AVISO 1: Nada ali me pertence, a menos que eu tenha criado, e vocês vão saber quando isso acontecer, porque serão as partes que não estavam nos livros. XD

AVISO 2: Eu não ganho um centavo escrevendo isso, meu único lucro é para o meu ego, através das reviews, então sejam amores e deixem review. ;)


Capítulo II

Meet your best friend

Já fazia quase um mês que o médico havia visitado Grimmauld Place, e Harry acordava todos os dias com esperanças que lembrasse de algo de sua vida, mas ele não lembrava nada. O curandeiro havia dito que sua perda de memória havia ocorrido devido a stress profundo, combinado com um desejo inconsciente de não lembrar de coisa alguma. Ou seja, ele estava lutando contra si mesmo. O homem também havia acrescentado que, provavelmente, conviver com pessoas que ele costumava conviver ajudaria muito em sua recuperação, e, com isso, Narcissa ajudava imensamente, até onde podia. Passava horas conversando com Harry, contando a ele tudo que podia a respeito de Draco. Também escrevia longas cartas ao rapaz e a seu marido, contando como a vida estava, e da saúde de Harry. O rapaz ficava feliz por saber que poderia contar com pessoas que realmente o conheciam, isso facilitava bastante as coisas.

Sair à rua, no entanto, era um problema. Nas duas vezes que Cissy o havia levado até o Beco Diagonal, para comprarem roupas e outros acessórios necessários, já que parecia que ele havia perdido tudo, exceto os óculos e a varinha, durante a tal guerra, fora uma terrível confusão que o recebera. As pessoas não cessavam de apontar para sua cicatriz, e comentar, e tentar se aproximar. Em duas lojas ele fora recebido com salvas de palmas, em mais algumas, as pessoas apenas o observavam espantados e houve dois ou três ruivos, que ele encontrara em Gringotes, que tentaram agredir Cissy quando a viram com ele.

Tantas cartas chegavam a Grimmauld Place que ele havia desistido de abri-las. Ele pensou, durante alguns dias, que deveria anunciar publicamente sua perda de memória, para que as pessoas o deixassem em paz, mas Cissy o alertou, fazendo-o ver que, caso ele fizesse isso, haveria uma quantidade enorme de pessoas que tentariam se aproveitar do fato, e tentar se passar por amigos, ou até família dele, apenas pela fama que ele tinha. Harry agradecia mentalmente por ter Cissy com ele. A mulher podia não ser a mais calorosa das pessoas, mas o estava ajudando, e, com certeza, tinha determinação. O medi-bruxo vinha vê-lo uma vez por semana e, no restante do tempo, ele passava lendo, ou voando no quintal da casa, quando não estava dissecando as poucas memórias que Cissy conseguia transmitir para ele.

Estava ansioso, na verdade, para reencontrar Draco. Pelo que Narcissa lhe contara, os dois eram amigos desde os onze anos de idade. Por razões que ele não compreendia muito bem, a sua amizade não era exatamente pública, algo a ver com a prisão de Draco e Lucius, e grande parte do mundo bruxo pensar que os Malfoy eram bruxos das trevas, mas reencontrar alguém que realmente fizera parte de sua vida seria muito bom. Ele sentia falta de amigos... Ele deveria ter tido muitos amigos, pela falta que sentia de alguém que ele não conseguia, na verdade, identificar.

Foi no dia anterior à chegada de Draco que Harry teve um dos maiores sustos que ele conseguia se lembrar (o que não era dizer muito, já que ele lembrava apenas da monotonia dos dias em Grimmauld Place). A manhã já estava alta quando ele ouviu estrondos no andar inferior e pulou da cama, agarrando sua varinha no processo e correndo para a porta. O quadro da Sra. Black berrava de uma maneira que ele nunca havia visto, e a voz de Narcissa se perdia entre os berros do quadro, mas ainda era possível de ser identificada. Mais duas vozes alteradas eram audíveis e Harry se deteve por um momento, fechando as cortinas do quadro, para então seguir para o hall da casa. Um casal estava enfrentando Narcissa, que tinha sua varinha em posição de ataque, enquanto um rapaz ruivo e uma moça morena, com cabelos muito cheios, tentavam passar por ela. Harry parou no alto da escada, ainda apenas com a calça de seu pijama e os cabelos caindo nos olhos, a varinha na mão, e tentou compreender a cena. A moça morena o viu e parou a discussão, gritando estridentemente.

- Harry! Por merlin, Harry, temos tentado entrar aqui há dias! O que essa mulher faz aqui, Harry? O que você está fazendo aqui com ela? Nós estávamos tão preocupados! – a moça tentou se aproximar, mas Narcissa foi mais rápida, dando um passo em direção a ela, bloqueando seu caminho, enquanto o ruivo parecia pronto a berrar de frustração. Harry ficou confuso e procurou os olhos da única pessoa que ele conhecia ali.

- Cissy? O que está acontecendo? – ele voltou a olhar para o casal, que parecia ter sofrido um Estupefaça quando ele falou, - Quem são eles?

- Quem são... Harry! – gritou o ruivo, - Nós somos seus melhores amigos, seu idiota! Como assim "Cissy", Harry, o que está acontecendo com você? – Harry franziu as sobrancelhas... Ele lembrava daquele ruivo... De algum lugar... Quem ele era?

- Desculpe, mas eu não lembro... – ele disse, um pouco constrangido, descendo mais alguns degraus, e ficando mais perto deles, mas, ainda assim, atrás de Narcissa. Depois de tudo que vira no Beco Diagonal, não iria confiar em qualquer pessoa que se aproximasse.

- Não lembra? – a morena parecia pasma, - Harry! Somos nós! Ron e Hermione!

O moreno ficava a cada segundo mais perdido, lembrava e não lembrava dos dois. Lembrava do tom da voz... E do jeito... Era como ver uma cena de algum filme que tivesse visto há muito tempo e cujo enredo não é possível lembrar. O ar irritado do ruivo lhe permitiu ter um vislumbre de algo... Uma briga... E aquele ruivo caminhando para longe... Deixando-o para trás... Amigo? Não era isso que ele lembrava. Seu olhar ficou mais frio quando encarou os dois a sua frente.

- Desculpe, mas eu realmente não lembro. Por favor, posso pedir que se retirem de minha casa? – o ruivo parecia prestes a berrar mais uma vez, mas a morena pôs uma mão no braço dele e lançou um ar calculista para Harry, como se estivesse tentando compreender algo.

- Vamos, Ron. Não vamos brigar agora. – ela olhou para o moreno, - Se você lembrar, Harry, você vai saber onde nos encontrar. - Ela girou a varinha rapidamente e um pequeno bilhete surgiu no ar, à frente de Harry, que o pegou, mas não o abriu. Ela lançou mais um olhar cheio de veneno para Cissy e saiu da casa.

Harry encarou a loira que olhava para a porta com uma expressão de puro ódio.

- Cissy... Quem... Quem eram eles? – a sensação era estranha, ele lembrava de brigas, mas lembrava de mais... Era uma sensação forte, que ele não conseguia definir... Como se... Ele devesse lembrar daqueles dois.

- Dois aproveitadores, Harry. – ela disse, finalmente voltando a olhar para ele, - Como você era um Gryffindor e Draco um Slytherin, não era... Comum que vocês pudessem ser vistos juntos. Esses dois andavam atrás de você o tempo todo, sedentos de fama e atenção. Gente baixa, Harry, de quem você não gostava, aturava apenas por dever. Agora vamos, Harry, vista-se. Draco chega amanhã e você terá seu verdadeiro amigo de volta. – ela sorriu ligeiramente, enquanto deixava o pé da escada e Harry voltava a subir.

Mas um pensamento o perturbava, parecia algo tão estranho. Se seu melhor amigo estava em outra casa, por que ele não estivera lá também? Bem, poderia pensar melhor sobre isso depois. Correu para seu quarto e vestiu-se, preparando-se para almoçar com a mãe de seu melhor amigo.

SllSllSllSllSll

Harry ouviu a porta da frente fechar e levantou da poltrona onde estivera sentado, na biblioteca. Era quase fim de tarde, e o sol aparecia avermelhado pela janela, e dava cores ao lugar onde estava. Parecia que até o tempo decidira comemorar a saía de seu amigo da prisão.

Caminhou até a entrada e viu duas pessoas igualmente loiras o encarando. Draco arqueou uma sobrancelha ao ver o garoto, e Harry não conseguiu conter um sorriso. Ele conhecia aquele gesto. Quando vira Narcissa fazendo-o, pensara ter se lembrado de algo. Agora conseguia relacionar o gesto ao seu dono. Era a primeira "lembrança" que tinha.

- Oi. – disse Harry, sem saber muito bem como interagir com alguém que deveria estar esperando algum comportamento dele, que ele não sabia qual era. Draco o encarou, os olhos se estreitando e Harry imaginou que eles não se cumprimentavam assim. Deveria ir até o rapaz e abraçá-lo? Hum... Não parecia uma boa idéia. Os olhos de Draco se demoraram sobre a cicatriz na testa dele, e então ele olhou para Cissy, antes de realmente interagir com o outro menino, que o observava, apreensivo.

- Oi, testa rachada. – disse Draco, virando-se para Narcissa e parecendo extremamente mal-humorado. – Onde fica meu quarto?

Cissy sorriu para o filho e começou a subir as escadas com ele, olhando para Harry, como quem pede desculpas. Harry ficou observando os dois loiros desaparecerem no andar superior. Alguma coisa estava errada ali. Aquele era seu melhor amigo. Será que eram sempre... Hostis um com o outro?

Muito confuso, Harry voltou para a biblioteca, e tentou retomar sua leitura. Tinha algo errado ali. Algo muito errado ali.

SllSllSllSllSllSll

- Merlin, esse lugar é uma droga! – exclamou o loiro, enquanto se jogava na cama do quarto onde iria ficar. Exatamente ao lado do quarto do cicatriz. Era realmente seu tipo de sorte. Um ano, todo um maldito ano, com aquele lunático, mestiço infernal na sua casa, e aí, quando ele pensa estar livre de toda aquela loucura, ele não só é mandado para Azkaban, como seu pai ainda iria ficar lá mais cinco meses e eles tinham que ficar naquele lugar decrépito, com ninguém menos que o Santo-eleito-de-cabeça-aberta-e-nenhum-cérebro, que, ainda por cima, estava sem memória, e acreditava piamente que era seu melhor amigo! Por favor! Quem manda no mundo não tinha nem um pouquinho de apreço por Draco Malfoy, essa era a verdade. E, pelo olhar que sua mãe lhe lançava, ela não estava contente com ele.

- Draco, eu pensei ter deixado claro, em todas as cartas que lhe enviei, o quanto a nossa posição é delicada e o quanto essa sua amizade com Potter é necessária, não deixei? – Draco abriu os olhos e encarou a mulher a sua frente, dando um sorriso inocente nada convincente.

- Eu não fiz nada, mãe! A senhora viu! Eu até dei "oi" para ele. Por favor, eu passei um mês na prisão. Eu estou cansado, eu preciso descansar, e comer, e ficar em silêncio por algumas semanas. O choque de Azkaban acabou comigo.

- Ora Draco, você estava sozinho em uma cela, que nem era uma cela, era um quarto! Nem dementadores mais aquele lugar tem! E o Ministério todo estava compadecido de você, tão jovem e tão frágil, na cadeia, você sabe disso!

- Eu sei, o Potter não sabe. E nem precisa ficar sabendo. Use essa desculpa para que ele não note o quanto o seu melhor amigo está estranho, porque não é nem um pouquinho fácil para mim chegar aqui e ser amigável e tudo mais com o garoto que mandou o meu pai para a prisão.

- E que salvou sua vida. – disse Narcissa, encarando o filho reprovadoramente.

- E você salvou a dele. Era para nós estarmos quites.

Cissy suspirou e sentou-se na cama do filho, passando a mão pelos seus cabelos finos, enquanto Draco fechava os olhos.

- Draco, é por nós. Para nós retomarmos a nossa vida de cabeça erguida.

- Mãe, eu não sei se a senhora já pensou nisso, mas, e quando nós estivermos no nosso lugar e o Potter não estiver mais como nosso amigo? E quando a farsa acabar e nós não precisarmos mais dele? O mundo bruxo inteiro vai cair sobre nós três, por termos enganado o "Eleito".

- Sim, se a amizade se desfizer, sim, nós estaríamos em problemas, Draco.

O rapaz sentou na cama tão rápido, que a cama rangeu.

- Como assim se? Eu não vou passar o resto da vida fingindo ser amigo daquele imbecil.

- Draco, ele não é, nem de longe, tão ruim como você costumava dizer. Na verdade, a companhia de Potter é extremamente agradável. – o queixo do loiro estava caído. Quem havia abduzido a sua mãe e posto esta mulher insana no lugar? – Além do mais... Você vai querer ser amigo dele. No fundo, você sempre quis.

Narcissa saiu do quarto, decidida a procurar Potter e explicar a situação de Draco. Sabia que havia deixado seu filho espantado com suas palavras, mas era a verdade. Tinha a impressão que seu plano funcionaria muito melhor do que o esperado.

SllSllSllSllSllSll

Entrou na biblioteca já pronta para se desculpar, mas parou quando viu a cena a sua frente.

Potter dormia, na poltrona da biblioteca. Era quase um costume dele. Sentava-se ali à tarde e simplesmente dormia. O rapaz, na verdade, descansava toda cada vez que podia, dormia muito cedo, acordava sempre tarde, e, apesar de parecer estar recuperando a sua forma física, estava incrivelmente magro. Não pela primeira vez, sentiu algo se apertar em seu peito ao contemplar a imagem do rapaz ali, dormindo, como se tivesse acabado de sair de um jogo de Quadribol. Ele tinha a idade de seu filho. Era tão jovem quanto Draco. E sofria perseguição daquele lunático desde... Sempre. Na verdade, ela não gostava nem de tentar imaginar pelo que o garoto havia passado no ano anterior, quando todos o julgavam fugindo, para que ele ainda tivesse esse ar cansado, mesmo depois de um mês dormindo muito, todos os dias. E o que mais a assustava eram os pesadelos. Muitos e freqüentes, pareciam drenar a saúde do rapaz, a cada vez que ele tinha um, como se cada pesadelo tivesse vida própria e atrasasse ainda mais a recuperação dele.

Da primeira vez em que acordou com os gritos de Harry, quase desmaiou de susto. Pensou imediatamente em uma invasão de Comensais, ou algo assim. Quando chegou à fonte do barulho, o próprio quarto de Potter, o encontrou sobre a cama, jogado, respirando fundo e os gritos morrendo aos poucos. Ele não acordava durante o pesadelo, não importa o quanto ela o sacudisse, ou falasse com ele. E acordava no dia seguinte, sem lembrar de nada. Era bastante... Assustador. E esse havia sido o primeiro tijolo do grande muro que ela havia construído contra o rapaz que havia caído. A maneira como ele sempre parecia estar querendo ajudar, o jeito com que bebia cada palavra que ele contava sobre sua suposta vida, a alegria do sorriso aberto que ele tinha, o som da risada, tudo era tão enternecedor que assustava. Era possível ver a força do jovem, sua obstinação, sua força de vontade, mas também seu bom coração e a natureza, apesar de tudo, tão ingênua.

Depois de um mês morando na mesma casa que Harry Potter, ela não podia negar. Gostava do rapaz.

Harry abriu os olhos naquele momento, e Cissy lhe sorriu, fazendo-o parecer envergonhado.

- Eu dormi. De novo. – ele pareça irritado consigo mesmo, a fazendo sorrir de novo.

- Não se importe, Harry. Não é como se tivesse algo para você fazer aqui. – ele riu – Bem, eu vim até aqui para me desculpar, em nome de Draco. Ele está... Abalado, ainda, com a prisão. Estava cansado, e foi um pouco rude com você antes... Ele queria vir se desculpar, mas eu mandei que ele ficasse em seu quarto, descansando, até a hora do jantar. Com certeza você entende, não?

- Claro, Cissy. – Harry sentiu-se envergonhado por ter pensado que havia algo errado com Draco. Seu melhor amigo havia saído da prisão, e ele ficava zangado porque não recebia uma recepção calorosa, que tipo de amigo ele era? – Eu entendo, sim. – Cissy sorriu.

- Eu sabia que entenderia. Vou até a cozinha ver com o elfo como vai o jantar. Eu venho lhe chamar quando estiver pronto. Pode voltar a sua... Leitura. – ela disse, rindo levemente, enquanto o rapaz ficava vermelho.

Assim que a loira saiu, Harry sorriu novamente. Em algumas horas ia poder conversar com seu amigo. Seu melhor amigo. Isso não era maravilhoso?


Respostas das reviews:

Agy: Capítulo betado, viu? E presente garantido (aperta Twin)

E Harry desmemoriado e de cabelão (puppy eyes)

Marjarie: Draquenho aí. No próximo capítulo, interação pinhônica!

Hauhauahuahuahuahauhau

Cin Infante: creia-me, eu entendo. Malfoys são A LUZ!

Espero que tenha gostado desse ;)

Juzinha Malfoy: Não matarei ninguém, juro solenemente. Hauhauhauhauahuahu

As atts serão semanais, mas, com mtas reviews, eu posso ser persuadida a postar antes. Eu sou um amor. While tinha nove capítulos e foi postada em duas semanas ;)

Lauh: Tomara que tu tenha gostado do reecontro, Lauh! Bjs!!!!

Eyre: aha! Cá estão os rapazes. O que será que vai rolar no jantar?? E depois do jantar??

Hauhauahuahuahuahauhau

Bjs, Eyre!

Bruna F.: aí está o Draqueeeeeeeenho!!! Espero que tu continue gostando da fic ;

Ahn... O que mais...

Oh, sim!

R E V I E W !

Hauhauahuahuahuahau

Bjs!