Noite de crime, Santuário de Athenas...
A elite de Atena estava reunida no salão do Grande mestre, e, incrivelmente, os semblantes eram sérios, todos sérios.
Athena, ainda suja com o sangue de Tatsume, soluçava baixinho. Aquele mordomo a criara na ausência do avô e agora morrera por ela (N/A: Tinha mesmo que morrer! Humph! Maltratava o Ikki!).
Quando o último cavaleiro se sentou Mu começou a falar:
- Fui acordado por Athena que solicitava minha ajuda em Las Vegas. Acredito que ela tenha presenciado alguma ação suspeita e temo pela vida dela.
- Que tipo de ação suspeita? – Kamus foi curto e frio.
- Athena me disse que a vitima era um milionário de Las Vegas. Acredito que seja algo ligado à máfia.
- A máfia é muito poderosa em Las Vegas – começou Mascara – mas se os assassinos realmente agiram como você disse, no mínimo, eram inexperientes. Os grandes assassinos matam sutilmente usando veneno, gás, estrangulamento ou forjando suicídios. Existem aqueles que gostam de chamar atenção causando grandes explosões, mas nenhum daria um tiro e largaria corpo com a possibilidade de um civil aparecer.
- Como sabe disso, Mascara? – Milo perguntou num misto de surpresa e curiosidade.
- Eu já fui quase um maníaco... – Mascara murmurou como se isso o incomodasse, mas frisou muito bem o quase – Conheço o modo como elas agem.
- Odeio cortar o papo sobre máfia, mas preciso voltar a Las Vegas, Mu! As pessoas normais não somem dessa forma...
- Eu a levarei de volta, Senhorita – Shion se ofereceu – Mu deve estar fraco, afinal, trouxe duas pessoas de um distancia muito longa – o Grande Mestre tinha um tom de orgulho na voz.
- Mas a senhorita não pode ficar lá sozinha – protestou Shaka – alguns de nós poderiam acompanhá-la até o final de sua estada em Nevada.
- Talvez cinco de nós – começou Aiolos – os cavaleiros de bronze poderiam ocupar as casa vazias durante a ausência.
- Bem pensado – apoiou Dohko.
- Eles também não poderiam acompanhá-la, pois são menores de idade – observou Shura.
- Então quem acompanhará Athena? – perguntou Afrodite.
- Ótima pergunta – Shion parecia confuso.
- Yo! – Shura foi voluntário – Sou o cavaleiro mais fiel a Athena e faço questão de acompanhá-la.
- Mais alguém?
- Eu, Shion – Milo levantou a mão – quero conhecer Las Vegas! E proteger Athena, logicamente!
- O terceiro? – Shion pensou em vetar a ida de Milo, mas acabou dando um voto de confiança ao cavaleiro.
- Eu posso ir – todos se assustaram, pois o voluntário era ninguém menos que Mascara da Morte – Tenho um certo conhecimento que será útil.
- Eu vou também – a voz de Kamus ecoou gélida.
- O último?
- Eu acho que deveria ser você, Shion – começou Mu – Eu mesmo iria, mas tenho que treinar Kiki.
- Alguém com poderes paranormais seria muito útil – completou Aiolos - E euu poderia ficar no seu lugar, Shion.
- Bom... – o Grande Mestre suspirou – então é isso. Partirei com Athena daqui a pouco. Vocês pedem pegar um avião ainda hoje. Não posso levar todos por teletransporte.
- Mas vocês não vão denunciar?! – Aiolia mostrava seu grande senso de justiça.
- Denunciar seria burrice a essa altura – falou Saga – Pense bem, Aiolia, Saori simplesmente sumiu do local e com alguma sorte o sangue de Tatsume não caiu no tapete. É melhor ficar calado. Com cinco cavaleiros de ouro não há assassino que possa pega-la.
- E como explicaremos o fato de Saori não ter contado nada? A historia não bateria... – cena rara, mas Kannon concordou com o irmão.
Aiolia apenas bufou com as palavras de Shaka.
Athena suspirou. Ainda teria mais duas semanas em Las Vegas e elas prometiam ser agitadas...
Aeroporto McCarran, Las Vegas...
A aurora avermelhada anunciava a chegada de um dia quente de verão. Junho não trazia apenas o calor, mas também a alta temporada.
Uma bonita jovem de estatura média e semblante cínico agradava sozinha no portão de desembarque. Trajava uma curta saia preta com duas pequenas fendas laterais. Blusa social branca e scarpin preto. Os orbes dourados da moça procuravam o vôo vindo de Nova York. Agradava pacientemente, enquanto usava o reflexo da porta de vidro para retocava o batom carmim e ajeitar seu moderno penteado. Passou a mão pela franja que batia no queixo e era maior que o restante do cabelo negro.
Esperou cerca de dez minutos até o portão de desembarque se abrir. Estranhou o fato de ser um voou comercial, mas nada disse, apenas esperou mais um pouco.
Sua companheira foi à última a sair. Era um pouco mais alta que a amiga, cabelos castanhos, quase negros, compridos e ondulados. Olhos num formato rasgado, orbes escuros com riscas mais claras nas pupilas. Semblante bondoso e calmo, sorriso encantador. Pele bronzeada. Certamente latina. O vestido branco que trajava era comprido e bem leve, realçando suas lindas curvas e a pele morena.
Caminharam juntas até o estacionamento e não trocaram uma palavra durante o trajeto. Trocaram os passaportes quando já estavam acomodadas na Mercedes. Era uma cortesia comum entre os assassinos saber o nome que outro estava usando.
- Madeleine Andersen – falou a morena – prefiro Madson.
- Vanessa Valentin – um riso escapou dos lábios da recém chegada – nome de novela mexicana. Mas a propósito, você fica muito melhor morena que loira. Adorei o corte também.
- Obrigada, mas quanto ao nome não tive culpa – a moça de olhos dourados deu a partida no carro – vamos logo... Alle está esperando.
- Sabe quem mais foi chamada? – perguntou Madson, que ajeitava a pistola que levava no decote dos vestido.
- Queen virá de Miami – informou Alicia – mas o nome das outras duas eu não sei.
- Quero muito saber o que Alle pretende colocando cinco agentes atrás de uma pirralha! – a expressão da latina não era mais tão doce.
- Relaxe e aproveite, Spanish eyes – Alicia chamou a latina pelo codinome – Está em Las Vegas!
- Você conhece muito bem esse lugar, não é Ás? – Madson retribuiu com um olhar sádico – Todavia, será muito divertido... Posso sentir isso...
Submundo de Las Vegas...
O escritório do mandante da máfia, Alle, não era como a área que ele comandava, suja e fedida. Paredes impecavelmente limpas, a melhor mobília, as mais caras obras de arte e as mais belas moças cercavam o poderoso homem. Este era alto, forte, careca e incrivelmente branco. Tão branco que parecia ser albino. A roupa que vestia causava um contraste bizarro, pois o terno era totalmente negro, assim como a camisa e a gravata.
- Tem certeza disso senhor? – contestou o homem que acabara de entrar na sala – Cinco agentes para dois assassinatos?
- Você é pago para me obedecer, verme – o tom do homem não era dos mais gentis – Além disso, elas são as melhores, e se você não acredita... – a voz soou ameaçadora – posso pedir para elas darem um trado em você.
O subordinado soou frio.
- N-não será necessário, Senhor – ele passou, nervosamente, a mão nos cabelos loiros e revoltos – Jamais duvidaria da capacidade delas.
- Trouxe as fichas atualizadas? – ele tinha uma mulher em seu colo agora.
- Claro.
- Leia para mim, Fred. – mandou, enquanto uma das mulheres acariciava seu rosto com delicadeza.
O subordinado se sentou numa das cadeiras e começou.
- Alicia Sacranova. Vinte anos. Atualmente reside em Las Vegas...
- Isso eu sei seu estúpido! – ralhou o chefe – quero saber se mudaram a aparência, os nomes que estão usando ou se sofreram algum tipo de acidente!
- S-sim senhor! – o coração do pobre homem batia a mil – Alicia cortou bastante os cabelos e está morena. Atende pelo nome de Vanessa Valentin e o codinome Ás. – o rapaz virou a folha – Madson Sanchez Lee não mudou desde o ultimo relatório. Utiliza a falsa identidade de Madeleine Andersen e o codinome Spanish eyes. – o rapaz se acomodou melhor na cadeira e virou a segunda folha - Caroline Coldibeli atende pelo nome de Karina Lymorak. Usa o codinome Morgana e é uma das recém admitidas na elite - arregalou os olhos ao ler o nome da próxima – Gabrielle Jazotte, codinome Queen e identidade falsa Moon Harbor. Perdeu a visão do olho esquerdo, continua com os cabelos laranja e a doença está controlada, mas o vício por engatáveis não cessou – ele relaxou ao parar de falar dela - Lune Brannes Hasselbach, codinome: Ametista, nome alternativo: Mina Crystal. Também entrou esse ano para a elite e, assim com Caroline, teve as melhores notas da temporada.
Alle soltou um muxoxo.
- Mas alguma coisa?
- Nada de muito interessaste – Fred virava as folhas, analisando-as cuidadosamente – As únicas novatas são Carolina Coldibeli e Lune Brannes, mas pelo número de missões que completaram com sucesso... – o jovem leu mais alguns parágrafos – Não podem ser classificas como novatas.
- Excelente! – Alle exclamou com frieza, fazendo as mulheres se afastarem dele.
- Então temos "novatas"? – Alicia acabara de adentra com Madson em seus calcanhares.
- Isso é a ultima coisa que elas são... – Alle se levantou. Sem duvida era muito maior do que aparentava, deveria ter seus dois metros – Fico feliz que tenham atendido ao meu chamo.
- Como se eu tivesses escolha – a mulher de orbes dourados riu com sarcasmo – mas quanto pretende nos pagar?
- Sempre direta... – murmurou Alle – meio milhão para cada uma se completarem a missão com sucesso.
Madson arregalou os olhos, enquanto Alicia sorriu discretamente.
- O que você quer exatamente? – a latina ficou desconfiada – Por tanto dinheiro...
- Vamos esperar um pouquinho... – Alle fez um gesto para as mulheres saírem, mas pediu que Fred ficasse – Acomodem-se, por favor. Gabrielle deve chegar em alguns instantes.
- Não vejo Queen há muito tempo – Mad se lembro do ultimo assassinato que fizeram – Ela já está em Las Vegas?
- Mais precisamente a algumas salas... – havia felicidade na voz de Alle – fazendo um serviço de ultima hora.
- Pela sua voz posso até imaginar o que é... – Madson captou a mensagem.
- Torturando... – Alicia deixou um sorriso sádico brotar.
As paredes da pequena sala, um dia, foram brancas, pois já estavam amareladas, sujas de sangue e úmidas. A luz fraca do cômodo vinha da lâmpada única pendurada numa das paredes. O odor de sangue presente na sala era sufocante, mas a moça que acabara de adentrar parecia apreciá-lo.
Um homem amordaçado e preso à cadeira tentava gritar, mas era inútil. Os olhos se arregalaram ao ver a mulher que adentrara. Esta era bonita, muito bonita, e nutria um belo sorriso, mas alguma coisa dizia aquele homem que a maleta que ela levava não era boa coisa.
Gabrielle Jazotte se sentou num banquinho de madeira à frente do apavorado sujeito. Nutria um sorriso ainda mais alegre, como se estivesse passeando ou fazendo algo que gostasse muito. Mas quem disse que ela não gostava daquilo?
Com uma calma anormal abriu a maleta que repousava em seu colo. Seringas, frascos cheios de um transparente, pregos e um martelo, esse era o conteúdo da maleta.
Os olhos bicolores brilharam quando o liquido transparente passou da seringa para sua corrente sangüínea. O olho verde brilhava mais que o laranja, pois o primeiro era cego. Passou as mãos pelo curto cabelo laranja e sorriu. Pegou o martelo e alguns pregos, levantou-se e tirou a mordaça do homem.
- Vamos começar do começo... – a moça sibilou – quero saber qual seu nome... - a mulher de olhos bicolores encarava o refem.
Este nada falou.
- Gostei de você... – Gabrielle sorriu ainda mais – Não gosto de homens fáceis... Mas seja bonzinho e me diga seu nome.
Silencio. A moça de cabelos laranja abriu a mão do oficial e martelou o primeiro prego na carne do homem. E este prego não era pequeno. Um grito de agonia ecoou, enquanto o sangue o homem começava a pingar no chão.
- Ainda grita! – a mulher exclamou de felicidade – Parece vai ser mais divertido do que eu imaginava! – ela falava com se brincasse de boneca – Agora me diga seu nome.
- I-Ivan... – ofegou assustado, pois o olhar da moça era doentio, mas seu sorriso incrivelmente alegre.
- Me diga o que você sabe sobre o assassinato do "magnata" – perguntou enquanto rodeava sua vitima – Pule a parte do tiro porque eu já sei...
Ele gemeu ao tentar puxar a mão, mas quando menos esperava outro prego foi cravado. Gritou novamente e Gabrielle sorriu com o som.
- Porque você não colabora? Sabe, tenho pessoas me esperando e não pretendo demorar... Porque não deixa as coisas mais fáceis pra você e pra mim? Prometo te matar bem rápido...
- Descobriram o corpo pouco antes das quatro da manhã... – a voz do homem tremia, ele suava e ofegava – Não acharam nada na sala além do corpo.
- E o moleque? O filho dele.
- Está vindo da Europa nesse momento... Vai assumir o lugar do pai...
- Algum órgão especial envolvido na defesa do garoto?
- Muitos... Batalhões de elite chegaram ainda hoje e pessoas serão infiltradas...
O sorriso dela se alargou.
- Então terminamos... – falou numa alegria infantil – mas eu tenho uma má noticia, senhor Ivan... Eu menti... Não vou te matar rapidamente... – ela puxou uma agulha comprida, bem comprida, do forro da maleta – Sabe... Tem um ponto no seu pescoço muito sensível, e, se eu introduzir essa agulha nele, você morrera bem lentamente... Aproximadamente uma hora de agonia. Gostaria muito de apreciá-la, mas não tenho tempo... – Ela lançou o objeto com destreza. O homem soltou um gemido mudo e tentou puxar ar, mas era inútil.
- É aqui que me despeço – ela fechou a maleta e rumou para a porta – A propósito, meu nome é Gabrielle. Não deve ser confortável morrer sem saber o nome da sua assassina. Já deve ter ouvido da assassina que se auto-intitula Queen, pois saiba que teve a honra de ser morto por ela. – e bateu a porta.
Escritório de Alle...
Alicia bebia o segundo copo de Whisky. Madson e Fred conversavam e admiravam as obras de arte, enquanto Alle limpava sua arma personalizada. Estavam quietos, mas a chegada de Gabrielle quebrou a silencio.
- Olah! – exclamou, animada – desculpem a demora, mas fico feliz em informar que consegui as informações! – se sentou numa poltrona e colocou a maleta ao seu lado – O garotinho, filho de Dario, está vindo assumir os negócios. A garotinha Kido também não fez nenhum relato as autoridades.
Alle riu.
- Como sempre a sorte te persegue, não é Alicia? – ele riu com incredulidade – sempre que você está envolvida tudo começa bem.
- O que eu posso fazer se a sorte me persegue?! – Ás fez um gesto casual.
- Você conta demais com ela – criticou Mad – A sorte vai e vem. Isso pode te prejudicar.
- Mas no meu caso ela ficou...E quando me abandonar, certamente estarei morta... – ela falou sem demonstrar muita preocupação.
- Vamos esquecer a sorte de Alicia por algum tempo, Ok? – se antes estava beirando a insanidade, agora parecia à pessoa mais doce do mundo – Alle, tem uma coisa que eu não entendo mesmo.
- Se você não entende, Elle, o que te faz pensar que eu entenderia?
- Falo sério! Se a garota realmente viu porque ela ficou calada? Porque não deu um escândalo e apontou o corpo? Porque não ligou para as autoridades?
Alicia suspirou.
- Realmente é estranho. A historia não se encaixa, mas ela não tem que se encaixar. É só matar a garota e pronto! Não dificulte as coisas. – a moça de orbes dourados reprimiu.
- Alicia está certa. O fato dela não ter denunciado significa que poucos agentes ficaram encima dela. Las Vegas estará em alta temporada e será muito fácil se misturar... Vai ser ridículo matá-la.
- Não será apenas matar a garota... – Alle pareceu ter prazer em dizer isso – Tem mais coisa, mas vamos esperar as outras chegarem...
Alicia encheu mais um copo de Whisky e foi acompanhada por Elle. Mad bufava, pois não gostava muito de esperar e muito menos de receber ordens. Alle sorria e tramava planos enquanto montava sua arma. Fred permanecia ao lado de Madson.
Mais alguns minutos se passaram até a porta se abrir novamente. Do corredor escuro adentraram duas mulheres. A primeira era a mais alta das presentes. Cabelos compridos, castanhos e ondulados, olhos amendoados, pele alva, semblante forte, quase violento. A segunda era tão alta quanto a primeira, mas seu semblante era incrivelmente neutro. Adentrou a passos graciosos, parecia à própria branca de neve, cabelos estilo Channel, pretos e lisos. Pele branca e olhos violeta.
- Estas são as recém admitidas na minha elite – começou Alle, enquanto fazia sinal para que se sentassem – Carol Coldibeli e Lune Brannes, ou melhor, Karina Lymorak e Mina Crystal.
- Continua com aquela idéia idiota que apenas maiores de idade podem participar da elite? – Gabrielle analisava gentilmente as recém chegadas – Você perde bons homens por conta disso. Sou Gabrielle, mas estou atendo por Moon Harbor, muito prazer. – que ouvisse aquela mulher falando nem sonharia que era uma torturadora.
Lune cumprimentou a todas com um aceno discreto, pois havia estudado cada uma das presentes e sabia seus nomes. Carol fez o mesmo. Sentaram-se num sofá encostado à parede, enquanto Gabrielle ocupava a poltrona ao lado com Alicia sentada num dos braços do acento. Madson e Fred continuavam de pé.
- Agora que estão todas aqui podemos começar – Alle se levantou novamente, deu meia volta na grande escrivaninha que o separava das assassinas – Vocês terão pela frente duas semanas de trabalho infiltrado...
- Não podemos ir direto aos finalmente? – cortou Carol. Sua foz era firme.
- Não me interrompa, senhorita Coldibeli – o chefe fitou Carol com irritação – ocuparam cargos comuns no Royale e ficaram de olho na garota. Vocês só terão permissão para matar a partir do quinto dia...
- Como?! – Gabrielle parecia indignada – Assim não tem graça...
- Não é para ter graça! – vociferou Alle – até lá devem observar cada passo de Saori Kido. Evitem mortes desnecessárias e não chamem atenção. Isso inclui você tirar esse sorriso cínico do rosto, Alicia!
- É o único que eu tenho – o sorriso apenas aumento, enquanto Alicia levava o como de Whisky aos lábios – mas o que tem haver o garoto? O filho do tal Dario.
- Também quero que o matem. A mãe dele já está morta e o pai também, logo, ele é o único herdeiro. - admitiu Alle - E assim que ele morrer as ações iram a leilão e eu comprarei a maioria.
- Mas ainda não entendo porque tanto cuidado! – Mad permanecia irredutível – cinco de nos pra matar duas pessoas? Tudo bem que o lugar vai estar cheio de seguranças e agentes federais, mas sinceramente não vejo necessidade pra tanto!
- Te pago bem demais para você reclamar! Apenas obedeça e não veja nada!
Madson sentiu uma imensa vontade de estourar os miolos daquele imbecil, mas se conteve. Como odiava receber ordens daquela forma...
- Devem matar os dois – falou por fim – tomem cuidado e analisem muito bem a segurança – deu alguns passos em direção a porta – Fred passara as demais instruções... E se me dão licença tenho coisas mais importantes para fazer.
Ele saiu acompanhado de uma jovem que o esperava no corredor.
- Então ele gosta de prostitutas. – a voz de Carol não conteve o desdém.
- Ele as adora – Fred finalmente se aproximava.
Frederico Fendi, vinte e dois anos, alto, musculoso, loiro, orbes verdes, sorriso encantador, voz suave, leal e sincero. Braço direito de Alle.
- Ainda está no cargo, Fred? – perguntou Mad – Alle costuma matar as pessoas próximas quando está muito nervoso. Admira-me ainda estar vivo.
- Sou fiel a Alle – a voz simpática do rapaz era encantadora – ele valoriza muito isso. Acredito que não me mataria num acesso se fúria... Pelo menos eu espero.
- O que faremos naquele cassino afinal? – Alicia estava no quarto copo de Whisky, mas não demonstrava sinais de alteração. Ainda estava sentada no braço da poltrona.
- Você vai supervisionar o carteado, Alicia. Madson cantara nas noites e Lune vai acompanhá-la no piano. Gabrielle será chefe de cozinha e Caroline ficara comigo na recepção.
- Você está na trama, Frederico? – indagou Elle – não faz seu estilo.
- Diretamente não estou. Vou dar suporte nas informações e nos equipamentos.
- Temos permissão para sair do hotel? – Lune finalmente falava. Sua voz era calma e melodiosa.
- Sim, mas não devem voltar a está parte mais pobre da cidade. A troca de informações será feita por mim e somente por mim – ele se dirigiu à porta – Nada de motos caras e Mercedes. Vamos até lá de ônibus.
- Que merda! Sem Mercedes?
- É Alicia, sem Mercedes.
Elas bufaram e seguiram o simpático rapaz.
Santuário...
A sala do grande mestre se esvaziou aos poucos. Somente Athena e os voluntários estavam presentes.
- Vamos Athena? – Shion tocou o ombro da deusa.
- Vamos... – a resposta veio cheia de desanimo – o jatinho da fundação estará pronto para levá-los em três horas, rapaz.
Ela abraçou Shion. Ambos sumiram logo depois.
- Vamos fazer as malas, embora ache que não temos muito que levar.
- E não temos mesmo, Shura – falou Mascara – Só não me acostumei com a idéia de deixar as armaduras.
- Parem de reclamar! – Milo estava animadíssimo – estamos indo para Las Vegas! Mulheres, festas, bebidas e cassinos!
- Não seu como deram permissão para você nos acompanhar – Kamus usava seu típico tom gélido – não estrague nosso disfarce, por favor.
- Chato como sempre... – resmungou o escorpião – Francês desagradável...
- O que disse, Milo? – Kamus congelou o escorpião com um olhar.
- Nada não Kamyu! – Milo mudou o tom de voz rapidamente.
- Eu vou descendo – Mascara da Morte seguiu para a escadaria – nos vemos mais tarde.
Shura e Milo acompanharam o canceriano, enquanto Kamus permaneceu mais alguns minutos no salão.
- Serão duas semanas difíceis... E com o Milo vinte quatro horas por dia... – o francês respirou fundo – Zeus... Dê-me força...
---XxX---
Uhm... Fico curtinho, mas o próximo vai ficar maior. Espero que tenham gostado!
Próximo Cap elas vão chegar ao Hotel e eles também! Primeiro contato a vista!
Se quiserem pedir alguma cena ou quer outra coisa me avisem, Ok? E mandem MUITAS reviews xD
Bjao e até o próximo Cap.
