Capítulo 3: Romance e Gravidez

Nesse momento, a Susete tirou da caixa uma bomba. Todos soltaram gritos de pavor.

"Pois é, agora já estão assustados, não é? Pensavam que a empregada brasileira limpava tudo, não tinha intervalos, gostava do patrão e no final ficava mal? Pois estão enganados! Vão morrer todos com a explosão desta bomba!"

"Se nós vamos morrer, tu também morres." disse a Arlete.

"Eu não, que não sou parva. Vou deixar aqui a bomba, trancar a porta e fugir. Depois vocês ficam aqui fechados nesta sala e morrem todos."

"Ai, eu sou muito nova para morrer!" exclamou a Vera, começando a chorar.

"E eu também." disse a Magda. "É que nem tive tempo de encontrar o meu príncipe encantado super rico."

"E eu, que ainda sou virgem..." disse o Mário. Todos olharam espantados para ele. "Pronto, é verdade, eu pareço um garanhão, mas ainda ando à procura da minha cara metade e nunca dormi com ninguém..."

"Patético." disse a Gisela.

"Oh, que querido." disse a Arlete, suspirando.

"Chega de conversas!" gritou a Susete, erguendo a bomba para todos verem bem. "Chegou a vossa hora. E este escritório vai pelos ares daqui a uns minutos."

"Bolas, além de mortos, ainda vamos ficar sem local de trabalho." queixou-se a Vera.

"Susete, não faças isso." pediu o chefe. "Não há nada que eu possa fazer para tu mudares de ideias?"

"Hum... bem, por acaso até há." disse a Susete, pensativa. "Quero um aumento."

"Ok. Aumento-te dez euros no ordenado."

"Vinte."

"Quinze."

"Ok." disse a Susete. "E quero ter direito a uma hora de almoço e meia hora de intervalos ao longo do dia."

"Tudo bem."

"E quero que você rape o bigode."

"Quê?" perguntou o chefe. "Nem pensar!"

"Chefe, é que rapa mesmo!" gritou a Magda. "Eu não vou morrer por causa de bomba só porque você se recusou a rapar o bigode."

"Ele aceita." disse a Gisela. "Eu mesma lhe vou rapar o bigode. Ouviste, Rodolfo?"

O chefe engoliu em seco e acenou afirmativamente.

"Bem... pronto, nesse caso, já não vou usar a bomba. E chefe Rodolfo, está tudo acabado entre nós. Agora vou-me embora, a ver se ainda consigo devolver a bomba e receber o dinheiro de volta."

A Susete foi-se embora, enquanto os outros ficaram a olhar para ela e depois todos suspiraram.

"Rodolfo, vamos já para casa!" gritou a Gisela. "Vamos ter uma conversa séria. E se calhar, não vais ficar só sem o bigode."

A Gisela pegou no braço do chefe e arrastou-o dali para fora. A Arlete aproximou-se do Mário.

"Olhe, passe no meu novo salão de cabeleireiro. Vou ter muito gosto de o receber e se calhar podemos combinar um encontro para qualquer dia."

"Claro." disse o Mário, sorridente.

A Arlete saiu dali. A Magda virou-se para o Tomé.

"Com que então, és filho do chefe."

"Filho ilegítimo, sim." respondeu o Tomé.

"Ao menos tens mais cabelo que ele."

"Tenho de ir. Afinal, continuo despedido." disse o Mário. "Adeus."

O Mário foi-se embora e pouco depois a Magda fez o mesmo.

"Chuchuzinho, ainda te queres vingar da Magda?" perguntou a Vera.

"Claro que sim. Já consegui que o Mário fosse despedido, o meu pai agora vai levar uma descasca da mulher e só falta a Magda pagar por ter sido mentirosa."

"E o que é que estás a pensar fazer?"

"Ainda não sei. Mas vou pensar no assunto. Já não vou conseguir pedir ao meu pai para a despedir. Acho que agora, sem chantagem ele não vai deixar. Mas eu arranjo outra maneira de me vingar."

"Que tal amarrá-la à cadeira e fazer com que ela dê cem voltas? Era divertido."

"Verinha, querida, limita-te a sorrir. Para pensar, estou aqui eu."

O Tomé foi para casa ainda a pensar numa maneira de se vingar da Magda. Como não lhe vinham ideias decidiu fazer uma pesquisa na internet. Para começar decidiu pesquisar palavras-chaves como "tia", "revistas cor-de-rosa", "chata", completamente irritante", "mentirosa", mas nenhuma ideia que lia era suficientemente boa.

Até que teve a fulminante ideia de procurar o perfil da Magda nos sites de encontros. Depois de avaliar muitos perfis acabou por concluir que aquela que tinha sido mais mentirosa, que tinha fotos alteradas e que dizia "que trabalhava com um incompetente, uma burra e uma chefe tirano" era a Magda.

Começou então a pôr o seu plano em prática. Este consistia em criar um perfil, como sendo um rapaz novinho e atarante, e combinar uns encontros. Quem iria ter com a Magda seria o seu primo Maneli, que lhe estava a fazer um favor. O Maneli iria fazer-se passar por rico e deixava-se engatar pela Magda e depois quando ela pensasse que ia ser rica, ele deixava-a às escondidas e levava-lhe todos os bens materiais, até as suas preciosas revistas cor-de-rosa. Ela iria ficar sem dúvida de rastos e aí a sua vingança iria ficar completa.

Entretanto em casa do Chefe, o caso ia mal parado....

"Nem penses que escapas de ouvir das boas....mas primeiro vamos rapar esse bigode." disse a Gisela, decidida.

"Não!" gritou o chefe, começando a fugir.

"Olha que essa tua amante era feia como tudo, mas tem bom gosto, esse bigode está completamente fora de moda. Vamos acabar com ele." disse a Gisela, encurralando o marido a um canto.

"Ó fofinha, então eu que pensava que gostavas que eu te picasse com ele…"

"Querido, se continuas com essas tuas falinhas mansas, tiro o bigode com cera e aí é muito pior. Aliás....é mesmo isso que vou fazer!"

E passados uns minutos, ouviam-se os gritos do chefe Rodolfo, enquanto o seu bigode lhe era arrancado. No seu quarto, Arlete sorriu ao ouvir os gritos do cunhado.

No dia seguinte, o clima do escritório estava bastante diferente do normal. A Susete continuava a limpar tudo, mas estava aborrecida porque não tinha conseguido devolver a sua bomba e obter o dinheiro de volta. Além disso, agora já nem tinha o chefe como amante e sentia-se sozinha.

A Magda estava toda excitada porque um novo admirador lhe tinha enviado uma mensagem para o seu perfil. Na mensagem, ele dizia que era rico e a Magda ficou logo toda feliz e desejosa de marcar um encontro com o tal admirador.

O Tomé continuava a fazer o seu trabalho normal. Já tinha despachado todo o trabalho que o chefe lhe tinha dado como castigo e agora o Tomé, que apesar de tudo era trabalhador, trabalhava e ia pensando no seu plano contra a Magda.

A Vera estava entretida a falar com a Arlete no messenger, pois tinham trocado contactos no dia anterior. O salão de cabeleireiro da Arlete ainda tinha poucas clientes e ela tinha muito tempo livre. Por seu lado, a Vera não queria trabalhar e assim passava o tempo.

O Mário estava outra vez no escritório, mas desta vez estava a ajudar a Susete nas limpezas. O chefe tinha readmitido o Mário, mas apenas como empregado de limpeza, pois o Mário não fazia nada de jeito como secretário.

Por fim, o chefe estava sisudo, pois a Gisela tinha-lhe arrancado o bigode e não só. Agora o chefe estava sem bigode e também sem cabelo.

"Bolas... bem, dizem que é dos carecas que elas gostam mais." pensou o chefe, ainda aborrecido.

Além disso, depois de arrancar o bigode do marido e também os respectivos implantes de cabelo, a Gisela tinha feito as malas e saído de casa. Antes disso, tinha falado em divórcio.

"E ainda por cima, a Gisela foi-se embora, mas a Arlete continua lá em casa. Que azar!"

Bateram à porta do gabinete e o chefe mandou entrar.

"Com licença." disse a Magda, entrando. "Chefe, tem uma visita para si."

"Quem é?"

"Chama-se Prantilhana. Supostamente, é a mãe do Tomé."

"Oh! Mande-a entrar. E já agora, chame o Tomé também."

Pouco depois, a Prantilhana e o Tomé entraram no gabinete.

"Prantilhana." disse o chefe, pensativo, olhando para a mulher. "Bem, não me lembro da sua cara, mas então é a mãe deste estúpido, que supostamente é meu filho."

"Sim, Rodolfo, é teu filho."

"Pois eu quero fazer o teste de paternidade para confirmar isso."

"Enfim, temos então de fazer um teste de sangue. Acho que também dava com fios de cabelo, mas visto que agora você está careca..." disse o Tomé.

"Podes fazer o teste, Rodolfo. O Tomé é teu filho." disse a Prantilhana. "Eu nunca te esqueci, Rodolfo."

"Pois, mas eu não me lembro de si. Agora, fora do meu gabinete!"

Já fora do gabinete, a Prantilhana suspirou.

"O teu pai nem se lembra de mim." disse ela, tristemente.

"Paciência mãe. Agora volta para casa que ainda tens muitas meias para coser."

A Prantilhana foi-se embora. A Vera acenou-lhe e depois foi ter com o Tomé.

"Tomé, tenho uma coisa para te dizer."

"O quê, Verinha?"

"Eu acho que estou grávida."

"O quê? Grávida?"

"Sim. Já não tive o período no mês passado e neste mês também não. Vamos ser pais!"

"Ó estúpida, então eu só namoro contigo há uns dias, por isso como é que eu posso ser pai dessa criança?" perguntou o Tomé, irritado. "O pai há-de ser alguém com quem tiveste relações anteriormente."

"Oh..."

"Vera, diz-me, quem é o verdadeiro pai dessa criança?"

"Hum… o Mário." respondeu a Vera, de maneira nada convicente.

"Ó Vera, eu não sou parvo, nem estúpido e ouvi o que ele na festa à frente de toda a gente. É impossível esse filho ser dele. Isto se estiveres mesmo grávida."

"Pronto...eu digo a verdade, mas promete que não fazes comentários." pediu a Vera, um pouco embaraçada.

"Ok, mas diz lá que eu já estou a perder a paciência..."

"Há mais ou menos dois meses atrás eu fui lá atrás ao armazém buscar mais papel, porque aquele em que costumo desenhar já se estava a acabar, e assim de repente vi um vulto..."

"E quem era?" perguntou o Tomé.

"Não sei....a única coisa que sei é que aquele vulto que eu vi era muito baixo e atarracado e parecia ser careca. Depois senti uma coisa muito estranha e quando dei por isso o vulto tinha desaparecido. Não sei bem o que aconteceu, mas fiquei muito traumatizada...quando ia a sair vi uma ratazana enorme! Que nojo. Ia morrendo de susto."

"Era o que mais faltava....um vulto baixo e careca na arrecadação da empresa....não é difícil perceber quem seja." pensou o Tomé.

"Meu sorrizinho metálico, estás zangado comigo?" perguntou a Vera.

"Não Verinha, primeiro temos de ter a certeza se estás grávida e depois falamos do resto."

"Eu comprei um teste de gravidez, mas não percebo nada das instruções. Tens que me explicar como é que se faz isto."

"Sim, vamos à casa de banho e eu explico-te lá."

Entretanto o Mário, já depois de ter limpo tudo, passou pelo cabeleireiro da Arlete.

"Está cá alguém?" perguntou o Mário, abrindo a porta e entrando no cabeleireiro.

"Sim...oh, Mário és tu." disse a Arlete, sorrindo.

"Eu gostava de cortar o cabelo."

"Mas está tão curtinho."

"Pois… na verdade, eu queria mesmo era convidá-la para lanchar." disse o Mário, envergonhado.

"Bem... por mim pode ser. Que tal lancharmos agora? Eu fecho já o salão. Nem tenho tido muitas clientes." disse a Arlete.

"Está bem."

Entretanto, a Magda ainda estava no escritório e só pensava no seu admirador misterioso.

"Como é que ele será?" pensava ela, sorrindo. "Deve ser lindo. Ah, vou pedir-lhe que me envie uma foto."

Minutos depois, no café, a Arlete e o Mário estavam a lanchar, sorrindo um para o outro.

"Então, soube que você foi casada e o seu marido lhe dava porrada todos os dias." disse o Mário.

"Er... sim... aliás, ainda estou casada, mas o divórcio já está a andar. Mas o meu marido, realmente, era muito violento. O meu Joca... espero nunca mais ter de me cruzar com ele."

"Não se preocupe, eu protejo-a."

"Ó Mário, desculpe lá, mas o que é que um engatatão, que é virgem, pode fazer contra o meu Joca, que ele sim, era um homem. Dava-me cada murro que eu ficava a ver estrelas."

"Mas isso é mau..."

"Sim, lá isso é verdade. Mas sabe, foi o meu Joca que me devolveu a fé."

"Como?"

"Eu andava muito zangada com Deus e com a minha vida. Decidi nunca mais ir à igreja. Mas o meu Joca deu-me uma carga de porrada e obrigou-me a ir rezar à igreja. E assim, graças a ele, estou cheia de fé novamente."

"Você é um bocado estranha..." disse o Mário, confuso.

"Querido Mário, ainda não me conheces. Sabes, até tenho lá um chicote em casa. A Gisela saiu de lá e o Rodolfo também não está lá. Não queres ir para lá comigo?" perguntou a Arlete, piscando o olho.

O Mário ficou pálido e saiu dali a correr.

"Mário, volta aqui!" gritou a Arlete. "O raio do virgem..."

Na casa de banho do escritório, a Vera tinha acabado de fazer o teste de gravidez.

"Olha lá, mas o tal vulto careca, ele... enfim, ele teve relações contigo?"

"Não, credo. Eu nem o vi bem, quanto mais... mas acho que me tocou na perna."

"Ora, então ele não é o pai da criança. Nem deves estar grávida."

Mas pouco depois, o teste veio confirmar que a Vera estava, de facto, grávida.

"Bem, só se o pai é o Rui, um ex-namorado que eu encontrei há dois meses e... enfim, matámos saudades."

"Bolas, és uma badalhoca, a fazer isso com qualquer um. Bem, sabes onde vive o tal Rui? Vamos lá ter com ele."

"Está bem. Eu sei onde ele vive."

Minutos depois, a Vera e o Tomé saíram do escritório. O chefe saiu do seu gabinete e apenas viu a Susete a lavar o chão pela décima vez nesse dia e a Magda a olhar para o monitor do computador.

"Badalhocos, sempre a sujar o chão. E a Susete que limpe! Ah, se me calhasse o Euromilhões..." resmungou a Susete.

"Mas onde é que está o resto do pessoal?" perguntou o chefe, zangado. "Isto é a república das bananas ou quê?"

"Chefe, faça pouco barulho. Estou a começar uma conversa no messenger e está a distrair-me."

"Ah... desculpe Magda. Continue lá com o seu messenger." disse o chefe, voltando ao gabinete. "Mas que raio será o messenger?"

Pouco depois, a Vera e o Tomé estavam a bater à porta da casa do Rui.

"Se calhar está a trabalhar." disse o Tomé.

"Não. Ele era um grande calão. Não queria trabalhar e só bebia e fumava. Bem, gostava era de fazer bolos e costurar."

"Pois, que bom..."

A Vera bateu novamente à porta da casa, mas ninguém abriu a porta. Nesse momento, uma velhota que ia a passar, olhou para eles.

"Estão à procura da pessoa que vive nessa casa?" perguntou a velhota, chamada Maria Pitosga.

"Sim. Mas ele não está."

"Eu sou uma vizinha."

"Sabe se o Rui vai demorar muito?"

"Não sei... ele mudou muito, sabe? Até logo."

A velhota foi-se embora e a Vera ficou confusa.

"O que terá ela querido dizer com mudou muito?" perguntou ela.

Pouco depois, uma rapariga de longos cabelos loiros apareceu ali e caminhou para a casa, tirando uma chave do bolso.

"Olhe, você conhece o Rui, que vive nesta casa?" perguntou a Vera.

A rapariga sorriu.

"Vera, és tu?" perguntou ela.

"Hum... eu conheço-a?"

"Ó querida, sou eu, o Rui. Mudei de sexo. Agora chama-mo Rita."

A Vera e o Tomé entreolharam-se, abrindo a boca de espanto.

"Que bom... dona Rita, deixe-me informá-la que vai ser pai." disse o Tomé.

"O quê?" perguntou a Rita, confusa.

"Lembras-te de termos dormido juntos... juntas... enfim, há dois meses? Engravidei de ti." explicou a Vera.

"Ah, foi pouco antes de eu mudar de sexo." disse a Rita, pensativa. "Bem, mas eu não posso ter esse filho. Vou partir para Hollywood daqui a três dias. Que tal fazeres um aborto?"

"Nem pensar." disse a Vera, zangada.

"Mas eu não posso assumir essa criança, nem a quero."

"Pronto, Verinha, vamos viver juntos e eu ajudo-te a criar o bebé como se fosse meu filho." disse o Tomé.

"Oh, Tomé..."

De seguida, os dois beijaram-se. A Rita suspirou de alívio.

"Óptimo. Boa sorte para vocês." disse ela, entrando na casa.

Mais tarde, no escritório, a Magda tinha finalmente recebido uma foto do seu admirador secreto, o Maneli, primo do Tomé.

"Então, o admirador é bonito?" perguntou a Susete, curiosa.

"Não, é feio como um bode." respondeu a Magda, sorrindo.

"Então mas porque é que você está a sorrir, se ele é feio?"

"Ora, é feio, mas é rico e é isso que me importa."

Longe dali, o Mário tinha voltado à sua casa e o seu telemóvel não parava de tocar. Era a Arlete, a tentar falar com ele. Depois de hesitar pela centésima vez, o Mário decidiu atender.

"Arlete, não quero falar consigo."

"Não me trates por você, Mário. Nós podemos ser muito felizes." disse a Arlete. "Ficaste assustado, querido?"

"O que é que achas? A falar-me de chicotes…"

"Ora, não sejas assim. Vamos levar as coisas com calma. Eu gosto mesmo de ti. E sei que tu também gostas de mim."

"Bem..."

"Vá, marcamos um encontro para amanhã. Só para conversar e nos conhecermos melhor."

O Mário acabou por aceitar.

E assim termina este terceiro capítulo. A Magda pensa que tem um admirador rico, o Mário e a Arlete parece que caminham para um romance, o chefe agora ficou só, a Susete sonha com o Euromilhões e a Vera e o Tomé decidiram viver juntos e criarem o bebé quando ele nascer. O próximo capítulo será também o último e veremos qual será o destino das personagens.