Sem beta.
Capítulo: Mistério.
N/A¹:
Weee... A 1ª lemon dessa fic saiu *.*... até q enfim. Acho que com isso a Toynako não tenta puxar meu pé de madrugada. Nessa é Matt x Near. Contudo vou caprichar mesmo é na próxima L x Mello ..
E para os fãs de MttNear não deixem de ver o final... ¬¬'
AVISOS: Fiquem atentos aos horários, às seqüencias cronológicas. Há fatos que são simultâneos, senão vão se perder. E mais uma coisa, essa fic está um pouco sangrenta, mas nada que otakus não agüentem *pensando* - Acho que estou assistindo muito Cod Gueass.
Bom Divertimento.
"—Dor..." – Dizia enquanto suas mãos eram manchadas pelo líquido avermelhado daquela mulher.
A faca, a penumbra, o sangue inestancável, a agonia, a dor...
Aquela criatura alta, magra, porém de corpo definido; cabelos negros e bagunçados e de olhar penetrantemente perturbador que não se desviava um momento sequer de sua presa. Em seu rosto lívido, quase cadavérico, transparecia o quanto era malévola sua insanidade. Seu olhar rubro, como o sangue que respingava em seu rosto pelos golpes desferidos, via as íris esverdeadas em uma mescla de agonia e indagação.
"—Por quê?" – Pronunciou entrecortadamente a bela Ângela.
"—Ele vai pagar..." – Retrucou. Levantou-se, amarrou-a e começou a arrastar seu corpo pela viela escura.
"—Mello... fuja." – Disse fracamente enquanto era carregada.
O homem se virou.
"—Fu-ja..." – Ainda tentou alertar o filho.
O assassino lhe fitou com suas vistas vermelhas e insanas. Retirou a faca que guardara no bolso. "—Por que você? Não eu..." – Inquiriu em um sussurro amargo enquanto abaixava-se e terminava com a vida daquela pobre criatura. "—Você me tomou ele, agora vou tomá-la de você."
"—FUJA. MELLO!" – Gritava, afogando-se no próprio sangue, em suas últimas forças.
Novamente a faca, a penumbra, o sangue inestancável, a agonia, a dor...
"—Calma... foi apenas um sonho" – L reconfortava seu amado em cima d sua cama.
Mihael ofegava, o ar lhe faltava, lágrimas escorriam de seu rosto. Murmurava palavras incoerentes. Abraçou Lawliet. "—Era tanto sangue... Ela gritava, me mandava fugir... eu não consegui... maldito!!!" – Afundava sua cabeça no colo do moreno.
"—Está tudo bem. Você esta seguro." – Acalmava-o enquanto lhe afagava os cabelos claros. "—Foi só um sonho." – O calor daquela pele quente de encontro ao seu corpo frio aumentava seu desejo em amá-lo e protegê-lo. Esperou até que Keehl estivesse calmo o suficiente, sabia que lhe contaria.
Assim que o loiro se acalmou é que se deu conta de onde estava. Corou. "—De-desculpe. Eu acabei dormindo na sua cama."
"—Está tudo bem. Você anda cansado com as investigações intensas e as noites mal dormidas da boate."
Mello sorriu de leve, começara a organizar suas idéias e lembrava do estado de sua mãe. Contou tudo a L.
Este supôs que ele que ele pudesse estar tendo algum tipo de premunição.
O chocólatra nem discordou, não duvidava mais de nada. "—L..." – Chamou.
"—Sim?"
"—Eu e Matt nesses últimos seis dias andamos acreditando que alguém está nos espreitando. Toda vez que vou dormir vejo um homem parado do outro lado da rua olhando em rumo do prédio. Talvez eu esteja ficando louco, quem sabe não tenha ninguém e nem me preocupo com isso, mas temo pela minha mãe. E não é a primeira vez que sonho com isso."
"—Mello..." – Disse acariciando a face macia deste. "—Eu já lhe contei muito sobre mim, e acho que está na hora de saber de todo o resto."
Mihael lhe fitou curioso. Ajeitou-se na cama se sentando de frente para o vampiro.
"—Eu sei quem está por trás de tudo."
"—Como?"
"—Isso. Eu já desconfiava, mas Near 'o' rastreou enquanto 'ele' vigiava você, 'ele' se descuidou muito para chegar bem próximo. Agora temos certeza e acho que ele realmente está lhe seguindo."
O chocólatra levantou-se. "—Então o que estamos fazendo aqui parados?"
"—Calma..." – Falou puxando o loiro pela cintura e fazendo este sentar em seu colo. "—Deixa eu te explicar..."
O menor acomodou-se melhor nas pernas do moreno. Nem se sentia mais tão constrangido, nesses últimos dias haviam passado muito tempo juntos e os encontros eram cada vez mais ardentes, contudo L sentia que o mais novo ainda não estava preparado e tinha toda a paciência do mundo para esperar.
"—Diga..." – Pediu.
"—Ele se chama Beyond Birthday eu não sei muita coisa sobre ele, mas ele é idêntico a mim até na condição vampírica só se difere em uma coisa: Seus olhos. São vermelho, como você já viu. Ele já nasceu com eles, foram lhes dado por um shinigami e existem boatos de que são especiais."
"—Como assim?"
"—Ele pode ver a morte das pessoas. O dia em que elas vão morrer. Menos o dia da própria morte."
"—Que inconveniente."
"—É..." – Suspirou. "—E ele tem certa fixação em mim. Ele sempre quis me tocar de alguma maneira, chegar perto."
"—Então essas mortes são nada mais para chamar sua atenção?"
"—Então..."
"—Isso explica a raiva dele por mim..."
"—Ahãm..." – Retirou um fio de cabelo que cobria os olhos de Keehl.
"—Mas você é meu agora." – Falou em tom possessivo.
"—Claro que sou." – Sorriu esfregando suas narinas no pescoço do mais novo.
"—Já está com fome?" – Questionou colocando a cabeça de leve para trás deixando o pescoço à mostra.
"—Sim." – A voz do maior saiu em forma de gemido. "—Já é noite e você não me deixa dormir..." – Reclamou.
"—Deixo sim." – Protestou. "—Tanto que dormi também."
"—Mas não consigo me concentrar com você tão perto." – L estava rouco.
"—L... cala a boca e me morde." – Puxou a cabeça do outro para mais contato. Logo pode sentir a sua jugular ser perfurada famintamente e aquela sensação de entorpecimento se apossa de seu corpo. Estremecia com aquelas mãos frias que passeavam vagarosa e ousadamente por cada pedaço de sua pele e paravam em suas nádegas. "—Uhnm."
"—Mello." – Expôs deitando este na cama e ficando por cima. "—Eu já disse que te quero muito?" – Seus lábios estavam levemente machados de sangue.
"—Disse." – Choramingou passando o polegar no sangue que escorria.
"—E então?" – Prensou Keehl contra o colchão lambando o polegar a sua frente.
"—Ahnm assim você não me dá muita escolha." – Disse rouco.
"—Acho que isso é um sim..." – Comentou passando sua mão direita pelas pernas do menor, passeava por toda a extensão e ousadamente subia até a parte interna. Subiu, subiu, subiu, até que...
"—É melhor eu ir. Que... que horas são?"
O maior, entendendo, pára com tudo. Gira para o lado na cama e se pondo de lado fita Mihael por alguns segundos. "—Está bem... eu espero até que tudo esteja terminado."
"—Valeu... não pense que eu não quero."
"—Eu sei, não se preocupe com isso."
O chocólatra o abraçou. "—Mas que horas são mesmo?"
"—Seis e quarenta da noite." – Expôs observando um relógio na parede.
"—Nossa!!! Nem chamei o Matt."
"—Acho que ele não vai querer vir."
"—Por quê?"
"—Near estava esperando anoitecer para visitá-lo. Alegou que tinha que conhecer outros lugares..."
"—Ahh... entendi." – Insitou. "—L."
"—O que foi?"
"—Eu vou ser direto..." – Ficou de bruços apoiando seus cotovelos no colchão. "—Você goste de mim o suficiente pra me querer para sempre?"
"—Você quer isso?"
"—Quero... quero ficar com você." – Baixou as vistas tímido.
"—Vai ter que abrir a mão de muitas coisas."
"—Eu amo você." – Sentia-se tão mais romântico perto de L.
"—..." – O moreno ficou sem palavras. Era óbvio que estava muito feliz com aquela afirmação, contudo havia a probabilidade de aquilo tudo seu precipitado.
"—Eu sei o que quero." – Já conseguiu deduzir os pensamentos do moreno.
"—E a sua mãe?"
"—Eu não quero magoá-la, mas eu também tenho a minha vida."
O mais velho envolveu-lhe em um abraço apertado. "—É tão bom saber que quer ficar comigo. E assim sua mãe ficará protegida, mas terá que fingir a sua morte."
"—Eu entendo..." – Sentia-se tão bem envolto daqueles braços frios. Virava outra pessoa. Permitia-se até ser tímido e amoroso, entretanto não ligava para sua modificação. Estava completo. Era evidente que não lhe agradava deixar sua mão sozinha. Vigiaria sua vida, mas nada substituí a ausência de um filho. Agora torcia para que ela encontrasse alguém. "—E... quando faremos isso?"
"—O mais rápido possível."
O loiro arregalou os olhos.
"—Mello... eu só tenho nove dias."
Respirou fundo. "—Tá. Vou ver como consigo prepará-la."
"—Nada de rebeldia."
"—Eu pareço inconseqüente, mas tenho juízo."
Lawliet deu um sorriso sem dentes. "—Juízo?"
Keehl fez cara de reprovação fingida e jogando-se em cima do moreno deu-lhe um beijo.
Apartamento de Mail. Sete da noite.
Alguém bate na porta.
Jeevas vai a passos largos em direção à entrada.
Trajava apenas uma calça jeans, seu peito estava nu, os pés descalços, e os cabelos úmidos. Saíra a pouco tempo do banho. "—Achei que L não fosse te liberar..." – Comentou assim que abriu o acesso e avistava Near parado ali com suas roupas alvas e frouxas. "—Entre."
"—Meu mestre é bem compreensível." – Arriscou um sorriso leve enquanto enrolava uma mexa do cabelo e adentrava o local. Olhou tudo com interesse. "—Está tudo tão bem arrumado... por que acho que nem sempre é assim?"
O "vermelho" abriu um sorriso largo. "—Se não fosse por você aqui... com certeza estaria um caos."
River sorriu abertamente. Só se dava ao luxo de fazer isso na frente de Matt.
"—Quer tomar alguma coisa? Digo você toma?"
O albino continuou sorrindo. "—Embora não precise, eu tomo."
"—Então quer?"
"—Depois... posso conhecer seu quarto?"
"Nossa! Ele está mudado, acho que criei um monstro." – Refletia perplexo. "—Por aqui."
Near o seguiu.
Assim que entraram no cômodo, Nate admirou todo o local. A cama perto da janela de vidro, um criado-mudo e sobre este um abajur creme e uma carteira de cigarros pela metade, uma escrivaninha com vários mangás, HQs e livros de ficção, um guarda-roupas e no canto uma TV e o Playstation que antes era seu.
"—Vamos jogar?" – Propôs o alvo garoto.
"—Está bem." – Retrucou sorridente rumando para o local e ligando os objetos.
Optaram por cada um jogar por vez, assim Near o observaria e tentaria depois. Escolheram um jogo em que o personagem principal lutava desafiando os deuses atrás de poder.
Nate sentou-se entre as pernas do "vermelho" encostando suas costas no peito deste.
Jeevas finalizou em poucas horas afinal sempre fora muito bom com vídeo-game, "—Sua vez, vampirinho."
"—Certo." – Pegou o controle. Em menos de uma hora o menor passou por várias fases facilmente.
"—Eu não acredito." – Expôs assombrado. "— Conseguiu várias coisas de primeira."
"—Isso é bem fácil."
"—Acho que eu era o primeiro em games."
"—Finja que não viu isso." – Disse dando uma olhada em seus lives.
"—Near..." – Proferiu rouco beijando a nuca alva a sua frente. Suas intenções mudaram visivelmente.
"—Matt." – Gemeu enquanto sentia um frio subir-lhe a espinha. Sentiu o ruivo lhe colocar de quatro no tapete. Ficou na posição sem hesitar, sua respiração já estava descompassada.
"—Eu não agüento mais. Eu não posso mais esperar. Tem que ser hoje, agora." – Disse ficando por cima do garoto de madeixas claras e mordendo a nuca deste.
"—Não, espere. Por favor." – Suplicou sentindo um hálito quente em suas costas, bem como sua blusa ser desabotoada lentamente. "—Eu também quero. Muito." – Sua fala estava entrecortada.
Jeevas saiu de cima do albino e fechou a TV e o jogo. Ficou de frente para o pequeno que já se encontrava sentado no chão o esperando. "—Near, você tem certeza?" – Inquiriu preocupado. Fitava-o sério.
River deu um pequeno riso. Não tinha esse costume, mas talvez fosse pela convivência com o excêntrico ruivo. "—Matt... eu já tenho 115 anos. Acha que, com todo esse tempo, eu não sei o que quero?"
O "vermelho" arregalou os olhos. "—115?"
"—Bom... eu sou vampiro." – Expôs sério. Estava um pouco receoso quanto a reação do outro, contudo tinha que ser sincero.. "—Embora eu nunca tenha mordido alguém."
"—Pra mim parece que você tem apenas quinze."
"—É assim que me sinto com você." – Abaixou suas órbitas para o chão. "—Você tem alguma coisa contra? Digo, se não me quiser mais eu vou entender. Afinal é estranho."
Mail abraçou Nate de repente. " –Pare de falar isso. Eu amo você..." – Seu rosto ficou da cor de seus cabelos. Era a primeira vez que falava isso para alguém. Sentiu mãos frias em suas costas.
"—Eu também." – Sua voz era baixa. "—Eu não sabia o que era isso até te conhecer."
"—Posso te perguntar uma coisa?" – Olhou o outro constrangido.
"—Fala." – Desfez o abraço.
"—Como bebe sangue, se nunca mordeu ninguém? Não se sente atraído?" – Estava realmente curioso.
"—Sintético. Temos uma fábrica clandestina. Mas antes L sempre me dava. Afinal sou seu sucessor." – Fez uma pausa meio pensativo.
"—O que foi?"
"—Respondendo a sua ultima pergunta" – Hesitou. "—Bom, na realidade o seu cheiro me dá vontade de te morder. Você é o único que me deixa assim." – Ficou sem jeito.
"—Me morde." – Suplicou mais que pediu.
"—Matt, acho melhor-" – Foi interrompido.
"—Por favor."
Como recusar? Como reprimir àquela vontade que o consumia a tanto tempo? Aproximou-se paulatinamente. Encostou seu corpo no do outro segurando com a mão direita a nuca deste. Aspirou o cheiro doce, levemente cítrico que exalava do corpo do "vermelho".
O ruivo esperava ofegante e de olhos cerrados que seu desejo fosse atendido.
O albino dava pequenos beijos na base do pescoço a sua fronte. "—Seu cheiro é tão bom" – Deixou seu hálito encostar-se à pele de Jeevas sentindo o corpo deste estremecer.
"—Near... não me torture."
"—Certo." – Respondeu se dirigindo a veia que pulsava fortemente em uma reação de ansiedade e desejo. Mordeu fazendo uma leve pressão o suficiente para perfurar. Pequenas gotas começaram a invadir sua boca. O sangue na qual tomava era, para si, a melhor coisa que podia haver. Sentiu-se extasiado. Aquele líquido o deixava excitado, aquecia seu corpo. Estava deixando-o louco. Soltou o outro antes que cometesse alguma loucura.
Matt estava absorto, seus olhos pesados, seus batimentos cardíacos a ponto de explodir suas artérias, um entorpecimento atingia seu corpo. A poucos instantes sentira a sensação mais estimulante, os cigarros eram nada comparados aquilo. "—Ne-" – Nem conseguiu proferir o nome do outro.
Nate o agarrou em um beijo voluptuoso, arranhava as costas do maior a ponto de escorrer filetes pequenos de plasma sanguíneo. Esfregava-se sem nenhum pudor na ereção de Mail. Largou a boca do outro, senão o mataria sufocado. Ficou apenas sentindo a fricção dos corpos. "—Uhmn... Matt."
Jeevas estava inerte. Nunca vira seu pequeno albino daquela forma tão sensual. Nem pensou mais. Deitou no chão enquanto retirava habilmente as roupas brancas, deixando Nate completamente nu.
"—Matt... rápido." – Gemia languidamente.
O outro obedeceu prontamente rebolando sua calça longe junto com sua roupa intima assim que as tirou. Começou a lamber os dedos para preparar o outro, mas as pequenas mãos frias de River o pararam.
"—Não precisa. Vem." – Pediu puxando o ruivo para cima de si.
Mail apenas sorriu. Começou a focar se pela entrada virgem. Estava muito difícil, mas a lubrificação de sua excitação ajudava na penetração. Era tão apertado e quente. Talvez o calor fosse pela recente ingestão de seu sangue.
O alvo menino gemia de dor, mas aquilo de alguma forma era extremamente prazeroso. Sentiu quando o outro estava dentro de si por completo e manter pressão para que se acostumasse, porém não gostou daquilo. Queria que o "vermelho" continuasse. Rebolou-se de encontro ao outro, "—Mais." – Choramingou.
O ruivo riu safadamente começando a mover-se dentro do albino. Aumentava o ritmo cada vez mais. Tudo aquilo estava realmente bom. Experimentar a compressão que aquele corpo pequeno e libertino lhe proporcionava já era seu êxtase.
Ambos pareciam não se importar com nada. Gemiam imorais e alto. Não ligavam se existiam vizinhos ou não. Estavam concentrados apenas em satisfazer um ao outro.
Nate logo atingiu seu cume, jorrando o liquido de sua intimidade no abdômen de Jeevas. "—Matt." – Quase gritou o nome do outro neste momento.
"—Near... ahh..." – Movia-se o mais rápido que conseguia, sabia que não agüentaria muito mais tempo. Despejou seu sêmen no interior de seu amante, caindo sobre este em seguida e dando-lhe um beijo.
Ficaram vários minutos parados, saboreando o momento. Estavam cansados.
Matt saiu de cima do menor deitando ao lado deste. Puxando-o para repousar em seu colo. Abraçaram-se descansando.
Na saída da boate Igneu. Sete e quinze da noite.
"—Você tem que ir mesmo?" – Disse L meio decepcionado com as mãos nos bolsos jeans.
"—Eu volto ainda hoje." – Tentou retirar as feições de desilusão do outro.
"—Certo então... mas antes quero te dar algo." – Falou levantando o blusão branco e extraindo do cós de sua calça uma arma. Estendeu esta para Keehl.
O loiro olhou inerte para aquele belo artefato. "—Isso é pra mim?" – Indagou lisonjeado.
"—Claro..." – Respondeu entregando. "—Estou preocupado. Temo que ele o use para chegar até mim."
"—Que esse maldito venha então..." – Expressava o puro ódio enquanto pegava a arma.
"—Não seja precipitado. Talvez tenhamos que usar outra vítima para chegarmos mais próximo, mas não quero colocá-lo em perigo." – Retirou um cartucho de balas do bolso. "—Pegue." – Entregou. "—Essas balas são anti-vampiro, podem até me matar."
Mihael ficou sério. Apossou-se do cartucho já carregando seu belo presente.
Um homem alto que passava pelos dois soltou um assovio em direção a Mello. "—Princesa." – Disse ao passar.
"—Grrr... maldito." – Expôs destravando sua semi-automática.
"—Mello." – Lawliet proferiu grave. "— Essa mata humanos também."
"—Ótimo."
"—Mello." – Chamou a atenção deste mais uma vez.
"—Mas você não ouviu?" – Retrucou.
"—Claro que sim." – Parecia desinteressado. "—Mas você provoca os outros com essas roupinhas." – Deu um riso torto enquanto colava-se no mais novo. "—Não sabe o quanto é sexy." – Mordiscou de leve o pescoço deste, todavia sem machucar.
"—Uhnm..." – Mihael era muito sensível em tudo que se tratava do moreno. "—Mas eu não gosto quando es-" – Tentou protestar, mas L o silenciou.
"—Shhh..." – Passou seus dedos lívidos nos lábios a sua frente. Deu um selinho neste. "—Meu carro vai deixá-lo em casa."
"—Certo." – Afastou-se indo à direção a limusine que o esperava. "—Volto logo." – Falou abrindo a porta com um leve sorriso no rosto.
Quarto do Jeevas nove e meia da noite.
Ambos estavam deitados na cama do ruivo, cobertos por lençóis.
"—Será que vamos conseguir pegar o assassino a tempo?" – Questionou o "vermelho" enquanto acariciava os cabelos de Nate.
"—Temos que pegá-lo... só tenho 9 dias." – Estava pensativo.
"—E só mais duas vítimas..." – Pensou alto. "—Será que ele vai realmente atacar a Igneus? Todos já sabem que a próxima morte vai ser lá..."
"—Sociopatas nunca deixam de cumprir as regras que eles mesmo impõem."
"—Mas se eles as fabricam também podem modificá-las... não acha?"
"—Modificá-las." – Arrazoou.
"—O que foi?"
River levantou-se sentando na cama. Estava aterrorizado, porém manteve a expressão inalterada.
"—Near." – Chamou repetindo o ato deste. "—Acho que tem razão."
"—Em quê?" – Não estava conseguindo raciocinar, sabia que Nate, apesar da impassibilidade, estava alerta.
"—Ele mudou os planos, vamos." – Levantou-se da cama pegando suas roupas e vestindo-as.
Mail fez o mesmo.
Apartamento dos Keehl. Oito da noite.
"—O senhor quer que eu o espere?" – Perguntou o motorista ao loiro.
"—Não, pode ir." – Retrucou. "—Vou demorar." – Saiu do carro. Ficou parado alguns instantes até ver o carro dobrar a esquina pouco iluminada. Lembrou-se do sonho. Um calafrio subiu-lhe a espinha. Não soube dizer se foi por seus pensamentos ou pelo típico frio londrino. Achou melhor optar pela segunda hipótese. Entrou vagaroso o condomínio e subiu as escadas da mesma forma. O sonho, ou melhor, aquele pesadelo ainda o perseguia. Abriu a porta. Estava destrancada.
A pequena sala de estar estava escura assim como todo o local.
Estranhou. "—Mãe?" – Chamou.
Silêncio.
"—Mãe? Você está aí?" – Inquiriu mais uma vez.
Nada.
Pegou sua arma escondida em sua cala negra de couro. Ligou a luz.
O apart. Estava intacto. Impecavelmente limpo, como sempre.
Vasculhou tudo. Vazio. "Onde será que ela foi?" – Pensava consigo mesmo. Foi até a geladeira. Estava faminto. Notou um recado na porta desta.
"Sua mãe está comigo. Encontre-me às onze da noite no Temple Pier do River Thames¹. Vá sozinho. Não conte a ninguém. Dei uma pista falsa a seus amigos... Será uma conversa particular."
As letras eram quase ilegíveis no bilhete surrado, mas bem compreendidas pelo loiro. Olhou o relógio.
Oito e quinze da noite.
Uma angustia lhe tomou o peito. Sua mãe estava em perigo e a culpa era sua. Porém não tinha tempo para lamentar tinha que pensar em algo. Sabia que a desvantagem era grande. E o tempo não estava a seu favor. O Temple Pier ficava no bairro de Strand¹ era muito longe. Resolveu agir. Sabia que não podia avisar a ninguém, mas deixaria pistas que com certeza L saberia interpretar. Pegou um ônibus até o centro da cidade, afinal seu bairro era afastado do aglomerado urbano...
Nove da noite.
Mello desceu próximo a uma bela catedral. As ruas ainda estavam lotadas de pessoas, para aquela cidade ainda era cedo. Procurou a rua mais deserta, atrás de algum veículo potente que pudesse furtar.
L com certeza o condenaria quando soubesse do que fez, mas haveria uma próxima vez? O veria novamente? Tudo aconteceu depois que o conheceu, contudo não se arrependia de nada, pois esse caminho tortuoso o levara àquele vampiro excêntrico que o fazia estremecer toda vez que lhe tocava.
Avistou uma moto negra, seu designer dizia que era feita para corrida. Retirou de seu bolso uma chave que rapidamente fez a bela máquina funcionar. Viu um cara um pouco mais velho que ele se aproximar correndo com um capacete negro na mão. Pensou em arrancar com tudo, porém esperou.
"—O que está fazendo?" – Questionou o rapaz em tom colérico.
Mihael sacou a arma e colocou no abdômen deste. "—O capacete." – Disse tranquilamente, mas de forma séria.
O outro apenas estendeu o capacete com uma mão enquanto a outra se encontrava levantada no ar em um gesto de paz.
"—Você tem um bom gosto para motos." – Afirmou pondo o capacete para logo em seguida sair em disparada.
Boate Igneus. Gerencia. Dez e quinze da noite.
Matt abriu a porta em um solavanco sem ao menos bater, seu rosto estava pálido e ofegava.
Nate apareceu logo atrás, sem expressões e enrolava uma mecha de seu cabelo.
Lawliet pôde perceber o cheiro diferente de ambos, entretanto sabia o motivo de estarem lá. Encarou-os sério. "—Eu acabo de saber." – Adiantou-se.
"—Como? O mestre percebeu também?" – Inquiriu o albino.
"—Sim e chegou isto." – Mostrou um envelope amarelo para os dois.
"—O que há aí dentro?" – Questionou Mail.
"—Duas cartas de baralho. Uma de ouros e outra de copas."
"—As cartas de baralho francês que..." – Falou Near.
"—Faltavam." – Disse Jeevas. Ele estava sisudo. Sabia seu que seu amigo corria perigo.
"—Isso mesmo." – Afirmou o moreno. "—Acho que ele já tem suas últimas duas vítimas..." – Sua fala sumiu.
"—O que vamos fazer?" – O "vermelho" estava inquieto.
"—Ele deixou uma pista em códigos binários que nos levam a algum Pier no Rio Kennet."
"—Então vamos." – Disse o ruivo.
"—Não sei, acho que essa informação é falsa, a coordenada nem na cidade fica..."
"—Realmente. Isso fica em Windsor³." – Expôs Nate.
"—Mello... ele é esperto. Talvez nos tenha deixado alguma pista..." – Sugestionou Mail.
"—É verdade. Mas temo que ele tenha sido inconseqüente." – Lawliet estava visivelmente abatido.
"—Mas nas inconseqüências dele, ele pensa." – Garantiu Jeevas.
"—Near."
"—Sim mestre?"
"—Vá a Windsor."
"—Entendido." – Acatou saindo do local rapidamente, olhou de soslaio para o namorado e saiu.
"—Matt... preciso que vá ao apartamento e veja se há algo lá."
"—Claro." – Disse se dirigindo a porta.
"—Mas uma coisa."
"—Sim?"
"—Você pode ir com a minha Ferrari particular, ela é rápida."
"—Claro que sim." – Seus olhos se arregalaram em espanto, mas não era hora de se preocupar com supérfluos.
"Mello... onde você está?" – Pensava alto e visivelmente preocupado.
Near pegou seu jatinho particular.
Matt foi no carro de L.
Ambos pegariam as informações e manteriam o moreno a par de tudo...
Rua qualquer de Londres. Dez da noite.
Mihael se aproximava cada vez mais de seu objetivo. A moto estava em alta velocidade. Já havia passado por vários lugares conhecidos de sua cidade: A galeria Tale, o parlamento, a estação Charing naquelas arquiteturas neogóticas que Londres era repleta muito menos para um turismo noturno. Seu foco era como poderia derrotar BB, o rival com o rosto de seu amante. Só tinha arma que ganhara de L a seu favor e as seis balas. Tentava se lembrar de suas aulas de Krav Maga* mas não estava lidando com um humano. Seu oponente era um vampiro dotado de sentidos aguçados e percepção rápida. A probabilidade de se sair bem era menos de 10%. Chegou ao seu destino 45 minutos antes do combinado. O vento frio cortava sua pele. Seu corpo tremia. Olhou o galpão escuro.
Birthday estava lá.
Sentou-se em um banco abandonado virado para o famoso rio. Pensava em tudo que vivera até ali. Iria morrer? Não sabia.
Seu objetivo era salvar sua mãe e talvez perder a vida ali nas mãos daquele maluco. Só lamentava não ter tido coragem de ir até o fim com L, porém não era orgulhoso o suficiente para não se afligiria queixar-se.
Por fim o momento esperado. Onze da noite.
Keehl se levantou. Foi em direção ao galpão escuro e a porta deste se abre.
"—Bem vindo Mello." – Falou caloroso um homem alto, cadavericamente branco, cabelos negros e bagunçados. Trajava uma calça jeans frouxa, um all star preto amarrotado e um blusão branco de mangas longas que estava manchadas de vermelho. No inicio o loiro pensou que fosse sangue, mas pelo cheiro enjuento logo percebeu que era geléia de morango. Entretanto o que mais chamava atenção naquela criatura extremamente similar a L, até mesmo na postura, eram seus olhos: eram de um vermelho intenso e vibrante e brilhavam em um desvario insano.
"—Onde está minha mãe?" – Observou todo o espaço. Mello estava cauteloso suas órbitas eram urgentes e cuidadosas, mantinha uma expressão séria.
"—Que falta de gentileza Mello-kun... diga um "olá"."
"—Olá." – Repetiu desgostoso.
"—Assim está melhor." – Sorriu. Dirigiu-se até uma poltrona que se encontrava no local e sentou inusitadamente como L. Os pés sobre o assento, o corpo caindo sobre as pernas flexionadas e as mãos sobre o joelho. "—Sabia que sua mãe e eu ficamos amigos?"
"—O que?" – Estava incrédulo.
"—É sim. Eu expliquei pra ela com que tipo de pessoa você está saindo."
"—E que tipo é esse?"
"—Assassinos."
"—O único assassino que eu conheço é você." – Estava exasperado.
"—Ahh... o que é isso. Eu quero o seu bem... e o seu bem é ficar longe do L."
"—Está com ciúmes?" – Estreitou as pálpebras.
"—Você não sabe de nada..."
"—E você sabe?" – Tentava retirar sua arma presa no cós as suas costas.
"—Claro que sim." – Sorriu. "—Angela." – Chamou musicalmente.
A mãe de Keehl apareceu. Caminhava a passos lentos e despreocupados.
"—MÃE!"
"—Mello." – Riu.
"—Mãe vem pra cá, ele é perigoso."
Ela foi em direção a seu filho. "—Do que está falando ele é um ótimo amigo."
"—Você enfeitiçou ela?"
"—Claro que sim... tudo pelo L..." – Falou pensativo.
"—Maldito!" – Exclamou empunhando sua arma e apontando para Beyond, disparou três tiros.
Contudo o vampiro era bem rápido. BB em um salto puxou a beta loira para sua frente, como um raio, fazendo a mulher ser atingida nas costas.
"—AHHH..." – Gritou a mãe de Mello em dor.
"—Eu vou te matar por isso." – Outra bala deixou a arma no impulso do gatilho e atingiu a perna do sociopata.
Outro tiro... e mais outro.
Birthday estava ferido no ombro, abdômen e perna. "—Você acha... acha que vai me matar assim? Eu sou puro-sangue e você não tem mais balas..."
Ângela estava caída de bruços no chão e BB caído ajoelhado ao seu lado. Este retirou um pequeno punhal que guardava em seu bolso.
"—Você me tomou ele, agora vou tomá-la de você."
"—FUJA. MELLO" – Gritava sua mãe.
O loiro lembrou do seu sonho. Quase num dejavu. "—Não! Eu vou te salvar." – Proferiu indo em direção ao outro.
Birthday começava a desferir golpes exaustivamente na mulher. "—Dor..." – Repetia.
"—Maldito." – Jogou-se em cima do vampiro.
Ambos lutavam no chão. Quase de igual para igual afinal BB estava ferido.
Contudo o maior consegue subjugar Mihael. "—Agora você vai morrer." – Virou bruscamente o rosto deste para o lado e mordeu violentamente a pulsante jugular de Keehl. Sugava todo o sangue impiedosamente e o mais rápido que podia. Iria matar Mello por falta de sangue.
O loiro ouvia ao longe os gritos de agonia de sua mãe. Uma sensação de entorpecimento se apossava de seu corpo, sentia-o frio. Sabia que sua vida estava se esvaindo. Via os objetos ao seu redor girarem e seu coração, antes descompassado, parar lentamente.
Esse era o fim. Tinha certeza, iria morrer.
Continua.
Legenda:
Temple Pier Thames River¹: Esse lugar é um abrigo de navios às margens do Rio Tâmisa. Realmente existe e é muito bonito.
Strand²: Um bairro de Londres. Existe.
Windsor³: Um dos 22 distritos da Inglaterra. Existe.
Krav Maga*: Tipo de luta auto-defesa israelense, une vários estilos japoneses só que com uma técnica BEM violenta. XP.
N/A²:
Vocês viram? O Near e o Matt jogando God of War? hehehe… a fic tá começando a esquentar… . por isso não percam o desfecho... que se for feliz terá DARK LEMON *Acho* . A prox. postagem é a ultima, não percam.
Acho que nessa eu exagerei no drama e no sangue, mas eu A-D-O-R-E-I.
Espero do fundo do meu coração que vocês mandem REVIEWS por quê senão eu paro de escrever e fod*-se com as outras ficwhriters existentes. XP (acho q exagerei y.y).
E não me desejem a morte por fazer isso com o Mello (matá-lo), mas eu tenho um "presentinho" pra vocês... Não percam!
