Capitulo II - One Way or Another (De Um Jeito Ou De Outro)


Jasper engoliu um gemido. Maldição!

- Refere-se à Volturi?

- Sim, Felix Volturi, da Volturi Industries International. Caso não saiba ele também é solteiro.

- Não, eu não sabia.

- Se serve de consolo, você é minha primeira opção.

- Que sorte a minha.

- Ser proprietário da Future Corporation garantiria o domínio na Costa Oeste. Sua empresa de importação e exportação não conheceria rivais.

- Os negócios da minha família vão além do simples comércio exterior.

- Sim, eu sei. Vocês oferecem bens e serviços. Como disse antes mandei investigar sua vida. Mas o que importa aqui é que caso não compre a Future, Volturi ficará com ela e se Volturi a tiver... Bem, não preciso explicar o que isso significa.

- Entendo que suas ações podem ter conseqüências severas sobre os negócios de minha família.

- Creio que isso tornará mais fácil sua decisão. Não acha que sou a opção menos desastrosa?

- Digamos que soube se expressar com maestria.

Alice riu novamente.

- Bem, agora só quero mencionar alguns detalhes finais. – e começou a contar nos dedos. – Prometo que não terá de suportar minha presença por muito tempo. Não espero que consume o casamento. Não tenho intenção de fazer exigências conjugais, especialmente com relação ao seu tempo. E então? A proposta está se tornando menos desagradável?

- E se eu decidir fazer algumas exigências?

- Estou disposta a aceitar seus termos. Tenho um objetivo a alcançar, e se para isso tiver de fazer alguns sacrifícios... Não hesitarei.

- É muito magnânima.

O tom ríspido chamou sua atenção. Ela respirou fundo e assentiu. No mundo dos negócios, aquele era um gesto claro de significado pré-estabelecido. A negociação chegara ao fim. Determinada, Alice aproximou-se com a mão estendida, revelando força surpreendente no rápido cumprimento.

- Tem vinte e quatro horas para mudar de idéia. Caso contrário, irei procurar o Sr. Volturi amanhã mesmo, no início da tarde.

- Está falando sério? Vai mesmo se casar com um homem que não conhece? Vai abri mão de uma empresa lucrativa só para poder assumir o comando sobre sua herança?

- Sim para todas as perguntas.

- E não há uma maneira de convencê-la a vender a Future Corporation?

- Não sem o casamento. Não tenho poder sobre a empresa, lembra? Não enquanto tio Aro controlar tudo.

Alice Brandon partiu sem olhar para trás. Assim que ficou sozinho Jasper pegou o telefone e discou um numero.

- Aqui fala Cullen. Tenho um trabalho para você. Quero tudo que puder descobrir sobre uma mulher chamada Alice Brandon. É urgente!

Ele desligou e foi até a janela. Se não estava enganado a Crabbe e Associados possuía edifício do outro lado da rua. Alice deveria ocupar um escritório perto do último andar. E uma janela do canto, como a dele. Interessado, olhou para a fileira de janelas vazias.

O detetive descobriria qual era a dela. Na próxima vez em que a encontrasse, saberia tudo que havia para saber sobre uma mulher, desde os detalhes mais íntimos de sua vida privada até a cor do batom que cobria aquela boca tentadora. Não sabia como conseguiria, mas Alice não se casaria com Felix Volturi. Não a deixaria arruinar os Cullens entregando a Future Corporation ao maior concorrente. Faria tudo que estivesse ao seu alcance. E não falharia.

O primeiro telefonema aconteceu quando ela estava saída do elevador do edifício dos Cullens. Por coincidência havia acabado de ligar o celular.

Os chamados prosseguiram num fluxo interminável enquanto atravessava a rua e entrava no edifício da Crabbe e Associados. Se estivesse dirigindo, teria mantido o aparelho desligado. Desde o acidente que a mandara para o hospital por dois dias, nunca mais combinara as duas máquinas.

- Não quero ser interrompido nos próximos dez minutos. – disse ao passar pela secretaria.

- Mas Srta. Brandon...

- Por favor, Angela. Preciso de dez minutos de paz. Depois lidarei com todos os prováveis desastres que possam ter ocorrido desde nossa última conversa.

Trancada no escritório, tentou concentra-se nos negócios e apagar da mente a imagem de Jasper, mas foi inútil. Aquele era um aspecto do plano que não levara em consideração.

Antecipara um acordo simples rápido, mas a reação diante de suposto futuro marido não havia sido simples. Emoções incomodas a consumiam desde que pusera os pés na sala de Jasper, e os sentimentos tornaram-se ainda mais intenso depois daquele rápido e final aperto de mão. Saira sem olhar para trás, temendo perder o bom senso ensinado pelo tio ao longo de dezesseis anos.

Como Jasper conseguira perturbá-la de maneira tão assustadora?

Talvez fosse sua aparência. Não esperava encontrar um homem tão atraente, apesar da foto que o detetive anexara ao relatório. E o dossiê não a preparara para a força de sua personalidade. Sim, era isso. Fora vítima de uma infeliz combinação de fatores. O conjunto formado por aparência e personalidade e os fatos intrigantes de que tomara conhecimento eram suficientes para explicar sua reposta.

Droga!

O cheiro de desinfetante usado pela equipe de limpeza ainda pairava no ar, e ela torceu o nariz. Porque tinham de fazer faxina todas as noites?

O escritório de Jasper não estivera impregnado pelo aroma desagradável. Tudo que sentira havia sido o perfume da colônia suave. Por que sua sala não podia ter uma fragrância mais agradável? Precisava conversar com Angela sobre isso.

Incomodada, aproximou-se da janela e abriu as cortinas. Os olhos encontraram o prédio do outro lado da rua, e ela tentou adivinhar qual janela seria a de Jasper. Sabia que era uma do canto como a dela, mas as semelhanças terminavam ai. Lá havia uma atmosfera agradável e organizada, enquanto em sua sala...

O lugar era totalmente desprovido de personalidade. A mobília era impessoal, não havia retratos sobre a mesa e nem sofá confortável e aconchegante, nem uma prateleira repleta de livros.

Por alguma razão, sempre havia preferido a praticidade ao bom gosto, como em todas as outras esferas de sua vida. No passado, a lógica parecera a solução perfeita para tudo. Mas agora...

Batidas hesitantes na porta interromperam sua reflexão.

- Srta. Brandon? – Angela parou na soleira. – A diretoria a espera.

Alice olhou para a janela uma ultima vez. Ali. Aquela janela. O escritório de Jasper devia ocupar o canto do edifício diretamente á frente dela. Que ironia! E que pena. Uma estranha tristeza a invadiu. Teria gostado de se casar com ele, mesmo que o relacionamento fosse apenas comercial.

- Srta. Brandon?

- Obrigado Angela. Só preciso apanhar minhas anotações.

- Elas já estão comigo. Também tenho sua agenda para hoje e os recados mais urgentes via telefone e e-mail. Redigi algumas respostas para os chamados, e assim que aprová-las...

- Pode deixar. Eu mesma cuido dos chamados.

- Mas... não tem tempo para isso, senhorita!

- Tem razão. – e aproximou-se da porta. – Não tenho tempo. – como não tinha tempo para pensar num belo inglês com um sotaque sexy e um sorriso encantador.

Ninguém jamais pronunciara seu nome com um tom tão envolvente.

- Não vai conseguir voltar para casa antes do evento desta noite Srta. Brandon. Por isso tomei a liberdade de mandar buscar seu vestido e acessórios. – Angela anunciou com a eficiência de sempre.

Alice assentiu distraída. Responsabilidade. Dever. Ética profissional. Era guiada por tais conceitos desde os dez anos de idade, quando ainda lutava para superar a dor da perda dos pais.

- Obrigado, Angela. Você é muito competente.

A secretaria sorriu.

- É para isso que recebo um salário. Para cuidar de todos os detalhes de sua vida enquanto se concentra nos negócios.

Alice alcançou o corredor que levava a sala de reuniões e seguiu em frente. Concentrar-se nos negócios. E isso explicava tudo, não?

- Olá, Allie. Mundo pequeno, não?

Alice virou-se para encarar Jasper, que sorriu diante de sua expressão de surpresa. Era bom saber que podia afeta-la.

Prejudicar o controle rígido e o equilíbrio inabalável era a melhor maneira de empatar a partida depois de sua reação desgovernada a proposta de casamento que recebera em seu escritório pela manhã. Uma proposta ultrajante. Ela o encarou através dos óculos, os olhos grandes, cintilantes e atraentes demais para o bem de sua sanidade mental.

Notara aqueles olhos no momento em que ela entrara em seu escritório, mas só depois compreendera como eram capazes de enfeitiçarem.

Verdes, tinham o tom da mais pura esmeralda e eram cercados por anéis escuros que os tornavam ainda mais expressivos. O olhar era tão direto quanto apreensivo. Interessante. Por que a apreensão? Certamente descobriria.

- Sr. Cullen, que surpresa.

- Jasper. E surpresa maior é: nunca termos nos encontrado antes. Conheço quase todas as pessoas nesta sala. Presumo que também as conheça, não?

- Sim.

Ele apontou para uma loira exuberante do outro lado do salão.

- Carmen Fontaine e seu novo marido, por exemplo?

- Eleazar é um velho conhecido. Intermediei alguns de seus empreendimentos mais recentes. Também conheço Sami, a filha de Carmen. Ela também se casou recentemente.

- Estava fora do país, por isso não pude comparecer á cerimônia.

- Vai gostar do marido dela. Pensando bem você é parecido com Noah.

- Realmente? Como?

- Ambos são duros. Fortes determinados.

- E decidiu isso depois de um único encontro?

- Sim.

- Houve um tempo em que as pessoas me consideravam charmoso, agradável, até divertido.

Ela o encarou novamente. Fascinante. A palavra ecoou em sua mente como um aviso.

- Posso imaginá-lo desempenhando esse papel, mas o homem verdadeiro é bem diferente.

- Como pode saber?

- Não importa.

- Intuição feminina? – notando que ela se recusava a responder e desviava os olhos dos dele, inclinou-se para frente. Um perfume suave assaltou seus sentidos, provocando uma reação intensa e inesperada. Não se lembrava tê-lo sentido em seu escritório naquela manhã. Tanto melhor, considerando o efeito que podia produzir. – Ou a empresária bem-sucedida não pode ter intuição? Talvez o sentimento entre em conflito com sua capacidade de análise e formulação de deduções lógicas.

Cullen acertara em cheio.

- De acordo com minha experiência, fatos e números exercem forte influência sobre os homens. Quanto à intuição feminina, ela não tem o mesmo poder.

- Seu tio disse isso?

Ela encolheu os ombros, e o movimento atraiu sua atenção para o pescoço delicado e os ombros arredondados.

- Aprendi a lição de maneira mais dura. A lógica sempre rende os melhores frutos. O que veio fazer aqui Sr. Cullen?

A mulher era encantadora. Podia sentir a força sob a aparência delicada e feminina. Seria um erro subestimar sua determinação.

- O mesmo que você.

Um brilho assustador iluminou seus olhos por um instante antes de desaparecer.

- Oh, refere-se ao caráter filantrópico do evento.

- A que mais poderia estar me referindo?

-A nada. – mentiu

E foi então que ele soube. Alice estava ali por ouro motivo. Volturi devia estar no meio da multidão. Em algum lugar. Apostaria até a última ação da empresa nisso. A deliciosa Srta. Brandon esperava poder marcar um encontro com o empresário. Jasper sentiu uma fúria que era tão intensa quanto imprópria. Não estava sendo traído. Aquela mulher não era Kate. Alice anunciara a intenção de ir procurar Volturi. Além do mais, não queria se casar com ela. Tudo que queria era a Future Corporation.

- Você me prometeu vinte e quatro horas!

- Sabe que seu sotaque torna-se mais acentuado sempre que está aborrecido?

- Eu não havia notado.

- Nasceu na Inglaterra?

- Não, nasci aqui, mas é inevitável não ter esse sotaque quando toda a família o tem. Ainda falamos nessa forma quando nos reunimos, seja para conversar, discutir ou expressar uma emoção. – e baixou o tom de voz. - Também fazemos amor assim.

- É razoável – ela respondeu com uma postura surpreendente. Não fosse pelo brilho dos olhos, ninguém poderia notar que estava perturbada.

Mas Jasper notou. Por isso aproximou-se um pouco mais sem se importar com o sotaque que o traia.

- Muitos concorrentes utilizam meu isso como uma espécie de termômetro. Talvez deva faze r o mesmo. Repito Srta. Brandon, que me prometeu um prazo de vinte e quatro horas.

- E vou cumprir minha promessa.

- Pretende encontrá-lo esta noite, não é?

- Quero marcar um encontro.

A mulher tinha o direito de marcar quantos encontros quisesse. Havia rejeitado sua proposta, não? Não tinha intenção de se casar com ela.

Então, por que a atitude possessiva? Não podia explicá-la. Tudo que sabia era que estava aborrecido. Odiava pensar em Volturi pondo as mãos na Future Corporation. E pensar naquelas mesmas mãos em outros lugares... Se continuasse dando asas a imaginação, acabaria cometendo uma loucura.

- Não conhece Volturi, caso contrário não se aproximaria dele.

- Ele também foi investigado, Jasper. Na verdade, a comparação dos dados levou-me a escolher você como a opção mais interessante.

- Então deve ter contratado um detetive incompetente. Volturi não teria conseguido esconder suas atividades de um investigador mais astuto. – Gostaria de poder explicar tudo que pressentia sobre o sujeito, mas como a convenceria se não tinha provas? Se nem ele mesmo confiava na própria intuição... – Receio que ele possa prejudicá-la. O homem não hesitaria em feri-la ou magoá-la, Allie.

- Creio que dei a impressão errada quando o pedi em casamento. Não pretendo ofertar minha alma e meu coração ao homem com quem me casar. Será apenas um acordo temporário. Sem consumação, sem cobranças ou deveres conjugais.

Ele apoiou as mãos sobre os ombros delicados. Sentia a tensão sobre os dedos, mas puxou-a de encontro ao corpo, até obter um encaixe perfeito, e inclinou a cabeça até quase tocar seu ouvido com os lábios.

- Escute bem o que eu vou dizer Allie. Com Volturi você não terá a menor chance. Ele toma o que quer e joga fora aquilo que não interessa mais. Ele vai torná-la parte do acordo, mesmo que prometa o contrário.

- Eu? O que quer dizer?

- Use sua imaginação.

Aparentemente, ela possuía uma imaginação bem ativa. Apesar de privilegiar o raciocínio lógico. E a revolta seguiu-se á compreensão.

- Não pode afirmar com certeza. – protestou.

- Posso. Se disser a ele que não quer consumar o casamento, vai despertar o instinto de caçador. Ele a perseguirá com determinação, por que é incapaz de resistir a um desafio. E se não disser nada, ele insistira na realização da união, nem que seja só para deixar sua marca de posse. E quando estiver satisfeito ou farto, quando tudo deixar de ser uma novidade interessante, Volturi se livrará de você de maneira pública e humilhante, porque essa é a sua forma de agir.

Alice recuou, interrompendo o contato.

- Esta mentindo. Inventou tudo isso para que eu não me aproxime dele.

- Tem razão, estou tentando impedir que se aproxime de Volturi. Mas não menti.

- Como pode saber?

- Esse é um ponto que não está aberto a discussões. Confie em mim... Ou não. A escolha é sua. Mas esteja prevenida, Allie. Vá atrás de Volturi, e garanto que terá o resto da vida para arrepender-se.

- Será que não entende? Não tenho escolha.

- É claro que tem. Encontre um homem a quem possa amar. Ou invista em um casamento de verdade. Faça as coisas ao estilo antigo.

- Não daria certo. Todos os homens que conheço esperam se casar com Alice Brandon.

- E o que há de errado nisso? Não esta procurando um marido?

- Eles querem a corporação. Querem jantares elegantes, a alta roda das finanças, o poder e o prestigio.

- Entendo. Eles querem Alice em vez de Allie. É isso?

- Sim, é exatamente isso.

Jasper não disse nada. Admitir que desejava Allie só alimentaria falsas esperanças. Não pretendia se casar com ela, nem com outra mulher.

- Não faça isso, pequena. Não se aproxime de Volturi.

- Preciso me casar. E depressa.

Com isso, virou-se e desapareceu na multidão. E Jasper a deixou partir. Afinal... Não podia reter algo que não lhe pertencia.

Alice atravessou o salão com passos decididos, como se tivesse em mente um destino especifico. Mas a única cosia que queria era colocar a maior distancia possível entre ela e Jasper. Riscaria o nome dele da sua lista de candidatos ao posto de marido. Era dominador, perceptivo...

Inconveniente. Um inglês passional. Seria ridículo escolhê-lo dentre outros homens mais razoáveis.

Se ao menos não fosse tão atraente!

- Alice?

Assustada, virou-se e viu o tio aproximando com ar curioso.

- Estive procurando por você.

- Desculpe tio Aro, mas precisava cumprimentar algumas pessoas.

- Nunca deixa escapar uma oportunidade para fazer negócios, não é?

- Tive o melhor professor – ela sorriu.

- Quem era aquele homem com quem estava conversando? Um cliente em potencial?

- O nome dele é Jasper Cullen. Nós nos conhecemos recentemente. E ele não é um cliente.

- É um... Amigo? A discussão parecia bastante inflamada. Algum problema?

- Estávamos falando sobre a Future Corporation.

- Ah, sim! Agora me lembro do nome. Os Cullens têm demonstrado um grande interesse por essa empresa. Estou enganado, ou um deles teve o nome envolvido em um escândalo?

- Foram rumores sem fundamentos. Tudo não passou de um lamentável mal-entendido. Creio que vou interferir e esclarecer tudo, se não se importa.

- Esse assunto não nos diz respeito.

- Ainda não. Mas estou disposta a me envolver nele.

- Conheço esse tom de voz. Alice, por que tem sempre de assumir a defesa daqueles que considera "oprimidos e injustiçados"?

- Jasper não é oprimido. Certamente resolveria o problema sozinho em algum momento. Só espero poder acelerar o processo. A propósito, o que sabe sobre os Cullen? Eles possuem negócios limpos, são empresários éticos...?

- Não me lembro de ter ouvido comentários contrários a ética dos Cullen. Com exceção desse último incidente, é claro. Eles sempre tiveram uma reputação muito sólida. Por quê?

- Por que é isso que penso. Só queria ouvir sua opinião, por que é sempre muito sensato e capaz de julgamentos lógicos. E quanto a Felix Volturi? Também o conhece?

Aro hesitou.

- Sim.

- E...?

- É um empresário muito astuto.

- E como indivíduo?

- Por que esse súbito interesse em Cullen e Volturi? Essas perguntas são profissionais ou pessoais?

- Um pouco de cada. Por favor, tio preciso saber o que pensa sobre os dois. Seja imparcial. Se tivesse de confiar em um deles, quem escolheria?

- Cullen.

- Temia que dissesse isso...

Olhou para Jasper. Ele conversava com uma ruiva exuberante, sorrindo de um jeito que despertava nela uma estranha carência. Confiava no tio. Apesar de Volturi ser aparentemente o mais confiável, certos elementos não se encaixavam no panorama geral. Talvez fosse a perfeição das informações obtidas pelo detetive. Jamais confiara em alguém perfeito demais. E depois de ouvir o que Jasper dissera...

Faria uma última tentativa com Sr. Cullen. Se ele insistisse em recusar sua proposta, iria ao encontro de Volturi e o avaliaria pessoalmente.

Determinada, atravessou o salão e parou ao lado de Jasper, apoiando a mão sem eu braço. Com esforço sorriu para a ruiva como se não tivesse nenhuma outra preocupação no mundo além de manter-se agarrada ao homem que pretendia reclamar para si. Ele a fitou com ar confuso.

- Pensei que pudéssemos continuar discutindo minha proposta – Alice murmurou com voz rouca.

Era chocante! Mas em alguns momentos a lógica não era suficiente. Nessa ocasião, uma empresaria eficiente recorria a todas as armas. Infelizmente, a voz era tudo que tinha. Oh, por que não procurara saber um pouco mais sobre sedução, em vez de ter lido tantos livros sobre economia e administração? E como poderia se sair bem, se era a primeira vez que tentava seduzir um homem?

- Esqueceu de me dizer alguma coisa querido? - A ruiva perguntou a Jasper.

- Meu amor, querida. Juro que nunca vi esta mulher antes.

Alice abriu a boca.

- Nunca...? Não acredito no que esta fazendo! Vai dizer que nunca nos vimos antes?

- Por que não, se é verdade?

- Oh, suponho que eu não tenha estado no seu escritório esta manhã para pedi-lo em casamento?

Jasper resmungou alguma coisa inaudível antes de soltar-se daquela mão em seu braço e correr para perto da ruiva.

- Esta mulher deve ser maluca. Por favor, Charlote, não se deixe envolver por essa conversa absurda!

Charlote sorriu, demonstrando ser uma mulher segura de sua posição. Depois segurou o braço de Jasper como Alice fizera pouco antes.

- Creio que sei o que esta acontecendo.

Ótimo! Por que ela não sabia. Apoiando as mãos na cintura, olhou para o casal.

- Jasper Cullen. Eu o pedi em casamento há menos de doze horas. Vai continuar negando?

Os dois olhavam para ela como se tivessem divididos entre o riso e o espanto.

- Casamento?

- Isso mesmo. Pode esquecer o período de vinte e quatro hora, Sr. Cullen. A proposta foi cancelada. De minha parte, Volturi passa a ter a prioridade. E vou falar com ele agora mesmo.

Virou-se e colidiu com uma grandiosa parede de músculos. Os olhos foram subindo lentamente pelo peito impressionante até encontrarem um queixo quadrado e um par de olhos verdes.

- Oh-oh... – murmurou.


(/NA: One Way or Another - Kate Voegele)

Loveblack Cullen: É até estranho ver a Alice tão concentrada só em negócios... mas eu amo ela de todo jeito... =D ... tá ai mais uma capítulo...

Mah HC: Ganhei uma fã *dando pulinhos*...Brigada... Que bom que você gosta... Nessa o Jazz vai aparecer mais (overdose de Jazz... *morri*)...

MahRathbone: Que bom que você tá gostando... Tá ai mais um post... Passei na sua fic... Adorei!! Adoro shipper Ash and Jack... =D

Mais uma capítulo ai... Espero que gostem...

Deixar reviwes não machuca... e ainda vai me deixar feliz!!!