Capítulo 2

Don't throw yourself like that

In front of me

I kissed your mouth your back

Is that all you need?

Don't drag my love around volcanoes melt me down


A distância entre a biblioteca e a Torre de Astronomia nunca me pareceu tão pequena. Estava completamente absorta em pensamentos, insistindo em dizer a mim mesma que meus devaneios, e em especial a pessoa a qual se tratava os tais devaneios, não era nem ao menos digna de nota.

Ela não podia se diferenciar muito da aparência que passava. Ela era um grifinória, e estes são estupidamente honestos, consigo mesmo e com os outros.

Mas aquilo não fazia sentido, não fazia o menor sentido. Éramos declaradamente inimigas, eu não poupava esforços para prejudicá-la e humilhá-la e ela nunca escondia seu asco perante minhas atitudes.

Então, por que me encarara tão intensamente se tudo o que sentia por mim era repúdio? Por que não me lançou uma ofensa quando eu não tinha nenhum colega sonserino para defender-me? Por que não fez qualquer coisa? Qualquer coisa que eu pudesse esperar daquela garota cuja vida eu imaginava se resumir a livros, mas...

Ela me olhou, apenas me encarou, sem uma só ofensa, sem nenhum suspiro pesaroso, sem revirar os olhos. Apenas intrigando-me, imaginando o que diabos poderia se passar por sua mente naquele minuto em que seus olhos sempre tão transparentes encontravam-se inexpressivos, ilegíveis até para mim, que a tanto custo aprendera a interpretar os olhares de pessoas muito mais enigmáticas do que ela.

Sua personalidade começava a me intrigar sem nenhuma explicação brilhante para tal feito, apenas a humilhante constatação que ela me paralisava, apenas por me olhar.

Eu tinha que descobrir por que aquilo acontecera, por que aquilo me intrigava, mas, acima de tudo, como obtivera o controle da situação apenas por estar lá, e por que aquilo me fascinara tanto, justo a mim, conhecida por ser tão dominadora.

Draco esperava-me no pé da escadaria do Observatório de Astronomia. Suspirei pesadamente, sentindo-me inexplicavelmente culpada. Reprimi aquele sentimento infundado e sorri ao ver seu rosto pontudo voltando-se para o meu, tentando tirar um outro rosto de minha mente.

- Achei que tivesse tomado como desafio minha provocação sobre você não saber fingir-se doente. – disse-me enquanto levantava uma das suas sobrancelhas, encarando-me levemente intrigado.

- Eu só me atrasei um pouco. – respondi sem encará-lo, acompanhando-o escadaria acima.

Não entendia porque, mas era simplesmente impossível encarar suas íris cinzentas naquele momento.

Ao chegarmos ao Observatório, demo-nos conta de que definitivamente éramos os últimos alunos a pisar na sala.

Com o olhar, varri rapidamente a sala, sem muita certeza do que esperava encontrar... Bem, na verdade sabia, mas ainda conseguia ser hipócrita o bastante para negar. De qualquer forma, não encontrei nada de interessante – por assim dizer –, apenas um bando de lufos nervosos com um teste idiota.

- Senhorita Parkinson, queira fazer a gentileza de posicionar-se ao lado do seu telescópio para que possamos começar o teste. – disse a Professora McKalin, encarando-me estranhamente por estar parada mais do que o necessário, apenas olhando a classe.

Suspirei olhando à minha volta mais uma vez, com uma última e estúpida esperança de encontrar quem eu procurava. Apressei-me em conter aquele pensamento, eu não estava procurando por ninguém.

Mentira, e eu sabia daquilo mesmo naquele momento, tão bem quanto sabia que de nada adiantar-me-ia olhar pelo telescópio esperando reconhecer qualquer coisa no céu estrelado. Minha mente estava muito longe das estrelas, ou, talvez, perto demais.

Vinte minutos antes do termino da aula, eu desisti de fazer qualquer coisa naquele teste e entreguei-o apenas com o meu nome nele, saí do Observatório o mais discretamente o possível. Não precisava de ninguém ao meu lado fazendo perguntas cretinas sobre como eu fora na prova. Aquela porcaria era a menor das minhas preocupações, o que me levava à pergunta: qual era a maior das minhas preocupações naquele momento?

Céus, será que eu era tão hipócrita e orgulhosa assim? Eu sabia perfeitamente quais eram as perguntas em minha mente.

Sentei-me no gramado próxima ao portão de entrada e passei a observar o céu, era impressionante como aquela atitude se tornava prazerosa apenas por não ser uma obrigação.

- Você saiu cedo. – ouvi uma voz perto de mim e sobressaltei-me, estava tão absorta em meus pensamentos que nem ao menos tinha reparado que qualquer pessoa tinha se aproximado de mim.

Olhei para cima a e vi Draco estendendo-me a mão.

- Como é que você sempre sabe onde me encontrar ou o que dizer para ter a minha atenção? – perguntei, aceitando a mão que ele me oferecia e levantando-me.

- Instinto masculino. – respondeu – Então, vamos?

Meneei a cabeça e permiti que ele passasse um dos braços pelo meu ombro. Um calor subiu pelo rosto e senti-me queimar, aquilo estava simplesmente... Errado.

Eu sentia-me completamente suja por permitir que ele me abraçasse quando tudo o que eu tinha em mente era como me livrar do sentimento de culpa, crescente a cada segundo. O problema é que não era um culpa qualquer, eu tinha um motivo para tê-la. Somente Merlin sabe como essas idéias foram implantadas na minha cabeça, mas a questão é que eu decidira que não mediria esforços para decifrara aquela grifinória.

A outra e a única pessoa que eu já tivera o trabalho de aplicar-me para desvendar, era o próprio garoto que comprimia-me contra si. Aquilo parecia uma espécie de... Traição.

Meneei a cabeça novamente tentando afastar aqueles pensamentos completamente ilógicos, mas a sensação de mal estar continuava presente, fortificando-se a cada segundo.

- Draco. – eu chamei sem a mínima idéia do porque o fizera, ou o que diria em seguida. Tudo o que eu precisava fazer era arranjar um meio de afastar-me dele.

Ele encarou-me com um sorrisinho cortando os lábios.

Ele estava tão calmo e tão perfeitamente confortável com aquela situação que eu me sentia o pior dos seres humanos só pela idéia de traí-lo. Digo... Não trair, propriamente dito. Eu tinha meu orgulho e meus preconceitos, jamais teria qualquer coisa com um grifinório, em especial uma garota mas, mesmo assim, pensar em depositar em mais alguém a atenção que eu depositara só nele, era uma traição.

- Eu... Eu esqueci o livro de Astronomia na Biblioteca. Preciso voltar para pegá-lo. – disse sem olhá-lo os olhos e torcendo para que o escuro ocultasse o tamanho real da minha mochila.

- Eu vou até lá com você. – ofereceu-se.

- Não, não faça isso. Você deve estar cansado, vá para o dormitório descansar. – disse afastando-me dele e comprimindo a mochila contra os ombros.

Ele olhou-me de maneira estranha, mas não disse nada, apenas deu de ombros e beijou-me os lábios por breves segundos, depois colocou as mãos dentro dos bolsos das calças e saiu andando sem olhar para trás.

Aquele era o problema sobre Draco Malfoy. Era praticamente impossível saber se ele estava irritado com suas atitudes, se ele simplesmente não se importava ou se o jeito frio que demonstrava era o dele mesmo. Eu sabia decifrá-lo, era verdade, se olhasse fundo nos seus olhos eu saberia muito bem dizer qual daquelas três opções era de fato a verdadeira, a questão era: eu não conseguia olhar nos olhos dele, não quando tudo o que eu conseguia pensar era nos olhos de um outro alguém.

Corri até a biblioteca como se aquilo de alguma forma fosse tirar os pensamentos de minha mente, mas, então, percebi a ironia naquilo tudo. Eu correra para lá, quando sabia que não tinha deixado o livro para trás, quando sabia que biblioteca reavivaria qualquer memória que eu pretendia abandonar.

Era lá que tudo aquilo tinha começado. Ali, naquele lugar antigo e que eu sabia que ela gostava tanto, ao menos achava que gostava. Se aquela troca de olhares tinha estabelecido um elo, a biblioteca o selara, e na pressa de livrar-me dele, acabei agarrando-me a ele ainda mais.

Balancei a cabeça e saí correndo aos tropeços daquele lugar. Não podia lembrar, não podia ficar ali, remoendo as imagens em minha mente mais uma vez. Fazia apenas algumas horas que aquilo tudo acontecera e aquela cena, aqueles olhos, ficaram gravados na minha memória de tal modo, que tudo aquilo repetia-se inúmeras vezes, despertando em mim as mesmas sensações que tivera quando acontecera tudo ao vivo e a cores.

Aquilo não podia ser normal.

Não dormi nem ao menos metade do que pretendia ter dormido naquela noite. Estava tensa, completamente desperta. Embora o cansaço insistisse em fechar os meus olhos, a inquietação privava-me por completo do sono.

Se consegui, por fim, dormir, acredito que foi por volta de meia hora, logo no começo da manhã, instantes antes das minhas colegas de quarto acordarem-me com a costumeira gritaria matinal.

Durante o café da manhã, tive o cuidado de sentar-me de costas para o resto do Salão. Começar o dia com a cabeça borbulhando de dúvidas não era a minha idéia de "Bom dia", além do quê, a minha cabeça já borbulhava de dúvidas sem que eu precisasse refrescá-la com a visão daquela garota novamente.

A respeito do meu súbito interesse por Hermione Granger, eu tenho algo a declarar em minha defesa: eu estava cansada, miseravelmente cansada, não dormira absolutamente nada e aquela semana de revisões realmente exigia muito de mim, não era à toa que qualquer coisa como um olhar que eu jamais esperaria receber me atordoasse tanto.

Certo, apesar de todo o cansaço, aquela extrema necessidade de desvendá-la e entender o que se passava com aquela garota era um pouco além das reações que eu previa que eu poderia ter, mas, mesmo assim, eu tinha uma justificativa para tal feito.

Pensar naquilo não me aliviava por completo, mas, ao menos, era uma desculpa para o meu mais novo tormento.

Se aquele fosse o caso, então, de fato, eu não tinha nada com o que me preocupar, visto que aquele novo dia era o começo do tão esperado fim de semana. Teria tempo de sobra para relaxar e descansar, e com um pouquinho de sorte, quem sabe, tirá-la de minha mente e provar a mim mesma, que aquilo não passava de idiotice.

De qualquer maneira, achei melhor não arriscar. Tomei o café o mais rápido que pude e saí da mesa sonserina antes que corresse o risco de encontrar-me com Draco. Não saberia como reagir ou o que pensar, se aquele mesmo sentimento de repulsa para comigo mesma voltasse, ao mero toque dele.

Sentir-me estranha por causa de Granger era uma coisa, sentir-me estranha com outras pessoas pelo mesmo motivo, era outra completamente diferente. Aquele sentimento de que eu estava fazendo algo errado era completamente inadmissível, além do quê, mesmo que eu realmente estivesse curiosa a respeito dela, mesmo que não fosse só cansaço, eu não estava fazendo nada de errado de uma maneira ou de outra. Era um pouco humilhante interessar-me por uma Grifinória, mas, ainda sim, não estava fazendo absolutamente nada de errado.

O céu não estava claro como estivera no dia anterior, o que era uma pena, afinal, finalmente chegava o final de semana, onde eu poderia aproveitar a luminosidade e o tempo fechava. Só podia ser de propósito.

As nuvens cobriam o céu acinzentado, e, de vez em quando, era possível ver um irrisório esforço do Sol para transpor as nuvens densas e cinza-chumbo, mas nada que realmente iluminasse a paisagem.

Afastei-me um pouco da entrada principal do castelo e parti para o caminho oposto ao que fazíamos para assistir a aula do meio-gigante. Poucas pessoas ficavam por lá, não era afastado e nem isolado, de modo que eu não me sentia solitária ali, mas também não era tão lotado quanto a margem do Lago da Lula, logo ao lado da cabana de Hagrid.

Inspirei profundamente. Aquilo só podia ser coisa da minha imaginação, mas aquele lugar tinha um cheiro diferente de qualquer outro que eu já tenha sentido nos arredores do castelo. Era mais límpido, mais refrescante, era familiar.

Sentei-me sob uma macieira, a única macieira que eu já encontrara nos arredores do colégio. O tronco não muito grosso, acomodava minhas costas perfeitamente e eu entretinha-me observando as últimas flores rosadas e fora de estação caírem.

O mais incrível, naquela árvore, não era que sobrevivesse ao duro inverno, mas o fato que ela era atípica. As flores ainda caíam em pleno outono, preparando-se para a chegada das frutas. Enquanto todas as outras árvores despediam-se de suas folhas ficando nuas, aquela se despedia apenas das flores.

Nunca tinha visto aquela árvore dar um único fruto, afinal, ela preparava-se para tal feito durante o inverno, mas aquilo não importava. O que contava era sua resistência e o modo como tingia o chão de rosa claro, tão diferente do amarelo, vermelho e marrom de todas as outras.

Identificava-me com aquela árvore, afinal, não era eu igualmente atípica?

Não saberia dizer quanto tempo passei observando tudo a minha volta completamente calada, tão entretida com minhas constatações, que nem ao menos tinha me dado conta que não estava mais sozinha.

Ouvi o farfalhar das folhas esmagadas pelos passos apressados, e permanecei com a cabeça baixa, esperando com toda a sinceridade do mundo, que aquela ou aquelas pessoas me vissem e me deixassem quieta. Irritava-me pensar que eu fora naquele lugar isolado para um pouco de paz e solidão, e vinha gente correr para cima e para baixo justamente na minha frente.

Ergui o rosto para olhá-los, por fim, e dizer-lhes da forma mais desagradável o possível que eles estavam me irritando e que eu os azararia se continuassem a correr por lá.

Mas não o fiz, nunca proferi uma só daquelas palavras, não depois de... Ver.

Os lábios rosados contraídos num sorriso de puro deleite, os cabelos ondulados caindo numa cascata, emoldurando o seu rosto, e os olhos... Aqueles mesmos olhos que me tiravam o sono e a fome, que me faziam perder horas e horas em suposições vazias sobre a verdadeira identidade da pessoa por trás dos mesmos.

Levantei-me sem nem ao menos dar-me conta de que o fazia. O vento tocava meus cabelos louros sem delicadeza, arremessando-os contra o meu rosto.

Ela levantou os olhos e estes encontraram os meus. Parou de correr e apenas permaneceu lá, estática, encarando-me como se nunca tivesse me visto antes, os cabelos esvoaçavam a favor do vento, deixando seu rosto e seus olhos ainda mais evidentes e aquela expressão tomou conta deles, aquela mesma expressão que eu não sabia identificar, o vulto, a névoa.

- O que está olhando, Parkinson? – perguntou alguém parado logo atrás da garota que eu observava, foi só então que eu tomei conhecimento que Ronald Weasley estava entre nós.

- Vá à merda, Weasley. – respondi grosseira.

Mas a final, o quê eu estava olhando? Ou melhor ainda: por que eu estava olhando?

Aquele pobretão ruivo fez menção de responder enquanto tateava desengonçado nos bolsos, procurando por algo que eu supôs ser sua varinha, mas, então, fomos interrompidos por Granger, soltando uma exclamação qualquer e levando os dedos ao seu olho esquerdo.

- O que foi, Mione? – perguntou ele, aproximando-se demais do rosto dela.

- Um cisco. – ela falou sorrindo – Sempre entra alguma coisa nos meus olhos quando venta muito.

Prendi a respiração quando Weasley tomou o rosto de Granger nas mãos, com o pretexto de examinar-lhe o olho.

Ele encarou seus olhos por alguns segundos, talvez. Não saberia dizer quanto tempo passou. Aquela cena me hipnotizava, a expectativa, a proximidade dos dois era inebriante e de alguma forma, aquilo me feria tanto. Sentia um peso inexplicável sobre o peito e o ar parecia me faltar, eu conseguia antecipar a cena que acontecia logo a minha frente.

O modo como ele vencia a distância com um sorriso frouxo, colando os seus lábios nos delas, o modo com os olhos dela se fechavam, ignorando o cisco ou o que quer que fosse, os braços laçados contra as costas um do outro, os dois habitando o mesmo espaço.

Mas não ainda, pelo menos. Ele nada fazia além de encarar-lhe os olhos com sua respiração, provavelmente roçando na pele dela, tamanha a proximidade que estavam, soprava-lhe o rosto com delicadeza, focando-se em seus olhos.

Eu tinha medo de piscar, ou de me mover. Sentia que qualquer movimento meu, qualquer piscadela, seria o suficiente para perder o momento crucial, o momento em que a distância seria vencida, o momento em que o peso sobre o meu peito seria tanto, que eu mal conseguiria me manter em pé.

Ela virou os olhos e, nisso, percebi que o novo foco de sua atenção era novamente eu. Seu rosto estava preso pelas mãos deles, os hálitos dos dois se misturavam, mas, ainda sim, era para mim que ela olhava, com um semi-sorriso estampado nos lábios, perturbando-me mais do que qualquer outra coisa já me perturbara na vida.

Enfim pisquei e consegui me mover, coloquei os cabelos revoltos para trás da orelha e saí dali, quase correndo, sem olhar para trás. Não queria mais ver o chão rosado tingido pela macieira, não queria mais ver um casalzinho feliz, onde o garoto soprava o cisco dos olhos da garota. Não queria mais vê-la, não queria mais encarar seus olhos.

Esqueci-me das suposições que fizera durante o café da manhã. O meu súbito interesse por ela não era fruto de cansaço, era algo mais, algo que eu não sabia definir, ou que sabia, mas recusa-me a nomear.

Tudo parecia incrivelmente concreto depois de nomeado.

Pesarosa, entendi que minha estranha necessidade de encarar-lhe os olhos e entender o que se passava por trás deles não era algo que se desfaria com uma boa noite de sono. Mesmo porque eu sabia, desde aquele momento, que eu não teria uma boa noite de sono, que não descansaria, que não pregaria os olhos nem ao menos um segundo, pois ao fechá-los, eu veria imediatamente os dela encarando os meus, perturbando-me.


nina: Obrigada pelos elogios e pelo estímulo moça! Sei que estou demorando para atualizar, o problema, é que eu gostaria de conseguir manter o mesmo nível de narrativa, e está dificil encontrar o mesmo tom para dar continuidade aos capítulos, mas mesmo assim, aqui estou!

.Miss.H.Granger.: Outro site, eu tinha publicado em dois fóruns, dois fóruns da Sonserina. Obrigada pelo elogio!

nane: Obrigada! Espero que você continue acompanhdo daí. o/

Humildemente Ju: Juuu! Não me xinga vai .-. Eu sei que eu enrolo para caramba pra entregar as coisas, mas eu tava na esperança de passar no vestibular, pena que não consegui... Enfim, muito obrigada por me acompanhar SEMPRE. Na verdade, o título dessa fic eu tirei de uma ,música do The Verve (acho que é The Verve o nome, nem me lembro mais) Que toca em Segundas Intenções. xD

Dessa.: Muuuito Obrigada! Não vou abandonar não, relaxa.


É isso aí, manifestem-se e eu continuo. xD