L. S. Becker

Correndo pela Vida

Ela ficou um tempo ali caída, seu sangue escorria entre seus dedos na cintura, e pelo corte na coxa. Nunca se sentiu assim tão fraca e impotente, foi quando lembrou que havia deixado o celular no quarto, ela se apoiou na banheira, na primeira tentativa sua mão escorregou pelo sangue quente e escorregadio que manchava sua palma. Na segunda tentativa levantou, cambaleando e ficando tonta a cada passo, se apoiava nas paredes do apartamento deixando rastro de sangue pelo chão e parede, sua camiseta estava ensopada pelo líquido quente e viscoso que escorria do corte na cintura, os pés e perna esquerda sujos de sangue, se sentia totalmente perdida e nunca havia visto tanto sangue de si própria desse jeito.

Conseguiu entrar no quarto, largou o batente da porta e se jogou para frente caindo sentada no chão encostada ao pé da cama, esticou o braço e pegou o celular.

Levou segundos até que o telefone ao lado da cama de Dinozzo começou a tocar, ele se esticou de preguiça, sacudiu as mãos nos cabelos bagunçados, abriu os olhos, e pegou telefone vendo que era Ziva disse com sua graça diária:

_Dinozzo gostoso.

_Anthony...

A voz no outro lado da linha era fraca e quase um sussurro, parecia sonolenta, ele se sentou com expressão de confusão no rosto e perguntou:

_Ziva você está bem? Não me diga que está bêbada?

_Eu preciso de você.

_Ei, ei, Ziva, onde você está?

_Dinozzo não é brincadeira, eu fui atacada, tem tanto sangue... Eu acho que...

Ela começou a escorregar, não conseguia mais ficar sentada e bateu no chão com um baque que Dinozzo ouviu pelo telefone, ele levantou ainda um pouco confuso, segurava o telefone com uma mão e entrava nas calças com a outra, começou a se preocupar quando apenas ouvia a respiração irregular dela no outro lado da linha, ele apoiou o telefone entre o pescoço e o ouvido puxando as calças e perguntou:

_Zi você está me ouvindo? Ziva responde! Ziva!

Ele começou a entrar em pânico sem saber o que fazer, ela não disse onde estava. Dinozzo desligou o telefone e fez outra discagem já saindo do quarto e correndo para a porta da frente:

_Ei chefe.

Gibbs estava no seu porão e ainda acordado olhava seu barco quando atendeu:

_Que foi Dinozzo?

_Chefe acho que Ziva está em apuros.

_Do que você está falando?

_Ela me ligou agora pouco, disse que foi atacada, mas a linha ficou muda eu só ouvia sua respiração.

_Onde ela está?

_Estou indo para o apartamento dela.

_Estou chamando uma ambulância e sigo para lá também, vou chamar o Mcguee.

_Sim chefe.

Dinozzo dirigiu mais rápido do que já havia feito na vida, até sorriu ao se lembrar de como Ziva dirigia assim, não ligava para lado certo da rua e nem sinal de trânsito. Logo sua cabeça focou na respiração difícil dela, sua Ziva a menina que ele tanto gostava de perturbar e que a amava sem nunca ter dito a ela, e agora ela podia estar em sérios problemas. Sangue, ela disse sangue! Dinozzo sua cabeça deu um clique rápido, Ziva falou tanto sangue e só agora ele prestou atenção no que tinha escutado. Oh! Meu Deus ela podia estar morrendo ou morta e ele estava longe dela!

Ao chegar ao prédio dela, parou bruscamente o carro e logo Gibbs freou com força à sua frente, os três homens que faziam parte de sua vida estavam chegando. Ziva tinha a consciência indo e voltando, a dor era dilacerante e sentia frio, levou a mão novamente até o ferimento nas costelas, mas sua mão pesada demais caiu sobre o corpo perdendo a visão a sua frente...

Continua...

Espero que tenham gostado, a história fica ainda melhor!