N/A: Nunca imaginei que um dia me veria fazendo uma dançinha de comemoração. Mas fiz, e não tenho vergonha de admitir. Esse é o efeito que reviews causam em mim. Husahuashus. Por isso as continuem mandando *-*, nunca é demais. Shauhsuash. Espero que gostem bastante deste capítulo. Beeeijos.

Capítulo 2 – O Lobo e o Cervo

James nunca estivera em uma sala onde o silêncio se abatera sobre as pessoas de forma mais terrível.

Em questão de segundos, sem aviso prévio, cordas largas e fortes o envolveram totalmente sem que lhe permitissem qualquer movimento para soltar-se. Alastor e ele caíram no chão totalmente imobilizados.

Os Weasley se sobressaltaram. Carlinhos caminhou até chegar perto do rosto de James.

- Eu sabia que precisávamos ter checado esse cara. Quanto a você – disse o ruivo olhando friamente para Olho-Tonto – nunca pensei que fosse ajudar um estranho a entrar na casa de minha família sem aviso prévio. Você é um traidor. Quem é realmente este homem, Alastor? Todos nós sabemos que Harry é órfão. Que tentativa esdrúxula de nos enganar...

- Carl... – pediu Arthur delicadamente – Por favor, acalme-se. Eu mesmo lancei um feitiço anti-disfarce nele.

- E daí? James Potter está morto! É impossível que...

- Também pensávamos que Alastor estava. Bill afirmou ter visto acontecer o assassinato dele... e acredito nele. Assim como confio em Moody. Não sei como ele está aqui, vivo, mas está. Por que não poderia ser a mesma coisa com James Potter?

O pai de Harry não conseguia acreditar. Seria assim tão fácil convencer os Weasley? Não podia deixar de se sentir meio apreensivo. Talvez a excessiva confiança de Arthur Weasley acabasse levando a família em ruínas.

- Escute – disse James um pouco ansioso – Só existem duas pessoas vivas neste mundo que poderiam dizer se sou o verdadeiro James Potter. Eles são Remus Lupin e Peter Pettigrew. Como não é possível confiar mais em Pettigrew, a única opção que lhes resta é chamar Remus para que me analise.

Silêncio.

Prongs sentia os olhares dos ruivos em si. Era, de certa forma, um pouco desconcertante.

- Você já tem nossa varinhas, Arthur. – rosnou Moody – E estamos amarrados e jogados no chão. Acho que não poderíamos estar mais vulneráveis. Então, mexa esse traseiro e chame o Lupin aqui, sim?

- É uma armadilha – sentenciou Carlinhos – Remus pode fazer parte desta armação.

- Ah, pelo amor de Deus... – exclamou Olho-Tonto, exasperado.

- Então, chame Harry – falou Giny, que estava sentada ao lado da mãe à mesa – Ou você vai alegar que Harry também simpatiza com Você-Sabe-Quem?

O coração de James deu um salto. Teve vontade de concordar veemente com a garota. Eles deviam trazer seu filho até ele.

Carlinhos pareceu um pouco desconcertado.

- Nenhum cuidado é demais, Giny.

- Remus não é um Comensal, Carl – disse Fred – Não poderia existir alguém menos voltado à esse lado.

- Harry, nos contou, sabe, que Lupin queria matar Pettigrew quando descobriu que ele havia traído os pais de Harry – falou Jorge gentilmente.

Carlinhos pareceu relaxar.

- Muito bem... chamem Lupin.

Uma sensação de conforto invadiu James. Iria rever seu amigo. O lobo e o cervo, juntos mais uma vez.

Arthur Weasley conjurou um patrono, o animal desapareceu logo em seguida pronto para mandar um aviso à Remus.

Os músculos de Prongs protestavam em ardor, as cordas estavam realmente apertadas.

Minutos depois, uma batida fraca foi ouvida na porta.

- Quem está aí? – perguntou o Sr. Weasley.

- Remus John Lupin, lobisomem, marido de Ninphadora Tonks e futuro pai.

James encarou a madeira da porta, pasmo, enquanto a Sra. Weasley se apressava para abri-la.

Moony... pai?, pensou, chocado. Estou realmente por fora.

O outro maroto adentrou o recinto apressadamente.

- O que aconteceu? Quem morreu?

- Ninguém morreu – respondeu Jorge com um sorriso – Mas há alguns mortos-vivos no local, sem dúvida.

Fred abafou um risadinha e Giny olhou o irmão com cesura.

Lupin encarou os gêmeos, confuso.

- Temos um pequeno enigma jogado no chão – esclareceu Carlinhos apontado para um canto.

A pouca cor que havia no rosto do lobisomem sumiu ao avistar Alastor e...

- J-James?

- Olá, Moony.

Remus recuou alguns passos.

- Estamos tentando decifrar se este é realmente James Potter – disse Carlinhos – Já sabemos que aquele ali é o verdadeiro Alastor Moody. Como ele está respirando são outros quinhentos.

- C-Como? Eu...

- Achamos que talvez você nos pudesse dizer com precisão quem ele é – explicou Arthur.

- Ei! Essa idéia foi minha! – exclamou James, fingindo indignação.

- Agora, não é hora para brincadeiras, Potter – rosnou Alastor ao seu lado.

Moony se aproximou do velho amigo devagar, o coração de ambos à mil. Perguntas rolavam e se retorciam pela mente do lobisomem.

- Eu...

Impossível, pensou Remus, Ninguém ressuscita... Não é possível viver de novo! O próprio Dumbledore dizia isso!

James reparou que as mãos do amigo tremiam, a varinha frouxamente presa à mão.

- No quinto ano... – disse James devagar – Padfoot, Wormtail e eu nos transformamos em animagos para poder acompanhá-lo em suas transformações todo o mês. Meu animal era um cervo de pelo castanho claro... tinha uma mecha albina perto do pescoço e pretas em volta dos olhos, por causa do óculos.

Lupin ofegou.

- James!

- Se me soltarem posso me transformar para comprovar que realmente sou eu.

Sem pensar duas vezes, Remus fez um movimento coma varinha e libertou Olho-Tonto e Potter.

Todas as varinhas dos Weasley apontaram para eles. Um aviso de que não era possível fugir.

De repente, no lugar onde antes se encontrara o pai de Harry, havia um enorme cervo que se esforçava para levantar.

Lupin pareceu paralisado por algumas frações de segundos, mas logo em seguida estava abraçando o belo animal.

- Prongs... – sussurrou – Como?

James voltou ao normal e retribuiu o abraço.

Os Weasley relaxaram e abaixaram as varinhas.

Os olhos de Lupin estavam marejados ao encarar o amigo.

- É você! É você! – exclamava em total espanto.

- Sou eu – disse o outro abrindo um sorriso de felicidade.

Giny se aproximou olhando atentamente para Alastor e James.

- Como estão respirando?

Depois de todos se sentarem à mesa, James Potter explicou (Moddy o ajudava com freqüência à completar as lacunas) a história de Xenófilo Lovegood.

- Sirius, Lily, Marlene, Dorcas e os outros também estão vivos? – exclamou Remus, pasmo.

- E... Dumbledore? – perguntou Molly, timidamente.

Uma sombra pareceu transpassar o rosto de todos.

- Ainda está enterrado – respondeu Olho-Tonto – Estamos pensando em uma maneira de buscar o corpo em Hogwarts. A escola está sendo muito vigiada.

Os olhos de Arthur Weasley pareceram aumentar com a animação.

- Imaginem só o baque que seria para Você-Sabe-Quem se Dumbledore ressurgisse? O novo regime viraria um caos! A esperança voltaria! Os Comensais não saberiam o que fazer! Perderiam todo o controle que adquiriram nesses últimos dias!

- Tem razão – concordou James (Lupin ainda não tirara os olhos do amigo, com medo que ele desaparecesse) – Mas isso só dará certo se ninguém mais souber que os outros e eu ressuscitamos. Pois se descobrirem, irão tentar nos impedir de regatar o corpo.

- Sim, sem dúvida. Não diremos uma palavra – assegurou Carlinhos.

Os outros concordaram com ele.

- Agora, - falou Prongs o coração acelerando com a expectativa– preciso tocar no assunto que me trouxe aqui. Lily e eu estamos desesperados para saber onde nosso filho está. Luna e Xenofílio disseram que vocês talvez tivessem informações.

- Harry, Ron e Hermione fugiram. Eles alegaram que tinham uma missão que lhes foi confiada por Dumbledore – confessou Giny tristemente.

- Tentamos arrancar informações, sabe. – disse a Sra. Weasley – Mas não quiseram nos contar para onde iam ou o que iriam fazer.

O ânimo de James foi parar debaixo da terra.

- Porém, - disse Arthur- há alguns dias mandei um patrono ao Largo Grimmauld, onde fica...

- ... a casa da família de Sirius. – completou Prongs.

- Sim. Harry a herdou quando Sirius morreu.

- E agora eles estão lá?

- Não temos certeza. Pedi para que não respondessem ao patrono. Poderiam ou não estar lá.

- Eles estão lá – confirmou Remus.

Todos olharam para ele surpresos.

- Encontrei Harry e os outros ontem. Mas, talvez, o fato de eu os tê-los vistos tenha feito que mudassem sua posição atual. O local está sendo constantemente vigiado por Comensais

Alastor explicou a James sobre o Feitiço Fidelius que havia sido lançado sobre a casa quando, antes, fora a sede da Ordem da Fênix e as proteções lançadas contra Snape.

- Como foi que o Ranhoso chegou a saber sobre a sede?

- Ele era um de nós – resmungou Alastor – Dumbledore dizia que confiava nele, mas acabou assassinado pelo seu leal amigo.

James arregalou os olhos e disse um palavrão.

- Por favor, contenha-se – disse Molly zangada.

- Desculpe. Eu... eu preciso ir à casa de Sirius. Imediatamente. Preciso ver Harry.

- É muito perigoso, Prongs – disse Moony sem jeito – Há muitos Comensais... você já morreu antes e...

- Não vou ficar parado igual à um inválido, Remus. Fui trazido de volta para lutar e é isso que vou fazer. Mas antes preciso ter meu filho de volta.

James se levantou da mesa, irritado e saiu da casa.

- Espere! – gritou Lupin correndo atrás dele – Você vai agora?

-Sim, agora.

- Então, vou com você.

James parou por um momento e encarou o amigo.

- Obrigado. Vou buscar Lily e Sirius. Acho que eles gostariam de ver você.

Depois de saírem dos limites de proteção, os dois marotos desaparataram até a casa dos Lovegood. Encontraram Lily e Padfoot sentados na sala de visitas. Ambos saltaram e abraçaram Remus logo quando o viram.

James beijou de leve a esposa.

- Vamos. Acho que sei onde Harry está.

Os olhos de Lily se iluminaram deixando o verde ainda mais brilhante.

Os quatro saíram para a noite fria.

- Onde ele está? – perguntou Sirius tirando o cabelo do rosto.

- No Largo Grimmauld – respondeu Lupin – Precisamos aparatar no último degrau da escada da frente, ou os Comensais que vigiam o local irão nos ver.

Remus aparatou com James e Sirius com Lily; e logo depois se viram em frente à porta da antiga casa dos Black. Moony sacou a varinha e a encostou de leve na madeira. Vários cliques soaram e a porta se abriu.

Dentro da casa estava frio e bolorento, mas não tiveram muito tempo para constatar isso. Uma voz sussurrou no escuro.

-Severo Snape?

James sentiu Lily tremer ao seu lado.

Um vulto de pó se ergueu no final do corredor e avançou para eles com a mão cadavérica erguida.

- Nós não matamos Albus Dumbledore – disse Remus.

Ao ouvir isso o vulto explodiu em uma fumaça poeirenta.

- Que horror! – disse Lily baixinho.

Todos pareciam concordar com ela. Sirius estava levemente desconcertado.

- Quem está aí! Identifique-se! – gritou uma voz no final do corredor.

Três vultos indefinidos no escuro apontavam as varinhas para o quarteto.

- Sou eu, Harry, Remus Lupin. Vim visitá-lo ontem e tive um leve desentendimento com você.

James apertou de leve a mão da esposa que parecia ofegante.

As três varinhas se acenderam simultaneamente, revelando três jovens surpresos.

- Lupin! Me descul... – Harry parou de falar abruptamente ao pousar os olhos nas três figuras paradas ao lado de seu antigo professor – Q-Quê...?

N/A: E aí? Gostaram?

Não sei vocês, mas eu adoro esses clímaces hihihihi.

Vou ser maldosa e fazê-los esperar até o próximo capítulo para saber a reação de Harry ao reencontrar Lily e James Potter.

Adooooro.

Beeeeijos.