Todos os personagens pertencem a Stephanie Meyer, e essa historia não possui fins lucrativos

Capitulo 2 : O despertar

Senti o fogo invadir meu corpo, uma dor alucinante tomou conta de mim aquilo não poderia ser a morte, ou poderia? O fogo queimava cada vez mais ouvi gritos de agonia. O que estava acontecendo? Nada do que eu tinha passado em toda minha vida se comparava aquilo a minha perna quebrada na adolescência era um leve incomodo comparado aquilo, as agressões de Charles pareciam brincadeira, o primeiro tapa, agora parecia carinho, rolar escada abaixo parecia ter sido um leve tropeço, nunca pensei que um dia escolheria sentir aquela dor, mais naquele momento pedi por ela, preferia mil vezes aquela dor ao fogo que me queimava mais e mais.

Senti meus ossos se unirem como se estivessem sendo colocados no lugar todos juntos, o fogo ardia era como ser queimada viva mais um grito, foi então que percebi que era eu que gritava mais isso não diminuiu a dor não chegou perto.

Lembrei de minha infância quando minha mãe dizia que existia um castigo para quem atenta-se contra a própria vida, aquele seria o castigo? Eu já não fora castigada o suficiente em vida? Foi só depois de um tempo que pude ouvir aquela voz, era como musica em meio a dor senti que algo segurava minha mãos, aquilo não poderia ser um castigo poderia? Aquela voz jamais estaria presente em horas ruins, mas por que a dor não passava? Não sei quanto tempo passou, mas a dor foi diminuindo, não por completo mais pude entender melhor o que a voz me dizia.

- Me perdoa, eu vou ficar do seu lado eu juro.

Eram apenas sussurros mais eu podia ouvir claramente, senti suas mãos apertarem mais as minhas, e com o tempo pude ouvir as coisas que estavam a quilômetros de distancia as coisas passaram a ficar mais nítidas em minha cabeça mais o que mais me chamou atenção foram passos suaves se aproximando então a porta sendo aberta.

- Ela ira acordar logo não se preocupe o pior já passou – a voz também era musical suave e embora soubesse que falava com ele senti de certa forma que aquelas ultimas palavras haviam sido destinadas a mim

- Você acha que ela ficara bem?

- Sim ela pode até mesmo nos ouvir

- Ainda não sei se fiz o certo mais, pelo que me lembro dela ela não deveria ter tomado tal atitude ela era feliz

- Ela sofreu muito depois disso – Me perguntei como ele poderia saber sobre isso, sobre meu sofrimento

- Bom se ela já esta nos ouvindo talvez eu deva contar

- É uma boa idéia

Então eu ouvi claramente quando ele contou sobre o que eu era agora e tudo pareceu irreal demais, vampiros não existiam eram lendas cheguei por alguns segundos a me imaginar em um hospício a mulher que tentou se matar mas não pude imagina-lo em tal lugar, mas acreditar no que ele me disse era demais pra mim pelo menos até eu acordar.

A primeira coisa que eu vi ao abrir os olhos foram os olhos dele aquela tonalidade que eu jamais vira em outra pessoa e o rosto que agora me parecia tão mais belo do que antes, podia ver detalhes tão nitidamente era como se a bela imagem que eu já tinha em minha memória não fizesse justiça a ele.

- Esme fique calma tudo ficara bem não se preocupe

Ele não aparentava ter envelhecido nada era como entrar em um dos sonhos da minha juventude ou como voltar 10 anos no tempo

- Acho que você não se lembra de mim sou Carlisle Cullen

- O médico que me atendeu em Columbus – minha voz saiu diferente suave

- Você se lembra – ele parecia surpreso, então me contou toda a história novamente e me levou até um espelho próximo, pude ver meus olhos vermelhos porem essa não era a única diferença em mim, podia ver minha pele agora mais branca podia senti-la mais dura porem me olhando ali naquele momento pude ver uma mulher muito mais bonita do que me lembrava ser
Foi a partir daquele momento que eu soube que realmente era uma vampira

Carlisle então me contou que ele e o filho não bebiam sangue humano contou sua historia e eu só pude admirá-lo anda mais

- Você poderá ficar conosco ou seguir outro caminho não irei obriga-la a ser como nós

Em nenhum segundo havia pensado em me afastar dele

- Eu não quero ficar sozinha – pude ver um leve sorriso em seu rosto com minhas palavras

- Então acho que devemos caçar – Sendo sincera até aquele momento estava tão impressionada com tudo ao meu redor que mal havia percebido a ardência em minha garganta

- Mas como eu nunca eu não sei...

- Eu irei com você

Ele segurou minha mão então atravessamos juntos o porão onde estávamos subimos as escadas que levavam a casa, embora tenhamos passado rapidamente pude ver uma bela casa arejada e arrumada embora não tivesse nenhum sinal de preocupação com a decoração.

Ele me guiava rápido e eu simplesmente o acompanhava, ele começou a correr então eu pude ver o quanto rápida eu poderia ser podia sentir o vento em meu rosto, era uma sensação agradável, e mesmo em alta velocidade eu conseguia ver claramente arvore por arvore, folha por folha detalhes que andando antes talvez eu jamais poderia ver, me lembro por quanto tempo corremos ate sentir ele parar

- Acho que aqui está bom

Eu podia sentir minha garganta ardendo mais e mais

- O que devo fazer?

- Feche os olhos – eu os fechei sem hesitar pude senti-lo atrás de mim sua voz suave falava calma e suave – Respire fundo e se concentre, apenas ousa
Eu poderia ouvir tudo agora, a respiração dele as folhas das árvores, o rio ao longe, mas foram as batidas de um coração que me chamou atenção

- A minha esquerda a alguns quilômetros o que eu faço?

- Não pense em nada apenas siga seus instintos

E foi o que eu fiz e embora eu nunca tivesse pensado em como caçar o cervo não teve nenhuma chance, eu era veloz suave e forte. O gosto do sangue era bom, mas não acabou com a ardência em minha garganta e mesmo tendo caçado mais alguns cervos durante o decorrer da tarde eu ainda queria mais.

Voltamos para casa dele ao anoitecer eu ainda não estava satisfeita Carlisle me dissera naquela noite que vivendo com sangue animal talvez eu jamais estaria completamente satisfeita, mais que com o tempo eu iria me acostumar com isso.

Conheci Edward assim que chegamos em casa, ele foi doce e educado, naquela mesma semana nós mudamos pra um lugar mais afastado, nos meses que se seguiram Edward e Carlisle sempre se mantiveram ao meu lado caçando comigo ou me mantendo afastada de humanos, eu passei a entender mais sobre ser uma vampira, sobre as regras sobre o modo de vida incomum que agora nos três estávamos vivendo e embora eu caça-se praticamente todos os dias a sede era presente em minha vida dia e noite.

Algumas vezes a sede me desnorteava era incomoda demais, normalmente isso acontecia quando Carlisle voltava do hospital o cheiro humano parecia estar nele, muitas vezes achei que eram coisas da minha cabeça.

Podia sentir minha cabeça confusa também, ainda tinha as lembranças do meu bebê assim como as de Anne e da família feliz dela, uma família que eu poderia ter tido se não fosse por Charles e o quanto ele estragara minha vida, mas muitas coisas foram ficando cada vez menos nítidas em minha memória.

Quase um ano depois da minha transformação as coisas começaram a se ajeitar embora eu ainda sentisse sede essa não era mais prioridade, podia aproveitar melhor os momentos com Edward e Carlisle, eles passaram a me deixar mais sozinha Carlisle voltou a trabalhar normalmente, e foi quando tudo parecia estar entrando em ordem que aconteceu.

Estava no jardim da pequena casa onde morávamos, era uma bela casa bem afastada no meio de um bosque, Edward havia ido caçar e Carlisle estava no hospital, aquela não era a primeira vez que ficava sozinha porem eu não imaginei que aquilo pudesse acontecer.

O cheiro logo atraiu minha atenção assim como os batimentos cardíacos, eram quatro eu sabia, o ardor em minha garganta foi imediato em poucos segundos estava correndo e quando dei por mim já estava sentindo o sabor do sangue era maravilhoso incomparável a qualquer animal até mesmo os grandes predadores, a sede era maior agora que havia provado, e um a um fui alcançando facilmente os outros três.

Foi só quando o sangue do quarto acabou que tive consciência do que havia feito, a angústia e a raiva vieram rapidamente eu havia acabado de tirar a vida de quatro inocentes que poderiam ter uma família a espera. Eu havia decepcionado Carlisle e Edward eu tinha errado eu era um monstro. Poucos minutos depois pude sentir a presença de Carlisle ao meu lado

- Esme

- Me desculpe eu...

- Vamos embora daqui – corremos juntos para casa

- Eu não devia... eu vou embora

- Por que?

- Você confiou em mim e eu fiz por não merecer essa confiança eu sou um monstro

- Você cometeu um erro todos cometem, eu deveria ter ficado mais próximo

- Não se culpe por favor, eu já devia me controlar, eu não posso dizer que não quis por que na verdade eu quis eu fui ate eles

-Esme esta na sua natureza talvez nunca deixe de quere-los, mas se você quiser você pode controlar isso eu sei que pode, mas se você não quiser eu vou entender e poderá ir embora eu jamais a prenderia a algo que não quisesse Naquele momento eu apenas o abracei e senti que me encaixava ali naquele abraço eu não poderia deixa-lo, eu o amava mais do que podia imaginar embora só pudesse ver com clareza naquele momento

- Eu não quero ir

- Eu não quero que você vá – senti seu rosto se aproximar do meu lentamente como se me desce tempo de escolher foi então que eu vi que já havia escolhido a anos atrás quando meu coração ainda batia, quando ele bateu mais forte por ele, senti seus lábios tocarem os meus no beijo mais cheio de amor e mais doce que eu poderia ter.

E foi naquele, momento que eu descobri o sabor de algo melhor do que o sangue de qualquer humano.

N/A: Aqui está mais um capitulo espero que vocês tenham gostado, obrigado a Mademouselle Fox, Malu VPC e a Gude Potter espero que tenham gostado e continuem acompanhando aguardo comentários Beijos

Sany