Autora: Lynne Graham.
Título original: Mistress Bought and Paid For.
Essa história não me pertence. Apenas estou a postando no universo de Card Captor Sakura.
CAPÍTULO III
Em poucos minutos, o telefone dela tocou.
▬ Sakura... – Syaoran murmurou suavemente, com um tom de vitória e prazer na palavra pronunciada.
▬ Bem, esse é o meu nome... – ela disse com voz de indiferença, enquanto o coração pulava como um malabarista enlouquecido, quase saindo pela boca. – Preciso que você reponha o dinheiro o mais rápido possível para que a fundação retire as acusações, antes que seja tarde. Pode fazer isso?
▬ Sem problemas. Por acaso a polícia está por trás dessa sua mudança de opinião?
▬ Por acaso, isso importa?
▬ Não. Ter conseguido o que queria já me basta. – ele concordou sem hesitação. – Mas não podemos fechar o acordo sem antes tratar dos detalhes.
Piscando para espantar as lágrimas de humilhação, agarrou com força o telefone, como se estivesse prestes a cair do alto de um precipício.
▬ Não foi o que você disse hoje, mais cedo!
▬ Você devia ter sido mais receptiva. Os arranjos finais podem ser feitos amanhã. Você vai ter que vir a Londres.
▬ Que arranjos? Agora resolveu impor todos os tipos de condições? – queixou-se Sakura, com as mãos trêmulas de raiva e de nervosismo.
Que diabos ele queria dizer com arranjos finais? Perguntou-se.
▬ É isso mesmo.
▬ Mas não precisa. Você pode confiar em mim. – ela contraiu o maxilar, temerosa de que, se ele não pagasse logo o dinheiro desaparecido, a mãe acabaria sendo encontrada e presa.
Do outro lado da linha, um sorriso irônico se estampou no rosto de Syaoran. Ela era uma peça rara. A mulher que o enganou debaixo de seu próprio teto, fugindo com outro homem, dizia que ele podia confiar nela. Essa também era a mulher que estava sendo acusada de ter desaparecido com duzentos e cinqüenta mil libras de uma instituição para crianças carentes. O mais curioso - e a primeira coisa que reparou nela - foi o ar doce e inocente de menina do interior que na época o cativou. Era uma verdadeira atriz. Se fosse um sujeito romântico e tolo, teria ficado apaixonado ao ouvi-la dizendo - enquanto os dois passeavam descalços pela grama de sua mansão – que sentia falta da tranquilidade do campo quando estava na cidade. Sakura era de fato imprevisível, pensou ele, achando graça.
▬ Vou providenciar para que você venha a Londres amanhã de manhã. Não precisa encher muito a mala. Vou comprar umas roupas novas para você. Não se esqueça de trancar as portas e se despedir dos vizinhos. – aconselhou Syaoran, sem nunca mudar o tom da voz. – Se chegarmos a um acordo, você passará algum tempo longe de casa.
Os olhos verdes brilhantes se arregalaram. Sakura balançou a cabeça.
▬ Seja lá o que acordarmos, tenho que voltar para casa. Essa casa é alugada. Vou precisar conversar com o dono e fazer a mudança.
▬ Um dos meus empregados vai cuidar dessas burocracias chatas para você.
▬ Mas tenho parentes aqui... Preciso me despedir deles antes de partir.
▬ Dou uma semana, a partir de amanhã, e nada mais.
Sakura ficou muda por alguns segundos. Toda aquela conversa parecia ter vindo de um sonho sem nexo. Se dissesse a ele o quanto o odiava, naturalmente iria querer saber o porquê. Afinal, para todos os efeitos, havia sido ela quem fugiu com outro homem. Na cabeça de Syaoran, não havia motivos para ela odiá-lo. Ele, por sua vez, tinha todas as justificativas para desprezá-la.
▬ Não posso acreditar que você esteja fazendo isso... Que é realmente isso o que quer. Você devia me odiar... – disse Sakura com franqueza.
▬ O que sinto ou deixo de sentir é problema meu.
A entonação fria e indiferente fez Sakura sentir como se tivesse engolido uma pedra de gelo. Tremeu-se toda por debaixo da roupa molhada. Ele desejava se vingar. O que mais poderia querer? Quando foi embora da majestosa casa de veraneio dele, com Yukito Tsukishiro, Sakura tinha como principal objetivo fazer com que Syaoran se sentisse um idiota. E agora, pelo visto, havia chegado o momento de pagar o preço da humilhação pela qual ela o fizera passar.
Às sete da manhã do dia seguinte, um carro foi buscá-la e a levou até o aeroporto, que ficava a quilômetros de distância de sua cidade. Lá, tomou um helicóptero que tinha estampado na fuselagem o símbolo azul e dourado do império Li. Duas horas depois, o helicóptero pousava no último andar de um prédio todo de vidro e metal, numa das áreas mais valorizadas de Londres. Desceu do helicóptero vestindo uma jaqueta preta e cintada e uma blusa branca, combinando com a saia listrada.
▬ O senhor Li está numa reunião. – ela foi informada por um jovem vestido num elegante terno escuro.
Quando um dos empregados entrou na sala e fez um sinal com a cabeça, Syaoran soube que Sakura havia chegado. Estava muito ocupado. Ela teria que esperar. Ela só havia chegado na hora porque ele tinha providenciado tudo, pensou, lembrando de como a impontualidade dela já o havia deixado furioso uma vez. Odiava que o fizessem esperar. Mesmo na primeira noite em que ambos jantaram juntos, ela apareceu atrasada. Ao entrar no restaurante, no entanto, chamou a atenção de todos com sua beleza, aproximando-se dele comum sorriso largo e cativante, pedindo desculpas pelo atraso. Estava tão charmosa e linda que ele se esqueceu completamente de que estava irritado.
Enquanto ouvia alguns executivos da empresa expondo dados e estatísticos de transações comerciais, que ele sempre ouvia com atenção nos mínimos detalhes, Syaoran deu-se conta de que estava completamente ausente daquela reunião, imaginando que roupa Sakura estaria usando. Poucos minutos depois, pediu uma pausa na reunião e saiu da sala, em direção à sala de espera.
Os raios de sol faziam com que os belos fios de cabelo de Sakura brilhassem ainda mais. Ela estava de costas olhando pela janela de vidro, que ocupava uma parede inteira da sala. Ao virar-se, Syaoran viu os lábios naturalmente rosados e as bochechas salientes que tanto o agradavam. Os olhos verdes, tão verdes como as preciosas esmeraldas.
Ao vê-lo, sentiu o coração falhar e, em seguida, acelerar a toda velocidade. Misturada à forte inquietação, havia pura excitação correndo pelas veias de Sakura. Sempre que o via, coisas estranhas aconteciam dentro dela. Era uma reação tão exagerada que a as sustava. Num terno impecável que marcava os largos ombros, Syaoran estava deslumbrante. Era um homem incrivelmente bonito, sempre bem vestido e elegante, sempre ameaçador.
Os olhos chocolates brilhavam como ouro sob a luz do sol. Realmente ele tinha os olhos mais lindos do mundo, admitiu Sakura, a contragosto, enquanto a veia mais grossa do pescoço começava a pulsar mais forte do que o normal.
O silêncio a incomodava terrivelmente. Ergueu o queixo e quebrou o gelo.
▬ Bem, aqui estou... Como ordenou.
▬ Bom ter você aqui. – Syaoran respondeu gentilmente.
Esperava irritá-lo com o comentário, mas percebeu que não surtiu qualquer efeito. Ao contrário, tinha a impressão de que ele estava se divertindo como nunca com aquela situação. Ele a olhava como um falcão faminto que acabava de encontrar sua presa. O olhar vagueou por todos os pontos do corpo de Sakura, deixando-a desconfortável e envergonhada. Coberto por um fino sutiã de algodão, os mamilos ficaram rijos, marcando a blusa.
▬ Ainda não posso acreditar que você vai seguir com essa loucura! – ela disse, quase sem ar.
Ele apenas deu um sorriso malicioso e atrevido como resposta.
▬ É só pôr os olhos sobre você para saber que vou até o fim.
▬ Mas não faz o menor sentido.
▬ Para mim, faz, cara mia. – ele respondeu na mesma hora. – Eu sinto tesão por você.
▬ Mas eu não, e não consigo fingir.
▬ Se eu acreditasse nisso, você não estaria aqui agora.
▬ Mas... Tem de acreditar! – Sakura estava nervosa, pois o que ele dizia era parcialmente verdade. Além disso, seu corpo e comportamento a estavam denunciando.
▬ Como sou sua única salvação, não acha que devia estar me convencendo a fazer exatamente o que quero e preciso?
Ele tinha razão e aquela constatação a encheu de temor e raiva. Syaoran era sua única esperança. Se ele ficasse ofendido e mudasse de idéia, o que seria de Nadeshiko?
▬ Sakura...
▬ Q-Que é?
Ele estava tão perto que, se ela esticasse um dos braços, poderia tocá-lo. Tão perto que era possível reparar ainda mais quão alto e forte ele era, para o desespero de Sakura. Também podia sentir o aroma delicioso da colônia masculina e exótica que ele usava e o coração começou a cavalgar dentro do peito.
Syaoran a tomou nos braços, com os punhos firmes e decididos.
▬ É por isso que estou te salvando. – ele disse com a voz rouca.
Uma tensão deliciosa deixou todos os músculos de Sakura contraídos e paralisados. Quando ela o encarou, olho no olho, soube naquele instante que não fazia qualquer sentido resistir. Com os dedos, ele emoldurou o rosto de Sakura e deixou que os lábios vorazes se deliciassem com os dela, num beijo cheio de sensualidade e provocação. Descendo as mãos até a cintura de Sakura, ele a pressionou com força contra seu corpo, fazendo-a sentir o sexo duro e ereto tocando-a na altura do quadril. Sakura ofegou, enquanto sentia a boca sendo explorada com ânsia pela língua de Syaoran. Uma onda de prazer se espalhou pelo corpo, deixando-a molhada e quente.
De repente, deixou de sentir as pernas e a respiração tornou-se ofegante. Ela se agarrou nele para manter-se de pé. Syaoran a ergueu no colo e a deitou sobre a mesa. Acariciou os curtos cabelos e beijou cada milímetro do pescoço dela. Depois cobriu os cílios e as bochechas com curtos e provocantes beijos deixando todos os pêlos de Sakura arrepiados. Deu pequenas mordidas em seu pescoço, provando sua pele alva e macia com lambidas e a fazendo gemer de prazer.
Com maestria, retirou a jaqueta dela e se embrenhou com as mãos por debaixo da blusa branca, ultrapassando as fronteiras do sutiã e tocando os pequenos seios de Sakura. Ela arqueou a coluna, num movimento que parecia que havia levado um choque. O toque do polegar de Syaoran sobre os mamilos rijos e sensíveis a fez soltar um grito curto de prazer.
▬ Pelo amor de Deus... Não! – ela conseguiu exclamar, afastando-se e saindo da mesa com tanto ímpeto que acabou perdendo o equilíbrio e caindo de joelhos no carpete.
Ele se agachou e a ajudou a se levantar. Ela, no entanto, recusou a ajuda, levantou-se sozinha e se afastou dele. Estava em estado de choque e parecia que havia sofrido um acidente, pois o corpo estava pesado e sem coordenação motora.
▬ Você podia ter quebrado o tornozelo. – Syaoran a olhou com ar preocupado e de reprovação.
Sakura estranhou a repentina mudança no tom da voz dele, que havia ficado mais afetuoso.
▬ Por que ficou tão arredia? Qual é a estratégia? Se acaso acha que bancar a virgem é sexy, está muito enganada. Pode mudar de papel.
▬ Não seja ridículo. Isso não é um jogo. E não estou atuando!
A vergonha deixou-a ainda mais vermelha do que já estava. O desejo a possuía como um inimigo cruel, e a batalha parecia difícil de ser vencida, senão impossível. De repente, viu-se encurralada, como um animal preso numa armadilha.
O rubor se foi e ficou a palidez. Os olhos esmeraldas enfrentaram Syaoran.
▬ Não posso fazer isso... Não posso!
Xingando a si mesmo por ter se precipitado, mesmo sem entender direito o que a fez ter aquela reação exagerada, Syaoran puxou uma cadeira e a convidou a se sentar, como se ela não tivesse dito nada. Tentando se recompor e manter a civilidade, ela acabou se sentando.
Syaoran retirou um documento da gaveta e o entregou a ela.
▬ Esse é o contrato que gostaria que você assinasse.
Ela ergueu as sobrancelhas.
▬ Isso... É o quê?
▬ Um contrato. Nunca morei com uma mulher e não quero que haja nenhum mal-entendido com relação à natureza da nossa relação. O texto apenas delimita as condições do nosso acordo, que não passa de um negócio. – Syaoran proferiu algumas palavras do contrato, calmamente. – O dinheiro que darei à instituição de caridade em seu nome, você terá que pagar em serviços prestados como minha hóspede por um ano. E ainda tem sorte, porque não estou cobrando a doação que fiz como parte da dívida.
Ainda sem conseguir digerir toda a informação que acabava de receber, ela apenas acenava com a cabeça.
▬ Sua... Hóspede?
▬ Uma palavra mais adequada para um documento escrito.
Os olhos iam se arregalando à medida que aumentava o espanto que aquelas declarações produziam em Sakura.
▬ Você está me propondo um contrato de trabalho?
Ele deu um sorriso irônico.
▬ Ninguém que trabalha para mim ganha tão bem assim.
Sakura ruborizou-se de vergonha.
▬ Eu concordo com tudo que você exigir... Não há necessidade de um contrato por escrito.
▬ Infelizmente, há. Nesse caso, não posso depender apenas da sua palavra.
A garganta de Sakura se fechou e ela lutou contra as lágrimas.
▬ Acho que seu único objetivo nessa história toda é me humilhar o máximo que puder.
▬ Está enganada. Acho que é importante que não fique nenhuma dúvida com relação ao nosso trato. – falou ele com franqueza. – Se quebrar o acordo, vai ter que devolver o dinheiro.
Sakura ficou chocada com a notícia.
▬ Mas nunca vou ter esse dinheiro! Acha que estaria aqui se tivesse?
▬ Mesmo assim, quero garantir que vai cumprir o combinado.
Ela folheou o grosso contrato, perplexa.
▬ Você não tem boa fama no quesito fidelidade. – ele completou olhando-a com malícia. – Só por curiosidade, me diga... – continuou — Você transou com Yukito Tsukishiro durante todo o tempo que estávamos saindo?
O rosto pálido de Sakura ruborizou-se.
▬ Como tem coragem de me perguntar isso? Claro que não... Nunca aconteceu nada.
▬ Nem quando era criança, acreditava em história da carochinha. – Syaoran respondeu séria e friamente. – Enfim, tenho muito trabalho, não posso perder mais tempo.
Ela mordeu os lábios, ao notar que ele a estava dispensando.
▬ Marquei para você uma reunião com um advogado. Assim, não vai poder reclamar, depois, que foi enganada e que não sabia o que estava assinando. – ele continuou seu monólogo. – Se decidir assinar o contrato, faça antes das três da tarde, horário que será conduzida para o aeroporto. De lá, um jatinho a levará de volta para casa. Uma limusine a estará esperando na porta do edifício para levá-la até o advogado. Alguma pergunta?
Ela ficou intimidada pelo tom pragmático e indiferente de Syaoran.
▬ Você disse algo sobre um ano. É esse o tempo de duração do nosso acordo?
Syaoran deu de ombros.
▬ Pode ser um dia, uma semana, um mês... Um ano é o prazo para você, não para mim. Se ainda estiver comigo até lá, o que eu duvido, vai estar livre do compromisso. A não ser que queira renegociar o contrato.
Sakura não podia crer no que ouvia. A horrível palavra renegociar a diminuiu mais ainda. Será que ele fazia um juízo tão terrível a respeito dela? Será que ele realmente acreditava que ela ficaria feliz em receber dinheiro em troca de favores sexuais? Mas ter fugido com Yukito Tsukishiro causara essa má impressão nele e à culpa era única e exclusivamente dela. Apesar de saber disso, sua consciência dizia que nunca era tarde para contar a verdade, mesmo que estivesse preparada apenas para contar metade da história real.
▬ Posso só dizer uma coisa? Você vai me escutar?
Reconhecendo aquele momento como uma última tentativa de apelo, Syaoran fechou seu coração para aquela mulher que havia mostrado ser uma dissimulada. Com aquele rosto belíssimo e um corpo delicioso, ela era o sonho de qualquer homem, ele constatou com uma convicção desoladora. Além disso, aquele ar de fragilidade que a fazia parecer sensível tornava-a extremamente perigosa. No entanto, dessa vez, ele não cairia na lábia de Sakura e não seria passado para trás, como da outra vez. Olhou o relógio.
▬ Você tem um minuto.
▬ Só quero que você saiba que não sou a pessoa que você pensa que sou... – agora, que havia encontrado a oportunidade de falar, tinha dificuldade de dizer as palavras certas. – Você está esperando uma mulher com muito mais experiência do que eu. Duvido que possa satisfazer as suas expectativas.
▬ Você vai ser exatamente o que eu quiser, por que não tem outra escolha. Não me deixe constrangido com esse papo furado, cara mia. – Syaoran lançou um olhar de escárnio que a deixou mortificada. – Só falta agora você jurar que é virgem intocada pela mão de um homem.
Sakura ficou toda tensa e os olhos verdes brilhantes contrastavam com o vermelho das bochechas.
▬ E se eu fosse?
Syaoran soltou uma risada sarcástica, inclinando a cabeça para trás.
▬ Posso dar a minha palavra que, se você for virgem, me caso com você na mesma hora!
▬ Não se preocupe, porque não me casaria com você nem que fosse o último homem na face da Terra! – ela falou com rancor, andando até a porta. Antes que ela saísse da sala, ele completou.
▬ Não se esqueça. Você tem até as três.
Enquanto esperava o elevador, percebeu que estava sendo observada por um grupo de executivos que conversavam no corredor. Perguntou-se se eles já não saberiam que ela era a nova aquisição de Syaoran. Seu rosto angelical voltou a ficar todo vermelho e o estômago ficou embrulhado pela vergonha e humilhação. Dissera palavras cheias de orgulho e agressividade, mas sem consistência alguma, porque ele a tinha feito se sentir uma idiota ao rir dela. Porém, era óbvio que nunca se casaria com ela, mesmo depois de descobrir a verdade. Homens não se casavam com mulheres que podiam comprar, mulheres que eles menosprezavam. No entanto, quando o conheceu e começou a sair com ele, chegou a sonhar com o impossível e, ao se lembrar disso, se sentiu ainda mais ridícula.
Na limusine, Sakura começou a ler o contrato. Algumas partes ela conseguia entender, mas a maior parte do conteúdo parecia indecifrável. Ele queria garantir que ela ficaria totalmente dependente dele, desde a casa onde iria morar até as roupas que vestisse e a comida. Estremeceu de desgosto. Ela seria propriedade dele. Seria a meretriz de Syaoran Li. Esse era o preço que teria que pagar por ter se vingado dele, depois que ele partiu seu coração.
•••
▬ Esse contrato é umaobra de arte!– comentou o advogado, com ar impressionado. O homem de idade avançada e olhos perspicazes folheava o texto com uma expressão pervertida. – Tem, inclusive, uma cláusula de confidencialidade que a proíbe de falar do contrato ou da sua relação com o senhor Li fora deste escritório.
Sakura engoliu em seco.
▬ O que o senhor acha?
▬ Caso não esteja precisando do dinheiro, fuja. – ele aconselhou com franqueza. – Não há nada nesse contrato que seja vantajoso para você. Vai ter que seguir um estrito código de conduta, enquanto o senhor Li está autorizado a dispensar seus serviços quando bem entender, sem ter que lhe dar qualquer explicação. Além disso, não estão especificadas suas horas de trabalho nem quais são suas exatas funções. Se assinar esse documento, terá que concordar em fazer qualquer coisa que ele exigir.
Sakura ficou imóvel e muda.
▬ Se descumprir o contrato, a quantia de duzentos e cinqüenta mil libras vai se tornar uma dívida que você terá que pagar imediatamente. A ameaça vai, sem dúvida, fazer com que você pense duas vezes antes de se recusar a realizar algum desejo dele, por mais esdrúxulo que possa ser.
▬ Eu sei. – ela murmurou.
▬ No entanto, o senhor Li está disposto a ser extremamente generoso em alguns aspectos. Diz aqui que ele se compromete a que nada falte a você enquanto estiver na casa dele... – o advogado deu uma risadinha frouxa. – Ele pode até estar oferecendo um tipo de escravidão moderna, mas não deixa de ser escravidão, mesmo os grilhões sendo de ouro.
•••
Depois de assinar tudo, seguiu para o aeroporto. Agora estava mais preocupada com o que teria que inventar a Tomoyo, pois não podia atormentar a prima com a sórdida verdade. Dois dias depois, um caminhão de mudanças estacionou em frente à casa de Sakura para apanhar seus pertences.
No dia seguinte, a polícia a procurou para informar que as acusações contra ela e a mãe haviam sido retiradas. Uma onda de alívio refrescou todo o corpo de Sakura. Desejou que pudesse encontrar a mãe para avisá-la que não tinha mais o que temer. Nadeshiko havia achado melhor que a filha não soubesse onde ela estava e havia prometido que entraria em contato depois que a poeira tivesse baixado. Sakura mandou uma mensagem de texto para a prima, a fim de contar a boa notícia, e Tomoyo passou pela casa de Sakura assim que saiu da escola onde trabalhava.
▬ O que o caminhão de mudanças está fazendo aqui em frente? – Tomoyo perguntou, com as sobrancelhas arqueadas, ao ver um homem embrulhando a louça da cozinha.
▬ Vamos lá para cima. – pediu Sakura.
▬ Você está se mudando? – perguntou, preocupada.
▬ Lembra que comentei com você que tinha terminado com um cara antes de ir embora de Londres, no ano passado?
▬ Bem, você não contou muita coisa. Só que o cantor de rock tinha sido uma jogada publicitária que deu errado. – Tomoyo a encarou com um olhar de reprovação. – Você nunca me contou quem era o outro misterioso.
▬ Syaoran Li... Você não deve saber quem é.
▬ Nós moramos no mesmo planeta, Sakura, e leio as mesmas revistas que você. Você chegou a sair mesmo com aquele milionário com fama de mulherengo? Não me estranha o fato de você ter queimado seu filme.
Sakura cruzou os dedos, pois estava prestes a mentir para a prima.
▬ Quando ele leu no jornal sobre o dinheiro que tinha sumido, veio me ver. Quis ajudar. Ele pagou a quantia que faltava para a instituição, às acusações foram retiradas e agora estamos juntos novamente.
Tomoyo olhava-a boquiaberta.
▬ Então é por isso que quer voltar para Londres.
▬ Vou morar com ele. Não diga nada. Sei que você é contra.
▬ Claro que sou. O que quer que eu pense? Ele desembolsa duzentos e cinqüenta mil libras e, em cinco minutos, você decide ir morar com ele?
Não tinha razão para preocupar e desapontar a prima, pensou, mas não seria fácil contar uma mentira convincente. Com medo de que a prima desconfiasse, correu para a escrivaninha e apanhou uma caixa onde guardava fotos e lembranças da adolescência. Remexeu por alguns instantes o conteúdo do recipiente até encontrar o que procurava.
▬ Quem é esse? – perguntou Tomoyo. Ela entregou a foto à prima.
▬ Recortei de uma revista quando tinha quatorze anos.
Tomoyo olhava abobalhada para Sakura.
▬ Esse é Syaoran Li? Você gosta dele desde essa época?
▬ É, ele é o amor da minha vida e, para ser franca, o que ele está me oferecendo já está muito bom para mim.
A prima devolveu a foto e Sakura voltou a guardar o papel na caixinha de lembranças.
▬ Quero muito ficar com ele. Não me recrimine. Preciso do seu apoio.
Tomoyo apenas a olhou com expressão de infelicidade, mordeu os lábios e não disse mais nada. Mudaram de assunto e discutiram temas práticos. Tomoyo se ofereceu para pegar as correspondências de Sakura, semanalmente.
•••
Um dos empregados de Syaoran ligou para Sakura para avisar do horário da partida e ela se perguntou se era um costume do magnata ter sempre uma terceira pessoa para repassar suas ordens, e que essa seria sua rotina dali em diante. Como seria sua vida, tendo que morar com Syaoran? Sentiu calafrios só de imaginar. Assim que chegou a Londres, o motorista da limusine a deixou num salão de beleza. Lá, descobriu que haviam marcado hora para ela em todos os serviços de tratamento existentes no estabelecimento. Achou humilhante o fato de que Syaoran não quisesse vê-la antes que ela estivesse completamente transformada numa boneca artificial. Passou o resto do dia indo de uma sala para outra. Uma hora de SPA, outra de massagem corporal, outra de facial, manicure e pedicure. Mesmo os cabelos foram hidratados.
Syaoran apenas telefonou quando ela já estava de volta à limusine.
▬ Gostou de ter sido mimada outra vez? – a voz grossa e sensual, como de costume, arrepiou a espinha de Sakura de ponta a ponta. A voz de Syaoran a fez pensar, imediatamente, em sexo e, de repente, lembrou que teria que dividir a mesma cama com ele naquela noite.
▬ Gostei... Gostei, sim... – mentiu, percebendo que não valia à pena compartilhar com ele seus verdadeiros sentimentos.
▬ Não vou poder jantar com você. Sinta-se à vontade e coma o que quiser. – disse antes de interromper a conversa para falar com alguém e concluir: – Depois, me encontro com você numa discoteca.
O imóvel parecia ainda maior do que da única vez em que teve a oportunidade de visitá-lo. Um mordomo a recebeu e mostrou os cômodos da casa, num processo demorado. Os quartos eram modernamente decorados, com obras de arte de tirar o fôlego. Por fim, ele lhe mostrou o quarto onde ela ficaria e, para a surpresa de Sakura, não tinha qualquer sinal de que um homem dormiria ali. Sakura respirou aliviada e foi até um deslumbrante vestido prateado que havia sido pendurado, à sua espera. Ao ver a etiqueta, descobriu que era criação de um dos estilistas mais quentes da moda e brilhava com o reflexo da luz. Mas ficaria curto nela, concluiu desanimada, pois tinha as pernas extremamente longas.
Infelizmente, não poderia protestar. Afinal, tinha assinado o contrato, concordando em ser tratada como objeto, e não como pessoa. Seu corpo era a única fonte de interesse por parte de Syaoran e deveria se apresentar e se manter como ele bem quisesse. Algo inacreditavelmente degradante. A sensação de que havia perdido as rédeas de sua vida intensificou-se ao ver chegar um maquiador e uma estilista para dar os retoques finais na sua aparência. Acabou não tendo tempo de comer nada.
Ao sair do edifício, um homem robusto e de terno escuro que se encontrava em frente à limusine apresentou-se como segurança particular de Sakura. Takashi era seu nome. Ao chegar à pomposa e elitista discoteca, Takashi abriu a porta para ela e a escoltou até o interior da boate. Furou a longa fila e só se afastou de Sakura depois que ela estava sã e salva, dentro de uma sala vip. Na soleira da porta, ela identificou um rosto familiar e indesejável.
▬ Isso é que é dar a volta por cima. Um retorno triunfal. – comentou em tom irônico o banqueiro Eriol Hiiragizawa. Ele a olhou de um jeito que fez com que Sakura se sentisse nua. – Você está muito bem. Não posso culpar Syaoran por ter sucumbido a um revival.
Ela não respondeu, apenas ficou ruborizada. Nunca gostou de Eriol, mas ele era um amigo de infância de Syaoran. Syaoran estava ao telefone e rodeado de amigos com laptops e expressões nervosas. O rosto arrogante se ergueu ao avistar Sakura. De terno escuro, camisa listrada e gravata azul de seda, ele estava lindo. Os olhos dos dois se encontraram. Ao mesmo tempo, o ar lhe faltou por um instante e Sakura respirou mais forte para ganhar fôlego.
Syaoran demorou com os olhos sobre ela. Pensou que todos os amigos iriam babar ao ver Sakura, pois ela estava irresistível. Os cabelos ruivos caíam ao redor do rosto alvo e belo. O tecido do vestido, macio e brilhante, marcava as curvas sutis e deixava à mostra as coxas delgadas e elegantes. O desejo o tomou de imediato, enquanto notava o quão revelador era aquele vestido. Foi então que reparou que ele não era o único a apreciar aquela vista divina de ombros e costas nus e pernas que não acabavam nunca.
Arrependeu-se de ter escolhido aquele vestido ao ver que o amigo Eriol também a olhava com cobiça. Que falta de respeito era aquela com a mulher dos outros?
Lançou um olhar agressivo e de censura para o amigo que o fez empalidecer. Levantou-se e foi até Sakura, abraçando-a e tirando-a do recinto. Os seguranças o seguiram. Ela poderia ficar sentada ao lado da pista de dança e tomar um champanhe. Aquilo a manteria ocupada e longe dos olhos dos gaviões, pois a mesa que tinha reservado ficava em local bastante discreto. Ele deixou que os dedos percorressem a espinha dorsal de Sakura. A pele era mais macia que a seda.
▬ Você está linda!
O toque dos dedos dele sobre suas costas causou um espasmo pelo corpo de Sakura, os seios ficaram dormentes e os delicados mamilos endureceram. Nas palavras arrastadas de Syaoran, prevalecia à luxúria, deixando Sakura com as pernas bambas.
▬ Se não estivesse no meio de uma transação de negócios, a levaria para casa, agora mesmo, bambola.
Pelo visto nada havia mudado, pensou ela. Podre de rico, como ele era, ainda assim Syaoran dedicava quase todo seu tempo e atenção para ficar mais rico. Ainda estava para nascer uma mulher capaz de distraí-lo dos negócios. O homem era viciado em trabalho.
▬ Do que você me chamou? – ela pediu a tradução das palavras em italiano, enquanto ele a sentava no local reservado.
▬ Bonequinha.
Ele sentou ao lado dela e passou a mão por uma das coxas de Sakura. Ela deu um pulo e estremeceu.
▬ Você está muito sexy nesse vestido. Mas agora, vejo que não é o mais apropriado para você usar em público.
▬ Foi você quem escolheu! – lembrou Sakura, contendo a irritação.
O garçom se aproximou e serviu uma taça de champanhe. Syaoran voltou a se levantar.
▬ Aonde você vai? – ela perguntou sem pensar.
▬ Não posso fazer ligações daqui... – ele ergueu os ombros, como que pedindo desculpas e apontou para a caixa de som que estava próxima. – Divirta-se. Não vou demorar.
▬ Não se preocupe... Logo encontro uma companhia! – Sakura surpreendeu-se com a própria declaração.
O rosto bronzeado e másculo empalideceu.
▬ Foi uma piada? – Ele a interrogou com a voz elevada, o que surpreendeu Takashi, que estava a poucos metros de distância.
▬ Quis dizer, dançar... Conversar.
▬ Não. De jeito nenhum! – Syaoran proibiu. – Nada de dançar, conversar ou flertar. Se cometer algum deslize, você estará em apuros. Não terá uma segunda chance. Para o seu bem, é melhor que eu não veja você olhando para outro homem!
Perplexa pela dura ameaça e pelo olhar bravo de reprovação, Sakura soltou um suspiro e tentou controlar a raiva. Respirou fundo, mais uma vez, para não explodir, mas deixou escapar.
▬ É bom pedir para o Takashi não tirar os olhos de mim.
Syaoran voltou a se sentar ao lado dela, os olhos incríveis brilhavam como nunca.
▬ Sabe o que realmente quero fazer nesse exato momento? – murmurou, com a voz rouca de desejo. – Quero levá-la para casa, jogá-la na cama e ensiná-la a se comportar.
Boquiaberta, ela ficou olhando para ele, paralisada. Não sabia se ficava ofendida ou com medo. Mas a verdade era que ela não estava em condições de reclamar ou contrariar Syaoran. Lentamente, ele voltou a se levantar. Ela não acompanhou a partida dele. Por causa do fiasco com Yukito Tsukishiro, Syaoran não confiava nela. Na verdade, ele a considerava uma mulher fatal. Devia achar graça daquilo. Em vez disso, entornou o champanhe num único gole e voltou a encher a taça.
O medo do desconhecido a incomodou e ela tentou não pensar nisso. Na cama dele? Será que ele se daria conta de que ela era totalmente inexperiente? Talvez não, pensou. Primeiro, porque ele riu quando ela tentou contar a verdade. Além disso, havia lido em algum lugar que poucos homens percebiam a diferença entre uma virgem e uma mulher experiente.
Pensou que o melhor a fazer era, afinal, bancar a mulher fatal, pois não queria que um homem como Syaoran se gabasse de ter tirado sua virgindade. Queria que ele achasse que ela não estava nem aí para o que ele fizesse na cama. A indiferença seria sua armadura, disse a si mesma.
Quarenta minutos depois, Syaoran quebrou um hábito da vida toda e deixou seu celular com um executivo da equipe. Voltou para onde estava Sakura e se sentou ao lado dela. Ele a envolveu com um dos braços, apertando-a contra o corpo. Celebridades e conhecidos passaram pela mesa para cumprimentá-lo. Ele sempre era o centro das atenções. Incrivelmente nervosa e tensa, ela evitava qualquer contato visual. Syaoran falou com todos, mas em nenhum momento apresentou Sakura aos conhecidos.
▬ Por que está atuando como se eu não estivesse aqui?
▬ Você está comigo e é só isso o que importa. – ele respondeu secamente, apesar de ter notado que ela estava tensa.
▬ Odeio que fiquem olhando para mim. – ela balbuciou, perguntando a si mesma se as pessoas não a reconheciam como a ex-modelo que apareceu nos tablóides por ter roubado dinheiro de crianças carentes.
Achou a idéia improvável, pois nem se comparava em fama e reconhecimento com as pessoas que estavam ali. Mesmo assim, estremeceu como um animal acuado, sendo exposto numa jaula.
▬ Pode ir se acostumando. Você é linda o suficiente para parar o trânsito e está comigo. A discrição não é algo comum aqui.
▬ Acha mesmo que sou tão bonita assim? – ela perguntou com certa ingenuidade.
▬ Por que outra razão você estaria aqui?
O prazer momentâneo se esvaiu com a resposta cáustica de Syaoran e ela se remexeu no assento, de forma desconfortável.
▬ A gente podia dançar um pouco.
▬ Eu não danço.
Um dos empregados fez um sinal para ele da porta da sala vip e Syaoran se retirou em seguida. Nervosa por ter sido deixada sozinha, Sakura tomou outra taça de champanhe. Ele havia comprado sua liberdade para torná-la prisioneira. Que irônico, pensou. Ela era um bibelô para ele, um capricho para satisfazer suas fantasias egocêntricas. A irritação aumentou, estimulada pelo álcool. Não podia dançar, falar com ninguém. Mas ele não tinha dito nada com relação a ela dançar sozinha. Por que deveria se esconder? Ergueu os ombros e se levantou. Sentiu a cabeça girar um pouco e apoiou as mãos na mesa para ganhar equilíbrio. Quantas taças de champanhe havia bebido? Respirou fundo e foi andando para a pista de dança.
Dez minutos depois, Syaoran apareceu. Os olhos chocolates estavam incrédulos. Sakura estava dançando sozinha e havia um feixe de luz sobre ela. Envolta pela música, dançava com os olhos fechados, o corpo incrível se remexia e rebolava no vestido prateado. Era uma beldade em movimento. Todos os homens da discoteca a admiravam, enquanto salivavam, e ele não gostou nada daquilo. Queria arrastá-la dali e levá-la para casa, mas aquele instinto de homem das cavernas o assustou.
Quando Sakura abriu os olhos e o viu, sua reação foi totalmente diferente da que esperava. De alguma forma, os sentimentos confusos que tinha por Syaoran se manifestaram, produzindo uma onda perigosa de excitação. Ela havia sido apaixonada por ele uma vez. Não seria mais inteligente tirar o melhor proveito possível daquela situação bizarra? Deixou a música levá-la, enquanto o corpo queimava em chamas.
Sem pensar duas vezes, Syaoran se embrenhou pela pista de dança e foi até ela, envolvendo-a, como se quisesse escondê-la em seus braços. Os corpos se tocaram sutilmente e Sakura apenas desejou que ele a beijasse ali mesmo. Nunca havia desejado algo com tanto fervor como aquele beijo. Ele deu um sorriso provocante e a soltou antes que iniciasse uma dança meio desajeitada, para o espanto de Sakura. Ficou um pouco desapontada e se esforçou para acompanhar os passos de Syaoran, que começavam a ficar turvos em sua vista. Foi um alívio quando ele a pegou pela mão e a tirou da pista de dança.
▬ Hora de ir embora, il mio fiore. – ele murmurou, e Sakura sentiu um frio na barriga que se espalhou por todo o corpo, pela antecipação do que estava por vir.
(...)
CONTINUA
(...)
N/A: FELIZ NATAL! E aí, já deram aquela espiada pra verem o que irão ganhar? Pois eu ainda não, esse ano esconderam bem demais. Já procurei por toda a casa e simplesmente não acho. Sacanagem, não? D: Enfim, gostaram do presentinho natalino que eu trouxe pra vocês? Acordei 8h da manhã apenas pra postar (porque mais tarde seria impossível), por isso, me amem loucamente.
Estou tão bêbada de sono que não sei o que escrever nas notas, então serei breve.
NOVE REVIEWS NO CAPÍTULO ANTERIOR. *-* I'm fabulous. Agradeço muito pelo os reviews (Ana, Lola, Marllitah-chan, JoseaneChan, Elara-chan, Sakura-chan Li, Bringit, Aninha-san, Sarinha Li). Presentão de natal que recebi de vocês. Amores, boas festas pra vocês. Aproveitem bastante!
E, pra finalizar, não deixem de comentar.
Até a próxima loves,
~correndo pra cama~
