Orgulho e Sensibilidade

Fanfic dedicada a July-chan

Nota: Tive que reescrever uma parte desse capítulo, já que eu achei a parte que o que eu ia publicar estava muito açucarado...XD...Enfim,a cabou ficando pior...o.o/....XD.....

Muitíssimo obrigada a quem acompanhou, a dicionou aos favoritos e a quem só leu. Agradecimentos especiais a July-chan²²²², Marina Jolie, Margarida e MandyLenda pelos reviews maravilhosos, fico muito contente com a aceitação dessa fic. Agradecimentos mil a todos vocês, que me fizeram muito feliz ao acompanhar essa história... último capítulo, friends, até mais ver...o/~~


Orgulho e Sensibilidade

Capítulo 3 - A mãe

Paris, França, 13 de junho de 1940

Já está tudo arranjado – ele pegou em sua mão, da forma cavalheiresca de sempre. E fria – O carro nos espera lá fora.

Passaram pelo longo corredor, descendo as escadas. Mai sentiu o coração esquentar quando, por causa de um dos inúmeros bombardeios, seu marido abraçou-a de modo protetor. E por um segundo, ela se esqueceu de que seu pai os havia apresentado, que o casamento era arranjado, e que ele só via nela a chance de perpetuar o nome de sua família com uma jovem de linhagem nobre. Tudo perdeu o som e a cor, somente os três importavam, pois Mai já contava com a vida que carregava dentro de si.

Você está bem?

Aqueles olhos... Azuis... Tão frios.

Sim, agradeço sua preocupação.

Então, por favor, entre no carro – O braço esquerdo do marido serviu-lhe de apoio. Olhou para trás a tempo de ver Camus certificando-se se todas as bagagens estavam no porta-malas.

Vamos depressa – estranhou quando ele ficou parado, no mesmo lugar, encarando-a – O que aconteceu? – quando ela fez menção de sair do carro, ele fechou a porta – Camus, deixe-me sair. O que está havendo?

Ele ignorou totalmente os protestos da mulher, dirigindo-se ao motorista.

Assegure-se de que minha esposa chegue sã e salva a Suíça, Seiya.

Tem a minha palavra, monsieur LèFreve.

Suíça?! Camus, eu exijo falar com você! – sentiu os olhos marejarem ao ouvir o barulho do motor, e não agüentou segurar as lágrimas quando sentiu o carro levando-a para algum lugar distante dele, e a mão esquerda, cujo dedo anelar resguardava a promessa de amor e fidelidade que fizeram ao se casar, encostou-se no vidro, espalmada – Camus!

Adeus, ma cherie – Virou-se, entrando novamente em sua casa, indo direto ao escritório.

Senhor, há mais alguma coisa de valor que precise deixar a casa? – Reconheceu a voz do tenente Isaak, mas deixou que alguns segundos transcorressem no mais absoluto silencio – Coronel?

Não, e prepare-se para ir para o front. E avise Hyoga também.

Sim, Coronel Camus, senhor – ele bateu continência, retirando-se da sala.

Tudo que me era mais valioso acabou de partir naquele carro.

o-O-o

Na fronteira da Suíça com a França, 20 de Outubro de 1945

Mama, eu também sou um soldado francês, como o papai, veja!

Sim, ma petit, és como ele.

Tanto tempo, e nenhuma carta ou notícia. Milo, vez ou outra, mandava-lhe algumas sílabas, com muito custo, sobre o paradeiro dos dois. As poucas fotografias dele eram tudo o que tinha quando sentia vontade de vê-lo, mas não era a mesma coisa. Não via o azul de seus olhos, ou o vermelho de seus cabelos, só uma lembrança em preto e branco, que o filho sempre via com olhos brilhando. Albert estava com quatro anos, e corria pelos muitos cômodos da casa com um chapéu de jornal e um cabo de vassoura, segurando a foto do pai, e ela apenas sorria. Tinham os mesmo olhos, a mesma cor de cabelos, pai e filho eram iguais. Imaginou se o pequeno ficaria tão sério como o ele algum dia.

Criança, não corra tanto, pode se machucar! – disse a empregada, seguindo-o com uma preocupação que Mairian julgou excessiva. Afinal de contas, Albert estava feliz.

Seika, pode olhá-lo parar mim um minuto? Gostaria de tomar um ar – a menina acenou brevemente, e a jovem mãe foi buscar na pacífica vista de sua residência o conforto para seu coração.

Quase cinco anos de espera, e finalmente a guerra havia acabado. Estampava todos os jornais, e estava nas conversas de todos os moradores da cidade próxima. Será que... Será que ele estava bem? Não recebia notícias de Milo fazia mais de três meses, e na última não havia nada que garantisse uma segurança duradoura, mas ao menos ficou feliz de o grego ter sido honesto, já que não havia realmente uma certeza do bem-estar de seu marido.

Observou da varanda o belo campo de flores silvestres de sua propriedade inclinar-se ao sabor do as escadas, para colher algumas flores remanescentes, e surpreendeu-se por haverem tantas – Talvez a natureza estivesse feliz com o fim dos combates– supôs, e dirigiu-se a bela paisagem. Quando algo chamou sua atenção.

Na outra extremidade do campo, havia outra pessoa, caminhando em sua direção. E não era Seiya, ou nenhum dos outros empregados – Na verdade, parecia ser bem mais alto que a maioria dos agricultores da região, e a forma como andava também mostrava que era um homem imponente, de classe, bem educado e...

Não pode ser... – Mai interrompeu suas avaliações, ao perceber que o homem, coincidentemente, era ruivo. Aquela pessoa... Inconfundível.

Correu o máximo que pode, com o coração incrivelmente descompassado, e mil pensamentos por segundo, até que ficou distante o suficiente para que pudesse ter certeza. Respirou fundo, e cumpriu calmamente a distancia que ainda separava-os com passos calmos. O castanho-esverdeado chocou-se com o azul-escuro, tal qual a primeira vez que se viram.

E Mairian, com toda a calma que o ambiente oferecia, desferiu um tapa no lado esquerdo do rosto do homem.

Cinco anos, e apenas Milo me mandando notícias – as primeiras lágrimas correram seu rosto devagar, e o ruivo aproximou-se, sem perder o contato visual – Camus, eu...

Silence, mon cher – circundou a cintura da esposa, num abraço forte, e ela, ainda com os olhos arregalados pela emoção, sentiu novamente a sensação de estar num mundo paralelo, especial, apenas na companhia dele – Je t'aime.

Je t'aime aussi – Ela sorriu, desvencilhando-se do abraço, e levando-o pela mão rumo a casa – Há uma pessoa que lhe admira e quer muito conhecê-lo.

Alguns instantes depois, Albert apareceu na varanda, sorrindo encantadoramente e correndo de Seika, que a todo custo tentava fazê-lo soltar uma fotografia amassada.

Era um bom momento para apresentá-los.


FIM.../o/~~...Muito obrigada a todos que acompanharam (again)...e...e....

CARA, O MEU CAMUS NÃO FICOU OOC...(segundo vcs).....POUTZ, EU FIQUEI MUUUITO FELIZ AGORA....*morre*...XD...

Ahem, respondendo aos reviews:

Mandy Candy Lenda: OMG CANDY, VC COMENTOU... BRIGADS... *O*/

Marina Jolie : Cara, era sério quando eu disse que te admirava, no brinks, mano...XD.../o/

Nee, aprendi com algumas pessoas a parar na melhor parte das coisas, não sei com quem...8DDD...

Nha, fico tão feliz que vc tenha curtido assim a ponto de se revoltar com o fim prematuro da fic....Adoro quando as pessoas pedem continuação, mas acabou sim...D8'''

Nee, o primeiro é "a noiva", o segundo "a esposa" e esse terceiro agora foi "a mãe", já que ela tem o Albert (nome roubado do grandessíssimo Albert Camus, já que o kurumada roubou o sobrenome, eu roubei o primeiro, oras...XD)....Já qu eu tinha prometido a maika não matá-lo, e talz... ; ^ ;'''....

Milo é naturalmente sequiçi, não tem culpa não... 8DDDD....

Brigads pela review, e aguardo vc terminar "Per amore" agora... *O*/

Margarida: Santa maionese, Batman, um review da MARGARIDA... *O*.... (sim, eu admiro vc ,leio suas fics a séculos , mas nunca comentei em nenhuma pq não tenho vergonha...XD...)....E ME DIZENDO QUE O CAMUS NÃO FICOU OOC....PQP MUITISSIMO OBRIGADA, ESSE EU TINHA QUE RESPONDER EM CAPS LOCK, PQ VC FOI BEM NO MEU PONRO FRACO... *aquela que quebra a cabeça tentando entrar no personagem por horas*...Espero que o Milo não tenha ficado meio OOC demais, apesar da gostosura do mesmo...XD...

Enfim, fic encerrada, muito obrigado por reclamar da ausência de mais capítulos, fiquei feliz com isso tbm...o.o/...XDDDD...

A todos que me acompanharam, agradecida ao extremo.... e talvez surja uma outra fic minha maiorzinha, tenho um projeto de fazer um MUxHILDA (ship favorito EVER, dane-se o siegfried ...XD)...enfim, encerro por aqui....Obrigada mesmo a vc que está lendo até o fim do fim...o/

CJ