Finalmente parei de enrolar tanto, desculpa por abandonar vocês hehe, estava sem inspiração.
Espero que gostem, aproveitem.
Luna acordou com o ruído das outras corvinais se arrumando para ir às aulas. Ela tocou um dos braços automaticamente para ver o tamanho do estrago que havia feito, mas só encontrou a própria pele macia e lembrou-se do garoto que a havia salvado.
Ela não queria se matar, mas há tempos havia concluído que já não se importava se o fizesse. Luna só tinha percebido o quanto havia passado dos limites quando viu a possa de sangue e as roupas empapadas de Draco.
Pensar no garoto a fez se perguntar no por que do loiro salvá-la. Luna concluiu que talvez o Sonserino não fosse tão mal como todos pensavam.
A garota ainda pensava nisso quando entrou no Salão Principal, onde todos ainda estavam comendo.
A loira sentou-se sozinha na mesa da Corvinal como sempre. Enquanto comia, olhou rapidamente para a mesa da Sonserina e viu um par de olhos cinza observando-a. Luna corou e começou a encarar o nada, com a esperança de que ele não reparasse que suas bochechas estavam vermelhas como tomates.
Alguns minutos depois, a loira resolveu arriscar um olhar para o loiro, ele ria e se divertia com os amigos, ela não pode deixar de notar o quão bonito era ele. A garota suspirou e voltou a sua atenção para o pudim que estava comendo. Era a sua sobremesa preferida, a falecida Lovegood costumava ser uma ótima cozinheira, costumava tentar novas receitas muito constantemente, e sempre fazia pudins diferentes para a filha.
Luna sorriu com a memória, mas logo seu sorriso murchou e ela voltou ao mundo real, ela tentou imaginar o rosto da sua mãe sorridente em sua frente, dizendo que estava tudo bem, mas ela sabia que não. Ela estava morta. Luna estava sozinha.
Contendo as lágrimas que não queria que ninguém visse, pois tinha que manter a imagem de Loony Lovegood, saiu do Salão Principal e foi correndo até a próxima aula, que seria com a Sonserina.
Sentou-se sozinha no fundo da sala e arrumou as suas coisas na carteira de dois, colocando a mala na cadeira ao seu lado.
Ela ouviu um pigarro e virou-se para ver a pessoa que estava pigarreando. Um garoto loiro a encarava com o olhar superior.
— Com licença, Lovegood, mas acho que você poderia tirar a sua mala daqui para eu sentar.
Luna tirou a mala e perguntou, olhando para o resto da sala, para perceber que ainda havia muitos lugares sobrando:
— Por que vai sentar-se comigo? Poderia muito bem sentar com algum de seus amigos...
— Está me expulsando agora? — Ele arqueou uma sobrancelha.
— Não... Só queria saber o motivo de você querer sentar comigo, Draco. — Luna então se tocou: ele vinha ali para questioná-la. Para saber por que ela havia agido daquele jeito, Luna pensou em muitas mentiras para contar, mas sabia que era péssima mentirosa.
Draco olhou para os lados, para ter certeza que ninguém estava olhando e sentou-se ao lado de Luna.
— O porquê de eu querer sentar com você? É só isso que quer perguntar? — Ele riu e balançou a cabeça. — Você é mesmo uma garota muito excêntrica.
Luna não falou nada diante deste comentário e baixou os olhos para o seu livro de transfiguração.
— Sabe, Draco, eu ainda quero saber o por que.
Ele suspirou e disse:
— Eu também não sei ao certo, mas me parece que você é a única pessoa para quem não preciso fingir, e eu precisava falar com alguém que não ligasse tanto para o que eu faço ou deixo de fazer.
A loira não se surpreendeu muito com a resposta, desde aquela noite na Sala Precisa, sabia que o sonserino não era tão ruim quanto ele queria que as pessoas achassem que ele era.
— Por que então não para de fingir, se isso lhe aflige tanto? — Perguntou Luna, curiosa.
— Nada é tão simples quanto parece ser, Loo- quero dizer, Luna. — disse Draco, suspirando.
— Não posso falar sobre isso. — disse Draco tenso.
— Okay, sobre o que você pode falar? — Perguntou Luna, desviando o assunto, para a surpresa do garoto.
— Muitas coisas. — ele riu. — Sobre o que você quer falar?
— Muitas coisas. — os dois riram baixinho, surpreendendo a ambos. Discretamente, para não atrair a atenção do professor ou dos outros alunos, continuou a falar. — E a sua família, Draco? Você sente falta deles quando está em Hogwarts?
Ela sentiu o garoto ficar tenso e percebeu que esse era um dos assuntos sobre os quais ele não podia falar. Talvez isso fosse até relacionado com o porquê de ele sofrer, Luna pensou nos rumores que havia ouvido sobre a família de Draco e Comensais da Morte. Estaria o garoto Malfoy se transformando num deles?
— Draco, você gosta de pudim? — Perguntou Luna, desviando o assunto novamente, o sonserino ficou surpreendido, o loiro começou a rir.
— Eu gosto de pudim, e você? — Draco disse ainda rindo, menos discretamente agora, o que atraiu olhares feios ou curiosos dos outros alunos
— Eu gosto muito de pudim. — disse Luna, sorrindo, pensando numa vez que "ajudou" a mãe a fazer pudim, mas ele acabou virando uma papa. As duas riram muito depois disso.
Os dois ficaram quietos depois disso, pois McGonagall estava fuzilando-os com o olhar. Eles trocaram olhares cúmplices e colocaram a atenção deles na pedra que teriam que transformar em ratos.
Depois da aula, cada um tomou o seu caminho, Draco andava com Blaise, que perguntou curioso.
— O que você estava fazendo com a Loony na aula? Ela te enfeitiçou com alguma poção?
— O que? Claro que não! — Disse Draco irritado — Eu sentei por que eu quis sentar, algum problema com isso?
Draco percebeu que estava muito na defensiva, mas não se importou, mas vendo o olhar do amigo percebeu que ele não acreditou.
— Não... Só estava curioso, somente isso. — Blaise adicionou baixinho — Você deve estar planejando alguma coisa com Você-Sabe-Quem, para conversar com a lunática da Luna... Só não vejo por que ela seria útil.
Draco fechou as mãos em punhos e falou brabo.
— Acho que se tivesse eu não contaria para você, não é? — Ele entrou no Salão Comunal da Sonserina, deixando um Blaise estupefato para trás.
E aí? Gostaram? Reviews me deixariam muito feliz.
Se não deixarem reviews vou puxar o pé de vocês à noite MUAHAHAHAHAHA
Só estou brincando... Ou não :3
Beijos,
-BN
