Título:Privilégios da Paixão
Classificação: T
Shipper: SasuSakuxSakuSasu
Gêneros: Romance/Drama
Disclamer:Os personagens do anime/mangá Naruto pertencem a Masashi Kishimoto e nenhum lucro será obtido com esta fanfiction.
Sinopse:Poderia os privilégios da paixão alcançar um frio coração?
Não saber nada sobre sua família era triste. Sentia-se completamente sozinha e abandonada em um mundo cruel e difícil. Não tinha amigos, parentes ou um companheiro com quem contar. Sua vida limitava-se a um destino miserável, do qual ela realmente acreditou não conseguir fugir.
Até que seu lindo anjo de cabelos radiantes como o sol e olhos docemente mel a salvou e a levou para uma casa grande e aconchegante, mas que carregava uma áurea incrivelmente triste. Ela só não imaginava que iria descobrir mais sobre sua amada família, e reencontrar um grande amor que estava esquecido em sua infância.
Sakura o conquistou com seu jeito meio tímido, inseguro, parecendo ser uma boneca de porcelana que ao mínimo toque poderia espatifar-se pelo chão, ela o salvou, e curou cada ferida de seu tão machucado coração. E só ela, com todo aquele amor que carregava no peito, poderia o mostrar os verdadeiros privilégios da paixão!
Privilégios da Paixão
Escrita por: Maryanna Chan
Capítulo III ~~
Orgulho Ferido
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" Karin tinha me desafiado para uma guerra, mas talvez ela não imaginasse que eu estivesse disposta a lutar..."
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Os dias se passaram rápido na grande mansão, e logo Sakura se via bem mais disposta e recuperada. As lembranças do lindo moreno ainda á atormentava, rodando sua cabeça a todo instante, entre tanto, ela realmente desejava ver seu rosto, e ouvir sua voz.
Mesmo que ele a rejeitasse, ela ainda desejava vê-lo. Mesmo temendo sua reação diante de uma moradora de rua, a rosada ainda queria encontrá-lo. Apenas para ter certeza de que aquele sentimento que nutria não era apenas agradecimento, e sim, algo bem maior e forte.
Ainda não sabia exatamente, mas parecia que seu nome era Sasuke, e que o mesmo estava noivo da ruiva que a confrontou no corredor. E como imaginara, o homem era uma pessoa fria, e quase nunca jantava e almoçava em casa, preferindo ficar trabalhando no escritório.
Por incrível que pareça, Sakura não o via como alguém egoísta e mal. Pelo contrario, ela tinha consciência de que por detrás daquele homem, poderia existir uma pessoa com um passado triste e doloroso, e que o tempo e os obstáculos da vida o tiveram transformado no que era hoje.
A rosada sabia muito bem o que era aquilo. As condições em que vivera e o sofrimento pelo qual tinha passado, havia a transformado em uma pessoa tímida e solitária, com medo daquelas que a rodeavam.
Queria mudá-lo, conhecê-lo melhor, e talvez conseguir o ajudar.
Sabia, dede o momento que chegara naquela casa, que alguém precisava de sua ajuda, e a rosada sentia que esse alguém era Sasuke. Mesmo sem ainda ter olhado no fundo de seus olhos.
Batidas suaves ecoaram pelo seu quarto, e após sua permissão, a porta foi aberta lentamente, relevando uma bela moça de cabelos negros e olhos da mesma cor. A mulher aproximou-se timidamente, com as mãos atrás das costas.
- Com licença. Tsunade-sama pediu que a senhora á acompanhasse no jantar. – Sakura abaixou os olhos tristemente. Desde o dia em que entrara naquela casa, todas as suas refeições estavam sendo feitas no quarto mesmo. O motivo? Ela tinha vergonha de jantar no meio de pessoas tão ricas, que provavelmente comiam divinamente.
Nunca tivera usado um talher em sua vida, e a primeira vez que fora usar foi no primeiro jantar que comeu naquela casa. Mal sabia usar as colheres, e por isso preferiu comer sozinha. Isolada em seu quarto. E mesmo que uma semana tivesse se passado, a rosada sabia que não iria conseguir acompanhar a classe daquelas pessoas. Elas provavelmente iriam rir dela.
E ela não queria sofrer uma nova humilhação.
- Obrigada, mas avise a Tsunade que não estou me sentindo muito bem... – Murmurou tristemente, logo depois se encolhendo entre os lençóis. Tentando convencer a empregada de que realmente estava sentindo uma dor incomoda. A mulher saiu silenciosamente, da mesma forma que tivera entrado no local.
Sakura simplesmente não estava disposta a sofrer novamente. Poderia até querer mudar a forma de pensar daquelas pessoas, mas tinha uma coisa que a impedia de fazer isso.
O medo! Seu medo era bem maior que qualquer sentimento encorajador que nascia nela. Medo que apenas se acumulou em seu coração, através dos anos em que viveu coisas horríveis. E por mais que ela quisesse lutar contra aquele medo, ela não conseguia.
Algo a impedia, talvez as feridas que ainda estavam abertas em sua mente e coração. Feridas incrivelmente profundas, das quais a rosada tinha quase certeza de que nunca iriam ser curadas. Nunca existiria tal sentimento bom que pudesse curá-la. Nunca...
OoO
Karin sentia como se aquela garota fosse uma ameaça para ela. Não sabia como exatamente, mas ela sabia que a rosada estava tentando tomar algo dela. Era aquele sentimento incomodo que sempre sentia, entre tanto, agora estava bem mais forte do que nas ultimas vezes.
Era algo que parecia corroer seu coração. Karin não sabia se era dor ou ódio. Magoa ou rancor, ou ate mesmo culpa. Ela se sentia excluída, deixada para trás. Eram esses sentimentos que a acompanhava, desde que soube da verdade sobre ela.
Seu noivado com Sasuke era algo que nem ela mesma sabia como aconteceu. Subitamente, os dois tinham começado a namorar, e a ruiva apenas desejava esquecer todas as lembranças dolorosas que tinha. Quando tudo começou, ela era estupidamente apaixonada pelo moreno. E era algo tão forte que ás vezes ela chegou a comparar com amor.
Claro que, com o tempo aquela magia foi desaparecendo, e ela sabia que Sasuke apenas a desejava para satisfazer seus desejos e manter uma imagem solida de empresário feliz, que pretende se casar e ter filhos.
Mas, o fato dele amá-la ou não, já não mais importava. Karin apenas desejava se casar com o moreno, e viver sempre rodeada por dinheiro. Presa em seu próprio mundo, onde tudo apenas girava em torno dela mesma.
As vezes, a ruiva se questionava se aquilo era errado. Eles tinham tanto dinheiro, que parecia injusto ter tantas pessoas espalhadas pelo mundo sem ter absolutamente nada. Entre tanto, seu egoísmo sempre falava mais alto, tirando qualquer idéia de bondade de sua cabeça.
Karin não precisava gastar seu dinheiro com aquelas pessoas, que não trabalhavam porque não queriam, ela poderia gastar em algo melhor, que iria trazer benefícios para a mesma. Como comprar roupas caras, ir nos salões de beleza mais sofisticados e usufruir de todo o que quisesse.
Infelizmente, eram esse os pensamentos que rondavam a cabeça da jovem mulher.
- Tsunade-sama, Sakura-san disse que não estava se sentindo muito bem. – A empregada se pronunciou. Tsunade franziu a testa em desagrado. Não era idiota, e já tinha percebido que a rosada evitava jantar com eles, sempre preferindo fazer suas refeições sozinha, trancada naquele quarto.
Um incomodo sentimento de dor se apoderava de seu coração, quando ela percebia que a rosada tinha vergonha da forma como comia ou se sentava. Aquilo era injusto, e Tsunade não era do tipo de pessoa que se conformava quando alguém se alto denominava imprestável, se rebaixando diante os outros.
- Irei falar com ela! – Karin alertou, levantando-se da cadeira com os olhos avermelhados fixos no marido, que ao menos parecia notar que a mesma estava na sala com ele. Eram aquelas atitudes do moreno que á tiravam do sério, Sasuke não olhava mais em seus olhos, e eram raras as vezes em que os dois conversavam
. Seu noivado já tinha acabado á muito tempo, e quanto mais a ruiva tentava se convencer de que um sentimento forte ainda estava em seu coração, mais ela via que não tinha mais nada a ser alimentado entre os dois. Pelo menos, da parte de Sasuke, nunca o teve.
Saber que servira de um objeto a frustrava. Saber que ele nunca á amou doía, mas não mais que a dor que sentira ao ver sua mãe lhe dar as costas e partir. Largando-a como uma roupa, que após ser usada era jogada fora com egoísmo e arrogância.
Karin simplesmente não sabia se um dia iria conseguir a perdoar.
OoO
O corpo frágil estava encolhido entre os lençóis macios. As lagrimas desciam calmamente de seus olhos, em um choro sofrido e silencioso. Agonizando em sua própria solidão.
Era absurdamente doloroso ser diferente das outras pessoas. Não fazer o que elas faziam, não freqüentar os lugares que elas freqüentavam. Não possuir o conhecimento que elas provavelmente possuíam.
Era como viver em um mundo apagado e sem brilho, onde a rosada não podia enxergar ou entender nada do que a cercava. Sentia-se como uma completa idiota, tentando inutilmente viver em um mundo que não era seu.
Deveria se conformar. Nunca seria como aquelas pessoas! Todas refinadas, vividas em um nível bem mais auto que o seu. Fora um erro tentar viver uma historia que nunca fora sua.
O que ela poderia fazer? Era apenas uma pobre coitada, que tivera sido socorrida por uma mulher rica, que estava disposta a ajudá-la. Teria sido melhor não ter sido socorrida. Estaria passando fome, sede, e mais humilhações do que poderia imaginar, mas pelo menos, estaria longe daquele homem por quem estava se apaixonando, e nunca teria conhecido aquela mulher ruiva que insistia em rebaixá-la, esfregando em sua cara o quanto era miserável e sem função alguma.
Sempre estivera sozinha, sempre viveu em seu próprio mundo. Poderia muito bem continuar com sua vida, sofrendo tudo o que um dia um sofrera. Era bem melhor do que se humilhar tentando fazer parte de uma vida que não era sua.
Sakura simplesmente tinha que se conformar. Ela nunca seria rica, nunca seria amada, nunca teria o conhecimento que aquelas pessoas tinham. Ela nunca seria importante para alguém.
E por mais que ela achasse aquilo injusto, ela tinha que se conformar. A vida era daquela forma, e ela nada poderia fazer para mudá-la.
- Como pensei... você continua sendo uma menininha chorona. – Sakura sentou-se na cama rapidamente, olhando para a mulher ruiva que estava parada na porta de seu quarto. A face calma, sem expressar qualquer tipo de sentimento, tornando impossível saber o que ela provavelmente queria ali. – Porque não quer ir janta conosco? Tem medo de seus modos? – Questionou sarcasticamente, as palavras carregadas de escárnio e maldade. – Claro! Se eu fosse você também teria vergonha de jantar no meio de pessoas tão ricas, principalmente quando não se sabe etiqueta. – Aquelas palavras eram facas afiadas entrando em seu orgulho.
Foi quando Sakura viu, que ela realmente era daquela forma. Que nada no mundo iria apagar suas feridas. Apagar sua dor! E ela teve ainda mais certeza de que nunca pertenceria aquele mundo.
A rosada era apenas uma pobre coitada tentando se encaixar em um mundo de pessoas ricas. E isso parecia tão tolo diante de seus olhos, que a jovem de cabelos rosados sentiu vontade de rir de sua própria inocência.
- Porque você me odeia? – Questionou em um murmuro sofrido. Mesmo que Karin fosse tão egoísta e mal quanto a tratá-la, Sakura ainda tinha esperanças de conseguir ter a amizade da ruiva. Ela ainda acreditava que no fundo daquele coração tão negro, ainda poderia existir uma ponta de luz e esperança, que desencadearia sua transformação para se tornar uma pessoa melhor. – Eu não fiz nada com você. Apenas queria ser sua amiga...
- Acha mesmo que eu quero ser sua amiga? – Perguntou com escárnio. Gargalhou secamente ao ver a cabeleira rosa afirmar com timidez. – Não quero uma amiga mendiga suja, que não tem onde cair morta. Tenho nojo de você! – Exclamou rudemente, ferindo os sentimentos da rosada.
As lagrimas vieram aos olhos verdes, carregadas pela amargura que estava sentindo. Como poderia! Ninguém á amava!
Ninguém a queria por perto...
Ninguém queria ser sua amiga...
Ela não era especial pára ninguém...
Mas todos... Todos a desprezavam como se ela fosse um inseto, ou até mesmo algum tipo de bactéria mortal.
E cada vez que alguém a humilhava, aquele buraco enorme que estava em seu peito sangrava. Aumentava ainda mais, tornando-se cada vez mais fundo.
Ao ver as lágrimas grossas caírem sobre o lençol branco, o marcando como balas violentas e dolorosas, Karin se sentiu culpada. Não deveria ter sido tão grossa com a menina, que apenas queria ser sua amiga, mas ao lembrar-se de que ela tinha sido a causadora de toda sua dor, a raiva lhe subia a cabeça. E a ruiva ficava simplesmente cega de ódio.
- Seria melhor se Sasuke-kun tivesse lhe expulsado quando pedi... – Murmurou. A respiração estava ofegante, tentando controlar a raiva que lhe borbulhava o sangue. – Mas isso, não muda o fato de que ele também sente desprezo de você. – A cada dia que se passava, Karin tentava se convencer de que Sasuke apenas estava mantendo a rosada ali por causa de Tsunade. Mas estranhamente, aquela afirmação soava tão vaga para ela, que um aperto se apossava de seu coração ao imaginar coisas absurdas.
Coisas que talvez não existissem...
- Sasuke-san! Sasuke-san também tem nojo de mim? – Questionou em um murmuro. As lagrimas desciam grossas pelas bochechas, derramando a decepção que estava sentindo com a mais recente descoberta.
Mas... Porque aquilo tinha á machucado tanto? Porque ela chorava, se já sabia desde o principio que ele a mantinha ali apenas por Tsunade.
Mantê-la ali a pedido da loira, não significava dizer que ele não odiasse a jovem, e muito menos o impedia de desprezá-la rudemente.
Entre tanto, estranhamente aquilo tinha a afetado mais do que deveria. E vendo o estado em que a rosada ficara, a ruiva aproveitou para fazer a cabeça da jovem, e fazê-la pensar que Sasuke realmente tinha dito aquilo.
- Ele lhe chamou de mendiga suja! E o único motivo pelo qual Sasuke aceitou deixá-la aqui, foi por causa de Tsunade. – Comentou. No fundo, ela sentia um aperto no coração por estar fazendo aquilo, mas não deixaria. Não novamente, pensou! – Sasuke me ama, e é impossível ele sentir algo por alguém podre e nojenta como vo-
- Pare! – Pediu em um sussurro sofrido. Não queria mais ouvir aquilo. Não queria saber o que aquele homem achava dela. Não queria descobrir que ele a desprezava. – Não quero mais ouvir... Por favor... Por favor vá embora... – Suplicou! Logo depois encolhendo-se entre os lençóis.
Karin podia escutar os soluços da menina, e as costas cobertas pelo tecido branco subir e descer compulsivamente. Sentiu-se culpada, mas ela não poderia deixar ela voltar novamente, e roubar aquilo que era tão importante para si.
Em silencio, a ruiva deixou o quarto. Amaldiçoando-se por ser uma pessoa tão má e egoísta. Não queria ser daquela forma, mas os acontecimentos que a fizeram crescer tiveram a transformado no que ela era hoje.
Aquilo era necessário! Mas mesmo assim, doía tanto vê-la chorar daquela forma. E com um nó no peito, Karin deixou uma fina lagrima descer de seus olhos.
E Sakura chorou naquela noite. Chorou como nunca tivera chorado antes, afundando em seu próprio fracasso e dor. Seu orgulho nunca tivera tão ferido, e seus sentimentos nunca estiveram tão abalados.
Deus... Porque você faz isso comigo? Ela se questionava. Mas não conseguia encontrar a resposta. Já sofrera tanto, que duvidava que ainda tinha espaço para o sofrimento em sua vida.
Mas pelo visto, não! A vida ainda lhe guardava muitas decepções. Talvez, seu destino fosse podre e escuro, e sua vida apenas tivesse lugar para a dor agonizante que a atormentava.
Por mais que tentasse ser feliz... Ela simplesmente não conseguia...
OoO
Em silencio, Karin entrou na sala de janta, sob o olhar curioso de Tsunade. Não tivera conseguido impedir a ruiva de falar com a rosada, quando vira ela já tinha desaparecido de sua visão, e correr atrás dela e impedi-la não estava em seus planos. Sasuke provavelmente não gostaria, e a loira já tinha tido uma conversa bem seria sobre aquilo.
- Ela não vem? – Perguntou calmamente, percebendo que Karin estava bem mais estranha que o normal. Parecia até mesmo... Triste!
- Não Tsunade! Ela não vem. – Respondeu calmamente, observando o prato de comida a sua frente. Sasuke pareceu não ligar muito, pois voltou a comer seu jantar tranquilamente.
Frio como sempre fora... Reservado como ele era. Um enigma que por muitas vezes ela tentou decifrar, mas nunca conseguira.
Apenas temia que ela o fizesse em seu lugar.
Tsunade sabia que provavelmente o encontro das duas não tivera sido nada bom. Mas Sakura deveria crescer, e aprender a se defender sozinha.
Ela deveria saber levantar a cabeça, e não deixar que as pessoas fizessem o que bem entendessem com sua pessoa e com seu nome. E assim voltou a comer, com seus pensamentos voltados para jovem menina que tivera salvado.
Continua...
Oii povo lindo! \o/
Passando aqui bem rapidinho pra deixar esse capítulo pra vocês, espero que gostem dele.
E lembrem-se, comentários fazem as atualizações virem na velocidade da luz.
Fica a dica! ;D
Beiijos!
