Capítulo 2
Sorrisos Mútuos.
Protego! – Hermione ouve ao longe enquanto é jogada para o outro lado, caindo de costas.
Ouviu o ser no escuro ser atingido pelo contra-feitiço de seu salvador.
Ah, você quer brincar também? – perguntou a figura.
Estupefaça! – gritou a voz de Cedric, atingindo a figura no centro do peito.
Hermione agora rastejava procurando a sua varinha. Ouviu o ser andar muito depressa e agitar a varinha no ar, olhou instintivamente para Cedric com os olhos arregalados. Virou-se para frente tateando o chão o mais rápido que pôde, encontrou a sua varinha, segurou-a com força e pôs-se de pé.
Houve um barulho ensurdecedor e os dois caíram no chão.
Vocês têm muita sorte... Mas nos encontraremos denovo. E aí você não terá escapatória rapazinho. – disse a figura desaparecendo no escuro.
Em menos de um segundo Cedric e Hermione estavam sozinhos e ofegantes, ela de medo e ele de raiva.
Você está bem? – ele sibilou finalmente para ela, já com a expressão preocupada.
Tô... – disse Hermione meio atordoada – Ai... – sentiu uma dor no braço que havia machucado, mas como era só um arranhão não tinha dado importância. Agora, porém teve a súbita necessidade de segurá-lo.
Seu braço... – disse ele tentando ver o que estava de errado, mas Hermione ainda estava em choque, não por causa da "luta" de agora pouco, ela tinha 3 anos de experiência com Harry sobre isso, mas por ele ter aparecido assim do nada, como quando ela o viu pela primeira vez... Mas agora ele a havia salvado.
Não, não... – sibilou afastando-se inconscientemente perdida em seus próprios pensamentos.
Calma, eu não vou fazer nada – disse tocando-lhe as mãos para que soltasse o braço, diante do seu toque ninguém conseguiria não obedecer. Hermione foi abaixando a mão. – Era o que eu temia... – Ah! Não era tão grave assim! Pensava Hermione, ainda hipnotizada – Está sangrando...
O que?! – perguntou atônita agora olhando para o braço cheio de sangue – Ah, ah , ah – dizia esquizofrênica balançando o braço, depois olhou para as mãos que o seguraram também sujas de sangue – Ah! Não, não, não! – repetia fechando os olhos para não encarar a mancha vermelha.
O que foi? – perguntou ele apressadamente tentando fazer ela parar de se sacudir.
O-D-E-I-O sangue... – disse ela meio encabulada ainda com os olhos fechados.
O que? – ele parecia achar graça.
Não é tão difícil de acreditar... – disse ela abrindo os olhos sem olhar a ferida, nem queria o olhar risonho dele era o mais lindo!
Desculpe, mas... Ouvindo tudo que você enfrentou nesses anos... – ele riu olhando para o chão, por um momento pareceu encabulado por ter encontrado os olhos de Hermione – É bem difícil de acreditar...
Não é que eu desmaie nem nada, só fico nervosa de pensar no que realmente está acontecendo... – ele olhou para ela com a cara de interrogação mais linda do mundo – Quero dizer... – começou a explicar – "O.k, estou perdendo sangue... Oh não! Meu tecido humano foi rasgado e eu estou vazando!" – completou ela arrancando dele mais um sorriso.
Acho que entendi... – disse ele pegando seu braço esquerdo. Porque sempre que ele a tocava ela quase tinha um treco? – Feche os olhos...
O que? – ela perguntou com os olhos arregalados. Quem sabe o que estaria pensando...
Você só faz o contrário do que eu digo não é? – disse ele reparando que ela havia arregalado os olhos e em seguida deslizando as mãos do corte no braço de Hermione para o encontro de suas mão – Não tenha medo, eu não mordo! – disse e ela relaxou o físico, mas logo em seguida ele não resistiu em acrescentar baixo – Forte...
Ahh... – começou Hermione, mas não disse nada, por algum motivo masoquista que ela não sabia qual era, gostou de ter ouvido isso. Fechou os olhos.
Alguns segundos depois ela já sentia a pele cicatrizar e a varinha dele passava por onde restava de mancha do seu sangue limpando.
Já? – perguntou ainda de olhos fechados. Cedric olhou para cima, mas não respondeu ficou simplesmente olhando ela de olhos fechados e impulsivamente se viu inclinado em direção a ela. Hermione pensou ter sentido alguém a milímetros de sua face, mas logo depois ouviu numa distancia razoável.
Já, pode abrir os olhos! – disse ele sorrindo, mas por algum motivo seus olhos pareciam transmitir que ele estava refreando alguma reação hormonal muito estúpida.
Obrigada... – disse Hermione olhando para o machucado já cicatrizado e sua roupa limpa – Vezes dois né! – disse sorrindo abertamente. Ele sempre olhava para baixo quando ela sorria, mas ela não percebia esse ato involuntário.
Como? – perguntou ele ainda mirando o chão. Foi quando ela percebeu que ele não a estava olhando nos olhos.
Acha mesmo que o chão vai te responder? – perguntou rindo dele, ela não era muito de disfarçar então pra que fingir que não dele que ela estava rindo?
Pelo menos o chão não faz isso comigo... – sibilou ele levando a cabeça, agora olhando pra ela.
Não faz o que? –perguntou ainda rindo um pouco. Pela a expressão de uma segundo e imperceptível de Cedric ela não devia ter ouvido isso, ou melhor, ele não devia ter falado em voz alta.
Reduzir meu ego de pouquinho em pouquinho, toda vez que eu encontro com ele! – disse rindo disfarçadamente com alivio por ter se safado.
Ah, por Merlin! – disse Hermione com as mãos na cabeça – Eu rir de você não vai MESMO diminuir seu ego... Quer dizer, fala sério!
Tô falando! – disse ele meio impressionado com a resposta dela.
Quando você voltar para seu "meio" – disse ela provavelmente referindo-se ao bando de admiradores(as) que ele possuía. – Essa sensação de um segundo do seu ego diminuído vai desaparecer como se nunca tivesse existido.
Ele olhou para ela sério e depois sua expressão se suavizou.
É, tem razão! – disse Cedric fazendo ela ficar surpresa. – Obrigado por me lembrar. – disse rindo da cara de Hermione.
Cedric começou a andar na frente. Hermione ficou chocada e começou a correr atrás dele.
Hey! Hey! – gritou Hermione, já que não conseguia alcançá-lo.
Cedric deu um meio-sorriso perfeitamente perfeito por causa da reação de Hermione, correndo atrás dele. Porém não olhou para trás, nem parou de andar. Só diminuiu o ritmo.
O que você está fazendo andando aí na frente? – perguntou ela confusa.
Vou encontrar com os meus amigos ué! Eles vão me fazer sentir bem melhor... – disse ele se vingando de Hermione a cada palavra. Mas com um tom brincalhão nos olhos.
Mas... você vai me deixar aqui sozinha? – perguntou Hermione tentando não parecer tão vulnerável.
Você não precisa de mim! – disse falando só para deixar ela com raiva, afinal, todas as garotas precisavam dele.
Não preciso mesmo! – disse Hermione sincera. Cedric parou na mesma hora atônito olhando para ela. – Geralmente eu sou "o herói" da história, não preciso que você fique cuidando de mim, só achei que burrice você ter uma chance única de inverter o papel comigo e jogar fora desse jeito. – disse Hermione dando um fora, cheia de si.
Você está errada. – disse elee parando na frente da garota olhando-a sério. – Você precisa de mim por perto. Vai que você encontra outro comensal como aquele. – disse dando um pequeno sorriso perfeito.
Eu não preciso da sua ajuda para acabar com ele! Você não precisa me proteger. – disse Hermione na defensiva.
Cedric olhou-a com um olhar divertido, e abriu um enorme sorriso que deixou Hermione totalmente tonta.
Eu sei... Eu ia ter que proteger ele. – disse ainda sorrindo. Então virou e continuou a andar.
Hermione ficou imóvel por alguns minutos, ainda atordoada com o sorriso e com o que Cedric lhe dissera. Abriu um enorme sorriso involuntário e começou a andar na direção dele.
Depois de uma hora Cedric e Hermione conseguiram encontrar os outros meninos. Para eles não haviam passado nem cinco minutos juntos.
HERMIONE! – gritaram Harry e Rony correndo em sua direção.
Você está bem? – perguntou Gina.
Pessoal, calma! Eu tô bem! Eu só caí... – disse Hermione depois de abraçar a todos.
Ficamos assustados, Mi. – disse Jorge.
Hermione sorriu.
Eu to bem. Cedric me achou... – disse Hermione rindo para o próprio. Ele retribuiu meio encabulado.
Ah! O Cedric te achou... – disse Rudy aparecendo atrás de todos com uma cara risonha.
Eu acabei topando com um comensal e estava sem varinha, porque a minha tinha caído, então ele me salvou. – explicou Hermione.
Que ato não é? – perguntou Rudy rindo para Cedric, que retribuiu o sorriso. Meio envergonhado.
Que sorte hein, Mi. – disse Gina olhando a amiga com olhos significativos.
Ora, o garoto perfeito vai em busca de sua donzela. Que original... – disse uma voz nas sombras. - Sinceramente, Diggory, achei que você tinha mais classe. Pelo menos a Chang não tem uma vassoura na cabeça.
Todos se viraram rapidamente. Draco Malfoy estava sozinho perto deles, encostado a uma árvore, numa atitude de total descontração. Os braços cruzados, parecia ter estado a contemplar a cena no acampamento por uma abertura entra as árvores.
Rony disse a Malfoy que fosse fazer uma coisa que Hermione sabia que o amigo jamais teria se atrevido a dizer na frente da Sra Weasley.
Cedric olhou para Malfoy com uma cara de ódio e fechou os punhos das mãos para se segurar.
Olha a boca suja Weasley – disse Malfoy, seus olhos claros reluzindo. – Não é melhor se apressar, agora? Não quer que descubram a sua amiga, não é?
Ele indicou Hermione com a cabeça e, neste instante, ouviu-se no acampamento uma explosão ensurdecedora outra vez, como a de uma bomba, e um relâmpago verde iluminou momentaneamente as árvores à volta deles.
Que é que você quer dizer com isso? – perguntou Hermione em tom de desafio.
Granger, ele estão caçando trouxas – disse Malfoy. – Você vai querer mostrar suas calcinhas no ar? Porque se quiser, fique por aqui mesmo... eles estão vindo nessa direção, e todos vamos dar boas gargalhadas.
Cedric ainda não tinha prestado atenção no que Hermione estava vestindo. Olhou-a de lado percebendo sua camisola de seda rosa curta. Demorou o olhar nas pernas da menina, até perceber que Harry o encarava desconfiado e voltar a sua posição.
Hermione é bruxa – rosnou Harry.
Faça como quiser, Potter – disse Malfoy sorrindo maliciosamente. – Se você acha que eles não são capazes de identificar um Sangue-Ruim, fique onde está.
Você é que devia olhar a sua boca suja! – gritou Rony. Todos os presentes sabiam que "Sangue-Ruim" era uma palavra muito ofensiva a uma bruxa ou bruxo de pais trouxas.
Deixa pra lá, Rony – disse Hermione depressa, agarrando o amigo pelo braço para contê-lo, quando ele fez menção de avançar em Malfoy.
Ouviu-se um estampido do outro lado das árvores maior do que qualquer um dos anteriores. Cedric já queria arrastar Hermione dali o mais rápido possível.
Várias pessoas gritaram.
Malfoy deu um risinho abafado.
Eles se assustam fácil, não é? – disse com fala mole - Imagino que papai disse a você para se esconderem? Que é que ele está fazendo, tentando salvar os trouxas?
Onde estão os seus pais? – perguntou Harry, a raiva crescendo – Lá no acampamento usando máscaras é isso?
Malfoy virou o rosto para Harry ainda sorrindo.
Ora... se eles estivessem eu não te falaria, Potter.
Ah, anda gente – disse Hermione com um olhar de repugnância para Malfoy.
Fica com essa cabeçorra lanzuda abaixada, Granger. – caçoou Malfoy.
Hermione ia falar para irem embora outra vez, mas não conseguiu começar a sua fala. Foi interrompida por um movimento rápido vindo de seu lado. Quando se deu por si viu Malfoy caído no chão com o nariz sangrando e Cedric segurando o punho. Olhou de um para o outro surpresa.
Diggory! – Malfoy levantou e estava a ponto de atacar Cedric, que em um segundo já estava com a varinha em posição de ataque.
Ouve outro bombardeio e Malfoy olhou para trás.
Seu dia chegará Diggory. – foi o que ele disse antes de desaparecer.
Ai Merlin! – disse Hermione andando para o lado de Cedric. – Você está bem?
Tô. – disse Cedric sério.
Poxa Cedric, você não pode passar um dia sem levar ameaças de morte? – perguntou a garota ainda preocupada, pois ele não a deixava ver seu punho.
Não quando estou perto de você. – disse Cedric num tom mais leve.
Todos estavam olhando a cena meio pasmos. Algo como... Desde quando eles eram amigos? Amigos.
Ced, acho melhor começarmos a andar. – disse Rudy tentando tirar a atenção de todos dos dois.
Cedric assentiu com a cabeça e suavemente pegou o braço de Hermione e conduziu-a para sua frente. Hermione sentiu um arrepio por todo o braço. E ficou feliz por Cedric não ter mencionado. Mas ele percebeu.
Todos estavam andando em grupo e estava meio difícil para Hermione chegar perto de Cedric e perguntar o que estava na sua cabeça desde quando ele a salvou. Até que uma hora, ficaram ele e Rudy mais para trás. Hermione desacelerou o passo para ficar ao seu lado.
Hey, Mi. – cumprimentou Rudy sorrindo.
Oi Rudy... – respondeu Hermione também sorrindo.
Oi... – disse Cedric sorrindo. Os joelhos de Hermione ficaram fracos e ela cai pra frente. Cedric a segura na hora exata. – Cuidado... Nossa, você tem mesmo uma cisma em cair... – diz ainda sorrindo.
Aham... – diz Hermione ruborizando.
Você concorda? – pergunta Rudy confuso.
Cedric está ainda sorrindo e Hermione ainda está em seus braços. Ele queria entender porque ela tinha tido aquela reação ao seu toque. O arrepio.
Gente, tomara que tenha torta! ADORO TORTA! – gritou Rudy para fazer eles saírem de qualquer dimensão que estivessem e voltassem para o mundo mágico.
Cedric solta delicadamente Hermione e os dois olham meio confusos para Rudy. Pensando que ele era retardado ou coisa assim. Bem, Cedric já estava acostumado.
Ah, é um curso que eu fiz para me lembrar das coisas. Eu grito para não esquecer. – disse Rudy como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Hermione olha bem para cara dele e cai na gargalhada. Daquelas que você não controla e não consegue parar. Você ri por ouvir você mesmo rindo. Cedric olhou-a rir e ficou hipnotizado, rindo junto, num sorriso cauteloso como se cada som emitido na risada de Hermione precisasse ficar em sua memória sempre.
OLHA A BABA! – gritou Rudy olhando para Cedric. Hermione olhou para o próprio e começou a rir mais ainda. Cedric olhou para o chão encabulado.
Não! Não fica assim! – disse Hermione involuntariamente colocando sua mão no rosto de Cedric. Ele tremeu.
APAIXONA... – Rudy ia gritar e num reflexo incrivelmente rápido Cedric tapa a boca dele antes que possa terminar.
Ced... – chama cabelos lisos e pretos ao longe.
#¨&¨# - o que foi pronunciado por Rudy só pode ser pronunciado pelo o que ele conseguiu emitir depois, já que Cedric tampava sua boca. – Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
Aqui! – respondeu Cedric chamando Cho.
Ah! Graças a Merlin! – Cho empurrou, EMPURROU, Hermione e se jogou nos braços de Cedric.
Simpática, né? – disse Hermione entredentes – Adoro ela!
Rudy não pôde deixar de rir.
Muitas cabanas foram incendiadas! – disse Cho. – Inclusive a nossa!
Cedric olha aterrorizado.
Que? Estão bem? Meu pai? Onde ele está? – perguntou aflito.
Não, ele está bem. Estava ajudando com os comensais. – disse Cho para acalmá-lo. – Os mais velhos estão ajudando a "limpar a bagunça" cada menor vai ser levado para uma barraca que não foi destruída com a supervisão de um responsável.
Nós devíamos estar lá, temos o direito de saber o que está acontecendo. – disse Hermione referindo-se a "reunião" dos mais velhos.
Você gosta do drama, não é? – disse Cho encarando Hermione. – Você não pode ficar nem uma vez sem se meter no que não é seu assunto.
Cedric olhou para Cho com uma cara confusa e de reprimenda e Rudy olhava de uma para outra esperando o momento em que as duas iam começar a se atracar. Ele apostava na Mione.
É,eu não tô acostumada a ficar sentada de braços cruzados sem fazer nada... – disse Hermione, as ultimas palavra com desprezo. – que preste.
Uhhhh! – disse Rudy. Cedric deu uma cotovelada nele.
Meninas eu... – tentou começar Cedric mas foi interrompido por Cho.
É isso que deveríamos fazer, somente esperar. – rebateu Cho.
Se bem me lembro o mundo bruxo só sobreviveu por causa das pessoas que tiveram coragem de agir por uma causa maior. Tiveram medo de arriscar suas vidas. – Hermione estava falando, mas Cho interrompeu.
Como pode dizer que eles foram corajosos se tiveram medos? – perguntou Cho debochada.
Ter coragem não é a ausência do medo, é somente o fato de que tem algo mais importante do que o medo. – finalizou Hermione, com sua mania de professora.
Uhul! Bravo! – disse Rudy batendo palmas. Cedric deu outra cotovelada nele. A tensão estava aumentando até que...
Uma menina bonita e filosófica... que sorte eu tenho! – disse Jack chegando por trás de Hermione, falando do seu ouvido. Hermione leva um susto e vira para trás ficando a 3 centímetros do seu rosto, mas chegando logo para trás por impulso.
Cedric fecha os punhos outra vez. E morde os dentes.
O que você está fazendo aqui? – disse Cedric numa voz que assustou até Rudy.
Não te disseram Ced? – perguntou Jack debochado. – Eu vou passar a noite com a Mi! – disse risonho.
O que?! – perguntou Cedric com a voz fria. Sua mão se deslocando para a varinha.
O QUE?! – perguntou Hermione escandalosa.
Jack deu um risinho malicioso.
Não, na mesma barraca. – disse ele.
Como assim? – perguntou Hermione com um tom ainda um pouco escandaloso.
A minha foi queimada e me resignaram para a barraca 23b. É a sua. – disse todo contente.
Espera! – disse Cho como se fosse morrer. E Cedric segurou pela cintura.
O que foi? – perguntou preocupado. Hermione fez uma careta.
Barraca 23b? 23b?! – perguntou Cho ainda sem acreditar e ninguém ali estava entendo o que estava acontecendo.
Cho, você está me deixando preocupado. – disse Cedric sério.
É... é aonde nós vamos ficar. – respondeu ainda incrédula.
Sério? – perguntou Cedric com uma expressão indecifrável. Ao olhar para Jack seu olhar se tornou frio.
Sério...? – perguntou Jack desapontado.
Sério?! – perguntou Rudy animado.
Sério. – respondeu Cho séria.
Esta vai ser uma looonga noite. – suspirou Hermione começando a andar na frente de todos.
Depois de muito andar, muitas cantadas de Jack e Cho rindo para Cedric e mexendo em seus cabelos perfeitos, chegaram na barraca.
Você dorme vestida assim todos os dias? – perguntou Jack para Hermione em mais uma cantada. Não se encabulando nem um pouco em ficar DESCARADAMENTE olhando para as pernas da garota.
Hermione corou.
O quê ? – perguntou Hermione sem jeito, puxando a camisola para baixo.
Porque se for assim eu vou querer dormir todos os dias na sua barraca! – disse Jack com um sorriso malicioso e perfeito.
É... – Hermione ainda não conseguia pensar. Estava envergonhada e fascinada com o sorriso de Jack. Gina tinha razão, ele era realmente bonito.
Mi, você pode ir ajudar a mamãe a pegar mais travesseiros? Você é boa em feitiços. – disse Rony escondendo o desprezo por Jack em sua voz.
Eu te ajudo! – disse Jack rapidamente.
É melhor todos ajudarem. – disse Sra Weasley totalmente aérea a situação.
Todos foram para dentro da barraca ajudar. Cedric e Cho riam de algum comentário do rapaz, enquanto trocavam fronhas e mais fronhas.
Ahahaha... Ced você é tão engraçado! – disse Cho com um riso histérico e irritante.
Do lado oposto ao deles estavam Hermione e Gina trocando fronhas de travesseiros também.
Ahahaha... Olha Ced, você tem cotovelos! – disse Hermione numa imitação debochada de Cho.
Gina riu.
Essa garota parece perfeita, né? – perguntou Gina enquanto olhava Harry encarando Cho.
Ela é... diferente. – disse Hermione tentando ser legal com a Cho.
Ah, Mi! Ela é linda. – disse Gina derrotada.
Mas você tá assim por que? Ela só tem olhar para os "cotovelos" do Cedric. – disse Hermione consolando a amiga.
É. Isso de certo modo também é ruim, não é? Ele fica triste. – disse Gina melancólica.
Ah Gina! Nem vem! Você vai sair dessa fossa AGORA! Eu já disse que você tem que sair com outros meninos, assim o Harry te nota um dia. E essa Chang aí nem é grande coisa! Menininha mais chata! Parece que tem déficit de atenção! – disse Hermione balançando uma fronha.
Eu sei. – disse Gina olhando para as costas de Hermione significativamente.
Então... Você não tem que se importar com isso. Ela morre por aqueles músculos definidos... sem falar nos olhos cor de mel... – começou Hermione viajando, até que percebeu o olhar da amiga. - Quê? – perguntou e Gina apontou para trás dela com a cabeça. - Ele tá atrás de mim né? – perguntou Hermione.
Gina balançou a cabeça afirmativamente. Cedric inclina a cabeça para frente com a intenção de falar algo para Gina, zoando Hermione. No mesmo segundo Hermione vira para trás disposta a não demonstrar a vergonha que estava sentindo. Mas acabou se encontrando com os olhos cor-de-mel mais perto do que nunca.
Ah... – começou Cedric atordoado olhando os olhos castanhos de Hermione.
Oi... – responde Hermione num sussurro.
Mas Ced já estava aqui! Você não precisa dizer oi! – disse Rudy chegando com mais fronhas.
Eu sei... – disse Hermione não conseguindo desviar o olhar.
Não tem problema... – diz Cedric num meio-sorriso avassalador. Os dois ficam meio que rindo pro outro.
Gina olha pra Rudy e Rudy para Gina, que olham para Cedric e Hermione.
Então... Eu acho que eu vou trocar de par! Eu to entediada com a Mi. E ela não me entende! – disse Gina levantando para sair.
Eu também vou! Que fiquem os dois trabalhando juntos! O Cedric não me entende! – disse Rudy andando com fingida indignação.
Cedric olhou para o lado e Hermione pensou que ele iria dizer algo como "Eu não te entendo? Tá maluco?"
Mas você não é o meu par! – disse Cedric ao invés do óbvio. Hermione não pode deixar de rir denovo o que chamou a atenção de Cedric de volta para o seu rosto.
Não tem problema! - disse Gina rindo.
É! Cho! Vem cá que a gente tem um trabalhinho pra você na parte escura da floresta! – disse Rudy andando em direção da própria.
Cedric e Hermione ainda estavam se olhando quando Hermione conseguia falar.
É... Você pode pegar? – perguntou Hermione saindo do transe mais facilmente, já tinha lidado com garotos lindos e perfeitos antes. Ele não era diferente. Não era.
Com certeza. – respondeu Cedric hipnotizado pela garota. Na cabeça dele a palavra "pegar" não estava no seu sentido habitual.
Hermione riu.
As fronhas... – disse ainda rindo, meio sem jeito.
Ah, claro... – disse Cedric chegando um passo para trás corando.
Obrigada. – disse Hermione e pegou um travesseiro. Cedric fez o mesmo.
Então... Como está o braço? – perguntou ele puxando assunto.
Está bem. Graças a você. – disse Hermione casualmente. Cedric sentiu um "baque" eu seu coração.
Você não precisava de mim. – disse Cedric com um sorriso tímido.
Não, não precisava. – concordou Hermione rindo. – Mas mesmo assim você estava lá. – terminou sorrindo.
Cedric sorriu olhando-a.
Por falar nisso... – disse Hermione pensativa. – O que exatamente você estava fazendo ali? – perguntou intrigada.
Cedric parou de supetão o que estava fazendo e olhou para Hermione indeciso.
Isso, não posso te contar... – disse Cedric com a mão no pescoço.
Sério? – perguntou Hermione jogando o travesseiro na cama. – Você sabe como eu fico nervosa quando não sei das coisas... – disse numa fingida ameaça. Cedric riu.
Não, por favor! Não fique zangada. – disse levantando as mãos em defesa. – É só que... é uma coisa delicada e se você contar pra alguém, vai ferrar comigo. – disse ele por fim olhando nos olhos de Hermione.
E você acha que eu vou ficar falando pra todo mundo o que você me disse? Fala sério, Cedric, você já tem milhões de admiradoras para fazer isso com você. – disse Hermione sorrindo com a última parte.
Você é impossível... – respondeu Cedric rindo.
Eu sei. Agora me fala. – retrucou Hermione ansiosa.
Cedric hesitou por um momento.
Ok. – disse ele – Mas vai ficar entre nós. – disse olhando-a significativamente.
Juro. – disse Hermione tentando não transparecer o quanto ficou arrepiada por ouvi-lo dizer "nós".
Bom... Quando eu ouvi que os comensais estavam atacando eu quis ir lutar com os outros, já sou maior idade, oras! – disse ficando meio frustrado. – Mas a... Cho – nessa hora Cedric olhou para cima para ver a expressão de Hermione e deu um leve sorriso quando a viu fazendo uma careta. – Ela me pediu para não ir. Que eu ficasse com eles. Estava realmente preocupada. Eu não consegui dizer não, então disse para ela que iria procurar Rudy e já ia, mas... Fui para o lado dos comensais e daí eu achei você. – terminou tirando os olhos do travesseiro e olhando para Hermione.
Hermione estava olhando para ele com um pequeno sorriso.
Ah, não acho que tenha sido certo você mentir para ela. Mas, eu faria o mesmo. – falou Hermione ainda rindo. Cedric também riu.
Não duvido. – respondeu Cedric rindo.
Meninos! – disse Sra Weasley animada. - Todos para as camas agora!
Todos os meninos se ofereceram para dormir no chão, para dar lugar para as meninas dormirem. Mas iria faltar uma cama.
Aqui, Cho, você pode dormir aqui. – disse Harry apontando para cama de Hermione.
Obrigada, Harry – respondeu Cho.
Pronto, agora todas as meninas têm cama! – disse Harry satisfeito.
Hermione olhou para Harry.
Ah, Harry... – começou Hermione. Harry se virou e Hermione olhou para cara dele com uma expressão do tipo "Qual foi?"
Quê? – perguntou Harry sem entender.
Se vocês ainda não perceberam... eu realmente sou uma menina. – respondeu Hermione com as mãos na cintura.
Cedric ri ao fundo, provavelmente lembrando de quando havia dado um tapa nela.
Ah... Mi foi mal. – disse Harry meio sem jeito.
Tenho certeza de que Hermione não se importaria em dormir no chão. – disse Gina e Hermione não entendeu.
Não me importaria? – perguntou Hermione.
Só pode ter um problema, Cedric, já que você tem o maior colchão se importaria em dividir com a Mi? – perguntou Gina com os olhos brilhando.
Hermione estava pronta para protestar quando.
Não, não me importo. – disse Cedric e logo depois sorriu para Hermione.
Então, problema resolvido. – disse Gina – Boa noite. – e depois virou para o lado.
Ela iria sofrer muito quando acordasse de manhã, principalmente se dependesse de Hermione.
Boa noite. – disse Hermione entredentes.
Todos estavam tomando os seus lugares quando Jack chegou ao lado do colchão de Hermione, ou melhor, de Cedric.
Oi, Mi – cumprimentou Jack e sentou ao lado dela.
Oi Jack. – respondeu sorrindo. Instintivamente puxou sua camisola para baixo.
Então, estava pesando... – o olhar malicioso de Jack voltou – Se você gostaria de dormir comigo, sabe, no mesmo colchão. Por que eu percebi no jogo que você não se dá muito bem com Cedric. – completou com um sorriso. Hermione fica meio hipnotizada.
Não Dawson. – respondeu Cedric sério e num tom que Hermione nunca ouvira.
Não estou falando com você, Diggory. – respondeu Jack, num tom seco, mas nem de longe que nem o de Cedric.
Mas eu estou falando, Dawson. Hermione não vai dormir com você. Vai ficar comigo. – Cedric praticamente rosnou isso na cara de Jack. Ele não estava sugerindo, estava ordenando.
Desculpa, o que? – perguntou Hermione indignada.
Você não é ninguém para decidir isso Diggory. Achei que já tinha aprendido isso da última vez. – respondeu Jack, obviamente tentando machucar Cedric.
Hello! Eu tô aqui! – disse Hermione já nervosa.
Você devia olhar a sua boca, Dawson, se você realmente lembra-se do que aconteceu da última vez. – retrucou Cedric. Palavras de ódio saíam de sua boca.
PAREM! – gritou Hermione. Os dois se assustaram e olharam para ela. – Eu tô aqui, sabiam?! Será que eu posso opinar em alguma coisa sobre isso? – perguntou irritada por estarem tentando decidir por ela. Como se ela não tivesse opinião. Por favor, né século XXI!
Hermio... – tentou começar Cedric.
Hermione nada! – gritou ela. – Eu não vou dormir com nenhum dos dois! Vocês são ridículos! – terminou vermelha. E assim saiu andando.
Viu o que você fez? – perguntou Jack, mas Cedric já estava na entrada da barraca, atrás de Hermione.
Hey, Hermione! Espera! Espera! Que droga, Hermione ESPERA! – gritou Cedric.
Hermione parou de andar, mas continuou de costas.
Olha... Me desculpe. Eu não quis em nenhum momento fazer você se sentir reprimida. É só que... o Dawson não é uma pessoa na qual você deva confiar. – disse Cedric chegando mais perto de Hermione parando em suas costas.
Eu acho que isso eu é que tenho que decidir, não? – perguntou Hermione ainda de costas.
Eu sei. Hermione, eu não agüentei ver como ele estava falando com você. Eu... não quero que ele te machuque. – confessou Cedric com a cabeça baixa.
Você não precisa sempre me salvar, sabe? – perguntou Hermione virando-se para ele. Cedric ficou aliviado ao ver que, mesmo com o rosto sério, a raiva havia saído de seus olhos.
Eu sei. – respondeu Cedric. – Mas isso não quer dizer que eu não estarei lá para te salvar. – disse Cedric e riu.
Hermione não conseguiu ser indiferente a isso e sorriu. O sorriso dela e de Cedric sustentaram-se, fico até surpresa de escrever isso sobre duas pessoas que acabaram de se conhecer, calorosamente como o de um casal... que se apaixonara? Ai! O amor... mas que droga de sentimento que sempre quando pensamos que o conhecemos nos prega uma peça e muda todo nosso conceito sobre ele! Mas não se alarme leitor, esses dois não estão apaixonados... Como eu disse, acabaram de se conhecer.
Parece que vai... – disse Hermione finalizando mais um dos "momentos sorrisos mútuos de Hermione e Cedric" – Você quer me fazer um favor? – perguntou atropelando as palavras que nem haviam saído da boca de Cedric ainda.
Depende... – ele a olhou risonho e meio desconfiado.
Você faz ou não? – perguntou ela com adrenalina correndo nas veias.
Me diz o que você quer que eu faça primeiro! – disse ele não dando o braço a torcer – Eu não vou aceitar nada que você me peça se eu não souber o que é primeiro!
Estou planejando entrar na floresta... – começou a garota ansiosa – Enquanto todos já foram dormir...
Por que você faria isso? – perguntou Cedric não querendo acreditar mesmo sabendo a resposta.
Vamos procurar o idiota que nos ameaçou hoje e mostrar o que eu posso fazer de varinha na mão! – disse com os olhos brilhantes, quase que em delírio.
O que? Você está doida?! – perguntou Cedric fingindo indignação, pois era exatamente isso que ele planejava fazer quando todos fossem dormir... exceto pela... – Presença da garota SUICIDA andando ai na frente! – completou em voz alta.
Hermione já estava a uma certa distância, indo sozinha em direção a floresta. Bem, se dependesse do garoto correndo atrás dela o mais rápido que podia, ela não estaria sozinha... nem um momento.
Pára de correr! – disse Cedric alcançando Hermione facilmente enquanto a garota não parava por mais esbaforida que estivesse.
Eu... não... – dizia ofegante – Pra quê? Para você... me levar... de volta para a...
Não vou te levar a lugar nenhum. – disse Cedric bloqueando o caminho de Hermione e obrigando-a a parar, ela ia morrer se continuasse correndo – Só acho que você não vai conseguir enfrentar comensal nenhum sem ar do jeito que está!
Ah é... Pois saiba... que eu... já tive que enfrentar muita coisa depois de correr muito! – disse ainda respirando pesadamente.
O.k , entendi! Você é forte o bastante para enfrentar qualquer coisa e, de acordo com esse ultimo sermão que me deu, a qualquer hora! – disse dando um meio sorriso que logo se abriu em um inteiro e fascinante.
Você está achando que é brincadei... – começou em um tom alto, alto demais, de repente tudo rodou e ela perdeu o equilíbrio.
Pronta para um BUM num chão bem duro Hermione apertou os olhos, mas logo se viu nos braços de um príncipe encantado... Sinceramente! A essa altura ninguém além dela pensaria que ela iria cair.
Você está bem? – perguntou Cedric arrependido de ter feito piada dela.
Sentindo-se culpado não é? – começou Hermione recuperando o sentido – Bem feito! Ai! – reclamou da pontada que sentiu na cabeça, algo rápido e sem importância que passou rapidamente.
Bem feito! Isso é por ser má! – disse Cedric rindo e brincando com Hermione ainda nos braços.
O.k... – diz Hermione rindo e encostando o rosto sem querer e seu peito.
Ela sentiu o braço dele tremer e tamanha foi sua surpresa por ele ficar nervoso por algo tão simples que ela levantou de supetão e começou a ajeitar as roupas, ele parecia não querer olhar para cima.
Vai ficar olhando pro chão para sempre? – perguntou rindo olhando ele parado feito pedra perdidos em seus próprios pensamentos.
Eu não perderia a diversão por nada! – disse levantando a cabeça também sorrindo.
E os dois se foram, correndo floresta adentro por entre as árvores, raízes e galhos traiçoeiros atrás de um ser encapuzado do qual não sabiam nada que o diferenciasse dos outros comensais. Sim, era estúpido mas enquanto corriam não parecia ser... A adrenalina apoderava-se de todos os sentidos que possuíam, aquilo era burrice, não autorizado e suicida mas o que eles desejavam no momento.
Barulho entre os arbustos. Cedric que estava muito à frente de Hermione parou abruptamente... Bem o resto você já pode imaginar. BUM!
Ai! – resmungou Hermione no chão.
Shhhuu! – reprimiu-a Cedric caído no chão do lado de Hermione, também sentindo dor, mas sem fazer escândalo.
Shhhuu você! – disse levantando-se.
Você não consegue ficar calada por um segundo?! – disse já de pé ao seu lado tentando prestar atenção a algo que ela não via.
Quem te convidou para vir? – perguntou indignada com o "CALA A BOCA?!" educado dele.
Você... – ele olhou rindo para ela por um segundo e depois se levantou voltando sua atenção para o mesmo barulho que ouvira antes que havia se manifestado denovo, Hermione como estava muito zangada não ouvira.
Bem... já vi que não devia ter feito isso... – disse com as mãos na cintura, ele simplesmente ignorava o "ataque" dela, mas prestava toda a atenção na sua mania de mandona, botar a mão na cintura era um sinal disso.
Ah não...? – disse em um tom baixo, quase sussurrando.
Você está obviamente mais acostumado com uma garota educada e perfeitinha feito uma bonequinha... Alguém como a Chang, talvez... – disse a ultima parte com muita dificuldade e não sabia por que se era a verdade.
É, a Cho é mesmo meu tipo de garota... – disse prestando toda a atenção na conversa que se seguia.
Foi o que eu disse não? – disse Hermione levantando o queixo desafiadoramente, como uma guerreira. – Ela não é nada parecida comigo... Eu com certeza não faço o tipo dela!Você não esta muito acostumado. – A alguém que fale por si próprio! Pensou.
Não consigo ver você como o "tipo" de ninguém... – disse ele casualmente, mas Hermione se sentiu meio ofendida com isso. Cedric ao perceber sua expressão logo acrescentou – Não sei se haveria um cara que conseguisse te impressionar o bastante para que você começasse a nutrir sentimentos por ele...
Eu... – começou Hermione mas Cedric tampou sua boca rapidamente, tão rápido que até a assustou.
A razão do sobressalto foi mais um rumorejar vindo dos arbustos ali perto. Winky, a elfo doméstica que haviam visto sentada sozinha no jogo de quadribol, estava tentando sair de uma moita. Movia-se de um jeito esquisitíssimo, com visível dificuldade; era como se alguém invisível estive tentando segurá-la.
Tem bruxos malvados aqui! – guinchou ela nervosa ao se curvar para frente e se esforçar para correr. – Gente voando... lá no alto! Winky está saindo do caminho!
E desapareceu entre as árvores do outro lado da floresta, ofegando e guinchando enquanto lutava com a força que a retinha.
O que há com ela? – perguntou Cedric sério olhando Winky cambalear para longe gritando coisas sem sentido.
Provavelmente não pediu permissão – Hermione disse a palavra com muito desprezo – para se esconder do ataque... Sabe, os elfos domésticos tem a vida duríssima! - continuou aumentando o tom da sua voz de indignação – É escravidão, isso é que é! Aquele Sr Crouch fez Winky subir até o topo do estádio, e ela estava aterrorizada, e enfeitiçou ela dessa maneira para que nem possa correr quando começaram a pisotear as barracas! Por que ninguém faz nada para acabar com uma situação dessas?! – terminou enérgica, vermelha e sem fôlego.
Cedric somente olhava para ela sem saber o que dizer, sentia-se um completo idiota do lado desse discurso promissor sobre os direitos do elfos domésticos. Então desviou o olhar e se afastou um pouco, frustrado com sua incompetência momentânea.
O que foi? – perguntou Hermione, quando o viu se afastar sério, deixando de lado suas práticas igualitárias.
Nada... – sibilou ele com as mãos nos bolsos da calça, agora estava virado para ela, encostado em uma das árvores.
Fala! – disse Hermione tentando não deixar que a cena dele se encostado naquela árvore pensativo a abala-se.
É que... – começou ainda frustrado – O jeito com o qual você falou...
Eu disse algo de errado? – perguntou a menina preocupada.
Não... Você vai me deixar terminar? – Hermione fez que sim com a cabeça. – O jeito que você defendeu a Winky... os elfos em geral. Tinha mais paixão nas suas palavra do que qualquer tutor qualquer dia teria me ensinado ou talvez - continuou rindo duramente – mais do que eu possuo... em todo meu ser! Não se acha "Hermiones" todos os dias, não é?
Bem, não é um nome que podemos encarar como comum, certo? – perguntou ainda meio perplexa pela "confissão" de Cedric, mas ela ria levemente... ele também.
E então sem aviso, o silêncio foi rompido por uma voz diferente de todas que já tinham ouvido antes; e ela não soltou um grito, mas algo que lembrava um feitiço.
MORSMORDRE!
E uma coisa enorme, verde e brilhante, irrompeu do lugar escuro que pouco se enxergava ao longe até o topo das árvores e para o céu.
Mas que m... – começou Cedric.
A Marca Negra! – disse Hermione horrorizada.
Corre! – disse Cedric para Hermione, embora ele praticamente a levasse enquanto puxava seu braço floresta adentro.
ABAIXA! – gritou ela para ele fazendo-o abaixar a força.
ESTUPORE! – gritaram várias vozes e lampejos de luz vermelha voaram sobre a cabeça dos dois.
Parem! – gritou o Sr. Weasley - Eu os conheço!
Então se seguiu um longo momento de acusações contra Hermione e Cedric vindo do Sr Crouch.
Mas nós... – tentou começar Hermione, mas foi interrompida.
Cale a boca garota! Você sabe em quantos problemas podem estar metidos agora?! – gritou Crouch, o que fez Hermione sobressaltar de susto e Cedric se pronunciar.
Não conjuramos marca nenhuma! RACIOCINA! – respondeu gritando.
Quem você pensa que é rapazinho? – disse Crouch, já alterado.
Cedric...? – uma voz chamou o nome dele por trás de Crouch.
Pai... – disse Cedric aliviado de vê-lo sã e salvo.
Este é seu filho? – perguntou Crouch – Ótimo, então talvez possa explicar para seu pai como conjurou aquilo!
Nós não conjuramos N-A-D-A! – Cedric começava a perder a paciência e Hermione só assistia ele perder o controle.
Não minta senhor! Vocês foram encontrados na cena do crime! – disse Crouch também perdendo a paciência com Cedric.
Bartô, – murmurou uma bruxa trajando um longo penhoar de lã – eles são meninos, Bartô, nunca teriam capacidade para...
De onde saiu a marca? Respondam! – mandou o Sr Weasley.
Dali, - respondeu Hermione finalmente conseguindo falar – tinha alguém atrás das árvores... gritou uma palavra, uma fórmula mágica...
Imediatamente O Sr Diggory empunhou sua varinha na direção apontada por Hermione.
Amos, cuidado! – alertou-o o Sr. Weasley o que só fez Cedric ficar mais apreensivo.
Sr. Diggory trazia Winky estuporada, depois depositou-a no chão e o Sr. Crouch tinha uma cara de quem não podia acreditar.
Não! – exclamou ele – Winky? Conjurou a Marca Negra? Ela não saberia fazer isso! Para começar precisaria de uma varinha..,
E tinha... – disse o Sr. Diggory mostrando a varinha de Harry, ele provavelmente nem dera conta da perda dela , pois não teve que usá-la, houve o ataque e Chang apareceu em sua vida – Encontrei-a segurando. Elfo! – começou rudemente para Winky que estava fraca e com medo – Você conjurou a marca negra?! DIGA! ANDE LOGO!
Eu.. eu não meu senhor... eu não percebo... – dizia Winky atordoada.
Não temos todo tempo do mundo! De quem é essa varinha?! HEIN?!
Pare! – gritou Hermione diante de tamanha grosseria para com Winky – Essa é a varinha do Harry!
Como? – Perguntou Sr. Diggory.
Ele deve ter deixado cair! – completou imediatamente, querendo esclarecer as coisas.
Deixou cair? Isso depois que conjurou a marca? Isso é uma confissão?! – perguntava Amos freneticamente, isso estava começando a assustar Hermione.
Por favor Amos! – disse o Sr. Weasley – Olhe de quem está falando, você realmente acha que Harry Potter iria conjurar a marca negra?
Não... realmente – olhou para Hermione e disse – Me desculpe, me empolguei! Mas então só nos resta a elfa...
Winky estava aterrorizada.
Amos! – disse Crouch indignado – Por favor, se você não estiver insinuando que eu ensino a magia da Marca Negra eventualmente aos meus elfos domésticos, não teria onde ela aprender como fazê-la!
Não senhor... nunca, ela poderia ter aprendido em qualquer lugar... – disse Amos agora corando.
Certamente... – murmurou o Sr. Weasley – Winky? – disse bondosamente virando-se para o elfo – Onde foi exatamente que você encontrou a varinha de Harry?
Eu... eu estava encontrando... lá – murmurou ela – no meio das árvores, Senhor...
Viu? – disse o Sr. Weasley – Qualquer um pode ter conjurado a marca e depois desaparatado, muito engenhoso não usar a própria varinha, poderia incriminar quem quer que seja e a pobre Winky só acabou achando-a na hora errada.
Ainda assim, eu disse que ela ficasse na barraca e ela me desobedeceu. – disse Crouch friamente, o ar naquele ambiente parecia ficar cada vez mais rarefeito – Isto significa roupas...
Não senhor, não! – implorava Winky.
Mas ela estava assustada! – explodiu Hermione – O seu elfo tem pavor de alturas, e aqueles bruxos estavam fazendo as pessoas levitarem! O senhor não pode culpá-la por ter querido sair de perto!
Não preciso de um elfo que me desobedeça – disse olhando friamente para Hermione – Não preciso de uma criada que se esquece o que deve ao seu senhor e à reputação do seu senhor.
Todos se foram e Hermione e Cedric receberam ordens para irem para a barraca o mais depressa possível, mas Hermione não parecia querer arredar o pé dali, o olhar frio de Crouch havia se apoderado de seu corpo e agora ela estava dura feito pedra observando Winky implorar aos prantos.
Vamos Hermione... – disse Cedric para ela que não se mexeu – Hermione! – disse mais alto mas não houve resposta.
Até que ela sentiu algo quente apoderar-se dela descongelando-a e possibilitando que ela caminhasse sem nem observar o caminho por onde passava. Era a mão dele, na sua, conduzindo-a até a barraca leve e calmamente. Ele percebeu que ela havia voltado à vida.
Como você está? – perguntou parando a uma certa distância da barraca, ela nem percebera que haviam andado até ali.
O jeito como a trataram! – disse Hermione furiosa – O Sr. Diggory - disse nem lembrando do fato do "Sr. Diggory" ser pai de Cedric – chamando-a de "elfo" o tempo todo... e o Sr. Crouch! Ele sabe que não foi ela e ainda assim vai despedir Winky! Não se importou que ela estivesse sentindo medo nem que estivesse perturbada, era como se ela nem fosse humana! – terminou espumando.
E la não é... – disse ele com o orgulho um pouco ferido pela menção negativa do nome do seu pai nessa história.
Hermione se voltou contra ele.
Isso não significa que ela não tenha sentimentos! O jeito que a trataram é repugnante...
Eu sei! – disse ele interrompendo-a – E concordo com você, o Crouch é um idiota! Mas... o "Sr. Diggory" estava muito estressado pela conjuração da Marca Negra... Tente entender... – ela entendia, entendia o porque daquela atitude acima, ele só queria provar que o pai não era um nojento...
Ced, me desculpe... – disse ela sinceramente, ele olhou para cima com os olhos meio que arregalados – Eu não quis falar doseu pai, é só que estava muito nervosa e... – ela parou por um momento – Que foi?
Você me chamou de que? – perguntou ele rindo.
Pelo seu nome... –disse ela sem entender.
Não Hermione, você me chamou de "Ced" e pediu desculpas... – ele sorriu e ela corou. Ele percebeu isso também olho para o céu e colocou a palma da mão para cima.
O que você está fazendo? – perguntou ela olhando para ele de conto do olho.
Tô vendo se vai chover... – disse rindo sarcasticamente.
Ahá! – disse debochando – O único problema da sua piada foi... você esqueceu de usar a graça!
Ai! – disse levando as mãos em sua defesa – Você muito bipolar... –riu divertido.
Por que você semprearranja um jeito de me irritar? – perguntou ela ficando cara a cara com ele. Ele chegou mais perto, mas nenhum dos dois iria ceder a proximidade.
Por que me dá a oportunidade? – perguntou rindo.
A tensão existente nesse momento era tão grande que podia deixar qualquer um tonto. Nenhum dos dois dava o braço a torcer, portanto, nenhum se afastava. Nenhum queria se afastar.
Gente, onde vocês estavam?! – ouviram ao longe a voz de Rudy que fez os dois darem o braço a torcer e se afastarem rapidamente. – Pessoal, eles estão aqui! – Ele tinha que fazer isso?
Depois de um interrogatório de 1 hora a Sra. Weasley se acalmou, também porque recebeu um pombo correio urgente do marido e se ocupou em lê-o em outro cômodo em que as "crianças" não estivessem.
Nossa! – comentava Harry, a todo minuto depois que Hermione lhe entregara sua varinha – Eu nem dei falta dela, muito obrigada por trazê-la Hermione!
Você devia agradecer a Winky que foi quem a achou... e agora está pagando por isso... – disse Hermione suspirando melancolicamente.
A mão de Cedric cobriu a sua rapidamente soltando-a logo em seguida, mas isso era mais reconfortante do que parecia, muito mais...
Então... – começou Chang empurrando Hermione pela segunda vez naquela noite e ficando sentada ao lado de Cedric. – Como vocês disseram que se encontraram mesmo?
Não dissemos... – disse Hermione sentando no único lugar que faltava na "roda": Ao lado de Jack – Pensamos que vocês pensariam – Hermione sublinhou essa palavra fortemente com a fala – que já que eu saí... – ela olhou de Cedric para Jack – para tomar um ar e Cedric foi atrás de mim para ver se eu estava bem, nós estaríamos juntos... – Hermione disse a última palavra casualmente mas para Chang foi como uma pedra tombando no fundo do seu estômago.
Enquanto todos falavam sobre o recente acontecimento, Rudy debatia um acontecimento mais recente que ele havia presenciado e que não saia de sua cabeça. A cena de Ced e Mi quase... Não! Não podia ser... Pensava. Tudo bem que ele achava que existia uma "atração entre os dois" mas... eles tinham se conhecido hoje. Cedric enfrentaria um longo interrogatório na manhã seguinte.
Meninos! – exclamou a Sra. Weasley da cozinha – Olhem que horas são! Vocês precisam dormir! Já para a cama, todos vocês!
Ah mãe, na melhor parte da discussão! – reclamou Gina.
Não tem mais nem menos, nem igual! Para a cama! – ninguém desobedeceu, pois estavam todos realmente cansados.
Boa noite Mi! – disseram Harry e Rony.
Durma com o anjo, Mi! – disse Gina antes de ir se deitar rindo.
Boa noite gente – disse Hermione entredentes – E bons sonhos para você Gina...
Boa noite, Ced! – disse Chang pronta para abraçar Cedric quando Rudy fica na frente dela.
Valeu Ced! – disse Rudy batendo na mão de Cedric – Boa Noite Mi!
Boa noite! – respondeu Hermione grata, mas não sabia pelo o que.
Aham... – tossiu Cedric para o amigo.
Você tá bem? - perguntou Rudy rindo da cara dele.
A Cho também está aqui... – disse repreendendo-o
Ahh... – disse contrariado – Boa noite Cho!
Aham... – disse ela sem nem dar atenção a Rudy, dando um beijo na bochecha de Cedric e indo dormir.
E quando se pensa que tudo está resolvido e todos vão dormir...
Hey linda! – Jack veio falar com Hermione.
Hey "lindo"! – disse Hermione brincando. Cedric emitiu um som indescritível de ânsia de vômito.
Então... – ele olhou significativo para Hermione – Ainda há tempo de trocar... – Cedric olhou de maneira assassina para ele. Você quer morrer, Jack?
Obrigada Jack, mas vamos ficar nos lugares que nos foram resignados, por favor? – completou esperando que não tivesse mais brigas.
Você quem sabe linda... –disse pegando o rosto de Hermione e dando-lhe um beijo na bochecha.
Depois de Jack ter se deitado Cedric e Hermione se olharam e riram, denovo!
Então em que... – Cedric não conseguiu terminar a frase, pois Hermione começou o tirar sua jaqueta que deixou sua "camisola" ainda mais a mostra, para a garota não era um grande gesto.
O que? – perguntou virando-se para ele.
Em que lado você quer ficar? – disse suspirando fundo.
Ah... sei lá... Esquerda? – disse Hermione.
Tudo bem! – disse pegando um cobertor para cada um.
Então... – ela não terminara a frase, ele estava tirando a blusa. Claro! Ele não havia trazido pijamas...
Que foi? – perguntou ele deitando na cama.
Nada! – Você tá seminu na minha frente!
Isso era na verdade um exagero, já que ele estava de calça... Só havia retirado a blusa.
Ela ainda ficou enrolando passando creme no cabelo, na pele, se esticando... até ter "forças" para deitar ao lado dele. Ele só a observava deitado relaxado com os braços atrás da cabeça.
Você sempre faz tudo isso só para ir dormir? –perguntou ele rindo.
Nem todos têm a sorte de nascerem naturalmente bonitos como você! – brincou. Mas ele pareceu ficar muito satisfeito com o elogio.
Você me acha tudo isso mesmo? – perguntou rindo.
Não... – respondeu ela sinceramente. Ele ficou meio sério. – Na verdade sempre me perguntei por que eu não podia te ver todo "perfeito" como os outros vêem...
Você não me vê "perfeito"? – ele sentou-se e fez aspas no ar.
Não... – ela disse com um pouco de medo de ofendê-lo ou algo assim.
Ótimo! Porque eu não sou perfeito... – disse ele com um olhar aliviado.
Eu sei! Você é intrometido, cheio de si, metido a herói e um pouquinho arrogante... – disse Hermione se empolgando demais.
Ai! Uau! Espera, que ainda sobrou um pouco do meu orgulho próprio para você destruir... – disse ele rindo sarcástico.
Acho que já falamos sobre isso... – disse Hermione sentindo-se à-vontade para deitar na cama e mesmo que não estivesse seu corpo pedia por uma boa noite de sono.
É verdade... E você me deu um fora e julgou meus amigos... – disse ele observando-a virada de olhos fechados.
É, eu sou bem maluca... – disse Hermione caindo no sono.
Ele a olhou por mais um tempo.
E quem diria que nós já passamos por todas essas fases de "conhecimento" em um dia... – ela não o respondeu – Hermione?
Ela havia dormido, era a coisa mais linda do mundo. Não era perfeita, dormia toda esparramada, sem se importar em dormir encolhidinha e bonitinha em seu cantinho... Assim como era quando estava consciente. Ele tinha que juntar todas as forças que tinha para não cometer uma loucura...
Vai ser uma longa noite... – suspirou.
Na manhã seguinte.
