Apenas mais uma de amor

Isabella Swan x Edward Cullen

Comentários da Autora: Oi Oi, como estão? Espero que bem! Haha. Minhas aulas voltaram, então talvez eu demore para postar, peço desculpas — meu rendimento na escola não anda bom, tenho que admitir para vocês. Vou estudar mais, e sempre que sobrar uma brechinha, eu posto. Além do mais, amei cada review que recebi, muito obrigada. *-* Mas infelizmente hoje não poderei responder, minha dor de cabeça tá me matando, literalmente, e eu não vou responder as reviews de maneira correta. To deliramd. Q Bem, agradeço à: vitoria pixel jett, Kah Reche, josellyn cullen, JehBar, LarissaL. e carolpulga'. Se eu falar que vocês iluminaram meu dia, vocês acreditam? HAHA. Obrigado mesmo, gente. *-*

E, claro, não esquecendo, a mesma notinha de sempre: Me perdoem por qualquer erro de português — o Word não está cooperando de maneira alguma, e não está fazendo o risquinho vermelho caso tenha erro, então, eu também perdi meu dicionário. Espero que me desculpem por isso e se possível, me corrijam da maneira mais grosseira possível. Só assim vou aprender. XD

Bem, vamos à fic!


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Capítulo 03.

Tudo em ordem. Ok. Edward e Tanya chegariam em alguns minutos, e meu apartamento, eu achava que estava em ordem. Foi quando olhei para o mural. Rapidamente descolei a foto que havia dele no mural e corri para meu quarto, escondendo na minha gaveta. Suspirei alto.

A campainha tocou e eu fui correr atender. Abri a porta e me deparei com Jacob.

Jake! — sibilei, e ele deu de ombros.

— O que eu fiz dessa vez? — ele perguntou. — Fala sério Bells, a gente não sai desde ontem. Onde estão os dias em que a gente saía mais?

— Estão nos dias que eu trabalhava menos! — sibilei novamente. — Eu estou para receber visita, Jacob. Do noivo e da noiva do casamento, eles vão falar sobre as fotos.

— Posso ficar, pelo menos? Juro ficar quietinho. — ele disse, cruzando os dedos na minha frente e beijando-os levemente. — Prometo, prometo. — ele riu. Eu assenti com a cabeça e ele me beijou no rosto. Correu para a geladeira e pegou uma Heineken que eu havia comprado. — Fez compras hoje? A geladeira está mais viva.

— Vá a merda, Jake. — grunhi. — Me deixa com minha geladeira semi-morta, tudo bem?

Ele riu e abriu a Heineken, bebendo dois goles. — Adoro. — ele murmurou. — Ah, estou com seus presentes no carro. Se quiser buscar mais tarde...

— Mais tarde. — apontei. — Depois que os noivos saírem. Não faça nem fale nenhuma besteira, tudo bem? A noiva não vai com a minha cara. Da última vez que uma noiva não foi com a minha cara, eu acabei não recebendo nem 50% do que ela teria que me pagar!

— E você ainda se preocupa com o dinheiro! — ele disse, surpreso. — Bells, eu já disse: case-se comigo e terás tudo o que quiseres.

— Casamento forçado não é comigo, Jacob Black. — fiz uma careta, entrando na brincadeira.

— Quem disse que é forçado? — ele riu e se aproximou de mim, com a Heineken na mão. — Vamos nos casar na catedral, cheia de rosas brancas e muito bem cuidadas, com você vestida branco, digna de uma virgem puríssima, com o cabelo solto e um gloss labial que vai realçar mais ainda seus lábios e sua beleza. — ele riu novamente. — As flores que você carregará serão rosas, iguais as da decoração, o vestido será feito por Giorgio Armani, e viveremos em uma cobertura de luxo forever and ever, na Quinta Avenida, com uma vista esplêndida para o Metropolitan Museum of Art, e faremos sexo em cada cômodo diferente da cobertura.

Eu fiquei de boca aberta. Não sabia o que dizer, mas Jake parecia ter decorado aquilo tudo. Disse com tanta naturalidade, nem parecia brincadeira. Mas só sei que caí em risadas.

— Legal! Você planejou tudo? Adorei a parte de fazer sexo em cada cômodo diferente da cobertura. Quero só ver no banheiro, quando ligar o chuveiro.

— Deixa que eu passo o shampoo e condicionador em você. — ele riu. — Ah, sim, não vamos nos esquecer dos nossos seis filhos!

Seis?! Jacob Black, você quer me arregaçar?!

E a campainha tocou. Eu corei, apenas em pensar no fato de Edward ter escutado a conversa. Jacob se jogou no sofá, olhando para o mural. Abri a porta e cumprimentei os ilustres noivos, Edward e Tanya.

— Sejam bem vindos. — cumprimentei-os. — Senhor e Senhorita Cullen. — fui bem educada, juro. Mesmo com Tanya dando um sorriso novamente falso para mim. Mas me contive para não soltar nenhum veneno – afinal, essa é o trabalho dela, não meu.

— Oh. — ela disse, quando viu Jake no sofá. — Seria o dono da Black's Car? — ela sorriu. — Prazer em conhecê-lo, sou Tanya Cullen. — ela estendeu a mão para ele, que levantou-se sem muita vontade e apertou a mão dela.

— Jacob Black. — ele disse. E olhou para Edward. Os dois pareceram se atacar pelos olhos, com puras faíscas. Deu até medo. Juro.

— Er, vamos nos sentar, por favor. — falei.

— Mas é claro. — Tanya disse. Sentaram-se no sofá, e Jake se jogou na poltrona, lendo uma revista qualquer que havia pegado na mesa de centro. — Bem, começaremos. — ela disse. — Vamos descartar cento e quarenta e cinco fotos, umas que não gostamos, sabe? Descartamos, total. — ela deu um sorriso. — Quanto vai dar?

Peguei minha calculadora.

— Bem, são 544 fotos... Como 100 são de graça... — Vão restar 444. — comecei a fazer as contas. — Agora, menos 145 fotos... Vezes 15... — vi o resultado e falei para ela. — US$ 4.485,00. Aqui já inclui a parte da agência, que é 25% da renda das fotos. Ainda tem mais o book, se quiser editar alguma...

— Não querida, não quero. — ela disse, ríspida.

— Tanya, eu acho que algumas ficariam legais editadas.

— Eu já disse que não quero. — ela olhou para ele, semicerrando os olhos. Ela abriu a bolsa e retirou o talão de cheque e fez um. Fez dois: um com o valor que seria para mim, que era o valor de US$ 3.363,75, e o valor da agência, que seria US$ 1.121,25.

Ela assinou os cheques e destacou-os do talão.

— Entregue o outro para sua agência. Qualquer problema, meu número estará na parte de trás do cheque, mas sei que não terá problema algum. — ela deu um sorriso falso. — Se eu souber que não entregastes para tua agência o outro valor... — ela ameaçou, e eu tratei de me levantar para retrucar.

— Senhorita Cullen, eu não faria isso com a minha agência. Eu entregarei amanhã pela manhã, quando eu for descontar o cheque, tudo bem? — falei, olhando para ela, agüentando as palavras de baixo calão na minha boca.

— E a Bells é uma pessoa de confiança, se quiseres saber, senhorita Cullen. Eu a conheço desde o ginasial, e ela não é do tipo que dá calotes nas pessoas, pois ela tem um bom coração e não pensa só nela, diferente de certos outros. — Jake deu um sorriso singelo.

Tanya arfou, e olhou para Edward: — Vamos. — ela "ordenou".

— Me espere lá em baixo. Logo irei, Tanya. — ele disse a beijou na testa. Ela saiu chutando o pau da barraca e ele olhou para mim. — Me desculpe pela arrogância de minha esposa, ela não é assim. É apenas estresse e...

— Edward. Seja sincero — lhe pedi. —, e diga que ela não gosta de mim, mesmo.

Ele suspirou, segurando um riso.

— Ela não gosta de você, mesmo. — ele riu. — Agora, por favor, me perdoe por isso.

— Eu já suspeitava, desde o casamento. Mas eu te absorvo de todos os teus pecados. — comentei. Ele riu novamente.

— Nos vemos por aí, Fotógrafa Isabella. — ele se aproximou de mim e beijou meu rosto, o que me fez corar imediatamente. Acenei para ele e ele fechou a porta do meu apartamento. Caí no sofá, meio zonza.

Jake me fitou no sofá, com uma cara nada boa, enquanto estava sentado na poltrona. Eu devia agradecer a ele, eu sabia disso. Mas naquele momento, nenhuma palavra quis sair da minha boca, e meus olhos ainda estavam presos à mesma imagem: seus profundos e brilhantes olhos verdes. Como alguém tão cavalheiro e tão gentil pode ter se casado com uma mulher tão...? ARGH. Nem quero comentar.

— Obrigado Jake. — falei, e olhei para ele, voltando ao mundo real. Ele sorriu para mim de volta e se aproximou de mim, se sentando no chão, ao lado do sofá onde eu estava caída. — Obrigado mesmo. Eu não agüento essa mulher. Sorte que depois que você falou, ela já havia assinado o cheque. — eu ri, e ele riu também.

— Se assinasse ou não, eu daria o dobro para você em barras de ouro. — ele riu e eu acompanhei. — Aliás... Que noiva é esta? Céus, que antipática e falsa!

— Não lhe disse? — indaguei e olhei para ele. — Tenho pena de Edward. Ela deve tratá-lo como um cachorrinho, coitado. Imagina? Viver o resto da sua vida com uma mulher como aquela! Que pesadelo.

— Realmente, que pesadelo. Mas... — ele hesitou. — Você está caindo de amores por esse noivo, não está?

Eu corei mais ainda.

— Não fale besteiras, Jacob. — falei, atônita. — Ele é casado, cirurgião plástico e podre de rico, e eu sou uma mera fotógrafa que luta contra si para não descer o cacete nessas noivas mal... Amadas, para não falar outra coisa.

— Fale mal comidas, mesmo. Não é nenhum palavrão. Dá até uma sensação de prazer.

— É. Dessas noivas mal comidas. — soltei e senti um ar de prazer rodear o local por ter falado aquilo. Comecei a falar palavrões no ginasial graças ao Jake, que era um delinqüente e muito mal educado.

— É, mas... Você sabe tanto dele em tão pouco tempo... Me diga, Bells. Você conhecia ele antes?

— Não. — falei. — Pra falar a verdade, é a primeira vez que vejo ele. Ou quer dizer, foi a primeira vez que vi ele, no casamento dele. Apenas conversamos, porque ele veio pegar as fotos, daí hoje nos esbarramos no supermercado, e agora ele veio por aqui. A gente andou conversando bastante.

— Estou ficando com ciúmes. — ele comentou, fazendo beicinho.

— Oh, Jake. Por quê? — perguntei, fitando-o. — Não há motivos para ter ciúmes. Você será sempre meu melhor amigo. Sempre. E não pretendo te trocar por Edward Cullen.

Ele deu um sorriso fraco, e murmurou algo que não escutei. Me beijou no rosto e se despediu de mim. De repente, uma pontada enorme no meu coração eu senti. Como se estivesse quebrada em vários pedaços. Como se eu tivesse falado uma coisa errada para ele. Eu não entendi o que eu falei – minha mente pura e ingênua impede o que eu pensasse em algo errado.

Suspirei e fui até o banheiro, tomar uma ducha. Vesti meu camisão do Eminem e fiquei deitada no sofá, assistindo TV, até horas e horas da noite. Olhei para os cheques, e senti uma enorme vontade de rasgá-los, não sei por quê. Geralmente espero ansiosa para que o dia novamente começasse, com o sol entrando pela janela do meu quarto com vista para o Central Park, para eu poder depositar o cheque no banco, depois de claro, tirar os 25% e entregar na agência, para o meu chefe, Mike Newton.

Mike fez faculdade de Fotografia comigo, na Julliard, aqui em Nova Iorque. Já nos conhecíamos antes, e foi uma surpresa. Eu pensei que ele cursaria qualquer outra coisa, como Administração, já que a família dele é dona de uma grande loja de artigos esportivos. E ele seria o herdeiro, claro.

Mas não. Ele simplesmente fez uma agência de fotógrafos e eu fui logo trabalhar lá. É claro que ele me aceitou de primeira, porque soube da minha "boa capacidade" como ele havia falado. Ele era um cara legal, admito.

Jessica era afim dele, mas quando começaram a namorar, não deu muito certo, e ela dizia que ele não estava muito animado com o namoro dos dois e decidiram terminar. Eu falei para ela continuar investido, mas quem disse que ela me escuta?

Desliguei a televisão e fui para meu quarto, me jogar na cama, depois de um dia cansativo. Mas voltei para a cozinha e abri o freezer, pegando a primeira coisa comível que vi: o sorvete Nutty Royale.

.xxx.

Acordei com o barulho forte da chuva batendo na janela do meu quarto. Fiz uma cara emburrada; detesto chuva. Detesto, mesmo.

Levantei-me com má vontade. O barulho da chuva havia tirado o sono, mas sabia que se a chuva continuasse à tarde, eu dormiria a tarde inteira. Geralmente, o barulho da chuva me deixa com sono. Mas apenas em pensar que eu teria que depositar o cheque no banco hoje, já me deu vontade o suficiente para acordar.

Segui até meu banheiro, tomando um banho bem quente. Vesti uma calça jeans escura, uma blusa regata com a marca da Chanel estampada, que eu havia ganhado do Jake no ano anterior, e uma jaqueta moletom preta, minha preferida. Peguei uma bolsa pequena que eu tinha e enfiei dinheiro, celular, cheques, e tudo o que eu mais precisasse.

Peguei a chave do carro no pequeno porta-chaves ao lado da porta e enfiei no bolso da jaqueta moletom, e fechei a porta do apartamento. Segui até o elevador onde apertei a seta direcionada para baixo, e quando abriu, apertei em G2. Avistei meu minúsculo SmartCar vermelho, e desliguei o alarme.

Entrei no carro e o liguei, seguindo até o banco onde eu freqüentava, perto de meu apartamento. Eram quase nove da manhã, e estacionei em frente ao banco. Por sorte, era segunda-feira, e o banco abria mais cedo nas segundas feiras. Descontei o cheque, depositando o dinheiro. Saí do banco e segui para a agência de fotógrafos Newton.

De primeira, encontrei Jessica, conversando com a recepcionista, Kate Marshall.

— Bella. — ela disse, me olhando e sorriu. — Como foi naquele casamento? E o que fazes aqui tão cedo? Me desculpe por ter avisado tão tarde aquele dia, mas é que passei mal, foi repentino.

— Sem problemas, Jess. — falei. — Ah, bem... O casamento foi bem divertido. Seria mais se eu estivesse participando, e não como fotógrafa. Mas, tudo bem. — eu ri baixo. — Vim entregar o cheque de 25% para o Mike. A noiva não confiou muito em mim. — eu ri.

— Ah, é? Há, há, há. Acho que a Tanya não confia nem nela mesma. — Jessica comentou.

— Você a conhece? — perguntei, um tanto surpresa. Era normal que Jessica conhecesse Deus e o mundo e mais um pouco, mas não pessoas como Tanya Denali... Ou, quer dizer, Cullen.

— Fui no casamento da irmã dela, Kate. — Jessica disse. — Tanya estava tão mesquinha! Dava até nojo. Sorte a minha ter ido de fotógrafa, e não como amiga da Kate, para ter que aturar ela ficar vomitando palavras para cima de nós, dizendo que comprou um óculos da Dolce&Gabbana por não sei quantos dólares, e mais um colar de puro ouro por também não sei quantos. Isso é que ela faz as próprias jóias.

— Ela compra na Tiffany's, mas sempre arma o maior barraco. — a ruiva na recepcionista comentou, Kate. — Diz que as jóias dela são de melhor qualidade e são mais baratas. Nem sei como a gerente ainda permite ela lá dentro. Tenho dó das atendentes.

— Espírito da família Denali. Apenas a Kate sai raspando dessa. — Jessica comentou novamente. — Irina e Tanya são iguais; mesquinhas, esnobes, e tudo mais o que há de ruim. Sem falar que acham que podem.

— Nem comento. — eu ri baixo e logo vi o louro entrar com os cabelos molhados pela grande porta de vidro.

— Isabella! — ele disse, vindo até mim e beijando meu rosto. — Você fez o trabalho da Jessica? Como foi no casamento?

— Foi legal, até. — falei e tirei o cheque da bolsa. — A noiva fez dois cheques, um com a parte de 25% da agência e a outra, minha parte.

— Quantas fotos ela descartou?

— Centro e quarenta e cinco, de quinhentas e quarenta e quatro.

Ele pegou uma calculadora e fez as contas. — Ao meu ver, você ficaria com cerca de três mil e alguns quebrados. E esse seria o número exato.

— Exatamente.

Ele sorriu. Pegou o cheque e foi até sua sala. Deu um sorriso torto, olhando para o chão e depois olhou para mim, com os grandes olhos azuis claros que ela tinha.

— Você viu? Ele nem me cumprimenta mais, desde que terminamos, há longos meses atrás. Isso é mal, demais. — ela fungou. — Bem Kate, tem algum serviço para hoje?

— Um evento, no Plaza, às oito. Vai ser uma porrada de fotos, e Mike ainda está para escolher quem vai mandar. Provavelmente serão umas três pessoas juntas. — ela comentou, colocando a caneta vermelha no porta canetas na sua direita. — Por que é um evento muito grande. Parece que é algo de Orgulhos Americanos. Terá tudo quanto é tipo de empresário e celebridade. As solteiras que aproveitem.

— Eu estou livre. — Jessica comentou e assobiou. — E você, Bella?

— Depende. Vamos rachar? — perguntei, brincalhona. Ela assentiu. — Então vamos lá!

.xxx.

Você? No Orgulhos Americanos? Não fique de brincadeira pra cima de mim, Isabella Swan! — Jake comentou no telefone, enquanto eu dirigia com meu SmartCar até o Plaza, onde seria o grande evento.

— Não é brincadeira, Jacob Black. — comentei. — Vai me dizer que vai estar lá também? Adoraria te fotografar com um troféu de vidro. — e olhei para o panfleto, onde tinha um grande troféu de vidro no fundo.

Eu estava viajando quando fizeram o convite. Super depressivo, ok? Mas acho que esse tal de Edward vai estar. Ele é o quê mesmo? GO GO boy? — e pude sentir a ironia de suas palavras. Revirei os olhos e bufei.

— Tire essa idéia da cabeça, Jake. Olha, estou chegando lá, então, se me fizer o favor... — comentei. Mandei um beijo para ele e desliguei, nem querendo saber da sua resposta. Enfiei o celular no bolso e peguei minha câmera.

Não demorou para eu avistar Jessica com seu terninho, parecido com o meu. Mas eu usava uma calça, e ela uma saia preta que batia perto do joelho, com um sapato de salto. Diferente dela... Eu calçava all star.

Entramos no salão de eventos e uma mulher nos guiou para a entrada, onde primeiro, Jess começaria a bater foto de que entrasse, num pequeno canto apropriado para isso. Já a moça disse que eu bateria foto das pessoas que fossem pegar os prêmios, e tudo mais. Certo. Me endireitei em meu canto, esperando que o evento começasse.

Se passou longos e longos minutos, até que as luzes se apaguem e um homem gordinho, de terno, e careca aparecesse no meio do palco, saudando todos.

— Sejam bem vindos ao 6º Orgulhos Americanos — ele dizia — Aqui estão reunidos apenas os melhores dos melhores. E nada mais que isso. — ele deu uma risadinha.

Logo ele seguiu para o canto do palco, e começou a fazer um certo discurso, pelo qual eu não soube distinguir o que era. Depois, ele chamou um homem, com o nome mexicano. O homem entrou vestido à costume, com o grande chapéu branco e dourado, e com a roupa da mesma forma.

— Eu sou mexicano. — ele sorriu. — E sou mesmo. — ele abriu mais o sorriso e depois ficou sério. — Por que se eu espirrar aqui, eu mato todo mundo!

Humorista. Eu ri baixo, enquanto todos no grande salão de eventos davam risadas demoradas. Depois algumas outras homenagens para alguns empresários, um cantor e uma atriz – Donald Trump, Justin Timberlake e Scarlett Johansson – começaram a falar sobre as empresas das pessoas presentes e entregar seus troféus. Foi aí que entrei em ação.

Eu prendi meu cabelo com um elástico, formando um rabo de cavalo baixo e comecei a bater fotos de todos. Eu estava pensando no caso de pegar um autógrafo com a Johansson, pelo motivo de eu adorar todos os filmes que ela fez. Inclusive o filme A outra, que foi perfeito. Ela com o papel de Maria ficou maravilhoso.

De repente, meu coração disparou de uma forma involuntária, parecendo que ia pular para fora de minha boca.

— O Hospital Cullen é um dos maiores hospitais, liderado pelo cirurgião plástico, Edward Cullen... — foi aí que não escutei mais nada, apenas procurei por seus olhos verdes. Depois da falação do homem, o vi se levantando em uma mesa no meio das outras. Ele estava lindo de terno. Indescritível.

Meu coração novamente acelerou quando o vi se aproximar. Quando me viu, ele sorriu para mim e eu corei. Sorri para ele também. Ele novamente sorriu quando se aproximou de mim. Ele pegou o troféu e o levantou, não tão alto. Mas sorriu abertamente quando vi a foto, ao lado do homem que entregava os troféus.

Eu assenti com a cabeça, para que ele tirasse a pose. Ele riu baixo e agradeceu. E de repente, senti seus lábios em meu rosto.

— Não sabia que estavas trabalhando aqui. — ele sussurrou.

— Não sabia que estavas a participar disto aqui. — comentei. Ele riu baixo e seguiu para sua mesa. De onde olhei, Tanya me fuzilava com aqueles olhos azuis profundos que ela tinha. Ela usava um vestido longo, laranja escuro, com algumas marcas de tigre e onça.

Voltei ao meu trabalho, quando chamaram o outro empresário – o dono de um sexy shop.


Sem reviews, sem capítulo novo. É pegar ou largar. 8D