Notas da Autora:
Obs.Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...
Obs.Fic 100% Beward
Obs. Historia para maiores de 18 anos.
Capítulo Dois
– Por que está fingindo ser gay?
– O que? – falei nervoso e a loira me avaliou, e ficou me encarando um longo tempo.
– Você não lembra?
– Do que? – ela bufou e sentou em uma cadeira que havia ao canto, cruzou as belas pernas e me encarou com uma sobrancelha arqueada.
– Festa de ano novo, no clube "Êxtase".
Puxei pela memória, a última vez que estive nesse clube no ano novo, eu havia bebido tanto e fudido uma loira na parede... A encarei boquiaberto e ela sorriu maliciosa.
– Então? – cocei a nuca e cai na cadeira ainda a olhando com a boca aberta.
– UAU. Achei que nunca mais veria você.
– Realmente que mundo pequeno. Sorte minha, azar o seu. – pense Edward, pense. De repente me veio à idéia perfeita e sorri pesaroso.
– Eu entendo o que você está pensando. Mais eu menti pra você.
– Não me diga. – suspirei e esfreguei o rosto.
– Eu já era... Gay. Sabe eu estava em uma recaída. Por que bem, olha pra mim, eu não podia ser, eu não queria desapontar meus pais, mais eu sentia que era. E eu queria tirar a prova dos nove. Infelizmente pra você eu a usei. Sinto tanto. – falei com o meu melhor tom triste e vi seu lábio tremer.
– Oh Edward... Eu... Eu sinto... – sorri internamente.
– Eu que sinto. Eu fui um canalha com você. – ela negou.
– Não claro que não. É normal que você tenha se sentido confuso.
– Mais não era motivo para usá-la. Eu fui um... Um... Homem. – falei com desprezo tampando o rosto e senti os braços dela a minha volta.
Mulheres!
– Não se sinta mal, é normal você lutar contra isso. Não é fácil para um homem admitir que sente atração por outros homens. – assenti ainda tampando o rosto.
– Obrigada. – falei suspirando e ela me soltou quando me afastei levemente. – É um anjo Rosalie. – ela sorriu e beijou meu rosto, seus lábios roçaram minha bochecha, mais ela não se afastou. Confesso que estava ficando desconfortável.
Estava a ponto de me afastar, quando ela resmungou algo e me atacou, subiu em cima de mim, e sua boca grudou na minha. Abri a boca para perguntar o que deu nela, mais sua língua ávida invadiu minha boca.
Aceitei seu beijo e a puxei mais para mim, minhas mãos afoitas já apertavam sua bunda a esfregando em meu pau. Ela gemeu contra meus lábios e lembrei o que estava fazendo.
Merda!
A empurrei e me afastei tentando me acalmar. Não podia botar tudo a perder. Respirei fundo algumas vezes, e quando já estava mais calmo, me virei para enfrentar a bronca. Mais ao vê-la, ela parecia... Envergonhada?
– Rosalie?
– Deus! Desculpe Edward, não sei o que me deu. – ela começou a se ajeitar rapidamente e suspirei aliviado.
– Tudo bem. Estou bem. – falei sorrindo e ela assentiu e se despediu saindo da minha sala.
Assim que me vi sozinho comecei a rir.
Mais que merda eu fui me meter.
Sai do escritório pouco depois do ocorrido com Rosalie. Precisava ir pra casa e ainda tinha que arrumar minha sala nova.
Sim minha sala.
Nem acreditava que finalmente eu havia conseguido. Lógico que tive que pagar um preço, só esperava que esse preço não fosse alto demais.
Cheguei ao meu apartamento e Emmett estava na sala jogando vídeo game. O cumprimentei e fui para a cozinha. Peguei duas cervejas e voltei para a sala e sentei na poltrona ao seu lado, e coloquei as latinhas em sua frente. Ele as olhou desconfiado.
– Não conseguiu e já quer começar a se embebedar? – rolei os olhos e ele sorriu. – Se for sugiro algo mais forte.
– Na verdade vamos comemorar.
– Conseguiu? – assenti e ele sorriu dando um soco no meu ombro. Esfreguei o local o fazendo rir.
– Sim. Mais podia não me agredir, por favor.
– Seja homem Edward. – murmurou com uma risada e abrimos as latinhas e brindamos.
Estávamos bebendo e conversando. Contei a Emmett sobre Bella, e Rosalie, e como elas foram legais comigo. Lógico que omiti a parte em que elas achavam que eu era gay.
Estávamos já na nossa quarta rodada, quando Tânia entrou sem bater. Levantei para cumprimentá-la, mais parei ao ver sua expressão irritada.
– Tânia?
– Qual o seu problema?
– O que... – ela não me deixou terminar e começou a cutucar meu peito, recuei mais ela continuava vindo em minha direção.
– Imagina a minha surpresa, ao Isabella me ligar dizendo que havia te contratado.
– E por que isso é surpresa? – falou Emmett dando um gole em sua cerveja.
– Por quê? Por quê? Pelo simples motivo, dela me perguntar, por que eu não comentei que meu amigo era gay.
– O que? – ouvi Emmett gritar enquanto cuspia a cerveja e engasgava. Corri até ele e levantei seus braços.
– Respira Emmett. – comecei a bater em suas costas e ele se afastou mais refeito.
– Você é gay? – ele falou, mais a voz de Tânia me distraiu.
– Edward, por que falou isso.
– Você é gay?
– Foi um pequeno mal entendido. – falei enterrando as mãos nos cabelos e ela bufou.
– Você é gay?
– Edward, mal entendido, é quando você oferece acento no metro pra uma mulher gorda achando que ela ta grávida. Não dizendo que é gay.
– Desde quando você é gay?
– PELO AMOR DE DEUS! EU NÃO SOU GAY EMMETT!
– Tem certeza? – rolei os olhos e me joguei no sofá.
– Mais é claro que eu tenho.
– Mais por que disse isso? – olhei para Emmett.
– Lembra quando estávamos brincando no estacionamento, e a mulher riu e passou por nos. – ele assentiu e continuei. – Aquela mulher era a secretaria de Bella. Bella pensou que eu fosse gay, e na hora eu só conseguia pensar que eu perderia outra oportunidade... Arg. – puxei os cabelos e Tânia sentou ao meu lado.
– Edward. Você precisa contar.
– Não. Ela vai me demitir.
– Talvez não.
– Você pode me garantir?
– Não.
– Então continuo fingindo. Afinal o que pode dar errado.
[...]
Sai do elevador na manhã seguinte segurado uma caixa grande com algumas coisas para minha sala e vi o cara da recepção me olhando. Dei um aceno rápido e fui para minha sala. Eu não cansava de repetir isso, minha sala.
Entrei e fechei a porta e coloquei a caixa no chão. Sentei atrás da mesa de desenho e comecei a rabiscar alguns esboços para matar o tempo. Na verdade estava tomando coragem de ir à sala de Bella.
Não sei por que, mais mentir para ela sério o pior. Me senti mal por enganá-la. Mais não sabia como voltar atrás agora. Nem sabia se queria voltar atrás. Essa merda toda ainda ia acabar comigo. Mais eu estava contratado, devia ver o lado bom da coisa. Certo?
Muito melhor que ficar trancado em um cubículo. Esse era meu mantra a partir de agora. Depois de meia hora, sentindo que não podia mais adiar me levantei e fui para a sala de Bella.
O cara da recepção continuava me olhando e para minha surpresa piscou pra mim, sai rapidamente dali, indo até a sala de Bella. Vi a secretaria sorrir e sorri de volta.
– Bella está ocupada?
– Já vejo Edward. – ela pegou o telefone e ouvi a voz abafada de Bella me mandando entrar. – Pode entrar.
– Obrigada. – agradeci e entrei na sala fechando a porta, procurei Bella no meio de sua bagunça e me assustei quando ela levantou de repente com uma blusa presa na cabeça.
– Bella?
– Hey Edward... Pode... Pode me ajudar? – corri até ela quase caindo no meio de suas revistas que tinha por todo o chão, e a ajudei a puxar a blusa de seu rosto. Ela estava corada e ofegante e mais descabelada que antes, se isso fosse possível.
Deus! Parecia que ela acabava de ser fodida. E muito bem fodida.
Percebi que minhas mãos estavam nela, e ela estava sem camisa, usando um sutiã azul escuro que ficava perfeito em sua pele pálida, meu corpo esquentou e afastei as mãos dela imediatamente.
– Oi.
– Er... – não sabia o que dizer e ela procurou numa pilha de bagunça e pegou outra blusa.
– Desculpe os trajes. Derrubei café na outra.
– Ok. – falei rápido e virei de costas, olhar sua pele pálida e macia estava me dando vontade de atacá-la.
Bella tinha um corpo muito convidativo, seios cheios, cintura fina e quadris largos, tentei pensar em coisas desagradáveis, vê-la naqueles trajes não iria ajudar em nada na minha farsa.
– Prontinho. – virei e suspirei, ela havia colocado uma blusinha azul de alças finas, muito colada ao corpo. – Como está sendo o primeiro dia?
– O que?
– O primeiro dia? Está se divertindo?
– Oh... Hum, claro, estou animado. – ela riu e sentou na cadeira dando uma olhada para seus papeis.
– Que bom, então vamos começar a trabalhar.
Passei algumas horas na sala de Bella, ela me explicou como funcionava a empresa, elas eram divididas por todo o prédio, Bella e Rose cuidavam da parte de roupa intima os outros andares, eram vestidos de noite, roupas casuais, entre outros.
A empresa era da família dela, e ela esperava que um dia seu pai entregasse o controle para ela. Minha tarefa era simples, eu tinha que fazer o que eu gostava, desenhar, e depois ver com Rosalie tecidos que eu achava que combinava mais com as peças que fiz, e Rosalie que era as modelista iria fazer sua parte.
– Nossa olha a hora. – Bella falou de repente e olhei meu relógio.
– Sim, nem percebemos o tempo passar.
– Sim, desculpe, você nem pode começar a trabalhar. Mais deu pra entender tudo não é?
– Claro, claro. – me levantei e a olhei de canto de olho. – Então... Almoço? – ela sorriu.
– Na próxima Edward, eu ainda tenho que ver algumas coisas, vou comer um sanduíche aqui mesmo.
– Ok. – sai da sala dela e a secretaria de Bella não estava, infelizmente o cara da recepção estava lá, ele me olhava fixamente e me movi desconfortável, ele usava o cabelo amarrado e rodava o dedo em uma mecha enquanto mordia o lábio, era uma visão assustadora. Passei por ele rapidamente, mais ele me chamou e me virei para ele sorrindo.
– Edward.
– Sim.
– Já vai almoçar?
– Hmmm... – comecei pensando como responder e ele deu uma risadinha, e falou antes que eu dissesse algo.
– Estava pensando que poderia me acompanhar.
– Oh... Eu...
– Sabe é legal ter um colega como eu, Erick vai adorar conhecê-lo.
– Como você?
– Sim bobinho, nos gays temos que nos unir.
– Oh... – cocei a nuca e cruzei os braços.
– Quem sabe outro dia.
– Sim, outro dia seria bom. – ele sorriu e tocou meu ombro, olhei sua mão e em seguida olhei para ele.
– Você acabou de sair do armário não é?
– Algo assim. – ele suspirou.
– Sei que é difícil, mais quando você precisar de um ombro amigo, eu estarei aqui.
– Obrigada James. – ele assentiu e corri para o elevador.
Merda ia ser mais complicado do que pensei.
