Capítulo 03: Desejo

Música: My sweet prince, Placebo

Depois daquele sábado no jardim do castelo tudo parecia mais assustador. Sem querer admitir, eu estava completamente apegado a ela e a observava cada vez mais quando não estávamos juntos. Ginny agia diferente com as outras pessoas. Ela não parecia ter aquele toque de rebelde e sempre se mostrava amável, sem o jeito sarcástico. Começava a achar que ela interpretava uma espécie de papel. Só não sabia se era comigo ou com os outros. Mas de uma coisa eu tinha certeza: comigo o jeito dela era muito mais natural.

Não se pode dizer que nós tínhamos uma espécie de relacionamento. Não nos víamos com freqüência, nem tínhamos obrigação de dar satisfação um para o outro. Mesmo assim, eu me via envolvido nela e por ela. Ginny era a única pessoa que eu não sabia o que se passava na cabeça. E o que me dava a sensação de que era o único que estava me entregando ali.

Meus pais me pressionavam a cada dia. Queriam saber o porquê daquela ligação com uma Weasley. Se não passava de uma diversão e mesmo que fosse, eles achavam que era melhor eu procurar outra para me divertir. No entanto, naquele momento, meus pais tinham algo muito mais importante com o que se preocupar e pararam de insistir, por hora, naquela história.

Ginny não parecia enfrentar problemas com os pais. Quem parecia não estar se dando muito bem com ela era aquele Weasley. Uma vez ouvi a Granger conversando com ela sobre o fato dele não dirigir mais a palavra para a própria irmã. Ginny mostrou pouco caso e acho que naquele momento a Granger percebeu que ela estava mudada, mas era uma mudança que Ginny ocultava de todos.

No último dia do mês de Outubro, houve a costumeira festa de Halloween. Para mim, aquilo era mais uma das coisas em Hogwarts que não me interessavam. Convenhamos que ficar sentado em uma mesa, ter um salão decorado diferente e comidas típicas da data comemorativa não eram lá essa diversão toda. Existiam coisas muito mais divertidas para se fazer no Halloween e muito mais apropriadas para a nossa idade também.

Ginny parecia compartilhar do mesmo tédio que eu e enquanto eu a observava lá na mesa da Grifinória, Blaise tocou em meu braço, chamando a minha atenção.

- Por que não a leva a festa mais tarde? Acho que ela vai se divertir.

- Você enlouqueceu, Blaise? – Pansy perguntou, esganiçada. – Ela não pode entrar na nossa sala comunal, grifinorios não são bem vindos nas nossas festas particulares.

Blaise deu de ombros e parecia que eu nem estava mais no meio deles dois.

- Acontece, Pansy, que a Weasley é a nova namoradinha do Draco e é natural ele levá-la para a nossa festa - notei o desdém de Blaise. Ele sabia que eu jamais levaria Ginny a uma festa da Sonserina e só falava aquilo para me aborrecer.

- Ela não é minha namorada – resmunguei. – E vocês parem de tocar nesse assunto - finalizei, colocando um ponto final naquela irritante e constante implicância.

Eu até entendia por parte aquilo. Um Malfoy e uma Weasley juntos não fazia o menor sentido, mas quem estava naquela relação era eu e não nenhum deles. Já era perturbador o bastante, eu não precisava que me lembrassem com que eu estava. Eu sabia muito bem, minha consciência fazia questão de lançar isso em minha mente a cada cinco minutos.

Never thought you'd make me perspire
(Nunca pensei que você me faria transpirar)

Never thought I'd do you the same
(Nunca pensei que eu te faria o mesmo)

Never thought I'd fill with desire
(Nunca pensei que eu me encheria de prazer)

Never thought I'd feel so ashamed

(Nunca pensei que sentiria tanta vergonha)

Quando o jantar de Halloween terminou, nós começamos a nos dirigir para as casas. Desde o jantar eu ainda não tinha ido falar com Ginny e me questionava se não deveria ir até ela. Não era muito típico da minha parte, então acabei desistindo. Quando sai do salão junto com outros sonserinos e caminhava em direção das masmorras, senti alguém puxar de leve a minha veste. E lá estava ela do meu lado.

- Vem comigo – ela segurou a minha mão e me tirou de perto dos sonserinos.

- Onde? - não respondeu. Começamos a subir as escadas junto com os corvianais e grifinorios. – Ginny, se um dos monitores nos verem indo para outro lugar vão comunicar a um dos professores.

- Relaxa, ninguém vai ver – ela disse, sorrindo marota.

No ponto em que grifinorios e corvinais se separavam, ao invés dela acompanhar um dos grupos, parou comigo meio que escondida atrás de uma estátua. Olhou, esperando todos sumirem, atenta para ver se ninguém tinha nos visto. A mão dela ainda segurava a minha e eu reparei que não era muito comum andarmos de mãos dadas.

Quando todos sumiram, ela voltou a olhar para mim e, ainda segurando a minha mão, recomeçou a andar comigo subindo as escadas que davam para o norte do castelo.

- Halloween é minha data comemorativa favorita – Ginny parecia mais falar para ela mesma do que para mim.

- E por conta disso você resolveu me seqüestrar?

- Não estou seqüestrando você – ela balançou a cabeça. – Mas eu sei muito bem o que acontece na sua sala comunal no Halloween. Alunos do sexto e sétimo anos em uma festa com bastante álcool, garotas espevitadas e muita 'alegria' no ar.

- Com ciúmes? – perguntei, me deliciando por dentro com aquela revelação.

- Não, porque teria ciúmes? Mas isso também não significa que eu queira ficar com fama de quem teve a cabeça enfeitada, se é que você me entende, Draco.

Fechei a cara com aquele comentário. Quer dizer que ciúme de mim ela não tinha, estava apenas tentando conservar o orgulho dela? Aquela Weasley ainda ia me pagar caro por todo aquele controle que ela tinha. Soltei a mão dela e pensei seriamente se ainda deveria acompanhá-la. Ela olhou para mim e disse:

- Não fique com essa cara de donzela ofendida – e aqui eu fechei a cara mais ainda. – Você sabe que é verdade e aposto que vale o mesmo para você em relação a mim. Agora vamos andando, vai ser divertido.

- Não tem nada que se compare com as festas da Sonserina – cruzei os braços.

- Eu garanto que tem – ela voltou a andar e eu acabei fazendo o mesmo.

Chegamos em frente a uma parede e Ginny passou três vezes ali na frente, até que uma porta apareceu. Eu conhecia aquele local, era a sala em que eu peguei Potter e uma horda de seguidores dele praticando Defesa Contra Artes da Trevas na época da Brigada Inquisitorial. Aquilo devia ser uma piada dela. Na hora imaginei se Potter e seu clã não estariam ali para me pegarem, discretamente levei a minha mão para a varinha, enquanto Ginny abria a porta.

Ela entrou e eu dei uma olhada antes de entrar. Aparentemente não tinha ninguém ali.

- Vamos, Draco! – ela fez sinal para que eu entrasse. Fiz isso e ela fechou a porta. A sala estava vazia há não ser pela mochila de Ginny e algumas almofadas.

- Você deixou sua mochila aqui?

- Foi, antes de descer para o jantar – ela andou até a mochila e tirou uma garrafa de dentro.

- Não acredito que você me chamou aqui para beber, Weasley! – ela sorriu. – A cada dia você me surpreende mais. Pensei que como uma Weasley boazinha você não fizesse esse tipo de coisa – eu estava extremamente confuso e, acredite, se fosse com outra garota, eu iria gostar que ela fizesse isso, mas com Ginny era diferente e tudo aquilo ali me parecia absolutamente errado.

Ela me olhou sem entender. Acho que percebeu pelo meu tom de voz que eu não estava achando nada daquilo agradável.

- Qual o problema?

- Você é um grande problema – respondi. Às vezes eu me perguntava se não estava sob o efeito de um feitiço que me fazia falar a verdade sempre que estava ao lado dela. E mais uma vez a sensação de que tinha algo de muito errado naquela cena.

Sem ter total clareza dos meus atos, eu saí daquela sala. A festa na minha sala comunal era sem dúvida muito mais divertida. E sem sensações de estranheza.

Me and the Dragon
(Eu e o dragão)

Can chase all the pain away
(podemos mandar toda o dor embora)

So before I end my day...
(Então antes de eu acabar meu dia…)

Remember
(lembre-se)

My sweet prince
(Meu doce príncipe)

You are the one

(você é o único)


Havia se passando uma semana depois do Halloween, e eu e Ginny ainda não tínhamos nos falado. As fofocas que corriam em Hogwarts é que eu e ela tínhamos terminado e corriam boatos de que ela havia me visto com outra na festa da Sonserina. Era algo sem fundamento nenhum, considerando que Ginny nunca conseguiria entrar na sala comunal da minha casa e que quando eu cheguei lá, fui direto para o meu quarto, sem me importar com a festa que ocorria.

Eu até tinha planos de ficar por ali e me divertir enquanto andava pelos corredores em direção das masmorras, mas assim que entrei na sala comunal, minha vontade se esvaiu. Não era ali que eu queria estar naquele momento de verdade. E foi ai que me dei conta da besteira que tinha feito. Ginny com certeza não me perdoaria fácil, sem contar que nunca teria coragem de pedir desculpa, pelo menos era o que eu pensava até aquele momento.

Os dias se arrastavam devagar e todas as vezes que eu a via, sentia vontade de poder tocar sua pele, aspirar seu cheiro e beijar seus lábios, mas a cada dia ela parecia mais distante. Até que eu percebi que era justamente esse o jogo que ela estava fazendo, porque ela queria que eu me aproximasse de novo. Ela sabia que eu já estava ligado a ela, que eu a queria de qualquer jeito e que não conseguiria me controlar por muito tempo. Decidi-me por fazer seu jogo, afinal de contas, só assim eu a teria novamente.

Minha oportunidade apareceu com mais uma daquelas visitas a Hogsmeade. Sempre que todos voltavam de Hogsmeade, se encontravam cansados por conta do dia exaustivo e divertido no vilarejo. Não era algo certo, mas eu achava que assim talvez fosse mais difícil notarem nossa falta. Não que isso realmente importasse, mas eu não queria que nada estragasse a minha surpresa.

Depois do jantar esperei que ela voltasse pelo caminho que costumava fazer quando ia para sua casa. Os corredores não estavam movimentados e não tive problemas quanto a ficar ali esperando. Quando avistei os inconfundíveis cabelos ruivos balançando fui até ela sem ser notado.

- Agora é sua vez de vir comigo – murmurei em seu ouvido, segurando delicadamente sua mão. Não era hora de irritá-la. E por mais insensíveis que os Malfoys pudessem ser, nós sabíamos muito bem como tratar uma mulher.

- O que leva você a acreditar que eu irei, Malfoy? – ela perguntou calmamente, tentando parecer suave, o que foi falho. Ela não conseguiu esconder a raiva que passava por seus olhos e nem o tom magoado em sua voz.

- O fato de saber que você quer vim comigo – me posicionei de frente para ela, agora minhas mãos em sua cintura. – Sei que fui rude naquele dia e agora gostaria de me redimir...

- Você pode se redimir me deixando pisar em cima de você – ela respondeu entre dentes, sem mais tentar esconder a raiva.

- Você quer dizer pisar no meu orgulho, certo? Como fiz com o seu – não foi uma boa coisa de se dizer, pude visualizar uma faísca de fogo em seus olhos castanhos.

- Se você não tirar essas mãos da minha cintura... – e enquanto ela falava, eu pensava rapidamente em algo para fazer e concertar de uma vez aquilo.

Ao invés de soltá-la, segurei com mais firmeza sua cintura, aproximei meus lábios dos dela e falei:

- Você quer vir sim. Está com raiva de mim, chateada, magoada e com saudades.

Ponto! Depois dessa, tinha certeza que ela viria. É, acho que eu estava aprendendo a jogar esse jogo. E dessa vez quem estava ganhando era eu.

Ainda contrariada, ela veio comigo, admitindo silenciosamente que estava com saudades assim como eu. Não que estivéssemos com saudades um do outro. Estávamos com saudade das nossas peles. Era isso: uma questão de pele e cheiro. Levianos? Um pouco, talvez...

Cheguei com ela na mesma sala que ela havia me levado. Estava do mesmo jeito. Com exceção de que dessa vez era a minha mochila que estava ali e havia mais almofadas e um tapete. É, eu não estava com as melhores das intenções e ela percebeu. Mas quem disse que Ginny também tinha boas intenções em relação a mim?

Ela se sentou nas almofadas, enquanto eu ia até a minha mochila e tirava uma garrafa de vodka.

- Seu jeito de se redimir é fazendo tudo o que eu fiz naquela noite?

- E um pouco mais – respondi com malícia e pela primeira vez percebi um ar de hesitação nela. Talvez eu estivesse indo rápido demais.

Sentei-me ao seu lado e deixei a garrafa no chão. Minhas mãos foram até seus cabelos e eu os afastei do pescoço dela antes de começar a beijar ali.

- Você não trouxe copos? – ela perguntou.

Afastei um pouco os lábios do pescoço dela e respondi:

- Esqueci! - voltei a beijar seu pescoço, dessa vez um pouco mais forte.

- Vamos beber na garrafa?

Dessa vez eu não ia responder, era óbvio que íamos beber na garrafa, e Ginny não me parecia o tipo de garota que tem problemas quanto a isso. Percebi que o que ela estava tentando era dar um jeito de fugir daquela situação. Afastei-me do pescoço dela e peguei a garrafa, abri e sorvi um pouco de vodka gelada e pura. Voltei a colocá-la no chão e vi Ginny fazer o mesmo, com uma ligeira impressão de que ela fazia isso para se acalmar.

Never thought I'd have to retire
(Nunca pensei que eu teria que me aposentar)

Never thought I have to abstain
(Nunca pensei que eu teria que abster)

Never thought all this could back fire
(Nunca pensei que isso poderia voltar fogo)

Close up the hole in my vain

(Fechar o buraco na minha veia)

Não sabia o que dizer e me peguei pensando justamente nisso. Acho que alguns minutos se passaram depois que ela sorveu um pequeno gole e não falávamos nada. Até que ela, impaciente com aquele silêncio, virou meu rosto para ela e me beijou. Um gole de vodka não era capaz de dar coragem a ninguém, o que pareceu não se aplicar a ela.

Beijou-me com vontade, amaciando meus lábios, tocando sua língua com a minha de maneira provocante. Quando eu já estava preste a encerrar o beijo, ela fez isso e começou a descer os beijos pelo meu queixo, desceu mais, chegando no pescoço e deu leves mordidas intercaladas com beijos.

- Eu queria que você dançasse para mim - sussurrei em seu ouvido, sem pensar.

Ginny parou de beijar meu pescoço e me olhou sem entender muito bem o que eu havia dito.

- Dançar? – ela voltou a pegar a garrafa e tomar mais um gole. – Que eu saiba eu não danço. Isso é uma espécie de desejo? – questionou, divertida.

- Esquece, tá legal?

- Bom, não é algo que de para esquecer assim. Por que você não dança pra mim? – Ginny estava claramente zombando de mim.

- Eu já disse para esquecer! – por que diabos eu deixei aquilo escapar? Malditos beijos no pescoço!

Ginny riu, se divertindo mais ainda com a situação. E ainda rindo, ela veio e se sentou no meu colo de frente para mim.

- Você se irrita tão fácil – ela disse, sem esconder o sorriso. E querendo apagar aquele sorriso zombeteiro, eu a beijei com força.

Coloquei toda a minha vontade, todo o meu desejo naquele beijo, e ela claramente se entregava aquilo. Minhas mãos passeavam por suas costas, iam para cintura em busca de alguma brecha, em busca de sua pele branca para ser marcada. Ela ofegou quando desci para seu pescoço. Sem beijos suaves, minha intenção era marcar. Ela era minha!

Me and my valuable friend
(Eu e meu valioso amigo)

Can fix all the pain away

(podemos fixar toda a dor pra longe)
So before I end my day...
(Então antes de eu acabar meu dia...)

Remember
(lembre-se)

My sweet prince
(Meu doce príncipe)

You are the one

(você é o único)

- Draco... – murmurou, suas mãos brincavam pelas minhas costas.

Tinha acabado de achar os botões da blusa dela, quando ouvi meu nome sendo pronunciado de forma tão doce. Voltei a beijá-la. Ela mordeu meus lábios e correspondeu ao meu beijo com a mesma intensidade. Comecei a desabotoar os botões de sua blusa. Ela ofegou mais uma vez.

- Draco... – aquele ar de hesitação novamente. E ela não tinha idéia do quanto aquilo me instigava mais ainda. – eu acho que... – tirei sua blusa e ela ainda usava uma camisa branca de alça fina.

- Eu sei... não é certo – beijei seu ombro. – Mas nós queremos isso, não é mesmo? – beijei o outro ombro, minhas mãos tocando sua pele.

- E se não conseguimos voltar atrás? Se não tiver volta a partir daqui?

Olhei em seus olhos, querendo achar uma resposta. Ela estava certa. Se não tivesse mais volta estaríamos perdidos. Envolvidos demais e perdidos! Eu podia sentir sua pele queimando, as faces dela coradas.

- Você ainda não percebeu que já fomos longe o bastante? – e depois do que eu disse o ar de hesitação dela evaporou-se.

Never thought I'd get any higher
(Nunca pensei que eu poderia chegar tão alto)

Never thought you'd fuck with my brain
(Nunca pensei que você iria foder com o meu cérebro)

Never thought all this could expire
(Nunca pensei que isso tudo poderiar expirar)

Never thought you'd go break the chain

(Nunca pensei que você iria quebrar as correntes)

Quando me dei conta, Ginny começava a desabotoar a minha camisa. Estávamos perdidos... Eu sabia que não havia mais volta quando senti sua mão quente tocar a minha pele. Ela me queimou! Ninguém nunca havia me queimado. Os olhos dela passearam pelo meu rosto, sua mão foi até a minha nuca. Começou a beijar meu rosto, enquanto eu tirava sua camisa e apertava seu corpo contra o meu, dificultando nossas tentativas de tirarmos a roupa um do outro o mais rápido possível.

A deitei nas almofadas. Meus dedos passearam pelo seu corpo nu, queria marcar cada pedaço. Ela não tirava os olhos de mim, ficava atenta como eu reagia a cada toque na pele dela. Minhas mãos subiram por sua barriga. A respiração dela era ritmada, seus seios subiam e desciam em igual sincronia. Envolvi um deles com a minha mão e ela ofegou em resposta. Levei minha boca até o outro e dessa vez envolvi o mamilo rosado com meus lábios. Ginny passou as mãos de leve pelos meus cabelos.

Enquanto acariciava seu seio, mordisquei o mamilo e ela arfou. Meus olhos fecharam ao sentir o cheiro da sua pele. Levantei o rosto e olhei para ela, seus olhos estavam fechados, mas ela abriu quando percebeu que eu havia parado.

- Você é tão linda - murmurei próximo a seus lábios.

Ela sorriu e me beijou. Deitei meu corpo sobre o dela e suas mãos continuavam a me queimar. Ao invés de continuamos deitados, fiz com que nos sentássemos do jeito de antes. Ela de frente para mim, envolvendo minha cintura com suas pernas. Seus seios colados em meio peito. Mordi o ombro dela de leve e subi para o pescoço, passando a minha língua ali, seu corpo amoleceu um pouco e meus dedos passavam devagar por sua intimidade. Já sabia que ela estava preparada.

Mordi seu pescoço com um pouco de força para depois correr meus lábios pelo seu queixo até chegar na boca. Beijei com luxuria e a penetrei devagar. Ela, em um gesto impensado, mordeu meus lábios com força e eu senti o gosto metálico de sangue. Eu não sabia que aquela era a sua primeira vez! Ela em nenhum momento disse ou deu a entender, parecendo sempre tão certa do que fazia.

Me and you baby
(Eu e você, baby)

Used to flush all the pain away
(costumávamos mandar toda a dor pra longe)

So before I end my day...
(Então antes de acabar com o meu dia...)

Remember
(lembre-se)

My sweet prince
(Meu doce príncipe)

You are the one

(Você é o único)

Como se pedindo desculpas, acariciei suas costas. Seu rosto agora estava na curva do meu pescoço, sua respiração forte. Esperei ela se acostumar até começar a me mover. A beijei, sufocando seus gemidos. Beijei seu rosto e pescoço, enquanto ela se controlava para que seus gemidos morressem na garganta. Ginny já parecia acostumado comigo dentro dela, sussurrava inaudível e seu rosto era pura entrega e desejo. O modo como os lábios dela ficavam entreabertos e seus olhos cerrados era encantador. Pedi para que olhasse para mim e quando ela fez isso, todo o peso que eu tinha sobre minhas costas desapareceu.

Nada mais importava. Seus olhos castanhos diziam tudo que eu sempre quis ouvir e nunca tive direito. Ela era tudo que eu temia e queria ao mesmo tempo. E agora ela era minha também. Quando voltou a pousar a cabeça em meu pescoço e o mordeu com força, eu fiquei na dúvida se ela estava sentindo dor. O que foi apagado da minha mente quando a ouvi dizer meu nome mais uma vez de maneira doce. Esvai-me dentro dela, quando seu corpo amoleceu completamente sobre o meu.

Nos deitamos de frente um para o outro.Ginny tinha os olhos fechados, a respiração começando a regularizar, envolvi sua cintura com a minha mão, a trazendo para mais perto. Ela abriu os olhos tão nublados e incertos quanto os meus e voltou a fechá-los, se aconchegando no meu corpo. Consegui pegar minha capa que estava ali no lado e nos cobri. Enlacei nos meus dedos uma das suas mechas de cabelo.

É, não tinha mais volta! E nem sequer bebemos o suficiente para jogarmos a culpa na bebida.

My sweet prince
(Meu doce príncipe)

You are the one

(você é o único)

My sweet prince
(Meu doce príncipe)

My sweet prince…

(Meu doce príncipe...)

Continua...


N.A: Bem, essa foi minha primeira NC, quer dizer, primeira com casais heteros. Ficou levinho, não foi? E agora um comentário bem impertinente: vocês já perceberem que a sala precisa praticamente virou uma espécie de motel nas fanfics de HP? Depois dessa acho que quebrei o romantismo do capítulo (Nah se sentindo terrível).

O Draco dessa fic tem consciência. Quase um menino certinho, eu hein! E que bela surpresa ele fez. Enchendo a sala precisa de almofadas... muito original! ¬¬'

Nhaaaaaaa, eu tenho sede de reviews!