Essa fic é um presente para Lady Murder.

Capítulo III – Confiança.

Please, trust me. Ii'll protect you.

(Por favor, confie em mim. Eu irei proteger você.)

Anne Asakura

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- Tem certeza de que não vamos nos dar mal pegando doces da cozinha, Maya? – Eu perguntei ao notar que já era arrastado por você pelos corredores da Wammy's House.

- Não se preocupe, eu sempre furtei doces na cozinha e nunca fui pega. Com você por perto será ainda mais fácil. – Você sorriu e entregou-me um pequeno cesto. Isso foi logo depois de sairmos da quarentena e pouco antes das aulas daquele dia começarem.

- Se derem por nossa falta na mesa do café da manhã, teremos problemas. – Segurei o cesto, delicadamente, em uma das mãos e fui seguindo você. Entramos por um pequeno vão que havia na cozinha e, sem problemas, furtamos algumas tortas de morango e algumas barras de chocolate. Nunca em muita quantidade. Apenas o suficiente para saciar a nossa sede por doces e o suficiente para que não dessem por falta.

- Você precisa ser mais seguro, L. – Você me tocou a ponta do nariz e sorriu, segurando a minha mão. – É melhor nós escondermos os doces e corrermos. Quanto tempo temos antes que o Roger faça a chamada? – Você perguntou. Não que não soubesse a resposta, mas eu entendi que aquilo era apenas um teste. Você adorava me testar.

- Nós temos cerca de três minutos para atravessar todo o orfanato até um dos quartos e estarmos lá no refeitório. Isso é humanamente impossível. A chance de conseguirmos é de 5 por cento para menos, Maya. – Eu disse. Você sorriu. Era como se todo o meu pessimismo fosse embora com a vinda do seu sorriso.

- Então acho melhor nos apressarmos ou não dará tempo. – E então você começou a correr, me puxando pela mão.

Acho que eu nunca corri tanto na minha vida, mas nós conseguimos. Realmente conseguimos. Atravessamos os corredores da Wammy's House por alguns atalhos e chegamos ao seu quarto em cerca de dois minutos. O caminho para o refeitório teria sido praticamente impossível em cerca de um minuto se não tivéssemos dado de cara com uma das cozinheiras, que parecia estar bastante atrapalhada para carregar as caixas.

- Eu tive uma idéia. – Disse para você, enquanto corríamos.

- Não temos tempo para idéias, L. Se não corrermos, estaremos perdidos! – Agora você parecia preocupada. Eu me perguntava como alguém podia ser tão despreocupada em algumas horas e completamente e preocupada em outras.

- Confia em mim, Maya. Vai dar tudo certo. – Eu disse, te olhando nos olhos.

E você confiou. Confiou como ninguém nunca havia confiado em mim antes. E foi por causa de uma pequena ajuda na cozinha que conseguimos nos safar da bronca de Roger e, de bônus, conseguimos o sorvete que estava guardado apenas para a semana que vem. Os dias com você eram sempre assim: doces e cheios de surpresa.

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N/A:

Ahá, o terceiro capítulo de Celidónia e que eu esqueci de postar ontem! A fic vai começar a ficar mais interessante do próximo capítulo pra frente, eu juro. Espero que esteja gostando do presente, tia Murder!

E vocês todos também.

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