Olá pessoas!

Como prometido, o terceiro capítulo pra vocês! Acho melhor minha criatividade voltar para escrever o quarto capítulo. Alguma opinião de vocês?

Achei que essa parte ficou muito xuxu, espero que vocês gostem... D

o.O.o.O.o

Mello havia dormido bem , mesmo tido seu sonho interrompido pelo maio rival. Se espreguiçou por debaixo das cobertas, devagar tirou-as de cima de seu corpo. Se sentou sobre a cama ainda com sono e ao caminhar em direção ao banheiro notou o coelho no chão perto de sua cama e a orelha do outro lado de seu quarto. Recolheu os dois objetos e colou-os em cima da sua mesa de escrivaninha.

Foi ao banheiro, tomou um longo banho para acordar e trocou de roupa, descendo as escadas animado para o café da manhã. Estranhou ao chegar no refeitório e não avistar aquela figura branca tomando seu sucrilhos sozinho. Foi só então que pode lembrar o que acontecera na noite anterior, a cena de Near em seu quarto voltou a cabeça do loiro, deixando-o perturbado.

Voltou-se a animar quando Matt convidou-o para jogar uma partida de futebol no quintal, após um jogo muito disputando entre os meninos, o time do loiro acabou ganhando. Parando embaixo de uma árvore quase nua. O ruivo juntou duas folhas, uma amarela e outra vermelha, comentando com o outro: "Mello, não parece nós dois?" e foi prontamente respondido: "Desde quando, eu tenho cara de folha?". Ficaram um tempo de baixo da árvore de olhos fechados, apenas ouvindo o bonito canto de um passarinho.

O canto foi cortado por imensos passos de um monitor que se deslocava na direção dos dois. "Mello, Roger deseja vê-lo em seu escritório." O loiro se assustou um pouco, "Será que aquele bebê chorão foi reclamar para Roger o que tinha acontecido ontem á noite?", pensou sem piedade.

O maior entrou com fúria no escritório, já com respostas prontas e na ponta de sua língua. Porém o coordenador só queria saber se ele havia visto o menino albino que se encontrava desaparecido pelo dia inteiro. Comentou com o chocólatra a única lembrança que o pequeno tinha de sua mãe, o coelho. Quando o velho senhor disse a última palavra, as orbes azuis arregalaram-se.

O loiro moveu-se rápido até seu quarto, pegou os dois objetos que estavam em sua escrivaninha e procurou por uma menina muito prendada em trabalhos manuais, seu nome era Linda. Mello achou-a na sala comunal brincando com as amigas de bonecas, chamou-a e ela se virou, encarando-o.

Mello: Linda, por favor me ajude!

Linda: Agora não estou ocupada.

Mello: por favor... – disse o maior caindo de joelhos no chão, era difícil escutá-lo implorar por algo.

Linda: Certo, no que posso lhe ajudar?

Mello: Poderia me ensinar a costurar?

Linda: costurar? - disse surpresa –

Mello: É... – mostrando-lhe o estado da pelúcia. -

Linda: Tudo bem, mas vai ter que ter paciência, viu?

Melo: tudo o que você quiser.

A pequena garota loira se retirou por instantes e voltou com um kit costura na mão, sentou-se do lado do garoto e tirou um carretel de linha branca, umedeceu-o com saliva e passou de primeira na agulha. Mostrou os movimentos que tinham que ser feitos, começando a costurar a orelha no lugar, fez o menino segurar a agulha e apoiou sua mão por cima da dele, guiando-o. Ao terminarem a costura, a menina pegou uma fita vermelha com detalhes dourados nas bordas e deu um bonito laço ao redor do pescoço do coelho. O menino a agradeceu aliviado, um tanto com vergonha.

Abraçou o objeto restaurado e partiu em direção ao quarto de Near. Quando subia as escadas pode sentir seu coração palpitar mais acelerado, alguma coisa por dentro dele doía muito, e não sabia o que era.

Ao abrir a porta do quarto, se deparou com aquele corpo branco caído no chão, o albino estava desmaiado! Não teve tempo para pensar, o objeto caiu de sua mão instantaneamente. Voou para perto do corpo que se encontrava não tão quente, as batidas do coração encontravam-se bem espaçadas. Não esperou mais nenhum segundo, pegou-o no colo e começou a berrar. Um monitor logo se aproximou e os dois foram correndo até a enfermaria.

Lá ele explicou a Mello que o menor tinha hipoglicemia e que se ficasse muito tempo sem comer poderia desmaiar. Logo enjetaram soro na veia do desacordado, enquanto o loiro voltou para o quarto e pegou o coelho. Retornou para a enfermaria e ficou lá até escurecer.

Quando o menor acordou, se deparou com o maior apoiado em sua cama, dormindo sentado de frente para ele e em seu lado se encontrava seu maior tesouro, totalmente restaurado. Chamou por Mello com um sussurro, o loiro acordou, abrindo os olhos devagar e ao notar que o outro estava bem abriu um sorriso sincero. Estava com uma estranha sensação de alivio, sentindo que não deveria prolongar mais, saiu do quarto deixando-o sozinho.

o.O.o.O.o