N/A: Olá a todos! Aqui fica mais um
capítulo da nossa fic. Espero que gostem, deixem opiniões e comprovem
que não copiámos de lado nenhum.
Capítulo 3
As Explosões de Lily
No dia a seguir, todos acordaram, arranjaram-se, e desceram para o salão principal para tomar o pequeno almoço.
Lily ia a descer as escadas do dormitório feminino com Alice, Danielle e Jennifer, e parecia já ter esquecido a conversa da noite anterior. O pior era que, no preciso momento em que elas chegaram à sala comum, James Potter, Sirius Black, Remus Lupin e Peter Pettigrew chegaram também.
James não perdeu tempo, assim que avistou Lily foi a correr falar com ela.
- Bom dia Lily, meu lírio do campo, estás linda hoje! O teu perfume cheira maravilhosamente bem.
- O que é que eu fiz a Merlin para merecer isto! Mau dia Potter, mau dia, e para ti é Evans. Porque é que não emigras para a Sibéria e deixas-me em paz? – sugeriu Lily.
- Lily, meu amor, eu contigo iria até ao fim do mundo, acho a Sibéria um pouco longe, mas se quiseres casar lá, os teus desejos são ordens! – disse James.
Provavelmente se Jenny, Dany e Alice não tivessem praticamente arrastado Lily da sala comum – dando sorrisos a Peter, Sirius e Lupin – James teria levado a décima primeira chapada de Lily.
Alguns minutos depois, as quatro chegaram ao salão principal para tomarem o pequeno almoço.
- Aquele amaldiçoado Potter já me estragou o dia, porque é que ele não se enterra? Fazia melhor figura! – disse Lily visivelmente chateada.
- Oh Lily, ele gosta de ti... – disse Alice. – Coitado dele, ser desprezado pela pessoa que ama!
- Ele só ama aquele maldito caderno! – disse Lily.
- Que caderno? – perguntou Sirius, que tinha acabado de chegar e se tinha sentado perto delas.
- Aquele caderno onde tu e o Potter escrevem o nome de todas as idiotas com quem já saíram, sim, vocês pensam que eu não sei, mas eu sei tudo! – disse Lily quase a berrar.
- Lily, nós não temos nenhum caderno desses, mas um caderno não ia chegar para mim, certamente! Talvez uns quatro ou cinco... – disse Sirius sorrindo.
Naquele momento, James decidiu dirigir-se a Lily.
- Olá outra vez, meu amor. Queres uma prova do meu amor por ti? Posso enfeitiçar o Snivellus! – disse James tentando fazer um sorriso sedutor.
- POTTER, TU NÃO VAIS ENFEITIÇAR O SEVERUS, AI DE TI QUE EU TE VEJA A FAZER ISSO! LIMPAS A CASA DE BANHO DA MURTA ATÉ AO FIM DOS TEUS DIAS NESTA ESCOLA! – berrou Lily.
Vendo que Lily estava chateada, James virou-se para o lado e começou a conversar animadamente com os Marotos. Lily continuou a comer em silêncio, bufando de raiva por vezes. Alice, Dany e Jenny tentaram conversar com ela, mas nada feito.
De repente, estavam as quatro a levantar-se para seguirem para a aula de Transfiguração, quando se ouviu uma risada muito alta.
- AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH! – ria-se James a altas gargalhadas.
- DETENÇÃO, POTTER! – berrou Lily. – Vinte e uma horas, na biblioteca, vais limpar aqueles livros todos, um por um! Motivo: rir alto demais à hora da refeição.
Dito isto, Lily saiu pela porta do salão fora, sem reparar que Sirius, Jenny, Alice, Peter, Remus e Dany tinham sorrisos vitoriosos estampados na cara.
- Lily, porque raios é que tu dás sempre detenção ao Potter?
- Porque ele só faz coisas parvas! E pára de falar no Potter ou vais ajudá-lo a limpar os livros na biblioteca!
- Ok, Lily! – disse Jenny. – Já passou, respira fundo e esquece-o! Mas Lily... Vais... Supervisionar a detenção dele, certo?
- Claro que sim! – disse Lily num tom autoritário. – Vou obrigá-lo a limpar cada partícula de pó de cada livrinho de cada prateleira de cada estante daquela biblioteca!
- A Lily está a tornar-se perversa! – disse Alice sussurrando para as amigas.
- Eu ouvi isso! E é totalmente mentira... Eu só...
- Não quererás estar assim pertinho do James? – perguntou Dany usando a expressão mais ingénua que alguma vez as meninas tinham visto.
- NÃO! A aula vai começar, vamos embora. – respondeu Lily mudando de assunto e começando a caminhar mais rápido.
Caminharam até à sala de Transfiguração e sentaram-se. Minutos depois apareceram os Marotos, e depois a professora McGonagall chegou.
- Bom dia a todos!
- Bom dia... – respondeu a turma.
- Então, como todos vocês sabem, os vossos exames começam na próxima semana. É claro que não são tão importantes quanto os do ano passado e os do próximo ano, mas mesmo assim, é importante que estudem e dêem o vosso melhor. Por isso, hoje vamos trabalhar em duplas, vamos fazer um trabalho de revisão. As duplas são escolhidas por mim, é claro. Então, Pettigrew e Smith, Tompson e Black, Cavendish e Lupin e Potter e Evans.
- O QUÊ? – disse Lily alto demais.
- Algum problema, Miss Evans? – perguntou a professora.
- Não, professora.
- Óptimo. Então juntem-se com os vossos pares.
Todos trocaram de lugar. James estava à espera de Lily com um grande sorriso, e assim que ela se sentou disse-lhe:
- Então Lily, já é mais que o destino a querer que nós fiquemos juntos, até a professora McGonagall nos apoia!
- Cala-te Potter, e vamos ao trabalho! E para ti é Evans. – disse Lily.
O resto da aula passou-se com Lily e James a fazer em silêncio os exercícios do livro que McGonagall tinha pedido para fazer. Quando saíram da aula, antes de irem para História da Magia, Alice perguntou:
- Então Lily, como é que foi a aula com o James?
- Horrível! Só a presença dele... – disse Lily.
- A gente sabe, a gente sabe. – disse Jenny entrando na sala de História da Magia.
A aula começou e estava bem mais animada do que habitualmente era, já que os alunos estavam a apresentar os seus trabalhos de grupos.
- Muito bem! – disse o professor depois de uns alunos dos Ravenclaw apresentarem o seu trabalho. – Agora vamos ter um grupo dos Gryffindor. Mr. Black, Mr. Lupin, Mr. Pettigrew e Mr. Potter.
Os Marotos dirigiram-se para perto do quadro e James foi o primeiro a falar:
- O trabalho que vamos aqui apresentar é sobre a Revolução de 1572. Vamos concentrar-nos especificamente na Revolta dos Duendes Irlandeses já que esta afectou bastante o nosso país.
James continuava a falar e Lily conversava com Jenny, que estava ao seu lado:
- Mas que raios... Parece que eu sei exactamente o que ele vai dizer... Eu não acredito! Jenny... Diz-me que...
- Lily, calma.
- Eu não acredito, não posso crer! – disse Lily que a esta altura já gritava chamando a atenção de todos na sala. – ESSE TRABALHO É NOSSO!
- Lily, sem escândalo, por favor. – disse Jenny dando um sorrisinho amarelo a todos os colegas que estavam na sala e que encaravam Lily como se ela fosse uma louca.
- SEM ESCÂNDALO! EU QUERO SABER, EXIJO QUE ALGUÉM ME EXPLIQUE COMO É QUE ELES TÊM UM TRABALHO IGUALZINHO AO NOSSO!
- Miss Evans, eu é que exijo que a senhora se sente e se acalme. – disse o professor Binns. – A senhora pode ser Prefeita mas isso não lhe dá o direito de interromper a apresentação dos seus colegas!
- Mas professor, eles copiaram o nosso trabalho! Está igual!
- Ora, Miss Evans, essa acusação é extremamente grave. Provavelmente os seus colegas apenas consultaram os mesmos livros que as meninas.
- Isso mesmo! – disse Sirius que se esforçava imenso para não rir.
- É claro que não! ESTÁ-SE MESMO A VER QUE ELES COPIARAM O NOSSO TRABALHO! TINHA QUE SER O GRUPO DO POTTER! APOSTO QUE ELE ESTÁ POR TRÁS DISTO TUDO.
- Mas Lily, meu amor...
- QUANTAS VEZES EU TENHO QUE TE DIZER QUE É EVANS PARA TI, POTTER! ÉS SURDO OU ÉS APENAS DE COMPREENSÃO EXTREMAMENTE LENTA!
- Miss Evans, chega! – disse o professor Binns. – Vinte pontos a menos para os Gryffindor por este lamentável comportamento e sugiro que a senhorita se sente e se cale de uma vez por todas ou sujeita-se a perder o seu cargo de Prefeita!
- Desculpe, professor. – disse Lily tentando conter-se.
- Muito bem... Os senhores podem sentar-se. Vou levar os trabalhos de ambos os grupos e depois falaremos sobre isto. Como a aula está prestes a acabar, eu vou permitir-vos que saiam mais cedo. Até à próxima aula, estão dispensados.
Os Marotos saíram muito depressa da sala de aula e as amigas de Lily bem tentaram atrasá-la, mas ela parecia um foguete quando saiu em direcção de James.
PAFT! Um estalo ecoou pelo corredor do castelo.
- E já vão onze... – disse Remus abanando a cabeça como que reprovando o acto.
- Como é que tu te atreveste a copiar o nosso trabalho!
- Mas Lily...
- EVANS! E-V-A-N-S, EVANS! Custa assim tanto, Potter! Tu és uma criatura desprezível! Não acredito que foste capaz de copiar o nosso trabalho!
- Lily, escuta...
- O QUÊ! O QUE VAIS INVENTAR...
- SERÁ QUE ÉS CAPAZ DE OUVIR O QUE ELE TEM PARA DIZER, LILY? – disse Alice num tom de voz bastante elevado. – PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA, CALA A BOCA E OUVE-O!
Lily estava chocada porque a amiga nunca lhe tinha gritado... Por isso calou-se e resolveu ouvir o que ele tinha a dizer.
- Lily, nós descuidámo-nos com o trabalho e acabámos por não o fazer e íamos fazer ontem mas depois também não dava tempo!
- ENTÃO ADMITES QUE COPIASTE O MEU TRABALHO!
- Não, eu não copiei nada.
- Pois, claro que sim! – disse Lily lançando um olhar fuzilador a James. – E eu vou mesmo acreditar que o Santo Potter não ajudou os amiguinhos a copiar o trabalho.
- Por amor de Deus, Lily Evans! – foi a vez de Danielle intervir. – Ele esteve a cumprir detenção contigo, lembras-te! Não copiou nada!
- E depois... - disse Sirius que, como sempre, se esforçava para não rir da situação. – Nós não copiámos o trabalho todo... O Remus mudou algumas coisas!
- Não interessa! Copiaram! – disse Lily cada vez mais furiosa.
- Bem, para acalmar os ânimos, que tal irmos comer? Já é hora de almoço... O cheirinho da comida chega aqui! – sugeriu Peter.
- Pode ser, realmente estou a ficar com fome. – disse James. – Lily, queres sair comigo? Podemos sair depois do almoço, como temos a tarde livre...
- NÃO! – berrou Lily.
- E já lá vão cento e oito... – disseram baixinho Dany, Jenny, Alice, Sirius, Peter e Remus.
Seguiram para o salão principal. Lily fez questão de sentar-se no lado oposto aos Marotos, para desagrado das suas amigas que queriam sentar-se com eles.
O almoço passou-se, e a tarde também. Durante a tarde todos estiveram na biblioteca a estudar para os exames que estavam realmente a chegar, e nem James convidou Lily para sair.
Ao jantar, Lily sentou-se outra vez no canto oposto a James, e chegou a acusar as amigas de traidoras por se querem sentar ao pé dos Marotos.
Quando acabaram de jantar, seguiram para a sala comum, todos menos Lily que foi directamente para a biblioteca para começar a preparar a detenção.
- Aposto que ela vai fazer todos os feitiços que puder para encher a biblioteca de pó só para o James ter mais trabalho... – disse Danielle rindo-se, já na sala comum.
- Pudera, e hoje a Lily estava insuportável com ele! – disse Sirius desanimado.
- Oh, se calhar é só TPM, daqui a uns dias já lhe passou. – sugeriu Jenny.
- O que é TPM? – perguntou Peter curioso.
- Uma coisa que tu ias adorar ter, Peter. – disse Alice sorridente.
- Não é isso que interessa agora! Temos que arranjar alguma maneira de juntar o James e a Lily urgentemente! – disse Remus.
- E o pior é que este ano torna-se difícil! Vamos ter duas semanas só de exames! – disse Dany.
- Sempre poderemos começar no próximo ano... – disse Sirius. – Mas mesmo assim, temos de começar já a agir...
- Mas de que maneiras? – perguntou Peter.
- Fazendo com que eles passem mais tempo juntos! – disse Alice.
- Desde que a Lily não esteja com TPM! – disse Jenny fazendo todos rirem menos Peter, que continuava sem entender o que era.
- O James tem que fazer alguma coisa perto da Lily que lhe prove que ele não é só uma criança idiota que gosta de enfeitiçar o Snape! – sugeriu Remus.
- Remus... O James já fez uma coisa desse género, e tu sabes, mas como ninguém pode saber... – disse Sirius. – E bem que eu paguei por isso... Lavar casas de banho até Abril não foi nada agradável!
- O que é que o James fez? – perguntou Dany realmente curiosa.
- Não posso dizer, é segredo, e se eu abrir a boca sou expulso e vocês não iam querer ficar sem o rapaz mais bonito que Hogwarts já viu nos seus mil anos de existência, não é, minhas queridas? – disse Sirius, dando um dos seus sorrisos de conquistador para Jenny, Dany e Alice.
- Pffffff... – bufaram Remus e Peter.
- Sirius, poupa-nos! – disse Alice. – Nós temos é que descobrir como os juntar!
- Que tal inventar que o James tem dificuldade numa matéria qualquer e pô-los a estudar juntos para os exames? – sugeriu Remus.
- Não dá Remus, nós conhecemos a Lily. – disse Jenny. – Provavelmente iria ser preciso duas semanas para a convencer a estar mais de cinco minutos civilizadamente com o James, e os exames já começam para a semana!
- E por falar nisso, temos que estudar. – disse Remus.
- Oh Remus, juntar o casal maravilha de Hogwarts é muito mais importante que qualquer tipo de exames! – disse Sirius.
- Pois eu não acho, a minha mãe disse que se eu não tivesse notas muito superiores às do ano passado ia ficar o Verão todo fechado em casa. – disse Peter sério.
- Então vai estudar. Nós não saímos daqui hoje enquanto não tivermos nenhum tipo de ideias para os juntar. – disse Sirius.
- E acho que a noite vai ser longa. – disse Alice. – Tenho a certeza que a Lily vai fazer o James limpar aquela biblioteca de cima a baixo mil vezes.
- Acabei de ter uma ideia! – berrou Sirius, batendo com a mão na mesa. – Podíamos trancar a Lily com ele no nosso dormitório, afinal vocês podem entrar no nosso dormitório, nós é que não podemos ir ao vosso. E só os destrancamos quando eles começarem a namorar!
- Sirius, acho que a Lily ia ficar ali até morrer e nunca namoraria com ele... – disse Dany tristemente.
- Estão a imaginar nós chegarmos lá ao quarto, centro e cinquenta anos depois de nos formarmos, e a Lily ali ressequida, em cima do armário... E o James cá em baixo ainda mais ressequido, a olhar para ela. – disse Sirius com ar fúnebre.
- Eu não me admirava que isso acontecesse. – disse Jenny. – Sinceramente, juro que não sei se os conseguiremos juntar.
- Mas temos que pelo menos tentar. – disse Remus. – Porque o James realmente gosta da Lily como nunca gostou de ninguém antes.
- E eu aposto todos os meus galeões em como a Lily também gosta do James! – disse Alice. – O pior é que ela não quer admitir. Acho que nem sob Veritasserum ela admitia!
- É isso! – disse Sirius dando um murro no ar. – Vamos fazer Veritasserum e depois damos-lhe e pedimos para ela confessar!
- Sirius, tu és maluco. – disse Jenny. – Achas mesmo que nós sabemos fazer Veritasserum? Isso é matéria do sétimo, e está totalmente fora de questão. Para além que, depois de ela confessar, isso não os ia juntar...
- Mas porque motivo é que ela não admite que gosta dele?
- Medo de ser apenas mais uma, eu acho... – disse Dany. – Afinal de contas ele é um Maroto...
- Um Maroto que já levou onze estalos na cara e cento e oito nãos e que mesmo assim não desistiu dela! – disse Sirius. – Eu tenho pena de ver o meu melhor amigo no estado em que ele está! Já nem tem tanto gosto em enfeitiçar o Snivellus!
- Nós realmente temos que agir depressa. – disse Alice. – Mas o que me irrita mais é só podermos agir no próximo ano! Mas nós vamos juntá-los ou o meu nome não é Alice Cavendish!
E a conversa continuou por um bom tempo. Cada um tentava achar uma boa ideia para juntar James e Lily, mas nenhuma parecia que iria funcionar... Talvez eles precisassem de mais que uma boa ideia... Talvez eles precisassem de uma ajudinha do destino.
Enquanto isso, na biblioteca de Hogwarts...
- Potter, despacha-te lá com essa última estante. Estou cansada e só quero cair na minha cama e dormir até amanhã!
- Já estou quase a acabar a última prateleira da última estante. É claro que podia ter-me despachado mais depressa se tu não me tivesses feito limpar a mesma estante três vezes, não é meu lírio?
- Potter, eu vou dizer-te isto pela última vez... Eu não sou o teu lírio, não sou a tua Lily, não sou nada teu! E o meu nome, para ti, é Evans. – disse Lily tentando manter-se calma. – E se não te importas, acaba logo isso!
- Já está. – disse James. – Acho que fiz um bom trabalho, não?
- Não fizeste mais que a tua obrigação... Agora para a próxima já não fazes disparates para não ganhares detenção novamente.
- Não é assim tão mau já que posso passar algum tempo contigo... Mas bem que me podias compensar... – disse ele aproximando-se dela.
- Chega-te para lá! – disse ela afastando-se. – Estás cheio de pó!
- Lily, sai comigo, por favor! Só uma vez!
- Pela centésima nona vez, NÃO! Eu não vou sair contigo, Potter! Nunca!
- Mas porquê! – perguntou ele voltando a aproximar-se dela.
- PORQUE NÃO! PORQUE TU ÉS A CRIATURA MAIS HORRÍVEL QUE EU JÁ VI EM TODA A MINHA VIDA E PORQUE EU SÓ QUERO QUE TE AFASTES DE MIM!
- Achas mesmo que sou assim tão horrível?
- Não, acho que és pior! – disse ela acabando a conversa. – Agora se me dás licença, eu vou embora e tu vai embora também porque amanhã temos aulas.
E com isto Lily saiu da biblioteca.
James ainda lá ficou um pouco, a pensar. Estava bastante desanimado já que agora tinha certeza que Lily o odiava.
- Talvez eu devesse mesmo desistir dela. – disse ele quase num sussurro, antes de sair da biblioteca e dirigir-se ao seu dormitório, na torre dos Gryffindor.
Poucos minutos depois, Lily chegou à sala comum completamente irritada. Assim que ela surgiu pelo buraco do retrato, todos se calaram.
- Mais uma noite horrível, mais uma noite horrível! – Lily parecia estar à beira das lágrimas. – Disse-lhe o centésimo nono não! Ele não desiste!
Antes que alguém tivesse tempo de responder, James entrou sorridente na sala comum. Não parecia o James desanimado que Lily tinha deixado há menos de cinco minutos atrás na biblioteca. Parecia esperançado de novo que Lily fosse sair com ele.
- Lily! Meu amor! Meu lírio do campo! Queres sair comigo?
- NÃO POTTER! E PARA TI É EVANS! EVANS, EVANS, EVANS! – berrou Lily.
- E lá vão cento e dez... – disseram Sirius, Peter, Dany, Jenny, Remus e Alice.
- Lily, nós tivemos uma ideia! – disse Jenny sorridente.
- Jenny, vindo da tua cabeça não pode ser grande coisa. – disse Lily. – Mas diz.
- Bem, aqui o nosso amigo Sirius... – começou Jenny, fazendo com que Lily fizesse uma cara do tipo "Amigo desde quando?" – Contou-nos que o James está com imensas dificuldades em Herbologia. E tu és super boa em Herbologia, aliás, em todas as disciplinas! Por isso não seria nenhum problema para ti ajudá-lo, pois não?
- NUNCA! NUNCA NA MINHA VIDA! – berrou Lily despertando a atenção de dois primeiranistas que faziam um trabalho de casa ali perto. – Para além de que o Potter é bom a todas as disciplinas também, é uma coisa que eu tenho que admitir. Só não é melhor porque eu nunca o vi a tocar num livro.
A expressão de James mudou para uma do tipo "Estão a falar de mim como se eu não estivesse aqui!".
- Mas então, porque é que não transformas as detenções dele em sessões de estudo? É algo muito mais produtivo! – sugeriu Alice. – Vais ajudando-o a estudar. Afinal de contas, ele está sempre em detenção e não tem tempo nenhum para estudar, e tu com essa mania de supervisionares as detenções deles também não estudas nada! E os exames começam já segunda!
- Só se for para o ano. – disse James. – Este ano não pretendo apanhar mais detenções.
Todos os que ouviram fizeram uma cara chocada.
- Por isso, Evans, tenho outra coisa mais interessante para ocupar o teu tempo sem ser em supervisionar as minhas detenções. – James falou chocando Lily, porque era a primeira vez que ele a tratava por Evans. – Queres sair comigo? Amanhã à noite. Vamos a Hogsmeade, bebemos umas cervejas amanteigadas, compramos uns doces, conheço umas grutas bastante interessantes lá...
- NUNCA NA MINHA VIDA, POTTER! EU NÃO VOU SAIR CONTIGO! – disse Lily berrando e enfatizando o "não".
- E lá vão cento e onze... – disseram, com vozes derrotadas, Alice, Dany, Sirius, Jenny, Peter e Remus.
- Eu vou dormir. – disse James. – Boa noite para todos, em especial para ti, meu lírio do campo.
- Eu também vou dormir. – disse Lily. – Boa noite para vocês, menos para ti Potter! E é Evans!
- Lily, meu amor, já que vais dormir também, podes vir para a minha cama, é grande e dá para os dois... – disse James com um sorriso maroto.
- Nem morta! E depois a cama é grande mesmo para que atrasados mentais como tu não caiam dela abaixo! Boa noite.
E Lily subiu para o seu dormitório. James despediu-se dos amigos tentando mostrar-se feliz, como sempre, e subiu também em direcção ao seu dormitório.
- Isto vai ser tão difícil. – disse Alice.
- Talvez eles não estejam destinados a ficar juntos. – disse Peter. – Talvez nós estejamos a imaginar coisas. A Lily não gosta dele!
- Ora, claro que gosta. – disse Sirius tentando animar o resto do grupo que parecia começar a concordar com Peter. – Ela só precisa que alguém a ajude a perceber isso, certo!
- Claro. – disse Dany um pouco mais animada. – E é para isso que nós cá estamos! Vamos falar com ela.
- Até amanhã, meninos. – disseram as três raparigas, levantando-se.
O dia seguinte começou calmo em Hogwarts, principalmente na sexto ano dos Gryffindor. Não houve brigas entre James e Lily, o que fazia o clima estar a tornar-se estranho. Geralmente às sextas havia sempre uma discussão memorável entre James e Lily.
Na primeira aula, Transfiguração, os dois tiveram que fazer dupla novamente. Mas nenhum dos dois reclamou, e tentaram trabalhar o mais que possível, porque o exame teórico seria já na quinta seguinte. A seguir, aula teórica de Astronomia, também revisões para o exame. Depois chegou-se a aula de Adivinhação.
A professora, Katherine Laik, era uma mulher na meia-idade, e bastante excêntrica. Tinha bastante gosto por fazer previsões horrendas aos alunos, ou então previsões completamente malucas. Naquele dia não seria diferente.
Lily entrou na sala com Jenny, Dany e Alice, as quatro tapando o nariz. A sala cheirava a alguma coisa que era inexplicável, mas ao mesmo tempo bastante nojenta. Os Marotos não tinham chegado ainda, porque tinham aproveitado os poucos minutos que tinham saído mais cedo da aula de Astronomia para irem à cozinha buscar alguma coisa para comer. A aula de Adivinhação era apenas com os Gryffindor, por isso tinham toda a sala só para eles.
As quatro sentaram-se nos puffs à volta de uma mesa, e alguns minutos depois chegaram os Marotos, sentando-se noutra mesa e a professora finalmente chegou – ela tinha o costume de chegar sempre cinco minutos atrasada, porque dizia que pontualidade dava azar.
- Bom dia, meninos e meninas! – disse ela entusiasticamente, ao que os alunos responderam com murmúrios. – Pressinto que a aula hoje será interessante! Iremos fazer revisões para os vossos exames. Apesar de eu ter visto na minha bola de cristal que vocês se sairão bem, achei melhor dar esta aula. A minha bola de cristal disse-me que a parte da matéria em que vocês têm mais dificuldade é a interpretação dos sonhos. É o que iremos fazer hoje.
James, Sirius, Remus e Peter já estavam fartos de rir baixinho. Achavam a mulher bastante cómica. Mas Sirius era o que ria mais alto.
- Pois não, Mr. Black? – disse Katherine. – Que tal contar-nos o sonho que teve esta noite?
- Eu sonhei que estava com a nossa amiga Jenny... Ela tinha aceitado sair comigo! No momento em que nos íamos beijar... – Sirius começou-se a rir e Jennifer tinha uma cara bastante chateada e envergonhada. – Eu transformei-me no meu caro amigo James... E ela na nossa cara amiga Lily, mais conhecida por Evans! E depois não houve beijo nenhum, porque eles começaram a discutir imenso. Depois acordei, por pouco não ia levando um copo de água em cima aqui do Remus.
- Sonho muito interessante, Mr. Black. – disse a professora. – Posso concluir através desse sonho que você e Miss Tompson terão um romance fascinante, mas que será abalado por uma morte, uma morte terrível. Quanto a Mr. Potter e Miss Evans... Vejo crianças! Muitas crianças! Vocês terão filhos que darão para formar... Quatro equipas de Quidditch!
Os alunos suspiraram. Porque é que a professora Laik não seguia o método de interpretação que vinha nos livros?
A aula continuou. Todos tiveram direito a previsões doidas por parte da professora. A pior foi para James, que disse que tinha sonhado com a própria professora internada no St. Mungus por ser louca. Segundo a bola de cristal, James teria notas horrendas nos seus exames e iria reprovar de ano, mas em vez de fazer de novo o sexto, voltaria para o primeiro.
Finalmente a aula acabou e chegou a hora de almoço. Lily olhava com um ar reprovador para Peter, Sirius e James que comiam como se nunca antes tivessem comido na vida. Mesmo que tivessem estado a comer há pouco menos de duas horas atrás.
- Lily... – sussurrou Jenny ao seu lado. – É impressão minha ou ainda não paraste de olhar para o James?
- Ele parece um mendigo que não come à dois meses...
- Mas o Sirius e o Peter também e nem por isso tu ficas a olhar tão fixamente para eles.
- Ela só está a tentar arranjar um motivo para lhe dar detenção, certo Lily! – disse Dany que tinha ouvido a última parte da conversa.
- Eu já acabei. – disse Lily levantando-se. – Vemo-nos mais tarde, vou dar uma volta por aí.
Lily dirigiu-se para a saída do salão principal o mais rápido que pode.
- James, porque não aproveitas e tentas conversar com ela? – disse Sirius animado.
- Claro, lá vou eu em busca do não número cento e doze... Mas ela ainda há de dizer que sim!
James saiu do salão principal atrás de Lily. Bastou correr um pouco pelo corredor para a avistar já que ela caminhava lentamente, estava pensativa...
- A pensar em mim, meu lírio do campo?
- Não acredito na minha vida... – disse Lily acelerando o passo. - Potter, por tudo o quanto é mais sagrado, deixa-me em paz!
- Eu só quero conversar um pouco contigo, Lily.
- Para quê? Tu sabes que o que quer que digas eu vou acabar por dizer: "É Evans, para ti. E não, não quero sair contigo!". As coisas estão a tornar-se repetitivas, Potter!
- Basta tu dizeres sim para as coisas se tornarem diferentes.
- Mas eu não quero dizer que sim!
Lily sentou-se encostada numa árvore do jardim onde eles tinham, entretanto, chegado. James sentou-se ao lado dela.
- Diz-me só porquê, então.
- Porque eu odeio-te, porque tu és um Maroto que só pensa em lançar feitiços desagradáveis ao Severus e em beijar toda a população feminina de Hogwarts, porque só te preocupas em ser um palhaço e obviamente a única profissão que poderás ter no futuro é jogador de Quidditch que ganha milhões de libras!
- Primeiro, tu não me odeias, segundo, eu sou um Maroto, tenho muita honra de ser um mas não penso só em lançar feitiços ao Snape e muito menos em beijar todas as raparigas de Hogwarts. Na realidade a única coisa que tenho feito ultimamente é pensar em ti... E bem que eu gostava de ser um jogador de Quidditch mas acredita que bastava tu estares ao meu lado para eu ficar satisfeito pelo resto da vida.
Lily tentou disfarçar o quão atrapalhada estava. Sentia que estava prestes a ficar da cor dos seus cabelos, mas não podia. Não na frente dele.
- Pois acho que vais ter que encontrar outra pessoa, Potter. – disse Lily levantando-se rapidamente e andando em direcção ao castelo. Definitivamente, agora queria estar sozinha.
Decidiu seguir para a biblioteca, para estudar para o exame de Herbologia que seria na segunda-feira. Lily pensava que lá poderia ter paz e sossego. Porém, isso estava longe de acontecer.
Lily entrou na biblioteca, que já conhecia de cor e salteado, e dirigiu-se à estante de Herbologia, tirando alguns livros que ela própria já havia seleccionado para estudar. Quando se ia a sentar, ouviu uma voz bastante conhecida a chamá-la:
- Lily! Senta-te aqui connosco! – chamava baixinho Alice, fazendo Lily olhar para ela. Juntamente com Alice, estavam Sirius, Peter e Remus, para além de Dany e Jenny. Todos bastante concentrados a estudar. Não fazia parte dos planos dela estudar com parte dos Marotos, mas já que estavam todos tão concentrados, decidiu sentar-se na mesa.
- Sabes alguma coisa, Lily? – perguntou Peter com cara de desesperado.
- Mais que tu eu sei, certamente. – disse Lily abrindo o livro e começando a ler, ao mesmo tempo que copiava freneticamente o que estava lá escrito para um pergaminho.
Todos estavam em silêncio na mesa. Até mesmo Peter parecia ter desistido de pedir explicações ao grupo e começou a tentar estudar.
Duas horas passaram-se. James nem chegou a aparecer na biblioteca, mas pelos vistos naquele dia o resto dos Marotos parecia mais interessado em estudar. Porém, de repente, Sirius fechou o livro que estava a reler pela quinta vez.
- Estou cheio de fome! Que tal um intervalo para irmos à cozinha petiscar qualquer coisa? – sugeriu Sirius.
- Eu concordo! – disse Dany entusiasticamente fechando o grosso livro que estava a ler.
O resto dos presentes à mesa também concordou, exceptuando Lily que permaneceu calada.
- Então Lily, não queres fazer um intervalo? – perguntou Sirius.
- Nós temos que estudar! – disse ela com cara séria. – Mas está bem. Vinte minutos e nem mais um segundo!
Vinte minutos depois, estavam todos na biblioteca a estudar novamente. Na visita à cozinha, os elfos tinham-nos enchido com imensa comida, e eles não conseguiram comer tudo.
Aquele fim-de-semana passou sem grandes acontecimentos. Todos os alunos estudavam bastante para os exames que começariam na segunda. Todos estavam bastante nervosos, mas mesmo assim, confiantes de que as coisas não correriam muito mal.
Continua…
