Perto do fim de semana... quem está pronto para mais um capt de Exilio, espero que vcs curtam muito, estou com um pouquinho de
pressa, então não vou me prolongar muito! Fiquei mais de duas semanas sem net e tenho mil coisas pra fazer...
Curtam o capt ;)
Isso aqui são lembranças de Sakura, não é exatamente o que ela está contando para Sasuke e Taka.
Naruto não nos pertence e nem a história respectivamente a Kishimoto-sensei e Elade-chan.
Traduzido por Chris96
Exílio
Betada por Bella21
Capítulo 3. I A Folha se murchou
Na manhã em que tudo começou a piorar, levantei-me com uma sensação estranha. Mesmo tendo acabado de acordar, ainda estava com dor em todo meu corpo.
Fazia uma semana que Pain havia atacado a aldeia deixando tudo destruído. Ainda bem que no final, Naruto tinha conseguido. Ainda me pergunto como a Akatsuki utilizou um jutso estranho que impedia as mortes na luta, os feridos chegavam a centenas e eu não tinha um miserável minuto para descansar, muito menos quando minha mestra estava inconsciente.
A vila inteira estava envolta em uma estranha aura de irrealidade, parecia que eu estava vendo tudo através dos olhos de outra pessoa, tanta destruição e caos não pareciam ser de verdade. Era como se minha mente ainda esperasse acordar e ver que nada tinha acontecido, que era tudo minha imaginação, mas isso nunca aconteceu.
Como a maioria das casas tinham desabado, nós realojamos as pessoas como pudemos, na academia, nos abrigos e inclusive no hospital. Montamos tendas temporárias com energia solar para que tivessem pelo menos um teto sobre suas cabeças.
Organizar uma vila em situação de emergência quando seu líder está inconsciente é um verdadeiro inferno. Assim, Shizune e eu tivemos que tomar conta do hospital para prestar assistência aos feridos, o que resultou em vários dias sem dormir. O trabalho nos acumulava e as poucas horas livres, nós passávamos com Tsunade tentando fazê-la reagir, ou simplesmente olhando por ela.
Ainda assim, em meio a todo caos, começamos a ver a luz. Aos poucos as casas iam sendo levantadas e os feridos se curando, embora ainda tivesse muito a ser feito, pelo menos a esperança começava a voltar aos corações dos habitantes de Konoha.
Atravessei a rua cumprimentando Konohamaru e sua equipe que carregavam vigas de madeira e tintas, pois estavam ajudando na reconstrução, como todos os genins.
Quando cheguei ao campo de treinamento, vi Naruto pulando como sempre. Depois da batalha não tinha levado mais de um dia para se recuperar e se lançar para ajudar e treinar novamente. Esse garoto era inesgotável, não entendo como pode ter tanta energia e vitalidade. Mesmo nas mais sombrias situações, Naruto sempre tem um sorriso caloroso para oferecer.
Eu me aproximei dele levantando a mão como cumprimento. Nos últimos tempos, nós dois estivemos muito ocupados e não tínhamos nos visto muitas vezes. Era difícil admitir, mas sentia falta desse loiro escandaloso, nunca pensei que ele chegaria a se tornar tão importante para mim.
Devo dizer que quando eu o conheci ele poderia me irritar, na verdade, agora ele faz às vezes, mas é diferente, eu o conheço e sei que ele tem um coração de ouro, que nunca me deixaria sozinha.
Não entendo como as pessoas podem ser tão cruéis com ele, não perdoo a mim mesma por ter sido uma vez. Mas Naruto nunca reclamou ou exigiu nada, e depois de tudo isso, protegeu a vila que o desprezou desde criança, por quê? A resposta está clara, é porque ele não é como nós, ele é melhor.
- Sakura-chan! – Chamou-me balançando as mãos enquanto sorria radiante.
- Naruto! – Gritei enquanto me aproximava correndo.
Lá ao lado do loiro também estava Kakashi-sensei. Eu estava feliz por podermos estar os três juntos, mesmo que fosse só por um tempo.
- Olá Kakashi-sensei. – Cumprimentei sorridente.
- Olá Sakura, não te vejo por aí ultimamente. – Respondeu o jounin.
- Nós tivemos um monte de trabalho no hospital – disse – ...e com Tsunade-shishou... não tenho tido muito tempo. – Meu humor estava ficando mais sombrio a cada minuto.
- Calma Sakura-chan, eu tenho certeza de que a velha acordará logo. – animou-me o loiro – Não é Hokage à toa, certo?
- Sim. – Assenti o olhando agradecida. Ele tinha razão, eu devia ter mais confiança nela, estava certa de que as coisas só podiam melhorar e que essa sensação ruim que havia tido naquela manhã, tinha sido somente fruto do meu profundo cansaço.
-Naruto? – Uma voz nos fez virar a cabeça
Em frente aos nossos olhos se encontrava ninguém mais, ninguém menos, que Tazuna, o construtor de pontes, junto à Inari, seu neto, agora muito mais alto.
O louro sorriu com felicidade ao encontrar-se com eles, havia anos que não os víamos. Concretamente, desde que terminamos nossa primeira missão no País das ondas, e recordar estes momentos fez com que eu ficasse completamente nostálgica.
-Velho Tazuna! – gritou Naruto, sempre tão respeitoso. – Inari! Como você cresceu! O que fazem aqui?
- Viemos ajudar na reconstrução de Konoha. – Disse o neto do construtor de pontes.
-E já que estávamos aqui, decidimos passar para cumprimentar nossos antigos heróis. – completou Tazuna. – E então, onde está Sasuke? Nós gostaríamos de cumprimentá-lo também.
Fiquei lívida, onde está o Sasuke? Boa pergunta, vocês sabem? Pensei interiormente. Ele não sabia de nada sobre a traição de Sasuke, continuava acreditando que era nosso companheiro em Konoha... Como deveria ter sido.
Um nó se formou em minha garganta e comecei a sentir umidade em meus olhos, como uma coceira incômoda, baixei o olhar evitando responder.
Por quê? Por que teve que ir embora? Se tivesse ficado, agora mesmo estaria aqui ao nosso lado ajudando-nos a levantar a vila novamente. Talvez competindo com Naruto e respondendo minhas perguntas com seus típicos "Hmpf"... Talvez... Nesses anos tivéssemos conseguido que sorrisse alguma vez e que não se sentisse tão sozinho. Haveríamos seguido com nossas missões fazendo-nos mais fortes, nós três juntos, vendo-nos crescer, teria lutado ao lado de Naruto, e tenho certeza de que a situação seria bem menos difícil se ele estivesse aqui...
Mas não estava e todos estes pensamentos não eram se não mais que irreais idiotices de uma garota tonta. A realidade era o que era e não tinha sentido pensar no que deveria ser.
-... Veja, Sasuke... – Começou a explicar Kakashi-sensei.
Agora ele contaria tudo e a realidade voltaria a bater com brutalidade em todos. Veríamos os rostos de temor neles e pensariam que Sasuke era um criminoso igual a todos os outros. Eu já deveria ter me acostumado, mas não podia evitar sentir esse vazio por dentro.
- Sasuke não está aqui neste momento. – interrompeu Naruto animadamente. – Lutou comigo e foi embora, mas tenho certeza de que ele vai voltar à vila e se alegrará de vê-los.
Não posso descrever o sentimento de gratidão que senti neste momento. A vontade de chorar ficou mais forte, mas consegui me segurar e sorrir para Naruto. Nunca poderia agradecê-lo pelo que ele fazia por mim, por todos nós... Era mais que meu melhor amigo, era meu irmão. Nesse momento, eu prometi que não permitiria que ninguém voltasse a depreciá-lo e fazê-lo se sentir sozinho, eu o protegeria da mesma forma que ele me protegia e aos outros, e juntos faríamos Sasuke voltar.
Tazuna e Inari foram embora para continuar com seu trabalho de reconstrução deixando nós três novamente sozinhos. Conversamos alegremente tentando acabar com assuntos desagradáveis e nos dando ânimos, dizendo que a situação devia melhorar em breve e Tsunade acordaria a qualquer momento.
De repente, vemos Kiba se aproximando apressadamente, montado em Akamaru, como se ele fosse um cavalo.
- Eu vim avisá-los assim que pude. – Disse o Inuzuka se detendo em frente a nós – É que Tsunade... Ela foi destituída do posto de Hokage.
- Não podem fazer isso! – Gritou Naruto indignado.
Eu baixei o olhar com resignação, sabia que isso poderia acontecer, nós não podíamos ficar sem líder eternamente e muito menos na situação delicada em que se encontrava a vila. Ainda assim, a notícia me atingiu como uma pedra, a decisão de destituir a Hokage significava que não tinham esperanças que ela recobrasse os sentidos, soava para mim como ingratidão. Ela tinha protegido a vila com sua vida e era assim que a pagavam. A raiva borbulhava em minhas veias.
- Na verdade podem, Naruto. – disse Kakashi em tom resignado. – A vila precisa de um líder. Sabia que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. Quem é o novo Hokage? – Perguntou o jounin com desconfiança.
- Um cara chamado Danzou, não sei muito sobre ele. – Informou Kiba com um gesto de desgosto.
- Não! – Gritei indignada.
Sentia todos os olhares dos presentes cravados em mim, mas neste momento não dei atenção, a fúria me possuía.
Como é possível que tivessem feito Hokage aquele velho ambicioso? Sempre tentando tomar o poder e atrapalhando minha mestra. Eu tinha certeza que ele estava feliz de que Tsunade não acordaria, e, se por acaso ela tivesse morrido, ele ficaria satisfeito. Eu o odeio.
Como a pupila favorita da Godaime, ela tinha confiado em mim para contar suas preocupações e planos. Junto à Shizune havíamos sido seu verdadeiro Conselho, e não aquelas antiguidades, que só buscavam maneiras de obstruir seu trabalho e derrubá-la.
Tomei ciência em primeira mão que Tsunade estivera muito alerta, vigiando todos os movimentos de Danzou e da Raiz, pois sabia que a qualquer momento podiam tentar algo contra ela. Desde a trágica morte de Jiraya, na qual havia chorado com amargura, havia se apoiado mais em nós. Juntas, tínhamos nos esquivado dos golpes sutis da Raiz com perícia. Por isso eu estava tão indignada, pois tudo aquilo não havia servido de nada.
- Não, ele não pode ser Hokage! – segui gritando furiosa. – Danzou é um ambicioso que quer se aproveitar da situação!
- Cuidado Sakura. – preveniu-me Kakashi-sensei. – Lembre-se de que agora ele é o Hokage, por mais que não goste disso. Poderiam te colocar na prisão por insubordinação.
Contra a minha vontade deixei de gritar. Por mais que me custasse admitir que Kakashi tivesse razão, e eu tinha certeza de que Danzou não perderia a oportunidade de me jogar na prisão se eu desse um único motivo. Esse velho já tinha jurado à Tsunade, e para ninguém era um segredo, que a Hokage era como uma mãe para mim e que eu faria tudo o que fosse por ela.
- Isso não é tudo. – voltou a falar Kiba com ar de reticências. – É sobre Sasuke...
Meu coração deu um salto involuntário ao ouvir seu nome e me encolhi com dor, ao pensar que pudesse ter acontecido algo. É curioso como depois de tanto tempo, meu pulso se acelera somente ao mencioná-lo. Senti-me como uma estúpida reagindo daquela forma, mas não podia evitar a tremedeira nas mãos diante da possibilidade de que lhe tivesse acontecido alguma coisa. Além disso, o tom de Kiba não contribuía muito para acalmar-me.
- O que aconteceu com ele? – Perguntou Naruto com seriedade, apressando o Inuzuka a dizer.
Podia perceber que ele se encontrava no mesmo estado de ansiedade que eu. Sasuke continuava sendo seu melhor amigo, seu irmão. Haviam sido mais próximos do que eu poderia chegar a ser de alguém. Pode ser que nunca admitisse, mas sempre sabia que ele era o elemento central da equipe sete, Sasuke e Naruto eram os fortes, os heróis protetores destinados a ser grandes ninjas, eu só era sua companheira.
-... – Kiba parecia duvidar. – Danzou incluiu Sasuke no livro Bingo, e deu a ordem de matá-lo caso alguém o veja.
Estou segura que o ruído do meu coração ao romper-se foi perfeitamente audível, não era a primeira vez que ocorria, já pensava estar familiarizada com o som que ressonava, ao menos, em meus ouvidos. Faltou-me o ar para respirar e uma dormência invadiu minha cabeça, como se dentro de mim tivesse um ninho de marimbondos. Não podia estar certo, nem sequer podia chorar, minha mente não podia assimilar tal informação.
- Não permitirei! – gritou Naruto ao meu lado. O olhei sem reação, como se as palavras não chegassem ao meu cérebro. – Sabe que tentaremos trazer Sasuke de volta, e ele não é um assassino! Vou agora mesmo falar com Danzou.
Essas palavras conseguiram fazer-me ter alguma reação, minha dor e incredulidade deram espaço à dor e a ira, desde já, não ficaria quieta.
- Eu também vou! – Afirmei franzindo o cenho com fúria e adiantando-me alguns passos para me situar junto a Naruto.
Notei o forte aperto de Kakashi em meu braço quando nos deteve, tanto Naruto quanto a mim. Vir-me-ei para pedir que me soltasse, mas ele apertou mais os dedos em torno de meu braço até me causar dor e nos puxou para que o olhássemos.
- Não ouviu o que eu disse? – perguntou seriamente. – Ir lá para gritar e lutar não resolverá nada! Dê-lhe um único motivo e acabará na prisão. É o que ele está esperando, pois sabe que você reagirá assim. – olhou-me com seu único olho visível. – Vai dar a ele essa satisfação?
Baixei a cabeça rendida. Meu sensei tinha razão, como sempre. Mas precisava fazer alguma coisa, não podia ficar quieta olhando como ordenavam procurar Sasuke como se ele fosse um animal, e pra mim tanto fazia se fosse terminar na prisão para conseguir o que desejava. Um sentimento de impotência me inundou, não serviria de nada fazer com que nos prendessem, isso não mudaria a opinião de Danzou.
- Não estou pensando em aceitar isso, irei e vou fazer Danzou voltar à razão. – Repetiu obstinadamente Naruto com a decisão brilhando em seus olhos azuis – Vou buscar Sasuke e...
- E o quê? Naruto, você não pode sair da vila, a Akatsuki ainda está atrás da Kyuubi, como você vai buscá-lo? – interrompeu Kakashi cruelmente. – Danzou não vai te dar permissão.
O loiro virou se soltando do aperto do sensei e procurou meus olhos para obter apoio. Apoio este que eu não daria, não desta vez, fazer com que encarcerassem Naruto não ia ajudar em nada Sasuke, devia fazê-lo ver a razão.
Desviei do seu olhar, baixando meus olhos ao chão para não ver como os seus me miravam de forma acusadora. Virou-se para ir embora, mas outra vez um braço o deteve. O meu.
- Naruto, por favor... – Murmurei.
Odiava a mim mesma por isso, por ser tão fraca, por não ter a força e a coragem de Naruto e ter que pedi-lo para que fosse tão covarde quanto a mim.
- Você não pode ajudar se estiver preso. – Continuei suplicando enquanto a decepção se desenhava nos olhos do meu amigo.
- Eu já estou preso. – Sussurrou, mas relaxou seus músculos.
Soltou-se delicadamente do meu aperto e caminhou abatido para lugar nenhum. Suponho que só queria ficar longe de nós.
- O que faremos agora, Kakashi-sensei? – Perguntei cabisbaixa, vendo como Naruto ia embora.
- No momento só podemos esperar, controlar Naruto e aguentar o que virá. – Respondeu-me seriamente.
Voltei a ter a sensação que havia tido quando acordei, algo me dizia que as coisas só iam piorar. Despedi-me de Kakashi e Kiba, que continuava ali com uma expressão significativa no rosto. Mas antes que pudesse estar longe o bastante, pude ouvir suas palavras.
- O quão mal está tudo? – Perguntou Kiba
- Isso é só o começo, tenho a impressão de que o pior está por vir. – Disse o jounin com um tom desolado.
Deixei de escutar, já tinha tido o bastante por um dia. Quando cheguei em casa e fechei a porta pude enfim ceder, apoiei-me contra a madeira deixando meu tronco deslizar até o chão e chorei todas as lágrimas que tinha segurado, gritei todas as palavras que tinha deixado de falar, contra Danzou por complicar tudo, contra Tsunade por não acordar, contra Sasuke por ir embora, contra mim por ser tão fraca... Nesse momento não sabia quantas vezes tinha repetido essa cena.
Assim que acabaram minhas lágrimas, agarrei-me a foto da equipe sete e caí na cama pensando que no dia seguinte tudo ficaria melhor e estaria bem. Ilusão.
As semanas foram se passando sem surpresas aparentes. Naruto e eu voltamos a ser os de sempre, treinando juntos, comendo no Ichiraku, foram pequenas as mudanças introduzidas nas nossas vidas sem que nós mesmos percebêssemos.
Tudo aconteceu de uma forma tão sutil que nós só vimos quando era tarde demais. No início foram pequenas coisas. De repente, ninguém ficava surpreso em ver um AMBU Raiz patrulhando as ruas da aldeia como se fossem policiais. Os protocolos de missão tornaram-se mais rigorosos, a entrada para a Torre do Hokage foi vetada e não podíamos ir a menos que fôssemos acompanhados por ninjas da confiança de Danzou.
O afluxo de visitantes estrangeiros que vinham à aldeia para visitá-la ou fazer negócios caiu drasticamente, pois eles tinham colocado guardas nas entradas que impediam o acesso se não apresentasse um passe especial do Hokage.
Mas foi só nesse momento que eu tinha percebido exatamente o que Danzou estava fazendo com Konoha.
Estava chovendo. Não era uma tempestade, simplesmente chuviscava. Então eu decidi sair de casa para fazer o que tinha planejado como fazia toda semana.
Passei na floricultura de Ino para comprar algumas flores e me encaminhei até o mesmo lugar de sempre, não havia comentado com ninguém o que fazia, apesar de também não esconder, simplesmente não pensava que era de interesse para os demais.
Passei em frente ao antigo Bairro Uchiha, nunca entrava ali, ninguém habitava aquelas casas, pois ninguém se atrevia a isso.
Por fim cheguei ao lugar que queria, um monumento construído em memória do clã Uchiha, lembrando a valentia e a honra dos grandes ninjas que haviam sido e a horrível e injusta morte que tinham encontrado.
Desde que Sasuke tinha ido embora de lá, me parecia uma falta de respeito que ninguém cuidasse do lugar e se preocupasse de levar flores para enfeitá-lo. Assim, havia pegado o costume de levar algumas flores todas as semanas.
Mas quando levantei o olhar pude ver que não estava sozinha, uns três AMBU Raiz estavam ali.
Franzi o cenho com irritação. Não tinham o direito de estar aqui, já era o bastante encontrá-los em cada esquina da vila vigiando tudo, mas esse lugar merecia respeito e sabia que eles não o tinham.
Uma pergunta se formou em minha cabeça pela situação desagradável. O que faziam aqui? Eu tinha certeza de que não tinham vindo para visitar o monumento dos Uchihas mortos e que ali não havia nada de mais.
Aproximei-me mais e então vi com clareza o que eles pretendiam.
As flores, que até então sustentava em minhas mãos, caíram ao chão enlameado e corri ao encontro deles para detê-los. No entanto, antes de dar um par de passos começando a acumular chakra em meus punhos, senti que algo me batia nas costas dando-me uma espécie de choque e caí ao solo já que minhas pernas falharam.
Sentia-me fraca como se me faltasse força. Notei com surpresa que o chakra de minhas mãos tinha desaparecido e não conseguia concentrá-lo por mais que tentasse, era como se algo o estivesse bloqueando.
Levantei o olhar contemplando com impotência como os malditos AMBUs continuavam colocando seus explosivos no cemitério que tinha gravado, ordenadamente, os nomes dos membros da família Uchiha.
- Mas o que estão fazendo? – gritei juntando forças. – Vocês não tem o direito!
Um chute em meu estômago calou meus gritos fazendo-me encolher sobre mim mesma.
Um AMBU, com máscara de urso, se inclinou sobre mim agarrando fortemente o cabelo da minha nuca e elevando meu rosto para que eu o olhasse.
- Os Uchihas foram, são e serão uns asquerosos traidores, sempre. Não merecem nenhum respeito ou memória em Konoha, só desprezo. – disse com crueldade. – E a vila se encarregará de apagá-los para sempre, dando fim ao último deles como o cachorro que é.
Cuspi na máscara com ódio e ele deu um tapa em meu rosto fazendo com que meu lábio sangrasse.
- Tem muita coragem, não é, florzinha? – zombou ele. – Espero que aprenda a se controlar para o seu próprio bem... E de seus amigos. – Abri os olhos com surpresa. Isso era uma ameaça? – Agradeça, pois hoje estou de bom humor e não te levarei para a cadeia por resistência a autoridade do Hokage.
Eu apenas cerrei os olhos, incapaz de defender-me, já que não podia usar chakra, quando ele me jogou no chão com violência voltando a me bater.
A alguns metros, ouvi uma explosão e logo em seguida um monte de pedras caindo, por sorte nenhuma me atingiu. Senti como os passos se afastavam, me deixando encolhida no chão em cima de uma mistura de barro, cascalho, flores e sangue.
Tentei usar meu jutsu médio para curar a ferida do meu lábio, mas foi inútil, e eu quis gritar de raiva, contudo só um grunhido saiu da minha garganta.
Passados alguns minutos, vi como um par de braços me levantava com cuidado do solo. Não impus resistência, estava muito fraca.
Abri os olhos para reconhecer de imediato Kakashi-sensei que me carregava apertando-me firmemente contra seu corpo enquanto seu único olho visível deixava transparecer um amontoado de emoções: raiva, impotência, tristeza, ódio... Tudo isso e mais detalhava o rosto coberto do jounin que avançou com segurança, afastando-nos do lugar em que somente havia pedras espalhadas pelo solo.
Agarrei-me ao seu colete de jounin tentando buscar a segurança que sempre sentia quando Kakashi estava por perto, o pai da equipe sete, ele que sempre cuidaria da gente.
A partir desse momento podíamos ver com clareza em que Konoha havia se convertido. Era uma prisão e nós éramos seus prisioneiros. O pior de tudo é que não podíamos fazer nada para evitá-lo, não mais. Danzou havia se tornado Hokage apesar da oposição de muitos jounins e chefes de clã.
O Hokage já não precisava mais encobrir sua estratégias com pequenos e imperceptíveis movimentos, qualquer um que se opusesse era um traidor e seria eliminado.
Esse foi o dia que Danzou abandonou a sutileza e passou a mostrar a verdadeira face.
Agradecemos todos os comentários, alertas, favoritos e a todos que estão lendo e curtindo a história... Se não postei antes não deu, estava
sem net pra nada e com estudo... aí que complicou mesmo, mas o capt tá aí e espero que tenham gostado... pq tem muito mais!
Reviews... ^^
