Final – Atenção: o conteúdo deste capítulo não é apropriado para mentes mais jovens ou para pessoas que se ofendam com material ligeiramente M. Não é nada muito gráfico mas considerem-se avisados. Último capítulo portanto gostava que me dessem opiniões. Vou começar a trabalhar noutra tradução para Português que devo conseguir publicar aqui em breve.
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Quando ouviu alguém bater á sua porta, Kensi era a última pessoa que ele esperava ver. Um vizinho que precisava de qualquer coisa, o homem da pizza que se tinha enganado na casa outra vez, sim. Kensi não. E em especial não esta versão de Kensi. Ele sabe que estaria em sarilhos de uma maneira ou de outra. Ele sabia que ela provavelmente não esqueceria o que ele tinha feito. Ou dava cabo dele ou encontrava uma maneira de o torturar, mas não deixaria que aquela conversa do beijo e aquilo que se seguiu morrer em paz. E ela não deixou.
Ele pensou nela mais vezes do que pode contar, enquanto se deixava dormir sozinho. Ele imaginou como seria beijá-la, como se sentiria com o corpo dela junto ao seu. O que seria ter aqueles olhos a olhar directamente para ele enquanto ele removia todas as suas roupas. Ele já teve várias fantasias que a envolvem. O que ele nunca tinha imaginado é que essas fantasias se podiam tornar reais um dia. No entanto, aqui está ela.
Os beijos dela são ainda mais intensos do que aquilo que ele tinha imaginado. As mãos dela no seu cabelo, os lábios dela no seu pescoço, o corpo perfeito dela junto ao seu são ainda mais intoxicantes que a sua fantasia. O perfume dela é tão feminino e familiar que faz com que ele tenha dificuldades em respirar normalmente. Ele sente-a, prova-a, tenta absorver o seu perfume. Ele esquece-se do facto que ela é sua parceira e que eles provavelmente não deviam estra a fazer isto. Ele não faz ideia de como ou até onde as coisas vão avançar mas tem a certeza que não consegue parar. Não se consegue controlar e, vistas bem as coisas, sabe que não quer ter essa possibilidade.
Ela está a deixá-lo ter controlo sobre aquilo que estão a fazer. Não é algo que ela costume fazer muitas vezes mas está receptiva e isso é incrivelmente sexy para ele ver como ela se entrega assim. Ele beija-a apaixonadamente, explorando a boca dela com a sua língua, mordiscando o seu lábio inferior entre beijos. Ele morde o pescoço e os ombros dela, beijando-os de seguida, fazendo com que ela emita os sons mais sexy que ele já ouviu na sua vida.
Ele percorre o seu corpo com uma mão até encontrar a bainha da sua camisola. Puxando-a ligeiramente para cima consegue meter a sua mão dentro da sua camisola até encontrar o fecho do seu soutien. Este é o momento. Ou ela permite que ele continue ou dá-lhe para trás. Ele deixa os sues dedos brincar com o fecho enquanto a beija, esperando pela sua reacção.
Ela afasta-se ligeiramente mas não como ele temia. "És mesmo bom nisto."
"Pensavas que não seria? Obrigada, Fern," ele diz, mordendo gentilmente o espaço sensível debaixo da sua orelha.
"Não importa. És," ela diz, os olhos fechados e a cabeça inclinada para trás.
Ele sorri contra o seu pescoço. "Ainda não viste nada."
A única resposta da parte dela é a maneira como a sua respiração começa a sair ligeiramente ofegante quando ele desaperta o fecho. Ele percorre as suas mãos pelos ombros dela, pele que ele nunca tinha tocado antes. Ele lembra-se que ainda estão na entrada da sua casa e puxa-a para o sofá sem quebrar o contacto. Ele senta-se e puxa-a para o seu lado, beijando-a durante longos minutos sem fazer nada mais íntimo do que acariciar a pele das suas costas. Ele quer levar o seu tempo, fazer as coisas devagar e viver a sua fantasia ao máximo. Se isto só acontecer uma vez, ele quer que seja tudo perfeito, sem arrependimentos.
Ela afasta-se um pouco e sorri. "Não posso acreditar que não querias beijar-me."
"Acredites ou não, não beijo muitas mulheres, Kens," ele diz, acariciando o cabelo dela. "É uma coisa íntima. A coisa mais íntima que podes fazer com alguém."
"Um, acho que consigo imaginar uma coisa muito mais íntima," ela sussurra nos seus lábios.
Ele abana a cabeça depois de outro beijo. "Não. Pensa nisso…quando nos beijamos estás a olhar directamente nos meus olhos a uma proximidade assustadora, vês a minha alma. Estamos a saborear as línguas um do outro, a respirar a respiração um do outro. O que pode ser mais íntimo do que isso?" Ele diz, tentando provar o que está a dizer com um beijo longo, íntimo e apaixonado e sente-a tremer.
Ela sussurra na sua boca. "Tu ganhas."
"Ganho?"
Ela acena, os seus olhos fechados. "Sim."
Ele puxa-a para o seu colo, um joelho dela de cada lado das suas ancas. Ele sente o calor que ela emana e levanta as suas ancas para estar o mais próximo possível dela. As mãos dela estão no cabelo dele enquanto o beija, e tudo o que ele consegue pensar é levá-la para o quarto. Ele força-se a sim mesmo a levar as coisas com calma e goza esta estranha agonia. Ele sente-a pressionar-se contra ele, balançando as ancas. Ele geme e a sua cabeça cai para trás e ela beija o espaço onde o pescoço se une com o ombro dele.
A boca dela abre-se contra a sua pele e ele sente os seus dentes quando ela o morde. A pressão é incrivelmente erótica e quando ela morde com mais força ele não consegue decidir se é sexy ou sádico. De uma maneira ou de outra ele não consegue respirar. As mãos dela movem-se para o seu peito, puxando a camisola dele para cima até expor completamente o seu torso. Ele ajuda-a, tirando a camisola. De seguida, abre a camisa dela com um simples movimento.
Ela sorri, surpreendida. "Estes parecem-se com botões. Como sabias que se abriam assim?"
Ele sorri para ela, acariciando o seu pescoço. "Kensi, eu passo muito tempo a olhar para o teu peito quando pensas que não estou. Eu sei como as tuas roupas funcionam," ele diz, removendo a camisola dela por completo.
Ela sorri de uma maneira sedutora e uma das suas mãos começa a abrir o botão das calças dele. "Eu também sei como as tuas funcionam."
Ele fecha os olhos e faz um esforço para respirar normalmente quando as mãos dela lhe tocam enquanto trata do botão. "Kens…"
"Eu quero-te."
Ele abre os olhos e olha para ela.
"O que foi?"
"És linda," ele sussurra.
"Tu também não estás nada mal," ela responde, a ponta dos dedos na cara dele.
Ele beija-a novamente, agarrando a bainha do top dela e puxando-o até ao peito dela. "Tens demasiada roupa vestida, Fern."
"Então tira-a, Shaggy."
Ele solta um suspiro e puxa a camisola até estar no chão ao lado deles. Ele não olha, não lhe toca, apenas a puxa contra ele, apreciando a sensação das suas peles nuas juntas enquanto a beija. Ela move-se contra ele, pressionando-se intimamente perto dele e Deeks agarra as ancas dela para a puxar ainda mais contra ele. "Estas calças têm que ir."
Ela move-se e põe-se de pé. "Concordo."
Os olhos dele estão directamente nivelados com o fecho dela e ele desaperta-o lentamente, deslizando as calças até ao fundo das pernas dela mantendo as suas cuecas intactas. "Ainda com demasiada roupa," ele diz, tirando-as de seguida. Ela tira-as e fica ali, forçada a permanecer no mesmo sítio pelas mãos dele que agarram as suas coxas. Ele olha para ela e deixa um beijo mesmo por baixo do umbigo dela. Ele sente-a tremer, ouve a sua respiração tornar-se ofegante com aquele simples beijo. E é só isso que ele precisa de saber.
Ele beija um centímetro abaixo e ouve a respiração dela ofegante mais uma vez. Uns centímetros mais abaixo e ela suspira, as mãos no cabelo dele e o nome dele nos seus lábios em forma de gemido. Ele nunca se atreveu a ter fantasias com isto porque sabia que nunca mais conseguiria olhar para ela se o fizesse. Mas agora é real e é melhor do que qualquer fantasia que ele poderia alguma vez ter.
Ela está a puxar o cabelo dela, puxando-o para cima desesperadamente e mal conseguindo respirar. "Deeks…por favor…"
Ele levanta-se, puxando-a para os seus braços, e beija-a ferozmente. Ela consegue tirar as calças dele e os boxers de uma só vez. Ele tira-os quando chegam aos seus tornozelos e sente as mãos dela nele, percorrendo as suas costas, ombros e abdominais. Depois uma mão circula-o, movendo-se para cima e para baixo. Ele sente um arrepio e suspira, a sua cabeça caindo para trás com a sensação. "Kensi…"
Ele consegue voltar aos seus sentidos e agarra a mão dela, levando-a para o quarto e deitando-a na cama e subindo para cima dela, afastando os joelhos dela com os seus. Ele pressiona o seu corpo contra o dela e sente-a arquear-se para ele. Ele quere-a desesperadamente mas força-se a esperar. Ele beija os lábios dela, o pescoço e os ombros. Ele move-se para o peito dela e sente a mão dela no seu cabelo, o seu peito elevando-se com cada respiração.
Ela está a puxá-lo, desesperada com a paixão. "Por favor…"
Ele não consegue aguentar mais. Ele quer tê-la. Ele faz uma pausa, olha para os olhos dela para absorver tudo o que ela tem para dar. Ela é tudo aquilo com que ele sempre sonhou e quis. E durante este momento incrivelmente íntimo ele confirma aquilo que suspeita á tanto tempo. Está completamente apaixonado por Kensi Blye, a sua parceira, a mulher que nunca imaginou que pudesse ter. ele resiste á tentação de o dizer mas depois algo incrível acontece.
Ela olha para ele com os olhos pesados com paixão. "Amo-te."
Ele beija-a, aliviado e com pura felicidade a correr-lhe nas veias. "Eu também te amo."
Ela eleva as mãos para o cabelo dele e puxa-o para um beijo de cortar a respiração, arqueando-se mais uma vez contra ele. Ele move as suas ancas contra as dela e Kensi puxa pelo seu cabelo. "Por favor, Deeks…"
Ele junta-os e ela grita, agarrando-se a ele, as unhas dela a deixarem marca nas suas costas. Ele move-se devagar, saboreando todas as sensações que ele evoca nele. Ela encontra o seu ritmo e em meros minutos está a tremer, a arfar e a contrair-se á volta dele.
"Deeks…Oh, Deus…"
Quando ela pára, ele pára e olha para ele, sorrindo. "A sério? Acabaste de…"
Ainda a respirar ofegantemente, com os olhos fechados, ela acena que sim com a cabeça-
"Wow, Fern. E eu pensava que os homens é que tinham uma má reputação por causa disso."
Ela abre os olhos e sorri. "A diferença é que ei consigo fazê-lo outra vez. E mais uma ainda."
Esta é a conversa mais sexy que ele já teve e considerando aquilo que está a fazer enquanto a tem, ele tem que se esforçar para manter o controlo o que se torna complicado quando ela começa a mover as suas ancas novamente e a percorrer o corpo dele com as suas mãos enquanto o beija. Ele esforça-se para não explodir, tenta fazer com que ela avance mais devagar. Dura pouco porque Kensi aumenta o seu andamento, suspirando, gemendo e enterrando as unhas nos ombros e costas dele outra vez. E desta vez ele não consegue parar. O nome dela é um gemido desesperado quando ele finalmente se deixa ir juntamente com ela, enterrando a cabeça no pescoço dela a tremer.
Minutos mais tarde, quando param de tremer e quando conseguem respirar normalmente outra vez, ele olha para ela. "Esperei tanto tempo por isto."
"Eu também."
Ele rola para o lado e puxa-a para ele, fazendo com que use o seu peito como almofada. Ele puxa um cobertor sobre eles e mantem-na perto dele. Ele ama-a. Ele disse-lhe isso. E ela também o ama. No entanto, não muda aquilo que eles são.
É como se ela percebesse aquilo em que ele está a pensar. "Não me arrependo disto. Mas preferia mantê-lo entre nós."
Ele acaricia o cabelo dela e beija-lhe o topo da cabeça. "Eu concordo. Ninguém tem nada a ver com isto."
"Pois não."
"Achas que eles se importariam com isto no trabalho?"
"Não sei. Não me importo nada com isso, honestamente. Temos um trabalho horrível. Vemos coisas que ninguém devia ter que ver. Pessoas tentam matar-nos. Nós matamos pessoas. Tem que haver alguma coisa boa nas nossas vidas, não achas?"
"Sim, acho. E é isto mesmo, Kens. Descobrimos aquela pessoa que nos entende, que nos conhece, que conhece os nossos problemas e que nos ama na mesma."
"Eu percebo-te," ela diz, olhando para ele com um sorriso adorável.
"Eu também te percebo. E conheço os teus problemas," ele diz, beijando-a gentilmente. "E amo-te na mesma. E sempre amarei."
Ela acaricia a cara dele. "Não me vou esquecer que disseste isso, Shaggy."
Ele sorri e beija-a mais uma vez. "Estou a contar com isso, Fern."
