Autor: Amy Lupin
Beta: Ivinne
Título: Deixa eu gostar de você
Par: Sirius/Remus
Classificação: PG-13
Nº de palavras: 3.224
Resumo: Em nome da reputação dos Marotos, James tem que fazer o papel de cupido.
Avisos aos diabéticos: açúcar, leia com moderação. E a culpa é toda da Fê xD
Nota: Fanfiction escrita para o PSF Tounnament 2008.
Parte: 3 de 3 (porém todos os capítulos podem ser lidos também como ficlets independentes)
Disclaimer: Essa história é baseada nos personagens e situações criadas e pertencentes a J.K. Rowling, várias editoras e Warner Bros. Não há nenhum lucro, nem violação de direitos autorais ou marca registrada.
Desafios n° 128 e 75: (detalhes só lá no final)

--oOo--

Sirius Black estava apaixonado.

Essa constatação só veio a James no primeiro fim de semana em Hogsmeade depois dos feriados de fim de ano. Até aquele momento, todas as ações de Sirius haviam sido justificadas. Afinal tudo começara com um jogo, depois era a reputação de um maroto que estava sendo ameaçada, mas... aquilo já estava indo longe demais.

O fator chave não era o fato de Sirius ter dado uma caixa de bombons de chocolate com licor para Remus. Isso não era raro acontecer, já que não era segredo para ninguém que o lobisomem adorava chocolate – no entanto não era mais segredo para nenhum dos marotos que Remus Lupin tinha tara por chocolate.

Mas ainda assim, presentear Remus com chocolates não era suspeito. Comprar uma sacola cheia de doces para Peter e nada para James Potter, seu melhor amigo declarado e indiscutível, isso sim era suspeito. Nem mesmo a alegação de Sirius de que James estava 'com os bolsos cheios de galeões e poderia muito bem comprar seus próprios doces' foi suficiente para acabar com sua desconfiança. Alguma coisa estava muito mal contada naquela história e James tratou de investigar.

Como o ótimo investigador que era, James foi logo questionar a ponta mais fraca da corda: Peter Pettigrew. Não precisou insistir – ou melhor, pressionar – muito para que ele confessasse que Sirius tinha trapaceado no jogo. Agora que sabia, era tão óbvio! Peter era um péssimo ator e James devia estar mesmo muito preocupado com a partida de quadribol para não ter percebido o que aqueles acessos de tosse significavam.

O jantar do início de fevereiro foi só a confirmação de que James precisava.

James tinha atrasado para o jantar por causa de uma detenção com McGonagall - coisa que acontecia com certa freqüência, naturalmente – e estava varado de fome quando localizou Sirius acenando para ele da mesa de jantar. Mal teve tempo de se sentar ao lado de Peter antes que Sirius questionasse:

"Cadê o Moony?"

"Eu é que sei?" James deu de ombros sentido o cheiro apetitoso de uma de suas comidas preferidas: pastelão de rins. Vasculhou a mesa a procura daquelas delícias, mas só havia purê de batatas, rosbife, ervilhas e... uma travessa cheia de migalhas do que um dia foram pastelões de rins. James apontou para a travessa, desapontado.

"Cadê?"

"Hey, não olhe para mim!" Sirius levantou as mãos engorduradas antes de apontar para Peter. "Foi ele quem pegou o último."

Peter, que estava com a boca cheia demais para articular palavra alguma, lançou um olhar para o último pedaço de pastel que segurava, depois olhou para James, deu uma risadinha sem graça, voltou a olhar para o pastel e finalmente o ofereceu desconsoladamente.

"Não. Obrigado" James recusou. Não estava tão desesperado assim a ponto de pegar o último pedaço do último pastelão. Serviu-se de rosbife com uma má vontade totalmente desnecessária.

No momento seguinte, Remus chegou e se sentou ao lado de Sirius, que também nem deu tempo para que ele se instalasse e já metralhou:

"Moonyondevocêestava? Porquedemoroutanto?"

Remus acomodou a mochila sossegadamente, afrouxou um pouco a gravata e tossiu antes de responder com calma:

"A professora Vector pediu que eu ficasse um pouco depois da aula pra comentar sobre o meu ensaio."

James observou atentamente – enquanto tentava fazer o purê desgrudar da colher - Sirius franzir uma sobrancelha, abrir a boca pra fazer algum comentário intrometido, para não perder o costume, desistir e tirar alguma coisa de debaixo da mesa. Alguma coisa coberta por toalhas de papel engorduradas e que cheirava a pastelão de rins.

"Olha, Moony, guardei pra você!"

O queixo de James caiu. Como assim? Quer dizer que Sirius guardava um montão de pastelões para o Remus e deixava o melhor amigo mendigar um pedacinho com Peter Pettigrew?

"Obrigado" Remus se serviu de um e deu uma mordida calculada na ponta. "Mas pode comer o resto, não estou com tanta fome assim."

Sirius encolheu os ombros.

"Eu já estou satisfeito também. Você quer, Prongs?"

James estava vermelho de raiva. Tinha vontade de enfiar os pastéis naquela cara de falsa inocência com que Sirius o encarava, oferecendo aquelas preciosidades com tanta banalidade. Mas se fizesse isso, provavelmente ficaria sem. Fuzilou o amigo com o olhar antes de tomar o embrulho de suas mãos.

Mas aquilo ia ter volta. Ahh se ia!

--oOo--

Nos dias que se seguiram, James assistiu calado enquanto Sirius Black fazia tudo sozinho: se humilhava sem que James tivesse que interferir em nada. Derrubou suco de abóbora na camiseta enquanto observava Remus comer salsichas fritas no café da manhã; tomou uma detenção da McGonagall por não prestar atenção na aula; tropeçou nos próprios pés no meio da sala comunal quando Remus se curvou para pegar um lembrol perdido no chão; queimou os dedos no caldeirão enquanto observava Remus manusear alguns instrumentos cilíndricos; etc.

Até Peter já tinha reparado que Sirius não estava em seus melhores dias. E para Peter perceber alguma coisa, precisava ser muito óbvio.

Sirius já estava virando motivo de piadas, mas nada convencia James a abrir os olhos do amigo, tão cego ele estava com sua sede de vingança. Pelo menos até a manhã do dia dos namorados, quando a situação começou a ficar crítica.

Enquanto todos estavam preocupados em convidar os seus pares para um passeio em Hogsmeade durante o café da manhã, trocar cartõezinhos e presentes, Sirius Black poderia ter passado despercebido, concentrado em rabiscar em um pergaminho, a língua passeando a cada momento em um canto da boca.

Bebericando seu suco de abóbora, James tentou fingir que não estava curioso, mas não resistiu e imitou Peter, esticando o pescoço para tentar ver por cima do braço do amigo. Sirius nunca fora um exímio desenhista. Os únicos rabiscos que ele sabia fazer eram 'pessoas palito', por isso foi com certa dificuldade que James identificou quatro animais: um lobo, um cão, um veado e um rato. Todos com sorrisos que ultrapassavam seus rostos de um redondo imperfeito. Principalmente os dois caninos, que estavam lado a lado, quase remontados de tão próximos.

James rolou os olhos nas órbitas e voltou a atenção para o próprio suco. Remus estava atrasado novamente e Sirius não parava de olhar para a entrada do Salão Principal enquanto finalizava sua obra-prima.

"Pronto!" ele exclamou finalmente, sacando a varinha. "Agora só falta animar! Oh, aí vem o Moony. HEY MOONY! OLHA O QUE EU FIZ PRA VOCÊ!"

James engasgou com o suco de abóbora. Metade da escola olhou para Sirius, que se levantara e sacudia o pergaminho, portanto todos assistiram o que aconteceu em seguida: o papel se desprendeu da mão de Sirius, pareceu alçar vôo por um breve segundo antes que uma lufada de ar fizesse com que ele deslizasse até o chão, derrapando no piso liso... até parar debaixo de uma das botas enlameadas de ninguém menos que Severus Snape, que tivera o topete de passar no exato momento e local do incidente.

A expressão de Sirius imediatamente passou de espanto para ódio.

"SNIVELLUS, EU MATO VOCÊ!"

Antes que alguém pudesse se colocar entre eles, Sirius já tinha pulado na jugular de um pasmo Severus Snape e os dois trocaram socos, chutes e puxões de cabelos no chão do Salão Principal. Com a mesa inteira de professores assistindo.

James teve ganas de enterrar a cara na torta de limão. Ou melhor: a cara de alguém.

--oOo--

"Ele fez de propósito eu tenho certeza, aquele morcego seboso!" bufava Sirius, andando de um lado para outro da sala comunal escura. "Eu conheço aquele olhar maquiavélico que ele me deu depois de deliberadamente acabar com o meu presente para o Moony!"

James suspirou, cansado. Já era para estar no décimo sono àquela hora, mas Sirius estava inquieto demais e acabaria acordando o dormitório masculino inteiro se não desabafasse. Estava com sono demais para discutir com Sirius novamente o fato de que era muito improvável Snape ter premeditado o acontecido.

"Não interessa, Padfoot. Isso não muda o fato de que você foi muito estúpido por ter avançado daquele jeito no Snape na frente de todos os professores. Você bem que mereceu sua detenção. Esqueceu que um maroto espera o momento certo pra dar o troco? Aliás, parece que você esqueceu o que é ser maroto ultimamente. Está envergonhando o nosso título com todas essas babaquices que vem fazendo!"

"Eu não faço babaquices!" exclamou Sirius, indignado.

"Ah, claro que não. Sou eu quem fica comendo o Moony com os olhos e esqueço até de engolir a própria saliva."

Sirius teve a sensatez de ficar calado – e, de fato, corar - dessa vez, apesar de conservar a carranca. Sabia que James estava se referindo à aula de história, onde várias pessoas tinham rido dele quando ele literalmente babou ao observar Remus chupando uma pena açucarada.

"Além do mais, foi muito fácil tirar aquela mancha de lama do desenho, uma vez que ele já estava encantado pra ter movimento. O Moony gostou, você e Snape ganharam detenção e todo mundo ficou feliz. Pronto. Agora esquece isso."

"É fácil pra você falar. Não é você quem tem que limpar os livros da biblioteca todas as noites até tarde com a companhia agradabilíssima de Filch e Snape. E ainda chegar e fazer essas porcarias de trabalhos. Já faz uma semana que eu não durmo direito!"

"E por que não aproveita agora?" James bocejou. "Eu também estou cansado, não foi uma semana fácil pra nenhum de nós, não se sinta a pior das pessoas da face da Terra. Podemos subir agora?"

"Eu não posso, James! Não dá! Eu não consigo dormir do lado... dele" Sirius terminou a frase num sussurro, agarrando os cabelos em desespero.

"E o que você pretende fazer a respeito?"

"Como assim, o que eu pretendo fazer? Não há o que fazer, Prongs!"

James rolou os olhos nas órbitas.

"Por que você não experimenta dizer ao Moony que você está a fim dele?"

Sirius estacou no lugar – finalmente, pois já estava quase fazendo buraco no chão de tanto andar pra lá e pra cá – e fixou o melhor amigo, incrédulo.

"Ficou maluco? E se eu levar um fora?"

"Bem, existe cinqüenta por cento de chance de você realmente levar um fora..." nesse ponto James fez uma pausa enquanto o amigo gemia e se jogava no sofá a seu lado. "Mas você vai arriscar os outros cinqüenta por cento só por medo de levar um não?"

Sirius cutucou uma linha solta na almofada do sofá por um momento, em silêncio. James fitou a lareira apagada. Se eles não subissem logo, dali a pouco os elfos os tocariam de lá para fazer a limpeza na sala comunal.

Sirius gemeu alguma coisa.

"O que você disse, Padfoot?"

"Você tem razão" Sirius gemeu mais alto. "Eu não vou saber enquanto não arriscar. Amanhã mesmo vou falar com ele."

James ergueu as mãos para os céus em agradecimento antes de se levantar.

"Ótimo, boa noite" disse e subiu sem esperar uma resposta. Adormeceu antes de ver o amigo voltar para o dormitório.

--oOo--

Nos dias que se seguiram, James pôde observar que Sirius estava se esforçando – se esforçando de verdade – para fazer o que tinha prometido. O fato era que Remus não estava ajudando nem um pouco.

"Hey, Moony, preciso falar com você depois da aula" Sirius sussurrou por sobre o ombro. A Profª McGonagall achara melhor prevenir do que remediar, portanto fizera questão que ele se sentasse na primeira carteira em todas as aulas.

"Ok" Remus concordou simplesmente.

James observou ele continuar a prestar atenção à aula como se nada tivesse acontecido.

Quando o sinal tocou, entretanto, Moony foi um dos primeiros a sair, dizendo que tinha que devolver um livro urgentemente na biblioteca e que eles poderiam conversar depois. Mas James sabia que haveria outra desculpa depois.

Ou o lobisomem era estúpido demais para não perceber o desespero de Sirius ou era esperto demais e estava adiando o momento de ter que dar uma resposta à pergunta inevitável. James apostava na segunda alternativa. Mas não queria interferir até que fosse realmente necessário.

O que não tardou a acontecer.

Uma semana depois, Sirius estava tão elétrico que a Profª. McGonagall o levou pessoalmente à enfermaria e fez questão de se certificar de que ele tomaria todo o chá calmante que Madame Pomfrey preparou. A detenção tinha acabado na noite anterior, mas se continuasse naquele ritmo, Sirius não sobreviveria até poder ter uma noite inteira de sono revigorante.

James achou que já estava mais do que na hora de intervir.

--oOo--

"MOONY! ESPERE!"

Remus fechou os olhos com força, mas não diminuiu o passo. Quem sabe se conseguisse alcançar o banheiro dos monitores antes de ser alcançado poderia fingir que não tinha ouvido o berro de Sirius.

"MOONY!"

Faltava tão pouco agora. Só mais uns dez passos e... Uma mão bateu em seu ombro.

"Moony...! Eu... preciso..." Sirius se colocou na sua frente e se dobrou, segurando os joelhos, tentando recuperar o fôlego.

"Agora não dá, Padfoot, tenho que tomar um banho rápido e ir pra biblioteca fazer o resu-"

"NÃO! Não, por favor, Moony... eu prometo que vou ser rápido... e depois você pode ir fazer esses malditos resumos. Mas eu realmente preciso falar com você ainda hoje."

"Está bem" concordou, com o coração doendo ao ver Sirius relaxar um pouco com um sorriso aliviado, mas acabou de fincar a estaca: "Mas só depois que eu tomar banho."

Sirius tornou a murchar, mas acabou concordando.

"Está bem. Vou ficar esperando aqui fora, não demore. Não saio daqui hoje sem falar com você."

Remus concordou com um aceno de cabeça, passou pelo amigo e fechou a porta com estrondo atrás de si, encostando-se a ela em seguida. Estava ficando cada vez mais difícil fugir de Sirius. Mas ele ainda não se rendera. Já tinha muita coisa na cabeça para sair caçado sarna pra se coçar.

Estava preocupado com os N.O.M.s, precisava tirar uma nota excelente se quisesse ter alguma chance no mercado de trabalho. Sirius e James não entendiam isso porque nunca teriam problemas em arrumar um emprego, mas Remus teria que fazer o seu melhor e ainda assim estar preparado para quebrar a cara muitas vezes. Ninguém costumava empregar lobisomens. Muito menos lobisomens que não se destacavam em suas notas. Sirius teria que esperar.

Tomou um banho rápido, porém revigorante. Ainda teria que agüentar algumas horas de estudo antes de se render a um merecido descanso. Sorte que conhecia passagens secretas, assim poderia burlar a vigília de Sirius facilmente. Passou por um túnel atrás de um dos quadros e saiu na outra ponta do corredor. Espiou cautelosamente antes de virar a esquina.

Sirius estava sentado com as costas apoiadas na porta do banheiro dos monitores cantarolando desafinado e passando uma bolinha de papel de uma mão para a outra. Com mais uma pontada no coração, Remus dirigiu-se à biblioteca.

--oOo--

Algumas horas depois, Remus atravessou o quadro da Mulher Gorda cheio de livros debaixo dos braços. Quase derrubou tudo no chão quando James – surgindo aparentemente do nada – o sacudiu pelos ombros.

"Cadê ele?"

"Como? Quem?" perguntou Remus, desorientado.

James estava realmente preocupado.

"Padfoot, quem mais poderia ser? Não o vejo desde o jantar! Achei que ele estivesse com você!"

"Não, não está. Por que não olhou no Mapa do Maroto?" Remus passou por ele, despejando os livros em cima de uma das mesas.

"O mapa está com ele. Ele o pegou, dizendo que ia te procurar"

"Mas... eu... oh, não..." Remus arregalou os olhos. "Não, mas não é possível..."

--oOo--

"Caramba, o que você fez com ele, Moony? Estuporou? Nocauteou?"

Remus não respondeu. Sirius estava esparramado, metade do corpo no chão, metade escorada na porta num ângulo provavelmente doloroso. Ressonando. A bolinha de papel tinha rolado para longe no chão.

James chegou mais perto, deu um cutucão no garoto, que resmungou e acabou de se estatelar no chão, mas não acordou. Devia estar dormindo profundamente e provavelmente o chá da Madame Pomfrey tinha algo a ver com isso. O maroto se empertigou em toda a sua – pouca - estatura, encaixou melhor os óculos no rosto, cruzou os braços e limpou a garganta, encarando Remus nos olhos.

"Tem alguma coisa que você queira dizer em sua defesa?"

Remus ensaiou dizer algo, porém acabou desistindo. Encolheu os ombros.

James prosseguiu:

"Você o seduziu, sem pensar nas conseqüências. Agora seja pelo menos responsável pelos próprios atos irresponsáveis, cuide dele!"

"Eu não o seduzi!" defendeu-se Remus, encarando o outro com estranheza. "Do que você está falando?"

"Ah claro. Então foi impressão minha você ter se aproveitado daquela saia minúscula de colegial pra ficar exibindo o traseiro pra ele no baile?"

Remus corou. Em seguida se sentou no chão ao lado de Sirius.

"Eu não sei o que fazer..." confessou, melancólico. "Gosto muito dele, James, tenho medo de estragar isso que nós temos, essa amizade incondicional. Além disso, já tenho tantas coisas pra dividir o meu tempo, minhas obrigações como monitor, estudos, montes de tarefas...! Nós dois sabemos que ele vai querer toda a atenção do mundo. Eu não posso agora."

James abaixou-se também de frente para ele.

"E algum dia você vai ter tempo pra ele? Ou pra você mesmo?"

Remus suspirou.

"Talvez eu não devesse mesmo-"

"Ora, não me venha com auto piedade agora, Moony" James deu um soco de leve no ombro do lobisomem. "Você é a pessoa mais sensata que eu conheço, sabe que isso é perda de tempo. Você merece ser feliz tanto quanto qualquer outra pessoa! Dê uma chance a você mesmo."

Remus ficou em silêncio por um momento antes de concordar:

"Está certo. Acho que não custa nada tentar."

"Excelente!" James comemorou, se levantando. "E me faça um favor? Dê um jeito nesse traste por mim. Ele está me embaraçando em público! Como posso continuar a ser o melhor amigo de uma pessoa que baba na sala de aula?"

James se sentiu mais leve quando viu Remus sorrir timidamente.

"Prometo que vou fazer o meu melhor."

"É tudo o que eu precisava ouvir. Agora me ajude a levar esse saco de batatas para o dormitório, venha" James estendeu a mão ajudando o outro a se levantar e ambos carregaram – não sem certa dificuldade – um Sirius Black metade adormecido metade resmungão para o dormitório.

Finalmente James poderia maquinar sua vingança com Sirius com a consciência tranqüila.

--oOo--

Assim que o colocaram na cama, James deu uma piscadela para Remus e fechou as cortinas da cama ao redor de ambos. Remus dobrou cuidadosamente a capa de Sirius e tirou-lhe as botas. Quando desfazia o nó da gravata, Sirius segurou sua mão, sonolento.

"Moony" ele sussurrou.

"Shh, volte a dormir, Padfoot. Amanhã nós podemos conversar direitinho, eu prometo que não fujo dessa vez" Remus garantiu, retirando a gravata e guardando junto com a capa.

"Não, eu preciso dizer logo" Sirius insistiu, a voz rouca e grogue de sono. "É muito importante. Mas... eu tô com tanto sono..."

Remus sorriu enquanto o outro bocejava longamente. Cobriu-o com o edredom, tomando cuidado para não deixar os pés de fora.

"Não precisa dizer nada, eu já sei."

"Moony?"

"Sim, Padfoot?"

"Eu estou sonhando?"

Remus afagou carinhosamente os cabelos do outro, inclinando-se para depositar um beijo em seus lábios. Quando voltou a encará-lo, Sirius conservava os olhos fechados, um sorriso bobo estampado no rosto sonolento.

"Parece um sonho pra você?"

Sirius assentiu, sonolento.

"Você vai ter que fazer isso de novo amanhã pra me convencer do contrário, Moony."

--oOo Fim oOo--

Desafio n° 128: Remus e Sirius - doce bem doce... quase diabético. James pode ser uma anta, e pode ser um pouco angst, mas q seja romântico!!! ^.^
Desafio proposto por: Lunnafê

Desafio nº 75: A fic deve conter uma das frases :
"Você o(a) seduziu, sem pensar nas conseqüências. Agora seja pelo menos responsável pelos próprios atos irresponsáveis, cuide dele(a)!"
"Eu não sou Drama Queen! Sou apenas... emotivo. E tire suas mãos daí, AGORA, ou eu não me responsabilizo!"
"Este é o número da conta em Gringots, para as despesas dele. Está bem recheada, como pode observar.
Porque ele come como um leão, cresce como um hipogrifo e transa como um ..."
Desafio proposto por: Lilibeth

N.A.: Agora este é o fim. De verdade... mas... se alguém estiver curioso pra saber qual foi a vingança do James, leiam "Qual é o cúmulo do narcisismo", que será postada em breve e separadamente. xD