P.O.V. Harry Potter
Uma mão começou a subir por meu peito vagarosamente, me fazendo ficar arrepiado. Tentei me aproximar mais dela e recebi uma risada em resposta.
— Bom saber que gosta, Potter.
— Ma-Malfoy? — gaguejei surpreso, tentando me afastar dele.
— Sim, Harry. — Ele sussurrou no meu ouvido.
— Você está maluco! — falei, finalmente tomando consciência do que acontecia.
— Talvez um pouco, mas maluco por você. — Ele respondeu, mordendo o lóbulo da minha orelha, me fazendo ofegar baixinho.
— O que tá fazendo no dormitório da Grifinória?
— Queria aproveitar que meu leão favorito estava sozinho. — Ele falou, distribuindo beijos pelo meu pescoço, me fazendo ficar mais afoito.
— Você está louco. — falei, com dificuldade.
— Harry, Harry, Harry!
— Que droga! — gritei, me sentando rapidamente na cama, sendo surpreendido por quem estava no meu quarto, e levemente constrangido pelo volume do meu pijama, que tratei de pôr um travesseiro em cima.
— Você estava tendo um sonho louco, cara. — Colin falou, arqueando a sobrancelha. — O pessoal tava te procurando na mesa do café e você não apareceu, decidi vir te chamar.
— Ah, obrigado. Eu tava naqueles sonhos estranhos que a gente cai de um prédio. — respondi, dando um sorriso amarelo.
— Eu entendo, eles são uma droga. Bem, recado dado. — Ele falou, saindo do quarto.
Quando cheguei ao banheiro joguei uma água no meu rosto e ainda dei uns tapinhas.
Que droga de sonho foi aquele? Isso é Malfoy colocando besteira na minha cabeça.
— E você? Por que diabos você gostou? — perguntei para o Mini-Harry, que ficou feliz com o sonho.
É, já estou ficando louco mesmo.
Cheguei mais cedo à detenção, passei pela mesma prateleira de ontem e peguei o livro para eu terminar de ler, a fim de me distrair e ignorar Malfoy até isso acabar.
— Poty sabe ler mesmo, que surpreendente! — Escutei aquela voz sarcástica e inconfundível de trás de mim.
— Eu tenho que fazer alguma coisa para não te socar. — respondi, sem olhar para ele, que sentou-se na mesa ao lado.
— Eu sei que me ama. — Olhei para ele com a sobrancelha arqueada. — Sonhou comigo como pedi? Sonhou com carinho? — Ele perguntou, com a voz sensual.
Sensual? Que droga eles botaram no almoço hoje? Deve ter sido aquelas plantas que tem na floresta que a gente vive dizendo que é maconha.
— Eu não sonhei contigo, doninha. Tá pra nascer o dia que vou sonhar contigo com carinho. — falei, voltando minha atenção ao livro.
Mas o Mini-Harry se remexeu com as lembranças.
Vovós de calcinha. Vovós de calcinha. Vovós de calcinha.
— Finja o quanto quiser. — Ele falou, puxando uns livros para a mesa.
Apenas bufei para ele, voltando a ler o meu livro.
Terminei o livro e ainda faltava 40 minutos para a detenção acabar, Draco estava folheando um livro distraidamente, aparentemente cansou de me provocar.
Devolvi o livro à sua estante e fui até a seção de livros de aventura procurar algum interessante.
— Não sei o que tem em você que me irrita profundamente. — Draco falou, encostado na prateleira do início.
— Igualmente, Malfoy. — respondi.
— Minhas mãos coçam para que eu faça algo com você. — falou, vindo lentamente em minha direção.
— Eu adoraria quebrar alguns dentes seus.
Senti minhas costas baterem com um baque na estante de livros oposta, além de ter ficado um pouco em choque com o movimento brusco.
— Que droga você quer, Malfoy? — perguntei, empurrando ele para a frente.
— Também não sei. — respondeu, me observando curioso.
Ele estava tão perto, seus lábios estavam separados e ele respirava ofegante. Meus olhos ficaram fixos nele, até que o sonho voltou a mim e eu o puxei pelo colarinho e o beijei, usando toda a raiva e desejo que sentia em mim. Ele ficou surpreso no início, mas logo segurou firme na minha cintura, deixando o beijo mais afoito.
Quando o ar finalmente fez alta nos separamos ofegantes, fiquei hipnotizado por seus olhos cinzas.
— Eu gosto mais dessa versão de descontar raiva. — Ele falou.
— Eu também. — respondi, nos virei e o pressionei na estante onde eu estava antes, atacando sua boca novamente, ignorando completamente a vozinha que gritava que isso era errado.
— Senhor Malfoy, se tiver matado o Potter e está tentando esconder o corpo dele eu espero que faça um bom trabalho. Mas se for você, senhor Potter, que tiver matado o senhor Malfoy eu garantirei que seja punido. Vocês tem 5 minutos para sair da biblioteca. — Professor Snape falou de algum lugar da biblioteca (acredito que da porta) e logo em seguida bateu ela, enquanto nós tentávamos controlar nossa respiração.
Nem deixei que ele falasse nada e corri para fora da biblioteca.
— Espero que a Doninha não tenha te atormentado muito. — Rony falou, me passando um saco de chocolate contrabandeado para dentro da escola.
— Ele fez o de sempre. — respondi, corando levemente, disfarçando ao olhar para dentro do saco.
— E não aconteceu nada de mais? Você parece estranho. — Hermione falou, me analisando.
— Nada, só ansioso para o próximo jogo de futebol. Ter que armar umas estratégias, sabe como é. — falei, dando de ombros.
Eu não gostava de esconder nada dos meus melhores amigos, mas nem sei se eu deveria lembrar do que aconteceu. Malfoy vai fingir que os beijos nunca aconteceram? Será que quer repetir?
Balancei a cabeça para espantar o pensamento. Tudo bem que eu já estava certo da minha sexualidade, desde o ano passado eu sabia que eu sou bissexual. Mas, droga, eu beijei o Malfoy!
Respirei fundo, comendo os chocolates enquanto o pessoal contava do passeio de Hogsmeade. Mas logo meus pensamentos se direcionavam a certo sonserino...
"Nossa, você apareceu depois de mil anos!"
Sim, i'm back \o/
Eu estive em um período de bloqueio horrível, vocês não tem noção da tristeza que eu sentia em escrever tantas outras fics e não atualizar essa. Mas os humilhados foram exaltados, eu não consigo escrever nas outras e saiu um capítulo aqui! Kkkkkkk
Acredito que o próximo seja o último, digam o que acharam desse e torçam comigo para que não demore tantos meses (8?) quanto esse.
Bjs, drarry é OTP. :p
