A Feiticeira – Terras da meia-noite

Capítulo Três

- O problema é você. – Disse Erik. Kuana lhe deu uma cotovelada.

- Cala boca. Mundiça. – disse grosseiramente. Nós começamos a rir.

- Eu sei que eu sou o problema. Mas foi grosseria da parte dele, deixar vocês aqui sem nenhuma explicação. – disse indignada.

- Não. Já estamos acostumados, ele faz isso com todo mundo. – disse Erik. Seu sotaque americano era péssimo, mas dava para entender.

- É, fazer o que? – falei cansada.

- Nós já vamos. Quer vim conosco? – disse Kuana animada.

- A. Claro. Vou sim. – disse.

Uau, essa casa é bem legal. Não era uma casa muito grande, mais também não pequena. De parede a parede a sala tinha uma cor. A casa chamava bastante atenção.

- E aew, moral. Vamos para a pizzaria. Tu paga . – essa voz vinha de um corredor atrás nos. Seguimos a voz. Fomos parar na cozinha.

Era uma cozinha bonita, mais simples que a sala e não era toda coloria, ela era preta com branco.

- Seu viado, me de meu celular. Você esta gastando meus créditos. – Max falou com o garoto que estava em cima da mesa, agarrado com uma garrafa de vinho, sem camisa, com uma bermuda preta e um óculos Raibam, ele tampou o celular com a mão.

- Cala boca. – disse o garoto que era parecidíssimo com o Max. O Max foi em direção a ele e lhe deu uma bofetada no rosto. O rapaz tirou os óculos e começou a limpa-los com o pano de prato.

- Eu só não bato em você, porque estou limpando meus óculos. Deixa eu terminar, para você ver. Disse o garoto.

- Estou tão preocupado Paulinho. – disse Max. Ele arrancou o celular da mão dele.

- Paulo. Eu. Vou. Te. Matar. Você sujou a cozinha todinha de vinho. Você sabe o quanto odeio cheiro de vinho. Eu também já disse que não é para colocar a porcaria da rolha para baixo, porque será? – Max estava todo stressado, e eu acho que ele estava se segurando para não voar na garganta do Paulo.

- Rapaz. Deve ser porque mela a cozinha toda e você fica gritando que nem mulherzinha. – disse Paulo naturalmente. Max saiu correndo atrás dele e Paulinho agarrado som a garrafa de vinho.

- Perai. Perai. – os dois pararam.

- Antes de mim bater, deixa eu tomar o restinho do vinho, está a quase acabando. – Max não quis nem saber, voou em cima dele e os dois caíram com a garrafa de vinho e começaram a rolar pela cozinha melada de vinho.

- Borá sair daqui, eles nem tão cedo vão se desgrudar. Acho que se jogarmos água quente eles descolam. – disse Kylie.

- Bem pensem nisso. - alertou os dois nos alertou.

- Paulinho tu já bebeu quantas garrafas de vinhos? – perguntou Erik.

- Só duas. – agora ele falava ofegante.

- Tu amanhã esta lascado, com a ressaca. – disse Kuana.

- Que nada. Paulinho bebe para dormi e acorda para beber. Né Paulinho? – Erik falou rindo. Quer dizer, nos todos rimos.

- E no é. Por isso que eu sempre digo: Evite a ressaca, fique sempre bebe. – falaram todos .

- Sai. Sai. Sai de cima de mim cachorro. Paulinho falou desesperadamente.

- Erik! Separa essa briga de corno. Por que eu já estou indo acabar com os dois.- Kylie falou bravamente.

Erik suspirou.

- Sempre eu. Sempre eu. – deu ombro. Ele foi até os dois que estavam rolando pelo chão da conzinha imunda e pegou o Paulinho.

- Você vai limpar a cozinha. Nem que eu peguei na sua mão e te obrigue a limpar. Mas você vai. – Max disse. Paulinho abriu a boca (que pela minha concepção era para sempre manter fechada) para responder.

- Eu arrumo, mais uma vez para ele a cozinha. – Kuana disse cansada, mas seu olhar tinha uma coisa estranha.

- Ta certo. Não importa quem seja eu quero essa cozinha limpar. – disse Max. Acho que ele não vai gostar de muito de mim. Sou uma pessoa muito bagunceira hehe. Max saiu chateado da cozinha.

- É melhor você ir para o quarto e não sair dele ate amanhã de manhã. – Kuana falou outra vez cansada e com aquele olhar estranho. Não consegui segurar um risinho pensando que ela estava afim do Paulinho. Todos olharam para mim com uma interrogação estampada em seus rostos. Olhei rapidamente para as minhas mãos e fiquei fitando-as. Mas ainda conseguia sentir todos os olhares em mim.

- É você tem razão. O chato do meu irmão vai ficar me enchendo o saco. E eu também estou cansado. – ele deu de ombros.

- Falo ae gente. – bocejou.

- Vocês também podem se retirar. Eu e a Samantha vamos ficar aqui. – disse Kuana. Eu já falei que sou preguiçosa? Se não, estou falando agora. Meu primeiro dia aqui e já estou trabalhando. Legal.