Baseado na obra original de Rumiko Takahashi "InuYasha" (todos os direitos reservados). Essa fiction não possui fins lucrativos.
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Kagome sorria ao olhar para o frasquinho com os fragmentos.
A sua situação era tão estúpida e tão fantástica ao mesmo tempo. Viajar no tempo? Conhecer exterminadores de demónio? Conhecer monges budistas com uma espécie de buraco-negro na palma da mão? Ver espadas capazes de destruir num só golpe, tudo o que estiver em seu redor? Conhecer demónios? E meio-demónios? E apaixonar-se por um meio-demónio???
'Não! Pára com isso Kagome!' ralhou ela mentalmente. 'O Inuyasha… bem… ele é só um amigo. Um grande amigo!' concluiu a colegial com um ar decidido. Mas depois recordou-se da quantidade de vezes que ele lhe tratara rudemente… como no dia anterior por exemplo. 'Ele não tinha direito me falar assim…' pensou ela com os olhos a encherem-se de lágrimas 'Mas também porque é que tens de ser tão sensível?! A Kikyou não é sensível, ou pelo menos não aparenta ser – mas também ela já está morta' continuava a colegial enquanto o frasco com os fragmentos lhe rebolava entre os dedos '…e ele gosta dela assim.' Kagome deu-se conta do que acabara de pensar… Estava-se a comparar com a Kikyou…
Suspirou.
Há algum tempo que ela já sabia, mas não queria admitir.
Aquilo que ela sentia quando estava perto dele, quando se riam juntos, quando ele estava em perigo, quando a jovem sacerdotisa já falecida se aproximava dele… Ela sentia Amor…
Uma lágrima escorreu-lhe pela face. 'Tu não o podes amar!' disse-lhe a voz da sua consciência 'Não vivem na mesma era; ao contrário de ti, ele viverá centenas, talvez milhares de anos mais; quando a jóia-de-quatro-almas estiver completa ele tornar-se-á num demónio puro e aí até da vossa amizade se vai esquecer e tu nunca mais poderás voltar à era feudal; e para além disto tudo, ainda existe a Kikyou…' Agora já não era só uma lágrima… Kagome soluçava ali no corredor dos quartos da sua casa.
'Porquê logo a mim?! Porque não a outra rapariga qualquer?! Devem haver montes de raparigas que não se importariam minimamente de estar na minha situação… que até sonham com este tipo de aventuras e assim…'
-Kagome! Vais chegar tarde! Já mudas-te de roupa? - girou-lhe a sua mãe da cozinha – O Souta já saiu! – Kagome foi chamada à realidade… ou melhor, à sua outra realidade. Devia estar ali à uns 15 minutos e entrava às 8 e meia.
Foi a correr para a casa de banho lavar-se e vestir-se. Saiu de lá com a cara vermelha de ter estado a chorar. Não lhe apetecia fazer nada. Ir às aulas começava a tornar-se indiferente se bem que ela tinha de continuar a estudar, afinal quando a jóia estivesse completa ela já não teria motivos para faltar às aulas e tinha de assegurar um Futuro para si.
Passou pela mãe e pelo avô a correr para chegar a tempo às aulas. Pelo menos enquanto estivesse com a mente fixada em não chegar tarde não pensaria noutras coisas.
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Miroku abriu repentinamente os olhos.
Doía-lhe todo o corpo, mas principalmente a zona do abdómen e a cabeça. A última coisa de que se lembrava era de ter tentado atingir o demónio de três espinhos de Naraku pelas costas, mas o monstro reagiu depressa atingindo-o, Miroku sentiu uma dor insuportável e depois… nada…
Teve um sonho estranho. Havia uma mulher… Ele estava sobre uma falésia, numa noite escura… mas no entanto haviam luzes alaranjadas à sua volta. Miroku não conseguia distinguir que luzes eram aquelas… na verdade, não consegui distinguir absolutamente nada, sem ser aquela mulher estranha. Era bastante bonita, com o cabelo amarrado numa longa trança e algum cabelo solto atrás, por baixo da trança. Vestia um kimono simples, azul claro, com alguns desenhos que o monge não conseguiu distinguir, mas que pareciam ser de um azul-escuro. A mulher aproximou-se de Miroku. Agora este podia distinguir-se a cara. Tinha os olhos grandes, azuis-escuros, o nariz arrebitado e os lábios finos de um rosa-pálido. Tinha também uma fina cicatriz com cerca de 5 centímetros a percorrerem-lhe a bochecha esquerda. Aproximou-se até tocar na face de Miroku. Este, para seu próprio espanto, não sentiu qualquer desejo, como costumava sentir por qualquer rapariga bonita, sentiu sim, foi uma onda de ternura apoderar-se si. Era como se já conhecesse aquela mulher…
A estranha mulher olhou para Miroku e sorriu. Depois olhou para alguma coisa atrás dele. 'Por favor, não lhe deixes acontecer o que me aconteceu' e empurrou, com a sua mão fria e macia a cara de Miroku para onde ela estava a olhar.
Miroku virou-se e sentiu-se gelar.
Havia uma rapariga, que antes não estava ali, agarrada ao precipício daquela falésia.
O monge esqueceu-se daquela estranha mulher e foi a correr para o precipício… mas não chegou a tempo e a rapariga caiu para o vazio, soltando um último grito em desespero.
Miroku atirou-se para o chão na beira do precipício pois talvez a conseguisse agarrar… mas não conseguiu.
Começou a chover e de repente as luzes alaranjadas pareciam diminuir… mas não a dor de Miroku, que para além das gotas de água fria na sua cara sentia também as suas lágrimas quentes.
O seu pior pesadelo estava a acontecer… e parecia tão real…
…pois aquela rapariga, era Sango...
Continua...
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Sim, eu sei... capítulo pequeno... mas talvez, ainda hoje ou amanhã publico o próximo capítulo (para compensar este que é pequenino).
Gomen por estes primeiros capítulos serem tão sem graça... mas prometo que os próximos serão bem melhores.
Mandem Reviews... vão fazer uma escritora feliz...
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BjokaxXx
by: Naotsu-chan
