Flashs de uma História
Autor: Rapousa
Capa: http://img406.imageshack.us/my.php?image (igual) flashsdeumahistriacapaaz8.jpg --- Substitua o (igual) pelo símbolo respectivo (tosquíssima, não repara xP)
Gênero: Romance/Geral
Ship: Draco/Harry e Harry/Draco (se é que você me entende ;P)
Resumo:. Procurando uma história fluffy, com soft lemon, romance, e de brinde com um M-Preg leve? Sorria, você acaba de encontrar a história certa. Apenas relaxe, conforte-se e leia. Às vezes pode ser simplesmente muito bom ler uma história boba sobre um romance feliz com um casal interessante, não perca a oportunidade ;)
Contém lotes e montes de Slash/Yaoi/Menino-com-menino, tem algumas cenas picantes e tem M-Preg, leia sem preconceito, prejulgamentos e seja feliz ;D
Capítulo Terceiro - Pig Poo
O céu apenas começava a ficar claro quando um menino de cabelos rebeldes e loiros prateados saiu para o grande jardim que tinha no terreno da casa. Ele ainda vestia pijamas de flanela, os pés aquecidos por chinelas acolchoadas, as mãos nos bolsos.
Por um instante pareceu que não faria nada além de permanecer ao lado da macieira, de costas para a casa, encarando a alta cerca viva que divisava o terreno. Nenhum barulho podia ser ouvido em qualquer lugar, nada além do vento batendo nas folhas e os passarinhos que começavam a acordar.
- Então...? - uma voz infantil pôde ser ouvida - Conseguiu?
Uma menina de cabelos indecisamente loiro-avermelhado saiu do mesmo local do qual o menino viera, ela era menos de uma cabeça menor que ele, faltava-lhe um dente na parte superior da boca, também estava de pijamas e tinha um ar excitado.
Em resposta, o garoto apenas se virou o suficiente para poder vê-la, seu rosto era ilegível. Pairou no ar uma indecisão misturada com expectativa, aquilo ali estava definitivamente tenso. A garotinha pareceu ficar aborrecida com o silêncio, quando apareceu que iria protestar, o menino soltou um suspiro triste e levantou os ombros de forma simplista, ainda sem dizer nada.
- Eu sabia... – a menina tinha um tom de repreensão - Você nunca teria coragem de...
Antes que terminasse a frase, o jovem retirou uma das mãos do bolso, e com um sorriso triunfante mostrou que ali tinha um pedaço de madeira encerado e trabalhado, medindo entorno de 25 centímetros.
- Ah!!! - a garotinha soltou uma exclamação feliz e deu um pulo de satisfação, em seguida correu e agarrou o menino num abraço apertado.
- Ben, você conseguiu Ben!!!
- Shiiii, Dian! Você vai acordar todo mundo! - falou o garoto em censura, embora não pudesse evitar o sorriso que percorria seu rosto. - É claro que eu consegui, eu disse que conseguiria.
A menina se afastou, e em seus incríveis olhos verdes (tão diferentes dos castanhos do irmão) não tinha mais nada além da pura expectativa.
Sem precisar perguntar nada, o rapazote, que não devia passar dos 10 anos, esticou o braço com o objeto, de uma forma quase teatral. A menina prendeu a respiração, olhava fascinada para o cotoco de madeira, que segundos depois começou a expelir faíscas da ponta. A jovem bateu palmas.
Vendo que a irmã mais nova gostara, Bernard, ou Ben, fez uma espécie de careta, e da varinha mágica saíram flores, a garota ficou ainda mais feliz e soltou uma exclamação empolgada.
- Que lindo - e seus olhos brilharam. Depois das flores vieram passarinhos de luz, um mini sol, um guarda-chuva de bolinhas, mas foi só depois dos coraçõezinhos brilhantes que ela voltou a realmente dizer alguma coisa.
O menino parecia estar pensando, imaginando talvez qual seria o próximo truque que faria.
- Ben... - ela começou tímida.
- Uhn?
- Faz... faz o dragão?
- O dragão? - perguntou desgostoso. A irmã sempre pedia o dragão, e era realmente difícil fazê-lo. – Por que você gosta tanto desse dragão? - ele estava visivelmente contrariado.
- Ben... vai Ben... faz o dragão... por mim...! - como ele poderia resistir aqueles olhinhos verdes tão suplicantes? Para Ben era quase impossível negar um pedido da irmã feito dessa forma, por isso ele apenas aceitou resignado o dragão que teria de fazer.
Começou com uma careta, como se estivesse se concentrando ao máximo. Inicialmente só uma fumaça laranja saíra da ponta da varinha, mas os olhos da pequena estavam fixos ali, como se tudo no mundo pudesse acabar, e mesmo assim ela só teria olhos para o que o irmão fazia.
Aos poucos, como numa espécie de parto bizarro, uma cabeça começou a aparecer da ponta da varinha, a bocarra aberta, os dentes de fora. Lentamente ela passou, seguida de um pescoço que parecia infinito, o bichinho, que era mais exatamente uma miniatura de dragão laranja berrante, abria e fechava a boca de forma assustadora, mas a menina não tirava os olhos dele.
Quando o longo pescoço passou, o dragão estava realmente próximo do rosto da menina, que não dava sinal de recuar, então, vagarosamente foram saindo os ombros musculosos, junto com eles foram passando as asas, que deveriam ter praticamente o tamanho do corpo todo. O animalzinho continuou se retorcendo e batendo os dentes ameaçadoramente, parecia querer chegar até a jovem de qualquer jeito.
Seu rabo estava prestes a aparecer, a boca estava a micro centímetros do rosto da menina, enfim, sua asa saiu por completo, ele as abriu em um movimento brusco, como se fosse voar para finalmente eliminar a distância de um fio de cabelo que parecia separar seus afiados dentes do nariz empinado da ruivinha. Mas assim que ele abriu as asas, explodiu em milhões de faíscas laranjas, Dian não se moveu, não levou um susto. Seus olhos naquele momento não refletiam só as faíscas laranjas, estavam iluminados por fascinação e encanto.
- Quando eu crescer... - disse com uma voz sussurrada, como se não quisesse atrapalhar o espetáculo das últimas faíscas que brilhavam caindo na direção do chão - quero ser domadora de dragões. Viver no meio deles, protegendo-os, cuidando.
- Não seja boba. Dragões não são como essa miniaturinha idiota, não é nem divertido, nem fácil cuidar deles.
- Mas eu estou dizendo que farei isso! - respondeu zangada.
- E eu estou dizendo que é impossível. - o menino também estava zangado.
- E porque é impossível se tem gente que faz isso? E aquele irmão do tio Ron? Ele trabalha com dragões - quando viu, já estava gritando.
- Pra você é impossível. Você é menina, meninas não trabalham como domadoras de monstros.
- Mas eu vô, eu vô e EU VOU!! - gritou batendo o pé com raiva.
- Não vai não, principalmente se continuar gritando que nem um bebê! – logo em seguida olhou em volta preocupado – E não grite, quer que eles acordem com todo esse ataque??
Por um momento reinou o silêncio, nenhuma das crianças falou, embora a menininha ainda tivesse os olhos marejados e o rosto emburrado, com uma tromba maior que de elefante.
O vento batia suavemente nas folhas e o sol começava a aparecer no horizonte distante, o menino brincava de soltar pequenas estrelinhas da varinha quando a garotinha falou:
- Agora é minha vez de brincar, me dá. - disse esticando a mão na direção do artefato mágico.
- Não. - respondeu sem nem olha-la
- Beeeennn... é a minha vez, me dá a varinha... - disse com voz de choro, mas o garoto fingiu não ouvi-la - Beeeeeen... Bernard... andaaa.
Como sua voz manhosa e pidona não surtisse o efeito esperado, a menina resolveu partir para o ataque. Pulou na direção da mão esticada do irmão, tentando arrancar a varinha, porém, o menino era rápido, conseguiu evitar o primeiro ataque, mas a irmã mais nova não desistiria, com outro pulo rápido conseguiu colocar a mão no artefato, só que ela não era forte o suficiente para arrancar de uma vez a varinha do mais velho, o que ocasionou uma briga de puxões.
- Bernard!!! Me dá a varinha! É a minha vez!
- Não! Isso não é coisa para criancinha! Eu ainda não acabei de usar!
- Eu não sou criançinha!!! E você já usou de mais, me dáááááá!!
- Se... você quisesse... pegaria... você mesma... uma varinha!!!! - gritou ele puxando com o máximo de força que podia, por fim, no último puxão, conseguiu tomar posse do artefato, esticou o braço no ar, deixando fora do alcance das mãos da irmã, que agora tentava pular, e escala-lo.
- Bernaaaaaarrddd!!!! - ela reclamava em voz chorosa.
- Bom dia. - uma voz arrastada e irônica pôde ser ouvida. As crianças imediatamente pararam a briga, Bernard escondeu a mão com a varinha atrás das costas.
- B-bom dia. - respondeu o garoto com a cor fugindo do rosto.
- Bom dia papai. - respondeu a menina enxugando algumas lágrimas.
O homem alto viera do mesmo local que as duas crianças, tinha um sorriso sarcástico no rosto fino, que incrivelmente lembrava o formato do rosto do menino, e um nariz arrebitado que era igual ao da garotinha, a cor do cabelo era a mesma da de Bernard, embora diferente da criança, os dele fossem lisos e sedosos e não naturalmente despenteados.
- Sabe... hoje eu acordei porque Eva estava chorando, como sempre faz de manhã, coloquei a mão na cabeceira, em busca da minha varinha, da qual nunca saio da cama sem, e qual não foi minha surpresa ao não encontrá-la no lugar certo? - sua voz era terrivelmente calma e gelada, os meninos pareciam estar congelados, a culpa vazando por cada poro deles. - Então, eu ouvi alguns gritos e pensei: Oh, eles já estão acordados, que encantador. Resolvi vir aqui perguntar, assim, só por perguntar, será que algum dos dois não viu, talvez por acidente, a minha varinha? - ainda tinha um sorriso no rosto, e as crianças queriam que o mundo abrisse um buraco para eles se esconderem ali.
Por um momento ouve apenas silêncio, no qual Bernard pareceu inquieto e indeciso, Dian olhava em expectativa para do pai e depois de esguelha para o irmão, nenhum deles parecia realmente certo do que deveriam fazer.
- Então, vocês viram ou não minha varinha por aí? - perguntou se aproximando alguns passos, os meninos se retesaram.
Bernard e o pai se encararam alguns segundos, antes que o garoto desviasse o olhar, não havia como enganar o pai, às vezes parecia que ele era capaz de ler mentes, logo, era melhor contar tudo de uma vez... o problema era a forma que contaria...
- Uaaaaah - alguém bocejou largamente - Hoje está uma manhã bonita! Bom dia crianças.
Diferente do homem loiro, esse tinha uma voz animada e descontraída, os cabelos eram escuros e bagunçados, e os olhos incrivelmente verdes, como o da menina, seu rosto, suas feições lembravam e muito as de Bernard, a grande diferença era que o menino tinha o rosto mais fino, como o do loiro.
- Bom dia pai. - respondeu o garoto sem encarar o recém chegado, ainda estava cabisbaixo.
- 'Dia - respondeu a menininha.
- Como está a Eva? - perguntou o garoto numa voz nervosa. O homem de cabelos bagunçados pareceu que ia responder, mas foi interrompido pelo loiro.
- Não venha desconversar sr. Bernard Malfoy-Potter! E a srt. também Dian! - disse apontando acusadoramente para a menina, que soltara um risinho quando o irmão levara a bronca - Acha que eu não sei que isso também tem seus dedinhos encrenqueiros no meio??
- Mas papa...
- Nada de papai, eu quero minha varinha e quero agora! - falou ameaçador, seus olhos correndo de uma criança para a outra.
Resignado, e sabendo que seria pior se não o fizesse, Bernard tirou a mão das costas e esticou a varinha na direção do pai, no rosto um olhar envergonhado, as maçãs da bochecha coradas e o olhar perdido em algum ponto da grama.
Com um ar indignado e irritado, o loiro foi em direção à varinha e arrancou-a da mão do filho.
- AHahahahahaHHahahHaHAhAH!!! - uma risada pôde ser ouvida, vinda do moreno, que parecia sinceramente e imensamente divertido. - Não acredito Draco, eles roubaram a sua varinha! - o riso ainda não havia sumido. O loiro tinha os lábios crispados, furioso, o encarava assassinamente.
- Não vejo graça nenhuma Harry.
Mas o outro já não o estava ouvindo, ia em direção às crianças, rindo.
- Vocês são de mais! Conheço alguém... ou melhor, alguéns, que ficariam orgulhosos de vocês pela travessura.
Os dois pequenos pareceram ganhar alguma cor no rosto, e acompanharam o pai, primeiro com um risinho tímido, depois Dian, feliz por não ser castigada, pulou no pai Harry e o abraçou, acompanhando a gargalhada. Harry despenteou mais ainda os cabelos do filho mais velho, que abriu um pouco mais o sorriso tímido.
- Isso não é motivo de orgulho sabia?? Além de pegarem minha varinha sem permissão, eles estavam fazendo mágica clandestinamente!
- É? - perguntou Harry ainda risonho. - E que tipo de mágica vocês fizeram?
- Bernard fez flores, passarinhos, e corações pra mim, e depois fez o dragão pai, um dragão vivo, que rosnava e mostrava os dentes, o dragão era lindo, então ele abriu as asas e PIMBA! Virou fogos e... foi incrível! Quando eu for grande, quero ser domadora de dragões pai! - o homem riu com a empolgação da menininha, que continuava agarrada a ele, depois se virou para o filho mais velho interessado.
- Você conseguiu fazer um dragão corpóreo perfeito?
- Sim, os dragões dele são sempre perfeitos, e aí ele faz uma cara assim – a garotinha imitou uma careta, que se assemelhava levemente com a que o irmão fazia - e vai saindo de vagar... bem de vagar, mas é lindo!
- Será que você poderia, por favor, parar de estimular meus filhos a fazerem coisas horríveis como roubar e fazer mágicas ilegalmente?! - perguntou o loiro realmente irritado.
- É crianças, o pai de vocês está certo. Não foi legal o que fizeram, se quisessem uma varinha, era só pedirem que eu emprestava a minha. Vocês sabem como papai Draco fica estressado facilmente. - acrescentou a última frase só para os filhos, que riram cumplicimente.
- Você... você! - disse apontando com a varinha acusadoramente para o moreno - Pare de incitar as crianças! - Se aproximou e empurrou o outro de perto. - Os dois, se eu souber mais uma vez de uma travessura dos dois, uma que seja, estão ambos perdidos, estou avisando. Por hoje, vocês não vão poder sair para brincar lá fora, nem hoje nem amanhã. É o preço que se paga por bancarem os espertos.
- Não... não! Pai!
- Pai, você não pode fazer isso, pai!
Mas ele já não estava mais ouvindo os protestos, caminhava zangado para dentro de casa, lançando rapidamente um olhar assassino para o companheiro de cabelos rebeldes.
- Pai! - apelaram as crianças chorosas para o último pai que restara.
- Eu não posso fazer nada, vocês sabem que ele está certo. - disse levantando os ombros, logo em seguida guiou os filhos chorosos para dentro de casa. - Vamos, está na hora do café.
oOo
- Trago boas notícias família! - ele anunciou animado assim que passou pela porta da frente. Mas para sua tristeza não houve resposta. Por um momento se sentiu emburrado, quando ele tinha algo para contar ninguém estava presente para ouvi-lo. Foi passando o hall de entrada, que viu algo que fez seu coração dar um salto feliz.
Draco estava tirando uma soneca, a filhinha de dois anos em seu peito, também adormecida, uma mão dele pendia toscamente para fora do sofá, um livro seguro frouxamente ali. Aparentemente ele cochilara enquanto contava histórias para Eva dormir.
Harry deixou a maleta de trabalho sobre a poltrona ao lado, se aproximou dos dois, beijou a testa do loiro e acariciou carinhoso os cabelos cacheados e negros como piche da filha. O desejo de contar a novidade perdido em algum lugar esquecido dele, agora tudo que queria era observar aquela cena, que era o cúmulo da beleza.
- Não Dian você tinha que ver!
- Eu sei, quando mostrarmos pra ele, vai adorar.
- Imagina a cara que vai fazer! - os dois riram sonoramente. Sujos e enlameados, Dian e Bernard entraram em casa falando a altos brados, Harry se virou para os dois.
- Pai!
- Pai, você chegou! - ambos iniciaram o movimento de correr na direção do pai, mas este fez um movimento de repreensão e pôs o dedo indicador sobre os lábios, pedindo silêncio, ambas crianças se detiveram, então ele apontou para adulto e bebê adormecidos no sofá. Os meninos compreenderam na hora, e pé ante pé se aproximaram do sofá. Dian tinha uma caixa nas mãos, a colocou sobre a mesinha de centro e se ajoelhou ao lado do pai adormecido e da irmãzinha mais nova.
- Eles ficam tãaaaao bonitinhos dormindo juntos! - disse num sussurro alisando o cabelo do pai adormecido delicadamente.
Harry sorriu para a filha, concordando com ela.
- Mas eu acho que se fosse eu dormindo em você seria ainda mais espetacular. - disse sem cerimônia, o pai não pôde se evitar sorrir.
- Talvez... - respondeu por fim.
- Papai Draco estava lendo pra ela? - perguntou Bernard apontando para o livro frouxamente seguro pelo loiro. - Ele nunca mais leu pra gente.
Harry sentiu o jeito meio sem sentimento com que o filho mais velho dissera aquilo, por isso anotou mentalmente de pedir para Draco ler para os outros dois de noite. Houve um momento de silêncio em que todos contemplavam os adormecidos, até Harry resolver se pronunciar:
- Então, posso saber o que os dois estavam aprontando dessa vez, antes de eu chegar?
As crianças trocaram olhares cúmplices, e Harry teve a impressão de que alguma coisa no mínimo interessante sairia dali.
- Estávamos colocando um plano em prática. - disse Dian de forma séria.
- Um plano benigno, antes que você pergunte. - Bernard completou.
- Bom, antes dos dois me contarem essa incrível história, devo perguntar se as gracinhas já jantaram.
- Bem... - começou Bernard inseguro.
- Não. E eu estou realmente morrendo de fome.
- Então vamos deixar seu pai e sua irmã em paz. Enquanto vocês me contam a sua incrível façanha, eu esquento a janta.
- Certo! - Dian levantou do chão feliz. Os três foram para o outro recinto.
.o.
Draco acordou com um cheiro bom... um cheiro muito bom, e se deu conta de que estava faminto.
Abriu os olhos e viu que já era noite, sentiu um peso sobre o peito, Eva estava adormecida ali, esfregou os olhos, havia realmente pego no sono lendo "Contos de Beedle o Bardo" para a filha. Soltou um longo bocejo antes de se sentar no sofá, tomando o cuidado de não incomodar a caçulinha da família.
- Eva... Evangeline... acorde, você deve estar com fome já. Eva... - a menininha se remexeu, e bem de vagar abriu os olhos azuis claro, os olhos de Narcisa Malfoy. - Boa noite.
- 'Noite. - respondeu esfregando os olhos com as mãozinhas.
- Vamos jantar? Parece que seu pai Harry está cozinhando.
Em resposta a menina fez que sim com a cabeça, Draco a levantou no colo e foi na direção da cozinha, quando abriu a porta as vozes do companheiro e dos dois outros filhos chegaram até ele.
- E ele ainda disse: "Mas isso não faz sentido!" claro, eu retruquei: "Meu senhor, analise mais atentamente as provas!" e ele realmente foi analisar! - Harry e as crianças caíram na gargalhada, Dian estava vermelha de tanto rir, Bernard havia escondido o rosto nos braços cruzados, só dava para ver ele tremendo, rindo e Harry soltava uma gostosa gargalhada enquanto mexia algo no fogão.
- Vejo que a piada foi boa. - disse Draco com um sorriso enviesado no rosto.
- Pai, pai! O papai Harry tem que te contar o que aconteceu hoje no trabalho dele! Tinha um cara, que chegou lá...
- Dian! Você vai estragar a piada, você é péssima contando histórias! - reclamou Bernard em tempo.
- Não sou não! Conto melhor que você seu trouxa!
- Boa noite dorminhocos! - disse Harry para Draco e a filinha menor, Draco se aproximou dele, e Harry deu um beijo na testa de Eva e um nos lábios do companheiro.
- Boa. - respondeu Draco. - Porque você não me acordou quando chegou?
- E estragar aquela cena tão perfeita? Eu prefiro dormir a noite com a consciência tranqüila, sabendo que não fui eu a cometer o crime.
O sorriso enviesado de Draco aumentou.
- Estou fazendo estrogonofe, de frango, como você gosta. – disse o moreno ao fogão.
- Eu também gosto. - disse Dian - Fui quem pediu. - deu seu melhor sorriso de um dente faltando.
- Você puxou o seu bom gosto de mim. – Draco disse de nariz empinado.
- Ou será que foi você que puxou-o de mim? Porque eu gosto de estrogonofe de frango desde sempre, mas você... não sei, como saber se não foi só depois que nasci?
Harry e Draco riram do comentário da filha.
- Parece que não foi só o gosto que ela puxou, como toda a pretensão também. - Harry se riu, e foi acompanhado por Bernard.
- Não vejo sobre o que você possa estar falando. - Dian disse de nariz empinado, naquela hora, apesar de não realmente lembrar Draco fisicamente, ficou idêntica a ele. Harry apenas soltou um risinho com o comentário e a expressão 'draconiana' que a filha assumira.
- Ainda vai demorar muito pai? - perguntou Bernard para Harry.
- Na verdade... acaba de ficar pronto. - respondeu retirando a panela do fogo.
O jantar ocorreu tranqüilo, e todos já estavam saboreando a sobremesa quando Harry resolveu renovar o assunto.
- Então crianças, vocês vão contar ao papai Draco o que andaram fazendo a tarde toda fora de casa? - mandou um olhar cúmplice aos filhos, e Draco imaginou o que o esperaria.
Os meninos mais velhos trocaram olhares entre si, Bernard deu uma tossidinha:
- Não sabíamos antes que você estava entrando de férias, por isso não pudermos te dar nada como presente de comemoração, então desde sexta passada passamos o dia trabalhando em algo realmente excepcional.
- Algo inesquecível, fabulício!
- Fabuloso. - corrigiu Bernard. - Esperamos que você goste, por que deu trabalho.
- É, tivemos que ir até a biblioteca! - exclamou Dian como se o feito fosse algo excepcionalmente fantástico.
- Material de referência. - acrescentou o menino ao ver o olhar interrogativo do pai.
- Bem... se é algo tão... especial assim, mal posso esperar para vê-lo. - Draco sorriu torto, provavelmente seria mais algo cômico do que belo, afinal, o que duas crianças, um de 10 e outra de 8 anos poderiam fazer de tão excepcional?
- Eu vou buscar! - a menina pulou feliz da cadeira e foi correndo na direção da sala, voltou instantes depois com uma caixa marrom e meio suja nas mãos.
- Feliz férias! - disse entregando-a com seu melhor sorriso sem um dente.
- Feliz férias! - Bernard sorriu junto. Draco não pôde se evitar sorrir para os dois.
- Obrigado. - respondeu dando um beijo na testa da filha e o mesmo no filho.
Enquanto vagarosamente desembrulhava a caixa (e fazia isso de propósito) os dois meninos ficavam em expectativa, os rostinhos cheios de medo, prazer e pressa, até a pequena Evangeline olhava paralisada para o pai.
Draco lentamente começou a abrir a tampa, todos pareceram naturalmente chegar mais para frente, como que ansiando o momento da abertura total, mas quando a tampa havia sido aberta quase pela metade, a própria fez o resto do serviço sozinha, como se um vento muito forte soprasse de dentro dela, fazendo até com que os cabelos de Draco voassem para cima.
O que se sucedeu a abertura ocorreu em milisegundos: A tampa abriu bruscamente, dela saltou uma escultura grotesca com olhos estrábicos e caídos, um sorriso macabro, era marrom e de aspecto gosmento, então a coisa gritou: "YAaaAaaAAAaaAAAaaAh!", Draco gritou junto e tacou o objeto no chão, se levantando no mesmo instante da cadeira, Harry e seus reflexos de auror, na hora que ouvira o grito, levantara e sacara a varinha, Eva começou a chorar com os movimentos bruscos que os dois pais fizeram. A criatura da caixa se pôs a dizer em seguida:
- Feliz férias! Feliz férias! Feliz férias! Feliz férias! Lala lala! - na voz de Dian - Para com isso! - a voz entrecortada de Ben - Feliz férias! Feliz férias! Feliz férias! Feeeeliiiiiiz fééeeeeriaaaaas! - a voz junta dos dois, risos logo em seguida, depois, silêncio.
A coisa grotesca e marrom enfim não produziu nenhum som, Draco tinha a mão sobre o peito, sentira que estava morrendo, um suor frio ainda escorria pela sua testa, suas mãos tremiam.
- Paaaai!! - não era uma voz preocupada, era um protesto irritado. - Olha o que você fez! - Dian estava recolhendo a caixa com a cabeça do monstro, parecia zangada. - Podia ter estragado, ele ia ficar horrível!
- Quê? - perguntou o pai imaginando que aquela coisa não poderia ficar pior do que já era.
Um gemido pode ser ouvido... depois tosses. Todos olharam a volta e não viram nada, então, uma risada baixinha, que foi aumentando até se tornar histérica.
- HAHahahAhHAHAhAhAHHAhHAHAHHAhaHAhHAhahHahHA! - Draco olhou por cima da mesa e pôde visualizar Harry, caído no chão, as mãos sobre a barriga, a varinha esquecida perto da cadeira. Estava literalmente rolando de rir, pois se balançava de um lado para o outro, chegava a estar vermelho de tão sem ar.
- Qual é graça? - perguntou Dian sem entender, Bernard também olhava perplexo, e a pequena Eva parara de chorar só para assistir a cena. Mas Draco não precisava fazer a pergunta de Dian, ele sabia muito bem a única coisa que faria Harry rir tão desesperadoramente: os susto/ataque que ele dera ao abrir a caixa.
- Achou engraçado é Harry? - sua voz era fria e arrastada. A resposta foram os risos aumentando sonoramente. - Acho que eu vou ter que te ajudar a se divertir um pouco mais.
Um brilho assassino passou pelos olhos cinzas de Draco, ele se abaixou ao lado do companheiro, que abriu os olhos lacrimosos de tanto riso, prevendo o que o outro faria, ainda tentou:
- Não... não... sai, sai! - mas estava fraco de mais, não conseguia parar de rir. Draco se aproximou dele, que se contorceu. Sem aviso prévio, o loiro deu início a um ataque de cosquinhas, e ele sabia precisamente bem aonde o outro não se agüentava.
- Não... Ah! Não HahaHAhHA Nããaaao... HAHAHAHA... Pá- hAHAH - ra!
As crianças caíram no riso, Harry estava extremamente vermelho, lágrimas escorrendo pelos lados do olhos, e Draco piorava a situação com um sorriso maquiavélico enquanto cutucava o companheiro nos lugares certos do tórax.
- E agora uhn? É divertido rir dos outros? Você gosta de rir é?? - e as cosquinhas continuavam, o moreno tentou em vão rolar para o lado fugindo, mas foi pateticamente alcançado.
- Então... pede arrego? Quer clemência?
- HhHahHahAhAhAHa...Nu-Uhhahahuhaha... NUNCA! - conseguiu gritar. Harry não estava acostumado a perder, já enfrentara mais vilões do que poderia contar, duelara pela vida por mais tempo do que os mais experientes aurores, derrotara Voldemort, não iriam ser meras cosquinhas que o fariam sucumbir. Pôs seu cérebro para raciocinar.
Antes de pensar em qualquer plano, ele já estava agindo. Ao invés de tentar prender instantaneamente as mão de Draco, ele tomou impulso e pulou sobre o outro, conseguiu pegá-lo de surpresa, e sabia muito bem que Draco ficava sem reação no susto, por isso com o impulso e o peso de Harry ele acabou caindo para trás, por um momento as cosquinhas cessaram, mas só o suficiente para o loiro processar o que tinha acontecido.
- Ora seu... - suas mãos entraram em obra novamente, atacando Harry na cintura e nas costelas - Sai de cima de mim! - falou numa forma ameaçadora.
Mas Harry reagiu ao ataque colocando o peso sobre os braços do companheiro, que sendo pouco mais fraco e não tendo um treinamento de auror nas costas, não conseguiu evitar ser subjugado. Por instantes os rostos dos dois ficaram realmente muito próximos, e o sorriso que Harry dava, era o mesmo de anos atrás, quando ainda eram amantes secretos, seu coração falhou uma batida, se perdeu, naquele instante, ele era todo de Harry, sabia disso, e não tinha tempo para consternações. Harry pareceu correspondê-lo, prensou-o com mais força contra o chão, tão incrivelmente bom e prazeroso só de sentir o corpo do outro, Draco soltou um suspiro-gemido.
Mas o momento foi quebrado quando as crianças resolveram participar da brincadeira e se jogaram em cima dos pais gritando alegres.
Draco, no auge de sua maturidade, se sentiu corar. Esquecera dos filhos, iria se dar a Harry e nem lembrara que tinham crianças no recinto. No entanto, corou mesmo não pelos filhos, e sim pelo fato de ter se entregado tão deliberadamente ao momento.
.o.
Naquele dia, todos da casa foram dormir cedo. Não que estivessem cansados, mas os pais, os dois pais, pareciam apressar todo mundo para ir dormir, deram banho cedo nos filhos, os convenceram que era hora de descansar e às 19h30 já davam o beijo de boa noite em cada um.
Obviamente os pequenos estranharam tamanha pressa em dormir, por isso ficaram ainda um tempo acordados se perguntando o que poderia ser toda essa pressa. O que encontraram como a única resposta plausível foi: estavam casados claro. Papai Harry deveria ter tido um dia bem exaustante no trabalho e papai Draco ainda devia estar com sono do cochilo que tirara à tarde, essa era a conclusão lógica; queriam apenas descansar.
Por outro lado, quando entrou no quarto, seguido de perto pelo companheiro, Harry não estava nem um pouco cansado, na verdade sentia cada célula do seu corpo ligada, poderia correr uma maratona naquele instante, mas não era isso que queria, era?
Draco entrou no quarto logo depois do parceiro, assim que fechou a porta atrás de si, lançou todos os feitiços de repelimento, selamento e anti-sonoros que conhecia, em seguida, se dirigiu ao moreno com um sorriso nada ortodoxo nos lábios.
Lábios que encontraram a nuca fresca de Harry, que soltou o ar de uma vez num semi-gemido. Peça por peça as roupas foram caindo no chão ao lado da cama, e a cada acessório eram mais beijos nos lugares despidos. Harry desta vez estava apenas se deixando levar, Draco era quem conduzia, passava as mãos suavemente por cada canto do corpo do parceiro que ele sabia que o fazia perder mais o ar, e Harry ia permitindo, atraindo, mostrando a Draco o próximo passo, oferecendo alguma parte do corpo para esta ser explorada, e o parceiro atendia prontamente, e como atendia.
O loiro empurrou de forma lenta o outro para a cama, queria poder ficar mais tempo esquentando as coisas, mas diferente do parceiro, ele não tinha nervos de aço, gostava de esquentar apenas o suficiente, chegar logo ao ponto que interessava. Harry se deitou, e esperou Draco, sabia que o parceiro ficava nervoso quando estava assim, tão abertamente no poder e guiando tudo. O prazer de Harry, mais intrínseco, inconsciente e irreverente, era ver Draco nervoso, aquilo o agitava e excitava de uma forma que poucas outras coisas conseguiam.
O loiro viu Harry se deitando na cama como uma ovelhinha, a permissão dada para ser invadido, corrompido, possuído. Ficou nervoso, e feliz, por isso atacou, e aquela noite passou comprida, como se fossem dias, meses, fora perfeito, fora ótimo, a luz do sol entraria no dia seguinte no quarto, e despertaria dois corpos entrelaçados, exaustos, porém felizes, o sol traria enfim o calor que na noite havia sido alcançado através da união de corpos. Harry passaria o dia com sono, bocejando, mas o sorriso não abandonaria a sua face, nem quando chegasse ao seu departamento o caso de um possível grupo que praticava arte das trevas.
Draco por sua vez, teria um sorriso tão sincero e feliz, que os novatos morreriam de medo, tremeriam ao chegar perto do superior, porque se suas íris prescrutantes, ironia e voz arrastada já os deixavam nervosos, o que diria um sorriso daqueles? Era estranho, inusitado e fora do comum, por isso temiam. Boa coisa não podia significar...
Mas significava, muitas coisas significavam, significa muitas coisas, e eles, eles amavam. Em todos os sentidos.
------------ Cena deletada/extra ------------
Porém, quando Draco (o primeiro a sentir a luz do sol sobre as pálpebras sonolentas) acordou, ficou durante muito tempo em silêncio, apenas aproveitando o calor de Harry contra o seu peito por debaixo do edredom. Quando o companheiro enfim despertou, o loiro tinha o olhar perdido na escultura na cabeceira, a mesma que havia sido presente de férias dos seus filhos.
- Harry... o que exatamente viria a ser... isto. - perguntou não contendo a curiosidade, o moreno acompanhou o olhar intrigado dele e encontrou a estranha peça. - Sei lá, porque eles me dariam essa criatura como presente...?
- Draco, é você.
- Uhn? - o olhar ainda estava perdido na escultura.
- É você. Eles tentaram fazer uma escultura que representasse você.
- QUÊ?! - olhou chocado para o parceiro, só podia ser uma piada. - Essa... criatura, jamais poderia ser eu, olha só ess... - Antes de ao menos começar sua lista de impropérios ele reparara em algo que passara despercebido no dia anterior: a criatura tinha um rosto fino, comprido, e o nariz, de fato, era meio empinado, de uma forma grotesca, mas empinado, como o de Draco. As sobrancelhas, ou o que deveriam ser elas, estavam arqueadas, e os olhos, apesar de irregulares e assimétricos, lembravam vagamente os seus próprios. Oh Céus, aquela criatura era a representação dele mesmo!
- Mas que me...! - não sabia se xingava, ria, ficava revoltado ou abstraía. - Será que eles realmente me acham tão horroroso assim?
- Não seja estúpido. Eles tem 10 e 8 anos, o que você acha que crianças nessa idade podem esculpir? Fique sabendo que deu muito trabalho. Todo dia, desde que você entrou em férias, os dois iam até o pé da colina, no riacho, e tentavam fazer uma escultura sua, usaram como base uma das fotos minha e sua que tem em cima da lareira, aparentemente foi Ben que fez a maior parte do trabalho. Claro que eles não iam descobrir como fazer esculturas sozinhos, parece que foi Dian quem achou na biblioteca da escola um livro sobre artesanato, eles o usaram como base na hora de fazer a estrutura, que material usar e como secar, embora eu suponha que tenham usado um pouco de magia também, já que você derrubou a peça no chão e nada aconteceu.
Draco, não pode fazer nada além de ficar impressionado, a quem aquelas crianças tinham puxado? A Harry com certeza não era, aquele lá jamais teria tido uma idéia daquelas, muito menos ele próprio que nunca se preocupara muito em fazer presentes manuais para alguém.
- Mas e a fala? Era a voz de Dian e Ben saindo da escultura... - Draco não estava realmente perguntando para Harry, na verdade, estava pensando em voz alta, tentando entender tudo.
- Oh, essa é a parte mais fantástica de tudo. - disse Harry com um sorriso inegavelmente orgulhoso. - Aquilo ali era magia.
- Oras, eu sei que era magia! E não preciso de um curso de auror para identificar algo como aquilo!
- Sim Draco, mas pense bem, eles nunca aprenderam magia, nunca. E foram eles que encantaram a estátua.
O loiro arregalou os olhos. Duas crianças que jamais nem pisaram em Hogwarts ou leram um livro de feitiços não podiam fazer aquilo sozinhas!
- Que varinha eles usaram para isso? - perguntou desconfiado.
- Creio que a minha. Lembra naquele domingo, que eu estava em casa, e as crianças passaram o dia inteiro fora? Pois é, elas tinham pedido minha varinha emprestada. Mas eu acho que eles não chegaram a fazer tudo sozinhos, pelo que eu entendi, tiveram ajuda da Hermione.
- E aonde, pelas barbas de Merlin, a Weasley entra nisso tudo?
- Oh, pelo que eu pude deduzir, parece que os meninos mandaram uma coruja para ela, perguntando algumas informações e pedindo livros emprestado, aparentemente ela veio até aqui em casa, eu só não entendi se você naquela hora estava fora, fazendo compras, não sei, ou só estava ocupado mais para dentro de casa. Só entendi que Mione apareceu por aqui com os livros pedidos, e os meninos a tiraram de casa e levaram até onde estavam montando a peça, acho que ela acabou mostrando os feitiços para eles, só que pelo que dá pra ver foram eles mesmo que no final usaram magia: a do Ben foi a que gravou a voz, e a de Dian a que fez a cabeça pular para fora. Parece que eles queriam fazer a boca se mexer, como se a estátua estivesse de fato cantando o "Feliz férias" mas Hermione os convenceu do contrário, disse que ia dar muito trabalho e era um feitiço avançado...
- Uhn... - Como Harry e Draco haviam conseguido produzir crianças tão imaginativas? - Parece que criamos dois mini-gênios.
- Oh sim. - se no olhar de Harry não houvesse um orgulho transbordante, então não se saberia mais o que era.
- Uhn... - Draco fez uma espécie de muxoxo, Harry o beijou, e o beijo lentamente foi se tornando em um abraço mais apertado, em mãos escorregadias, movimentos lentos foram se tornando mais apressados e a manhã seguiu com mais diversão, até a hora de seguir com as obrigações de pais e trabalhadores.
N/A: Uhn... esta autora encontra-se num momento gay e serelepe. Agradeço muito a todos, vocês pessoas felizes e lidinhas #aperta a bochecha de todo mundo# por terem deixado reviews!
Bem bem... aqui está o terceiro capítulo :) E vocês tem me dado algumas idéias, quem quiser, pode continuar dando sugestão das cenas sobre a vida dos dois que gostaria de ver n.n Mesmo alguma cena citada na fic que passou meio batida, e que vocês queriam mais aprofundada... olhe bem, não tô prometendo, mas pode acabar me dando idéias :B
Lembre-se, reviews estimulam. Eu amo cada review comprida e da mesma forma gosto das curtinhas de uma frase só. A aprovação é tudo que um autor precisa pra se sentir seguro e continuar escrevendo n.n
E você também, pessoa que põe a fic nos favoritos ou nos alerts e não comenta, eu sei quem vocês são! Aha! Bem, obrigada a vocês também, é legal saber que vocês gostaram... quer dizer, é o que eu suponho, já que vocês não dizem isso letra por letra, de qualquer jeito, eu me sinto menos emo nesse mundo frio e desolado a.a
XD (gente, eu tô zoando tá? com essa história de emo... é que eu tenho uma outra fic – pra quem não me conhece – em que o Harry é emo, por isso que eu fico brincando com isso o tempo todo :P)
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Agradecimentos pra lá de especiais:
Condessa Oluha, May Malfoy Snape (já vi que você gosta pouco do Draco ein :P Então, espero que tenhas gostado desse capítulo, e saiba que amei seu review :D Não espalha pra ninguém…. mas as imagens da culinária ficaram presas na minha mente por muito tempo :X), Laura (oh sim, eu vou escrever um capítulos só sobre a gravidez do Draco, eles está nos meus planos... algumas pessoas andam pedindo n.n Aguarde, quem sabe logo logo aparece por aqui esse cap :P?) Lis Martin (viu, promessa é dívida, não demorei pra atualizar ;P E siiim, os títulos dos capítulos são baseados em coisas do filme dos Simpsons, eu tava achando que ninguém ia reparar, você merece um prêmio por ter percebido x Há algo que eu possa fazer? Alguma cena especial que você gostaria de ver na fic?), M. Sallaberry P. (Ah, a briga pelo nome u,u Aquilo foi pra mostrar que quando deixam eles escolherem nomes, nomeiam os filhos por Scorpius e James, mas juntos, nanani nanão, eles escolhem nomes melhores, porque sério, ninguém merece o mau gosto dos dois XD), Felton Blackthorn (#autora ainda ansiosa por saber se ele vai ler ou não e se vai gostar ou não :X#), DW03 (Oh, você por aqui, fico feliz :) Pronto, calma, tem continuação :P E ainda tem mais coisa por vir :D E... eu gostei do seu review, sempre gosto deles, por isso, espero que gostes desse cap :D), Aleera Black (Opa, como assim, eu a-do-ro reviews grandes, por mim, ce pode sempre escrever o quanto quiser xB Agora…. o Ron flagrando os dois…… uhn….. é, é uma idéia õ.o Vô pensar no assunto, acho que isso dá pra entrar em algum capítulo… veremos ;P Ah, valeu pelo review!), Liana Shinigami (Oui, aqui o cliente tem sempre razão, não se afobe, em breve – só não sei quando :X – teremos um cap sobre a gravidez de sr. Dracostoso Malfoy ;P Por hora, espero que tenhas gostado do capítulo ;P), E a todos que favoritaram a fic ou a puseram em alert, espero sinceramente que continuem acompanhando a história :).
E no próximo capitulo...
- E eu entendo perfeitamente. - foi a vez de Harry ganhar um olhar de dilacerar qualquer um.
- Você diz isso porque não conheceu Pansy.
- Que tinha cara de buldogue. - completou Harry.
- Não tinha não.
- Claro que tinha!
Mini enquete: Você prefere que o próximo capítulo fale sobre o quê: dos filhos/relação-pais-filhos ou se foque mais no Harry e no Draco
