N/A: Olá meu povo! Como eu dei uma atrasado no capítulo passado, estou adiantando um pouco esse! Olha como eu sou uma alma boa :)
Obrigada pra quem comentou! Continuem lendo e comentando! O/ Beijos!
Capítulo 3 - Provocação
Harry sorria enquanto conversava com Rony, e Hermione achava isso ótimo. Seu amigo estava totalmente relaxado, ambos, em seus uniformes de treino para quadribol, tinham as mãos que não seguravam a vassoura gesticulando animadamente enquanto falavam. Harry explicava para o ruivo alguma manobra arriscada que ele tentaria praticar com o time, e Rony estava entre assustado e animado com a idéia. Nem mesmo os trovões do lado de fora e o tempo carregado indicando uma chuva eminente parecia desanimá-los.
Chegando ao campo, Harry saudou o seu tão amado time com um sorriso quase infantil, mal contendo a animação, e eles souberam, naquele momento que perigosas idéias viriam do seu capitão. Hermione que já havia indo se posicionar na arquibancada, viu a expressão, não só de Harry, mas de todo o time mudar radicalmente. E quando ela avistou um pequeno mar verde e prata se aproximando ela pode entender porquê.
Droga. – sussurrou, anunciando uma catástrofe.
Draco Malfoy, recém nomeado capitão do time da sonserina, tão pouco parecia feliz assistindo aquele mar vermelho poluindo a paisagem.
- Potter, o que diabos você está fazendo aqui? – a pergunta entoada com desprezo, recebeu indignação do grifinório.
- Pois sou eu quem deveria fazer esta pergunta. Tenho autorização da professora Mcgonagall para estar aqui. Portanto, eu aconselho que vocês saiam, e rápido.
Draco simplesmente cruzou os braços diante da ameaça evidente, dando um sorriso debochado que ele sabia que iria fazer com que os neurônios do moreno fritassem de irritação. A verdade, porém, é que seus olhos cintilavam de raiva, e seu corpo todo tremia, o que ele tentava esconder com a sua postura. Pansy que estava ao seu lado, e até então não tinha se manifestado, colocou suavemente a mão em seu ombro, em sinal de apoio e pedido mudo de calma. O gesto, por algum motivo, pareceu irritar o grifinório ainda mais.
- Pois veja só, nós recebemos autorização do professor Snape para estar aqui.
Harry rolou os olhos em sinal de desprezo e impaciência, respondendo simplesmente: - O fato de nossa autorização ser da vice-diretora, a torna mais válida do que a de um simples professor não acha, Malfoy?
- Não seja ridículo, Potter. Mcgonagall é chefe da casa de vocês, tanto quanto Snape é da nossa. – Pansy rebateu pelo loiro, achando arriscado deixá-lo responder. Ela suspirou ao ver as expressões resolutas na cara dos grifinórios, e da forma mais diplomática que pode, continuou: - Ambos os times podem treinar, seria tolice brigar por causa disso. Terminou a frase desta vez, olhando diretamente para Draco.
- Ótimo, sendo assim, a grifinória começa. – Rony manifestou-se fazendo careta e cruzando os braços, nesse momento Hermione havia chegado e, meio esbaforida colocou-se entre Rony e Harry, apalpou a varinha dentro das vestes, esperando que não tivesse que mediar a situação.
- Quem foi que chamou o pobretão para a conversa? – Malfoy cuspiu as palavras e Hermione se surpreendeu ao ver a raiva incontida ao invés do deboche usual do loiro.
A grifinória segurou a mão de Rony, que já se fechava em forma de punho, e olhando para ele, balançou a cabeça murmurando 'não vale a pena', em um pedido silencioso de paciência.
- Antes ser pobre, do que ter passagem pela cadeia, Malfoy.
Todos, sonserinos e grifinórios, se espantaram com a alfinetada cruel de Harry, que pareceria impassível, se a intensidade da sua raiva não estivesse tão evidente nos seus olhos.
- Draco, se acalme... não se esqueça de que ele é o grifinório aqui. – Pansy sussurrou para o loiro, que havia cerrado os punhos e tremia mais do que nunca, a sonserina ficou com medo de que ele convulsionasse.
Draco cerrou os dentes, nada parecia ofensivo o bastante para responder ao grifinório, e antes que ele pudesse pensar, seu corpo já havia agido por ele. A mão tão firmemente fechada em punho, lançou-se na direção do moreno, acertando-lhe com força na altura da boca. Draco sentiu a pressão do rosto do grifinório e, por um momento, temeu pelos seus dedos.
- Nunca mais use essa boca imunda para falar da minha família, Potter. – completou ele satisfeito ao sentir sua mão latejar de dor.
Harry, ou melhor, quase todos os presentes, encararam o loiro com expressão de choque e descrença. O loiro sabia que tinha sido impulsivo, mas ao ver um filete de sangue escorrer sobre os lábios inchados do grifinório, e seu olhar vibrar de ódio escurecendo suas orbes em um verde ameaçador, teve vontade de gargalhar. Sim senhor, Draco Malfoy estava feliz consigo mesmo.
Harry sentiu o sangue quente descer até seu queixo, para então pingar até o chão. A surpresa causada pelo gesto do loiro a sua frente, fez com que este se tornasse irreconhecível por uns instantes. Sentiu Hermione segurar seu ombro, mas antes que a amiga tentasse acalmá-lo, o moreno utilizou toda a fúria que circulava pelo seu corpo para agarrar Draco pelo colarinho e jogá-lo longe, ouvindo o baque surdo do seu corpo caindo no chão. Andando na direção do sonserino, o moreno não percebeu que o que havia feito tinha se tornando o estopim para a briga se tornar generalizada. Cada grifinório atingia o sonserino que conseguia e vice-versa. Alguns mantiveram a decência do duelo com varinhas, mas a maior parte, seguindo os exemplos de seus capitães se embolavam em lutas corporais.
Harry ouviu de longe alguém chamar por ele, mas não deu atenção , seu coração batia rápido e alto e toda aquela adrenalina tomava conta do seu corpo. Ele se jogou em cima do sonserino que ainda estava caído no chão, acertando-lhe em cheio no rosto, agarrou-o novamente pelo colarinho, o encarando nos olhos.
Draco, ainda que atordoado, encarou o grifinório sentado em cima dele, com a mesma intensidade com que era encarado. Percebeu que o grifinório respirava com dificuldade, e tinha um brilho assassino no olhar. Estavam tão próximos que Draco sentia o batimento rápido do coração dele, quase machucando dentro do peito, tanto quanto o seu. O loiro não conseguia agir, não por estar prensado contra o chão, mas algo na forma como Potter o encarava o deixava imobilizado.
O moreno tampouco se movia, travava um luta silenciosa que ele nem sabia existir. Sentia o corpo de Malfoy próximo ao seu e reagindo de forma tão similar a sua que estranhou. Mesmo que fosse ódio, a reciprocidade o deixou confuso. O garoto loiro sempre tão contido e debochado tinha-lhe dado um soco, e em seus olhos havia um brilho vívido e intenso que parecia prender Harry no lugar onde estava.
Os cabelos platinados sempre tão alinhados, caiam de qualquer jeito sobre a face que estava avermelhada pelo esforço. Os lábios estavam inchados pelo soco que havia tomado, e levemente entreabertos para tentar normalizar a respiração. Harry sentiu que o compreendia e o enxergava pela primeira vez. E naquele momento, mesmo que o grifinório não admitisse, ele soube que Malfoy não era tão desagradável quanto tentava ser.
Os dedos que seguravam a gola do garoto afrouxaram, Harry se deu conta do que acontecia e imediatamente se afastou do loiro, que tentava fazer o mesmo. Havia, em algum momento, começado a chover e tudo o que os dois capitães conseguiam distinguir eram borrões vermelhos e verdes em meio a lama. Harry levou os dedos aos lábios, assoviando tentando chamar alguém, mas ninguém deu-lhe atenção, e foi aí que ele ouviu um feitiço ser conjurado aos berros.
- Pelo amor de Merlin! Jogadores, vocês se chamam, não passam de um bando de animais, isso sim. – Hermione vociferou ainda apontando a varinha para a pequena multidão que tinha paralisado, seu cabelo grudara no rosto e suas vestes estavam sujas de lama, e ela não parecia nem um pouco feliz.
- Pode deixar que eu e Draco tomamos conta da nossa casa agora, Granger. – Hermione olhou para Pansy Parkinson que assim como ela apontava a varinha para os jogadores, e desfez o feitiço ao que Pansy respondeu ligeiramente: - Obrigada.
- Sem problemas. – murmurou ainda surpresa pela educação da sonserina, ela viu a garota segurar Malfoy pela mão, ralhando com ele e com o time, aos que os sonserinos, na maior parte, ouviram de cabeça baixa.
Deixando os sonserinos de lado, Hermione desfez o feitiço em seus colegas de casa e ainda irritada, disse, direcionado o olhar diretamente para Harry, que ainda estava no mesmo lugar onde Malfoy o deixou: - Estou decepcionada com vocês. Em seguida correu na direção dos amigos para confirmar se estavam bem.
