter o encontro desta noite, eu não deveria ter...
— Podemos manter o compromisso — ele murmurou, os olhos esquadrinhando seu rosto. — Você quer fazer isso aqui?
No elevador. Entre os andares 10 e 11 num caro e antiquado hotel de Seattle?
— Sim — ela respirou, arqueando-se contra a parede para que pudesse esfregar os mamilos doloridos contra o peito dele.
Sem outra palavra, ele enterrou o rosto em seu pescoço, a boca mordiscando e beijando em um padrão urgente que ela não conseguiu acompanhar. Os braços a rodearam, pressionando o corpo com força contra o dela, então ele começou a dar pequenos golpes ritmados, roçando sua ereção contra o centro dela.
Ela sabia que ele estava realmente ligado, não poderia ter feito qualquer tipo de coisa mental para ele se preparar, já que havia assumido que não haveria sexo hoje.
Ele deve ter despertado por ela. Genuinamente excitado, por ela. Isabella. O conhecimento lhe enviou uma emoção selvagem para a espinha que intensificou as sensações de seu corpo.
Ela gemeu em seus braços, agarrando suas costas, tentando arrancar sua camisa de dentro da calça. Antes que ela pudesse ir muito longe, Edward havia se inclinado e abocanhado um seio e depois o outro através da seda de sua camisola.
Enquanto chupava o seio, uma das mãos mergulhadas em sua cintura deslizou para entre suas pernas. Ela mordeu o lábio inferior ao sentir os longos dedos acariciando sua carne íntima.
Ele sentiria o quanto ela já estava molhada e excitada. Tão excitada quanto ele.
Sem esperar a permissão dela, Edward libertou sua mão de entre suas coxas e depois, com um único movimento, desceu sua calcinha de seda. Enquanto ele fazia isso, ela se atrapalhava com o cinto e o zíper da calça dele.
Eles estavam em um elevador público. Por um momento detido, mas ambos sabiam que não havia tempo para flertar.
Edward endireitou-se e largou-a tempo o suficiente apenas para puxar um pacote de preservativos de seu estojo. Uma vez que o colocou, segurou-a pelo traseiro com ambas as mãos e puxou-a, ela se apoiou no corrimão de bronze que atravessava as paredes do elevador.
Não havia muito apoio, mas Edward usou seu corpo para segurá-la no lugar. Ele abriu suas pernas e se afundou dentro dela, empurrando-a contra a parede em sua estocada inicial.
Pela primeira vez, ele não havia usado lubrificante. Não precisava de nenhum.
Isabella suspirou de prazer quando ele a penetrou, a substância plena de seu pênis enchendo-a completamente. Instintivamente, ela colocou as pernas em volta de sua cintura para manter-se mais segura e se agarrou desesperadamente a seus ombros.
— Rápido — disse ela em uma respiração ofegante, sacudindo a cabeça sem descanso contra a parede enquanto seu corpo gritava por atrito. — Forte. Por favor.
Ele começou a golpear, seu movimento limitado pela situação precária. Seus quadris bombeavam contra a carne, seu pênis se enterrando em sua passagem escorregadia com a velocidade urgente e força que ela precisava sentir.
— É muito bom — ela respirou, as palavras quase inaudíveis, apertando-lhe com seus músculos íntimos. — Tão bom — ela respirou de novo, em cada uma de suas investidas dentro dela.
Edward havia se curvado para enterrar o rosto em seu pescoço novamente. Ela sentiu sua respiração quente na pele. Seus lábios, língua e dentes. Ele moveu a boca ao longo de seu pescoço, ombro, até a mandíbula.
Sua boca estava tão perto da dela agora, que tudo o que precisaria era de uma ligeira inclinação no pescoço para que eles se beijassem.
Eles não se beijaram, no entanto. As estocadas de Edward ficaram mais curtas e rápidas e Isabella cavou os dedos na pele abaixo do colarinho dele. Sua posição não era totalmente confortável, mas tudo parecia tão incrivelmente bom. Ela não achava que gozaria, não havia estimulação suficiente no clitóris. Mas ela não se importava.
Algo sobre a intensidade de seu acoplamento a fez tão bem quanto qualquer orgasmo que ela já havia experimentado.
A pélvis de Edward investia contra ela e ele moveu o pescoço novamente, então, sua boca estava quase no ouvido dele. Suas bochechas estavam quase pressionadas juntas, a dele tão quente quanto a dela.
— Isabella — falou asperamente.
Ela não sabia se era uma pergunta ou uma expressão de prazer, assim respondeu instintivamente:
— É tão bom. Goze? — ela ofegou. — Eu quero que você goze.
A respiração dele acelerou ainda mais quando todo o seu corpo começou a tremer. Ela nunca havia experimentado nada parecido. Toda a angústia e tremor que ela havia tentando abafar antes parecia à beira de implodir em seus braços.
Seus olhos nublados e terminações nervosas zumbiam com prazer. Ela não estava trabalhando para qualquer clímax, mas a coisa toda parecia muito intensa.
Edward arqueou o pescoço para a frente novamente, levando a boca mais uma vez para a curva de seu pescoço. Ela gritou alto quando sentiu seus dentes morderem a carne delicada. Em seguida, todo o corpo dele pulsou de êxtase e ele continuou golpeando enquanto soltava um som gutural e prolongado.
Eles mantiveram a posição por alguns momentos enquanto seu corpo, lentamente, começava a amolecer. Isabella sentiu as pernas rígidas e os pés estavam perdendo a circulação, mas ela não queria desdobrar as pernas. Edward ainda não havia levantado a cabeça, ele só ofegava contra sua pele.
Nesta hora uma voz estridente soou no elevador, tranquila, sem aviso prévio.
— A parada de emergência foi puxada. Está tudo bem?
Isabella quase pulou em espanto e Edward, agora desperto, gentilmente se desvencilhou das pernas de Isabella e puxou seu pênis para fora dela, tomando cuidado com o preservativo. Quando foi colocada de volta no chão, ela começou a puxar a calcinha, e ele encontrou o botão de chamada e falou para o microfone:
— Está tudo bem.
Ele puxou o travão de emergência, e o elevador se movimentou. Eles saíram no nono andar para que não tivessem de enfrentar a segurança ou a manutenção ou quem quer que fosse que, provavelmente, estaria à espera do elevador no térreo. Em vez disso, eles tomaram o segundo elevador de volta para o quarto de Isabella.
Lá, eles se deitaram na cama e Edward atendeu Isabella com preliminares, lentas e vagarosas. Ele a levou ao clímax com a mão três vezes antes de colocar outra camisinha e a penetrar novamente.
Ele descansou a maior parte de seu peso sobre ela, então deslizou ligeiramente para cima e eles fizeram um movimento delicado, de balanço, que estimulava seu clitóris com a base de pênis dele. Após a urgência da foda no elevador, ambos poderiam ir devagar e Isabella encontrou a nova posição profundamente agradável.
Seus rostos estavam perto de novo, suas bochechas roçavam uma contra a outra e a textura mesclada de suas respirações era o único som além da agitação suave e rítmica da cama.
Mais uma vez, ela teve que dizer-lhe para gozar e ela gozou logo antes dele, liberando um gemido baixo enquanto seu orgasmo a atravessava.
Quando ele se levantou para cuidar do preservativo, ela puxou as cobertas, sentindo o frio de sua ausência.
Ela refletiu sobre como era estranho que ele sempre esperasse a permissão dela para gozar. Ele estava sempre tão no controle
Embora ele não tenha realmente se controlado no elevador essa noite.
Ela se mexeu inquieta debaixo das cobertas, sentindo uma torção estranha na barriga. O profissionalismo de seus encontros parecia mais tão confortável.
Edward voltou do banheiro vestindo a cueca e foi servir duas taças do vinho que havia encomendado ao serviço de quarto.
Ele entregou-lhe uma e, em seguida, sentou-se em uma das cadeiras para saborear o seu.
Ela perguntou se era significativo que ele não voltasse para a cama com ela.
— Eu nunca esperei fazer isso num elevador — disse ela, principalmente para ter algo a dizer.
Ele deu um meio sorriso. Não parecia mais tenso, parecia drenado. Um pouco pálido e realmente cansado quando disse:
— Tivemos sorte de não sermos pegos. Eu vou ter que verificar com a segurança para ver se eles gravaram.
Isabella engoliu em seco e cobriu a boca com uma mão.
— Não se preocupe com isso. Eu vou cuidar disso.
Ela não ficaria surpresa se ele tivesse algum tipo de contato em cada hotel importante em Seattle.
— Obrigada. — Ela fez uma pausa e então, encontrou coragem para perguntar: — Será que estamos... estamos bem?
Edward sorriu novamente. Não era o sorriso que ela desprezava, mas não era o irresistível espasmo de seus lábios também. Seu sorriso era leve e meio exausto.
— Sim. É claro.
— Eu não queria me intrometer em sua privacidade ou qualquer coisa — ela começou, lembrando o que ele disse no elevador. — Eu só...
— Não se preocupe com isso — disse ele de novo, com um gesto de desprezo. — Nós estamos bem.
Isso não fez Isabella se sentir exatamente bem. Havia uma tensão estranha no ar, que não existia antes. Ela não tinha certeza se estava vindo dela ou de Edward ou de ambos, mas sabia que não estava enganada sobre isso.
Procurando por algo casual para dizer, ela esfregou a mordida no pescoço com uma mão.
— Agora eu, provavelmente, vou ter um hematoma novamente — queixou-se, certificando-se de que era claro que ela estava brincando. Ela esticou o pescoço para ver em um dos espelhos. — Muito obrigada.
O canto da boca de Edward arqueou-se.
— Desculpe por isso.
Sua expressão aliviou um pouco o desconforto em seu peito. Então, ela sustentou o humor.
— Não se desculpe, estava muito quente. Eu não pensei que gostaria.
— Um pouco de dor pode intensificar o prazer — disse ele, com a voz que costumava usar ao dar-lhe conselhos ou instruções.
— Pode ser, no entanto, eu não tenho certeza se gostaria de muito mais do que isso — acrescentou ela, honestamente, remoendo memórias de suas próprias respostas físicas aos estímulos. Seguindo essa linha de pensamento, ela falou preguiçosamente: — Eu acho que algumas pessoas gostam. Você perde muitas clientes por fazer apenas a coisa romântica? — Ao seu olhar interrogatório, ela explicou: — O que falamos semana passada – sobre você não fazer S&M.
— Ah — ele disse com um brilho no olhar e balançou a cabeça. — Não. Eu não acho que tenha perdido qualquer coisa.
Aliviada por encontrar um assunto incomum – mas que parecia mais com sua interação normal – Isabella perseguiu:
— Então, não é tão popular?
— Depende do que você entende por popular. Há uma pequena porcentagem da população que gosta desse estilo de vida, e há toda uma indústria construída em torno dele. Em geral, aqueles que participam disso preferem se envolver na cultura como um todo, em vez de usar os serviços ocasionais de alguém como eu.
— Huh — Isabella pensou sobre isso por um minuto. — Se os últimos romances eróticos estão certos, a maioria das mulheres está entrando nessa.
Edward riu e balançou a cabeça.
— Mas isso é coisa de fantasias. A maioria das mulheres que leu sobre isso não conseguiria viver isso de verdade. Elas podem ligá-los à fantasias, mas não à vida real. Diga-me a verdade. O que você faria se eu te amarrasse, amordaçasse e chicoteasse?
Isabella pensou em todas as cenas de sexo quente que ela havia lido com tais atividades. Então honestamente examinou sua própria natureza. Ela riu.
— Mandaria prendê-lo por agressão.
Ele devolveu-lhe o sorriso.
— Exatamente. Eu sei que estou generalizando e cada pessoa é única e tem suas próprias necessidades, desejos e forma de expressar seus sentimentos, mas na minha experiência, a maioria das mulheres ainda prefere ser realmente amada a fodida.
Por alguma razão, em suas últimas palavras – por mais práticas que fossem –, ela sentiu uma pontada de dor e reconhecimento atravessar seu coração.
Ela não sabia nada sobre o resto das mulheres em todo o mundo, mas para ela, pelo menos, suas palavras eram verdadeiras. Ela preferiria ter um homem a quem poderia amar e que realmente a amasse a ser apenas fodida, não importava o quão habilidoso fosse o homem que a estivesse fodendo.
Ela não se arrependia de suas sessões com Edward, mas finalmente teve que admitir a si mesma que não poderia durar para sempre. Já estava começando a se sentir um pouco estranha, como se não fosse tão impessoal e profissional como deveria ser.
Agora que tinha um potencial relacionamento com Jacob , ela realmente queria continuar essa coisa com Edward?
Quando ela olhou para a frente, viu que ele a estudava fixamente.
— Vamos definir outro compromisso? — questionou.
Bem no ponto, Isabella foi abatida com uma onda de confusão. Ela não tinha ideia do que queria fazer.
— Hum, eu não sei como está minha agenda. — Isso era verdade. Ela não sabia se Jacob iria convidá-la para sair novamente. — Por que eu não envio e-mail para que você saiba?
Edward assentiu, sem expressão no rosto.
— Pode ser.
Ele tomou banho e se vestiu depois disso, ela deu-lhe o dinheiro e o levou à porta como de costume. Seu adeus parecia ser mais definitivo do que de costume e Isabella não podia aguentar o jeito como ele se afastou dela, no corredor.
Ela se sentiu estranha, perturbada, chateada e um pouco triste.
Mas sabia que precisava enfrentar a realidade. Ela não poderia buscar um relacionamento sério e ao mesmo tempo foder com um gigolô, talvez alguns homens façam isso, mas ela não poderia. Ela não faria isso.
Se tivesse a opção, ela preferiria ter um homem para amar a pagar um homem para transar com ela.
Dali há dois dias, Isabella enviou um longo e-mail, desconexo e apologético a Edward, explicando que não iria mais precisar de seus serviços. Jacob a havia chamado pra sair de novo, e ela ia se concentrar naquele momento.
Edward enviou-lhe uma resposta breve e impessoal, dizendo que ele havia gostado de trabalhar com ela e para mantê-lo em mente para quaisquer referências.
E foi isso, a experiência inexplicável de Isabella com um acompanhante havia chegado ao fim.
Ela tinha outro encontro com Jacob na noite de sexta-feira, talvez assim ela pudesse olhar para a frente.
— Esta é para as não mais idiotas — Alice disse, levantando a garrafa meio bebida de cerveja em um brinde entusiasmado.
Ambas estavam largadas no chão encostadas no sofá da sala de estar de Isabella, uma caixa de pizza vazia entre eles.
— Aqui, aqui! — Isabella ecoou, tilintando sua garrafa contra a da prima.
Isabella estava em sua terceira cerveja. Estava apenas começando a ficar com um zumbido agradável, mas franziu a testa quando tomou outro gole.
— Ele era um idiota, não era?
— É claro — Alice disse, pegando o queijo caído no papelão gorduroso e colocando-o distraidamente na boca. — Não seja estúpida. Jacob Black pode ser um pouquinho quente, mas ele é um idiota de marca mundial e precisa fazer a barba.
— Certo. Quer dizer, nós só saímos cinco vezes. Não era como se eu fosse me segurar a ele indefinidamente, eu não sou uma vadia frígida.
— Claro que não. Ele é, claramente, o problemático aqui. E por falar em idiotas. Ele não conseguiu o que queria logo, então seguiu em frente, não vale a pena se preocupar.
— Eu sei — Isabella assentiu, acreditando firmemente nas palavras da prima. Mas sua carranca se aprofundou do mesmo jeito. — Eu ia fazer sexo com ele, eu realmente ia. Só não queria me apressar, não é como se o tivesse deixado na seca por meses ou algo assim.
— Ele é o idiota — disse Alice em total apoio, mesmo que isso significasse repetir-se por uma noite inteira. — Não você.
Isabella transformou a carranca em um sorriso de escárnio.
— Idiota — ela murmurou, imaginando o rosto moreno e forte de Jacob .
Há poucos dias, Jacob havia terminado abruptamente e de forma bastante rude para que ele pudesse foder uma modelo de 20 anos de idade. Já que ela e Jacob não haviam namorado por tempo suficiente para seu coração estar envolvido, foi só humilhante, frustrante e irritante.
Com um suspiro, ela disse
— Talvez ele pensasse que eu era uma provocadora.
— Isabella — Alice começou, uma ponta de advertência em sua voz.
— Eu sei. Eu não vou levá-lo adiante, mas na sexta-feira, nós meio que avançamos e depois eu o parei. Talvez ele tenha pensado...
— Eu não dou a mínima para o que ele pensou. Você não fez nada de errado, não tem que ceder só porque ele quer, e você tem todo o direito de parar o sexo em qualquer ponto, sempre que quiser e por qualquer motivo.
— Eu não mudei de ideia no meio do sexo. Nós só estávamos brincando um pouco no sofá, ainda vestidos e tudo mais, mas ele estava se animando e eu não estava. Tanto.
A expressão de Alice mudou quando largou a garrafa de cerveja vazia.
— Por que você não se animou com ele?
Isabella deu de ombros e tentou articular seus sentimentos um pouco caóticos.
— Eu não sei. Eu gostava dele – eu achava que sim. Mas quando fomos avançando, simplesmente não parecia certo.
— Porque não pareceria certo?
— Eu não sei. — Isabella corou um pouco quando se fez admitir: — Estava tudo indo bem, eu acho. Mas não estava tão bom quanto eu estou acostumada.
Alice bufou e abriu a boca para responder.
Isabella se adiantou.
— Eu sei, eu sei. Eu não sou uma idiota, e não estou esperando o mesmo nível de experiência que tive com um profissional, mas... eu não sei. Parecia que Jacob era uma espécie de egoísta sobre as coisas.
— Eu estava com medo disso — Alice disse com um suspiro. — A verdade é que, quando se trata de sexo, o egoísmo é bem típico nos caras.
— Ótimo. Infinitamente reconfortante.
— Eu não estou lhe dizendo que eles são todos uns idiotas. Só estou querendo dizer que é mais comum para eles se focarem no que eles querem na hora do sexo em vez de garantir que você obtenha o que deseja. — Alice balançou a cabeça e estalou a língua. — É um triste fato no mundo.
Isabella pensou sobre isso por um minuto. Então levantou a garrafa de cerveja.
— Este é para os idiotas egoístas na cama, que eles fiquem longe de nós.
Alice sorriu e brindou com sua garrafa vazia.
— Eu vou beber a isso ou beberia, se tivesse restado alguma cerveja.
— Eu tenho mais na geladeira. — Isabella se levantou para pegar um novo pack de 6 em sua geladeira, e quando voltou, ouviu um bing familiar que sinalizava que ela havia recebido um novo e-mail.
Ela correu e olhou para a tela de seu computador. Exalando de decepção quando viu um anúncio de Viagra com cada palavra escrita incorretamente.
Ela enviou a mensagem para seu lixo eletrônico e voltou à Alice com a cerveja.
— De quem você está esperando mensagem? — Alice perguntou. — Um cara novo?
— Não. Não há nenhuma cara novo. E não estou esperando nada.
Alice estreitou os olhos.
— Isabella?
Isabella fez uma careta para a prima, mas não houve tentativa de manter isso o segredo.
— Eu enviei um e-mail a Edward ontem para ver se ele agendaria um novo compromisso comigo.
— O quê? O quê? O quê?
Constrangida pela confissão e irritada pelo óbvio choque de Alice, Isabella fez cara feia de novo.
— Bem, por que não? Você acabou de me dizer que a maioria dos caras são idiotas egoístas. Então, por que eu não deveria tomar as medidas necessárias para ter certeza que terei boas experiências.
— Não há razão — Alice disse, erguendo as mãos em defesa ao tom veemente de Isabella. — Mas há caras bons lá fora, eles são apenas difíceis de encontrar.
— Eu sei. E, eventualmente, quero encontrar um, mas agora estou irritada e frustrada e não quero saber de namorar de novo ainda. Não existem caras que me interessam no momento. Dê-me uma razão de por que eu não deveria marcar uma nova sessão com Edward!
— Contanto que você não o esteja usando como uma muleta ou secretamente esperando por algum cenário do tipo Uma Linda Mulher.
— Alice! — Isabella retrucou: — Quer dar um tempo? Eu não sou uma idiota, só quero fazer as coisas da minha minha maneira por um tempo e esta é a minha maneira.
Alice estudou a expressão de Isabella sobriamente por um longo tempo, então balançou a cabeça, evidentemente satisfeita com o que viu.
— Tudo bem. Eu entendi. Mas eu acho que você está fazendo mais, porque está chateada.
Isabella estava chateada, com Jacob em particular e com os homens em geral, e se não estesse tão chateada, não teria tido coragem de voltar para Edward, depois da maneira como eles terminaram coisas.
Outro bing em seu computador alertou-a para um novo e-mail. Desta vez, quando Isabella foi verificar, viu o nome de Edward na coluna.
Ela suspirou profundamente alíviada quando viu sua resposta. Ela havia escrito a ele ontem num impulso aleatório, mas quando não recebeu resposta tão rapidamente como de costume, começou a ficar preocupada. Talvez ele estivesse cansado de aguentar seus caprichos. Ou, pior ainda, talvez estivesse ferido ou ofendido por ela ter dispensado seus serviços no mês passado.
Ela nunca quis ferir seus sentimentos. Em circunstâncias normais, não teria se preocupado, pois ele certamente ficaria contente de obter o retorno de um cliente. Mas as coisas haviam sido tão intensas em sua última sessão e ela ainda estava confusa sobre isso.
— Ele diz que está livre na segunda-feira.
— Esta segunda-feira? — Alice perguntou. — Eu pensei que ele estava sempre reservado com semanas de antecedência.
— Ele está. — As sobrancelhas de Isabella se juntaram quando voltou para o chão ao lado de Alice. Era muito estranho que ele tivesse uma noite disponível tão rapidamente. — Ele deve ter tido um cancelamento.
Quando abriu outra cerveja, planejando estar significativamente bêbada até o final da noite, Isabella sentiu um frio na barriga.
Ela estava animada em ver Edward novamente. Sentira sua falta mais do que esperava e sentira uma enorme vontade de dizer-lhe coisas e ouvir suas respostas, mas também estava nervosa.
Por um tempo, ela pensou que havia chegado a conhecer Edward muito bem, pensou que havia distinguido sua personalidade.
Seu último encontro lhe ensinou que havia profundezas em Edward onde ela nunca mergulhou, que havia verdades escondidas em sua alma que ela ainda não tinha nem começado a explorar.
E ela não tinha ideia do que esperar dele, na noite de segunda-feira.
Isabella colocou o conjunto de caxemira lavanda após o banho na segunda-feira, o mesmo que havia usado em seu primeiro compromisso com Edward há vários meses. A roupa era familiar, aconchegante e confortável.
Mas não aliviava o nervosismo em sua barriga.
Ela estava em sua segunda taça de vinho quando ouviu a batida na porta do quarto. Ela tomou três respirações profundas antes de abrir a porta, mas então, quando a abriu, sentiu um surto inesperado de calor com a visão de Edward ali, em pé. Como ele sempre fazia.
Esta noite, ele usava um terno cinza carvão e uma camisa preta sem gravata. Estava suave, bonito e sofisticado, e, para seu alívio infinito, não estava sorrindo aquele horrível sorriso falso.
Ele não estava sorrindo de jeito nenhum. Ele só olhou para ela com uma expressão de escrutínio interrogativo. Estava totalmente composto, no entanto. Seja qual for a profunda emoção que havia tomado conta dele na última vez em que se encontraram, agora estava totalmente controlado.
Isso foi muito reconfortante.
Isabella deu-lhe um sorriso tímido.
— Oi. Eu mudei de ideia.
O canto da boca de Edward deu um puxão minúsculo. Tão leve que ela quase não pode pegá-lo.
— Estou vendo.
Ela o deixou entrar e eles caminharam até a mesa redonda ao lado da janela.
— Espero que esteja tudo bem — disse Isabella empoleirando-se na borda de uma das cadeiras.
— Não é um problema para mim. — Os olhos azul-acinzentados ainda mapeavam seu rosto, como se estivesse tentando captar algo fora de sua expressão.
— Eu me sinto um pouco mal sobre isso. Indo e voltando desse jeito.
Edward balançou a cabeça, seus lábios dando outra contração.
— Você realmente acha que eu espero um compromisso de minhas clientes? É esse o sentido de usar meus serviços.
Ele parecia sincero. Não havia nenhum sinal de angústia em seus olhos ou expressão. Na verdade, ela pensou ter visto um brilho de diversão, isso era algo que nunca tinha esperado.
Ela franziu o cenho.
— Você está rindo de mim?
— Claro que não.
— Estou muito sem graça — explicou ela —, minhas circunstâncias mudaram.
— Eu suponho que isso signifique que você terminou com seu namorado.
Isabella deu um pequeno fungar.
— Ele não era meu namorado, mas eu o teria deixado, com certeza.
Os olhos Edward se arregalaram.
— Ele terminou com você?
Ela não pode evitar sentir um tremor de prazer com o franco espanto em sua voz. Era bom que alguém a achasse capaz de agarrar um homem.
— Ele era um idiota.
— Claramente. Foi muito sábio de sua parte livrar-se dele tão rápido assim.
— Exatamente — disse Isabella com um aceno de cabeça decidido.
A boca de Edward se contraiu de novo. Assim como a de Isabella.
Simples assim, eles voltaram à sua interação confortável, sociável. Ela estivera terrivelmente amedrontada de que esta noite seria estranha ou desconfortável ou tensa e conflituosa como a conversa no elevador. Mas era como se nada tivesse acontecido entre eles.
Contrariamente, uma pequena parte de Isabella sentiu falta da intensidade que exalava de Edward no último encontro no mês passado. Sentiu falta da urgência com que ele olhou para ela, a tocou, a pegou.
Mas isso era um absurdo. Esta sociabilidade descontraída era muito mais fácil de lidar e ela tinha certeza de que teria se acovardado se tivesse sido confrontada com qualquer urgência desconfortável ou angústia desconcertante esta noite.
Lembrando de suas maneiras, ela levantou-se e serviu Edward de uma taça de vinho. Ele aceitou com um agradecimento e sentou-se na cadeira.
— Eu não estava esperando que você tivesse uma abertura em sua agenda tão cedo — disse Isabella, interessada em sua disponibilidade e também querendo apenas manter uma conversa.
Edward hesitou quando tomou um gole de vinho. Então finalmente disse:
— Eu fiz alguns cortes.
Os olhos de Isabella se arregalaram.
— Em suas clientes, você quer dizer? Por que isso?
Os lábios de Edward se apertaram e Isabella reconheceu a expressão fechada. Ela reconheceu muito bem.
Antes que ele pudesse enganá-la com algum tipo de bobagem, ela disse:
— Eu faço um monte de perguntas. Não consigo parar, eu sou assim, mas não fique todo tenso e fechado se eu perguntar algo que você não quer responder, apenas diga-me para calar a boca.
Para seu alívio, a expressão Edward relaxou.
— Entendido.
Ela não sabia por que, mas meio que gostava da ideia de Edward não estar vendo tantas clientes, como ele costumava. Ela se lembrava claramente do quanto a desagradou de vê-lo com Sarah na arrecadação de fundos.
— Suponho que ser acompanhante não seja uma linha de trabalho que você pense em seguir indefinidamente. Alguma vez já pensou em mudar de carreira?
Ele balançou a cabeça lentamente, seus olhos descansando na cama.
— Às vezes.
Não era lá uma resposta e não lhe dizia tanto quanto ela queria saber, mas pelo menos ele não a havia dito para calar a boca. Ela queria pressioná-lo sobre este assunto, mas obrigou-se a parar. Em vez disso, foi para a cama com seu vinho e ficou deitada, fazendo-se confortável já que agora tinha certeza de que queria fazer sexo mais tarde.
Ela disse pausadamente:
— Você sabe o que devia ser? Um terapeuta sexual.
Obviamente pego de surpresa, Edward deu um bufo deselegante sobre a borda de sua taça de vinho.
— Desculpe-me?
— Um terapeuta sexual, basta pensar sobre como você foi bom em me ajudar. As pessoas fariam fila para ter sessões com você.
Por um momento, Isabella prendeu a respiração – insegura da reação de Edward. Poderia ter ido por um mal caminho. Mas então seus lábios se contraíram.
— Não seria uma espécie de ironia terrível essa escolha da carreira.
Ela sorriu.
— Ou você poderia seguir o que sugeri antes, fazer seminários e webinários com instruções sobre como os homens podem melhor agradar as mulheres. — Ao pensar em Jacob , sua expressão se transformou numa amarga carranca. — Eles definitivamente precisam de conselho.
Edward arqueou uma sobrancelha.
— Qualquer experiência particular decepcionante que gostaria de compartilhar?
— Cale a boca. — Embora tenha fixado sua carranca em Edward agora, por causa de seu sorriso presunçoso, ela não estava muito irritada com ele. Sentiu foi um desejo ridículo de rir. — Oh, eu já sei! Você deve escrever um livro.
Edward balançou a cabeça com diversão irônica.
— Se você está sugerindo que eu escreva novelas e romances...
— Não, não — ela o interrompeu. — Embora eu tenha certeza de que você provavelmente escreveria bons romances. Quero dizer que você deveria escrever um livro de não-ficção sobre tudo o que aprendeu sobre as mulheres. Seria um best-seller.
— As Confissões de um Garoto de Prograna?
Sua voz ainda era divertida, mas ela não gostou da nota de amargura que detectou.
— Não gosto disso. Suponho que sua ex-profissão poderia ser uma jogada de marketing, mas eu me referia mais a um livro de Como Fazer. Estou falando sério, você realmente deve escrever sobre toda a sabedoria e discernimento que tem sobre mulheres e relacionamentos.
— Sabedoria e discernimento? — um fraco ceticismo estava gravado em suas belas feições.
Isabella endireitou-se na cama, franzindo a testa para ele em aborrecimento.
— Como você pode ser tão presunçoso em um minuto e em seguida tão completamente alheio? Você é uma das pessoas mais inteligentes que eu já conheci e eu nunca conheci ninguém com o tipo de experiência com a natureza humana que você teve. Não estou dizendo que é uma bênção ou que não vem com um preço, mas você tem isso. Por que não usá-lo?
Seu olhar ainda era estranho. Quieto.
— Eu uso.
Ela fez um barulho frustrado na garganta.
— Eu quis dizer usá-lo para escrever um livro. Canalizar de uma maneira diferente, eu tenho um monte de contatos na indústria editorial. Quase posso garantir que poderia encontrar, pelo menos, alguns editores que estariam interessados em dar uma lida.
Edward apenas olhou para ela por um minuto inteiro, sua expressão tão agudamente observadora que Isabella queria se contorcer.
— Você está tentando me converter a sair da minha vida de depravação?
Isabella quase estalou. Ela não pensara que era isso o que estava fazendo. Tinha acabado de ter uma ideia e a externou – do jeito que sempre fazia.
— Que tipo de hipócrita eu seria se estivesse fazendo isso, dada a quantidade de dinheiro que paguei você para foder comigo? Eu espero que você não ache que eu estava julgando você. Eu não estava. — Ela olhou para sua taça de vinho, estranhamente tímida, de repente. — Você não acha que eu estava fazendo isso, não é?
— Isabella — Edward começou, sua voz guiando os olhos dela até o seu rosto. — Às vezes eu não tenho nenhuma ideia sobre o que pensar de você.
Ela não tinha certeza se havia sido elogiada ou insultada e deu-lhe um olhar frio.
— Bem, eu lhe garanto que o sentimento é mútuo.
Ela pensou que o lábio dele poderia ter dado uma de suas contrações deliciosas, mas ele ainda estava sentado na cadeira, muito longe da cama para ter certeza.
— Você estava realmente pensando em deixar o negócio? — Isabella perguntou por fim.
— Eu nunca disse isso. Você perguntou se eu pensava sobre isso e naturalmente eu penso sobre isso ocasionalmente.
— Você realmente acha essa linha de trabalho... satisfatória?
Edward deu de ombros.
— Eu sou bom no que faço. Faço um monte de dinheiro, posso definir meus próprios termos, sou bem sucedido.
Quando ele parou, Isabella solicitou:
— Bem sucedido em quê? — Não pela primeira vez, ela se perguntou se Edward estava feliz, se ele estava pelo menos perto de ser feliz com a vida que havia feito para si mesmo.
Ela realmente não queria julgá-lo – não sem saber nada sobre o que havia moldado suas escolhas –, mas ela não podia imaginar que ele tenha encontrado
uma vida genuinamente satisfatória permitindo que seu corpo e, até mesmo sua personalidade, fossem usados da maneira que estava sendo.
Ele balançou a cabeça e não respondeu.
— Foi difícil? — Isabella perguntou, deixando a questão se derramar agora que havia começado sobre o assunto que tivera muito medo de perguntar antes. — A primeira vez, eu quero dizer. Foi difícil quando você começou a servir de acompanhante?
Edward ficou em silêncio por um longo tempo, enquanto olhava para um lugar vazio no ar. Então ele disse:
— Cale-se, Isabella.
Isabella bufou e deu um safanão de frustração na cama, mas ela não podia reclamar ou dizer qualquer coisa. Foi ela quem havia dito para Edward calá-la se ela se tornasse muito intrometida.
Observando-a, Edward riu e terminou seu vinho. Ele parecia muito mais à vontade agora do que da última vez que o havia visto. Ela se perguntou o que havia mudado, a que tipo de resoluções pessoais ele havia chegado. O que lhe permitiu estabilizar a tensão emocional que ela havia testemunhado antes.
Ela ainda não sabia o que toda aquela tensão emocional, no mês passado, havia mesmo significado.
Havia muitas coisas sobre Edward que ela não sabia e percebeu o quão profundamente odiava sua ignorância. A curiosidade que ela sempre sentiu sobre Edward havia, por alguma razão, se intensificado de forma necessária.
Mas Edward claramente não ia dizer a ela – nem mesmo a mais básica das respostas.
Ele apenas ficou lá, bebendo seu vinho e ainda rindo baixinho.
— Do que você está rindo? — Ela exigiu, decidindo que estava aborrecida com ele por desfrutar de sua frustração, e mesmo que levemente, ele estava.
— Nada, alguém já te disse não antes, quando você quis se meter em suas vidas?
— Sim, mas geralmente eu sou capaz de contornar isso. — Ela deu a Edward um olhar avaliador, tentando descobrir o que seria necessário para levá-lo a abrir seus segredos, sobre todas as coisas que ele se recusou a dizer a ela.
Edward apenas riu de novo, como se soubesse exatamente o que estava tramando e sabendo que ela não tinha a menor chance de sucesso.
Isabella deu um suspiro de indignação com sua diversão descarada à custa dela e impulsivamente atirou um travesseiro para ele.
Este bateu-lhe em cheio no peito com uma lufada suficiente.
Edward piscou para ela.
Satisfeita por tê-lo apanhado de surpresa, ela lançou outro travesseiro para ele. Este teve um destino ainda melhor, dando-lhe um tapa no rosto antes de baquear em seu colo.
Edward fez um som sem fôlego e deixou cair o travesseiro no chão junto ao primeiro.
— Uma brincadeira infantil, você não acha?
Em outro momento, seu tom seco poderia ter sufocado seus impulsos lúdicos, fazendo-a se sentir tola e jovem, mas ela sabia que ele armara sua voz para ser condescendente com o propósito de ajustar o campo de jogo a seu favor.
Ela ignorou seu comentário, estava ganhando essa partida e não tinha intenção de perder.
Havia seis travesseiros na cama. Ela jogou outro para ele, mais uma vez, direcionado ao seu rosto e ele fez um som abafado com o impacto.
Então, ele ficou de pé.
Sentindo um arrepio de emoção, Isabella pegou os outros três travesseiros em preparação.
Ela lançou outro quando ele avançou em direção à cama. Ele bateu em Edward com mais força do que nas outras tentativas, mas seu objetivo não era tão cuidadoso. O travesseiro atingiu sua virilha, fazendo-o grunhir.
Isabella não pôde conter uma risadinha enquanto se preparava para mais um ataque.
Para seu espanto, Edward pegou o míssil seguinte e deixou-o cair suavemente na pilha com os outros antes de chegar ao lado da cama.
Ele estava sorrindo agora. Um novo sorriso, um sorriso perigoso, quase predatório. Ela sentiu um arrepio de emoção ao longo de sua coluna vertebral e perdeu o fôlego.
Ela agarrou seu travesseiro, desesperadamente, enquanto resistia às tentativas de Edward de retirá-lo de suas mãos.
— É, sem dúvida, uma tola para começar uma batalha quando você não sabe a força total de seu adversário — Edward murmurou.
— Eu sei — insistiu Isabella, apressando-se de volta para cama um pouco antes de Edward deslizar ameaçadoramente sobre ela.
Em seguida, ele a traiu. A enganou totalmente. Ele agarrou seu tornozelo e passou os dedos levemente sobre a sola de seu pé descalço.
Seu instinto de cócegas foi disparado, ela gritou e puxou o pé.
Enquanto estava distraída, Edward suavemente puxou o travesseiro de sua mão.
— Hei! — Ela olhou afrontada quando Edward, acrescentou o travesseiro final em seu esconderijo por cima da mesa.
Agora, ele tinha todos os travesseiros. E ela não tinha nenhum.
— Isso foi um golpe baixo — ela disse entre dentes, avaliando sua posição e a distância até a pilha de travesseiros.
— Eu disse a você. Sem o pleno conhecimento do seu adversário, você invariavelmente perde a batalha. — Ele sorriu novamente aquele sorriso predatório que parecia quase mais natural para ele do que sua veia irônica. Até agora, ela nunca havia conhecido esse lado de Edward, não sabia sequer que existia. — Você não tem ideia do quão baixo eu posso ir para vencer um desafio.
Isabella só teve um momento para descobrir o que fazer.
— Você está certo. Bem jogado. — Ela sorriu para ele, usando seu sorriso largo e ensolarado na esperança de que ele abaixasse a guarda.
Ele não baixou, e, quando olhou para ela, ela viu uma breve expressão em seus olhos, que era apenas um pouco mais suave do que o habitual.
Então, ela agiu.
Estendeu a mão e agarrou sua virilha, ficando surpresa ao sentir que estava um pouco duro demais. Empurrando a distração para o lado, ela apertou-o ali – tomando cuidado para não machucá-lo verdadeiramente.
Quando ele grunhiu, ela deslizou por ele e correu para os travesseiros.
Ela quase chegou lá, mas sentiu um braço forte em torno de si, levantando-a até que foi atirada por sobre um ombros como um saco de batatas.
Ela uivou de indignação e agitou braços e pernas. Sem sucesso. Edward foi inflexível quando a jogou de costas no colchão sem a menor cerimônia.
Ofegante, corada e mais animada do que era perfeitamente razoável, Isabella disse à guisa de explicação:
— Você não é o único que abre mão de golpes baixos para ganhar.
— Evidentemente.
— Isso é o que você merece por me fazer cócegas. — Ela esticou o queixo para mostrar sua determinação e falta de vontade de ser intimidada por sua bravata.
Ele estava ao lado da cama e olhava para ela. Ele havia ficado mais tenso e a expressão fatal e perigosa estava ainda mais forte em seus olhos. Cada músculo do corpo de Isabella se apertou, enquanto ela esperava em expectativa.
Ela sabia que ele ia fazer alguma coisa. Mas não tinha ideia do que seria.
Em seguida, ele agiu.
Agarrou-lhe o tornozelo de novo e começou a fazer cócegas em seu pé. Isabella gritou e contorceu-se, mas não conseguia se libertar. Edward foi implacável, com suas mãos fortes e hábeis trabalhou sobre um pé e depois o outro. Então começou a subir pelas panturrilhas até os pontos sensíveis na parte de trás dos joelhos, empurrando sua calça de caxemira para cima.
Isabella se contorcia na cama, subjugada pelo riso ofegante e tormento implacável. Ela tentou resistir, tentou afastar-se e lutar contra suas mãos, mas Edward era tão bom em fazer cócegas quanto era em todo o resto. Ela estava indefesa, então suas suas mãos se moveram para fazer cócegas em sua barriga e laterais.
Ele estava inclinado sobre ela agora e Isabella estava praticamente gritando, tanto de prazer quanto de agonia. Suas pernas estavam penduradas para fora da cama, e ela tentou apoiar os pés no chão para ter alguma vantagem, mas Edward se ajustou para evitar sua estratégia, usando o peso de seu corpo para segurá-la no lugar.
Suas mãos se moveram para baixo da blusa para que ele pudesse fazer cócegas em sua pele nua. Isabella se contorceu e arqueou debaixo dele. Conseguiu suspirar:
— Oh Deus, Edward!, Oh Deus!
Edward estava quente e forte e notável acima dela e no borrão daquela névoa de risos induzidos, ela teve um vislumbre de uma expressão em seu rosto que estava entre belicosa e ardente.
Foi o calor em seus olhos, mais do que a agressividade, que mudou a natureza de suas sensações físicas. Ela não conseguia parar de se contorcer, de se balançar sob o peso de seu corpo magro e firme. Não conseguia parar de ofegar sufocando seu nome.
Mas o estímulo de alguma forma se transformou em algo imensamente delicioso e torturante, mas que não a fazia rir.
Ela arqueou sua coluna, descaradamente tentando esfregar os seios contra o peito dele. Seus braços voaram por cima de sua cabeça para que ela pudesse agarrar os lençóis da cama.
— Edward — ela suspirou, um choque de excitação profunda a atravessando.
Ele não perdeu tempo. Só subiu sua blusa ainda mais e se inclinou o suficiente para levar um de seus seios à boca.
Isabella gemeu quando ele sugou seu mamilo e as mãos começaram a acariciar as laterais de sua barriga, quadris e coxas, em vez de sustentar as cócegas.
Sua boca e as mãos eram muito melhores em seu corpo do que as de Jacob e não era só porque ele era mais habilidoso. Parecia natural sentir Edward em cima dela, sentir seus lábios no seio, suas mãos sobre a pele nua, acariciando partes secretas onde ninguém nunca havia tocado.
Suas pernas ainda pairavam sobre o lado de fora da cama, então ela tentou envolvê-las em torno do corpo de Edward. Ele estava vestindo roupas demais, mas ela não queria perder tempo tirando-as. Ela esfregou seu centro quente contra a protuberância que sentia nas calças Edward, apenas algumas camadas de tecido entre suas carnes.
— Edward — ela murmurou, jogando a cabeça para trás e para frente com um desejo que rapidamente a estava tirando o controle. — Camisinha. Agora.
Ele puxou a cabeça de seu seio e mirou uma de suas coxas. Então olhou para ela por um minuto, com os olhos estranhamente ardentes e desfocados. Em seguida, tirou sua calça de caxemira e afastou-se apenas o tempo suficiente para pegar um preservativo de seu estojo e abri-lo.
Ele se atrapalhou com a calça e cueca até que libertou seu pênis. Em seguida, rolou o preservativo e voltou para a posição em que estivera antes, apoiado sobre ela, metade para fora da cama.
Ela afastou as pernas para acomodá-lo, mas ele abriu ainda mais suas coxas antes de deslizar dois dedos em seu canal para verificar sua disponibilidade. Ela estava mais úmida do que pensava ser possível após tão poucas preliminares. Sua respiração engatou enquanto ele a fodia com os dedos por um minuto, afundando- os para tocar em seu ponto G.
— Edward — ela implorou, segurando na cama. — Por favor.
Ele ainda estava com a maioria de suas roupas; seu rosto corado e tenso encimando sua camisa e terno caros foi a coisa mais sensual que ela já tinha visto.
Um polegar encontrou seu clitóris e ele massageou até que os tremores de um orgasmo pulsavam através dela, fazendo-a gemer e estremecer.
Sugando o ar enquanto gozava, ela começou a agarrar a bunda Edward, tentando puxá-lo para si, faminta por mais. Ele ajustou o corpo para alinhar o pênis em sua entrada.
Então, com uma arremetida dos quadris, ele enterrou o pênis dentro dela.
Ela arqueou-se novamente quando foi penetrada. Estava apertada por quase um mês sem sexo.
— Porra — ele murmurou. Segurando-se nos braços com o rosto virado de lado.
Ela queria que ele olhasse para ela de novo. Queria ver a expressão de seus olhos.
— Tudo bem? — ela conseguiu perguntar.
Ele ajeitou o pescoço e abriu os olhos. Fez um som que poderia ter sido uma risada abafada.
— É. Você está pronta?
— Sim. — Quando ele deu o primeiro impulso, ela abriu os lábios e esticou o pescoço de prazer. — Ah, sim. — Ele investiu de novo e ela enterrou os dedos nos músculos duros de seu traseiro. — Ahhh.
Eles foderam assim, à meio caminho da cama, e Isabella adorou. Seu corpo ficou mais quente e mais urgente a cada golpe duro de Edward e sua respiração ofegante foi se transformado em soluços de prazer enquanto acompanhava balanço a cama.
Ela se atrapalhou em sua bunda e costas, tentando trazê-lo para ainda mais perto. Enrolou as pernas em torno de seus quadris e continuou tentando juntá-los mais para que ela pudesse sentir ainda mais dele. Metendo fundo e forte.
O corpo dele ficou extremamente quente e suado debaixo de suas roupas, e sua respiração irregular transformou-se em rítmicos sons guturais, quase como se fossem grunhidos, a cada vez que ele se introduzia dentro dela.
— Oh, Deus — ela engasgou. — Edward. — Seu corpo inteiro começou a tremer e ondas de calor a tomaram.
A velocidade das investidas se intensificou e ele estava tão tenso que ela podia ver os tendões expostos em seu pescoço.
— Vou gozar. Goze também. — Ela arranhou sua bunda, sabendo que o estava marcando, querendo marcá-lo. Em seguida, todo o seu corpo se arqueou e a boca se abriu num silencioso grito de prazer.
Suas paredes internas aumentaram o cerco ao redor do pênis Edward e ele caiu de ritmo também. Com uns grunhidos finais, ele investiu contra seu canal apertado. Logo, seu pau pulsava, seu corpo inteiro pulsava, quando ele chegou ao clímax com palavras sufocadas.
Sua respiração era rápida e superficial quando os cotovelos cederam e seu corpo entrou em colapso, brevemente, sobre o dela.
Ela se agarrou a ele pelos poucos momentos que permaneceu em cima dela, segurando-o com os braços e as pernas.
Então ele se ergueu com um gemido.
— Tenho que tirar o preservativo — ele murmurou, saindo dela antes de seu pênis estar plenamente amolecido.
Isabella estava dolorida e seus músculos pareciam excessivamente esticados, mas quando se ajeitou na cama e ficou debaixo das cobertas, sentindo-se ridiculamente satisfeita.
Edward estava certo sobre o que disse no elevador no mês passado. Por que ela deveria tentar complicar isso? Ela pagava a Edward um bom dinheiro e ele lhe dava um bom sexo. Eles se davam muito bem, e ela gostava de passar esse tempo com ele.
Seu único arrependimento foi que Edward havia vencido a luta de travesseiros.
Edward ficou no banheiro um pouco mais que o normal, mas não tanto como naquela noite em que ela voltou de Hong Kong.
Ela percebeu, quando ele voltou para o quarto, totalmente nu, que eles haviam parado de desligar as luzes em algum ponto não especificado ao longo dos últimos meses. Ela podia ver o corpo magro e nu de Edward claramente quando ele caminhou para a lateral da cama e se abaixou para pegar sua cueca.
Ele tinha ombros largos, abdômen firme, pernas longas e uma bunda linda. Sua bunda estava exposta para ela quando puxou a cueca, então ela teve uma excelente visão das bochechas firmes e flancos estreitos, e das furiosas marcas vermelhas de suas unhas cruzando a pele clara.
Ela abafou uma risadinha com esta evidência vívida de como o marcara e puxou lençol e edredom até as axilas. Ela não estava usando nada além de sua camisa de caxemira, e seu corpo não era tão perfeitamente cinzelado para a apreciação como o de Edward.
Edward deu-lhe um olhar interrogativo quando voltou para a cama e ficou debaixo das cobertas ao lado dela.
— O quê?
Ela não deve ter escondido o riso muito bem.
— Nada.
Ele estreitou os olhos.
— Por que você está rindo de mim?
— Eu não estou. Não de verdade, estava apenas olhando para os arranhões que fiz na sua bunda. Desculpe por isso.
Com um encolher de ombros, ele respondeu:
— Não é nada de mais.
— Eu não sabia que tinha te arranhado tanto. Eles não doem, não é?
— Não muito. Não se preocupe com isso, pelo menos não foi minha cabeça. — Sua boca se curvou num sorriso. — Além disso, você estava bastante entusiasmada.
Seu tom era leve e provocante, mas as bochechas de Isabella queimaram dolorosamente. Ela havia ficado entusiasmada. Mais do que entusiasmada, ela havia ficado quase frenética em sua necessidade de tê-lo dentro de si. Ela adorou a sensação na hora, mas agora estava envergonhada de sua ousadia, sua ansiedade quase infantil.
— Qual é o problema? — Edward perguntou, estudando seu rosto. Ele tentou encontrar seus olhos, mas ela evitou o olhar.
— Nada.
— Isabella. — A voz de Edward, tinha uma ponta de aviso, da mesma maneira que Alice sempre fazia quando Isabella estava sendo tola.
— Tudo bem — Isabella cedeu com uma carranca. — Eu só estou envergonhada.
— Por quê?
— Eu não sei. Não é racional. É que o mundo parece pensar que ser calmo e contido é o certo e eu nunca consegui ser assim, não importa o quanto eu tente. Eu fico muito animada com as coisas e esta coisa, o sexo, ainda é muito novo para mim e você fez soar como se eu... como se eu... — Ela parou, sem saber como articular seu desconforto.
— Como o quê? — Edward virou para o lado e a olhava com uma careta.
— Como se eu estivesse ansiosa demais ou algo assim. — O rubor em suas bochechas aprofundadou e ela não conseguia olhar nos olhos dele. Ela desejou nunca ter tocado nesse assunto ridículo. — Não importa, é apenas um sentimento estúpido. Eu sei que é bobagem.
— Sim — Edward disse lentamente. — É.
Ela engasgou e se voltou para encará-lo.
Ele apenas levantou as sobrancelhas.
— Certamente você sabe melhor do que eu que ser entusiástica na cama é uma coisa boa.
Quando ele colocou dessa maneira, seu embaraço soou muito bobo. Mas ainda assim...
— Não há necessidade de ser arrogante sobre isso — ela bufou.
Edward apenas riu e mudou de assunto.
— Então, você está praticando com seu vibrador?
Parecia uma transição perfeitamente natural para Isabella, então respondeu facilmente.
— Sim. Eu tenho feito muito bem, eu acho. Obrigada por isso, por tê-lo trazido para mim e me ajudando.
— Não por isso. — Edward esticou o corpo longo, como se estivesse tentando se fazer mais confortável. — Então, seu namorado foi uma decepção na cama?
Tendo pensado sobre isso, Isabella deveria ter notado que não havia uma transição real para esta pergunta. Mas ela estava se sentindo relaxada e satisfeita novamente e não viu nada de estranho nisso.
— Ele não era meu namorado. Nós não chegamos tão longe. — Ante o olhar perplexo de Edward, ela esclareceu: — Nunca tivemos o suficiente para ele ser meu namorado e, na verdade, nunca chegamos longe a ponto de ir para a cama.
— Entendo. Ele era um daqueles tipos "sexo desleixado no banco de trás de um carro"? — Edward perguntou, sua voz seca e provocante.
— Não! — O tom de Isabella ficou indignado, mas ela estava mais divertida do que qualquer outra coisa. — Nós nunca fizemos sexo. — Seu sorriso trêmulo desapareceu quando pensou em Jacob e em como ele a fazia se sentir. Ela sacudiu a cabeça pesarosamente. — Evidentemente, esse foi o problema.
— O que você quer dizer?
— Eu não quis fazer sexo logo com ele, então ele encontrou alguém mais jovem e disposta.
— O quê? — a voz de Edward não era alta, mas o espanto discreto em sua voz foi mais uma vez reconfortante.
— Então você acha que é muito ruim, não é? — Isabella perguntou, encontrando seus olhos intensamente. — Quer dizer, você não acha que é aceitável para um cara me tratar como lixo só porque eu não transei com ele no terceiro encontro, não é?
Por um momento a mandíbula de Edward ficou tensa e um pequeno músculo cintilou em seu rosto. Em seguida, seu rosto relaxou e ele a encarou sacudindo ligeiramente a cabeça.
— Parece que você escolheu um idiota para si.
Isabella riu, sentindo-se absurdamente melhor sobre isso, agora que Edward tinha, com naturalidade, condenado Jacob ao mesmo nível do inferno que ela e Alice.
— É exatamente isso o que eu digo.
Quando ela olhou para Edward, ela o pegou fazendo uma varredura em seu rosto num óbvio escrutinho.
— O quê? — exigiu.
— Você não tinha se apaixonado pelo idiota, tinha? — Seu tom era casual e despreocupado, e não totalmente de acordo com a urgente inspeção de seus olhos.
— Não. Não, não tinha. Quer dizer, eu me senti um lixo depois que ele me deixou. Mas eu estava mais humilhada. Eu realmente pensei que ele tinha potencial, então me senti estúpida e doeu. Eu sempre me senti... — Ela havia derramado as palavras sem pensar, mas parou quando percebeu o que estava prestes a dizer.
— Você sempre sentiu o quê?
Isabella fechou os olhos. Ela não tinha a intenção de se abrir sobre isso, mas se ouviu dizer as palavras de qualquer maneira.
— Sempre me senti a segunda melhor. Você sabe, sempre à sombra de alguém. Isso provavelmente tem muito a ver com o fato de eu ter ficado todo o ensino médio e universidade apaixonada por um cara que não me amava e essa coisa com Jacob tipo me fez sentir assim novamente. Como eu estava sendo idiota por esperar que um cara quente se apaixonasse por mim. — Sua voz falhou um pouco quando ela concluiu: — Acho que eu continuo esperando que alguém me escolha, me queira, sobre todas as outras mulheres que poderia ter.
O quarto de hotel estava em silêncio quando terminou, e ela disparou os olhos nervosos sobre a Edward. Sua expressão era calma, reflexiva, e isso fez Isabella queimar com vergonha novamente.
Que diabos ela estava pensando? Expondo suas entranhas assim.
Ele deve pensar que ela era uma menina, carente e tola.
Edward não falou imediatamente e Isabella não conseguia pensar em nada para dizer. Ela se contorcia sem parar, tentando falar algo para trazer de volta a familiaridade confortável que existiu mais cedo.
Ela estava à beira de voltar a tentar quando Edward finalmente falou:
— Havia uma mulher que era sócia do meu pai. Ela tinha cerca de dez anos a mais que eu, mas sempre se insinuou para mim desde que eu havia 18 anos.
Isabella piscou, desorientada no início, com a mudança de assunto. Edward estava deitado na cama ao lado dela, com as mãos cruzadas atrás da cabeça. Seus olhos estavam fixos no teto e não havia nenhum traço de emoção em seu rosto.
Ela percebeu que ele estava respondendo a sua pergunta de mais cedo, sobre seu primeiro trabalho como acompanhante. Talvez sua confissão vulnerável, tenha aberto a porta para ele também.
— Depois que meu pai e eu tivemos nossa briga 100.000,00, eu jurei que não tinha mais nada a ver com ele. E mantive a minha palavra. Estava trabalhando em um MBA, mas abandonei a escola e já não usava qualquer parte de seu dinheiro ou recursos. Então fiquei vadiando por quase um ano, vivendo com amigos e sem fazer nada construtivo, mas esta mulher continuou se insinuando. Mas eu não estava interessado. Ela não fazia o meu tipo e eu não gostava de suas ligações com o meu pai, então ela me ofereceu cinco mil dólares para ir a um encontro com ela.
Edward estava com a voz seca, suas feições tão calmas que eram quase estoicas.
— Eu aceitei – não tinha nenhum trabalho e nem dinheiro próprio. Eu a levei para jantar, em seguida para tomar um coquetel, então, de volta à sua casa, onde transei com ela. Eu vivi por um mês com essa única noite de trabalho.
O coração de Isabella, por algum motivo, estava correndo e ela não conseguia tomar uma respiração completa, mas manteve a voz natural, não querendo fazer uma grande coisa sobre o fato dele ter se aberto pela primeira vez.
— Seu pai sabe sobre isso?
— Oh, sim. Tenho acerteza de que ele soube. Parecia tão fácil para mim. Acompanhar mulheres, ganhar dinheiro fazendo isso. Esta mulher tinha um monte de amigas, então eu tenho referências desde o início. Aos poucos, fiz todo um negócio independente dela.
— Foi difícil? — Isabella perguntou, mantendo sua voz o mais leve possível. — Esta primeira vez?
— Não. — Edward desviou os olhos até encontrar os dela, embora só os tenha segurado por alguns segundos. — Realmente não foi. Eu estava com raiva e... e determinado. Não estou dizendo que não tenha sido difícil... em outras vezes. Mas a primeira vez que não foi. Nada. — Ele deu uma risada amarga. — Não demorou muito para o meu pai me negar completamente.
— Ele sabe que você ainda faz isso?
— Sim. Ele finge não reconhecer a minha existência, mas ele sabe.
Quando ela olhou para Edward sob a luz artificial do quarto, pensou por um momento que ele parecia incrivelmente jovem. O que era ridículo, ele era sete anos mais velho do que ela e já teve mais do que uma vida inteira de experiência.
Mas ele parecia jovem. Como um menino. Como um menino que ainda queria que seu pai o amasse.
Ela mexeu-se instintivamente, sem planejar ou pensar em suas ações. Apenas apoiou-se nos cotovelos e se inclinou na direção onde a cabeça de Edward descansava sobre um travesseiro.
Em seguida, seus lábios encontraram os dele. Pressionado contra eles um beijo suave e breve.
Tudo parecia perfeitamente natural, até a respiração Edward sair audível por sua garganta. Seu corpo estremeceu um pouco e ele olhou para ela com espanto, seus olhos azul-acinzentados amplos e confusos.
Isabella corou ardentemente e se afastou.
— O que está acontecendo? — Edward perguntou, sua voz um pouco ofegante.
Isabella sentiu falta de ar também.
— Eu não sei — ela admitiu timidamente. — Eu só... só senti vontade de beijar você. Sinto muito.
— Você não tem que se desculpar. — O choque de Edward havia passado e ele estava parecendo mais com ele, os olhos percorrendo o rosto dela com calma. — Eu lhe disse desde o início que poderia me beijar se quisesse. Eu só pensei que você não queria fingir.
— E não quero. Ainda não quero fingir nada, não sei por que fiz isso. — Isabella ainda estava encostada ao lado dele, olhando para ele, mas desejava nunca ter começado essa coisa toda. Ela estava nervosa, confusa e envergonhada, e não gostava de se sentir assim.
Os olhos de Edward nunca deixaram seu rosto.
— Nós nunca fizemos isso antes, então talvez você esteja apenas curiosa.
Não era verdade, mas era uma boa desculpa, assim Isabella não objetou.
— Sim.
— Você quer tentar beijar? — Edward perguntou. — Se não se sentir à vontade, não temos de fazer isso. A escolha é inteiramente sua.
Isabella olhou para seu rosto sóbrio, olhos profundos e lábios graciosamente curvados. Ela queria tentar, só para ver como era, mas estava tão nervosa de repente, ela não conseguia se mover.
— Isabella? — Edward solicitou. Ele não se moveu. Nem um músculo. Estava perfeitamente imóvel e observador. Esperando.
Seu corpo se moveu por vontade própria e ela foi para perto dele. Inclinou-se, sua boca ficando há apenas um sussurro de distância da de Edward. Seu coração estava batendo tão alto que ela podia ouvi-lo, senti-lo em sua cabeça, na ponta dos dedos, em seus lábios.
Não havia nenhuma razão racional para ela estar tão hesitante e ansiosa com um beijo, mas se sentiu congelada no lugar, respirando de forma instável e um pouco trêmula.
— Apenas tente, Isabella — Edward disse, sua voz um pouco grossa. Ela podia sentir-lhe a respiração na própria pele. — Beije-me.
Beijo grande a até Quarta.
