CAPITULO II
Eu dei um passo involuntário para trás, quando olhei para os quatro homens que entraram.
Eles tinham que estar relacionados, pois suas semelhanças eram impressionantes. Todos tinham olhos infinitamente negros, eram excepcionalmente altos, facilmente uns 30 cm mais altos que meus 1,67 de altura.
A luz do fogo mostrou seus músculos tonificados que estavam tensos contra suas camisas. Suas diferenças eram os cabelos, um deles tinha cabelos louros cor de mel, outro tinha cabelos loiros, outro tinha o cabelo escuro e crespo e o ultimo deles tinha cabelos desalinhados em uma estranha cor bronze.
Engoli involuntariamente e apoiei uma mão atrás de mim, contra o manto quente.
Cada um olhou-me com interesse sexual claro, os seus olhares deslizando sobre meu corpo e fazendo a minha carne se apertar e vibrar com a consciência dos olhares.
O último passou, fechou a porta e tomou seu lugar ao lado dos outros três. Ficamos lá, em um silêncio quase desconfortável. Eu deixei meus olhos se deslocar em cada uma de suas faces. Eles não se pareciam com vampiros.
Eles estavam pálidos, mas, além disto, se parecia com qualquer outro homem lindo e fisicamente perfeito. Eles não abriram a boca para mostrar os seus dentes, e foi esse conhecimento que permaneceu firme no fundo da minha mente. Eu precisava me lembrar do que estes homens eram predadores mortais, e poderiam me matar com uma pincelada de seus pulsos.
Depois de um momento em suspenso, eu não pude me segurar de qualquer jeito, deixei meus olhos viajarem de seus peitos e parando em suas virilhas, onde o material ajustava seus pênis duros.
Meus olhos se arregalaram e minha freqüência cardíaca aumentou. Esses homens eram grandes em toda parte.
Eu trouxe meu olhar de volta para seus rostos e vi dois deles sorrindo.
Os outros dois, ao lado, eram inexpressivos e pareciam embaraçados com a minha presença.
O mais distante parecia mais poderoso e mortal do que os outros. Eu não posso realmente explicar por que ele parecia mais poderoso, mas era claro que ele era. Sua aura, o próprio ar ao seu redor parecia vivo, eletrificado. Ele se cobriu de apelo sexual, como todos fizeram, só que mais potente. Ele tinha que ser o líder, era muito inebriante para ser tudo menos que isso. Eu tremia sob o seu olhar.
— Estamos muito satisfeitos que você tenha chegado a nossa casa em segurança.
O poderoso falou. Sua voz era profunda, quase rouca, cadenciada.
— Qual é seu nome? — Eu peguei em um sotaque sutil, mas não consegui distinguir de que lugar era.
— Jane — Não era meu verdadeiro nome. Era apenas mais fácil ser outra pessoa quando eu estava com um cliente. Isso era claro, o que eu ficava repetindo na minha cabeça, quando minha buceta ficou molhada e meus mamilos frisados.
— Então... — Limpei a garganta e lambi meus lábios. Ficou claro que estes meninos tinham outras coisas em mente, se suas furiosas ereções fossem ser consideradas. Eles podem estar me pagando uma pequena fortuna por meu tempo, mas eu estava comandando o show, e gostaria de decidir o quanto eu queria aproveitar desta festa.
— Gostaria de algo para beber? — O líder falou novamente, suas presas brilhando quando a luz do fogo as atingiu. Ele continuou a apresentar a expressão estóica em todos os seus maneirismos. Eu balancei a cabeça e vi quando ele fez o caminho em direção ao bar. — Sou Edward, e estes são meus irmãos, Jasper, Carlisle, e Emmett. — Ele estava de costa para mim quando ele falou, mas eu ainda podia vê-lo derramar em um copo um líquido de cor âmbar. Ele se virou copo na mão.
— Por favor, fique à vontade. — Ele apontou para o sofá e andou até a mim. Entregou-me o copo de corte quadrado e peguei-o com reservas.
— O que exatamente é o plano de vocês para esta noite?
Estando ele completamente duro, era a afirmação o suficiente para saber o que eles queriam, mas eu dei-lhes o benefício da dúvida do que realmente só me queriam aqui como colírio para os olhos. Eu também me lembrei de que os homens ficavam duros na queda de um chapéu e não necessariamente isto significava algo.
Limpei a garganta e tomei um gole da bebida, esperando molhar a minha boca seca. Quando o álcool fez o seu caminho para baixo, eu tossi. Olhei para os homens e limpei meu queixo.
— Forte — Eu ofeguei e todos eles sorriram para mim.
Edward pegou o copo e colocou sobre a lareira.
— As minhas desculpas. — Ele se sentou na minha frente no sofá oposto. Seus irmãos andaram até que estarem em uma linha solta logo atrás dele. Agora era dolorosamente óbvio que Edward comandava o show.
— Então, o que vocês gostariam de fazer esta noite? — Eu perguntei de novo, fazendo-me parecer confiante e não cagando de medo como estava sentindo. O poder e a aura que estes quatro homens, quatro vampiros, tiveram sobre mim foi surpreendentemente intensos.
Ele não respondeu pelo que pareceu ser um longo tempo. Eles estavam todos olhando para meu corpo com expressões aquecidas, e meu corpo reagiu quase violentamente. Eu não tinha me inscrito para um festival de foda, mas eu não ia mentir, eu iria me curvar e agarrar meus tornozelos se eles me pedissem.
— O que você tem em mente? — Jasper falou seu sotaque soando mais espesso do que Edward.
— Eu não estou comandando o show hoje à noite, meninos. — Foi uma pequena mentira, porque eu sabia que estava. Eu poderia sair e deixá-los se quisesse.
Jacob sabia onde eu estava, então, se sumisse, não seria muito uma surpresa.
Fiz questão de fazer contato visual com cada um, porque é isso que uma boa acompanhante faz: fazer o seu cliente se sentir desejado, cobiçado.
— Nós planejamos apenas ficar em casa numa noite tranqüila, admirando uma linda mulher, mas não sabíamos o quão bonita que a mulher seria — Edward sorriu brevemente. — Você vê, nós não temos muitas visitas. — Ele era muito bom em esconder suas presas.
Eu não penso assim. Não quando seus caninos podem rasgar a jugular de alguém como um animal raivoso. Definitivamente, falou como se fosse de outra era, que no seu caso foi provavelmente a verdade.
— Isso é uma vergonha. — Olhei em volta para o molde de coroa e mármore que decoravam a sala. — Você tem uma bela casa.
Edward encolheu os ombros como se ele não se importasse muito sobre o local.
— Serve para nós agora. — Sacudiu a mão para trás e um dos irmãos abriu o armário e ligou um aparelho de som. Uma linda música clássica soou em torno de mim e eu deixei meus sentidos absorverem a música. Senti algo suave e fresco tocar em meu ombro. Engoli em seco e me virei para olhar a expressão tempestuosa de Carlisle. Eu não tinha visto ele se mover.
Ele estendeu uma taça de champanhe com um líquido amarelo espumante.
— Obrigada. — Levei o copo aos lábios. O álcool frutado frio deslizou na minha boca e garganta abaixo. Tinha um gosto requintado, certamente, nada como a água de fogo que eu tinha provado apenas momentos antes.
Antes que eu me desse conta havia consumido três copos de champanhe e várias horas se passaram. Eu estava começando a sentir o efeito do álcool me abraçar. Fazia muito tempo desde que tinha ficado zonza e me senti bem com isso. Tudo o que estes homens me disseram fez rir como uma menina de escola. Eles eram charmosos, eloqüentes e verdadeiros cavalheiros.
Quanto mais conversávamos, mais eu percebia que cada um tinha sua própria personalidade.
Emmett era o irmão mais fácil de lidar, na verdade, me provocou em mais de uma ocasião.
Carlisle era o mais quieto, falando somente quando eu lhe fazia uma pergunta direta.
Jasper e Edward foram os mais difíceis de ler, ambos mantendo suas expressões impassíveis.
Eu tinha sido capaz de obter alguns sorrisos de Jasper, mas Edward era como uma rocha, difícil de ler e imóvel.
Eu não estava certa quanto tempo passou, mas eu me vi aquecer mais do que apenas a um nível físico, mas emocional também. Eles foram possivelmente as pessoas mais honestas que eu já conheci. Eu não queria dizer que eles não mentiram, eu quero dizer que não se refrearam. Era como se eles me mostrassem que eles eram sem reservas e deixaram-me ir à minha própria conclusão. Foi refrescante.
— Dance comigo, Jane. — Eu sorri para Emmett, resistindo à vontade para lhe dizer o meu nome real. Isto é um trabalho, lembrei-me, nada mais, nada menos. Uma faísca de surpresa queimou dentro de mim assim que Emmett me chamou para dançar.
Tomando sua mão estendida, fiquei chocada com o quão bom era a sua pele contra a minha. Senti como se estivesse me queimando. Olhando para as nossas mãos unidas, eu vi o quanto mais pálido sua pele era da minha. Ele levou-me mais a frente até que parou em frente à lareira. Quando colocou seus braços em volta da minha cintura, eu inalei nitidamente. Fechando os olhos, descansei minha cabeça em seu peito.
Apesar do fato de que eu estava dançando com um vampiro e que havia mais três logo atrás de nós, eu não poderia me conter na segurança e proteção que encontrei em seus braços. E tive uma sensação forte que sentiria a mesma coisa com cada um deles.
O fogo na nossa frente não fez nada para aquecer seu corpo frio, mas eu não me importei. O álcool, juntamente com as chamas ao meu lado, me manteve aquecida o suficiente. Se isto era o que eles planejaram para a noite, dançando e bebendo champanhe, eu não ia reclamar.
No fundo da minha mente, eu não poderia evitar pensar sobre o que seria a sensação de estar sob eles, sentindo seus paus deslizando para dentro e para fora da minha buceta, minha boca, minha bunda. Os pensamentos ilícitos tiveram minha buceta se apertando na necessidade e um suave gemido escapou-me.
— Você é tão macia, tão quente, eu poderia te abraçar a noite toda. — O som de sua voz profunda e retumbante fez a umidade escorrer de mim em um rápido jorro. Eu poderia culpar a minha embriaguez por estar excitada, mas seria uma mentira descarada. A partir do momento que eu tinha visto os quatro, eu os queria, febrilmente.
As mãos de Emmett acariciaram de cima para baixo minhas costas e me apertou ainda mais nele. Eu estava ciente dos outros três homens na sala, senti seus olhares. Eu lentamente abri os olhos, a minha visão um pouco embaçada, mas suficientemente focada pude ver que eles estavam fazendo exatamente isso.
Minha respiração aumentou e eu senti Emmett puxar para trás. Olhei em seus olhos, viu o seu olhar percorrer no meu rosto um segundo antes de eu sentir a sua boca sobre a minha. Mesmo que seus lábios estivessem frios, mas meu corpo estava tão aquecido por esse ponto que eu apreciei isso.
Sua língua acariciou ao longo da minha boca e eu abri para ele, ansiosa por sentir a carícia de sua língua contra a minha. Ele empurrou para dentro, brincando e enfiando a língua dentro e fora que me lembrou do que eu queria mais abaixo entre minhas pernas. Eu ainda podia sentir os outros olhando, sabia que eles gostavam de fazer isso. Eu não tinha idéia de como eu sabia disso, mas eu senti a afirmação até meus ossos.
A música ainda tocava acima de nós, mas nós já não estávamos dançando. Nossos lábios estavam fundidos, o beijo com fome e agressivo. Ele se separou e começou a me beijar arrastando ao longo de minha bochecha e até o meu pescoço. Eu não era estava tão bêbada que não me lembrava do que ele era, o que todos eles eram. A sensação de suas presas ao longo da pele sensível da minha garganta tinha me deixado mais quente.
— Será que a assusto, um pouco?
Eles assustavam, mas não porque eles eram vampiros. Eu tinha medo destas emoções, essa excitação que estava correndo através de mim a um ritmo que me deixou sem fôlego. Nunca tinha sentido este tipo de erotismo e, embora não tivesse realmente começado a fazer qualquer coisa, me doía. Estes foram possivelmente os homens mais selvagens e convincentes que eu já conhecera.
Emmett levou-me para trás e eu senti a parede dura nas minhas costas. Suas mãos deslizaram para baixo da minha cintura e pousou em meus quadris. Ele puxou a metade inferior do meu corpo para frente e eu senti seu pau duro contra minha barriga. Ele era grande e longo, grosso e pronto para me levar direito aqui, agora.
— Você gosta quando os meus irmãos te observam? Observam-me seduzi-la?
Eu tremia enquanto suas palavras penetraram-me. Sua respiração brincou como tentáculos no meu cabelo e acariciou minha nuca. Lambi meus lábios, o gosto dele na minha boca, um sabor, como um whisky velho, potente e embriagante. Eu sabia que os outros eram assim, sabia que eu queria experimentar por mim mesma. Eu nem sequer hesitei em responder:
— Sim.
—Você os quer? Deseja que eles assistam enquanto eu fodo com você?
N/A: Eis o 2º cap. Preciso confessar que estou morrendo de inveja da Bella.
Bjos a todos e façam uma autora feliz deixando reviews.
Até domingo.
P.S: Aproveito para agradecer pelo review da evelyn masen cullen, fico feliz que esteja ansiosa pelo desenrolar da fic. Bjos.
