E... Aqui estamos nós com o 3º Capítulo! Agora as coisas começam a esquentar! E espero que esquentem as mentes de vocês com mais reviews, embora meu coraçãozinho tenha se aquecido com as que já recebi! Review é um estímulo necessário para todo autor!
Bem, hoje nada de avisos iniciais! Boa leitura, pessoal!
Sasuke olhou para seu ex-amigo cabeça-oca que entrava pela porta. O assunto que tinha a tratar com ele era algo que o Uchiha considerava de extrema importância. Embora o famoso herdeiro Naruto Uzumaki não desse a mínima para nada daquilo. Se Sasuke tivesse opção, falaria com outra pessoa, mas Naruto era um dos poucos que realmente conhecia seu passado, sua história. E, aquele assunto era particular demais.
- Me chamou pra que, maldito? – Naruto disse, com muita simpatia, ao chegar no escritório do seu antes amigo, e agora figurão do crime de Sheol. Como se ele não soubesse do que se tratava.
- Embora eu respeite esse seu amor reprimido por mim, não estou afim de transar com você agora, então, por favor, pulemos os insultos. – Bem, quem visse aquilo, com certeza descobriria que os dois já foram amigos, ou então diria que ainda eram. Talvez fossem, mas não admitiam, era bem indefinida a relação de Sasuke e Naruto. – Quero saber se você teve alguma informação. Dica ou pista sobre o paradeiro de Itachi.
- Ah, claro que tive, Sasuke. Na verdade, sei exatamente onde ele está. – Naruto ria, a obsessão de Sasuke por procurar o maldito irmão era ridícula. – Suponho que ele esteja no inferno, morto como deve ser.
- Não, ele não está morto! Eu saberia se ele estivesse morto, Naruto! – Sasuke já havia se levantado, pronto para acender um cigarro. Tudo aquilo o estressava demais, Naruto nunca levava nada a sério. – E eu preciso matá-lo antes que ele apareça e me mate antes mesmo de eu cogitar levantar kusanagi para ele.
- O próprio Deidara o matou em legítima defesa, a Tayuya te disse que viu tudo! E, sejamos sinceros, ela é a única confiável do seu comitê de boas vindas super simpático. – Naruto era amigo da maioria da "comitiva", mas sabia que Tayuya era realmente a mais confiável ali.
- Eu confio na Tayuya, mas a minha mente não aceita que foi o imbecil do Deidara que matou meu irmão. A Sakura colocou esse idiota em coma, a Sakura! Sabe o quanto alguém tem que ser desabilitado pra ser posto em coma por essa garota? Um cara assim não mataria Itachi, nem com um exército. – Sasuke se revoltava quando pensava em tudo isso. Ele sabia que o irmão não poderia ter morrido daquele jeito, não nas mãos de Deidara. Se fosse a Ino, ainda havia uma pequena chance. Mas, Ino não mataria Itachi sabendo o quanto Sasuke queria matá-lo. Sem chance.
- Itachi não estava em seus melhores dias. Estava fraco, já ferido pela batalha que tivera com aquela imunda vampira, Tsunade. Ele não tinha chance. E Deidara, quando foi colocado em coma, estava praticamente no mesmo estado, pela batalha que tivera com Itachi. Pare de se preocupar tanto. – Naruto nunca era tão sério como estava agora. Sasuke estava começando a ficar mais obcecado que o normal com aquela história toda, aquilo até assustava um pouco. – Você tem que relaxar, já disse que se preocupar com o Itachi não vai levar a nada. Se o cara está escondido mesmo, é porque ele realmente tem motivo. Seu irmão nunca foi de fugir de briga. E, tem mais, se te matar acabar com essa maldita ideia de que ele está vivo, eu mesmo faço isso.
- Tá bem Naruto, já escutei todo esse discurso sobre minha insanidade e como todos os fatos apontam que Itachi está morto, quando não está. Mas, tudo bem. Se tiver alguma pista ou rastro dele, me informe imediatamente. – Sasuke disse, já cansado de ouvir Naruto, que, como sempre, pensava ser a voz da razão.
- Sim, majestade. Deseja mais alguma coisa? Um chá? Bolinhos? Uma prostituta pra viajem? – Naruto ironizou. Como seu amigo de infância emburrado tinha se transformado em um chefe da máfia emburrado, mandão e teimoso mesmo? Ele nem se lembrava mais.
- A prostituta não é má ideia, mas, como Ino acabou de se revoltar comigo, eu dispenso. – Ele deu um meio-sorriso, se contasse a Naruto o que tinha feito a Ino, o cabeça de vento surtaria completamente. Como ele era idiota e sensível.
- O que você fez pra...? – Naruto foi interrompido por um toque vindo do computador de Sasuke. Sasuke foi até o mesmo e sorriu ao olhar para a tela.
- Está dispensado por hoje Naruto, agora tenho que lidar com assuntos mais delicados. Se retire, pode voltar ao seu jogo. – Ele se sentou a frente do computador. Naruto levantou uma sobrancelha.
- Okay... Até mais, maldito. – Naruto Saiu da sala, sabendo que Sasuke estava pra planejar algo. E do jeito que conhecia Sasuke, sabia que aquilo não podia ser coisa boa.
Sasuke esperou Naruto se retirar e fechar a porta para atender a vídeo-conferência pelo computador. O contato que lhe chamava era Kakashi Hatake, o guarda costas do capitão dos ceifadores, Hidan. Tando o guarda, quanto o membro do conselho eram seus aliados, então ele não surpreendeu ao receber a chamada. Só não esperava que recebesse tão cedo.
- Kakashi, não esperava que me mandasse um relatório antes do julgamento acabar. – Disse Sasuke, ao olhar o homem de cabelos prateados, tapa olho e máscara. Kakashi era realmente o tipo misterioso, ninguém sabia porque ele se cobria tanto. Mas, sabiam que ele era ágil, e perigoso também.
- O julgamento acabou. A presença da ninfa das trevas mudou tudo. – De vez em quando era difícil entender as palavras que saíam da boca de Kakashi, mas você acabava se acostumando.
- Como assim? O que a Hyuuga fez? – Sasuke parecia surpreso, pra ele era quase óbvio que Neji receberia pena de morte, e seria decapitado no mesmo momento. Mas, é claro que a prima dele deveria intervir.
- Surpreendeu a todos com uma negociação pela liberdade do primo. E deu certo. – Kakashi não era um homem de muitas palavras, não sairia fofocando o que acontecera para Sasuke, apenas o que o Uchiha perguntasse.
- O que ela ofereceu em troca da liberdade de Neji? – Sasuke não se irritava com o jeito de Kakashi, por mais irritante que fosse de vez em quando, pelo menos ele não era como Naruto, que já teria falado tudo, e agora estaria criticando-o.
- A neta de Hécate que ela terá com o primo. Como propriedade do conselho e, consequentemente, uma arma para eles. – Sasuke se surpreendeu. Pensou que a tal ninfa fosse mais... Justa, correta. Mas, havia se enganado. Ela tinha sangue frio para dar a própria filha como oferta pela liberdade do primo. Tinha a impressão que gostaria dela. Mas, infelizmente, não podia deixar a tal criança chegar nas mãos do conselho. Todo seu plano iria por água abaixo.
- Quanta estratégia. – Sasuke riu. – Kakashi, você sabe se os futuros pais tem meio de transporte? – Uma idéia muito interessante passava pela mente do Uchiha.
- Tendo em vista que ela já passou pela mutação para a imagem ninfática, eles não tem. – Kakashi, no fundo queria saber no que aquilo acabaria, mas, realmente, passava uma imagem neutra e, talvez, até desinteressada.
- Bem, então diga ao capitão Hidan que ofereça uma carona e um jantar em seu navio para o casal. Eles não têm muita opção. – Sasuke deu um meio sorriso. – E fale para ele ser um pouco mais civilizado, ninguém dá informações a um homem grosseiro.
- Sim, senhor. – Foi então que o Hatake desligou. Sasuke jogou a cabeça para trás, teria que pensar em alguma estratégia.
Naruto se aproximou da mesa número 5, onde só havia Ino contando algumas notas com um sorriso vitorioso. Ele não evitou sorrir também. Metade do dinheiro era seu, e, agora que ela tinha ganho a ajuda dele, não negaria cheia de orgulho que Naruto pagasse alguns gastos com os cuidados médicos de Deidara. Embora ele já tivesse algum dedo nisso. Ele gostava de ajudar Ino, ela era uma boa amiga.
- Bem, vejo que se deu bem, Loirinha. – Ele riu, e ela, em reposta, lhe mandou uma piscadela. – Com o que você ganhou?
- Royal street flush, é claro. – Ela riu, estava feliz por ter o dinheiro para cuidar de seu irmão. Seu bom humor nunca fora tão radiante. Naruto deu um longo assobio.
- Quanto estilo, hein, Ino? Realmente merece uma bela ajuda com o Deidara agora. O quanto os caras ficaram frustrados? – Ele riu, conhecendo os companheiros de poker dele, eles provavelmente se revoltariam com a sorte de Ino a ponto de acusá-la de trapaceira mentirosa e, também apanhariam dela por isso.
- Digamos que eles estão... Se recuperando. – Exatamente como ele previra. – Me dá carona até o hospital, Luxúria? Quero dar uma olhada no Deidara antes de ir pra sua casa. – Ela riu e Naruto deu seu típico sorriso pervertido.
- Pensei que nunca iria pedir, Ino. Vamos então, meu carro ta no fim da rua. – Ao ver Temari passar, Naruto teve uma ideia. – Vai indo na minha frente, Loira, eu vi um conhecido, to logo atrás de você. - Ino olhou pra trás.
- Tá bom, vê se não demora. Eu quero chegar logo por lá. – E saiu andando normalmente.
Naruto esperou que ela saísse para ir até Temari. Ela estava apoiada no balcão, de costas pra ele. Que perigo. Provavelmente, ela estava esperando algum pedido. Naruto deu uma boa olhada na moça de cabelos cor de areia antes de prosseguir com seu terrível plano. A elemental do fogo tinha belíssimas pernas. Realmente, sair um pouco tostado valeria a pena, se fosse pra ver aquelas pernas caminhando pelo seu quarto, numa bela manhã.
Naruto se aproximou, sorrateiro. E, ao estar bem perto, agarrou o traseiro da moça com força e muita vontade. Antes mesmo dela virar para ver quem esta fazendo aquilo, ele depositou seus lábios, cheios de volúpia, no pescoço da moça, marcando-os e tomando para si. Temari bem que queria ter segurado o gemido, mas, infelizmente, falhou. E, ainda por cima, se arrepiou toda quando o loiro aproximou os lábios ao seu ouvido.
- Temari, se estiver interessada agora, vai pra minha casa depois do seu expediente. Eu e Ino faremos uma festinha, e, nós dois adoraríamos a sua presença. – E, depois de sugar o lóbulo da orelha da moça, Naruto saiu, deixando-a desnorteada, irritada e, é claro, em dúvida de aceitar ou não o convite de Naruto. Ai, o que seus irmãos diriam se a vissem agora?
Naruto saiu vitorioso da lanchonete. Nada melhor que um ménage a trois para acabar bem o dia. Ainda mais com aquelas duas loiras incríveis. Com quem ele tinha que tomar cuidado, qualquer uma das duas podia parti-lo em dois facilmente. Talvez fosse isso que o deixava tão... Animado a respeito de acabar na mesma cama com as duas. Mulheres irritadas faziam sua cabeça. Fazer o que?
Avistando seu belíssimo carro esporte na cor vermelha, e uma linda loirinha chamada Ino encostada no veículo, ele pegou a chave do bolso e desativou o alarme e a trava. E fez um sinal com a cabeça indicando para Ino entrar no carro. Entrou logo depois e colocou uma música qualquer, antes de dar a partida.
- Qual o hospital mesmo? – Ele sabia qual era, mas Ino não podia saber. Ficaria uma fera se suspeitasse que ele já ajudava em alguns detalhes no hospital, em segredo. Ino logo respondeu, sem ao menos desconfiar.
- Hospital Akasuna. – Ela disse, enquanto colocava o cinto de segurança. Foi então que ela se lembrou que Sasuke havia solicitado Naruto para um papinho. – O que Sasuke queria com você?
- Ele ainda insiste que o Itachi está vivo. Queria saber se eu tinha alguma pista do local aonde ele está se escondendo. – Naruto riu, Sasuke pedia descrição, mas o Uzumaki não guardava muita coisa de Ino. Nem precisava, na maioria das vezes ela descobria. – Embora saibamos que não tem jeito dele estar vivo. Seu irmão o matou.
- Sasuke é obcecado com isso. Isso não faz bem pra aquele coraçãozinho de pedra dele. – Ela disse, extremamente irônica. Ela até gostava do Uchiha, mas, na maioria das vezes ele era insuportável. – Deidara não matou Itachi. – Naruto tirou o olho da pista para encarar Ino, com uma expressão assustada. Como assim, Deidara não Matou Itachi? – Ele explodiu Itachi. – Ino deu risada da cara de Naruto, ele se aliviou. Se Itachi estivesse vivo, Sasuke não pararia de encher o saco por muito tempo. – Você tinha que ver sua cara, Naruto!
- Não me assuste mais desse jeito, Loirinha! Sabe o que significa a sobrevivência de Itachi? Uchiha na minha vida! Em TODO lugar! É um dos piores pesadelos que eu poderia ter! – Naruto fazia drama e Ino ria, embora ele não estivesse errado. De jeito nenhum. – Imagina só: Eu no meu humilde quartinho, com uma morena colossal, cheio de amor pra dar e aí, BANG! Aparece o maldito Uchiha por vídeo-conferência perguntando se já achei alguma pista do Itachi! Ninguém merece. – E continuou resmungando baixo. Só a idéia de ter um dos seus... compromissos estragados por Sasuke o deixava fervilhando de raiva. Como a personificação da Luxúria, era óbvio que ele ficava furioso com aquelas coisas.
- Calma, Narutinho, o Itachi está morto, nada vai atrapalhar suas transas velozes. – Ela aproveitou que ele já estava irritado para cutucar um pouco mais a fera. Ele olhou para ela, semicerrando os olhos. Ela estava mesmo insinuando o que ele pensava? – Ops, falei algo que não devia, querido?
- Se está insinuando que eu não aguento o tranco, vou mostar uma bela, longa e grande lição pra você e a Temari hoje, Ino. – Ele continuava emburrado, mas deu aquele sorriso safado cheio de segundas e terceiras intenções que só ele poderia dar. Ino fingiu indignação.
- Chamou a Temari? Caramba, devia ter me avisado antes, Naruto! – Ela fez um biquinho. Ele levantou uma sobrancelha, o que ela pretendia agora? – Se ela estava fácil hoje, eu iria pra casa dela! Não pra sua! Eu teria um pouco mais de atividade...
- Vai ter bastante atividade quando eu acabar com vocês, Ino. – Naruto sorriu novamente, havia desviado mais um comentário da língua ferina da Discórdia.
- Então terei tempo de sobra com a Temari. – Naruto se emburrou novamente. Ino desembocou a rir, mas parou quando eles chegaram à porta do hospital. Não se via Ino séria muitas vezes em uma vida, por isso aquilo era estranho para Naruto. Não gostava dela daquele jeito.
Ambos desceram do veículo e foram até a porta do hospital. Taí um lugar que todo mundo odeia. Gente doente. Tudo branco. Silêncio. Gente preocupada. Gente chorando. Mortos saindo. Vivos entrando. E, como no caso de Deidara, vivos ficando. Era tudo tão mórbido e arrepiante. Nem Ino, nem Naruto sabiam como poderia haver gente que trabalhava nesse tipo de local.
O hospital Akasuna não era diferente de outro hospital qualquer, era bem comum. A foto da velhinha que fundou o hospital deveria ser a coisa mais diferente do local. A velhinha fora uma Elemental da Luz, que desenvolveu habilidades de cura e salvou muitas vidas durante a guerra dos deuses. Uma heroína, por assim dizer.
Ino passou pelas recepcionistas sem dar atenção. Elas pareciam reconhecer a loira, e a deixaram passar sem nem questionar. Naruto, ao contrário de Ino, não estava tão sério. Mal passou pelas recepcionistas e já jogou uma piscadela. Não prestou atenção na reação das mesmas, não se interessava. Agora só seguia Ino normalmente. Ele podia manter seu ar de despreocupado. Mas, estava preocupado com Ino. Era difícil ver a amiga daquele jeito.
Ino parou na janela do quarto de Deidara. Já havia um visitante. Naruto estranhou. A Yamanaka, Não. Ela sabia quem era o ruivo lá dentro. Sasori Akasuna, neto da fundadora do hospital, um Elemental do Ar mais velho do que aparentava. O moço é ex-policial, ou seja, Ino não confiava nele nem um pouco. Mas, infelizmente, o ex-policial e o irmão da loira tinham um caso. Não podia dizer que eles estavam namorando. Realmente não era sério, para a alegria dela. Mas, mesmo assim, Sasori sempre trazia uma flor por dia para Deidara. Uma para cada dia que ele estivesse adormecido. Mas, é claro que elas não ficavam para sempre por lá, murchavam e morriam, como qualquer flor.
Ao avistar Ino, Sasori depositou um leve beijo na mão de Deidara, se levantou, deu uma última olhada no corpo adormecido de seu amado, e se preparou para sair do quarto, pegando suas coisas. Naruto, do lado de fora, deu um olhar de dúvida para Ino, esta, em resposta, não fez nada. Sasori finalmente saiu do quarto. E, imediatamente, foi até Ino.
- Ele teve uma pequena melhora hoje. Mexeu alguns dedos da mão direita. O batimento cardíaco não está abaixo do normal como na semana passada. Foram feitos os exames de sangue novamente. Está tudo normal. – Sasori disse sério, sem ao menos cumprimentar qualquer um dos loiros. Só se importava com Deidara, de qualquer forma.
- E a atividade cerebral? – Ino perguntou. Ela estava exatamente como Sasori.
- Fraca, mas, assim como o batimento cardíaco, melhor que na semana passada. – Dito isso, Sasori se retirou e Ino adentrou o quarto do irmão.
Naruto ficou ali, no meio daquele corredor branco, sem saber o que fazer. Ir com Ino ou perguntar ao ruivo esquisito o que está acontecendo? Bem, a curiosidade do loiro sempre falava mais alto. Sem falar que Ino gostaria de um tempo a sós com Deidara. Bem, seguir o ruivo esquisito, era isso que faria. Mas, o tempo que passara refletindo, foi um pouquinho longo. Naruto saiu correndo.
Neji e Hinata estavam calados há um bom tempo, permaneciam sentados em uma praça da Atlântida desde o término do julgamento. Não sabiam bem o que dizer. Afinal, o que dizer para a prima que você TEM de engravidar? "Quando começamos a tentar?". Não havia nada para discutir. Mas, Hinata não aguentava mais toda aquela tensão. Teve que falar algo.
- Bem... – Mas, antes que ela fizesse algum comentário para aliviar a tensão, Neji explodiu. Explodiu como ela nunca havia visto antes. Ele geralmente era uma pessoa calma.
- No que diabos você estava pensando, Hinata?! Se oferecer como barriga de aluguel pra me salvar?! Foi a pior idéia que você teve! Eu não posso fazer isso com você! – Ele precisava dizer o que pensava. Neji, geralmente, não era ouvido. Com Hinata era diferente, mas ele queria dizer tudo o que pensava. Mas, sabem o que dizem sobre recusar presentes ser falta de educação.
- Você está vivo por minha causa, Neji! Deveria ter pelo menos agradecido! O corpo é meu e se eu quiser ter uma filha sua, eu vou ter! – Hinata podia ser bem teimosa quando queria, e como aquele era um momento estressante, ela seria 100 vezes mais teimosa que o normal. Neji era igualmente cabeça dura. Aquilo não acabaria em nada.
- Eu agradeceria se você não tivesse feito algo tão estúpido pra salvar meu pescoço, priminha! Agora eu vou ter que... ARGH! – Neji não acreditava, teria que ir pra cama com sua irmã. Prima, pra falar a verdade, mas ainda sim. Ele se sentiria sujo por um bom tempo depois daquilo.
- Ah, é, Neji?! É por isso que está fazendo todo esse drama?! Não quer transar loucamente comigo?! Era só o que me faltava! Meu pai acabaria nos casando de qualquer forma! Só estamos antecipando a noite de núpcias! – Ela conseguia ser irônica e fazer piada com a situação. Hinata não era tão parecida com Ino, normalmente, mas quando ficava extremamente irritada, ela pegava um pouco do complicado gênio da loira.
- SEU PAI ESTÁ MORTO, HINATA! Assim como todo o clã Hyuuga! Ele não vai mais mandar em mim ou em você! – Foi naquele momento que os primos Hyuuga ouviram um pigarreio e olharam na direção do som.
Lá estava Hidan, o capitão dos ceifadores, com um meio sorriso muito bem estampado no rosto. Logo atrás dele, estava seu guarda-costas misterioso e desinteressado, lendo um livro de capa verde. Ambos notaram a troca de farpas dos Hyuuga de longe. Já era algum material que o Uchiha gostaria de saber. Bem, estava na hora de ser o cara legal.
- Desculpem a interrupção, futuros papais. É por uma boa causa. – Talvez ser o cara legal fosse uma tarefa bem complicada para Hidan. Estava tão acostumado a ser um filho da puta, que chegava a esquecer o pouco de boas maneiras que havia aprendido na vida. – Se não me engano, vocês estão sem meio de transporte para Sheol, certo?
- Por que quer saber? – Perguntou Hinata, erguendo uma de suas sobrancelhas. Não daria oportunidade para que Neji falasse.
- Ah, nadar até lá é trabalhoso. Tenho um navio, tripulação e jantar. Estamos todos indo para Sheol agora. Aceitem a carona, é uma oferta de paz e um presente de boas vindas ao conselho, Srta. Hinata. – Hidan continuava sorrindo normalmente. Ela aceitaria.
- Tudo bem, Hidan. Vamos com você.
- Nem pensar, Hinata. Conseguiremos outros meios. – Ele segurou o braço dela com força, a fim de tentar protegê-la.
- Eu não sei você, Neji. Não conseguiremos nenhum meio até amanhã, eu estou cansada, e quero ir pra casa. Vou com Hidan, se quiser me deixar sozinha com ele e o restante dos ceifadores, a escolha é sua. – Neji respirou profundamente antes de seguir Hidan, Kakashi e Hinata até o conhecido navio "Jashin". Hidan estava impressionado com o quanto havia sido cortês com o casal. Poderia tentar ser assim mais vezes. Ou não.
A lanchonete ficara mais calma depois da partida de Ino e Naruto. Como sempre. Temari nem acreditava que ainda se considerava uma amiga daqueles dois baderneiros. Se ela e a família nunca tivessem saído da Ilha dos Elementais, ela não teria que aturar tudo aquilo em Sheol. Nada de gangues, nada de traficantes, nada de prostitutas. Ela teria um confortável café com música suave, que seria aberto todos os dias depois dos rituais matutinos no templo. Ah, uma vida confortável. Mas, ali em Sheol, só tinha direito à música ao vivo, fornecida pela pobre de sua cunhada, que estava atrasada, pra variar.
- Desculpe, Temari! – Falando no diabo. Tenten Mitarashi, futura Tenten Sabaku, era uma lupina de cabelos e olhos de cor chocolate. Normalmente chegava à lanchonete atrasada, cansada de tanto correr, com seu fiel violino nas costas. A culpa era de seu noivo, sempre dele. – Gaara ficou bravo novamente por eu não estar usando roupas adequadas para vir aqui. – Não estar usando roupas adequadas?! Ela estava de calça, blusa gola alta e jaqueta, por favor! Temari não admitia como seu irmão ficara insuportável. Ele era um jovem tão alegre e vivo alguns anos atrás!
- Tenten! Já disse que você tem que parar de abaixar a cabeça para o meu irmão. Ele vai te dominar mais ainda quando vocês passarem a ser marido e mulher. Isso não será legal. – Temari se preocupava muito com Tenten. Ela não era só sua cunhada, era uma amiga muito próxima. Não queria que ela deixasse sua felicidade de lado para agradar o noivo.
- Eu sei, Temari! Não foi nada demais, ele só estava se preocupando comigo. Gaara sabe que essa área é perigosa, só me deixa vir aqui por sua causa, então ele quer saber que eu não vou atrair olhares indesejados. – Ela deu um sorriso. Para Temari, aquele era um sorriso triste. Mas, a loira não disse mais nada.
Tenten tirou a jaqueta para começar a preparar o instrumento, ficando somente com a gola alta de mangas longas. Hora de passar breu no arco do violino. Quando Tenten começou a passar o breu no arco do violino, os movimentos levaram a manga de sua blusa a escorregar e mostrar seu alvo braço. Bem, não tão alvo assim.
- Tenten, que hematoma é esse no seu pulso? – Temari ficou mais preocupada ainda. Gaara não poderia...?
- Ah, não é nada Temari, eu caí esses dias. Estou cheia deles. – Ela sorriu sem graça e puxou a manga para cobrir o hematoma. Mas, Temari não cairia nessa. Acontecia o que ela temia. Tenten estava apanhando de Gaara, e Temari não poderia fazer nada contra aquilo. Se Tenten não quisesse reagir, o que ela poderia fazer se assumisse sua forma de lobo, Temari não poderia ajudar. Enfrentar Gaara sozinha era muito complicado.
Temari, embora estivesse preocupada, tinha que afastar seus pensamentos da situação de Tenten e seu irmão. Não poderia se meter. Então, era melhor servir e limpar as mesas ao invés de pensar nisso. Foi quando um cara de rabo de cavalo entrou na lanchonete. Ele tinha uma aparência bem selvagem, a estola de pele que ele levava na cintura junto às roupas normais e leves, indicavam que ele era um Lupino. Mas, o moço não usava o broche da matilha de Asuma. Um exilado. Como Tenten.
- Shikamaru?! Não acredito! Você também?! – Mal ela pensou na morena de coques, e esta veio correndo para abraçar o outro lupino. Já se conheciam. Há muito tempo. – Olha só como você está alto! Antes nós tínhamos a mesma altura!
- Você não esperava que eu tivesse sua altura pra sempre, não é, Tenten? – Ele riu discretamente. Olhou melhor para a amiga de infância. – Você está noiva e eu nem soube. O que o exílio faz com a gente, não é?
- Ah, isso? Faz pouco tempo, Shika. Lembrarei de te mandar os convites, quando me disser onde está morando. Será meu convidado de honra! – Tenten estava extremamente animada de ver Shikamaru. Fazia tempos que Temari não via ela assim.
- Acontece, Tenten, que eu não moro. – Ele riu, sem graça. – Desde que Asuma me chutou de lá, eu me tornei um nômade. Venho fazendo um serviçinho ou outro como mercenário pra me manter. – Shikamaru era uma grande perca para a matilha de Asuma. Era seu melhor estrategista. Mas, Tenten, de certa forma sabia que Shikamaru não aguentaria o ditador por muito tempo.
- Você desafiou ele e ganhou, não é? – Ele sinalizou que sim com a cabeça, estampando um belo sorriso no rosto.
- Exatamente como você, Tenten. Mas, parece que não fez o mesmo que eu. Nem seu amuleto de primeira caça você está usando. – Tenten não usava nenhuma lembrança da guerreira lupina que costumava ser. Gaara não gostava muito. Por isso Tenten parara de lutar, e guardara todos seus itens da matilha em uma caixa.
- Ah, é uma longa história. Bem, nós dois estamos nesse lugar por trabalho. Eu tocando e você, bem... Fazendo negócios. – Ela sorriu. – Mas, eu preciso tocar agora. Sobre seus negócios... Fale com aquela loira ali. O nome dela é Temari. Ela sabe de tudo que acontece nesse lugar. – E Tenten saiu. Tinha algo estranho com sua amiga. Ela já fora uma das guerreiras mais fortes da matilha e agora parecia frágil. Frágil demais. A tal Temari sabia de tudo? Talvez esclarecesse as coisas.
Shikamaru foi até o balcão, e se sentou por lá mesmo. Esperando que a tal loira terminasse de atender as mesas para atendê-lo. Bem, uma xícara de café o manteria acordado por aquela noite. Precisava esclarecer do que se tratava o tal trabalho que o Uchiha lhe oferecera. E também saber o que se passava com Tenten. Sem falar de achar um lugar para passar a noite. Que problemático.
- Vai querer o que, homem das montanhas? – Que ótimo, a tal Temari era sarcástica. Aquilo só daria merda.
- Um café mais escuro que seu humor. – Só podia dar merda. Quando duas pessoas sarcásticas se encontram, até sangue rola.
- Necessidade de se manter acordado? – Ele abaixou a cabeça levemente, indicando que sim. – Da onde conhece Tenten? – Ela colocou uma xícara em cima do balcão e preencheu a mesma com café escuro e absurdamente quente.
- Éramos da mesma matilha. Eu fui exilado um pouco depois dela. Mas, crescemos juntos, morávamos em cabanas vizinhas no acampamento. - Ele bebericou o café antes de chegar ao assunto que o interessava. – Mas, ela está muito diferente. Antes era uma das melhores caçadoras da matilha. Nem precisava se transformar em lobo. Usava o arco e flecha. Acertava sempre no olho. – Ele deu um meio sorriso. Temari não acreditava que aquela moça delicada fosse uma grande caçadora. Seu irmão havia mudado tanto a noiva assim? Isso era deprimente.
- Estamos falando da mesma Tenten? Ela não machuca nem uma mosca. – Claro, só porque era oprimida por Gaara dia após dia. Ela era mais forte que ele e sempre fazia tudo para agradar aquele idiota, dia após dia. – O amor é uma droga. – Temari disse, sem perceber. O tal Shikamaru levantou uma sobrancelha.
- Ah, exatamente o que eu pensei. O noivo é o problema dela. – Temari sabia que era verdade, então não se incomodava com os comentários sobre Gaara. Até concordava com eles. Seu irmão havia se tornado um sociopata ciumento e dissimulado. Ou, pra melhor resumir, um idiota.
- Não sabe o quanto está certo. Embora o noivo dela seja meu irmão, eu bem queria que ela me ouvisse a respeito dele. – Enquanto preparava um sanduíche, Temari conversava normalmente com o lupino. – Ele é controlador demais.
- Entendo. Tenten, deve realmente gostar dele. – Ele tomou mais um gole do café. Não daria mais opiniões sobre aquilo. Não queria se envolver demais. Se envolver significava ficar mais tempo que o necessário em Sheol. Ele não queria isso. Ao acabar o café, Shikamaru foi ao que interessava. Seu trabalho. – Tenten comentou que sabe de tudo por aqui. Vou trabalhar alguns dias para Sasuke Uchiha, onde posso encontrá-lo? – Ele depositou o dinheiro do café e uma generosa gorjeta no balcão.
- Só subir para o primeiro andar, só tem um bando de delinquentes bêbados e uma porta por lá, a porta é o escritório do Uchiha. – Ela guardou o dinheiro antes de colocar outros pedidos em uma bandeja. Shikamaru se levantou para subir até o segundo andar, mas Temari chamou sua atenção. – Já que vai ficar aqui um curto período de tempo, pode se hospedar na minha casa. Alugo um quarto por um preço razoável. A Tenten te ofereceria um na casa dela, mas meu irmão não deixaria.
- Eu aceito a oferta. Você me parece suportável.
O jantar no Navio parecia um pouco desconfortável para o "casal Hyuuga". Não que qualquer um fosse se sentir confortável com aquela companhia. Estavam lá Hinata, Neji, Kakashi e Hidan. O último não parava de falar. Parecia até ter esquecido sua missão naquele jantar. Mas, ele não tinha esquecido. As perguntas, ou melhor dizendo, as alfinetadas, começavam agora.
- Então Neji, seu julgamento foi bem interessante, não acha? Eu jurava que você já estava com a corda no pescoço. – Hidan tomou um gole do absinto que estava em sua taça. Ele queria ver cada reação de Neji, uma por uma.
- Eu também. – Neji nem encarava Hidan, desinteressado. Não queria perder o auto-controle duas vezes no mesmo dia. Mantinha seu foco em sua comida, não em seu anfitrião.
- Mas, quem diria, sua prima realmente salvou sua pele! Você é uma prima muito dedicada, Hinata! – Hidan sorria, cínico. Provocar Neji era a chave para arrancar informação.
- Obrigada, capitão. Eu esperava que a opinião de meu primo fosse a mesma. – Hinata também mantinha os olhos na comida, mas ainda estava brava com Neji. Todos seus comentários sairiam carregados de desdém.
- Estou certo que é. Afinal, não são todos os primos que se dão tão inteiramente para salvar um parente próximo. – Hidan continuava sorrindo. Seu último comentário não poderia ser mais ferino. Ele tinha ouvido uma parte da briga dos Hyuugas. Neji, na tentativa de se conter o máximo, saiu da cabine bruscamente, em silêncio. Hinata, por outro lado, continuou comendo em silêncio e, assim que ouviu um dos homens do lado de fora dizendo que haviam chegado em Sheol, ela se levantou.
- Hidan, diga pra quem quer que você está representando, pra vir falar comigo pessoalmente. Não respeito os covardes. Obrigada pela carona e pelo jantar. Foi bastante agradável. – Ela fez uma reverência de deboche antes de sair de lá. Hidan pôs-se a rir loucamente. Kakashi só encarou.
- Kakashi, já te disse o quanto eu adoro essa ninfa? Me identifico bastante com ela. – Ele continuou a rir um pouco. – Contate o Uchiha, ele vai adorar saber o que aconteceu aqui.
Shikamaru bateu na porta de Sasuke antes de entrar. O Uchiha prestava bastante atenção no ocorrido narrado por Kakashi. Shikamaru não entendia muito bem, mas continuava em pé, esperando que seu chefe temporário viesse lhe falar. Depois de dar um sorriso para a tela do computador, Sasuke olhou para o visitante.
- Sente-se, Nara. – Shikamaru obedeceu e se sentou à frente do Uchiha. Logo pegou alguns papéis que ajudariam no trabalho do lupino e os entregou. – Obviamente já ouviu falar do meu irmão, Itachi Uchiha. – O Nara confirmou com a cabeça. – Acontece que ele foi dado como morto, mas eu quero ter a absoluta certeza de que ele realmente está morto. Me disseram que você é bom com caçadas.
- Sou bom, mas conheço uma equipe de apoio bem melhor que eu. Sou mais o tipo estrategista. – Enquanto conferia os papéis com várias informações de investigação, documentos e praticamente TUDO sobre Itachi Uchiha, ele continuava procurando. – Se pagar a esses meus colegas, terá um serviço melhor. – Ele pensava em um moço não exilado e Tenten. Seria bom pra ela se lembrar de como as coisas eram antes.
- Que seja. Desde que achem Itachi ou o que sobrou dele. Pode sair. – Shikamaru saiu pensando em como convenceria Tenten e o outro. Uma tinha que agir em segredo, longe do noivo e o outro tinha que deixar de ser capacho de Asuma. Ele conseguiria convencê-los. Sabia que sim.
Sasuke olhava para o computador, sorrindo mais uma vez. Lá estavam duas fotos de Hinata Hyuuga: Uma dela completamente normal e outra de sua transformação das trevas. Sim, ele admitia para si mesmo que a moça era atraente, em ambas as formas. E se agradava mais ainda com o que Kakashi lhe falara.
- Ela quer que eu mesmo vá falar com ela? Pois bem, será um prazer.
Quando eu disse que começava a esquentar, é a mais pura verdade, porque as coisas vão pegar fogo no próximo capítulo! Hentai? Se eu conseguir escrever um decente, claro que sim!
Bem, respondendo as amáveis reviews do último capítulo:
Asakura Yumi: Que bom que adorou, Asakura! Estou continuando e será assim até o final da fic! Beijos!
Marina: Mais uma que adorou weee! Sim, o Naruto Luxúria dará muito o que falar ainda, espera só! Ah, você terá muito mais se acompanhar, Marina, muito mais! E escreverei melhor se tiver mais leitoras como você!
Sassa-sama: Obrigada, que bom que te impressionou! Eu confesso que não fiz uma sinopse atraente o bastante, pareceu muito Percy Jackson haha Bom, acontece que histórias originais de autores que não divulgam muito, acabam assim, uma triste verdade. Isso mesmo, acompanhe porque terão mais surpresas como essas do último capítulo! Acho que se a gente considerar a Hinata OOC como a Hinata do último filme de Naruto Shippuden, fica mais divertido ainda, embora o Neji seja bastante parecido com o original... Eu sou esquisita, então, no problem! Beijos!
Pessoal, já sabe, em 5 ou 6 dias eu posto, e aproveitem porque essa frequência só será assim agora nas férias, já que logologo eu passo a estudar em tempo integral, que tristeza. Beijos e até mais!
