UM NOVO AMOR PARA SHIRYU – Parte III

OS AMIGOS SÃO PARA SEMPRE

Por ElizShiryu

Casal/Personagens: um monte de gente...

Capítulos: Só vocês sabem...

Gênero/Conteúdo: romance Status: incompleto

Disclaimer: Os Cavaleiros do Zodíaco não me pertencem, são de Masami Kurumada, Toei e Shueisha. Infelizmente, por que se fossem meus o anime seria totalmente inadequado para menores... Não custa avisar que esta fic é sem fins lucrativos apenas para quem curte. Críticas, ameaças de morte e vontade de me bater, fiquem à vontade.

Ah, todas as profissões, o conjunto de rock, a ambientação deles, a criação de seus empregos foram fruto de minhas pesquisas e experiência, se alguém quiser pegar carona nas "personas" que criei aqui, como o Hyoga mergulhador de profundidade e perito em transportes em geral, por favor seja gentil, além de educado, e cite a fonte. É o mínimo de consideração que espero. A idéia dos Cavaleiros partirem em missões foi inspirada pelo anime Gundam Wing. (Viu, não dói dizer de onde captou idéias...)

Algumas explicações: Todos os douradinhos estão vivos, todos os prateadinhos estão vivos, todos os bronzeadinhos estão vivos. OK? Ah, sim, Hades agora é um rapaz bonzinho e não vai mais querer matar Atena... Os lindos e gostosos Cavaleiros de Bronze já estão com cerca de 17 ou 18 anos, os prateados lá pelos 20 anos e os douradinhos, inclusive os mais velhos, como Shura e Aiolos têm mais ou menos 24, 25 anos (não sou adepta de cronologia mesmo...)

Em itálico o pensamento dos personagens e entre parênteses as loucuras que penso enquanto escrevo...

AMIGOS SÃO PARA SEMPRE - HYOGA

Shiryu tocou a campainha do Cavaleiro de Pégasus e ficou feliz ao ver o sorriso do amigo. Era muito bom ver todos eles ali.

- "Fala Dragon Blood!" (uma das músicas do Dragão tá?) – "Tu não ia sair com a Shunrei? Por isso nem te chamei, estamos aqui assistindo uns DVD's, falando bobagem, almoçando um gororoba que o Hyoga fez pra gente, tomando umas e outras..." – Seiya falava sem parar, com um copo de uísque na mão, expansivo e alegre, com um pouco de álcool então...

– "As minas nos deram folga hoje e aí, já viu né, além disso, tem reunião no Dohko mais tarde e estamos aqui tentando adivinhar o que vai rolar... Entra cara."

O discípulo de Dohko foi efusivamente cumprimentado pelos outros três, Shun, Hyoga e Fênix bebericavam uísque também. Shun e Seiya nem tinham idade para beber, mas também não tinham idade para matar, para lutar em combates sangrentos, nem para salvar o mundo e nunca ninguém tinha implicado com isso, ironias do destino.

- "Tá a fim Shi? Trouxe lá da Escócia, da última missão maluca que Saori me mandou..." - Fênix ergueu um copo com uma quantidade razoável de líquido castanho.

- "Ah, esqueci que tu não bebe..."

- "Ô Ikki, até parece... Seiya, me arruma um copo e manda ver que tô precisando ficar meio doido hoje..." Todos olharam para ele: o Dragão? Queria ficar meio doido? Que houvera? O mundo tava em perigo e não tinha mais salvação?

Shiryu riu dos olhares dos amigos, pegou a dose de uísque que lhe era dada, tomou inteira de um gole só e falou numa voz casual, o coração apertado:

-"Terminei com a Shunrei..."

Quatro vozes soaram ao mesmo tempo, alto:

-"O QUÊ?"

Shiryu a princípio sorriu, depois encarou um a um, percebendo os olhares de preocupação. Sabiam todos como ele amava a chinesinha, sabiam de todas as coisas de sua vida, sabiam até mais que ele às vezes. A máscara caiu, os olhos se encheram de lágrimas e se permitiu chorar. Estava triste demais, pensou que conseguiria esconder, mas nada podia ocultar de seus maiores amigos, seus inseparáveis companheiros que o conheciam tão bem.

Hyoga sentou do lado dele e o abraçou: "Porra cara, que maus... Agüenta o tranco, quem sabe foi só uma briguinha..." O russo era um Cavaleiro do Gelo mas era um apaixonado e tanto, sentimental porém bem centrado. Entendia muito bem o sofrimento do amigo, Seiya sempre fora o mais chegado a Shiryu, conversavam pra caramba mas Hyoga conhecia muito melhor a natureza dos sentimentos do libriano.

Enquanto Pégasus era um namorador nato e um sujeito boa pinta e brincalhão, não levava as coisas lá muito a sério, embora fosse muito responsável e um excelente Cavaleiro, Shiryu era mais adulto, mais "responsa", só tivera a Shunrei na vida, se conheceram na infância e nunca ninguém duvidara de que eram o casal mais perfeito do mundo. Até aquele dia...

Hyoga se lembrava do que passara com Eire e depois com Freiya, das duas vezes tinha sido traído e enganado, primeiro por Eire e um primo distante dela. Nem gostava de lembrar, tinha sido sincero com a menina amiga de Minu e ela o usara para enciumar o namorado oficial. Depois, após conhecer Freiya, tinha matado o Guerreiro Deus com quem ela namorava à época e acabaram juntos. Até que Atena ressuscitara todo mundo após Hades e Freiya voltara correndo para o outro loirão, largando Hyoga no meio da Sibéria, logo ela que fora sua primeira experiência sexual... Mas ninguém sabia disso nem ele comentava, era um cavalheiro. Depois disso o russo não tinha mais namorado a sério, embora fosse sempre honesto com todas as moças com quem saía, avisando que não queria compromisso. Só que já estava de olho numa certa moça mas não ia contar pra ninguém, pelo menos não por enquanto.

Seus negócios também iam de vento em popa. Tornara-se grande acionista de uma empresa petrolífera que explorava os mares da Sibéria, afinal era o protetor de lá e zelava para que tudo fosse feito sem grandes danos às geleiras eternas e ao meio ambiente. Na realidade a empresa não tivera muita opção. O Cisne ficara indignado com a devastação que tinham começado a fazer para instalar as enormes plataformas e com seus poderes provocara tempestades, nevascas imensas, que impediam qualquer tentativa de se conseguir extrair sequer uma gota de óleo. Depois, bastou uma ajudazinha dos contatos da Fundação Kido para o jovem aquariano ter assento no Conselho Consultivo da Megacorporação. Tinha mão de ferro quando necessário e todos respeitavam o dono dos iluminados olhos azuis.

Por conta de seu "trabalho", Hyoga se aperfeiçoara em mergulhos a grandes profundidades e vez por outra checava ele mesmo as perfuratrizes no gélido oceano. Sua capacidade de resistir ao frio era impressionante e ninguém nunca perguntara como ele sobrevivia aos 50 graus abaixo de zero... Além disso, também havia escolhido uma outra, digamos assim, carreira: era um piloto extremamente bem capacitado, dominava aviões, jatos, helicópteros, navios, barcos, lanchas, automóveis e qualquer coisa que voasse, andasse ou boiasse... Capaz de pilotar qualquer coisa, de se infiltrar sob os mais modernos e perfeitos radares, saltava muito bem de paráquedas também e assim como Ikki, dominava explosivos, só que preferia os do tipo "submarinos". (Galera, já viram que os Saints de santos só o nome non?)

Saori Kido havia providenciado disfarces convincentes para cada um dos Cavaleiros, todos tinham identidades perfeitas, com toneladas de documentos que comprovavam a história que eles previamente elaboravam para explicar qualquer dúvida quanto aos seus talentos, formação acadêmica ou o que quer que fosse necessário para mantê-los bem.

Atena não era tola, na realidade sua visão de paz na Terra estava bem ligada a poder exercer influência na história global. Não apenas arranjara empregos para seus Saints como também os ajudava quando queriam ter negócios próprios. No caso dos Cavaleiros de Ouro, geralmente eram acionistas de grandes empresas em seus países de origem de maneira a que, se necessário, tinham como sobreviver e muito bem, afinal de contas, deles dependera várias vezes a própria existência do Planeta e Saori achava que mereciam sossego pelo menos financeiro e profissional. (Desculpem pessoal mas a idéia dos cavaleiros sem dinheiro, coitadinhos mendigando trocados e de uma Deusa insensível e "sacana" não faz minha cabeça, prefiro imaginá-los assim, poderosos e bem sucedidos, afinal deles depende a sobrevivência de toda a raça humana não?)

O aquariano olhava para Shiryu com admiração. Gostava mesmo daquele libriano equilibrado, fora ele quem o consolara das duas vezes, lhe dando conselhos, falando sobre almas gêmeas, que sabia que ele encontraria alguém, curando-o dos porres homéricos e levando-o para casa quando ele nem mais sabia onde estava, livrando-o de uma ou outra encrenca mais séria quando Hyoga perdia a cabeça – era um tanto estressado o Cisne – protegendo a verdadeira identidade do Cavaleiro pois numa briga de bar certamente poderia haver mortes devido aos poderes sobre-humanos que tinham, velando o sono agitado quando Hyoga tinha pesadelos com a morte de Kamus, seu amado Mestre, que felizmente agora estava vivo e bem, graças a Atena. É, eram mesmo amigos, quase irmãos, se bem que, pensando bem, eram irmãos mesmo... Hyoga o amava. (Gente, sem pensamentos obscuros por favor. Isso aqui não é yaoi. Não que eu não goste...)

- "Desculpem amigos mas, dessa vez, não sei não..." Viu Hyoga lhe trazer outra dose de uísque e sentar-se ao seu lado, gostava bastante do jovem louro, sabia que as mulheres ficavam loucas com o Cisne, sua fama de galante e extremamente romântico ajudava bastante, sem falar que, conseguiu sorrir, tinha fama também de ser um amante inesquecível... Ouvira de uma serva do Santuário certa vez que aquela cara de anjo não correspondia à realidade... E que o russo fazia cada coisa... O Dragão ficara calado ouvindo divertido a mocinha descrever o que uma "ficante" do aquariano lhe contara. Lembrou do relato inteiro...

Seu nome era Svetlana, trabalhava para Camus de Aquário, era francesa mas seus avós eram originários da Rússia, daí seu nome, os cabelos num tom castanho muito claro, com belos cachos até os ombros, olhos esverdeados e a tez clara já um pouco bronzeada pelo sol inclemente da Grécia. Tinha dezessete anos e de tanto conversar com Hyoga quando ele ia lá, enquanto esperavam Camus ou apenas pelo prazer de trocar impressões sobre a Rússia, a jovem perdera a cabeça e se vira perdidamente apaixonada pelo Cavaleiro que era sempre cortês, tinha um sorriso lindo e os olhos cristalinos, sem falar que ele era um "homão"... Ela não tinha esperanças, quando que um Guerreiro como ele iria reparar em uma simples serva? Além disso, na época, Hyoga namorava uma tal de Freiya...

Como o destino é caprichoso, a mocinha o encontrou numa das muitas festas que havia na Vila. Hyoga tinha acabado de romper com Freiya e estava sozinho no bar, tomando uma bela dose de uísque. Não a reconhecera, talvez por já estar um pouco tonto ou mesmo porque a garota estava bem diferente, soltara os cabelos que viviam presos, havia posto um belo vestido rosado que valorizava seu tipo físico e usava uma maquiagem leve porém perceptível. Svetlana ficara contente de não ter sido reconhecida, tinha medo de ser rejeitada.

Ela havia ficado conversando com ele, reparando como era realmente bonito, os longos cabelos loiros, os olhos muito azuis e translúcidos, a calça jeans branca, a camisa azul oceano enrolada até os cotovelos, aberta no peito muito definido, deixando ver a Cruz do Norte pendurada, os braços fortes, as pernas esculpidas. Quase morrera quando na pista de dança o moço tão bonito e de olhar tão puro a beijara com o sorriso mais lindo que ela já vira na vida. Já estava muito tarde e o rapaz dissera a ela que havia bebido bastante por isso a deixaria em casa e depois poderiam se ver novamente se ela quisesse. A garota concordara e no dia seguinte, no final da tarde, foram passear de barco.

Quando se encontraram no local combinado ela percebeu que ele finalmente a reconhecia e ficara um tanto sério.

"Mas... É a Svetlana, não é qualquer garota, não é uma dessas malucas que só se interessam em me agarrar ou apenas estão de passagem e querem se divertir por uma noite... Ela é uma boa moça, não posso e não quero magoá-la... Como vai ser agora? (Tão achando difícil isso? Tenho alguns amigos que discordam...) – O Cisne ficou um pouco preocupado. Uma coisa era sair descompromissadamente com as garotas que apareciam na vila de vez em quando, muitas eram turistas, em busca de apenas um encontro, outra era sair com uma garota que ele já conhecia e com quem mantinha conversas interessantes...

Com o coração aos pulos ela pedira desculpas e dissera que ele poderia ir embora se fosse de sua vontade. Ficou surpresa e ainda mais apaixonada com a resposta:

-"Qual o problema? Você é uma mulher e eu sou um homem, o que há mais para se saber além disso?" E o sorriso que ele deu não fora mais tão inocente assim... A garota sentiu o corpo inteiro arder... O rapaz a levou até uma pequena praia, o mar grego de um azul intenso, colocou uma toalha na areia alva e tirou de uma cesta vários tipos de frutas e para surpresa dela uma garrafa de champanhe francês, contando que fora um presentinho de Camus... e duas taças de cristal tcheco tão fino que parecia que ia quebrar ao toque. (Ai meninas e meninos, aprendam com ele, aprendam...)

- "Como você é do Santuário, não vai estranhar..." Hyoga pegou a garrafa e com rapidez gelou o champanhe com seu cosmo, abrindo a garrafa e servindo os dois. Conversaram por um tempo, riram e trocaram algumas confidências, ele falando de sua vida maluca e ela contando historinhas sobre como era o "Mestre Camus"... Até que a noite estrelada deixara o mar calmo e um silêncio muito agradável, apenas o som de ondas ao fundo e uma suave e morna brisa espalhando os cabelos loiros do rapaz tão sedutor...

O Cisne suspirou e ficou observando cuidadosamente a moça... Gostava dela... Era suave, divertida e tinham bastante coisa em comum. Além disso, era do Santuário e não ia ficar no seu pé por conta das missões... "Uma grande vantagem" – pensou. Ainda pensava em Freiya mas seu orgulho já tinha dado cabo de um bom pedaço de sua paixão por ela... Além disso, não podia negar a atração que sentia... Já se conheciam há algum tempo, não eram estranhos... Será que ela... Resolveu deixar as decisões para ela:

- "Quer ir embora ou..." – ele fez uma pausa olhando interrogativamente para a menina – "bem, tenho algumas idéias sobre o que quero fazer mas depende de você..." A garota arregalou os olhos, ele estava mesmo perguntando se ela...

- "Hyoga, não sou criança... E estou apaixonada por você..." (dá-lhe...) Vendo o olhar dele emendou: "Sei que acabou de sair de um relacionamento e que provavelmente não quer nada sério" – Ele assentiu, impressionado com o modo direto da garota – "mas prefiro ter do que me lembrar a não ter nenhuma coisa para me arrepender" - ela sorriu com os olhos fixos nos dele – "ou talvez não... Além disso, somos jovens, vamos ver o que acontece..." O Cisne não perdeu tempo... Tomou-a nos braços...

A menina acordara moída no dia seguinte, haviam voltado da praia quase às cinco da manhã (a noite rendeu viu... rsrsrsrsrsrs). Sentia dores pelo corpo todo, se lembrava de que ouvira todo tipo de maluquice sussurrada em seus ouvidos... Lembrava que tinha ficado hipnotizada pela proximidade do corpo dele, pelos beijos simplesmente insanos –como beijava bem aquele Cisne, meu Zeus – Não conseguira dizer uma palavra, quando deu por si, não conseguia mais respirar, muito menos pensar...

Suspirou fundo e foi tomar banho como sempre fazia. O que viu no espelho a deixou de cabelo em pé... "Ah, mas eu te mato Hyoga, como, como vou esconder isso"? Havia marcas por tudo quanto era lugar, algumas mais claras, outras mais escuras, arranhões e – Meu Zeus, isso é uma mordida? Quando, como ele fez isso? – Lembrava vagamente de ter gritado numa hora qualquer... Algumas "lembranças amorosas" ela nem se lembrava de quando ou como haviam sido feitas... Começou a rir, ia ter que usar roupas de freira dali por diante... (Imaginem de novo tá? Apenas pensem que o Cisne de santo não tem nada, tem um olhar meio sádico às vezes e é um tanto, bem, perigoso...)

Shiryu sorriu ao lembrar da história. O Cavaleiro que manipulava o gelo não era exatamente um anjinho... Muito pelo contrário... Shiryu se apressou em secar o rosto e contou rapidamente tudo o que acontecera e viu os olhares de compreensão aparecerem.

- "Mas, Shi, como assim ela conheceu alguém, que papo é esse? Se for algum engraçadinho diz pra gente que eu mato ele de porrada" – Ikki era mesmo o Ikki...

- "Não Ikki, não é esse o principal problema, sei que você percebeu o que me incomoda realmente" – Ikki assentiu, sabia sim que o problema que Shiryu descobrira era o principal, perto dele até uma eventual traição era prato pequeno... Shunrei não compreendia o que era ser um Cavaleiro, não mais, erro fatal para uma namorada dos Santos Guerreiros. Erro imperdoável e, infelizmente, insanável...

CONTINUA...

E agora hein?Exagerei com o cisne não? Desculpem mas a cara de santo dele me dá cada idéia absurda... Que estão achando das profissões que escolhi? Tentem adivinhar quais as "profissões" de Shun, Seiya e Shiryu... Vale tudo hein?