Esta história é uma adaptação, por isso Naruto e seus personagens não me pertence e sim a Masashi Kishimoto. Assim como O Preço da Paixão tb não me pertence.
O PREÇO DA PAIXÃO
CAPÍTULO DOIS
— Você poderá procurar seu pai quando fizer 16 anos — prometeu Hinata.
— Mas isso será somente em novembro! — pro testou o filho. — Por que tenho que esperar tanto? O vovô não está mais aqui para ficar chateado. Quero dizer... Oh, Deus, sei que soou horrível. Olhe, sinto saudade do vovô também, mãe. Mas isso é importante para mim. Quero conhecer meu pai. Ver como ele é. Conversar com ele.
— Você já pensou que ele pode não querer en contrá-lo? Ele sequer sabe que você existe!
— Sim, eu sei disso, mas não é culpa dele, é? Ninguém nunca contou. Ele tem o direito de saber que tem um filho.
Hinata suspirou ao telefone. Ainda não conse guira chegar a um acordo com Hiroshi com relação à sua obsessão repentina de encontrar o pai biológico. Sempre que telefonava para o filho na escola, e vice-versa, este era o assunto principal da conversa.
Claro, quando o avô dele estava vivo, o assunto Naruto Uzumaki era proibido. Para Hiashi Hyuuga, o sujeito tatuado que seduzira e engravidara sua filha não era nada além de um animal no jento, nem valia a pena discutir. A certidão de nas cimento de Hiroshi dizia "pai desconhecido".
Quando Hiroshi cresceu e começou a fazer pergun tas, seu avô contou que Naruto tinha sido mau, e que Hiroshi tinha sorte de não ter nada em comum com o pai. Ele, Hiashi Hyuuga, seria seu pai e avô. Em troca, Hiroshi levaria o nome Hyuuga e her daria tudo da família.
Para ter crédito de pai, ele dedicou grande amor e atenção a Hiroshi. O menino adorava o avô e, se guindo seus desejos, jamais mencionou o pai.
Mas desde que o avô morrera tragicamente no ano passado, Hiroshi começou a fazer perguntas à mãe sobre seu pai verdadeiro. Arrancou-lhe o nome de Naruto, e todos os demais detalhes de que ela conseguia lembrar, para finalmente pedir que eles fossem atrás do pai.
Só de pensar em ficar frente a frente com Naruto depois de tantos anos, Hinata tinha medo, razão pela qual inventou a história de esperar os 16 anos de Hiroshi. Mas, desde então, ela vem pensando na situação com mais calma, e mantém-se firme.
Porque só Deus sabia como seria o Naruto adulto. A última coisa que soube era que ele tinha sido acusado de assédio sexual e que, provavelmente, seria preso, o que causou pesadelos nela na época. Até que outro pesadelo consumiu seus pensamen tos — e sua vida.
Na pior das hipóteses, Naruto seria um criminoso mais perigoso agora. Na melhor, Hinata ainda duvidava que ele fosse o tipo de homem com o qual gostaria que seu filho se relacionasse. Ela não con cordava com o pai que Naruto nascera mau. Mas a maturidade — e a maternidade — fizeram com que visse Naruto com outros olhos agora. Ele estava no caminho errado, era um jovem negligenciado e anti-social, algo que o tempo dificilmente corrigia.
— Não quero mais falar sobre isso, Hiroshi — ela declarou. — Esta é minha decisão, e acho que é justa e sensata.
— Não, não é — ele retrucou.
— Sim, é sim. Quando você tiver 16 anos, pro vavelmente será maduro o suficiente para lidar com suas impressões sobre seu pai. Confie em mim. Duvido que as notícias sejam boas. Ele pro vavelmente está preso em algum lugar.
Silêncio do outro lado.
Hinata detestava dizer algo que pudesse ma goar seu filho, mas por que fingir? Pior seria deixar que ele criasse fantasias sobre o pai, e ter um dia que enfrentar uma realidade mais dura.
— Você disse que ele era inteligente — falou Hiroshi.
— E era. — Malandro.
— E bonito.
— Sim. Muito. — Daquele tipo alto, loiro e perigoso, pelo qual meninas fúteis sempre se atraíam. Ela achava que tudo em Naruto era excitante naquela época, especialmente os símbolos de re beldia. Tinha brincos nas orelhas, piercing no nariz e uma tatuagem na barriga. Deus sabia quantas tatuagens devia ter agora.
— Nesse caso, ele não está preso — pronunciou Hiroshi. — De jeito nenhum.
Hinata virou os olhos.
— Veremos isso em novembro, certo? Mas por enquanto, gostaria que você se concentrasse em seus estudos. Este ano você ganha um diploma.
— Perda de tempo — sussurrou Hiroshi. — Eu de via estar em casa com você, ajudando na colheita e fazendo os vinhos desta safra. O vovô sempre dizia que era loucura as pessoas irem para a universidade para aprenderem a fazer vinho. A experiência prá tica é a melhor forma. Ele me disse que eu tinha o melhor aprendizado, e que um dia seria um produ tor de vinho renomado.
— Concordo totalmente com ele. E nunca pedi a você para ir para a universidade. Só estou pedindo que fique na escola até os 18 anos. Na mesma esco la, deixe-me lembrá-lo, que seu avô escolheu para você. Ele era categórico quanto a você ter uma boa educação.
— Está certo — ele respondeu. — Farei isso pelo vovô. Terminarei aqui, você se livrará desse velho idiota que contratou, e eu farei o trabalho que aprendi a fazer.
— Sarutobi não é um velho idiota — disse Hinata. — Seu avô disse que houve uma época que ele foi o melhor produtor de vinho do vale.
— Uma época, como há cem anos? — ironizou o filho.
— Sarutobi não chega a ter 70 anos. Sessenta e nove, para ser mais exata.
— Sim, mas parece ter cem. Não gosto dele, e não gosto que ele produza nossos vinhos — decla rou Hiroshi firmemente. Hinata sabia que a opinião do filho não mudaria. Sempre fora assim, expressa va com firmeza suas opiniões e gostos. Se não gos tava de uma comida, simplesmente dizia "Não gos to disso". E então cerrava a boca.
Nenhum castigo ou nenhuma ameaça fariam com que comesse.
Era um teimoso. O avô dizia que o neto tinha herdado esta característica dele. Mas Hinata des confiava que a origem era outra, bem como a maio ria dos traços físicos de Hiroshi, como a altura.
Aos 13 anos, ele já era mais alto que o avô. Aos 15 anos, já tinha um metro e oitenta, e ainda cres cia. E seus olhos eram azuis como os de Naruto. Com cílios longos os emoldurando. O nariz grande, pos sivelmente, era do lado dos Hyuuga, bem como a pele clara. Mas sua boca era puro Naruto. Grande, com lábios carnudos, o inferior um pouco maior.
Provavelmente beijaria muito bem, como o pai.
— Tenho que desligar, Hiroshi — ela falou. — Pre cisam de mim no restaurante para o almoço. Sem pre temos muito trabalho nos sábados de tempo bom.
— Está certo. Tenho que ir também. Preciso trei nar minha tacada. O time da Kings School virá jo gar críquete esta tarde, e vamos destruí-los dessa vez.
Hinata sorriu. Apesar de o filho dizer que gos taria de estar na vinícola, apreciava a vida na esco la. De certa forma, ele fora solitário na infância, na casa do campo.
Localizada ao norte de Tokyo, a St. Francis College tinha muito prestígio, equilibrando com sensa tez a boa e tradicional disciplina com novas formas de pensar. O currículo incluía esportes e atividades de diversão para manter os hormônios e os níveis de energia dos meninos sob controle.
Aquele era o quarto ano de Hiroshi na escola, e ele ia muito bem, tanto nas aulas quanto nos esportes. Ele jogava críquete no verão e futebol no inverno, mas entre todos os esportes, seu preferido era a na tação. As prateleiras de seu quarto eram cheias de troféus de campeonatos de natação.
— Boa sorte — falou Hinata. — Ligo depois para saber como foi o jogo. Agora realmente preci so ir. Ciao.
Ela desligou e ficou preocupada. O jogo distrai ria Hiroshi da vontade de localizar o pai naquele mo mento, mas ela não queria arriscar e ver o filho fazê-lo antes de seu aniversário, em novembro. Se riam nove longos meses separados.
Nove meses...
Hinata sentiu um aperto no peito ao lembrar que foi naquela época, há dezesseis anos, que en gravidara. No fim de fevereiro. O aniversário de Hiroshi era dia 24 de novembro.
Hoje são 24, ela notou, assustada. E um sábado também. O aniversário do dia mais marcante de sua vida.
Hinata sacudiu a cabeça e virou, com os pen samentos ainda distantes. Não se arrependera de ter tido Hiroshi. Ela o amava mais do que qualquer coisa. Ele trouxe muita felicidade a ela.
Mas foi muito difícil começar. Difícil e angus tiante. Ninguém podia compreender o que ela pas sara. Sentia-se tão sozinha, sem a mãe para confor tá-la, e com um pai que a condenava.
Hiashi Hyuuga não falou com ela até o dia em que Hiroshi nasceu. Até o dia em que segurara a mão de Hinata durante o parto e, finalmente, no tara que ela não era somente a filha que o desapon tara, mas um ser humano que ia passar momentos muito difíceis sozinho.
Depois disso, a situação melhorou entre eles, mas nada mudaria o fato de ela ter se tornado mãe solteira aos 16 anos. Quando Hiroshi nasceu, ela já tinha saído da escola e perdido todos os colegas. Quando voltou do hospital, ficava sozinha em casa com o bebê chorando, com cólicas, e seu pai tenta va ajudar, mas não levava o menor jeito. Algumas vezes, ela teve vontade de gritar com toda força.
Em vez disso, simplesmente sentava-se e chorava com Hiroshi.
O encontro com Naruto Uzumaki naquele verão, há dezesseis anos, certamente mudara sua vida para sempre. E a idéia de encontrá-lo novamente a dei xava desesperada.
Não porque sentia medo de se apaixonar por ele novamente. Essa possibilidade era impensável. Mas devido ao perigo que Hiroshi corria de cair sob a má influência do pai. Simplesmente, não tinha sa crificado toda sua vida para criar um menino segu ro, estável e feliz, para submetê-lo a alguém que não conhecia bem, e em quem provavelmente não podia confiar. Hiroshi precisava de bons modelos masculinos, agora que seu avô não estava ali para orientá-lo, e não de um tipo rebelde sem causa.
Hinata tentou imaginar como seria Naruto atual mente. Ele teria se tornado uma pessoa boa ou se autodestruíra? Talvez, devesse começar a procu rá-lo antes de Hiroshi. Podia telefonar para todos os Uzumaki do catálogo telefônico de Tokyo.
Sim, era o que faria. Começaria no dia seguinte. Tentaria à noite. A maioria das pessoas fica em casa domingo à noite.
De repente, outro pensamento surgiu em sua mente.
E se ele estivesse casado, com uma esposa e uma família?
Hinata estava tão certa com relação à resposta para esta pergunta quanto Hiroshi sabia que seu pai não estava preso.
Sem chances!
O Naruto que a seduzira naquele verão era avesso a tudo o que fosse tradicional e conservador. Casa mento não era para ele. Nem vida em família. Nem se apaixonar. Ela era madura o bastante agora para ver que Naruto não se importou com ela. Todas as conversas íntimas que tiveram enquanto colhiam uvas não passaram de uma forma de ele seduzi-la.
O que ele fizera. Mas somente uma vez. E foi desapontador, para não usar palavra pior.
Olhando para trás, era irônico que ela não tives se aproveitado o acontecimento que arruinara sua vida na época. Ela suportaria melhor as lembran ças, caso tivesse aproveitado o êxtase plenamente.
O jeito de Naruto fazer amor prometia isso. Ele não somente beijava bem. Ele beijava muito bem. Suas mãos era astutas, como se tivessem um mapa de todas as áreas que davam prazer a Hinata. Seus seios. Seus mamilos. E, evidentemente, a área calo rosa entre suas pernas. Em pouco tempo, ela seria toda dele, apesar do pânico de última hora com a possibilidade de engravidar. Mas a dor aguda que ela sentira quando ele a penetrou, logo a trouxera de volta a Terra. Tudo o que sentira nos dez segun dos seguintes foi uma onda de frustração.
Mesmo que seu pai não a vigiasse como um fal cão, Hinata se recusara a se tornar uma destas mães solteiras que deixavam os filhos as verem acordando com um homem diferente a cada fim de semana. Ela era responsável pela situação, como seu pai sempre lembrava. Sozinha.
Para ser honesta, no entanto, as oportunidades de ter até mesmo um breve flerte não foram tão grandes assim. Como mãe, ela jamais esteve em companhia de um homem. Sua viagem semanal para fazer compras na cidade vizinha era a única forma de sair de casa. Na realidade, já fazia três anos que Hinata fora convidada por um homem para sair.
Duas coisas aconteceram, naquele momento, para mudar as circunstâncias de sua vida. Hiroshi fora para a escola, e ela se matriculara em um curso de informática na faculdade local. Sabia que tinha que fazer algo para preencher o grande espaço deixado pela ida do filho para a escola.
Com as novas habilidades, Hinata sentiu-se confiante para tentar trabalhar na recepção do resort. Para sua surpresa, adequou-se muito bem ao trabalho. Logo ela estava acompanhando grupos de hóspedes em passeios pela propriedade, servindo na adega, e ajudando no restaurante na hora do al moço nos fins de semana. Adorava conversar com as pessoas, e elas pareciam gostar de conversar com ela.
Antes disso, ela só trabalhava nos bastidores, co zinhando e limpando. Não tinha muita auto-estima na época. Os primeiros anos que passara em casa com Hiroshi, gradualmente, minaram sua confiança, e a transformaram de uma menina extrovertida em uma mulher reservada, quase tímida.
Agora, de repente, florescera novamente, apro veitando a interação social e a admiração — apesar de sem importância — do sexo oposto.
Começou a cuidar mais da aparência, a se exer citar para perder o peso extra adquirido com o pas sar dos anos, e a cuidar mais dos cabelos, das rou pas e da maquiagem.
Lógico que seu pai notara sua transformação, além da atenção dos turistas e hóspedes do sexo masculino. E, evidentemente, comentara e critica ra. Mas dessa vez, ela o colocara firmemente em seu lugar, dizendo que era adulta, e que ele devia se manter longe de sua vida pessoal.
Não que houvesse uma vida pessoal. Apesar das suspeitas do pai, ela não aceitou nenhuma das pro postas sutis que recebera dos vários homens que agora a convidavam para sair. Sequer queria ficar sozinha com eles, ir para a cama com eles. Talvez fosse loucura usar sua experiência de adolescente com Naruto como comparação, mas nenhum daqueles homens fizeram com que ela sentisse sequer uma parte do que sentira quando conhecera Naruto.
Claro, Hinata compreendia que a intensidade de seus sentimentos por Naruto atribuía-se muito à sua idade. Ele representava tudo que uma menina jovem e virginal achava interessante.
Hinata não tinha dúvidas de que nem o pró prio Naruto, se entrasse em sua vida naquele momen to, causaria o mesmo impacto que causara no pas sado. Ela não achava mais homens tatuados e de cabelos desalinhados atraentes como antes. O fato de pen sar nele acelerara seu coração, mas somente pelo medo. Medo da má influência que ele teria em seu adorável e vulnerável filho.
Pensar nisso, fez com que ela lembrasse que mais cedo ou mais tarde encontraria o pai de Hiroshi novamente. Possivelmente mais cedo do que tarde, se começasse a fazer as ligações no dia seguinte.
— Droga, Naruto— ela murmurou, enquanto caminhava na direção da porta. — Dezesseis anos de pois e você ainda me traz problemas!
Olá Mina!
Que bom q vcs estão gostando da adaptação. Nesses primeiros capítulos vemos o que aconteceu no passado desse casal.
Agora que a coisa vai pegar fogo... rsrs
até o próximo capítulo...
Bjs!
