Olá a todos!
Está aqui o segundo capitulo de mp, espero que gostem…
Yaoi, e naruto não me pertence... ah! tambem tenho que dizer que o Noddy não me pertence?
Boa leitura!
2º Capitulo
Amigos
Maldito barulho irritante! Mas quem é que era mais teimoso? Ele ou aquela estúpida geringonça? Já estava ali a tocar há quanto tempo? Mas não, ele era mais teimoso… Ele não ia se dar ao trabalho de se levantar para ir desligá-la. Afinal, durante quanto tempo é que um despertador continuava a tocar sem que ninguém o fosse desligar? Ele não sabia mas algo lhe dizia que naquele dia iria descobrir, porque ninguém e muito menos uma máquina infernal daquelas era mais teimoso do que ele.
Finalmente… Silêncio… Agora podia voltar ao sou soninho que estava tão bom…
"Abram alas para o Noddy, Noddy!!!!"1
Mas que porra!!! Quem era o desgraçado que lhe estava a ligar aquela hora da manhã quando estava quase a pegar no sono outra vez?!
Levantou-se num salto e quando pegou no telemóvel lutou contra o impulso de o atirar pela janela, afinal, não teria dinheiro para comprar outro tão cedo enquanto este continuava a tocar a versão metal da música de abertura do Noddy dizendo que o dia ia ser belo e não sei mais o quê quando ele só queria que o maldito mundo explodisse!
Não se deu ao trabalho de ver quem era e apertou o botãozinho verde para atender soltando um grunhido ao colocá-lo junto ao rosto, apenas para sinalizar a quem quer que fosse que estivesse do outro lado, que a chamada tinha sido atendida mas que ele não estava nem um pouco feliz por o ter que fazer.
"_Naruto! Seu vagabundo!!!"_gritou a pessoa do outro lado e ele reconheceu-o imediatamente como sendo o seu arqui-inimigo/tutor_ "Levanta esse rabo preguiçoso e vai para a escola imediatamente!"
_Como é que sabes que não estou na escola neste momento?!_ Não era como se ele tivesse voltado para casa desde que saiu no dia em que tinham chegado a Konoha. Então ele não poderia saber que se tinha baldado às aulas durante aqueles últimos três dias, ou podia?
"_Idiota! Eu não te disse que a directora da tua nova escola era uma velha conhecida minha?! É óbvio que, como ainda não poses-te os pés lá, ela telefonou-me para saber o que é que se passava!".
_Desculpa, mas custou-me a acreditar que conhecias uma mulher, cuja maior preocupação não fosse conseguir fazer com que colocassem a maior quantidade de dinheiro possível no soutien.
"_Olha lá! Quem é que tu pensas que eu sou?! Eu conheço muitas bonitas e respeitáveis mulheres, como a Tsunade, para tua informação!"
_Pois é... Pena que essas não queiram nada contigo ou não foi essa tal de Tsunade que te deu com os pés mais do que uma vez?!
Ouviu-se um pigarrear do outro lado da linha e depois o tom acusador voltou a ser utilizado.
"_Isso agora não interessa nada. Tu já estás muito velho para eu ter que fazer de tua babá…"
_Ninguém te pediu para o fazeres..._ Jiraya apenas ignorou este comentário e continuou:
"_Por isso, é bom que vás imediatamente para a escola, que não arranjes problemas e que não tenhas mais nenhuma falta no próximo milénio!"_Disse com um tom ameaçador que fez com que com que os ossos de Naruto gelassem, mesmo este tendo disfarçado.
_Oh… Vá lá… Admite… Até ficas-te feliz! Afinal, só mesmo assim para ela te telefonar._disse soltando uma gargalhada nervosa.
"_Acredita... Quando a conheceres, vais perceber que não existe motivo nenhum para ficar feliz quando recebemos um telefonema daquela mulher."
Assim que ouviu aquele barulhinho intermitente anunciando que a chamada tinha sido terminada, lançou o telemóvel sobre a cama e preparou-se para fazer o mesmo, pensando que poderia aproveitar mais uns minutinhos de sono. Mas antes de o fazer, resolveu olhar para o relógio só para confirmar quanto tempo ainda poderia ficar ali, no mundo dos sonhos…
8:10… Ah! Ok então… O quê?! Era suposto conseguiria chegar à escola em quê? Quinze minutos? Merda! Mas onde é que estava aquele maldito uniforme?! Ténis…. Debaixo da cama?... Não. Mas o que é que um dos seus ténis estava a fazer na sanita?
Saiu de casa cinco minutos depois, com o uniforme totalmente desalinhado, jogando a mochila pelas costas, tentando sem sucesso fazer com que o seu cabelo espetado tomasse um aspecto minimamente apresentável, e engolindo inteira o que parecia ser o resto de uma torrada com geleia, que encontrou debaixo da cama enquanto procurava os seus ténis (ainda bem que o seu estômago era resistente), correndo o mais que conseguia em direcção aquela prisão de almas a que chamavam: escola.
Quando chegou, não encontrou ninguém nos corredores. Óptimo! Estava atrasado!
Agora qual é que era suposto ser a sua sala? Ele lembrava-se vagamente de ter posto o horário no bolso das calças… Mas o que?... Que mancha enorme era aquela no seu horário? E era pegajosa também… Hum... Chocolate?! Oh! O seu querido chocolate tinha derretido…. Lambeu o horário na parte que julgava dizer qual seria a sua sala, na tentativa de tentar ler alguma coisa por baixo daquela substância viscosa. Também não se podia desperdiçar chocolate... Esse sim, era um pecado imperdoável!!!
Assim que conseguiu ler o número 35, no meio daquela gosma docinha, desatou a correr ainda mais depressa à procura da porta onde estaria afixado esse número. Chegou mesmo a tempo de ouvir o professor perguntar…
_Uzumaki Naruto? Continua a faltar?
Abriu a porta de rompante sem bater e sem reparar que a sua voz estava ligeiramente mais alta do que seria aconselhável para uma aula, devido à excitação da corrida, ou seja, gritou:
_Presente!!!!
…
Silêncio… Foi isso que o recebeu depois da sua entrada triunfal… Cerca de vinte pares de olhos a analisá-lo de cima a baixo, vendo o jeito desajeitado como se vestia. Com a camisa branca do uniforme com os primeiros botões abertos, deixando-a de fora das calças e tendo ignorado completamente o fato que, ao redor do seu colarinho deveria estar presa uma gravata. Com o casaco negro totalmente aberto, enquanto erguia o seu braço num movimento característico, coçando a nuca enquanto um sorriso nervoso se formava no seu rosto.
Em seguida, quando o silêncio começava a tornar-se insuportavelmente constrangedor, a turma estourou numa explosão de gargalhadas que só terminou quando o professor deixou cair estrondosamente o livro de ponto sobre a mesa, exigindo a atenção dos alunos.
_Uzumaki Naruto… O meu nome é Hatake Kakashi, sou professor de literatura e neste momento… Odeio-o. Agora sente-se em algum lugar vago e vamos prosseguir a aula. Abram os vossos livros na página 62…
Naruto ficou por um momento paralisado, enquanto o docente continuava a falar sobre um texto qualquer desprezando completamente a sua presença.
Quando saiu do transe inicial, foi sentar-se numa das cadeiras no fundo da sala, ignorando o facto de que os únicos olhos que não estavam voltados para si eram mesmo os do professor. Uns encaravam-no descaradamente, outros eram mais discretos analisando de esguelha aquele estranho com aparência de rebelde, que se jogava de forma descontraída sobre a cadeira atirando a mochila sobre a mesa e pondo a cabeça sobre esta, respirando ofegantemente enquanto tentava por as ideias em ordem. Houve até uma menina que chegou a corar descontroladamente, quando os seus olhos como duas pérolas se cruzaram por momentos com aquela pequena extensão de céu, que se reflectia nos olhos daquele rapaz loiro de sorriso bobo e pele bronzeada.
Ok… Hora de avaliar a situação….
A boa notícia era que tinha conseguido chegar a tempo.
A má notícia era que o professor, o odiava tal como ele mesmo tinha dito, e mesmo tendo chegado a tempo, poderia ter falta devido à forma como entrou na sala.
A boa notícia era que enquanto os alunos se concentravam no exercício que tinham que resolver, aquele esquisito e aparentemente tarado professor, lia descaradamente um dos livros que o seu querido tutor tinha escrito. E como é que o facto de ter um professor que lia livros pervertidos em plena aula era uma boa notícia? Simples… Ele tinha acesso a esses mesmos livros muito antes de eles serem publicados… Assim sendo, talvez fosse fácil conseguir que o professor deixasse de o odiar.
A má noticia era… Não acho que por agora é só isso.
A aula decorreu normalmente o que significa que foi uma total seca. Não tinha levado livro… Aliás, ele nem fazia ideia que iria ter literatura… A única coisa que teve tempo de por na mochila, foi o seu estojo e um caderno no qual apontou ainda que contrafeito a matéria que o professor ia ditando. Também... Não é como se tivesse alguma coisa mais interessante para fazer.
A verdade, é que as aulas sempre foram inúteis para ele… Tinha uma personalidade demasiado hiperactiva para conseguir assimilar o que quer que fosse sentado, a ouvir alguém a debitar matéria, por mais bom que fosse o "store", por mais divertida que fosse a aula, no final, acabava sempre por se distrair e quando chegava a casa já não se lembrava de absolutamente nada.
Mesmo assim, não é que tivesse más notas… Ele era alguém que trabalhava sobre pressão. Então quando via os testes a aproximarem-se, agarrava-se aos livros como se a sua vida dependesse disso e graças a esse esforço tinha conseguido pelo menos, manter as suas notas dentro da média. Não era brilhante, mas também não era um idiota, apesar de muitas vezes dar a entender isso mesmo.
Em outras escolas, tinha sido frequentemente o palhaço da turma. Não se importava que se rissem dele… Pelo menos assim, conseguia garantir que não era completamente invisível. Mesmo que não fosse pelas melhores razões, isso fazia com que o notassem e gostava de acreditar que assim pelo menos, a sua passagem por mais curta que fosse iria deixar uma lembrança na mente daqueles que o conheceram.
Mas estava cansado disso… Estava cansado de se esforçar a fazer amigos para logo a seguir, sofrer quando tivesse que se separar deles, quando o seu tio avô decidisse que estava na hora de ir procurar inspiração noutro lugar.
Desta vez, limitar-se-ia a ser ele próprio, se as pessoas quisessem se aproximar dele e tentar ser suas amigas muito bem, não iria afastá-las, não seria indelicado, já que ser rude sem motivo também não fazia parte da sua personalidade, mas caso contrário, também não se esforçaria a correr atrás de ninguém. Se não fizesse novos amigos, menos mal, pelo menos assim não haveria ninguém para ter saudades quando fosse embora.
Tocou para o intervalo, mas nem se deu ao trabalho de sair da sala. Não estava com paciência de ir explorar. Podia fazer isso depois, por isso apenas se reclinou na cadeira enquanto olhava pela janela (pelo menos, tinha conseguido um lugar perto da janela) e esperou pelo professor que viria dar a próxima aula, que ele continuava sem saber qual era. Sabia apenas que era na mesma sala, já que alguns dos seus colegas também não saíram de lá e os que saíram deixaram as suas coisas para trás.
Um grupo de raparigas tinha se juntado num canto da sala, e mesmo não querendo, ele acabou por ouvir a sua conversa…
_Ei! O que é que acharam do aluno novo?!_ Perguntou uma rapariga de olhos e cabelos castanhos, amarrados em dois coques no topo da cabeça.
_Ah… Ele é muito lindo!!! Loirinho de olhos azuis! Parece uma versão masculina de mim, e ainda por cima parece ter um corpo…
É… Aquela loira platinada até tinha razão em alguns pontos. Ele era mesmo lindo e tinha um corpo de fazer inveja, sendo ligeiramente musculado, mas sem que fosse algo excessivo. Em poucas palavras tinha tudo no sitio… Mas o que ela errou, é que não podia ser comparada a ele. Podiam ter os olhos e os cabelos da mesma cor, mas eles não possuíam o brilho que irradiava dele, fazendo com que o conjunto destes com a sua pele de um tom dourado natural, o tornasse numa visão pecaminosa e selvagem da imagem desses anjos que as pessoas imaginavam.
Ao ouvir aquele comentário, um sorriso de canto formou-se no rosto do loiro, enquanto ele fingia não estar a ouvir absolutamente nada daquela conversa.
_És mesmo convencida Ino-porca…! Além disso, ele até pode ser giro mas não chega aos pés do Sasuke-kun… Se queres ficar com ele, tudo bem, cá para mim ele não passa de um rebelde sem causa que gosta de causar problemas.
Ok. Duas palavras par descrever aquela miúda: vaca rosa. Ele até a tinha achado bonitinha, tinha um ar exótico com o cabelo rosa e olhos verdes, mas é impressionante como a nossa opinião sobre as pessoas pode mudar quando elas abrem a boca. E afinal, quem era esse Sasuke-kun e o que é que ele tinha de tão bom?
_Ano… Eu acho que ele é só desleixado... Não me parece má pessoa..._Disse a menina de cabelos curtos azulados e com os olhos de uma estranha tonalidade quase branca. Estava muito corada e a sua voz era quase um sussurro demonstrando a sua timidez… Se ele a tivesse que descrever com uma palavra seria: adorável.
_Hinata-chan… Está tão corada… Será que está apaixonada…?
_Tenten-chan..._Indignou-se a outra, conseguindo a proeza de ficar ainda mais vermelha.
_Bem, de qualquer forma, só conheço uma maneira de realmente ficarmos a conhecê-lo.
Assim que a de cabelos castanhos pronunciou estas palavras (aliás, corajosa a miúda, não?), dirigiram-se para o dito cujo que continuava a fitar a janela como se esta fosse a coisa mais interessante do mundo e fingindo-se de despercebido quando as raparigas se aproximaram.
_Hm… Olá, o meu nome é TenTen. Estas são a Hinata, a Sakura e a Ino.
_Olá! O meu nome é Naruto, apesar de achar que já deu para perceber… É um prazer conhecê-las…_Disse dando o seu maior sorriso, fazendo todas corarem e Hinata sentir os seus joelhos tremer.
_Ah… Porque é que não viés-te às aulas mais cedo? Disseram-nos que ias chegar há três dias atrás…_Pronto. A tal de Ino tinha começado o interrogatório.
_Porquê…? Eu podia dizer que era porque me estava a habituar à cidade e isso… Mas a verdade é que simplesmente não me apeteceu._Disse-lhes com uma cara despreocupada e a de cabelos rosa olhou para as outras como se disse-se: "Vêm eu bem vos disse".
_Mudaste-te com os teus pais? Onde é que vivias antes? Que idade tens?_É. Aquela loira não parecia querer desistir tão cedo….
_Calma! Uma pergunta de cada vez… Tenho dezesseis anos, morava em Suna antes, mas já morei em muitos lugares e países diferentes, e os meus pais morreram quando eu era bebé, por isso moro com o meu tio avô… Ele chama-se Jiraya. Não sei se conhecem... É um famoso escritor de livros pornográficos._ É. É isso mesmo. Ia-lhes contar tudo, por isso se iriam afastar-se dele que o fizessem de uma vez, para não ter de perder o seu tempo precioso. Não tinha vergonha de quem era, nem das suas origens, nem sequer tinha vergonha do tarado do ero-senin, apesar de achar que um pouco de responsabilidade não lhe fazia mal, por isso, ou o aceitavam como era ou podiam ir todos à merda (desculpem a expressão)!
Viu as caras espantadas das raparigas, quando lhes disse isso com um sorriso cínico, e conclui que não iriam falar com ele tão cedo, aliás ninguém iria falar com ele tão cedo, já que tinha a certeza que pelo menos, a loira e a rosada se iriam encarregar de espalhar as notícias por toda a escola. Ou talvez não e ele é que as estivesse a julgar precipitadamente.
Enfim era esperar para ver.
No entanto, elas foram literalmente salvas pelo gongo ou neste caso a campainha, já que assim que esta tocou, o novo professor entrou pela sala. Quando o viu, apenas lhe disse que se chamava Hoshigaki Kisame e que leccionava biologia… E assim da mesma forma que a aula anterior, esta foi passando no seu ritmo lento e entediante.
…
Finalmente a hora de almoço chegou! Há horas que a sua barriga andavas às voltas reclamando por comida! Afinal, o resto de alguma coisa comestível não identificada que encontrara debaixo da cama, e um pouco de chocolate lambido do seu horário, não é alimento para ninguém. Muito menos para ele.
Quando chegou à cantina viu, como vários pares de olhos o encaravam e as pessoas se juntavam em grupinhos cochichando entre elas.
Aparentemente a versão oficial, era que ele era um órfão criado por um velho pervertido que o levava frequentemente a bordeis quando era apenas uma criança e que se tinha tornado um delinquente sendo expulso de todas as escolas em que tinha andado por vandalismo, agressão entre outras coisas. Havia até quem achasse que ele era um drogado que tinha se mudado para Konoha, para fugir à polícia após ser acusado de um assassinato…
Ah… Nada muito diferente da realidade. A não ser a parte dos bordeis, da delinquência (apesar de já ter tido as suas brigas, nunca tinha sido nada que o levasse a ser expulso), da droga e do assassinato… Mas nada com o qual não pudesse viver… Quem o quisesse de fato conhecer, que viesse falar com ele, caso contrário, poderia passar muito bem sem ninguém….
Foi para a fila do almoço e quando chegou a sua vez, fez os seus irresistíveis olhinhos de carneiro mal morto, para que lhe dessem uma porção extra… Infalível. Agora o seu prato estava incrivelmente cheio e só tinha de encontrar um lugar para se sentar para poder devorar tudo em segundos.
A cantina estava completamente lotada… É… É nestes momentos que os amigos fazem falta… Se tivesse se dado bem com alguém pelo menos, poderia ser que tivesse um lugar reservado. Mas assim…
Percorreu a cantina com os olhos e ao longe viu uma mesa ao canto ocupada por um único rapaz de cabelos negros e espetados atrás e olhos da mesma cor.
Sabia que era aquele, o tal de Sasuke-kun. Tinha visto aquela rapariga Sakura correr para ele, gritando o seu nome e pedindo que almoçassem juntos enquanto se lançava para os braços dele, ou pelo menos tentava, já que ele apenas se desviou e lhe lançou um olhar mortal, deixando claro que não queria a sua companhia.
Um lado dele teve pena dela, mas quando ouviu o que ela e as amigas espalharam sobre si, só poderia achar que foi bem feito.
Agora o tal Sasuke, almoçava sozinho naquela mesa enorme, como se ninguém tivesse se quer coragem de se aproximar. Como se ele fosse um rei intocável que não poderia se misturar com gente comum. Mas ele não era qualquer um, ele era Uzumaki Naruto e não havia olhar que o fizesse recuar.
Decidiu-se. Iria se sentar com ele. Dirigiu-se até à mesa e num acto quase instintivo, colocou um belo sorriso no rosto que convenceria qualquer um…
_Posso me sentar aqui?_Perguntou enquanto arrastava a cadeira do lugar em frente ao outro, que não se dignou a olhar para ele sequer, tendo simplesmente respondido um curto e redondo NÃO.
Mesmo assim, Naruto simplesmente pousou a sua bandeja e sentou-se, enquanto encarava o outro que, ao ver a atitude daquele invasor, parou o que estava a fazer para lhe lançar um dos seus olhares malignos. Não era o único que tinha parado de comer. Podiam sentir os olhares de meia cantina que tinha parado à espera do que iria acontecer.
_Só perguntei por educação._Declarou enquanto o sorriso alegre que se convertia num bastante sarcástico. Que foi respondido com outro da mesma intensidade.
_Se fosses educado, terias ido embora quando eu disse não, dobe.
_Cheguei a conclusão que, um teme como tu, não merece educação.
_Hn…
Durante algum tempo nada mais foi dito e após uns minutos de troca de olhas faiscantes decidiram prosseguir com as suas refeições chegando à conclusão que nenhum deles se renderia.
Enquanto Sasuke se dedicava a acabar o seu almoço com calma mastigando calmamente cada grafada, Naruto ligou o seu aspirador interno e simplesmente sugou a comida para dentro da sua boca.
Assim como eles, também os outros estudantes retomaram o que estavam a fazer e aos poucos os olhares deixaram de se dirigir a eles.
Aquele Sasuke era irritante. Um idiota com a mania de superioridade, que se achava melhor que os outros e nunca tirava aquela expressão de "Eu sou o rei do mundo e não ligo para nada nem ninguém, por tanto não se aproximem humanos inferiores!". A verdade é que odiava pessoas como ele… Pensando bem, ele nunca iria se dar bem com alguém assim, e sem dúvida, que não iria sentir saudades se um dia tivesse que ir embora… É… Aquela relação até que podia resultar. Sempre era melhor do que estar sozinho.
_Sabes Sasuke…_ O outro olhou com uma expressão do tipo "Como é que sabes o meu nome?" e o loiro explicou imediatamente._Vi aquela miúda… A Sakura… Bem, ela basicamente gritou o teu nome tão alto que eu duvido que alguém não saiba quem tu és. Ah! Já agora, eu sou o Naruto.
Agora a expressão foi de " Ah... Aquela chata…"
_Enfim, o que eu ia dizer… Ah! Eu estive a pensar…_O moreno revirou os olhos dizendo claramente: "E tu por acaso pensas?" _ É penso… Vais me deixar acabar ou não?
Desta vez um movimento com a mão foi a resposta como se dissesse: "Por favor, excelentíssimo senhor prossiga com o seu brilhante raciocínio." A quem é que eu estou a enganar? Aquilo foi sem sombra um: "Despacha-te e fala de uma vez dobe!"
_Teme… Eu tava a pensar... Nós devíamos ser amigos.
Agora foi uma expressão que, na opinião de Naruto, era muito estranha para aquele rosto. Uma que demonstrava surpresa. Mas desta vez o moreno não se ficou pelos trejeitos faciais…
_E o que é que te faz pensar que eu quero ser teu amigo?
_Não sei… Talvez o fato de eu ser simpático, inteligente, educado, além de incrivelmente lindo….
Desta vez qualquer um perceberia que, aquela expressão era de deboche, pelo que o de olhos azuis apenas continuou…
_Ou talvez seja pelo fato de nenhum de nós, gostar realmente de comer sozinho.
É. Era isso mesmo. Assim que o viu, Naruto soube que no fundo, aquele rapaz sofria da mesma doença que ele: solidão. Mas oras, isso não lhe dava o direito de tratar mal as pessoas.
Mais uma vez, eles ficaram a se encarar, tentando descobrir o que é que o outro estava a pensar. Esperando que o outro resolvesse quebrar o silêncio.
_Uzumaki Naruto?_Uma mulher de cabelos curtos negros tal como os seus olhos, interrompeu aquele momento de "Vá lá… Tas à espera de quê?! Diz alguma coisa!"
_Sim sou eu…
_O meu nome é Shizune. Por favor acompanhe-me. A diretora Tsunade-sama gostaria de falar consigo._Disse com um sorriso e Naruto questionou-se internamente se o carrasco que o levaria à morte poderia ser tão simpático
_Ok… _Levantou-se, indo pousar o tabuleiro, que agora sustentava um prato completamente… Qual é a palavra… lambido? E começou a seguir Shizune. Quando chegou à porta voltou-se para o lugar onde o moreno permanecia e falou suficientemente alto para que várias pessoas ouvissem, dando o seu mais brilhante sorriso._ Vemo-nos mais tarde, Sasuke.
Lá está! O falatório tinha recomeçado atrás de si….
…
É. Agora ele percebia o porquê do ero-senin não ter ficado nem um pouco feliz com o telefonema daquela mulher. Sem dúvida que ela era bonita e pelas suas contas só poderia estar muito bem conservada para a idade, mas ao encará-la de perto, enquanto tinha a sensação de que ela lhe fazia uma espécie de raio-X com os olhos levando lentamente à boca o que pelo cheiro a álcool só poderia ser uma garrafa de sakê, só existiam duas palavras que poderiam descrever o que estava a sentir: ME-DO!
Ela era completamente, irrevogavelmente e definitivamente assustadora e se ele não fosse incrivelmente corajoso, teria saído dali a correr, quando viu o sorriso de lado que se formou no rosto dela quando pousou a garrafa agora vazia sobre a mesa com tanta força, que esta se partiu em mil pedacinhos. Quem é que ele estava a enganar? Ele só não fugiu porque estava demasiado aterrorizado sequer para se mexer.
_Uzumaki Naruto, és mesmo a cara chapada do teu pai…_Esperem! O que é que eu perdi aqui? Aquela mulher intimidadora tinha se levantado e agora estava a abraçá-lo quase o sufocando entre os seus seios fartos enquanto lhe sorria… docemente?!
O seu pequeno cérebro não foi capaz de processar rapidamente aquela mudança de comportamento repentina, pelo que ele conseguiu apenas formular a pergunta óbvia…
_Conheceu meu pai?
_É claro que sim!_Disse, enquanto ia se sentar novamente em frente à enorme secretária e pegava numa outra garrafa de sakê de uma gaveta qualquer._Eu e os teus pais fomos muito amigos... Fui até madrinha do casamento deles!
É verdade que havia muita coisa que não sabia sobre os seus pais. Além daquilo que o ero-senin lhe tinha dito, todo o resto era um completo vazio. Sabia que eram boas pessoas e que se amavam e o amavam muito, mas tirando isso, quaisquer outras informações limitavam-se a relatos sobre dois completos desconhecidos.
_Mas eu não te chamei aqui para falar do passado. Chamei-te para te avisar que não vou tolerar mais vadiagem! É bom que a partir de hoje venhas às aulas e é bom que tenhas um comportamento exemplar. É o mínimo que eu posso fazer pelo filho de Kushina e Minato. Pelo menos tenho que evitar que te tornes um completo idiota como o Jiraya!
Não pôde evitar sorrir. A verdade é que apesar do susto inicial, ela aparentava ser tão irresponsável como o idiota do qual falava…
Mas quando pronunciou estas palavras, podia-se ver que estava realmente preocupada e foi como se de repente, os anos de vida que a sua aparência jovem ocultava, se abatessem sobre ela.
_Tudo bem. Eu não vou faltar mais às aulas, TsunadeOba-chan!
_O que é que tu me chamas pirralho?! Eu não sou assim tão velha!!!_ Ela parecia zangada, mas ao ver aquela pequena criança sorridente à sua frente, apenas soltou um suspiro deixando-se afundar ainda mais na cadeira._Vai lá. Vai, mas é para as aulas, antes que eu te dê uns cascudos nessa cabeça!
Ele contornou a mesa e abaixando-se, depositou um beijo rápido na bochecha da directora, desatando a correr com um sorriso traquina no rosto, pensando que afinal aquela doida não era assim tão má.
_Até logo Tsunade Oba-chan!!!
A directora ficou a vê-lo a afastar-se, ligeiramente corada enquanto trazendo mais um gole de sakê à boca, murmurava para si um cansado…
_Crianças…
…
Alegrou-se bastante ao descobrir, após mais algumas lambidelas no seu horário, afinal ainda não tinha comido sobremesa, e chocolate... bem, chocolate seria sempre chocolate, que só teria mais uma aula na parte da tarde. Psicologia…
Impressionante... esta até foi… pode-se dizer que divertida. O professor, de nome Hidan, na sua modesta opinião, era um completo doido fanático por religião, que ele desconhecia como é que algum dia, se conseguiu graduar em psicologia.
E enquanto ele ameaçava cortar algumas cabeças dos alunos em nome de um tal de Jashin-sama, o tempo foi passando de forma quase suportável.
Ficou também a saber que, agora a mais recente novidade, é que ele tinha sido chamado à sala da directora por ser suspeito de estar envolvido em actos de violência, que assombravam a cidade e em especial os alunos daquela escola há algum tempo. Idiotas. Todos sabiam que ele só se tinha mudado para a cidade há quatro dias, mas aparentemente já cometia crimes muito antes disso. Deve ter sido o seu espírito que viajava quilómetros, só para atormentar os pobres estudantes da Secundária de Konoha.
Em relação à sua conversa com o Sasuke na hora de almoço, foram feitas muitas especulações em relação a isso, mas ninguém tinha chegado a nenhuma conclusão, pelo que não existia uma versão oficial. No entanto, era de acordo geral que todos deveriam fazer de tudo para afastar o precioso Sasuke-kun do demónio Uzumaki. Isso só lhe dava mais vontade ainda de se aproximar dele. Não que tivesse passado a gostar daquele convencido, é apenas porque sempre foi do contra e se queriam o afastar dele, nesse caso ele iria definitivamente colar-se como uma lapa, só para ver todos irritados… É. Era só mesmo por isso que ele iria voltar a falar com o teme.
Por falar em Sasuke, não era ele ali no portão de saída?
Às suas aulas tinham acabado e Naruto preparava-se para ir calmamente para casa, quando viu o moreno que aparentemente fazia o mesmo…
Decidiu prosseguir com o seu caminho, mas ao perceber que era exactamente essa a trajectória que o outro tomava, apressou-se a fim de o apanhar…
_Tarde…_Cumprimentou alegremente e ao receber apenas um olhar surpreso como resposta, continuou a caminhar lado a lado com o outro que aparentemente não fazia tensões de lhe dar qualquer importância, enquanto ele tagarelava sem parar sobre o fato de que Sasuke deveria ser mais bem-educado e pelo menos responder às pessoas quando estas se dirigiam a ele.
_Posso saber porque é que me estás a seguir?_Disse o maior no seu tom monocromático, demonstrando que não tinha perdido a capacidade de articular palavras.
_Não seja convencido… Eu não te dou tanta importância a ponto de te seguir… É só que a minha casa também fica nesta direcção…
_Hn…_Isto acompanhado de um revirar de olhos indicando uma resposta do tipo: "Fazer o quê, né? Lá vou ter que te aturar…" foi tudo o que recebeu.
_Além disso, é natural os amigos irem para casa juntos!_ Quando disse estas palavras, elas somente saíram naturalmente num tom baixo, quase sussurrado, sem que ele se tivesse apercebido do seu significado. Mesmo assim, foi o suficiente para que o outro ouvisse e respondesse de forma fria:
_Nós não somos amigos.
_Podemos não ser agora, mas qual é o mal de tentarmos ser no futuro?!_ Por que é que ele estava a dizer aquilo?! Desde quando é que queria tanto ser amigo daquele teme?
_Eu não quero ter amigos…
O tom sério mas ao mesmo tempo triste em que estas palavras foram proferidas, deixou o loiro surpreso. Mas afinal, quem é que não queria ter amigos? É verdade que ele próprio tinha passado o dia todo a dizer a si mesmo que não os queria, mas sabia que isso era só uma forma de buscar protecção para mais tarde não ter que sofrer se os tivesse de deixar. A verdade é que queria ter amigos, não precisava de muitos, um iria bastar, apenas para não estar sozinho… Para ter alguém com quem pudesse conversar sobre tudo, até mesmo, sobre o facto de não o querer para não o deixar… Isto faz sentido? Enfim, na sua mente fazia mas, o mais importante agora, era saber de que é que Sasuke se estava a proteger?
_Bem, eu também não quero amigos, logo é uma coisa que temos em comum… Devia-mos mesmo ser amigos! _Declarou com um simples, mas resplandecente e sincero sorriso deixando o possuidor de olhos negros completamente confuso.
_Mas afinal, porque é que fazes tanta questão de ser meu amigo?_ Pois essa sim era uma boa pergunta, se ao menos ele soubesse a resposta…
_E porque é que tu fazes tanta questão de não me deixares ser?_ Responder a uma pergunta com outra pergunta quando não se sabe a resposta à primeira é sempre uma boa estratégia. No entanto, ao ver a forma como o outro se contraiu ligeiramente, percebeu que aquela era uma questão à qual o outro não queria responder, ele iria descobrir, mas era melhor não forçar nada…_Sabes, durante toda a minha vida, eu já vivi em cerca de trinta cidades diferentes e em quatro países… Em algumas delas, realmente consegui fazer verdadeiros amigos, noutras, pessoas que me chamavam de amigo mas que nunca se deram verdadeiramente ao trabalho de me conhecer, mas a verdade é que a maioria do tempo eu ando meio perdido, sem ter um lugar para voltar, e ninguém para me aturar… Eu tinha pensado que não queria amigos porque sempre que consigo fazer uma amizade efectiva, acabo por magoar a mim e a essa pessoa, quando tenho que me voltar a mudar. Mas cheguei à conclusão que, o facto de não querer amigos, não quer dizer que não precise deles, né?
Pararam os dois em frente a uma casa enorme enquanto se encaravam. Naruto esperou por uma resposta que não vinha, mas ele desconfiava que sabia qual era. Sasuke precisava de um amigo, tal como ele, mas alguma coisa o impedia de buscar esse amigo. De qualquer das formas, ele não iria desistir… Por outro lado, Sasuke estava impressionado. Primeiro pela forma calma e madura com que Naruto tinha falado e segundo pela facilidade que aquele idiota tinha de o ler tão profundamente, descobrindo o que cada uma das suas expressões queria dizer e descortinando até mesmo os seus desejos e sentimentos mais ocultos, sabendo (ainda que ele suspeitava que era algo que o loiro fazia inconscientemente) quando o questionar e quando parar quando notava que ele estava desconfortável, tal como fazia naquele momento.
_Ah… Por falar em perder, eu acho que estou um bocado perdido._ O menor começou a olhar à sua volta tentando descobrir onde se encontrava sem sucesso.
_Mas é mesmo um dobe._Suspirou_Não dizes-te que a tua casa ficava nesta direcção?
_Teme… Quando eu falei ficava?!
_Anda, eu vou contigo para trás até reconheceres o caminho….
_Hehe, obrigado teme.
_Não me agradeças. Eu só não te quero acampado no meu jardim…
_Quê?!... Tu moras naquela "casarona" enorme?!
_Hn…
_A minha casa é muito boa, mas muito mais pequena. Também... Só moro lá eu praticamente já que o ero-senin nunca tá em casa, o desgraçado…
Expressão de: "Quem é esse?"
_Ah! É o meu tio avô Jiraya. Ele toma conta de mim, ou pelo menos devia, desde que os meus pais morreram quando eu era bebé.
_Jiraya… Esse não é o nome do escritor daqueles livros pornográficos que o Kakashi-sensei tá sempre a ler?
_É! É esse mesmo. Ele é um maldito mulherengo irresponsável, mas é como um pai para mim. E tu Sasuke? Deves morar com muita gente para ter uma palácio daqueles.
_Só com a minha mãe e o meu irmão…
Deu para perceber que aquela seria toda a informação que iria conseguir por aquele dia sobre a vida do maior por isso Naruto resolveu que seria melhor não perguntar mais nada. Quando Sasuke quisesse contar, contava. Mesmo assim, não pode ignorar o sentimento de felicidade ao perceber que aos poucos, o moreno se começava a abrir com ele.
_Ah! Eu já conheço isto, a minha casa é aquela laranja ao final da rua. _Porque é que ele lhe estava a dizer aquilo? Não é como se quisesse que Sasuke passasse por lá um dia. Claro que não. Foi só porque era justo, afinal ele sabia onde o outro morava era apenas justo que também lhe desse essa informação a seu respeito.
_Sayonara Sasuke! Até amanhã…!_ Por momentos, teve vontade de dar um beijo ao moreno, como tinha feito com Tsunade Oba-chan só para ver a sua reacção, mas reprimindo aquele impulso, apenas deu o seu costumeiro sorriso de raposa matreira e correu em direcção a casa. O moreno ficou a vê-lo afastar-se antes de responder com um sorriso de canto, um resignado:
_Até amanhã, Naruto…
…
_Tadaima…
_Ah, Sasuke! Okaeri… Chegaste mais tarde hoje filho... Será que podias me dar uma ajuda com uns quadros… Onegai…_Uma bela mulher de cabelos pretos ,longos e lisos, bem como olhos da mesma cor falou, mal Sasuke entrou em casa, espreitando por uma porta de uma sala repleta de quadros e telas que ela mesma pintava…
_Sim. Vou só guardar a mochila…
Subiu as escadas lentamente e suspirou antes de abrir a porta do seu quarto. Sabia que ele estaria lá à sua espera. Conseguia sentir a sua presença…
Entrou no aposento que permanecia em completa escuridão e assim que fechou a porta ouviu a sua voz vinda de algum lugar atrás de si…
_Estás atrasado, otouto…
_Hn…_Pousou a mochila em cima da cama, sem se voltar para ele e já se preparava para sair do quarto, quando o sentiu colar-se ao seu corpo por trás, abraçando-o com um braço e apoiando a outra mão na porta, fazendo força para que ele não a conseguisse abrir.
_Quem era aquele loiro?_Ouviu-o perguntar com uma voz fria e autoritária bem próxima ao seu ouvido.
_Ninguém. Apenas um idiota que se perdeu no caminho de casa._ Tentou manter-se firme, mas as palavras iam saindo cada vez mais fracas à medida que o aperto do seu irmão aumentava._ Itachi, estás a magoar-me….
_Ninguém… Tudo bem… Sabes que não podes mentir para mim, não sabes, Sasuke? Sabes que eu sempre vou descobrir tudo, por mais que tentes esconder._ A sua mão começou a subir a camisa do menor enquanto ele começava a roçar os lábios no seu pescoço._Tu és meu, Sasuke. Nunca te esqueça disso.
Voltou-o violentamente, forçando-o a olhar nos seus olhos vermelhos enquanto segurava no queixo de Sasuke…
_Sasuke! Preciso de tua ajuda, filho!
Assim que ouviu a sua mãe chamá-lo, viu-se livre do aperto do irmão e abrindo a porta rapidamente. Apresou-se a sair daquele quarto…
_Já vou!!!
Continua…
1- Acho que toda a gente conhece o Noddy mas a versão que eu imeginei é a que foi feita pelos moonspell no programa do Gato Fedorento quem quiser ver...
.com/watch?v=SPbzwES6XrE
Eu sei eu sei era suposto ser um drama e tá mais para comédia (ainda que não esteja muito bem feita) mas é que antes da tempestade bem a bonança então no princípio como me estou a basear mais na vida do Naruto, e convínhamos ele é um bobo alegre (não que isso seja mau já que eu também o sou) a história tá meio cómica… mas no final já ouve esta introdução à trama principal e acho que já deu para perceber que nem tudo vão ser rosas.
Enfim o estilo desta fic é totalmente diferente daquilo que eu normalmente faço então talvez por isso não tenha agradado tanto e só tive um review, agradeço desde já a Kinha Oliver(infelizmente não vou poder revelar o tipo de relação deles), mas como sou teimosa enquanto tiver um vou continuar a escrever.
Então é isso, por favor comentem e digam o que acharam isto é se tiveram paciência para ler até ao fim! (nunca escrevi tanto na vida)!
Bjs, Isis!
