Capítulo 2
Setembro de 1971
"Há algo no rosto dela." A parteira olhou a bebê que ela ajudou a fazer o parto algumas horas mais cedo através de uma insignificante nuvem de fumaça."Muito azar".
No outro lado do quarto, o pai da criança amaldiçoou ruidosamente. "Você está viajando, Evie, Dê o fora daqui".
"Eu conheço esse xamã em Los Angeles" Ela deu mais uma tragada. "Ele provavelmente poderia purificar a aura ou algo do tipo."
"Já disse para sair daqui!" Ele agarrou a mulher pelo braço e a empurrou para fora da porta e fechando-a atrás dela. "Merda, Laura. Confiei você para encontrar a mulher mais chapada da costa oeste pra fazer o parto da nossa filha."
Laura segurou sua filha mais perto do peito. "Mas ela está bem. Que dizer, ela é perfeita... não é?"
"Sua expressão amoleceu um pouco. "Sim, ela ficará bem".
Seus ombros relaxaram. Talvez tudo ficará bem. Ele tinha sido rígido com ela por toda a gravidez. Pessoas mudam o tempo todo. Um outro bebê podia ser um novo começo para eles.
Claro, ele não bateu nela quando estava grávida de Adam,
"Ela precisa de um nome." Laura se aventurou. "Temos que decidir um."
Ele estava pegando o seu casaco. "Dê o nome que quiser.Preciso ir trabalhar."
"Esta noite?" Ela reprimiu os lábios quando ele a olhou. "Eles devem te dar a noite de folga".
"Em que droga de mundo ensolarado e de rosas você vive?" Ele trovejou. "Você quer que eu tire folga para ficar sentado aqui e segurar sua mão? Ótimo. Então descubra uma maneira de ganhar dinheiro para comermos nessa semana".
"A bebê começou a choramingar. Laura suavemente a acariciou, orando que ela parasse antes de começar realmente a chorar. "Desculpe". Ela disse para o seu marido. "Eu não estava pensando direito".
"Você nunca pensa, Laura." Na porta, ele suspirou aborrecido. "Não é o seu forte, de qualquer maneira".
A porta se fechou a trás dele, e a bebê começou a chorar.
"Shh", Ela confortou, apesar de não conseguir parar suas próprias lágrimas. "Vai ficar tudo bem..." Ela pausou. "...Sara." Laura sorriu. "Sim, eu gostei." A pequena soluçou. "Você não é azarenta." Ela disse a sua filha. "Eu irei ter certeza que você vai ficar bem. Prometo".
Sara estava deitada no sofá quando a campainha tocou. Dessa vez, ela não teve nem sequer se preocupar em se levantar e atender. Dentro de alguns segundos sua mãe estava logo ali.
"Eu conheço você..." ela ouviu Laura dizer para quem fosse. "Como é que te conheço?"
"Greg Sanders. Dançamos no... hum… no casamento".
Sara fechou seus olhos e silenciosamente teve vontade que o jovem fosse embora. Ela ainda não estava pronta para ver ninguém do laboratório.
"Claro! Agora eu lembrei. Por favor…" Sara prendeu a respiração. Não faça isso, não se atreva a convidar…"Entre, Greg."
Ela suspirou. Maldição..
"Certo. Mas só por um segundo. Eu preciso só falar com a Sara. Ela... uh... está disponível?".
Laura hesitou. "Esta é uma boa pergunta. Porque você não me diga o que precisa e eu irei…"
Sara se esforçou para sentar onde podia agora ser vista. "Não faz mal. Estou aqui".
Ela pode ver nos olhos de Greg lançar-se para vê-la. E não num bom jeito. Quanto tempo ela não tomava um verdadeiro banho? Ele deu uma olhada rápida para seus sapatos e limpou sua garganta. "Oi, Sara".
"O que está acontecendo, Greg?"
Ele continuou a olhar direto para ela. "Eu ... hum ... eu pensei que você ia queria saber ... pegamos aquele cara em Boulder City. O que envenenou o filho? "
"Em lembro do caso" Ela disse suavemente.
"Nós nunca teríamos pego se não fosse..." Greg parou no lampejo de perigo nos olhos dela. "Desculpe." Ele tentou novamente. "Catherine mandou um abraço".
"Ela realmente disso isso?"
"Bem… não exatamente. Ela disse que vai parar em breve, apesar de tudo. A... casa funerária precisa de um terno. Para ele." Greg encolheu os ombros. "Ela não tinha certeza se você estava pronta para pegar as coisas dele",
Laura ficou ouvindo quieta enquanto ajuntava os brinquedos da Cassie que estavam espalhados pelo chão. Nesse momento, ela disse: "Eu posso fazer isso."
A resposta de Sara foi curta e amarga. O ressentimento no tom de voz dela não era diretamente para sua mãe, mas soava do mesmo jeito. "Catherine conhecia ele a mais tempo do que eu. Ela tem bom gosto". Sara olhou para Greg. "Diga a ela que me ligue antes de vir."
Ele engoliu. "Sim. É Claro. Eu estou… hum… sinto muito". Ele deu uma olhada rápida para Laura, que lhe deu um sorriso simpático. "Eu vou indo" Ele pousou a mão na maçaneta da porta e deu as costas a ela. "Sara você não está sentindo isso tudo sozinha, você sabe. Nós amávamos ele, também. Sentimos saudades dele". Greg deu um sorriso torto e triste. "Temos saudade de você".
A resposta dela foi despencar de volta no sofá, desaparecendo da vista mais uma vez. Ela ouviu a porta abrir e fechar, e depois houve um doce silêncio.
Laura esperou alguns segundos antes de se aproximar do sofá. Os olhos de Sara estavam fechados, mas ela pode sentir a presença de sua mãe. Mesmo depois de seis anos na cadeia cheirava a aroma de rosas e madressilvas.
"Você sabe", ela começou, sentando no braço do sofá. "Quando o seu pai morreu..."
"Morreu?" Sara desafiou.
Ela ficou em silêncio por um momento. "Ele morreu, Sara."
"Ele teve a ajuda de alguém".
Sara quase pode ouvir ela contar até 10 antes de continuar. "Certo. Você ainda não está pronta para conversar".
Os olhos dela abriram. "Irei conversar. Mas não em eufemismos. Não até você dizer as palavras certas. Mesmo que possam ser desagradáveis" Sara fechou os olhos novamente.
"Desculpe, mas parece estranho você me acusar de não usar palavras certas quando eu ainda não ouvi você falar o nome do seu marido. Ou deixa ninguém falar disso. "Laura se levantou. "Se você não se importar, Cassie vai crescer pensando ser uma palavra suja".
A resposta de Sara foi abafada pelo sofá. "Pelo menos vai parar de chorar por ele".
Diga o nome dele, Sara. Só uma vez." Laura esperou alguns segundos. "Uma vez. Só diga".
"Eu vou tomar um banho" Sara se arrastou ela mesma para fora do sofá, em um movimento gracioso. "Se Cassie acordar antes de eu sair..."
"Eu conheço o esquema" A mãe dela cruzou os braços. "Tudo no seu próprio tempo. Mas só posso dizer... que você está fazendo um grande prejuízo para a sua memória. Ele merece melhor do que isso."
Sara começou subir a escada. "Quando você puder falar 'eu matei o seu pai', eu irei falar sobre Nick.
TBC
