30 days of James
James Potter x Lilian Evans
Lilian vai passar um mês na cidadezinha chamada Hogsmeade, no interior da Inglaterra. Lá, ela conhece James, um adorável rapaz que, juntos, eles irão viver um mês inteiro de amor.
Essa não é uma história de amor. É uma história sobre o amor.
30 days of James
Capítulo 03
Naquele dia, eu acordei sentindo borboletas no meu estômago. Eu me sentia ansiosa, e havia acordado absurdamente cedo — oito da manhã. Bem, pelo menos ao meu ver, acordar às oito da manhã numa segunda-feira era acordar realmente cedo, ainda mais quando se está de férias.
Porém, era segunda-feira, e eu era a única da minha "roda de amigos" que estava de férias. Ou seja, Sirius, James e provavelmente Marlene estariam ao menos, se arrumando para ir trabalhar. Suspirei. Bem que eu poderia comprar algum remédio para dormir e acordar só quando James saísse do trabalho. A questão é: que horas ele sai do trabalho? Suspirei novamente.
Fiquei uma meia hora rolando na cama, sentindo as borboletas brincarem cada vez mais no meu estômago. Não sabia por que estava tão... Ansiosa.
Tudo bem. Eu sabia. Por incrível que pareça, a idéia de ver James naquele dia mexeu comigo de uma maneira que eu não conseguia explicar. Misturava-se entre felicidade e ansiedade. Eu ansiava para sentir novamente a textura dos lábios dele nos meus... A maciez...
Meu coração acelerou, apenas em pensar. Senti uma curiosidade enorme de saber qual gosto sua boca teria; qual seria a sensação de sentir sua língua tocar na minha; e até mesmo de saber como nossos corpos se encaixavam; se seria de maneira perfeita ou não. Eu corei com o pensamento. Digamos que eu não era o tipo de mulher que vivia pensando nisso — mesmo que já fizesse certo tempo desde a minha última vez. E fora com o Snape, ainda por cima.
Meu Deus. Eu não havia me dado conta que fazia tanto tempo que eu... Não me relacionava com alguém. Afinal, eu lembro muito bem que depois que terminei com Severus, eu não saí com mais ninguém, porque aí veio a faculdade e o trabalho. Confesso que lá uma vez ou outra eu saía com Alice e Emmeline, íamos para boates e eu acabava ficando com alguém "só pra sair da seca", mas nunca chegava a ir para a cama ou ter um relacionamento sério.
Levei minhas mãos ao rosto; eu levava meu trabalho muito mais a sério do que eu imaginava.
Com uma preguiça inacreditável, eu me levantei da cama. Fui até o banheiro e tomei um banho quente, para tentar ficar mais calma. Me arrumei e desci para tomar café da manhã. Mas assim que terminei, voltei para o quarto, ficando deitada na cama, assistindo televisão. Não havia nada mais de produtivo para fazer em Hogsmeade; a cidade era ridiculamente pequena, e eu já a conhecera literalmente... Inteira.
Eu já havia passado em quase todas as lojas — não eram muitas, mas entrei nas que realmente me interessaram — e ido no melhor bar e melhor restaurante da cidade. O que eu faria agora? Ficaria num quarto durante o resto do mês? Isso seria perda de tempo.
Pela minha imensa sorte, eu havia trazido meu notebook. Mas eu não podia trabalhar com o notebook. E nisso me surgiu uma ótima idéia. Literalmente, saltei da cama e fui até as minhas malas, onde estava a bolsa com o notebook. O liguei e conectei na internet wi-fi. Rapidamente entrei no meu e-mail e digitei uma mensagem para a minha "colega de trabalho".
De: Lilian Evans (LondonBooks);
Para: Amelia Bones (LondonBooks);
Assunto: Urgente!
Amelia, eu sei, eu estou de férias, porém estou meio sem o que fazer por aqui. Teria problema em mandar o manuscrito do livro da Rachel Vignè? Se sim, responda-me que mandarei o endereço. Atenciosamente, Evans.
P.S: Como estão as coisas por aí sem mim?
Cliquei em enviar. Olhei pra o relógio — eram quase dez horas. Seria apenas uma questão de minutos até Amelia ver o e-mail e me responder.
Deixei o notebook de lado, dando atenção à televisão. Nada de bom passava naquela hora da manhã. Minutos depois, uma janela pop-up piscou na tela do notebook, avisando que eu tinha uma nova mensagem.
De: Lilian Evans (LondonBooks);
Para: Amelia Bones (LondonBooks);
Assunto: RE: Urgente!
Isso é doentio, Lily! Estar de férias e mesmo assim continuar trabalhando... Você é doente, Lily. Mas acho que entendo a sua situação. Ficar em uma cidade pequena e sem ter o que fazer é f...! Aliás, a Umbridge está um saco. Sorte sua não estar por aqui agora. Enfim, mandarei sim o manuscrito. Só mandar o endereço.
Beijos, Amelia Bones.
Eu sorri. Amelia era um anjo! E não consegui esconder a pena que eu sentia por ela, ter que aturar a Umbridge sem mim por lá. De vez em quando, por mais que ela fosse a minha chefe, eu dava uns cortes nela. Mas agora...
Escrevi agradecendo e mandando o endereço do hotel. Sem demora, recebi a resposta dela, dizendo que estava agora mesmo indo no correio enviar o manuscrito para mim. Eu agradeci mentalmente por ter uma colega de trabalho tão legal como Amelia. Se eu falasse com qualquer outra, provavelmente falaria que iria mandar o manuscrito e não mandava coisa nenhuma. Digamos que eu não sou uma das pessoas mais queridas na London Books. Pelo menos pela parte feminina da editora. Os rapazes lá me adoram.
De certo, esse é o motivo da mulherada de lá não for muito com a minha cara. F-a-t-o.
Desliguei o notebook. Eu poderia ficar jogando alguma coisa como, por exemplo, paciência. Mas me faltava vontade.
Ouvi um barulho na cabeceira da cama — era algo vibrando. Quando olhei, era meu celular. O peguei. Era um número qualquer que discava, não estava gravado na minha agenda. Talvez seja Rachel, pensei. Atendi da maneira mais formal e ridícula possível.
— Editora Lilian Evans.
— Lily?
A voz era conhecida. Meu corpo estremeceu, meu coração acelerou, minha boca secou. E ao mesmo tempo, uma imensa e doce felicidade se apossou do meu corpo ao ouvir aquela voz grave. Eu arfei.
— James?
— Hey! — ele riu. — Editora Lilian Evans? Caramba.
— Ah, cala a boca, vai — falei em tom divertido — Não reconheci o número e pensei que fosse a minha cliente. Aliás, como conseguiu meu número?
— Hah. Pensou que era a cliente e queria fazer pinta de gente séria. Sei. E, bem. Pedi para a Marlene, e ela me passou. Tem algum problema? — sua voz assumiu um tom preocupado. Eu rapidamente respondi.
— Não, não! Não tem problema nenhum. Aliás, é ótimo, eu havia me esquecido de pegar seu telefone e tudo mais.
Ele riu baixinho.
— Certo, então. Hm, você vai almoçar no hotel, ou coisa parecida?
— Não — me apressei em dizer. Pude imaginá-lo sorrindo no telefone.
— Então, o que acha de irmos no Madame Puddifoot? — sem tom de voz era animado. Então, ele queria me encontrar também.
— Perfeito — respondi — Que horas?
— Meio dia e meia — ele disse — Mas não se preocupe em ir até lá. Eu vou te buscar e nós vamos juntos.
— Ótimo — eu sorri. Não conseguia esconder a animação e a ansiedade — Aliás... Você sabe onde a Marlene trabalha?
— Ela parou de trabalhar pouco depois que se casou com o Sirius — James disse. — Ela está ficando louca. Odeia ficar em casa sem companhia.
— Por que ela parou de trabalhar?
Era estranho. Marlene adorava trabalhar. Odiava ficar sem fazer nada.
— Sei lá — James disse — Mas faz um tempo que ela está trabalhando com artesanato em casa, sabe. Fazendo plaquinha de boas vindas, potes enfeitados, cestinhas de páscoa...
— Ótimo... Alguma coisa ela está fazendo, pelo menos — suspirei — Acho que vou na casa dela hoje a tarde.
— Eu posso passar a tarde com você, se quiser.
— James, você tem seu trabalho. Não quero atrapalhar.
— Não está atrapalhando. Pelo contrário — pude novamente imaginá-lo sorrindo ao dizer isso.
— Não esquente com isso, James — falei, franzinho o cenho — Eu ainda tenho muita coisa para conversar com a Lene. Sabe, outros assuntos para botar em dia.
— Ah, tudo bem. Está me dispensando — ele falou em tom divertido. Eu ri.
— Podemos ir no Três Vassouras à noite, quando você sair da empresa. — eu sorri.
— Maravilha — ele disse — Bem, nos vemos no almoço.
— Nos vemos no almoço — falei em tom animado, antes de nos mandarmos beijos e desligar.
Depois daquela ligação, eu não consegui tirar o sorriso do rosto.
.xxx.
Senti as borboletas voarem com mais vontade no meu estômago quando James ligou, dizendo que em menos de dez minutos estaria na frente do hotel, me esperando. Eu estava devidamente arrumada — bem simples, eu diria. Uma calça jeans justa, uma blusa branca com uma camiseta xadrez vermelha de abotoar por cima e uma bota preta com salto. O dia estava mais fresco — quente — do que o anterior. Peguei minha bolsa e coloquei o celular e a carteira dentro e segui para frente do hotel.
Eu literalmente quicava no chão, ansiando pela chegada de James. Meu corpo estava agitado apenas em pensar que eu iria ver aqueles olhos castanho-esverdeados. Eu corei. Por que eu não conseguia parar de pensar nele? Fora só uma droga de um selinho que ele me deu! Provavelmente ele deve ter esquecido — porque cá entre nós, ele havia bebido uma ou duas cervejas na casa dos Black ontem. Marlene ficou doida da vida quando viu Sirius com outra cerveja pendurada nos beiços.
De repente, um carro preto parou na frente do hotel — era um Audi TT. Quase babei. Mas segurei a baba e guardei-a para babar em cima da pessoa que saiu do carro.
James ficava incrivelmente sexy vestido de terno e com a gravata vermelha escura frouxa.
— Vamos, Lily?
Eu acordei do transe. Assenti com a cabeça e entrei no carro. Nem devo comentar como me senti, me sentando no banco do passageiro de um Audi.
— Carro legal — falei.
— Obrigado — ele disse em um tom divertido — Ganhei do meu pai quando eu tinha 17 anos. No tempo eu queria um conversível, mas acabei me acostumando com esse e atualmente eu gosto dele.
— Se meu pai me desse um carro desses, eu nem reclamaria e seria a filha mais feliz do mundo. Uau...
James riu.
— No tempo eu era o tipo de moleque que adorava esbanjar dinheiro, sabe? E todos os caras ricos que eu conhecia tinham um conversível só para eles. Aí eu queria um também — ele deu de ombros — Por sorte, esse meu tempo já passou. Agora estou mais sério.
— É mocinho, um homem de negócios — falei, quase rindo. Ele riu baixinho.
Ele parou o carro em frente ao Madame Puddifoot. Ele saiu do carro e correu para o meu lado, abrindo a porta para mim com todo bom cavalheiro.
— Não faça isso — fiz uma careta — Vou acabar ficando mimada demais!
Ele deu um sorriso torto. Ele fechou a porta do carro e sua mão que fechou a porta do carro, me empurrou delicadamente contra o mesmo. Depois, ela passou em torno da minha cintura, me causando arrepios — que fiz o máximo que pude para não deixar tão claro como o toque dele me causava arrepios; ele podia se aproveitar disso — e a outra mão, foi direto para meu rosto, onde começou a passear com os dedos.
— Lily... — eu o ouvi murmurar. Seu rosto se aproximou do meu. Porém, seus lábios foram para o lóbulo da minha orelha e não para meus lábios. Ele mordiscou e depois, senti seus lábios simplesmente acariciarem meu rosto, até que, por fim, chegou nos lábios.
O beijo começou de maneira calma, mas depois, sua intensidade foi aumentando. Minhas mãos já estavam em torno do pescoço dele, puxando-o mais para mim e agora, uma de suas mãos estava no meu cabelo. No momento que senti sua língua tocar na minha, eu literalmente fui às nuvens.
Eu literalmente vi vários fogos de artifício enquanto o beijava. Estava tudo muito... Perfeito. A sincronia com que nossos lábios e nossas línguas se movimentavam, a intensidade do beijo...
Separamos-nos já ofegantes. Eu podia sentir meu rosto ferver, já tão vermelho como tomate. Meus olhos ficaram presos aos de James, que sustentou o olhar, com um sorriso de lado. Suas mãos agora estavam firmes na minha cintura.
— Isso foi... — comecei a falar.
— Um beijo — ele completou, mas eu ri.
— Intenso — falei.
Ele riu.
— Seria loucura demais dizer que eu esperava por esse beijo desde que te vi na casa do Sirius? Ou você vai sair correndo dizendo que eu sou o tarado da machadinha?
Eu ri baixinho, encostando minha cabeça ao seu peito.
— Não — falei —, não seria loucura. Aliás... Eu estou literalmente... Sonhando com esse beijo desde que você me deu um selinho no hotel ontem. Me deixou só na vontade. Não foi legal.
Ele riu pouco mais alto que eu. Seu queixo ficou encostado na minha cabeça.
— O almoço é necessário? — perguntei com a voz rouca, contra seu peito.
— É — ele resmungou — Se não vamos estar mortos de fome logo, logo.
Eu resmunguei algumas de suas mãos se soltou da minha cintura, enquanto a outra permaneceu livre. Atravessamos a rua para entrar na Madame Puddifoot, onde almoçamos calmamente. Ao chegarmos no carro dele, ele novamente me beijou, dessa vez com mais intensidade do que antes. Estávamos dando um bom amasso no carro dele, até um guardinha nos repreender. Rindo, ele ligou o carro.
— Não quer mesmo passar a tarde comigo? — ele perguntou.
— James, você tem que trabalhar — falei, repreendendo-o — É claro que eu quero passar a tarde com você. Mas há coisas mais importantes.
— Não vejo nada mais importante e melhor do que passar a tarde com você — ele olhou para mim, dando um sorriso amarelo.
— Não venha com essa — franzi o cenho — Assim eu cedo.
Ele riu.
— Tudo bem. Mulheres precisam fofocar. Vou deixar você fofocar com a Marlene — ele deu de ombros, seguindo para a casa da Marlene. Eu ri.
— Vai dizer que você nunca fala da vida alheia com Sirius?
— Isso é diferente de fofoca. Estamos comentando os fatos — ele riu. Eu ri também. Assim que chegamos na frente da casa da Marlene, eu me apressei para abrir a porta, para ele não ter que dar mais uma de cavalheiro.
Ele me beijou de leve nos lábios, e depois me deu um beijo no rosto e no pescoço, me deixando completamente arrepiada.
— Nos vemos no Três Vassouras — ele murmurou. Eu assenti com a cabeça e dessa vez, eu beijei seus lábios. Ele sorriu. Entrou no carro, dando um aceno com cabeça, ainda com um sorriso no rosto. Eu retribui o sorriso para ele e assim que ele saiu com o carro, eu segui para a casa da Marlene.
Porém, antes mesmo que eu batesse na porta, ela já se escancarou, com uma Marlene boquiaberta.
— Mas. O. Que. Foi. Aquilo? — ela perguntou pausadamente, realmente me assustando. Eu suspirei, e antes que eu pudesse responder, ela disse: — Me explique. Com todos os detalhes!
Seria uma tarde longa.
N/A: Adoro Marlene neurótica. UAHAUAUHAU
E aí? Gostaram? Amaram? Odiaram? UAHU Mandem reviews e faça uma autora feliz. =)
Agradeço imensamente a Swiit Dawn, maireweasley, Jens Zero, Thaty, Ma e Branca Takarai por terem mandando reviews. Muitíssimo obrigado, flores! Amo vocês! *-*
Espero que gostem desse capítulo!
Milhões de beijos e ótima semana, Claire.
