Capítulo 3

Nota da autora: eu demorei horas demais nisso, agora não vou nem corrigir porque
1. a Cassie ta me precionando;
2. porque eu estou com vergonha demais no momento;
3. não sei se isso pode ser considerado um spoiler, mas vou ter que correr pra um banho frio depois de escrever esse capítulo.. LOL

Enfim, lhes apresento uma fanfics R.
ETA: ah sim, a música eu tentei trocar, mas não consegui. Escrevi o capítulo todo ouvindo "A light on a hill" a mesma música do capítulo passado.

- É você, Temperance. – Booth disse da porta.

Pelo espelho ela levantou os olhos e o encarou em confusão "Do que ele está falando" e para ele. Foi como se ela fizesse a pergunta, pois ele reconheceu a confusão nos olhos dela e então continuou.

- Você me perguntou antes pra quem eu havia feito as "Canções para ela". Eu fiz pra você.

Capítulo 3– Sweet Surrender

No caminho da sala até o banheiro ele havia pensado em explicar tudo à ela, desde a primeira vez que se sentiu atraído por ela, do quanto tempo ele havia negado o sentimento e de quando ele havia aceitado e resolvido guardar pra si mesmo. Mas quando a viu, ele não conseguiu dizer nada além da resposta à pergunta que ela havia feito meia hora atrás. O resto podia ficar para depois.

Os olhos se encontraram pelo espelho e Booth entrou no banheiro e foi até ela. Ele podia ler a expressão dela agora, novamente e mal podia acreditar. Era de euforia, desejo. Quando a alcançou ela e a virou lentamente encostando seu corpo ao dela, novamente as palavras que ele queria dizer morreram em seus lábios quando os olhos dela encontraram os dele.

Enquanto ele continuava a encará-la, em silêncio, ela entendeu. Era ela. As músicas eram todas pra ela. Num instante tudo fazia sentido. Todo o carinho que ele a tratava, a maneira que ele se preocupava com ela o tempo todo, a intensidade com que ele retribuiu o beijo forjado que eles tiveram no Natal, a paciência ao explicar todas coisas que ela não entendia, as músicas, os olhares que ele lançava pra ela agora... Sweets havia dito que as tentativas dele de fazer com que ela comece torta podia ser interpretado como uma forma de sedução. Ele fazia isso há muito tempo, o cd havia sido feito a muito tempo. Ele estava apaixonado por ela, há muito tempo. Ela jamais antes percebera.

Tudo veio à mente dela como num flash. Ela ficou sem reação, apenas sustentando o olhar dele. A tensão que eles sempre tentavam negar se criou no momento e ganhou força. Geralmente quando essa tensão aparecia, eles sempre tinham Zack para interrompê-los ou Booth dizia algo engraçado que fazia com que eles desviassem o rumo do que poderia acontecer. Mas dessa vez, não havia nada pra impedir que o momento os guiasse para onde eles temiam ir. Para onde eles queriam ir.

Eles continuaram se olhando por segundos que pareceram uma eternidade até que ambos se aproximaram sincronizadamente e uniram os lábios. O contato foi suave a princípio, como se eles precisassem se acostumar à sensação. Era como se houvesse uma onda elétrica entre eles ou como se gelo e brasa estivessem se misturando. Queimava, doía, mas eles queriam mais.

Então o movimento dos lábios se intensificou, as línguas se encontraram freneticamente e as respirações saíam afoitas. Ela passou os braços em torno do pescoço dele, arqueando o corpo e moldando-o com o dele. Eles se movimentavam onduladamente um contra o outro. Booth tocava a nuca dela com uma mão e a cintura com a outra. Ele encontrou a barra da camisa dela e tocou a pele, subindo um pouco pelas costas. Ele sentiu a pele dela se arrepiar e ouviu um gemido abafado contra os lábios dele.

Ela interrompeu o beijo e passou para o pescoço dele, uma de suas mãos dela automaticamente descendo para o estômago dele. Ela deixava uma trilha de beijos molhados que o faziam pensar que suas pernas não o sustentariam por muito tempo. Ela começou a desabotoar a camisa dele, pelos botões de cima. Booth deixou que ela terminasse e passasse as mãos no peito dele e então capturou os lábios dela mais uma vez, arrastando-a para o corredor. Eles não podiam continuar isso no banheiro.

A idéia inicial dele era irem para o quarto, mas então ele se lembrou da lareira acesa na sala e um calafrio lhe percorreu ao imaginar como o corpo dela seria sob a luz do fogo. Ele olhou por cima do ombro dela e novamente para dela, com um sorriso malicioso no rosto. Quando tentou guiá-la para sala, ela o beijou mais intensamente puxando-o para a parede. Ele precisou se apoiar dessa vez, beijando-a intensamente de volta.

Entre tropeços, mãos que afagam e gemidos eles finalmente chegaram até a sala. Ele deitou-a no chão ficando por cima dela. Ela se movia com urgência sob ele, mas Booth interrompeu o beijo e olhou para ela com suavidade e malícia. "Sem pressa" ele sussurrou em seu ouvido e lentamente começou a abrir a camisa dela, beijando e tocando com reverência cada pedaço de pele que ele descobria. Ele deixava escapar gemidos frustrados enquanto ele continuava cada movimento com o ritmo lento e torturante.

Quando terminou com a blusa, ele fez o mesmo com a calça e roupa íntima dela, ele finalmente se permitiu parar pra vê-la naquela luz como ele desejara. Ela era perfeita. Ele precisava tocá-la para se certificar de que ela real, de que aquilo estava realmente acontecendo.

Deitado ao lado dela, ele deslizou uma mão suavemente pelo joelho, seguindo pela coxa, o quadril, subiu pelo abdome. Os olhos de Booth acompanhavam o caminho que sua mão traçava no corpo de Brennan e o arrepio que o toque causava na pele dela. Ele finalmente alcançou e contornou os seios dela, parando no rosto.

Os olhos se encontraram novamente. Ele enxergava uma tempestade se aproximando silenciosamente, como se o mar no olhar dela fosse despertar ondas violentas a qualquer momento. Brennan alcançou a nuca dele puxando-o para um beijo, ao mesmo tempo em que começava a descer pelos ombros a camisa já aberta dele.

Entendendo que era a vez dela de explorar, Booth se deixou cair de costas no tapete em frente ao fogo que iluminava o corpo de ambos. Ela retirou o resto das roupas dele com um movimento só, com um pouco menos de controle que ele.

Brennan imitou no corpo dele o mesmo caminho que ele havia percorrido no dela, só que com os lábios. Ao alcançar o rosto dele, ela já não estava ao seu lado, mas sobre ele. O contato com a pele morna dele a fazia estremecer de antecipação.

Percebendo que ela não podia mais esperar, Booth se sentou, fazendo com que ela ficasse sentada sobre ele e dessa maneira os rostos continuavam próximos. Ele a deixou no comando a princípio porque, mesmo que ela negasse, Booth a conhecia e sabia que ela gostava disso.

Ele esperou que ela os unisse e quando ela o fez, a sensação era tão intensa que ela tentou gemer mas não conseguiu. Simplesmente nenhum som saiu de sua garganta. Brennan encostou seu rosto no dele, e Booth segurando-a pelo quadril, guiou os movimentos dela de forma lenta e torturante.

Ele queria beijá-la de novo, então procurou o seu rosto, mas ela encostou sua testa na dele e os lábios mal se tocavam e se separavam, eles nem tinham ar para respirar pela intensidade do momento.

Brennan atirou a cabeça para trás e Booth mordiscou e beijou o queixo dela. Os movimentos começaram a ficar mais rápidos e os gemidos mais intensos, então ele deixou que ela caísse de costas e ficou sobre ela. Brennan levou a mão até o rosto dele ele fez o mesmo, tocando o cabelo dela, alisando o rosto, e novamente os lábios quase se tocavam e se separavam.

Ele se movia num ritmo frenético agora. Ele tinha certeza de que se olhasse nos olhos dela, veria a tempestade em pleno vigor agora, então ele pediu "Olhe para mim, Temperance" e ela abriu os olhos. A tempestade estava lá mas ela também podia ver uma nos olhos dele. Nesse momento ele diminuiu o ritmo e o tornou mais intenso, ela correu uma mão até o fim das costas dele para incentivá-lo. Booth pode ouvir ela gemer mais alto e o corpo dela estremecer e a visão era tão magnífica que ele a seguiu e em segundos ele também perdia as forças sobre ela.

Booth se deitou ao lado dela tentando fazer sua respiração voltar ao normal, imaginando se aquilo realmente tinha acabado de acontecer. Ele olhou para ela e pode não mais via a tempestade em seus, ele via a calmaria. Mais do que isso, ele não enxergava mais a tristeza e a solidão que sempre lia neles. Agora ele podia ler a paz e serenidade que ele sempre esperou que ela tivesse. Booth tinha conseguido dar isso a ela, finalmente.

Ele sorriu e Brennan retribuiu. Ela se aproximou e beijou-lhes os lábios suavemente mais uma vez.

- Obrigada. – ela sussurrou.

- Pelo quê? – ele perguntou confuso.

- Por me mostrar o que é um milagre.

Notas finais: sobre a última frase da Bones eu queria usar "The real thing", mas isso é exemplo de uma frase que faria muito mais sentido se fosse em inglês. Vou postar então o quote verdadeiro pra quem estiver perdido, ok? É meu quote preferido na série toda.

QUOTE

Booth: ...só pra eles terem sexo de má qualidade.
Brennan: Como você sabe que é de má qualidade?
Booth: Tem que ser, Bones.
Brennan: Por quê?
Booth: Por quê? Eu te digo por que. Aqui estamos nós, todos nós basicamente sozinhos, criaturas separadas, apenas em volta umas das outras, todas procurando por um pequeno sinal de conexão real. Alguns olham nos lugares errados, outros desistem da esperança porque na mente deles estão pensando "não existe ninguém para mim". Mas todos nós continuamos tentando, vez após outra, por quê? Por que de vez em quando, de vez em quando, duas pessoas se conhecem e existe aquela faísca. E sim, Bones. Ele é charmoso e ela é linda e talvez isso seja tudo que eles vêem a princípio. Mas fazer amor? Fazer amor... é quando duas pessoas se tornam uma.
Brennan: É cientificamente impossível para dois objetos ocuparem o mesmo espaço.
Booth: É, mas o importante é que nós tentamos. E quando fazemos direito... nós nos aproximamos.
Brennan: De quê? Quebrar as leis da física.
Booth: Sim, Bones. Um milagre. Aquelas pessoas, assumindo papéis em fetishes e seus jogos sexuais. É sexo de má qualidade. Ao menos comparado a coisa de verdade.
Brennnan: Você está certo.
Brooth: (pensando que ela vai continuar discutindo com ele) Sim, mas... espera um segundo. Eu acabei de ganhar essa discussão?
Brennan: Sim.

Em inglês: /18502897-post13.html