Primeiro Capitulo - Entre tantas merdas, fiquei na merda.

A tarefa mais fácil até agora fora subir encima do telhado da vizinha, Tenten. O mais difícil estava por vir. O saco de estrume ainda não tinha sido carregado para o telhado, e Kiba e Neji não tinham aberto a caixa d'água. Era melhor começar agilizar a brincadeira antes que alguém da casa acordasse.

- Lee... – sussurrou Gaara ao menino de cabelos tigela que tentava subir para o telhado com o saco de estrume – agiliza com essa merda, literalmente.

O ser chamado Rock Lee já não estava muito a fim de receber mais ordens de Gaara, ele olhou para cima para poder encará-lo. Depois de algum tempo pensando – o qual fez Gaara ficar mais irritado ainda – ele jogou o saco de estrume para cima, deixando-o cair no telhado, fazendo um enorme barulho.

- Você é louco seu nerdizinho de merda? – ele sussurrava, porém seu tom era firme e nervoso.

- Você pediu pra agilizar! – disse o garoto tigela já em cima do telhado junto aos três amigos.

- Espero que ninguém acorde, senão você já sabe imbecil! – O garoto ruivo ameaçou-o.

Lee, cansado da rispidez e superioridade do rubro, empurrou-o fazendo-o cambalear. Gaara, que já não estava humorado, encarou-o raivoso e aproximou-se rapidamente de seu amigo, que no momento era adversário.

Kiba e Neji correram cautelosos para a direção dos amigos briguentos, e antes que Gaara socasse Lee, ambos o separaram.

O moreno alto de cabelos grandes aparentava uma expressão impaciente. Quando Gaara e Lee perceberam o clima de Neji, pararam de se provocar.

- Se eles acordarem – o moreno apontou para baixo – vocês se responsabilizarão.

Ambos que receberam a bronca, bufaram.

Gaara abriu o saco de estrume e após sentir o cheiro afastou sua cabeça e teve ânsia, mas nada demais ocorreu. Ele apenas começou a respirar pela a boca.

Neji, Kiba e Lee finalmente retiraram a tampa da caixa d'água e logo Gaara jogou o estrume.

- Eca mano, isso é mo escroto! – Kiba riu ao falar. E logo depois todos riram também.

Tamparam a caixa d'água e desceram do telhado, para depois saírem correndo e rindo.

-X-

- Então quer dizer que vocês - a garota de cabelos rosados se referia a Kiba, Neji e Lee – jogaram estrume na caixa d'água da Tenten por que o Neji queria se vingar do término do namoro, que não era um namoro, para ser mais exata?

- Sim, e deu tudo certo. É errado, mas foi MUITO engraçado! – O ruivo respondeu com um humor negro.

A hora da saída era a única hora que eles se viam na escola. Sakura e Gaara tinham um relacionamento instável, mas nada sério. Ficavam, não ficavam, saiam, brigavam e todas essas coisas. Ele não sentia algo puro por ela, era mais o tipo de garota passatempo. Já ela sentia algo a mais, esperando o dia em que ele a pedisse em namoro.

Eles andavam de mãos dadas pelas ruas do bairro, sentindo um ventinho fresco batendo em seus rostos. O ar que entravam nos pulmões de ambos, quando inspirados, purificava-os. Sakura estava tranqüila, porém Gaara estava inquieto. Percebendo a respiração agitada e seus dedos batendo nas mãos dela, Sakura resolveu perguntar o que estava acontecendo, mesmo sabendo que ele seria curto e grosso.

- Porque a inquietação?

- Não é da sua conta!

Ela bufou.

- Poxa Gaara, você nunca me conta nada, sempre me dando fora, sempre sendo grosso! Eu quero saber o que acontece com você, afinal, nós estamos ficando.

- Sakura – seu tom já irritado – eu não devo satisfação da minha vida para você, não namoramos, não temos nada. Fui claro?

Ela soltou a mão do rapaz com agressividade, mas não atraiu nem o olhar dele. E então entrou na sua frente, puxando-o pelo colarinho, recebendo um olhar indiferente.

- Já que você fala com tanta clareza, fale logo o que você quer comigo. Não me trate como o seu passa-tempo. Anda, fala logo!

Ele respirou fundo, não estava a fim de ter outra discussão – haviam tido no começo da aula, antes de tocar o primeiro sinal-, ela realmente estressava-o. Não queria ficar sem alguém para quando quisesse sair, e nem ter algo sério. Para acabar logo com aquilo ele disse:

- Você é muito problemática, eu só quero estar perto de você, ok? Juntos! – e com isso abraçou-a, sem vontade.

- Só me diz o porquê de você estar inquieto.

Ela não tinha jeito! Teria que falar, mesmo não querendo tocar no assunto. Ela não se contentava só com a base da história?

-Eu acho que deixei a nota fiscal que estava em meu bolso, cair no jardim da Tenten.

- E...?

- Eu tinha assinado o meu nome nela... E não me pergunte o porquê.

Traído por uma nota fiscal, como pode ter sido tão descuidado? Era isso que passava na mente do ruivo de olhos claros. Ao chegar em casa, foi pego de surpresa por seus pais, que já sabiam do ocorrido – não tão surpreso assim porque ele já pressentia que algo aconteceria -. Teve que ouvir poucas e boas, como: "Você é um irresponsável, quando vai crescer?" Ou "Você não pode ser filho meu, olhe suas atitudes!", sem contar que antes de chegar em casa, ele teve que se explicar para Sakura, novamente, quem era a menina que havia-o cumprimentado com apertos de bochecha e beijinhos no rosto.

Colocou seu pé esquerdo dentro de casa e logo já ouviu-o ser chamado:

- Venha à sala imediatamente, Sr. Sabaku – pelo tom de seu pai, algo péssimo havia acontecido.

Com um nervosismo já aparente, dirigiu-se para a sala de estar, onde estavam seus dois irmãos e seus pais. Todos o encaravam com desaprovação. Sua mãe estava com lágrimas quase já secas pela face, porém, quando olhou para o filho desabou novamente.

- Certo, acho que já sei o que aconteceu, já sei o que vou escutar. Então vocês podem se poupar que eu vou subir pro quarto. – Já estava no segundo degrau da escada quando foi puxado por seu pai. Ele o jogou no sofá e encaro-o para logo depois sua mãe começar a falar:

- Gaara, o que você tinha na cabeça quando foi colocar estrume na caixa d'água da vizinha? Pelo amor de Deus, o que aconteceu com você? Nem... Nem parece mais o nosso filho! – A Sra. Sabaku gritava exasperada. Não conseguia acreditar no que o filho havia feito.

- Merda, se não fosso a notinha que tivesse caído do meu bolso, ninguém saberia! – murmurou para si mesmo.

- O que foi que você disse? – perguntou o repreendendo-o.

- Nada – ele abaixou a cabeça.

- Bom mesmo!

- Meu filho, me diz o que eu fiz de errado para você ter esse comportamento? Você é irresponsável! quando você vai crescer? Nem parece nosso filho. Olhe pro seus irmãos, nunca me deu um pingo de trabalho! – Ela estava indignada.

Gaara bufou impaciente. Sempre o comparava com seus irmãos prodígios. Ele odiava isso! Cobravam coisas dele que o próprio não queria realizar. Quando eles iriam entender que o que ele mais queria era ter sua própria chance de expor o que sente sem ser o que os pais querem? Quando seus pais deixar-no-ia ser ele mesmo?

Ele nada respondeu, apenas bufava e tremia de raiva, cabisbaixo. Seu pai não agüentava mais os questionamentos da esposa e fez questão de dar um basta.

- Nada de histeria, Hana! – Disse o Sr. Sabaku em um tom gélido – Cansei de passar a mão em sua cabeça, Gaara. Está na hora de ser punido.

Sua irmã, chamada Temari, que de aparência não era nada igual a Gaara – possuía cabelos loiros crespos e olhos escuros -, resolveu se manifestar. Levantou-se, que até então estava sentada, e caminhou até o lado de seu pai, para depois dizer com sua voz alta e firme:

- Acho que eu tenho o castigo certo para ele, pai! – Gaara encarou-a raivoso e ao mesmo tempo assustado, não acreditou que sua irmã estava ajudando seus pais, ela que tanto reclamava da falta de interesse deles nos filhos - O hospital que eu trabalho está precisando de trabalho voluntário na área de crianças com câncer. Seria uma boa idéia mandar Gaara para lá.

- Obrigado Temari, ótima idéia. Além disso, você não sairá mais e estudará 3 horas por dia, suas notas estão péssimas. Ainda não estipulei o tempo do seu castigo, mas ele começa hoje!.

E foi desse jeito que ele foi parar na frente do hospital Tsukuyomi, no qual sua irmã trabalhava. Não se conformava que sua irmã tinha ajudado seu pai a lhe prejudicar. Estava injuriado, podia-se até dizer que estava possuído. A sua cara de poucos amigos afastava qualquer alma de perto dele.

Inconformado, ele pega o celular e começa a digitar, e espera da pessoa da outra linha atender.

- Pois é Neji, senão fosse essa sua idéia de merda eu não estaria de frente para um hospital tendo que cuidar de criancinhas com câncer. Que morram elas, sabia? – O garoto de cabelos rubros berrava ao telefone.

- Acalme-se merdinha! Primeiro: Você veio com a gente porque você quis, Segundo:Quem assina o próprio nome numa nota fiscal? E outra: Se ferro haha – e com isso o "amigo" desligou em sua cara.

Ele que já estava "possuído" não pensou duas vezes e jogou o celular no chão, o qual se despedaçou inteirinho. Depois de alguns segundos viu o que realmente tinha feito e logo deu um grito de raiva, atraindo olhares para si.

Entrou no hospital com passos pesados fazendo barulho e com uma cara nada amigável. Era capaz de um doente olhar nos olhos de Gaara e enfartar. Quando chegou na recepção disse quem era e o motivo de estar ali. A enfermeira muito assustada respondeu hesitante onde era a ala de crianças com câncer e lhe deu um papelzinho com o número do quarto da primeira criança que visitaria. Ele sem dizer obrigado foi até a sala.

- Que Deus ilumine essa criança, coitada! – a enfermeira disse para si mesma.

-X-

Ele conferiu novamente o papel que lhe foi dado pela recepcionista. O quarto em que deveria entrar era o 302. Estava de frente à porta do quarto lhe dado, mas não tinha saco e nem coragem para entrar no recinto e ficar conversando com uma criança com câncer por duas horas.

Olhou o número que estava na porta e viu que o dois estava meio separado do zero, havia uma abertura. Ele estranhou.

-" Dane-se" – pensou, e entrou.

O que ele tinha imaginado era se deparar com uma criança careca, toda catarrenta e fininha, por falta de comer coisas gostosas. Mas o que ele tinha imaginado não era nada do que ele via agora. Em vez de uma criança careca, na cama, estava deitada uma linda loira com os olhos fechados e muito abatida. Sua expressão não era nada feliz e nem triste, estava totalmente angustiada.

-"Espero que ela não seja uma virgem gótica, não vou querer conversar com melodramáticas!"


Quem é vivo sempre aparece, correto? NOSSA GENTE, EU PENSAVA Q JÁ TINHA POSTADO 4 CAPÍTULOS NO MINIMO AQUI, O QUE DEU EM MIM? É, to ficando louquinha mesmo! Perdoe-me pfv, galerinha 3
Prometo ser mais comprometida com essa Fic! E agradeço as Reviews que recebi! Gente, não vou demorar para postar o segundo capítulo, isso eu prometo, palavra de ninja! hihihihiih
E Já sabem, sem reviews, sem capítulo, ram ram ram u_u

Manu Pontes: anw, adorei a parte do: A mistura é boa! aai nossa, desculpas mesmo não ter postado por esse tempão, espero que você continue aqui comigo *-* Muito obg pela review!

Veela-chan: Nossa, só pra ela abrir a porta? ai sim, isso que é ter criatividade, acho hahahah! Obg pelo elogio e espero que você continue curtindo a fic mesmo depois de tanto depo, sorry )):

Otowa Nekozawa: Então, eu não comecei logo logo, mas agora comecei, e prometo não parar, desculpaaa!

SayuriNewColors: Desculpa por tê-la feito sofreer! Sério, não sabe como eu to sentindo isso ))))): e obg!

Roamuh: Postei! Desculpa a demora hahah!

Ja ne, galera s2