A FAMÍLIA SWAN

Cheguei à mansão, (que eu preferia chamar de casa, para não chamar muito a atenção) e subi direto pra biblioteca que ficava no lado sul da casa. Ainda estava com os acontecimentos de hoje à tarde na cabeça.

Eu não podia estar apaixonada. Eu não podia me apaixonar. Isso era impossível. Apaixonar-me poderia significar por a segurança da minha família em risco. Eu não podia fazer aquilo. Era apavorante. Faz pouco tempo que eu parei de andar com seguranças e não os queria de volta, me perseguindo, não deixando ninguém chegar perto de mim. Era doloroso viver daquele jeito.

Por isso que quando minhas duas irmãs terminaram a escola eu pedi pra nos mudarmos para uma cidade menor, assim não teríamos que nos preocupar muito, me livraria daqueles chatos e poderia estudar em uma escola normal.

Agora se eu me apaixonasse teria que voltar a ter seguranças. Até hoje não entendo o real motivo, mas era uma regra dos meus pais. Aconteceu com minha irmã mais velha. Ela já andava com seguranças, mas quando ela começou a namorar ela passou a ter dois seguranças.

Além desse desconforto tinha a questão familiar. Não tem como saber se a pessoa seria confiável, se as intenções são realmente boas, se a família é boa.

Enfim. Depois de ver casos e mais casos por aí eu decidi desde muito nova que não me apaixonaria. Não namoraria ninguém. Não queria viver de desconfianças. Então, achei melhor não viver.

Era simples. Minha mente estava preparada para aquilo. Eu acho. O que Rosalie me falou sobre o que eu poderia sentir pelo corredor do parque me fez ficar em dúvida. Agora estou com medo e preocupada. Amor platônico. Aquilo era ridículo. Coisas de livros, feitos por atores que viviam da boemia. E era por serem coisas de livros que agora eu entrava na biblioteca.

Vovó Swan vivia na biblioteca. Ler sempre fora sua paixão, ela tinha uma biblioteca vasta com inúmeros tipos de livros, inúmeros tipos de historias. Inclusive inúmeros romances e com certeza deveria ter algum que falasse sobre amor platônico.

- Bella, querida. A que devo sua presença ao meu lar? – Perguntou minha doce avó. Sua voz vinha de trás de alguma instante. Enquanto procurava respondia.

- Vovó, sabe que eu gosto de vir aqui... Não precisa ter motivo.

- Eu sei querida. Mas não pude deixar de notar a hora que veio aqui. Você esta de férias ainda. Isso significa que não tem trabalhos da escola. Suas visitas são geralmente após o jantar. Sua voz, também, não esta com a doçura de sempre. Esta um pouco azeda, um pouco preocupada... Arriscaria dizer que nervosa e assustada.

Achei-a atrás da quinta estante de livros. Estava surpresa com ela. Ela sempre fazia isso... Mas nunca deixava de me surpreender.

Olhei pra ela assustada.

- Vovó você me surpreende. Eu queria que você me desse umas dicas de leitura. Eu queria saber mais sobre o amor platônico. Pode me ajudar?

- Querida, claro que posso te ajudar. A instante 15 tem muitos romances. Procure na terceira prateleira que você ira achar algo. Mas, querida, não tenha medo. Seu coração é jovem, assim como você. Você precisa viver um grande amor, faz bem para o corpo e a alma. Mas, por favor, cuide bem desse seu coraçãozinho. Não deixe que ele se despedace demais. Se você sofre eu sofro junto com você.

- Brigada vovó. Te amo. – Minha voz embargava. Minha avó era tudo.

- Também te amo, minha querida. – Disse me abraçando delicadamente. – Agora vá se arrumar. A janta deve sair logo.

Disse pra vovó que passaria depois da janta pra olhar a instante 15. Fui para o meu quarto que ficava no segundo andar.

Todos os quartos ficavam no segundo andar com exceção do quarto de hospedes que ficava no primeiro. Três quartos para o lado direito da escada e três quartos no lado esquerdo. Os do lado direito pertenciam aos meus pais e minha avó e o terceiro era um de hóspedes. Os do lado esquerdo eram um meu, e os outros de meu irmão Emment e de minha Irma Kate.

O meu quarto era o ultimo do corredor. Escolha minha. Era mais fácil conseguir silêncio. O meu quarto tinha portas duplas brancas que tinham uma trilha delicada de borboletas nas cores rosa e roxo. Na metade esquerda tinha uma praça de metal escrito meu nome numa letra rústica.

Isabella Swan

Um contorno de borboleta repousava no "n". Eu adorava meu nome escrito daquele jeito meigo. Dava um ar mais romântico. Meu quarto era enorme um carpete era um rosa pertinho do branco. Atravessei o quarto, passando pelo closet entrei no banheiro. Depois de tomar um banho, vesti um vestido verde no meu guarda roupa. Eu adorava aquele vestido era bem simples, mas delineava bem as poucas curvas do meu corpo. Ele acochava um pouco acima da minha cintura e abria ate chegar à metade das minhas coxas. Coloquei uma sandália rasteira e desci para a sala de jantar.

Toda a minha família estava à mesa. Meu pai na cabeceira, minha mãe do lado direito e minha avó do lado esquerdo. Emment do lado de minha mãe e Kate sentada uma cadeira depois da de vovó. Sentei entre vovó e Kate dando uma boa noite pra todos.

Meu pai continuou a falar algo que já havia começado antes da minha chegada.

- É de total importância a nossa presença na festa da família Wellintong. Lá poderemos fechar um grande negocio com a família deles. Poderemos exportar nossas roupas pra Ásia.

Meus pais tinham uma marca de roupas sociais que tinham lojas em todo pais e duas filiais um no Brasil e outro na Europa. Pretendíamos abrir outra filial no Brasil em alguns meses. Também exportávamos para vários outros países. A marca é bem conhecida pelos estilistas e por pessoas que costumam freqüentar festas sociais.

O negocio era da família desde os tempos da minha bisavó quando ela resolver deixar de ser uma simples costureira para abrir a própria confecção. Agora Charlie cuidava da empresa juntamente com Renné. Meus pais formavam uma dupla harmoniosa na direção de todas as empresas. Minha avó ajudava controlando os excessos e fiscalizava o andamento dos funcionários no geral o trabalho dela era o mais leve pois a direção e a gerencia da empresa cuidava dos funcionário em rédeas curtas mas, ainda assim, de uma forma confortável pra eles.

Meu irmão, Emment, já trabalhava na empresa. Cuidava da administração e ,às vezes, ajudava com o marketing. Ele já tinha feito faculdade de administração e agora fazia marketing e propaganda.

Minha Irma, Kate, somente estagiava na gerencia da loja de Seattle. Ela terminaria administração em breve e depois iria fazer design de moda.

Administração era meio que uma exigência dos meus pais. Eles queriam que estivéssemos preparados pra dirigir a empresa em caso de emergências e pra nos favorecer futuramente, quando tivéssemos que cuidar da empresa. Depois de terminar esse curso poderíamos cursar outro curso de nossa preferência.

Eu pretendia cursar marketing também e, futuramente, literatura (lazer pessoal).

A festa que meu pai se referia devia ser só mais uma festa sem uma ocasião realmente especial. Só mais uma oportunidade para os ricos chatos se reunirem e falar de quantos milhões havia ganhado durante o mês ou a próxima aventura fútil que eles pretendiam fazer. No geral essas festas são extremamente chatas. Algumas vezes os anfitriões tinham algum filho adolescente que convidava vários amigos e faziam uma boate, isso tornava a festa um pouco mais divertida. Mas no final sempre eu acabava com raiva, pois sempre haviam algum chato que tentava ficar comigo e algum abusado que insistia em me levar pra cama. Aquilo era ridículo. Tinha vontade de gritar alguns palavrões e dar uma surra neles. Mas minha máscara de moça educada não deixava. No final sempre acabava com algumas alfinetadas minhas e os meus irmãos morrendo de rir da cara de imbecil que os caras faziam.

- Bella, querida. – Minha mãe Renné me chamou com carinho. – James passou hoje a tarde aqui. Novamente eu tive que inventar mil desculpas por você não está presente. De novo. – ralhou ela. Eu não suportava James. Ele vivia dando em cima de mim. No começo eu só o dispensei delicadamente. Mas, ele não desistiu e agora vivia indo a minha casa pra poder me ver. Era ridículo. Porém com toda a sua insistência ele já havia conquistado meus pais e eu não podia fazer nada, pois, ele era considerado um ótimo partido pra mim só porque é de boa família e é aparentemente um cavalheiro. Mas James como tantos outros não me atraia.

- Mãe. Sabe bem que eu não quero receber visitas de James. Eu não gosto dele. E eu não gosto de ter que ser educadamente falsa com ele.

- Minha filha, James é um rapaz maravilhoso. É inteligente, responsável, tira ótimas notas na escola. Provavelmente ele será aceito em Harvard. E você também ira ser aceita lá, provavelmente.

- Mãe. Eu já falei eu não sei se quero ir pra Harvard. Acho Dartmoth uma ótima faculdade também.

- Querida, se você tem notas para Harvard você deve pensar em Harvard.

- Oras Renée. – Minha avó veio me socorrer. – Bella deve escolher a faculdade que ela quiser. É ela que vai estudar. E mais a garota tem que ter direito de escolha pelos menos sobre o coração dela. Não pode simplesmente empurrar um rapaz qualquer pra ela. Se fosse assim, garanto que você não estaria casada com meu filho. Pois teria escolhido qualquer outra moça na época que eu pudesse julgar ser melhor pra ele. Mas em vez disso o deixei fazer as escolhas dele e as apoiei. E até hoje não me arrependo disso. Então siga o meu exemplo e deixe a menina em paz. Ela já é grandinha pra fazes as suas escolhas e como uma Swan ela também tem responsabilidade o suficiente pra escolher o que for mais sensato.

Depois desse discurso de minha avó todos se calaram e ficamos o resto do jantar em silêncio. Não podia deixar de estar grata com minha avó. Ela agiu certa e esperava que fosse o suficiente para a minha mãe abrir os olhos. Mas não pude deixar de remoer a última frase dela. Swan. Por que esse sobrenome tinha que ter uma carga tão pesada quando eu queria ser simplesmente uma garota normal? Uma garota que queria ser livre ir onde quisesse sem horários pra chegar a casa ou então seguranças de olho nos seus movimentos.

Ser uma Swan implicava sempre em bater na mesma tecla. Responsabilidade acima de tudo. Todos os nossos passos tinham que ser bem pensados pois não poderíamos fazer nada imprudente. Tínhamos que sempre pensar na família acima de qualquer coisa. E por mais que eu amasse minha família esse pequeno detalhe nos impedia de sermos realmente espontâneos na frente dos outros, de fazer algo que esteja fora das regras e de arriscar.

Ter uma vida certinha nem sempre é a melhor coisa.

Terminei de jantar primeiro que os outros. Pedi licença e sai daquele lugar. Mas, em vez de ir para o meu quarto fui para o jardim dos fundos da mansão. Lá eu encontraria os meus dois seguranças Alan e Josh.

Meus seguranças eram os mesmos desde sempre. Eles me acompanhavam durante toda a minha infância. E eu os adorava. Quanta disputa não fazia pra ver quem passava mais tempo sem pisca? Ou quem passava mais tempo em estátua? Eles sempre ganhavam, mas eu me divertia bastante com eles. Quando eu tinha quatro anos lembro-me de querer brincar de princesa, mas não tinha com quem então Josh pôs uma coroa na cabeça e Alan fingiu ser o príncipe, quanto a mim era a bruxa que fingia ser malvada. Riamos muito disso. E até hoje quando nos discutíamos alguma banalidade eu lembrava a princesa Josj e tudo terminava em risadas.

Quando eu pedi pra não andar mais com seguranças meus pais se fizeram de difícil e eles ficaram chateados comigo. Só agiam como seguranças mesmo. Não eram mais meus amigos. Mas com o tempo eles entenderam e continuaram a trabalha como meus seguranças só que agora a distancia. Eles não mais me seguiam. Só quando era pedido. E era o que eu ia fazer agora.

Quando cheguei ao jardim os dois estavam lá conversando. Mas assim que me viram interromperam a conversa e sorriram animadamente para mim.

- Senhorita Swan! Boa noite! Ansiosa por amanhã? – Alan perguntou segurando o riso. Ele sabia que eu não era fã do meu colégio por contas dos alunos de mentes fúteis que havia lá. Mas eles não eram pior que os alunos da minha antiga escola.

- Pulando de felicidade. – Sorri com sarcasmo. – Agora é sério. A família Wellintong vai dar mais uma festa. Eu queria que você, Alan, fosse como meu segurança.

- Será um prazer Bella. Mas posso saber o motivo? Você nunca pede seguranças. Principalmente pras festas... Desconfia de algo? – De repente ele ficou mais alerta.

- Não, não. É que o chato do James vai estar lá e por mais que seja infantil... Não quero ficar sozinha com ele. - Disse corando.

- Claro Bella eu irei com você. Não se preocupe.

-Obrigada. Agora eu vou indo me deitar. Amanhã começa tudo de novo. Boa noite rapazes.

-Boa noite! – Responderam os dois juntos.

Quando finalmente deitei em minha cama deixei minha mente vagar livremente. Fiquei pensando por que James não desistia? Ele era tão imbecil.

Deixei minha mente vagar mais ainda até que me deparei com aqueles olhos verdes, com um lindo corredor que passava todos os dias correndo. Imaginei-o correndo pra mim. Será que eu estava apaixonada? Não... Deve ser somente o sono me deixando confusa.

Eu... Não... Podia... Me... Apaixonar...

N/A.: Oi pessoal!! Essa é aminha primeira fic como podem ter notado...

Bem... Primeiramente queria pedir desculpas pelo tamanho do capítulo anterior... mas, ele era mais como uma introdução para entender melhor o conflito da história... Essa história eu comecei a escrever no meu caderno na hora da aula mas os nomes era diferente... mas quando dei por mim os personagens principais iriam acabar sendo igual ao casal Bella e Edward... então resolvi postar com o nome dele... Mas como bem sabem e não precisam de disclaimer para vocês saberem que o personagens não pertencem a mim e sim a super, escritora totipotente e vitaminada tia Meyer...

Tentarei postar pelo menos uma vez por semana, já que como aluna de terceiro ano tenho que morrer estudando.... ¬¬" Mas quando der pra postar mais de uma vez... postarei com gosto!!

Espero que gostem... e deixem reviews... =*

Obs.: Beijo super hiper mega ultra especial pra Raissa Cullen e pra JehBar... Obrigada por mandarem a review de vocês... Espero que gostem da minha história! *.*