Estou morrendo de sono! Acreditem, escrevi vinte e uma páginas em um único dia para agradá-las! E para não levar panelada da galera, claro. Enfim, estou sem tempo pra conversa, tenho que ir dormir. Faz dois dias que não prego os olhos, um amigo morreu em um acidente de carro, então não assustem com o capítulo trágico. Estava inspirada, mas acho que negativamente. Enfim, postei porque já estava na hora mesmo. Desculpe qualquer coisa.
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Desejo Proibido
Ira!
Madrugada.
1:30 da manhã.
E ela, para variar, estava acordada.
"Vamos, durma!" ela pregava mentalmente sem forças, mas não adiantava. Sua mente não correspondia aos comandos, pedidos, súplicas. E também, recentemente, resolvera não barganhar favores! Essa era nova.
Rebelde traidora.
Por mais que virava de um lado ou de outro ou até mesmo se dispondo de catar suas coisas e ir humildemente deitar-se no chão, seu corpo parecia ter produzido um tipo de repelente contra sono! É, um ótimo repelente que era rotulado das empresas Cullen! Não que ela queira alguma coisa com esse nome impregnado no seu corpo como creme, não! Atualmente ela poderia jogar uma bomba em cima daquela empresinha perrenga sem profissionalismo.
Certo, só aquele cafajeste de olhos verdes podia impregnar seu corpo.
Mas não era bem isso que havia recebido como se pode notar.
Nesse momento era para ela estar exausta, morrendo de dores no meio das pernas e sorrindo feito uma palhaça por finalmente ter deixado de fazer graça e deixado seu primo brincar de 'priminhos no carro'. Mas não, não foi isso o que aconteceu! Aconteceu uma coisa bem diferente.
No momento em que Edward-me-acho-o-gosto (e é!) recebeu uma ligação de Esme-mamãe-perfeita-que-decidiu-ter-outra-lua-de-mel dizendo que, bem ela e seu marinho iam brincar de Mamãe e Papai em outro continente, porque eles tinham dinheiro, tempo e fogo, e estava nos convocando para voltar para casa e fazer uma despedida digna de muita emoção, amor, carinho, saudades e piadinhas maldosas (por parte do Edward), eles foram vetados de poder brincar de priminhos.
E então, como se não fosse o fim da picada, gota da água, leite derramado, Edward catou a chave brilhante de seu carrinho caro e sumiu com todo o seu charme e cheiro de perfume caro.
Claro. Sem dar satisfações.
Afinal, quem precisava disso? Uma prima virgem?
Uma ação contraditória para quem havia praticamente suplicado para a priminha virgem deixar que ele a... mascasse. E ela deixou! Deixou, mas ele como o garanhão de plantão havia a deixado em casa. Fala sério, ele nem tentou mais nada depois disso. Ele não viu que ela estava praticamente abrindo as pernas e pregando uma placa dizendo: Entrada VIP, EC!
- Porra! – ela murmurou enquanto catava o travesseiro no chão e arremessava pra cima da cama para logo depois desgrudar as costas do tapete felpudo e se arrastar miseravelmente até o colchão.
Seu inconsciente negava-se a acreditar que mais uma noite ela estava sem conseguir pregar os olhos por causa dele. Oh, Edward! Quanta novidade.
Ela iria começar a comprar cremes caríssimos anti olheiras e mandá-lo pagar. Carlise não seria o único a reclamar do orçamento do centro de estética e isso faria o senhor Edward Anthony Cullen aprender a ser mais pontual.
"Fala sério, vocês nem transaram ainda! Fala como se fosse uma esposa corna. É, pode ir se acostumando!" sua mente cochichou de maneira peçonhenta.
Ela travou o maxilar e enrugou a testa.
Certo, o sono deveria mesmo estar afetando, ela estava brava com a sua mente? Ela estava cochichando com a sua mente?
É hora de dormir. Definitivamente.
Ela empurrou o travesseiro-dois para longe de suas pernas, afinal estava revoltada com as coisas que lembrassem o que supostamente poderia estar entre suas pernas e fechou os olhos, angustiada. Daquele momento em diante, faria greve de sexo! Ela já vinha fazendo isso fazia uns, ah, dezoito anos.
- Vamos lá! Papai do céu, eu agradeço pelo meu dia, desculpe os palavrões, prometo melhorar minha nota em álgebra e amém! Ah, e eu queria um pouquinho de sono, papaizinho. Amém de novo, tchau.
Um minuto.
Dois minutos.
Três minutos.
- Ah, qual é Deus? – ela mal abriu a boca pra reclamar – Só dessa vez!
Cinco minutos.
Certo, já que Deus não ia colaborar, plano dois!
Um carneirinho, dois carneirinhos, três carneirinhos loiros, quatro loiras, cinco loiras e uma ruiva, seis loiras uma ruiva e o Edward, o bando de loiras a dupla de loiras e o Edward nu, todos nus, todos nus fazendo sexo,...
- Ah! – ela abriu os olhos como se estivesse tendo um pesadelo.
Seus olhos varreram o quarto escuro, como na ultima noite. Fala sério, havia sido ontem a ultima briga e as últimas horas sem sono. Isso já tava virando rotina, e podia até fazer uma agendinha programando os dias em que seu primo não dormiria em casa. O que, traduzindo, ela não entraria no mundo do país das quase-maravilhas.
Ela sempre acordava antes do orgasmo no sonho.
Mas hoje em especial, o destino havia sacaneado.
Acordara atrasada, com dor de cabeça, uma carranca horrível. Na rua, provavelmente derrubou mais de cinco domésticas como se fossem pinos de boliche, correu como se corre da polícia, e molhou a calça em um banco de cimento de uma praça sem cuidados. Foi abordada por seu primo e assim descobrindo que o suposto fogo da paixão, também visto por alguns como sexo só por sacanagem, havia apagado, entrou em desespero e agiu feito uma vadia pra voltar a se sentir atraente. Deixou ele pagar um de desentupidor com seu pescoço, topou um tipo de seita satânica onde ela oferecia o corpo de bom grado para o primo (essa parte em particular, ela admite em segredo que gostou) e pensou por um segundo que ele estava a seqüestrando para que pudessem começar com o rito de iniciação.
Poderia até ter sido isso. Mas, incidentes acontecem. E esse se chama: Esme, a ninfomaníaca.
Ela soube, desde o momento em que pisou em casa depois da aula e trombou com o motorista apressado na frente da porta que: Esta noite, ela não iria dormir!
Por quê?
Motivos Para Isabella Não Conseguir Pregar os Olhos.
Seus tios viajaram;
Isso significa que Edward não passaria nem dois minutos em casa depois que o jornal local considerasse noite;
Edward ainda não chegou em casa, e já são 2:12 da manhã;
Ela sofre de um tipo de neura pelo seu primo ícone do sexo;
Ela esperaria que ele estivesse em casa para terem uma noite de sexo selvagem já que a parada da manhã furou;
Mas ela acabou de lembrar que é virgem, e Ops, ele é seu primo!
Fazer listas de madrugada não ajudam em nada!
Essa lista só organiza o que ela vinha repetindo pra si mesma desde às 6:30 da tarde: Sem sono e sem sexo.
E como se fosse algum tipo de Flashback ou outro truque de alguma conspiração contra sua mentalidade, uma luz iluminou a parede branca de seu quarto e logo cessou. Farol de carro manobrando na curva do jardim e, ops, Edward chegando.
E se tudo corresse de acordo como a noite anterior, o que ela esperava que ocorresse e que tudo indicava que ocorreria, Edward iria fazer uma visitinha daqui a pouco.
Um sorriso largo estampou sua face e suas mãos começaram a soar. Ela olhou para os dedos e sentiu as extremidades formigando. Assim como o ponto entre as suas pernas.
O ronco agressivo do motor acelerou e depois morreu rapidamente e do quarto dela, pode-se ouvir uma risada abafada. Ótimo, ele estava alegre. Hm, será que estava alegre o bastante?
Em um tiro ela se levantou desajeitada mente e correu nas pontas dos pés pequenos até a porta branca destrancando-a, voltou saltitando e jogou todos os travesseiros da cama pra fora sem nenhuma cautela. Espaço. Depois engatinhou até o meio desta, procurou uma posição atraente, decidindo que se deitasse de barriga para baixo e espalhasse o cabelo pelo colchão o deixaria satisfeito e fechou os olhos. E esperou ansiosa...
Cinco minutos.
Dez minutos.
Ela moveu um pouco a perna para o lado, afastando-as e tirou um pouco o cabelo do rosto. Aquela pose cansava e o cabelo estava pinicando sua pele. Se Edward continuasse demorando iria estragar tudo e ela se trancaria no banheiro.
Onde ele estava?
Mais uma vez os barulhos a responderam.
Uma porta se abriu, e ao contrário do que ela esperava não foi a do seu quarto, e depois se fechou com um barulho ensurdecedor.
Ela não sabia quanto tempo ficou sentada na cama. Atônica. Sua mente processando o que acabara de acontecer e com a dose de verdade seu corpo ia amortecendo.
Suas unhas curtas e pintadas de azul grafite roídas se enterraram no colchão macio, e ela desejou por um segundo ter garras.
Ou Edward estava se drogando ou ele decidiu se fazer de difícil. Mas isso tinha que ser bem na hora que ela estava pronta e queria? Pensou angustiada sem conseguir conter o egoísmo crescendo no peito.
Fazia dois meses que estava enfurnada naquele quarto! Dois malditos meses em que se segurava ao Maximo pensando em ser sensata, metendo as caras nos livros para não pensar em seu primo de boca carnuda e gostosa e de olhos que chegavam ser obscenos gemendo em cima de si, dormindo todos os dias ou chorando por ser uma idiota ou chorando por estar com tesão demais. E agora, finalmente agora que ela resolveu perder o lacre como o próprio havia mencionado certa vez, o maldito resolvia que hoje ele queria sonhar com a porra do Papai Noel e suas assistentes? Mas que porra de destino era esse?
Ela começou a respirar rápido e apertar os olhos mandando mensagens confortadoras para si mesma: "hoje não é um dia bom" "ele está esperando um momento especial" "ele pensa que você está dormindo e quer demonstrar respeito" e... –
Que barulho era aquele?
Ela abriu os olhos e franziu as sobrancelhas tentando apurar os sentidos. Sem notar que já estava com o tronco inclinado sobre os joelhos, tinha alguém martelando alguma coisa? Edward resolveu pregar quadros na parede?
Como se fosse desenho animado ela olhou para um lado e depois, lentamente, para o outro. Levantou-se receosa e andou em torno da cama até a escrivaninha encostada na parede próxima ao banheiro. Tateou a superfície de vidro levemente com medo de esbarrar em alguma coisa até que localizou o copo de acrílico roxo úmido contendo água.
Ela nunca sabia quando iria acordar no meio da noite morrendo de sede, e descer até a cozinha no escuro sempre parecia sombrio ou longe demais e beber a água do banheiro nunca desceu direito. Quem mandou papai ser neurótico por micróbios quando pequena?
Foi até o banheiro de despejou o meio copo cheio de água dentro da pia, se olhou no espelho e passou as mãos nos cabelos ajeitando os fios. Ou os deixando mais selvagem logo virando de costas e marchando pra fora do cubículo branco e gelado. Atravessou o quarto e colou os ouvidos na porta que dava para o corredor.
Ela ainda não acreditava que ia fazer isso.
- Tem quer assim! – murmurou e assim abriu a porta o mais silenciosamente possível.
Ela nem se deu o trabalho de fechá-la após ter pisado no piso caro do corredor pois as 'marteladas' aumentaram o volume consideravelmente e agora que ela havia sentido algo no ar, algo que com toda certeza a deixou fervendo de raiva, ela sabia que certamente Edward não estava disposto a dormir visualizando um Picasso ou Monet, sinceramente Edward não estava afim de dormir.
Edward como era de se esperar, estava com visita. E não era quadros que ele estava pregando pretendendo que os dois sentassem no chão com pipoca e refrigerante pretendendo ter um momento culto para visualizar a obra.
Edward estava pregando a visita e a única coisa que ele, certamente, estava visualizando nesse momento eram os peitos dela.
Bella não sabia que chorava de raiva, gritava de ódio ou berrava de ciúmes. Que porra era aquela? Ele estava medindo forças era isso? E só pra contar, o perfume dela era horrível!
Com a coragem que ela não sabia de onde saiu ela se encostou na parede e andou como uma gata receosa até a porta do quarto dele.
E se arrependeu imediatamente!
Parada a meio medro de distância, diante da superfície plana de madeira maciça seus olhos assustados correram em direção a fechadura prateada. A fenda que separava a mesma da parede se chocava milimetricamente e ela ficou alguns segundos sem entender.
Até que um gemido feminino, bem próximo, e depois um suspiro atrás da porta a respondeu.
.Deus.
Eles estavam transando atrás da porta!
Ela levou a mão direita até a boca sem notar que a esquerda tremia. Suas pernas colaram no chão e seu cérebro parou de funcionar a única coisa que ela conseguia fazer era manter os olhos abertos, bem abertos juntamente com a boca, mas ela nem se dava conta disso.
Como se a quisessem manter consciente a porta começou a tremer mais rapidamente e mais rápido, juntamente com os gemidos que começaram a se prolongar terminando com um chiado agudo.
Ela parecia uma cadela! Pensou com desdém.
O barulho chegava a deixar constrangida. Em pensar que seu primo devia estar nu, suado e bem a sua frente! Ela quase conseguia vê-los por de trás da madeira.
- Bella?
Sabe a expressão "congelar o sangue". Ela nunca pareceu tão real assim.
Bella agradeceu pelo copo ser de acrílico e não ter quebrado, pois os sentidos de sua mão esquerda se perderam assim que a voz feminina adentrou em seus ouvidos.
Ela arregalou os olhos assustada e olhou em direção de sua prima.
Ela havia esquecido que Alice estaria em casa. Na verdade ela nem morava direito lá. Seu rolo estava tão.. enrolado com seu namorado metido a artista sensível que ela raramente vinha para casa. Fazia três dias que ela não dormia ali, como ia adivinhar que justo hoje ela estaria plantada no corredor?
- Bella, o que você está fazendo acordada essa hora? – Alice, com seu um metro e meio e as pantufas de patinhos perguntou da porta de seu quarto.
- Eu só est..-
- Ahhhh!
As duas moveram os olhos assustados para a entrada diante de Bella. A porta começou a se chacoalhar quase como se estivesse uma bomba presa e fosse explodir.
Bella abaixou a cabeça envergonhada e começou a descascar o resto de esmalte compenetrada na tarefa na intenção de ignorar tanto Alice e suas perguntas quando Edward e sua respiração pesada que podia ser ouvida através da porta.
Ela ouviu um Quac-Quac se aproximando e notou que era Alice com pose de mãe quando recebe o boletim do filho. Exceto pelas pantufas que faziam barulho.
- Edward! Escute aqui seu bobo, - quem usa bobo como adjetivo? – pare com esse escândalo que você acordou Bella!
Ela bateu na porta com o punho fino e branco com força.
- Está me ouvindo? – ela gritou enquanto continuava a bater. – Não é só porque mamãe e papai estão fora que você chega com essas amigas e resolve fazer festas obscenas assim! Esqueceu de Bella? Você acha que ela é como suas amigas? Vá para um motel! Senão começarei trazer Jazz pra casa!
Ok, Alice não precisava dizer isso. Não agora!
Bella estava tão traumatizada que nem sentia suas bochechas, de certo nem existiam mais. Haviam torrados de tanta vergonha
- Alice eu n.. – foi interrompida por uma voz aguda.
- Não adianta me ignorar! Senão farei você broxar com duas palavras! Não duvide da minha capacidade Edward Anthony Cullen!
- Alice... – de novo.
- Desculpe por isso Bella – ela se virou para a menina de regata branca e calça vinho desbotada que continuava roendo as unhas – eu achei que ele havia parado com essa mania horrível.
- Tudo bem eu só... – Ahhhh!
- EWDARD! – Alice berrou tão alto que o condomínio de casas inteiro ouviu – O meu Deus, Bella, o que você vai pensar?
- Alice... – Bella esperou um momento para ver se ia ser interrompida por algum grito ou gemido. Nada, ótimo. – Eu acordei para pegar água, passei por aqui e ouvi isso.
Ela optou por mentir, não seria nada legal para ela se sua prima descobrisse que estava acordada esperando seu irmão.
Alice colocou a mão na cintura e olhou de uma maneira cética para ela.
- Foi?
- Uhum! – mentira não era sua área, então é melhor omitir.
- Ok. – ela se virou novamente para a porta agora em silêncio e sem tremedeiras – Desculpe, Eddie! Me enganei, pode continuar com o que estava fazendo.
Dizendo isso ela sorriu para Bella, girou o corpo balançando os cabelos espetados e voltou para o quarto fazendo Quac-Quac no chão. Enquanto Bella continuava ali parada.
Ela olhou mais uma vez para a por cheia de adesivos fofos, recém fechada, e depois para a do quarto de Edward. Ouviu algumas risadas lá de dentro e depois o barulho de pele se chocando. Que ótimo, essa era nova.
Em vez de sair e voltar amanhecendo pra casa só para preocupá-la, ele resolveu os problemas trazendo pra fazer tarefa de casa. Como se ajudasse muito pensou.
- Então é assim?! – Bella falou para si mesma.
Decidiu que iria dar um jeito!
Imitando a ação de Alice, girou o corpo e marchou para dentro de seu próprio quarto já tirando a blusa e jogando em cima da cama sem cuidado e atravessando o quarto enquanto abaixava o cós da calça até o joelho para chutá-la longe. Ela nunca fora boa em vinganças então decidiu por optar algo que a divertisse.
Pegou algum jeans que fazia a ação de respirar algo que exigisse extremo esforço, uma blusa azul e jogou um colete de corte caro por cima que havia ganhado de Alice sem nenhum motivo, calçou seu tênis preto de cadarço branco usual passou os dedos pelos cabelos duas vezes e saiu do quarto, dessa vez sem temer o barulho.
Marchou determinada pelo corredor abaixando, com muito esforço pela calça, na frente do quarto de Edward e pegando o copo quase esquecido ali antes, e podendo ouvir aquele som do contato de pele. Virou as costas e saiu dali assim que começou ouvir os gemidos surgirem, bateu na porta de Alice e sem esperar alguma resposta, pois a situação do quarto ao lado estava piorando, abriu colocando a cabeça para dentro e encontrando sua prima com o tronco levantado e a expressão confusa.
- Vai sair? – Ela perguntou chocada.
- É, vou! – respondeu simplesmente enquanto depositava o copo sobre a mesa branca ao lado da porta.
- Vai onde? – ela continuou perguntando sonolenta.
- Hm, sair! – Bella sorriu maldosa.
- Pra onde? – ela enfim sentou na cama girando em direção ao relógio digital rosa – Bella, são duas horas da manhã?
- Eu sei, não pretendo voltar essa noite mesmo. Pode dormir, não se preocupe.
- Meu Deus! Bella não! O que mamãe e papai vão pensar? – Alice pirou jogando as pernas pra fora da cama, mas sem fazer menção de se levantar.
- Estou avisando você! Sem estresse, eles não vão saber.
- E Edward? Ele vai acordar, vai perguntar! Você sabe que mamãe colocou uma super responsabilidade nele, não é? – ela falou mais baixo e sensata.
- Ele está ocupado. – Bella cortou o assunto – Olha já vou indo, e vou levar o celular, certo?
- Ah! – Alice voltou para debaixo da cama – Você quem sabe, Bells.
- Tchau. – ela sorriu para a prima pedindo um gesto de confiaça mudo.
Alice só fez um sinal positivo com a mão e encostou-se ao travesseiro enquanto a prima dava dois passos para trás e fechava a porta lentamente.
- A propósito Bella, - Alice comentou sem abrir os olhos – adorei o look!
Ela sorriu e terminou de fechar a porta. Suspirou aliviada, certamente Alice estava de consciência limpa em deixá-la ir e isso contava muito. Ela nem sabia ao certo porque estava saindo de casa, tinha completa idéia que já não era hora de sair e 'curtir' mas ficar em casa estava ficando insuportável. E hoje não era a primeira vez que acontecia, mas com toda certeza a raiva logo passaria e ela, mais uma vez, iria acabar no choro. O que não daria certo!
Estava acordando todos, ou quase, todos os dias com o rosto inchado de chorar, seus parentes já estavam começando a achar que ela estava usando algum tipo de droga recém inventada. Sem dizer Alice que era a menos boba quando se tratava desse tipo de conversa para garotas ali. Então o mais lógico era sair, e era bem isso que ela iria fazer.
Mas...
Ir onde?
Antes que pudesse pensar em algo não muito perigoso, o que automaticamente significava que não era pra ela sair de casa afinal às duas da manhã todos os lugares é uma aventura arriscada (segundo seu avançado ponto de vista) outro gemido, dessa vez, proclamando o nome de Edward com fervor em uma voz sofrida a fez pensar que era melhor refletir isso lá embaixo, de preferência fora de casa.
Desceu as escadas, sempre pulando os degraus sem cuidado, e correndo até a porta para destrancá-la, sacou o celular e, começou enquanto fazia um esforço para manobrar a chave na porta, a caçar números em sua lista de contatos.
Provavelmente o máximo que conseguiria seria alguns xingões e outras juras de loucura, mas ela precisava relaxar, era sexta feira! Todos deviam estar fora sexta feira não é?
- Não, há essa hora todos já devem estar dormindo após terem saído de um bar com um acompanhante e terem curtido duas horas de sexo insano sem parar! Assim como seu primo! - Sua mente envenenou seus pensamentos – Afinal, é só você Bella, A virgem que fica trancada em casa pensando no seu priminho garanhão!
Foda-se!
Iria ligar para Jacob! Fosse ele um ano mais novo que ela ou não. A altura era maior e ele tinha um senso de humor incrível! Sem dizer que não dispensava uma única festa, se estivesse na rua, no motel, no boteco melhor ainda, pediria para vir busca-la.
Ela apertou o botão do celular e atravessou a porta pesada parando em frente à casa e sentindo o vento fresco bagunçar-lhe os cabelos, pegou a mecha que insistia em se infiltrar dentro de sua boca e enroscou atrás da orelha e esperou alguém atender.
- Então, pra onde vamos ir agora? – alguém tinha a mesma dúvida que ela e.. Ops! Isso não era nada bom.
Entortou o pescoço e olhou pelo vidro ofuscado que cobria metade da porta Edward e sua amiga loira de vestido minúsculo e peitos gigantes descendo a escada juntos. Juntos no sentido: Quase um corpo só.
Ela ficou alguns instantes em pânico pensando em como ele conseguia acabar com a decência dela em segundos. Sempre no momento errado! Se ele a visse ali ela nem conseguia cogitar o que aconteceria, mas de uma coisa ela estava certa: Passaria a maior vergonha de sua vida. E ela não estava nem um pouco afim disso, é sério, ela já estava saindo para dar paz e agora ele dificulta, qual é?
O carro fez um barulho estranho indicando que estava destravado, ela olhou mais uma vez pra trás e se perguntou por que aquele aparelho não podia destravá-la também?
- Hm, eu adoro quando você faz aquilo com a boca! – a voz feminina cochichou de novo, dessa vez bem mais próxima.
Ela nem conseguiu ouvir a gargalhada de Edward direito, pois já tinha disparado em direção a rua procurando em qualquer lugar um buraco para se esconder. Até uma lixeira que fosse, mas ele não poderia encontrá-la ali.
Onde enfiar a cara, onde enfiar a cara? Ela se perguntava sem parar enquanto jogava todo o seu peso pra frente procurando mais velocidade. Podia ouvir o motor do carro se tornando cada vez mais alto e assustador e com uma olhada rápida para trás enquanto continuava a correr sem fôlego conseguiu enxergar a luz do farol na rua.
Céus! Era a segunda vez que passava naquela rua hoje, e ela mais uma vez parecia que corria da polícia! Nunca havia se imaginado em uma situação dessas, e mesmo que tivesse não saberia explicar como era chocante estar vivendo isso. Como um rato corre de um gato, o medo de ser pega no flagra por não ter feito absolutamente nada errado. A não ser por se apaixonar por quem não deve. E ela não sabia mais por quanto tempo iria agüentar isso. Com pesar levou uma mão até o pescoço como se pudesse sentir algo queimando ali.
No momento em que ouviu o pneu cantando e o som do motor rugindo em sua direção ela decidiu que a melhor coisa a fazer era se revelar! Revelar quem era de verdade, revelar que não teria mais medo dele e revelar que dessa vez estaria acabado! Pensaria em algo bom para sua sanidade. Nada de remédios, choro, esconderijos no banheiro, olhares raivosos. Veria o que fazer e aproveitaria que seus tios estavam viajando, Alice a ajudaria.
Ela então, se revelaria.
Mas uma revelação no mínimo decente!
Sorriu consigo mesma e olhou para o céu! Obrigada Deus, você salvou meu dia.
Então atirou seu olhar para a luz do farol determinada, como um assassino olha para sua vítima e começou a sugar o lábio inferior de maneira sensual. Poderia apostar que mais sensual que aquela vadia que ele carregava dentro do carro.
Vermelho, inchado, carnudo.
Passou os dedos indicadores pelos olhos borrando a maquiagem negra espalhando, tornando seu olhar o que ela apostaria como selvagem. Ela poderia ser mais selvagem do que qualquer garota com quem ele havia andado. Era virgem, mas aprendera muita coisa na pequena cidade do interior de onde vinha. Afinal, as melhores histórias são as das pequenas rodas de amigos nos sábados de madrugada. Piscou algumas vezes sabendo que estava bem borrado.
Afinal, ela estava na rua até agora. Estava acabada da noite.
Jogou o cabelo para frente e depois para trás, passando os dedos entre as mechas.
E quando abriu os olhos notou que o Aston Martin grafite desfilava pela rua em sua direção.
Olhe Edward, olhe! – gritava mentalmente.
Com o andar lento e o rosto levantado ela passou pela lateral do sem temer em se esconder, com o rosto carregado de determinação.
O carro continuou seu trajeto e ela o dela. Mas sabia que por pouco tempo. Pois em 3, 2, 1... Ela já podia ouvir a ré sendo engatada e o carro quase engasgando pela aceleração abrupta.
Como se não tivesse ouvido nada ela continuou andando em direção a casa, até que notou a traseira do carro apontado ao seu lado assim girando o rosto e vendo o vidro abaixando.
A primeira coisa que viu foi aquela vadia retardada olhando-a com desdém. Sua vontade era de se enfiar naquela janela e arrancar aquela palha que ela sabia que era aplique em tufos até ela ficar parecendo uma bola de boliche maquiada. Mas se conteve, nesse momento a melhor expressão era a de confusão.
- Bella? – ela ouviu aquela voz. Aveludada e estressada.
Sua vontade foi perguntar que a trepa em casa ainda não havia descarregado toda a sua tensão. Qual é? Aquela biscate não era boa o bastante pra pagar uma boa? Pois é, ela queria mostrar o dedo médio e mandar ele dormir com o amiguinho duro e doendo pois era isso que merecia. Mas deixando essa parte 'gangster' de Bella para depois, quem sabe, ela resolveu agir como se sentia: cansada.
- Hã? – ela se abaixou até a altura do vidro fitando um Edward inclinado em direção ao volante com as sobrancelhas franzidas – Ah, e aí Edward?
Ele olhou para os seios dela descendo até a divisão do cós da calça. Ela estava usando uma blusa mostrando a barriga? No meio da rua? Duas horas da manhã?
- Onde você estava? – ele soou tão agressivo que até a vaca ridícula sentada ao seu lado, que até então estava demarcando Bella com seu olhar profissional de puta da moda virou para ele.
- Por aí! – ela gesticulou para trás, para onde nem havia pisado. Mas ele precisava saber disso? Acho que não.
- Alice comentou algo sobre você em casa mais cedo. – ele continuou com seu tom acusatório.
Então ele havia ouvido Alice reclamando mais cedo? E mesmo assim decidiu ignorá-las? Isso era algo realmente revoltante! E agora ele vinha com esse tom fajuto de preocupação querendo saber onde estivera? Ela ia falar pra ele onde estivera! Estava abrindo as pernas pra um bêbado no inferno! Até isso era mais digno que ouvir esse idiota! Como ela pode gostar dele? Quem ele achava que era?
- Ela devia estar brincando. – ela fez uma pausa tentando reencontrar seu tom divertido, mas estava difícil – Aliás, Alice está em casa? Ela vai dormir lá hoje?
- Ela já está dormindo lá! – ele foi sombrio como se exigisse que ela parasse de brincar com ele – O que você estava fazendo na rua?
- Eddie, - a puta arrombada se pronunciou com uma voz aguda de filho que faz arte – vamos.
Bella sorriu e arqueou a sobrancelha direita, jogando seu quadril para o lado se sentindo mais confortável em jogar o peso em uma perna só enquanto cruzava os braços e apontada com o indicador para ela fazendo um sinal positivo, mas sem deixar de olhá-lo. Um gesto mudo mandando-o fazer o que ela pedia.
- Onde você estava, Bella? – ele falou mais alto.
Dessa vez ela arqueou as duas sobrancelhas e enclinou o tronco para trás, como se estivesse indo contra o vento.
- Eu tava por aí, Edward. – ela falou impaciente.
- Edward, vamos! – A mulher cheirando a perfume falsificado chamou-o de novo ansiosa. Meu Deus, essa mulher não cansava de levar tranco no meio das pernas não?
- Vá para casa agora, Bella! – ele disse virando-se para frente e girando a chave do carro.
Bella não gostou nem um pouco do modo como ele falou com ela. Só porque os pais dele, que são outros ninfomaníacos, pediram para cuidar da casa, ele não tinha o direito de mandar e desmandar em sua vida. Ainda mais na frente daquela biscate de quinta que abriu um sorriso de deboche ao ouvir o modo como Edward de dirigiu a ela friamente.
Ela estava pronta para mandá-lo ir cuidar da sua própria e ir para o inferno quando a banda The Kills começou a cantar The Good Ones no seu celular chamando o olhar estressado de Edward até sua mão que segurava o aparelho virado para sua face.
Bella quase sufocou quando leu Jacob Black :-) e uma foto de seu amigo mostrando os dentes como se estivesse rosnando. Ela sorriu e por um momento esqueceu-se de Edward e sua acompanhante.
- Oi hm, - ela olhou para dentro do carro e viu que Edward estava conversando baixo com a garota ao seu lado, enquanto ela batia as mãos nos joelhos – Jake?
- Bella! – ele a chamou de maneira divertida – e aí, fazendo o que com essa voz acordada nessa hora da noite?
Bella ia responder, mas ouviu o vidro do carro de seu primo subindo o que a deixou constrangida. Os dois a excluíram da conversa deixaram-na sozinha na rua assim? Como Edward pode? Ela se sentiu intrometida, mas quem estava ali eram eles! Ela só estava, supostamente, voltando para casa. O que ela havia feito?
Mas antes dela pensar em ignorar isso e continuar conversando com seu amigo, o pneu do carro cantou mais uma vez ecoando na rua e fazendo um barulho agudo e assustador, e logo depois notar que o carro só diminuía de tamanho enquanto corria em direção ao centro fazendo barulho como se o motor estivesse gritando. Edward havia deixado-a.
- Bella?
- Oi, Jake? – ela ainda conseguia ver de longe os faróis traseiros do carro. Algo apertou dentro de si.
- Você está tipo no meio de um racha de carros? – ele perguntou zombeteiro devido ao barulho que com certeza pode ser ouvido de dentro do carro.
- Não! – ela riu sem vontade – É só meu primo.
- Edward? – ele perguntou receoso – Sabia que ele roubou minha namorada quando eu estava na oitava série? Ele já ia se formar! Esse cara me da nos nervos! Ele e os amigos dele.
O fato de alguém dar 'nos nervos' de Jake não era novidade. Ele era o tipo de cara que enfezava com todo mundo do sexo masculino, e de Edward andar com namoradas dos outros também não a impressionava em nada. Mas o que a deixou boquiaberta foi que Jake nunca havia contado isso. Essas coisas sempre deixam qualquer um impressionado.
- Cuidado, Jake! Ele acabou de sair daqui com uma loira, você não namora com loira, não é? – Bella sorriu olhando para os lados e se dando conta que por um momento se esqueceu de que estava no meio da rua.
- Não! Agora eu sei bem com quem eu ando. Aliás, não te respondi antes porque estava ocupado com Leah!
- Então você não quer sair. Desculpe ter te ligado, eu não sabia, mas devia ter imaginado.
- Relaxa. – ele gargalhou – Nós vamos a uma boate agora. Já dormimos e estamos zerados, aparece por lá.
- Pra ser vela? Não, valeu!
- Qual é? Até agora queria sair. Relaxa, você encontra alguém maneiro por lá!
- Só tava afim de conversar mesmo. – ela passou a mão nos cabelos – Acho que já fiz isso, vou dormir.
- Olha, estamos te esperando, é aquela vermelha algumas quadras da sua casa. Uma coisa bem "família"
- Certo! – ela virou e voltou mais um vez para o caminho que o carro que Edward havia feito há pouco – Acho que chego aí em quinze minutos, ok.
- Até logo então. – e desligou.
Bella enterrou o celular no bolso e começou a andar apressadamente até as luzes mais fortes da cidade. As ruas ali eram escuras, mas não pela falta de iluminação mas sim pelas árvores. Os jardins das casas tinham todos aqueles sistemas coloridos de iluminação e a calçada era larga, ela não sentia medo ali, sentia paz.
Foi assim que ela notou a luz ao seu lado no acostamento juntamente com um som agitado vindo de dentro de um carro. O carro de Edward. Mas que porra ele estava fazendo ali? E sozinho? Ela olhou para dentro do carro demorando um pouco sobre o banco vazio ao seu lado e com medo de olhá-lo nos olhos. Na verdade estava com vergonha também, depois de tudo que presenciou aquela noite. Mas ela sentia que Edward não estava nada feliz.
Ele abaixou um pouco o som e ela se sentiu obrigada a olhá-lo, logo se arrependendo. Edward a queimava com os olhos. E instantaneamente ela lembrou que ele havia mandado-a voltar pra casa. E agora não havia como mentir já que ela estava seguindo para a direção oposta.
Ela juntou os pés na calçada e virou para ele, que girou a chave e desligou o carro. Um olhando para o outro sem falar nada. Ela não sabia se ele via ali naquele momento a mesma carga sentimental que ela, mas notou que eles estavam sozinhos e ela, pelo menos, não queria falar.
- Pensei ter mandado você ir para casa. – ele tinha um tom exigente, e ela não gostou.
- Pensei que você não mandava em mim! – ela cruzou os braços, empinou o nariz e olhou desafiadoramente para ele. – Sou maior de idade, você não é minha babá, faço o que eu pretendo fazer e não é porque seu pai mandou você manter as coisas em ordem que você vai se ver no direito de me prender!
- Isso não tem nada a ver com meu pai, - ele ainda tinha um tom frio, o que a fez se sentir escandalosa por expor suas idéias de uma vez – você ainda tem a minha marca, você ainda é minha, se não me falha a memória!
Ela ficou boquiaberta. Como assim? Ele não podia continuar levando aquilo a sério. Ele não tinha o direito! Ele estava praticamente usando-a de estepe. Como seria? Ele a mandaria pra casa e quando terminasse o serviço com a outra iria pra casa cuidar dela, mas isso se ele não estivesse cansado demais, é claro.
- Edward, - ela gaguejou por um momento, não acreditava que estava ouvindo aquilo – pegue a sua memora e vá para o inferno! Você acha que eu sou idiota? Você estava com aquela mulher até agora, como assim eu sou sua?
- Não posso depender de você! – ele riu amargamente – Como você sabe, não tenho tido êxito. Continua sempre fazendo tipo, sempre com essa idéia de não, porque é inocente. O dia que você crescer e parar de achar que isso é atraente, nós vamos conversar de igual pra igual.
Ela sentiu a ponta do nariz formigar e as bochechas ficarem vermelhas. Que ótima hora para chorar. Por que ele estava agindo desse jeito? O que ela havia feito para ele trata-la assim? Ela havia saído de casa para não sofrer mais, para tentar ao menos uma noite sem chorar por ele. E como se fosse alguma conspiração ele chega e fala coisas cruéis. Bella sentiu a linha quente escorrer seu rosto e apertou os olhos evitando ao máximo a vontade de levar os dedos até os olhos e limpar as lagrimas.
- Sabe, Edward – ela começou com a voz rouca puxando o ar pelo nariz – eu só vou te informar uma coisa: Eu não acho isso bonito, fazer graça. É só que eu não posso perder minha virgindade com alguém como você, que pensa assim de mim!
Ela não conseguiu mais se segurar e limpou os olhos com as costas da mão. Não queria olhar para ele. Não entendia mais nada.
- O que? – ele sufocou dentro do carro.
Mas Bella nada disse, apenas deu meia volta em silêncio e voltou para casa debaixo de toda aquela angustia. Confiando que o caminho fosse em linha reta pois não enxergava mais nada por baixo das lagrimas. Chegando em casa notou que Edward já havia chego, mas não havia esperado. E era melhor assim, ela não suportaria mais nada hoje, nem mais um olhar. Estava acabada demais.
Entrou pela sala que estava escura, subiu as escadas em passos cansados e passou de cabeça baixa pela porta do quarto dele, que agora, estava no mais absoluto silêncio. Abriu a porta que dava acesso ao seu refúgio andou até perto da janela e se despiu da calça e da blusa, aquilo cansava, tudo cansava. Puxou do chão a calça vinho de moletom de mais cedo e agachou sobre a cama pegando sobre os lençóis a regata branca. Estava cansada, não via a hora de apagar.
Notou os travesseiros encostados na parede de seu quarto, aqueles que ela havia tirado para que houvesse mais espaço. Espaço para que sua primeira noite fosse perfeita. Que piada. Foi até o canto e levou as mãos para puxá-los para cima. Mãos que foram mobilizadas por outro par de mãos quentes maiores que as suas. Seu corpo todo parou de funcionar e seu maxilar travou. Por instinto ela soltou o pedaço de pano que segurava entre os dedos e prendeu a respiração. Edward.
- Eu... Bella me desculpe. – ele sussurrou com uma voz dolorida em seu ouvido – Eu não sabia, juro que não sabia.
Ela lhe empurrou com o braço para que se afastasse, mas ele a impediu.
- É! E mesmo que soubesse, que diferença faria? – ela segurou as lagrimas – Esquece isso e aproveita e me esquece.
- Como eu ia adivinhar? Você nunca me disse nada. Eu pensei pelas suas ações e então... – ele não sabia o que falar.
- Então me trata como uma garota de programa? – ela se virou para ele vendo o choque passar pelo seu rosto assim que viu suas lagrimas – Nós somos primos, Edward! Primos! Virgem ou não, você me devia respeito!
- Desculpe, - ele passou a mão nos cabelos. – não vai acontecer mais!
- É claro que não! Pode deixar que vou fazer o máximo para evitar! Começando por sair de perto de você!
- O que? Como? Bella não! – ele a soltou e foi até a cama se sentar – Você simplesmente não pode.
- Eu vou, Edward. – ela não olhava para ele.
- Isso é por causa da gente? – ele levantou a cabeça – Minha causa?
- Não! – ela negou de imediato.
- Diga a verdade, Bella! – ele se levantou fitando-a. Bella negou com a cabeça e ele continuou a encará-la.
- Você esta certo. – ela respondeu enfim – É porque tínhamos mais intimidade, foi um tapa!
- Viu? É sobre nós dois!
- Você não está entendendo, Edward. Isso não tem nada a ver com sexo. É porque pensei que nós éramos amigos, que você gostava de mim! Você acha que eu sou apaixonada por você? – ela zombou. Mesmo sabendo que ali tinha um peso significativo. – Não sou tão superficial assim! – ela virou as costas e pegou no trinco da porta o girando – E nem tão idiota.
A mão dele bateu na porta acima da sua cabeça e a fechou, ela temeu que Alice tivesse ouvido. Ela mal teve tempo de respirar quando ele a agarrou e a virou para ele a pressionando contra a parede. E então ele estava a beijando. Todos os elementos que poderiam ser considerados lânguidos, sedutores ou charmosos tinham evaporado. Isso machucava. Ela virou o rosto para o lado mas ele a seguiu.
- Edward... – ela empurrou os ombros dele para trás e ele se inclinou, esmagando-a com o peso de seu corpo e insinuando os joelhos entre as suas pernas – Edward!
Ela conseguiu empurra-lo. E eles ficaram ali parados. Apenas sessenta centímetros de distancia um do outro. Ofegantes e se encarando. O cabelo de Edward estava mais desorientado do que o normal e o sorriso sedutor tinha desaparecido e seus olhos estavam negros. Mas ela reconheceu a expressão. Ele estava excitado. Esatava excitado porque ela tinha brigado com ele. Ela fechou os olhos e respirou.
- Vou embora. – ela disse baixo – Não quero mais fazer isso.
A voz dele estava fria e calma quando ele respondeu.
- Acho que você deveria ficar!
- Não! – ela esticou o braço como se estivesse precavendo alguma ação. – Não estou brincando, Edward. Estou zangada com você. Não quero mais estar com você, não quando age dessa maneira. Talvez nós dois estivéssemos só nos divertindo, mas não quando um dos dois começa a brincar com o outro.
Dessa vez ele não tentou impedi-la quando ela abriu a porta e saiu. Desceu as escadas, saiu pela porta e foi até o jardim dos fundos. Nesse momento o que ela mais queria era dormir. Queria sua cama e chorar. Mais uma vez.
Mas Edward ainda devia estar em seu quarto, coisa que ela estava começando a se arrepender, e o dia clarear em duas horas. Então ela se sentou em um sofá branco de verão de sua tia, encostou a cabeço no joelho e começou a chorar.
Odiava os homens. Odiava todos os homens.
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Aí mais um capítulo como tinha dito!
As reviews:
Respostas – Todas no meu blog! Vocês podem encontrá-lo no meu perfil. Mas não vou responder nenhum comentário por lá! Portanto, só leiam e respondam aqui! Entenderam? RESPOSTAS DE RESPOSTAS DE REVIEWS AQUI NO e não no blog! E elas só estarão amanhã no ar, porque hoje não dá tempo.
Números de Reviews - Obrigada por todas as 30 reviews! Saibam que fiquei muito feliz, sério mesmo! Fico feliz que tenham curtido o capítulo. E como o número foi grande e para o próximo capítulo também vou cobrar de 35 – 40! Menos disso, não posto. Até porque agora entro de férias e tenho mais tempo, e o próximo prometo que rolará uma reconciliação e tals vocês sabem. Obrigada e até mais.
SEM REVIEW, SEM LEITOR, SEM FIC.
Se não tem que lê, pra quem eu escrevo?
Simples, não escrevo!
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