No capítulo anterior... Vincent começou a ser atormentado por um certo sentimento... Quando ele decidiu que era melhor se afastar de Sephiroth, este parecia cada vez mais perto, mas nem sempre próximo o suficiente... Quando o Turk começou a aceitar aquela presença, ela se tornou mais rara... Até que Vincent se viu procurando pelo General...


Avisos:

Drama. Humor. Angst. Lemon. Dark Lemon. Violência. Deathfic.

Universo Alternativo (digamos que seja o mesmo mundo de FFVII, mas com grandes modificações na história, entre outras coisas).

SephirothxVincent ZackxCloud RudexReno TsengxRufus SephirothxZackxCloud, outros(?).


Beta-reader: Ryeko-Dono

Encontro Vermelho

Por Vovô (gosto de comer e dormir, não necessariamente nesta mesma ordem).


Capítulo III

O quarto era muito maior que o dele. Embora não tivesse nada de luxuoso. Apenas alguns móveis e objetos essenciais. Parecia que Sephiroth não dava muita importância à decoração. Não que o aposento fosse desarrumado, pelo contrário, tudo estava em uma ordem tão perfeita que parecia calculada. Apenas não havia nada de mais...

Só uma coisa chamava a atenção de Vincent... era a janela que ficava atrás da cama. Ela era... imensa. Dava para ver uma grande extensão da cidade por ela. Os pequenos prédios pareciam brinquedos embaixo de um enorme manto negro que cobria o horizonte. Era uma visão de um ângulo diferente do qual ele costumava ver... mas não deixava de ser tão espetacular quanto a outra.

- É uma surpresa. Eu nunca pensei que você viria diretamente para o meu quarto. Você parecia tão tímido...

Aquilo incomodou Vincent... Quando ele veio até aquele local, ele não estava com nenhuma intenção de... Mas ele não culpava Sephiroth por pensar isso... era o que parecia mesmo...

- Você está errado se pensa que eu vim aqui para me entregar a você ou algo do tipo.

- Você veio até aqui apenas para conversar? – O General ergueu uma sobrancelha e sorriu.

- Eu vim aqui... vim aqui para... – O que eu estou fazendo?? – Eu não sei...

- Eu pensei que você era mais seguro de si.

Aquilo havia sido um erro... um grande erro... Deixar que uma emoção o fizesse agir tão impulsivamente.

- Esqueça... – O Turk se virou. – Apenas esqueça que eu estive aqui.

Sephiroth segurou seu braço levemente. – Diga o que você quer dizer.

Os olhos de Vincent se voltaram para os verdes tão enigmáticos. Era melhor acabar com aquilo de uma vez, não era?

- Eu quero apenas ficar aqui, com você, apenas... ficar aqui...

- Na porta? – Um riso provocativo.

Um suspiro. – Em qualquer lugar.

O General olhou para ele, apenas o examinando. – Tudo bem. Faça como quiser. – O homem pegou sua espada, sentou-se na cama e começou a polir a lâmina.

Vincent sentou-se em uma cadeira e apenas observou.

Os olhos de Sephiroth se cruzavam algumas vezes com os do outro, para depois continuarem sua tarefa.

O tempo passou.

Quando estava bem tarde, Vincent se levantou e saiu sem proferir sequer uma palavra.

x

x

x

x

Os dias se passaram.

Vincent sentava-se na mesma cadeira. Algumas vezes, ele lia um livro. Outras vezes, ele trazia algum relatório para analisar.

Sephiroth polia sua espada. Andava pelo quarto. Descansava em sua cama. Observava a cidade de sua janela.

Eles permaneciam em silêncio.

Normalmente, Vincent chegava antes mesmo de Sephiroth.

Às vezes, o General não aparecia no seu quarto.

O Turk visitava o local todos os dias. E sempre saia em dada hora da noite.

x

x

x

x

Era um relacionamento estranho.

Eles não eram amigos, não eram amantes... eram o que, então?

Mas Vincent não se importava muito com definições.

O rapaz pegou a chave e abriu a porta. Toda vez que ele entrava, a luz era acesa e ele sentaria em sua cadeira. Porém, naquela noite, foi diferente. A lua estava na direção da janela do quarto. Parecia imensa. Sua luz era tão intensa que não era preciso uma lâmpada iluminar o ambiente. O local era todo definido por um brilho prateado e por tímidas sombras que se deitavam preguiçosamente em alguns cantos.

O ar frio fez o corpo de Vincent estremecer, e ele caminhou para fechar a janela. Por um momento, ele hesitou. A brisa fazia as finas cortinas dançarem de uma maneira tão graciosa, que ele não teve coragem de interrompê-las.

Seus olhos então se voltaram para a cama. Ela parecia tão convidativa após um longo dia de trabalho... Mas ele não podia...

Dessa vez, ele havia chegado mais tarde do que de costume. E Sephiroth ainda não estava ali. Aquilo significava que ele devia passar a noite em algum outro lugar e que só voltaria ao amanhecer.

Aquele pensamento o incomodava. Ele sabia que não estava no direito de questionar os hábitos noturnos do General... mas... só de imaginar o que devia estar acontecendo, já o fazia querer esquecer de que ele tinha a habilidade de pensar.

Os travesseiros possuíam um aroma que ele conhecia. Era o mesmo que circulava pelo ar quando o General voltava do banho. Vincent encostou seu rosto neles e pôde sentir mais de perto a fragrância. Seus dedos percorreram os lençóis macios e ele teve coragem de se deitar sobre o colchão e sentir que o tecido abaixo dele tinha o mesmo cheiro. Seus olhos se voltaram para a lua prateada e ele sentiu seu corpo relaxar gradualmente. Suas pálpebras se fecharam por um momento e ele escutou um click vindo da porta.

Não houve tempo para ele se levantar. Sephiroth havia chegado.

Vincent sentia-se paralisado. Ele estava envergonhado de estar naquela cama.

- Você quer dormir aqui?

- Não.

- Já está tarde, seria muito mais trabalhoso você voltar para o seu quarto para dormir.

O moreno juntou suas forças e se levantou rapidamente.

- Eu não quero incomodá-lo.

Olhando uma última vez para o General, o rapaz saiu apressado.

x

x

x

x

O Turk não sabia se conseguiria voltar àquele quarto... Ele imaginava o que Sephiroth devia ter pensado quando viu a cena...

Embora ele estivesse envergonhado, um novo sentimento foi desperto... Algo que o fazia ganhar uma nova coragem. Como se ele estivesse se aventurando em um caminho proibido.

Ele entrou no quarto como sempre fez.

Sephiroth já estava lá.

O moreno se perguntava o que o General achava daquilo tudo. Um Turk, indo ao seu quarto toda a noite... E sem ter contato algum com ele... Apenas entrando e saindo como se fosse uma sombra.

- Você não acha que estou atrapalhando a sua vida?

- Não – disse Sephiroth com a maior calma do mundo.

- Mas eu estou tirando a sua privacidade.

- Eu não estou me impedindo de fazer nada por sua causa. – Aquilo era verdade.

- Às vezes, você não gostaria de trazer alguém aqui?

Sephiroth olhou para ele.

- Eu já tenho quem eu quero no meu quarto.

Vincent não estava preparado para aquela resposta e sentiu a temperatura subir rapidamente.

Ele deve estar me dizendo isso para me deixar sem jeito... Não é possível que ele realmente sinta algo por mim...

- Durma aqui. Apenas durma. Eu não vou atacar você ou algo parecido.

Os olhos vermelhos se voltaram para o General e se fixaram nos verdes longamente. – Vamos ver se você está dizendo a verdade, então...

O moreno começou a tirar suas roupas e foi colocando uma a uma sobre a cadeira. Ele não sabia de onde vinha aquela coragem toda, mas algo o dizia para continuar. Em certo ponto, ele pensou em manter algumas peças... mas, ele se arriscou em seu momentâneo excesso de confiança e continuou até não sobrar mais nada para retirar.

Seus passos o guiaram até a cama onde Sephiroth estava. O rapaz se deitou e se cobriu com o lençol, olhando para o General.

Por um momento, os olhos verdes pareceram perdidos em algum lugar distante. Em seguida, eles se voltaram para Vincent e se detiveram sobre ele por um longo tempo.

Eles permaneceram em silêncio.

Até o leve som do lençol ser ouvido.

O braço de Sephiroth circulou a cintura de Vincent e sua cabeça repousou no travesseiro, sobre o ombro do moreno. A respiração do General podia ser sentida sobre a pele pálida.

Pálpebras se fecharam sobre olhos vermelhos.

E a lua cobriu os corpos com sua luz prateada.

x

x

x

x

Ele não conseguia dormir. Apenas virava seu corpo de um lado para o outro sob os lençóis. Naquela noite, Sephiroth não havia aparecido em seu quarto. Já era tarde, ele sabia que provavelmente o General não voltaria.

De repente, o moreno se levantou. Colocou suas roupas e saiu. Ele pensava que estava louco em procurar alguém que nem sabia onde estava. E aquela não havia sido a primeira noite em que ele ficava sozinho no quarto. Mas ele havia se decidido.

De alguma forma, ele tinha uma idéia de onde Sephiroth estava.

Ele caminhou pelas ruas desertas de paralelepípedos e lâmpadas amareladas... Até elas estavam acompanhadas... Vários insetos minúsculos veneravam a luz quase morta.

Mais uma vez, ele pisou no local abarrotado de gente.

Sephiroth estava lá.

Cloud estava em cima de Zack, cada uma de suas pernas enroscadas em volta do corpo do Soldier. O loiro estava beijando o pescoço do outro devotadamente, enquanto o moreno tentava achar alguma brecha por entre as roupas do mais novo.

Os Turks também estavam ali... como era de se esperar... a única imagem estranha era Tseng... que parecia meio fora de contexto naquele lugar. Reno estava com um de seus braços em volta dos ombros do seu líder e uma de suas mãos estava na coxa do moreno. Reno disse algo ao ouvido de seu chefe, que deu um trago na sua bebida como se não tivesse ouvido nada. Seu rosto estava visivelmente triste. O ruivo deu um último tapinha consolador nas costas de Tseng e sentou no colo do outro Turk, de um jeito tão delicado que quase fez os dois caírem no chão. Reno sentiu braços ao redor de sua cintura e sorriu. Rude havia feito aquilo para que o outro não caísse...

O ruivo finalmente viu Vincent parado em frente à porta e acenou para que ele se aproximasse.

- Eu nunca pensei que você viria aqui por vontade própria!!

Na verdade, ele não estava ali porque queria estar no lugar.

Sephiroth observou o novo visitante do pub discretamente, mas o olhar não passou despercebido.

- Vejo que você está mudando de idéia sobre os Turks... – sussurrou Zack ao seu ouvido.

Vincent viu o Soldier falando daquele jeito com o General e sentiu uma forte sensação de desconforto.

- Por que você tem tanta certeza?

- Porque é o mesmo jeito que você olhou para o Cloud um tempo atrás.

Sephiroth voltou seus olhos para Vincent. – É diferente.

- Ah? – O moreno fez uma cara de curiosidade. – Diferente como?

O General simplesmente se levantou e foi embora.

Zack estava confuso. Cloud perguntou o que havia acontecido e o que eles tanto cochichavam.

Vincent o viu saindo.

Ele esperou um minuto e depois disse que estava indo embora.

- Tenha uma boa noite. – Rude falou amigavelmente.

- Já vai?! Mas você mal chegou!!

O moreno acenou e foi embora.

Tseng nem ligou, ele nem parecia ter notado a presença do Turk naquele lugar.

Quando Vincent saiu, ele ficou um tanto surpreso ao ver Sephiroth esperando. Ele estava encostado a uma parede a alguns metros de distância do pub. O rapaz caminhou até onde o outro estava e eles começaram a andar juntos. Lado a lado. Seus ombros e braços se tocando de leve.

Eles permaneceram em silêncio por um longo momento.

- Não era como se eu estivesse tentando fazê-lo sair daquele lugar. Se você queria ficar com eles...

- Se eu quisesse ficar com eles eu estaria lá agora.

- Mas você estava lá porque queria estar com eles. Eles vão ficar pensando que você saiu por causa de mim. – Não que Vincent estivesse reclamando.

- Mas foi por você.

O moreno parou por um instante para depois continuar a andar.

- Então eles devem estar com raiva de mim agora. – Não que ele ligasse.

- Eles são apenas amigos.

- É, eles pareciam ser "bem" amigos seus.

Um riso ecoou pelo ar.

- Apenas amigos...

- Seus amantes.

Um sorriso.

- Mais amigos que outra coisa... mas não amigos muito próximos... Eu nunca deixo uma amizade se aprofundar demais... eu não quero que eles se aproximem demais.

-Por que não?

- Porque... – Sephiroth hesitou por um momento. – Talvez seja apenas impressão minha... Mas eu acho que o tempo faz os antigos amigos se tornarem inimigos.

-...Mas... isso não faz sentido...

- Eu matei meus melhores amigos.

Silêncio.

Se fosse qualquer outra pessoa, Vincent diria que era uma piada...

- Eles se tornaram meus inimigos... Eu precisei enfrentá-los, eu não tive outra opção.

O Turk olhou para ele preocupado. – Você não precisa falar sobre isso.

- No começo, eu evitei a luta, eu não queria... Mas no final...

- Não. – Vincent colocou seus dedos sobre os lábios de Sephiroth.

- Eu tive que terminar aquilo. – Os lábios se movimentaram sob os dedos.

Sephiroth segurou aquela mão e a beijou. Ele puxou o braço do outro para mais perto, trazendo o corpo de Vincent para si. O moreno colocou um braço em volta do pescoço do General e manteve a mão que foi puxada no peito do outro. Ele levantou seu rosto e o beijou.

No início, os lábios se encostaram suavemente. Sephiroth deixou que o Turk agisse da forma que ele quisesse. De um contato quase tímido nasceu um beijo desesperado como se o moreno estivesse faminto pela sua boca. O General respondeu da mesma forma. Lentamente os movimentos foram se acalmando e eles permaneceram por um longo tempo explorando um ao outro devagar.

Quando os dois se separam, eles voltaram a andar em silêncio.

Caminharam lentamente até chegarem ao quarto.

A mágoa estava devorando o coração de Vincent. Era incomum escutar uma emoção como aquela vinda das palavras de Sephiroth.

- Eu sinto muito por ter trazido aquele assunto.

- Não precisa se desculpar.

- Eu trouxe uma lembrança ruim...

Devia ser horrível ter que tirar a vida de alguém que você gostasse tanto.

- Eu disse que nunca me zangaria com você. – Sephiroth passou uma de suas mãos pelo ombro do Turk e se preparou para ir para a cama.

Vincent fechou os olhos e suspirou. Enquanto se despia, ele não pôde afastar a sensação de estar sendo observado. Após terminar, ele hesitou por um momento, até se virar para olhar para o General. Ele estava sem suas roupas e deitado sob os lençóis. Por um momento, o moreno sentiu um constrangimento por estar daquele jeito na frente de Sephiroth. Não era a primeira vez que ele o tinha visto, mas ainda assim...

O rapaz apagou as luzes, deixando o aposento ser iluminado apenas pela lua prateada. Ele caminhou até a cama. Quando ele apoiou um de seus joelhos no colchão, Sephiroth o puxou pelos braços. Vincent foi subindo sobre os lençóis e terminou de frente ao rosto do General.

- Eu preciso... – Lábios molhados encontraram os do moreno. -...de você.

Ao mesmo tempo em que os dedos da mão de Vincent deslizaram pelo pescoço cercado pelos fios prateados, a mão de Sephiroth entrelaçou seus dedos por entre os cabelos negros e puxou a cabeça para baixo.

Vincent abaixou seu corpo, colando-o ao do General, sentindo os músculos sob a pele se contorcerem enquanto eles se beijavam.

Por um tempo ele procurou negar, tentou conter o que sentia, no entanto, naquele momento a verdade era assustadoramente clara: ele estava perdido. Perdido naquele instante de calor e de beijos e de braços e mãos o envolvendo por todos os lados, tomando todos os seus sentidos.

E nunca se perder parecera tão irresistível.

Por um momento, Sephiroth interrompeu o beijo e fez Vincent se afastar. Ele retirou o lençol que se intrometia entre eles e puxou o moreno de volta a si pelas coxas, deixando cada uma de um lado do seu corpo. Suas mãos desceram até a parte de trás dos joelhos e subiram até as nádegas. Depois, ele foi aumentando a pressão a cada vez que repetia o gesto.

Vincent encostou seu rosto à cortina de mechas prateadas que cobria o travesseiro e sua respiração cada vez mais curta fazia o ar se movimentar cada vez mais rápido sobre a orelha de Sephiroth.

O General levou uma de suas mãos até as costas do Turk, arranhando de leve o caminho que a coluna fazia sobre a pele, provocando arrepios. Com a outra, Sephiroth segurou a mão de Vincent e a colocou sobre seu membro. Ele o guiou sobre a extensão por um tempo, depois deixou que o moreno fizesse o que achasse melhor.

Os dedos se moveram timidamente sobre o órgão, impondo uma leve pressão de vez em quando. Após um tempo, ele foi ganhando confiança e depois de algumas tentativas, conseguiu roubar um pouco de ar da respiração de Sephiroth. O ritmo foi se intensificando. Ele começou a se sentir ao mesmo tempo preocupado e ansioso com as conseqüências do que estava fazendo.

Vincent continuou os movimentos até parar ao sentir um dedo rodear sua abertura. O General colocou uma de suas mãos de volta sobre a do Turk e o fez prosseguir. O dedo se aproximava dele com insistência, mas não chegava a concretizar seu intento. Aquilo estava deixando o moreno nervoso.

Sephiroth riu.

Antes que o Turk pudesse recriminá-lo com o olhar, ele foi jogado com força, de costas para o colchão. O sorriso e o olhar que ele viu naquele anjo demoníaco o fez se arrepiar. O General passava suas mãos pelo seu corpo de maneira provocante, arrancando gemidos baixos de sua garganta.

Os dedos de Sephiroth se enroscavam em seus cabelos, acariciando sua nuca sensualmente. Depois o moreno sentiu seu rosto ser afagado de maneira delicada, para depois ser esfregado ferozmente.

Vincent fechou os olhos e sentiu unhas cravarem em seu pescoço, traçando linhas dolorosas sobre a pele sensível. Quando as mãos alcançaram seu peito, elas voltaram a afagá-lo docemente, até os dedos começarem a brincar com seus mamilos, atiçando-os com leves toques, para depois rodeá-los lentamente e finalmente acabarem arranhados pelas unhas maldosas. Em seguida, os dedos de uma mão traçaram as linhas do seu tórax, enquanto a outra afagava o lado do seu corpo.

O rapaz estremeceu quando os dedos tocaram seu membro. Eles foram deslizando pela extensão devagar, parando algumas vezes para provocarem a extremidade.

De repente, os dedos se afastaram. Vincent já estava sentindo a falta deles, quando sentiu sua abertura ser rodeada novamente. As pontas se atreviam a entrar um pouco, para depois se retirarem rapidamente. Aquela era uma sensação diferente para o rapaz, não completamente desagradável, mas não completamente prazerosa.

O Turk estava tão distraído com a nova experiência que quase levou um susto quando sentiu seu órgão ser sugado. A boca foi subindo devagar, desde sua base, até em cima, então, a língua fazia o caminho todo de volta. Ele sentiu uma das mãos do General o envolverem enquanto a boca começava a se pôr sobre seu órgão. A extremidade foi sugada algumas vezes, em seguida, o membro foi sendo coberto. Em certo ponto, Sephiroth voltou até a parte de cima, para depois, retornar. Ele começou a sugar e se movimentar lentamente deixando Vincent ansioso. Com o tempo, o ritmo e a intensidade foram aumentando, enquanto o moreno sentia as vibrações da boca do General, que esfregava seu próprio membro.

O suor começava a se acumular sobre a pele do moreno e seus cabelos estavam grudando em seu rosto.

De repente, Sephiroth se afastou.

O Turk já estava sentindo falta do contato, quando o General voltou rapidamente. Ele sentiu um dedo lubrificado entrar e um arrepio surgiu em suas costas. Em seguida, dois dedos foram inseridos, enquanto a mente de Vincent se envolvia com um sentimento de antecipação. Quando o jovem sentiu o terceiro dedo, ele não sabia se parava com tudo e fugia ou se obrigava Sephiroth a ir logo com aquilo. Só de pensar no que estava prestes a acontecer uma tontura dominava sua visão.

Para seu alívio, ou desespero, os dedos foram retirados do seu corpo. Mais um pouco daquela substância que o General usava foi passada em sua entrada. Suas coxas foram seguradas e levantadas.

Vincent sentia vontade de se esconder, fechar os olhos e esquecer que estava naquela posição, mas em vez disso, ele olhou para a ereção de Sephiroth direcionada para ele. Os olhos verdes se voltaram para o olhar desesperado do Turk e em vez de acalmá-lo ele decidiu que era hora de começar o que estava pretendendo.

O rapaz sentiu o órgão entrando devagar e não teve escolha, a não ser tentar relaxar, porque ele viu que o General não gostaria muito de parar naquele momento. Quando ele achou que não agüentaria mais, o membro deslizou para fora. Ele experimentou um alívio momentâneo, até sentir o órgão fazer o caminho de volta. Sephiroth continuou fazendo isso até achar que a resistência diminuía.

Após algum tempo, o General estava se movendo de forma ritmada sobre Vincent, arrancando gemidos que pretendiam ser contidos pelo moreno.

Às vezes, uma sensação de receio tomava conta do Turk, algo desesperador. Mas, de repente, ele se esquecia de tudo por um breve período, perdido naquele momento. Então, um calor percorria seu peito e ele se sentia seguro de alguma forma... como se sempre tivesse desejado secretamente que tudo aquilo acontecesse... E quando ele pensava que tudo ficaria bem, aquele receio voltava a percorrer sua mente... Suas emoções percorrendo círculos naquele turbilhão de sensações.

Sephiroth ficou preocupado com Vincent por um instante. Aquilo era algo novo. Não que ele fosse um amante insensível com todas as outras pessoas, mas ele nunca parou para pensar em momentos como aquele. Sempre seguindo algum tipo de intuição, uma linguagem que seu corpo entendia e que não precisava ser expressa. Mas logo aquela preocupação passou, porque ele sempre teve muita confiança no que fazia.

O General admirava os movimentos que Vincent tentava conter e não conseguia. Aquele rosto pálido apresentava uma expressão tão cheia de emoções, algo que ele nunca viu antes, os sentimentos que eram tão bem escondidos e que naquele momento foram revelados.

Cada vez mais, Sephiroth se perdia nas sensações que aquele ato lhe proporcionava e se deixava mover de acordo com o que seu corpo comandava, indo ao encontro do outro com mais ansiedade.

Eles continuaram por mais um tempo, os movimentos que se tornavam lentos, ganhavam intensidade esporadicamente, para depois ganharem um ritmo cada vez mais forte, gradualmente crescendo até que se chegasse a um instante de plenitude.

x

x

x

x

Pela manhã, Vincent se encontrou em uma posição diferente da que ele estava acostumado. Seu corpo estava deitado de forma perpendicular ao de Sephiroth... que estava na posição em que as pessoas costumam estar em uma cama para dormir... Enquanto o General com sua cabeça confortavelmente no travesseiro, a de Vincent estava deitada confortavelmente no abdômen de Sephiroth.

Vendo os olhos da cor do sangue observando-o, o homem sorriu. O moreno estava olhando para ele com uma tímida adoração... que era revelada por uma expressão cheia de um doloroso afeto.

x

x

x

x


Continua...


Participem mais da comunidade yaoi de FFVII do orkut!!

Se quiserem participar de um fórum voltado para rpg yaoi de FFVII, visitem Northern Crater.

Links no meu perfil.