Cap. 003 - Ceia de Natal
Noite de Natal
Melissa saía do banho, envolta num roupão, os cachos molhados. Olhou no relógio.
"Quase 20hs."
Separou um vestido azul escuro, reto, discretamente sensual, um sapato prata, acessórios prateados e um sobretudo preto. Começou a se vestir. Pôs uma meia-calça 3/4 preta, o vestido, secou os cabelos magicamente e colocou os acessórios. Uma maquilagem leve, em seguida, e vestiu os sapatos.
Saiu a pé pelas ruas até a Alameda dos Cafés.
De longe ela já podia afirmar que o Café LeMond estava movimentado. Chegou, e foi recepcionada pelo mesmo garçom da outra vez.
- Feliz natal, Srta. Adams. Tenha uma boa noite. - e ele indicou o salão ricamente decorado para ela.
Melissa caminhou entre as pessoas e mesas, decidindo-se por sentar à um canto.
John, o garçom, foi à cozinha atrás de Snape.
- Sr. Neveu. A Srta. Adams acaba de chegar.
- Obrigado, John. Fique aqui no meu lugar, sim. Vigie os preparativos para a ceia.
E ele deixou o empregado na cozinha e seguiu para o salão.
Uma única olhada entre os convidados foi o suficiente para localizá-la.
"Linda e sozinha."
Melissa se destacava, mesmo sentada no canto escuro do salão, ela não conseguia passar despercebida. Tanto que Snape podia perceber os olhares masculinos virados para a mesa dela.
Foi até lá.
Melissa reparou que Neveu vinha em sua direção. Seu coração disparou pelo modo como ele caminhava.
"Igual... exatamente como Severus."
Uma vontade enorme de chorar tomou conta dela.
"Ele está morto, criatura! Pare de sonhar!"
- Boa noite, Srta. Adams.
E ela tremeu, como sempre.
- Boa noite, Sr. Neveu. Não imaginava encontrá-lo numa ceia para solteiros na noite de natal. - ela sorriu, disfarçando os olhos aguados.
- Eu não teria outro lugar onde passar o natal. Me permite? - ele indicou a cadeira vazia ao lado dela.
- Claro, por favor, sente-se. - e ele sentou ao lado dela. - Não tem família? Amigos?
- Não. Eu não sou casado. E estou na cidade a pouco tempo, ainda não o suficiente para firmar uma amizade que me convide para o natal.
- Este é o problema de se vir para uma cidade em que não se conhece ninguém...
- Mas a senhorita só não conheceu ninguém ainda porque não quer. - e ele indicou os rapazes que a olhavam desde que ela chegara.
- Ah... eles. Não estou à procura de namorado, Sr. Neveu. Vim para Paris para estudar. Não pelo slogan "cidade do amor".
Ele apenas sorriu de canto e olhou para o salão.
Melissa aproveitou que ele parara de olhar em sua direção e o fitou.
"Ele é muito parecido com Severus..."
A pequena mesa não deixava dúvidas de que Neveu deveria ter algum parentesco com Snape. Ela desceu os olhos pelos ombros, braços e chegou às mãos.
"Largas, elegantes e seguras, exatamente iguais." - e o arrepio de desejo a varreu. Quantas vezes já não sonhara com as mãos de Snape passeando sobre seu corpo... conhecia cada linha, cada calo e cada cicatriz das mãos dele. - "E as de Neveu são iguais, idênticas." - ela voltou a olhar no rosto dele, que agora a encarava, um vinco de curiosidade entre os olhos. - "E as linhas do rosto... os mesmos lábios finos, o nariz avantajado, o queixo quadrado, os mesmo olhos negros penetrantes." - ela sorriu e piscou. - "A mesma mania sonserina de tentar entrar na mente das pessoas quando elas não estão prestando atenção."
Snape sorriu de volta ao percebê-la evitar a invasão de seus pensamentos.
E as luzes se apagaram. Melissa instintivamente levou a mão à varinha. Mas sentiu uma mão larga e quente sobre a sua, impedindo-a.
- O que está acontecendo? - ela estava ficando nervosa.
- Observe o meio do salão. - murmurou ele, inclinando-se em sua direção, ficando tão perto que ela sentiu seu hálito sobre seu rosto, em sua bochecha, muito perto dos lábios.
Tremeu dos pés à cabeça. Sentiu ele se afastar e ela se aproveitou do escuro, e do repentino receio que lhe tomava, para se aproximar dele. Tocou seu braço e se inclinou para frente. Sentiu os cabelos finos e macios tocar-lhe o rosto. Foi quando o perfume que desprendia dele a atingiu e ela não conseguiu mais se afastar dele, e simplesmente esqueceu o que ia murmurar em seu ouvido.
"Não... não pode ser." - era o mesmo cheiro, o mesmo perfume. - "Madeira, chuva, avelãs e um toque de gengibre." - este era o perfume de Snape, perfume que, ela sabia, ele mesmo preparava! Perfume que ela sentiu todos os dias por mais de uma semana, quando uma vez Tonks explodira um caldeirão numa aula de Poções e Snape fora parar na enfermaria do castelo de Hogwarts por 11 dias.
Uma luz iluminou o meio do salão e se espalhou. E uma belíssima mesa de ceia de natal apareceu no meio do salão. Todos aplaudiam. Mas Melissa estava chocada demais. Ela olhava para Neveu, sem conseguir se afastar.
- Algum problema, Srta. Adams?
- Eu... - ela respirou fundo, balançando a cabeça, tentando pensar coerentemente. - Eu apenas me assustei. Não gosto de escuro. Perdoe minha infantilidade.
Ele não lhe disse nada, apenas a fitou e sorriu. Em seguida, levantou e se virou para ela, esticando a mão.
- Me acompanha?
- Eu... claro. - e ela aceitou a mão dele e se levantou, seguindo com ele até a mesa da ceia.
Neveu tinha também a mesma altura de Snape. Ela não estava se sentindo bem, tonteou levemente.
- Está tudo bem, Adams? - perguntou ele, suavemente, passando uma mão em suas costas desnudas a segurando.
O gesto foi a gota d'água. Melissa o encarou, estava louca! Só podia estar! Mas se sentia completamente apaixonada por aquele desconhecido que mais parecia um sósia de seu amado Severus. Precisava sair dali.
"Ele é meu professor!" - foi quando outro pensamento surgiu: - "Não. Ele ainda não é meu professor. Só a partir do dia três de janeiro..." - e ela o olhou. - "Os mesmo olhos negros... ah, Severus." - e a vontade de chorar tomou conta.
- Eu estou bem, me desculpe preocupá-lo, Sr. Neveu. Mas eu devo ir. - e ela se desvencilhou das mãos dele e foi à porta, onde John já tinha seu casaco nas mãos, que ela vestiu antes de sair para a alameda coberta de neve.
Snape refreou a vontade de ir atrás dela. Sabia o que estava acontecendo.
"Ela está me reconhecendo."
E está assustada.
"Porque... ainda nutre sentimentos por mim."
Não podia se envolver, por isso deveria deixá-la ir sozinha. Se a seguisse ela poderia descobrir tudo e não seria difícil para ele se apaixonar por Melissa. Se é que já não estava envolvido de alguma forma. Afinal, não podia negar que saber que uma mulher o amava em silêncio havia mexido com ele.
Estava confusa. Era isso!
"Neveu provavelmente nem se parece com Severus! Ele deve ser loiro, de olhos azuis e eu estou alucinando!" - pensava exasperada enquanto as lágrimas rolavam por seu rosto no caminho até em casa.
Era ridícula a maneira como estava sofrendo pela morte de Snape. Ele nunca lhe dirigira uma palavra agradável em todos os anos que conviveram!
"Como eu pude me apaixonar por ele? Nem bonito ele era!" - e outro pensamento surgia para defendê-lo: - "Mas sempre foi fiel à Ordem e ao meu pai. Dono de personalidade forte, um bruxo poderoso. Sem falar em seu corpo..." - e ela fechou os olhos por um momento, sendo tomada por devaneios que a arrepiavam completamente. - "E o cheiro dele... o mesmo perfume que Neveu usava nesta noite."
Ela chegou em seu prédio, entrou, subiu ao terceiro andar e entrou em casa. Enquanto tomava banho prometeu a si mesma que não passaria mais nem perto da Alameda dos Cafés. Evitaria encontrar Ràrd Neveu o máximo de tempo que desse.
31 de Dezembro 1998
Numa das caminhadas pelos brechós da cidade, Melissa recebeu um folheto bruxo de uma festa de ano novo dos estudantes da área de poções da Universidade de Lyon.
"Bem, é uma maneira de eu começar a me enturmar."
Decidiu que iria.
Eram mais de 21hs e ela terminava de se arrumar. Vestira o mesmo vestido da formatura de Hogwarts, em seda rosa, com uma saia de tule roxa por debaixo, deixando-o mais rodado. Prendeu os cabelos em um grande coque na nuca. Se olhou no espelho.
Lembrava de como chorara no dia da formatura. Seu pai a avisara de sua viagem de estudos para o Brasil naquela manhã e ela passou o dia nos jardins do castelo, chorando.
Terminou a maquilagem leve e calçou os sapatos.
Desta vez não iria à pé. Chamou um táxi trouxa.
No caminho para a tal festa ela se lembrava do sonhos que tivera com seu pai. Sonhos extremamente reais em que ele lhe dizia repetidas vezes: "Eu tentei separá-los, agora me arrependo, minha filha... você poderia tê-lo feito feliz, ele merece ser amado. Entenda que eu tive medo. Mas o destino os colocou juntos novamente..."
Melissa não entendera absolutamente nada!
"É o tipo de coisa típica de meu pai dizer... esta frase só fará sentido daqui a uns três anos, posso apostar!"
O taxista parou, ela o pagou e desceu do carro.
Entrou no salão de festas, que estava lotado! Se esgueirou até o balcão do bar, onde pediu um dry martini e aguardou.
- Hey, você é nova por aqui! - comentou um rapaz escorado no balcão ao lado dela.
- Sim, me chamou Melissa Adams. Me transferi para Lyon na metade do semestre.
- E pelo seu sotaque você só pode ser a garota de Oxford, acertei?
- Sim, como sabe?
- Os professores só falavam de você nos últimos dias. - ele esticou a mão para cumprimentá-la. - Fernand Vittel, muito prazer.
- Prazer, Sr. Vittel.
E ela pegou seu dry martini e passou a noite toda de réveillon conversando com seus novos colegas. Vittel sempre ao seu lado.
3 de janeiro de 1999
Primeiro dia de aulas em Lyon.
Melissa chegou cedo ao laboratório indicado em sua grade de matérias. Sua primeira aula seria Venenos. Ninguém estava na sala. Resolveu deixar o material e sair pelos corredores para conhecer o prédio.
- Perdida, Srta. Adams?
Era o dono da voz que a fazia tremer, como a de outro.
- Não, Prof. Neveu. Eu apenas cheguei cedo para minha aula e saí a caminhar pelos corredores para conhecer. Mas já estou voltando para minha sala, com licença.
- Vou acompanhá-la. Sua primeira aula de hoje é Venenos, certo?
- Sim.
- Pois eu sou seu professor.
Ela o olhou, chocada, como se tivesse recebido de surpresa um soco na boca do estômago. E eles caminharam lado a lado em silêncio até a sala.
Passara-se quase uma semana que não a via e Melissa lhe parecia ainda mais linda do que ele se lembrava. O mesmo perfume doce e fresco de violetas e avelãs. Lembrou dos sonhos que tivera com Albus lhe repetindo que faria de tudo para remediar o erro que cometera ao separá-los.
"Realmente, eu não devia beber tanto antes de dormir."
Entraram na sala em que ele daria aula de Venenos e Snape sentou-se na mesa do professor, percebendo que o material de Melissa estava sobre a carteira mais próxima à mesa dele.
"Como em Hogwarts."
Ela caminhou até a mesa e sentou, abrindo um livro e lendo.
Snape percebeu que ela estava abatida.
- A senhorita está bem?
- Sim, por que eu não estaria? – perguntou, seca.
- Não a vejo há mais de uma semana, pensei que estivesse doente. Afinal, Paris não é uma cidade gigante para que nunca mais tenhamos nos visto. - ele se repreendeu por dizer aquilo, aonde queria chegar com aquela conversa ridícula?
- Eu estou bem, não tem por que o senhor se incomodar com meu bem-estar. Tive apenas alguns problemas... - "... como repetidos sonhos de nós dois na cama, na banheira, sobre a mesa da sala de poções de Hogwarts." - ela respirou fundo e voltou a ler.
E os outros alunos começaram a chegar.
A aula transcorreu normalmente. Ou quase. Melissa não conseguia desviar sua atenção do professor.
"Até a maneira de dar aulas é a mesma! Posso imaginá-lo se virando e descontando pontos da Grifinória por eu estar encarando-o."
E o vidro de Hellebore que ela segurava escorregou de sua mão, espatifando-se no chão.
- Todos para fora dos laboratórios, agora! - gritou Snape, correndo até Melissa, pagando-a no colo e saindo para os corredores em direção a uma sala de desintoxicação.
Quando acordou, estava sentada numa confortável poltrona. Neveu a observava atentamente, sentado em frente à poltrona, muito próximo à ela.
- Como se sente, Srta. Adams? - perguntou, calmo.
- Um pouco enjoada e tonta... - murmurou ela.
- Não sente nenhuma ardência ou coceira?
- Não.
- Lembra-se do que aconteceu?
- Sim. - e ela enrubesceu. - Eu me distraí e deixei cair de minhas mãos um vidro de Hellebore. - ela sentou reta, ficando ainda mais perto dele. - Vão me expulsar por isso, não é?
- Não, mas será banida das aulas nos laboratórios por este semestre, a começar pela de Venenos.
- Sem problemas... eu já estava pensando em desistir desta cadeira mesmo...
Snape a olhou, muito sério.
- Eu não falei sério, Srta. Adams. Não será expulsa de nenhuma cadeira, acidentes acontecem. Por que pretende desistir da cadeira de Venenos? Assistiu apenas à uma aula. Será que eu sou tão péssimo professor assim...?
- Não. O senhor é ótimo. O problema sou eu. Estou um pouco confusa. Não me adaptei à vida aqui, eu acho. - ela murmurou.
- Se a senhorita achar melhor, desista. Mas sair de Venenos não me impedirá de lhe importunar noutras matérias. - ele quase sorriu. - Sou seu professor em 75% das matérias em que está matriculada.
- Ah, não... - ela murmurou, baixando a cabeça, derrotada.
- Então, sou eu o problema. - disse Snape, estranhando a reação dela. - Não gostou da minha maneira de passar as aulas, Srta. Adams?
- Não é isso... - ela respirou fundo. - Por favor, não me entenda mal. Não é nada pessoal, absolutamente. São os fantasmas do meu passado que estão me perseguindo e o senhor lembra muito um deles... - ela olhou para as mãos sobre o colo.
- O tal Snape? - ele atirou.
- É. E eu tenho tido sonhos estranhos com meu pai... - ela levantou o rosto e o fitou. - O senhor é tão parecido com Severus... os mesmos olhos, lábios, a voz, a maneira de caminhar, de dar aulas, até suas mãos... - e ela pegou uma mão dele entre as suas. - As mesmas marcas de que me lembro. E o senhor usa o mesmo perfume que ele usava...
Ele retirou a mão dentre as dela.
- A senhorita o conhecia bem demais para que eu continue a acreditar que nunca teve qualquer envolvimento com ele. - atacou. Afinal ele tinha que manter a pose de diretor de curso responsável e cumpridor de regras, da mesma forma que precisava controlar seu coração que batia descontrolado perante o olhar desolado de Melissa.
Ela respirou fundo, triste, e se levantou.
- Me desculpe se lhe causei algum constrangimento, Prof. Neveu. Mas está sendo bem difícil pra mim aceitar que nunca poderei tocar aquele que amo. - e as lágrimas transbordaram. - Me desculpe. - e ela saiu da sala.
1 semana se passou.
Ficava cada vez mais difícil ignorar o sofrimento que via nos olhos azuis dela. Principalmente depois dos sonhos que começara a ter com Dumbledore, em que o velho amigo lhe dizia repetidamente:
"Meu filho, não faça isso, não se negue amar. Não a faça sofrer, não se faça sofrer mais!"
Ao que ele respondia:
"O que quer que eu faça, Albus?"
"Conte a verdade à Melissa!"
"Ela vai acabar me odiando!"
"Esse é o seu medo, meu filho? Mel amou você por mais de cinco anos em silêncio. Ela sonha com você todas as noites e chora sua morte todos os dias. Como pode achar que ela o odiaria por saber que está vivo?" - Dumbledore respirou fundo. - "Talvez no começo ela se sinta ferida, magoada, enganada. Mas com o tempo eu tenho certeza de que ela virá correndo para os seus braços."
Snape estava sentado em frente à lareira de seu silencioso quarto. Assistia às chamas crepitarem e mudarem de vermelho para alaranjado, hipnotizado. Mania que adquirira em Hogwarts - era o que mais gostava de fazer para relaxar a cabeça, esquecer dos problemas que carregava sobre os ombros, esquecer das mortes que tinha causado com suas mãos ou apenas por ter se envolvido com pessoas inocentes...
E um par de olhos azuis cruzaram sua mente, mas não eram do velho amigo, apesar de iguais. Eram de Melissa. Ele respirou fundo, brincando com o copo em suas mãos. Sim, ele tinha que admitir que estava mais envolvido por ela do que gostaria. Ou havia adquirido uma úlcera gástricas nível 5 que terminara de corroer seu estômago e passara ao coração, que ele sentia apertado e dolorido sempre que encarava a tristeza nos olhos dela.
Tinha que fazer alguma coisa.
"Ou me afasto, ou..."
Me declaro?
"Não. Eu não conseguiria. Nunca fui bom com sentimentos."
Talvez ele realmente não merecesse Melissa.
"Eu nem mesmo merecia Florence..."
E terminou de virar o conteúdo âmbar do copo, sentindo-o queimar na garganta e cair como uma pedra no estômago.
E ele foi para cama, retirando o roupão e deitando. Adormeceu logo em seguida, com os olhos azuis em mente, e em seus sonhos.
Bem, hoje é um dia muito feliz pra mim!
Ganhei uma leitora nova durante esta semana (Liv Stoker) e de ontem pra hoje eu ganhei outra! E esta segunda, em tempo recorde, conseguiu ler todas as minhas fics (levando em consideração que Só O Amor Salva tem mais de 50 capítulos!) e comentá-las inúmeras vezes! Portanto, assim como a atualização relâmpago do capítulo dois foi especialmente para a Liv, Yasmin Potter, esta atualização aqui é por sua causa!
E alegrem-se minha amadas leitoras, porque ontem, dentro do ônibus, enquanto eu ia de Cruz Alta (onde eu estudo) para Palmeira das Missões (onde eu moro), eu escrevi um Epílogo simplesmente divino para S.O.! Eu li e reli e chorei um monte com ele! Eu estava escrevendo o final de Paris e de repente VAPU (!) o Epílogo surgiu na minha mente e minha mão começou a escrevê-lo (sim, eu consigo escrever dentro de um ônibus em movimento) e ficou perfeito, algo que eu nunca tinha pensado antes! E Paris já está com o final escrito, dependendo da quantidade de reviews, eu o posto até o início da semana!
Muitos beijos!
Liv Stoker: pois é, nesta fic o Sev tá bem mais "bonzinho" do que nas outras... eu credito isso ao fato de a guerra ter terminado e ele estar, pela primeira vez na vida, podendo se preocupar menos com o dia de amanhã, podendo se dar ao luxo de ser ele mesmo, menos Snape, mais Severus.
Yasmin Potter: pois é! Filha do velho Albus... com quem? Eu não tinha pensado nisso, admito (!), mas agora que você perguntou, eu diria que a mãe de Melissa é a única mulher com quem Albus Dumbledore conseguiu se envolver sexualmente (detalhe: em uma noite de bebedeira, em que ele afogava as mágoas no três vassouras pelas saudades que sentia do amado Grindewald). rsrsrsrs - acho que esse seria o único jeito de Dumbledore fazer sexo com uma mulher = bêbado! Brincadeirinha. Quem é a mãe dela? Jéssica Adams, tia, por parte de pai, de Rosmerta. Jéssica sempre admirou muito o velho diretor e por isso acabou indo pra cama com ele, ela morreu no parto de Melissa, tendo a menina sido criada por Albus com a ajuda de Minerva.
Coralline D. Snape: eu gostei muito de fazer esta fic, mas ontem, quando surgiu o epílogo de S.O. eu tenho que admitir que nada mais importava na vida! Eu estava com um enorme bloqueio criativo e simplesmente consegui escrever! Quase gritei de felicidade dentro do ônibus! Agora só faltam escrever dois capítulos e S.O. estará completa!
Muitos beijos!
+ e + Reviews!
