Capítulo Três

O próximo encontro sexual que eu tive com outro garoto (depois da dúzia que eu rejeitei) foi dois dias depois de eu ter falado com David na lanchonete. Seu nome era Connor – provavelmente – e sua característica menos atraente era sua orelha, o que não importou nem um pouco quando ele me chupou no vestiário masculino depois das aulas.

Não havia um motivo por que eu o escolhi dentre todos os caras que me abordaram. Mas eu obviamente não era um grande fã de motivos, por que eu ainda pensava em David todo o tempo e não havia nenhuma razão para isso, além do fato que ele era gostoso.

Embora eu não tivesse falado com David por minha própria vontade desde o dia que eu comprei o almoço para ele, ele tinha falado comigo. Ele tinha andado até onde eu estava, no dia seguinte, com meus amigos, do lado de fora da escola.

-Pierre?

Eu parei de rir e olhei, uma sensação não usual passando por meu estômago quando eu vi que era David. Apesar disso, eu sorri.

-David. – eu o cumprimentei, assentindo levemente. Meus amigos, provavelmente, estavam apenas observando nós dois, esquecendo da conversa anterior, esperando pela chance de serem barulhentos e invasivos.

David parecia sério, entretanto, não sorrindo em nenhum momento.

-Eu só queria agradecer pelo que você fez ontem. – ele começou. – Eu devia ter agradecido na hora, mas eu estava muito ocupado sendo incomodado. Então... Obrigado. – ele assentiu e eu sorri.

-Bem, de nada. – falei.

E, com isso, ele se afastou. Todo mundo sentado comigo, começou a me perguntar do que David estava falando, mas eu não prestei atenção, ao invés olhando na direção de David. Eu pensei em segui-lo, mas pensei melhor, voltando-me para meus amigos e tentando fazê-los se calarem.

Eu me senti maravilhoso pelo resto do dia por causa disso. O fato de que David realmente foi até mim e falou comigo me deixou tão feliz. Era estranho, desde que vários garotos falavam comigo em bases diárias e isso nunca incentivou esse tipo de sentimento em mim.

Chuck não entendeu, mas eu tinha a sensação de que ele sabia mais do que ele achava que sabia. Ele sempre sabia o que eu estava pensando, mesmo antes de eu saber, então era impossível que ele não tivesse nem idéia. Eu falava com ele sobre isso às vezes, mas ele apenas pensava que isso era uma obsessão temporária, que eu iria superar logo, então ele não estava preocupado. Ele ainda não tinha uma resposta, entretanto.

Agora, era sexta-feira e eu estava entediado durante a aula de educação física. Eu não estava exatamente incomodado por isso, entretanto, desde que eu não estava com vontade de fazer algo nesse momento. Nós estávamos do lado de fora do campo de futebol e eu estava sentado na linha lateral, bebendo uma garrafa d'água e falando com um 'amigo' (em outras palavras, alguém que eu conhecia, mas só falava algumas vezes), chamado Christian.

Estávamos sentados na grama, dividindo um pacote de Pêssego Cristalizado que ele tinha trazido. Nós não conversamos sobre nada muito sério, só sobre o seriado 24 horas, já que ambos éramos fãs. Eu me sentia bem preguiçoso e realmente esperava não ser chamado para jogar qualquer coisa. Eu sequer estava prestando atenção, apenas olhando para qualquer lugar.

David tinha acabado de sair pelas portas próximas ao campo. Eu demorei um momento para perceber que isso me interessava, e eu o observei, pensando se ia ou não falar com ele. Mas eu não consegui encontrar qualquer motivo para não o fazer desde que eu queria falar com ele e eu não estava fazendo nada no momento.

Sabendo que eu tinha uma boa chance em sair de fininho sem ser notado, eu me levantei, deixando a garrafa de lado e limpando minha roupa.

-Ei, David! – eu chamei e ele parou para olhar ao redor. Eu emparelhei com ele e arrumei meu cabelo quando parei. – O que foi?

Ele colocou uma mão no quadril: - Foi você quem me chamou. – ele disse com uma expressão inflexível que eu conhecia bem demais agora. – O que foi com você?

-Eu estava pensando se você tem algum plano pra hoje à noite? – perguntei.

David suspirou.

-Eu tenho um namorado. Por que é tão difícil de entender isso?

Uma risada deixou minha boca.

-Oh, por favor, David, você não tem um namorado. – falei e ele ergueu as sobrancelhas pra mim. – Eu poderia ser um namorado dez vezes melhor que ele. Eu vou te mostrar como um namorado de verdade é. Ele provavelmente é só um amigo que você come ocasionalmente.

-Oh, bem, fico feliz que você tenha me ajudado a perceber que meu relacionamento com Spencer é, na verdade, oco e inexistente. – ele falou fria e sarcasticamente. – Eu vou seguir esse conselho imediatamente e acabar com isso, antes que eu fique preso em algo falso. – suas sobrancelhas estavam levemente cerradas e, na verdade, eu achei isso fofo.

Sorrindo, eu disse: - Felizmente eu estava aqui para te ajudar a ver. – ele rolou os olhos e meu estômago deu algumas cambalhotas. – Mas você ainda não respondeu à minha pergunta.

-Por que você está falando comigo, afinal? – ele perguntou, negligenciando completamente o que eu tinha dito.

-Ei, ei, uma pergunta de cada vez. – falei. – Responda a minha e eu respondo a sua.

Mais uma vez, ele me ignorou, continuando o que ele estava falando: - Você nunca falou comigo e, admita, eu não sou o melhor partido daqui. – minhas sobrancelhas se ergueram perante esta afirmação. – E não é como se você estivesse desesperado, por que todo mundo sabe que você consegue qualquer um, se você realmente quiser.

-Auto-desaprovação não é muito atraente, sabe. – falei. Na verdade era, em vários casos com várias pessoas.

Ele cruzou os braços sobre o peito.

-Bem, então, não há um real motivo para você estar matando sua aula de educação física para falar comigo.

Uma parte de mim quase sentiu pena dele, desde que ele claramente pensava tão pouco de si mesmo, que ele pensava que ele não valia ser notado.

-Eu vim aqui para te chamar para sair. – disse simplesmente. – Você ainda não me respondeu e você vai descobrir que eu sou tão persistente quanto dizem.

Seus olhos encontraram os meus, e ele me encarou por um momento, então mordeu seu lábio inferior, dizendo: - Agora, eu sei por que. – eu estava confuso. – Agora eu sei por que você está aqui. – ele continuou. – Isso é tudo um tipo de plano seu, não é? Você comprou meu almoço, então quando eu te agradeci por isso no dia seguinte, você assumiu que funcionou, aí você pensou que você devia tentar de novo.

-David, eu não comprei seu almoço como parte de um 'plano'. – falei seriamente. – Eu o comprei, por que eu estava sendo gentil e eu queria te mostrar que eu posso ser. Eu não faço isso para todo mundo.

-Então, o que eu tive?

Eu vacilei.

-O quê? – perguntei e provavelmente soei como um completo idiota, o que era uma ocasião muito rara.

Ele ainda tinha aquela expressão dura e defensiva em seu rosto: - O que eu tive de almoço? Se você estava prestando tanta atenção.

Eu abri minha boca, pronto para surpreendê-lo, mas, na verdade, não conseguia lembrar. Eu não era o tipo de pessoa que lembrava os mínimos detalhes, de todo modo, então não era exatamente minha culpa. E por que eu não disse nada, ele abriu um sorriso que, honestamente, combinaria mais no meu rosto e ele se afastou. Eu me apressei atrás dele.

-Espere, David, eu lembro. – falei, segurando-o pelo braço.

Ele parou e me olhou. Eu massageei minha testa e apertei meus dentes, pensando.

-Era uma terça-feira e o prato do dia as terças, usualmente, é lasanha ou carne, o que você provavelmente não iria comer, já que você é vegetariano. Eu acho. Bem, eu me lembro de Spencer falando algo sobre hambúrguer vegetariano uma vez, então eu só estou assumindo. Uh... Você provavelmente comeu vegetais grelhados, por que eu até pensei que não tinha nada muito bom naquele dia. E uma salada, eu me lembro disso, também.

Quando eu abri meus olhos, a boca de David estava entreaberta. Assim como eu tinha esperado, isso o pegou de surpresa.

-Sim. – ele falou. Assim que um pequeno sorriso apareceu no meu rosto, ele se livrou da sua expressão chocada, voltando para a inflexível. – Bem, foi um bom palpite.

Eu suspirei.

-David...

-Eu tenho que ir. – ele falou. – Eu prometi ao senhor Burkett que eu não ia demorar e eu aconteço de ser um bom aluno. – com isso, ele se afastou. Eu o observei, uma sensação engraçada aparecendo em meu estômago e eu amaldiçoei sob a respiração, enquanto voltava para o campo de futebol, onde o resto da classe continuava jogando e o professor não tinha percebido que eu tinha saído.

Um novo sentimento tinha aparecido na minha lista. Pelo resto do dia, eu me senti mal por alguém. Por David, de todas as pessoas. Eu sabia que ele devia ter algum tipo de complexo de inferioridade, por que mesmo que eu fosse a pessoa mais popular da escola, ninguém nunca tinha questionado por que eu estava falando com eles. Em voz alta, de qualquer forma.

Isso apenas me encorajou ainda mais, entretanto, por que agora minha mente mimada e determinada queria provar para ele que valia a pena falar com ele. Eu queria provar para ele que ele era... Bem... Gostoso. E eu queria provar para ele que eu podia ser um bom namorado, mas esse era o mais provável, por que eu estava tentando provar isso para mim mesmo, o que era um pensamento muito profundo pra mim.

Eu contei pro Chuck sobre isso, mas ele não pareceu se importar. Bem, mais por que eu contei a ele enquanto estávamos na pista e ele tinha passado a maior parte do tempo admirando esses caras de outra escola que estavam lá. Chuck não era do tipo que fazia o primeiro movimento, mas ele gostava de olhar e fantasiar.

Minha mente estava sempre em David, de algum modo, e isso me confundiu e seduziu, ao mesmo tempo. Eu era cabeça dura e sabia que podia conseguir o que quisesse, se eu tentasse – usualmente sem nem tentar. Eu sempre conseguia o cara e eu sabia que isso era apenas outra competição pra mim. E eu ia ganhar.

O fim de semana passou e eu não tinha feito nada sobre esses sentimentos. E, então, na segunda, quando eu vi David várias vezes, eu apenas olhei e não fiz nenhum movimento. O mesmo na terça-feira, assim como na quarta-feira e agora era quinta-feira e eu não tinha falado com David desde aquele dia durante a aula de educação física.

David ainda passava bastante tempo com Spencer, mas eu ainda não via o porquê. Eu quero saber mais sobre ele, então eu perguntei por aí e eu descobri que ele era responsável pelas tirinhas do jornal. Infelizmente, isso não tinha importância para mim, então eu realmente não descobri nada mesmo.

Nessa noite de quinta-feira, eu estava jantando na casa dos Comeau. O pai, Roger, tinha decidido por um jantar simples, de frango com batatas, então Chuck, Lindsay e eu estávamos sentados à mesa.

Lindsay era bastante bonita. Ela tinha cabelo castanho, longo, sedoso e ondulado que ia até a metade de suas costas e seus olhos eram tão brilhantes e felizes. Ela era pequena, mas ela tinha bastante atitude e ela nunca rejeitava a chance de brigar comigo. Infelizmente, às vezes ela ia vencer.

-Então, Pierre, como vai a vida? – ela perguntou, enquanto me dava os pratos para colocar na mesa.

Eu dei de ombros.

-Não posso reclamar.

-Algum namorado novo? – ela perguntou.

Enquanto eu colocava os cinco pratos em seus lugares usuais, eu pensei em contar a ela sobre David. Pensando melhor, eu disse: - Não. Nada no momento. E você? Algum namorado?

Chuck riu e Lindsay suspirou.

-Pierre, quantas vezes eu tenho que te dizer que estou namorando o Eduard há seis meses, agora? – ela perguntou. Chuck apenas continuou rindo de mim, enquanto ele pegava a prataria.

Dando de ombros, eu disse: - Você é muito nova para ter namorados, de todo modo.

Ela bufou, enquanto me dava os copos.

-Agora você parece o Chuck.

Chuck e eu sorrimos um para o outro, e eu pensei que ele estava sorrindo por que eu soei como um irmão mais velho, mas Chuck claramente tinha outras intenções, por que ele se virou para dizer à Lindsay: - Pierre está de olho em alguém novo, entretanto. Alguém por quem ele quer se apaixonar profunda e loucamente. – ele riu e mal evitou minha mão que ia acertá-lo na cabeça. Eu lhe lancei um olhar mortal, mas ele apenas continuou rindo como uma irritante garotinha.

Um 'ohhh' saiu da boca de Lindsay.

-Mesmo? – ela perguntou com um tom de 'isso é interessante'.

Mas desde que eu sabia que não podia evitar, eu apenas suspirei e deixei que Chuck continuasse.

-É claro, Pierre ainda está tentando consegui-lo, mesmo que ele tenha um namorado e tenha deixado claro que não está interessado. – ele falou.

-Quem é ele? – Lindsay perguntou.

Eu não tinha que responder, por que Chuck o fez por mim.

-O nome dele é David Desrosiers. Ele tem uma bunda realmente ótima que ele adora mostrar em calças que devem cortar a circulação em seu pênis, o que explica por que ele não responde ao Pierre como todo mundo. – falou.

Mas isso fez uma risada escapar da minha boca.

-Eu nem considerei isso. Sabe, provavelmente é a calça. – falei. – Isso faz sentido, por que você não disse antes? – Chuck deu de ombros.

Lindsay tinha um olhar pensativo em seu rosto.

-Desrosiers, Desrosiers... – ela murmurou, claramente tentando pensar em quem ele era. – Oh, ele é do clube de arte. É, Eduard o conhece de lá. Ele é maravilhoso em todas as áreas, mas ele é realmente excelente em quadrinhos. Você devia ver o trabalho dele, ele é absolutamente brilhante.

Chuck sorriu: - Eu tenho certeza de que Pierre amaria ver o trabalho dele. – ele falou. Eu bati no braço dele e mostrei a língua. Ele apenas balançou a cabeça, ainda sorrindo. – Mas o ponto principal é que ele tem um namorado. Completamente fora do limite, por que ele está em um relacionamento.

-David não está em um relacionamento. – Lindsay disse e eu virei minha atenção para ela, encorajando-a a continuar. – Não, ele não tem ficado com ninguém desde que voltou da Inglaterra.

-Inglaterra? – perguntei.

-E Spencer? – Chuck perguntou.

-Sim, ele foi para a Inglaterra por um ano. Eu achei que você soubesse disso. – Lindsay disse, então respondeu à pergunta de Chuck. – E Spencer é apenas um bom amigo. Ele tem alguma conexão com a Inglaterra, não tenho certeza de como. Mas eles não estão namorando, eles são apenas muito próximos. Como você e Pierre.

Chuck me olhou e nós dois estávamos surpresos com essas novidades e o com o fato de Lindsay soubesse algo sobre ele. Isso era muito interessante para mim, por que eu não apenas tive uma confirmação de que David era um jogo justo, mas eu também tinha outro jeito de consegui-lo, outra isca com que prendê-lo.

Eu não consegui parar de pensar sobre isso pelo resto da noite. Isso ficou na minha mente por todo o jantar e até depois, quando Chuck e eu decidimos ir até a pista de skate para encontrar com Anna e Patrick, eu estava pensando sobre como essa nova informação poderia me beneficiar em algum modo. Meu cérebro estava realmente apenas maquinando, mas eu tentei me lembrar de que eu estava fazendo isto por um motivo, mesmo que eu ainda não estivesse certo sobre isso ainda.

Depois de ter uma competição perversa com Anna – na qual eu perdi uns trinta mangos – e comer porcarias que Patrick havia trazido (desde que ele parecia ter um estoque de algum tipo de comida açucarada), Chuck e eu fizemos nosso caminho de volta para casa. O sol estava se pondo enquanto andávamos, continuando uma conversa sobre a próxima banda que iria se apresentar na casa de show e como Anna ia conseguir ingressos para nós.

Então, de algum modo, virou sobre o interesse de Chuck em um garoto bonito que vivia aparecendo na pista de skate.

-Ele não é tão bonito. – falei.

Chuck gemeu: - Você sempre fala isso dos caras que eu gosto. O que há de errado com esse? O cabelo dele é muito claro? Você só prefere os que têm cabelo negro e sexy? – ele soou bravo, então eu coloquei meu braço ao redor de seus ombros.

-Ele provavelmente usa drogas. – respondi. – Ele parece uma bichinha drogada, que precisa estar alta para dormir com alguém, por que a voz de seu pai, que provavelmente bate nele por ser gay, fica ecoando em sua cabeça e deixa difícil que ele consiga ficar duro. – ele balançou sua cabeça e desviou seu olhar de mim, se recusando a responder. - E não apenas sua mãe teria um ataque do coração se você o levasse para casa, como você também merece algo melhor. – eu disse e o beijei na bochecha. – Não se preocupe, o cara certo vai aparecer eventualmente.

Chuck suspirou.

-Eu só estou cansado de esperar. – falou.

Nós entramos na nossa rua e foi então que algo inesperado aconteceu. Do lado da rua que era a casa de Chuck, só que na outra esquina, eu vi David na varanda da casa de tijolos, com uma prancheta de desenhos. Eu parei abruptamente, mas Chuck demorou um momento para notar que eu o tinha feito.

-O que foi? – ele perguntou.

Eu ri, o ignorando, e comecei a andar até a casa.

-Bem, olá, David. – falei e ele ergueu o olhar. Uma vez que ele notou que era eu, ele apenas voltou a olhar sua prancheta. – Você mora aqui? – ele me ignorou, enquanto eu fazia meu caminho até a varanda. – Eu não acho que eu te vi por aqui antes. Mas, de novo, você esteve na Inglaterra por um tempo, então é provavelmente por isso.

Sua atenção estava em mim novamente.

-Como você sabe que eu fui para a Inglaterra? – perguntou.

-Um passarinho me contou. – respondi com um sorriso afetado em meu rosto, inclinando-me contra a grade na frente dele. – Então, você mora aqui, huh? Interessante.

Suas sobrancelhas se cerraram.

-Por que é interessante?

Um grande sorriso no meu rosto, eu gesticulei na direção da rua.

-Eu moro mais pra baixo. – respondi. – Umas seis casas depois da sua. Somos vizinhos! – David girou os olhos e voltou a olhar para seus papéis. – Sabe, eu gosto dessa casa de tijolos, mas eu sempre achei que você morasse na floresta. Sem trocadilhos, é claro. – eu ri, mas ele não.

-Bem, agora você sabe onde eu moro. – David disse, olhando para mim novamente. – Agora, você pode me seguir mais facilmente. E, só para você saber, eu freqüento o colégio mais próximo e meu maior medo é de palhaços. Pronto, mais duas coisas que você pode colocar no seu arquivo. Mais alguma coisa?

Eu ri.

-Sabe, às vezes o sarcasmo pode ser irritante, mas é realmente sexy quando você o usa.

-Só vá para casa, Pierre. Está ficando tarde. Sua mãe provavelmente está preocupada. – falou.

Sorrindo, eu assenti e sai da varanda.

-Eu vou aceitar sua oferta em te seguir. – falei, enquanto começava a caminhar de volta na direção da calçada.

-É claro que vai. – respondeu, mas nem sequer olhou para mim, enquanto eu me encontrava com Chuck perto da sua casa.

Chuck rolou os olhos.

-Ele te dispensou de novo, não foi? – perguntou.

-Você sabe a resposta pra isso, Chuck. – falei. – Mas não vai demorar. Eu tenho um plano, Chuck, e mesmo que possa ser um plano simples, e provavelmente não é muito criativo, vai funcionar. Confie em mim.

Ele apenas suspirou e me desejou boa noite. Eu depositei um rápido beijo em seus lábios, então fui para minha própria casa.