Saint Seiya não me pertence e eu não ganho nada (Apenas diversão) com isso! XD

N/A: Aqui está entregue o terceiro capítulo! XD

Minhas doces desesperanças:

"Aquela sua demonstração no lago me fez acreditar que você não possuía nenhum controle sobre sua cosmo-energia, mas percebi hoje que estava enganado e que você tem sim domínio não só sobre seu cosmo, mas também de técnicas de cura e concentração." Começou a falar. A impressão que eu tinha era de que ele não respirava. "Creio que isso já seja o suficiente para que eu aplique um treinamento mais rigoroso para recuperarmos o tempo perdido. Quero que quebre uma das geleiras perto do mar ou pelo menos parte dela. Só volte aqui quando tiver conseguido atingir o objetivo imposto. Pode ir."

Fiquei alguns instantes parado em frente à Luminnus. Será que eu poderia pegar um casaco antes de sair? Soltei pesadamente o ar de meus pulmões vendo o olhar nada agradável do albino sobre mim concluindo assim que pegar o agasalho estaria fora de cogitação. Colocando pé ante pé deixei o casebre de madeira andando em frente, sempre em frente. Era isso que eu queria. Ser um cavaleiro de ouro de Atena e se para isso era necessário que eu passasse nesse treinamento, eu passaria.

A cada movimento que fazia o tecido grosso e áspero da calça roçava em minha pele causando dor e coceira. Travei o maxilar suportando o incomodo e continuei em frente passando pelo lago, que esses dias, estava congelado. Passei a língua sobre os lábios umedecendo-os. A minha respiração condensava assim que deixava meu corpo formando uma fumaça branca toda vez que eu respirava. A minha frente à linha do horizonte mostrava o céu incrivelmente azul contrastando com o chão branco e gelado.

Devo ter andado aproximadamente oito quilômetros até chegar a um ponto onde ficava uma depressão no gelo que parecia ter uns sete metros. Olhando mais a frente, uns três quilômetros, podia-se outra depressão como aquela e assim sucessivamente até chegar no mar. Olhei para baixo sentido um pouco de vertigem tomar conta do meu corpo, mas deixei a sensação ruim de lado, dominei o medo e criei coragem para pular lá em baixo. Senti como se estivesse voando por alguns instantes, contudo quando cheguei ao chão toda a sensação de liberdade se esvaiu tão rapidamente quanto a dor, que senti no tornozelo esquerdo, chegou.

Agachei ficando quase de joelhos no chão branco e brilhante. Coloquei a mão na parte dolorida e latejante fazendo uma pequena pressão ali com esperança de que o incomodo passasse. Meus olhos lacrimejaram e sorri percebendo que a dor era um modo de aliviar um pouco da raiva e frustração que sentia. Levantei os olhos e em seguida ergui-me com o maxilar travado. Dei alguns passos para frente e me voltei para o paredão gelado. Encontrei um ponto de equilíbrio e levantei meus braços concentrando o cosmo em minhas mãos.Elevei a energia ao Maximo que consegui. Com certeza aquilo causaria um belo estrago da parede branca e fria.

Abaixei meus braços simultaneamente vendo a esfera de cosmo voar rapidamente na direção do gelo. Esperava ansioso para ver o tamanho do buraco que aquilo iria fazer. Um som quase inaudível e vejo a esfera se dissolver sem causa nem um arranhão no alvo. Cocei os olhos pensando estar tento algum tipo de alucinação, aquilo era tecnicamente impossível. Como por todos os deuses não fiz nem uma rachadurazinha sequer no gelo com toda aquela energia concentrada?

Talvez eu não tivesse me concentrado corretamente... Respirei fundo repetindo o processo anterior. O mesmo processo com o mesmo resultado. Variei algumas posições, mudei as técnicas de concentração, cheguei até ao extremo de socar a parede gelada.

Nada.

O gelo permanecia ali, intacto, e eu arfava descontroladamente com as juntas de meus dedos escorrendo sangue. Mas que inferno! Não podia ser tão complicado assim! Era apenas um bloco enorme de gelo! Pus-me a andar ao lado da muralha fria, quem sabe a mesma não tivesse um ponto mais fraco, onde seria mais facilmente atingida.

Meus olhos ardiam por conta da intensa claridade que o gelo refletia em meu rosto. Meus lábios rachados pioravam cada vez mais conforme eu os lambia, mesmo assim não conseguia conter minha língua toda vez que sentia a boca seca. Olhei para baixo, diretamente para o chão branco. Uma vontade incontrolável de deitar ali estava nascendo. Mas não podia ceder aos meus desejos, por mais maravilhosos que esses parecessem ser, tinha feito uma promessa e precisava cumpri-la a todo custo. Tinha uma tarefa a cumprir e não voltaria para aquele porão sujo sem que a tivesse realizado corretamente. Meu orgulho dependia disso e eu não me rebaixaria na frente de meu mestre nunca mais!

Parei novamente de frente para o paredão de gelo e tentei buscar no fundo da minha memória algo que me ajudasse. Nada. Talvez a única maneira de derrubar isso fosse usando algum tipo de técnica. Mas qual? Eu ainda não tinha aprendido nenhum tipo de técnica! Apenas tinha ouvido falar o nome de algumas. Franzi cenho quando do nada senti a temperatura caindo e meu corpo se arrepiando além do que já estava. Olhei para cima esperando algum floco de neve, a temperatura só abaixava mais e mais. Foi então que eu vi. Pequenos cristais de gelo caiam de forma lenta do céu límpido. Eram belos, alguns partiam a luz formando pequenos pontos coloridos no ar. Pó de diamante. Pequenos e finos prismas de gelo tão belos de ser ver quanto mortais.

Deixei minha mente vagar um pouco enquanto observava aquele espetáculo que nunca tinha presenciado antes. Talvez eu conseguisse formar aqueles cristais usando o meu cosmo... Concentrei a energia que pensei ser necessária na palma da mão e diminui o máximo possível a temperatura dela enquanto focalizava os pequeninos diamantes caindo no ar. Logo uma esfera com vários pontos congelados pairava em minha mão esquerda, voltei minha atenção então, para a parede fria, branca e sem pensar duas vezes lancei o cosmo concentrado no meu alvo.

Assim que minha energia se chocou com o alvo vários cristais de gelo voaram para todas as direções me obrigando a colocar o braço em frente aos olhos, já fechados, como forma de proteção. Senti alguns pedaços de gelo fazerem pequenos e finos cortes no meu braço. Já imaginava nesse instante que o paredão branco tinha resistido a esse meu ataque também. Quando pensei já poder abrir os olhos ouvi um estalo que me fez encolher novamente, além disso, restou o silêncio. Abaixei lentamente o meu braço e fui abrindo os olhos no mesmo ritual. Aos poucos fui me erguendo até ficar com a coluna ereta. Minha respiração estava entrecortada e o vento forte batia contra meu corpo jogando os fios de cabelo na frente de meus olhos. Uma nuvem branca tinha se formado entre o gelo e eu, e essa aos poucos foi sendo levada pelo vento.

Assim que a visibilidade melhorou um pouco pude ver uma pequena e estreita rachadura do gelo. Apertei os olhos enquanto franzia a sobrancelha, será que tinha mesmo conseguido ou aquilo era uma mera ilusão da minha mente esgotada? Andei com passos levemente cambaleantes até que pudesse tocar a parede com minhas mãos. Passei os dedos pela rachadura recém formada, e quando confirmei que não estava ficando louco deixei minha cabeça pender para frente, com um sorriso bobo em face, até que ela também se encostasse ao gelo. Aos poucos minhas pernas foram cedendo e quando dei por mim estava de joelhos no chão.

"Vamos para casa!"

Não percebi o momento em que ele tinha se aproximado e isso fez com que ao ouvisse sua voz eu virasse a o rosto apressadamente em sua direção, como que se tivesse me assustado. E eu realmente tinha.

"Não posso voltar enquanto não terminar a tarefa que o senhor me passou, mestre." Respondi olhando em seus olhos enquanto tentava inutilmente quebrar o gelo que estava embaixo de minha mão sem que ele percebesse.

Um sorriso cínico formou em sua face alva e seus cabelos tão claros, quase brancos, se mexeram com o vento.

"É um teste. Uma tarefa impossível para alguém do seu nível realizar. Queria apenas saber como você lidaria com a derrota." Sua voz saiu fria e seu sorriso zombava de mim.

Fiz um esforço para me levantar do chão duro e quando de pé levantei a cabeça em uma posição desafiadora.

"Acho que você cometeu um pequeno equivoco, mestre, eu ainda não perdi essa batalha e não sairei daqui sem alcançar meu objetivo."

Não sei o que me deu para falar aquilo. Minhas forças estavam quase completamente esgotadas e eu mal consegui ficar em pé, que dirá continuar com aquela loucura.

"Mas que pena... Dessa forma você terá que esperar ainda mais para ler isso aqui..." O albino mostrou a mão que até então estivera atrás do seu corpo malhado, nela estavam dois envelopes. "Uma delas é de um tal Milo..."

Toda minha atenção agora estava nas duas cartas que Luminnus tinha em mãos, nem o deixei terminar a frase.

"Dê-me aqui os envelopes." Pedi sem muita educação.

"Tem certeza, Camus. Não vai querer perder essa batalha, não é mesmo?"

"Não irei perdê-la, apenas me entregue os envelopes, por favor." Disse enquanto caminha em sua direção.

Arregalei os olhos quando o vi pegar uma das cartas com as duas mãos, nesse momento soube o que ele iria fazer. O som do papel sendo rasgado ao meio chegou a meus ouvidos da mesma maneira com que relâmpagos atingem arvores, como um choque. Em seguida pude ver os dois pedaços voarem separadamente sendo levados pelo vento.

Não fiquei olhando nem mais um mísero segundo e me pus a perseguir as duas partes do envelope. Luminnus observava cada passo meu e quando eu tinha finalmente as duas partes da carta seguramente abraçadas contra meu corpo o ouvi dizer.

"Você perdeu, Camus. E a culpa foi desses seus sentimentos chulos." Soltou o outro envelope no chão e saiu andando.

Fiquei parado, estático. Conforme o albino ia se afastando o sangue pareceu voltar as minhas veias. Movi-me até o outro envelope que jazia jogado no chão. Agachei ao seu lado e coloquei-o junto do outro. Fiquei pensando nas palavras que meu mestre dissera enquanto voltava para o casebre. Ahh Luminnus, eu havia perdido a batalha, mas não a guerra. Não consegui ficar muito tempo imaginando o albino sendo torturado, pois logo minha atenção mudou de foco, para as cartas que carregava em meus braços. Até o cansaço tinha sumido!

Entrei pela porta da cozinha fechando a porta em seguida e descendo para o meu 'quarto' que agora me parecia o melhor lugar do mundo. Pisei no ultimo degrau dando graças a Deus por Luminnus não ter vindo me incomodar e fechei a porta que dava para as escadas. Foda-se tudo eu quero mesmo é ler as minhas cartas, principalmente a de certo loiro. Corri em direção ao colchão mole e me joguei de bruços em cima dele. Tirei a carta partida de Milo das metades do envelope e juntei-as como a um quebra cabeça.

Camus,

Cheguei à ilha de Milos faz cinco dias, você iria morrer se viesse para cá! De alguma maneira não natural aqui parece ser mais quente do que no santuário. Nos três dias que sai para treinar tive a sensação de estar cozinhando ao sol e quando as noites chegam é um grande alivio para todos nós.

Junto comigo estudam mais duas pessoas Albiore,candidato a uma armadura de prata e Noele, ela é francesa assim como você e toda vez que a escuto falar me lembro de ti.

No dia em que cheguei, Amiel me aplicou um tipo de prova, acho que era para testar minha resistência. Tive que passar um dia inteiro dentro de uma caverna lotada de escorpiões, o que não foi nada demais para mim afinal eu sou Milo, candidato a guardião da oitava casa zodiacal! Apesar de Amiel parecer ser alguém sério e infeliz, é exatamente o contrario. Ele apenas quer que demos o máximo de nós no treinamentos e por isso não da descanso para nenhum de nós. É notável a diferença entre o meu cosmo e o dos dois jovens que também treinam aqui, enquanto eles se cansam facilmente, eu consigo passar horas e horas em um treino corpo a corpo com o mestre.

No terceiro dia, Amiel nos apresentou a física e anatomia, duas coisas indispensáveis para um cavaleiro, ainda mais o de escorpião, que utiliza agulhas para atingir pontos do sistema nervoso causando dor e angustia na vítima.

Os dias são mais ou menos assim: Acordo e vou treinar na praia com o mestre e meus colegas, volto para casa, como e estudo em seguida tenho uma hora de descanso (Nessa eu posso fazer o que tiver com vontade! Tenho ido à praia tomar banho de mar!), assim que esse tempo passa, eu vou para uma sala especial onde só eu e Amiel entramos, é nessa sala que tenho aprendido a manipular alguns tipos de venenos! Alguns são fracos, os quais não sinto efeito algum, já outro são potentes e acabo por passar mal o resto do dia, mesmo assim tenho que acordar de madrugada para aprender a ler as estrelas.

Quem me ajuda quando estou muito mal é Noele, ela é realmente uma graça, mas não chega aos seus pés!

Alguns dias quando volto a me deitar não consigo dormir pensando em você. Quero logo conseguir a minha armadura e voltar ao santuário! Irei me tornar um santo de Atena e lutaremos lado a lado!

Mas chega de falar de mim. Como está Camus? Tem pensado em mim? Claro que tem... Afinal você me ama! E eu te amo Camus! Para todos os lados que eu olho penso em você. Ontem mesmo estava andando pela ilha e vi algumas árvores floridas, todas vermelhas e no meio delas quase pude ver você sorrindo para mim com seus fios ruivos! Falando em cabelo, estou deixando o meu crescer e por conta do sol e da água salgada estou cada dia mais loiro!

Amanhã irei treinar dentro da água... Algo para melhorar nossos movimentos... Estou adorando a idéia de ficar nadando durante o treino! Sahara quem não está gostando muito da ideia, ela é uma serva que trabalha para Amiel e sempre que chegamos do treino faz sanduíches para agente. Vou aprender a fazê-lo e quando nos reencontrarmos irei preparar um almoço!

Saudades, te amo.

Do seu futuro escorpião, Milo.

Acabei de ler a carta com um sorriso bobo no rosto e a alegria era tenta que nem conseguia voltar para minha expressão normal. Coladas na segunda folha estavam algumas pétalas secas que tinham um leve tom avermelhado, provavelmente eram das flores que Milo falou. Sentia-me tão bem ao saber que o grego não tinha me deixado de lado, que quase me esqueci da existência da outra carta, que estava envolta em um envelope branco e tinha um selo azul marinho, o selo do santuário.

Sentei-me no colchão, pois meus cotovelos já estavam dormentes de tanto apoiar meu peso sobre eles. Coloquei dois dedos por entre o selo do envelope e o rompi sem mais delongas. Puxei para fora do papel a carta que era escrita com um letra completamente trabalhada.

Camus,

Venho lhe informar por meio desta que Aiolos, protetor da nona casa zodiacal e da armadura de sagitário, foi acusado de traição e atentado contra a vida de nossa deusa Atena, logo depois do sumiço do cavaleiro de gêmeos. Aiolos sofreu a punição adequada a um traidor e foi morto.

Peço que assim que, assim que conseguir a armadura de aquário, retorne imediatamente ao santuário ou acabará sendo acusado de conspiração juntamente com outros cavaleiros que tomaram a mesma atitude.

Grande mestre.

Se ao receber a carta de Milo eu tinha ficado completamente eufórico, ao ler esta toda a euforia se foi. Como? Como Aiolos traiu o santuário? Anda mais atentando contra a vida de Atena! Não, não. Isso não é possível, o santo de sagitário nunca faria algo assim! Aiolos foi meu mestre quando eu estava no santuário e sempre se mostrou fiel a deusa Atena. E agora estava morto, acusado de traição. A imagem de Aioria veio a minha mente. Provavelmente estaria sofrendo ao ser taxado como 'irmão do traidor'.

E Saga sumira, não podia ser tão simples assim! De que forma um cavaleiro de ouro simplesmente some sem nem deixar vestígios? Um resquício de cosmo sequer! Essa história era muito suspeita e logo um nome veio a minha cabeça: Luminnus. Será que ele tinha planejado escrever essa carta para ver qual seria minha reação? Não, o albino não seria capaz de brincar com algo tão sério. Além disso, a forma como a carta foi escrita e pra quem ela tinha sido direcionada, era como se o mestre tivesse certeza de que conseguiria a armadura de aquário, Luminnus nunca me daria esperança!

Milo, será que você recebeu essa mesma carta? Acredita no que nela está escrito? Aiolos e Saga sempre foram meus ídolos, era neles que eu me inspirava para continuar lutando e vencendo todos os meus limites! Como algo assim pôde acontecer?

Flash back on

Eu corria rindo com Milo logo atrás de mim. Tínhamos fugido de um dos treinos para brincar na praia. Corri ainda mais sentido as ondas do mar alcançarem meus pés. O grego vinha no meu encalço gritando que na hora em que colocasse as mãos em mim eu iria me arrepender de ter batido na sua cabeça. Sorri virando a cabeça para trás e dando língua para o loiro e então ele parou, estático e ficou olhando para frente. Estranhei sua atitude nada comum e voltei meu olhar para frente e por pouco não trombei com Saga.

Levantei temerosamente os olhos de encontro aos azuis do loiro mais velho, ele podia muito bem nos castigar por estarmos matando aula. Mas ao fundo, atrás de gêmeos, estava Aiolos que tinha um sorriso na face bronzeada.

"Vocês não deveriam estar treinando?" Perguntou Saga olhando para mim com uma das sobrancelhas levantadas.

Minha garganta ficou tão seca naquele instante, que parecia que eu tinha comido areia. Provavelmente Milo estava na mesma situação, pois pela primeira não o ouço confrontando alguém. Já estava imaginando o quanto íamos apanhar assim que os dois nos levassem para o grande mestre.

"Dessa vez eu vou deixar passar." Disse o loiro com um olhar reprovador na nossa direção. "Mas na próxima, juro que levo vocês até Shion!"

Senti um arrepio percorrer minha coluna ao ouvir o nome do grande mentre.

"Saga! Você está assustando os moleques!" Falou Aiolos andando na nossa direção. "Prestem bem atenção no que eu digo! Vocês podem sim fazer isso de vez em quando, colar nas provas, usar o cosmo no treino físico para cansar menos, a questão é: não deixem pegar vocês!"

"Agora sumam daqui antes que eu resolva voltar atrás!" Mandou Saga.

Fiz uma pequena reverencia para os dois mas velhos e dei meia volta, andando na direção de Milo e do santuário. Ao fundo ainda pude ouvir os dois conversando.

"Não devia brigar com eles Saga, afinal já perdi as contas de quantas vezes fizemos o mesmo!"

"É só para mostrar para aqueles dois tiveram sorte de sermos nós aqui!" Respondeu o mais velho. "Imagine se eles dessem de cara com MdM ou Shura! Provavelmente ficariam se andar por uma semana de tanto que apanhariam do dois..."

As recordações de um tempo feliz e não muito distante tomaram conta da minha mente e aos poucos meus olhos foram se fechando e cai em sono profundo.

Dor.

A sensação de algo estar sugando minha alma. Um incomodo crescente no coração causado pelo imenso desgosto que sentia. Ao meu lado direito estava Saga, seus braços machucados escorriam um líquido vermelho e grosso. Subi o olhar por seu tórax parando em seu rosto. Seus olhos. Azuis intensos e profundos. Frios e justos. Dos quais também minavam sangue. Lagrimas da alma. Que deixavam à vista toda a batalha travada em seu íntimo. Taxado de traidor. Seu sofrimento era claro. Límpido. Também trajava uma daquelas armaduras brilhantes e escuras como ébano. As Súrplices. A armadura dos 108 espectros do exército de Hades. Os cento e oito sentimentos perturbadores do homem, causadores da infelicidade.

Mais a frente, do lado direito de Saga estava Shura. Este, também 'protegido' pelas placas de metal escuras, as quais formavam uma versão negra da armadura de ouro de capricórnio. Os cabelos revoltos caiam em frente ao rosto, baixo e sujo de sangue, tampando a visão de seus olhos. Sua boca contorcida e lábios crispados. A mão punho esquerdo fechado e a mão direita estendida como uma espada. Escalibur.

A claridade era pouca, o ambiente feito com aquelas enormes pedras. Um templo, o sétimo. Silêncio absoluto a não pelo cair de algumas gotas de água ao longe.

A nossa frente, estava Shaka. Não mais aquela criança de olhos molhados de lágrimas. Um homem feito, trajando a armadura de Virgem. Porte e postura altiva. O rosário feito com as contas da mockorange seguro entre seus dedos esguios. A expressão impassível diante da batalha eminente. Seu braço se estende e seus olhos sempre fechados se revelam de um azul estonteante. Uma palavra foi o suficiente para tudo ao meu redor se apagar. E uma única coisa sou capaz de ouvir.

Exclamação de Atena!

Acordei suado e tremendo. Uma lágrima escorria solitária pelo meu rosto. Mal sabia eu que aquele era apenas o início de muitas noites mal dormidas.

N/A: Fim desse cap. Bem me pediram a tradução dos títulos pq eu (lesada aqui) não postei! Aqui está: Alea jacta est : A sorte está lançada.

Nix: Neve.

Modus vivendi: Modo de vida. Maneira de viver.

Agradecimentos:

sophie clarkson: Linda, eu juro que tentei ler todos os continues que vc colocou no reviews, afinal o certo é eu ler os reviews, mas então meus olhos doeram e eu desistir de contar eles... E apenas passei por cima de todos curiosa para saber o que você tinha escrito! uhasuahsuahs' Não tive paciência para rever direito o cap. Então é capaz de achar alguns errinhos nesse cap. também . Mas é tudo culpa dos simulados... tive já dois com quatro matérias cada e no sábado(17) tenho um com 8 matérias! Ai eu fico descompensada e faço tudo sem nem ter noção do que to fazendo aushaushuahsua! Obrigada pelos reviews! Eles incentivam D+! Bjus!

: Pandora: Escrevi seu nick duas vezes, pois sempre o site some com ele! (Se aparecer uma vez só foi o site! Ai vc releva isso q eu falei! XD) Pan, agradeço os elogios! Me ajudam a criar coragem para escrever mais e tiram aquela duvida chata que toda escritora tem: Será que isso ta bom? Ou ta uma merda?

Sobre o pequenino Camus que está com dez aninhos... Fará onze em breve... Vamos ver se vou conseguir fazer uma mudança tão brusca no modo de agir dele conforme a fic vai correndo.

É bom saber que tenho uma seguidora que está esperando minha atualização! Brigada pelos reviews fofa! Bjs!

Persefone-San: Per! Saudadichi! Quem bom, ótimo, que está gostando da fic! Eu também tenho essa linha de raciocínio: quanto maior o cap., melhor! XD A resposta da pergunta aqui nesse cap. Não, Luminnus não pega as cartas de Milo, afinal ele não sabe que os dois pequenos tem uma amizade tão forte e coloridinha! Quanto a química e anatomia, vamos ver o resultado quando Luminnus aplicar um teste nele... Já adianto: Coisa boa não vai dar!

Pensei muito sobre Camus ser uma criança diferente. E no fim decidi fazê-lo dessa forma, uma criança normal, com medo do futuro e de ficar longe dos amigos afinal todas as crianças são muito inocentes e não tem noção da maldade do mundo.

Posso também já adiantar que Camus vai se vingar de Luminnus, mas não tão rapidamente... só mais lá pra frente... Algumas(Muitas) coisas ruins ainda devem acontecer até lá.

Bjinhusss! JuuhXD

Também agradeço a todos que deixaram reviews no primeiro cap. ! Obrigada!

Até o próximo capítulo! Deixem reviews! É aquele botãozinho azul ali em baixo, é de graça e não dói nem um pouquinho! XD Beijos!

10/09/2011