Aviso: Tentativa de Yaoi, ou seja, relacionamento entre homens ou até incesto. Se não curte, por favor, poupe-me de comentários maldosos e procure algo que lhe agrada. Além de ter paciência com a inexperiente nesse gênero.

Aviso dois: Personagens originais, por gentileza caso queira usá-los avise, poupariam muitos problemas.

Resumo: Irmãos, amantes e um passado que voltou à tona.

Beta: Sem beta.

Os gêmeos

Capitulo 3

Olímpico... Moreno escuro, olhos escuros cor de mel, cabelos castanhos curtos, único filho de um casal de anjos mortal... O choque da mãe não foi maior do que o pai do recém nascido... Ao verem a cria calada nos braços da parteira, um dor assolou a família humilde... Ele não possuía nenhuma característica dos pais.

- Destino quer testá-lo?

- Não fique assim irmão...

- Morte! - Ele o fitou. – Ele deveria ser como a mãe mortal...

- Vida, você sabe que houve uma miscigenação no útero da mortal...

- Sei irmão, mas...

- Eles deveriam ser mais parecidos com os pais receptores?

- Claro.

- Ora meu irmão. Sabe tão bem quando eu que aquelas criam morreriam ao nascer. Você sabe que o ser que crescia no útero dela é o filho de um Deus com uma mortal... – começou a desabafar. - Você não sabe o que é vê o sofrimento dos pais quando os filhos morrem e rojam pragas a mim...

- Perdão!

- Continue sim.

Aron... Moreno claro, olhos verdes, cabelos verdes, único filho de um casal de anjos mortal... Seus pais ficaram surpresos com a coloração dos cabelos, mas por sorte os olhos tinham a mesma cor do pai...

- Sorte do jovem que é parecido com o pai.

- Vida!

- Que foi?

- Resolva isso e pare de falar...

- Ando muito com Ares que...

- CALE A BOCA!

Os gêmeos, Vida e Morte, estavam vendo os arquivos dos seres. Vida zelava pelos seres que trazia ao mundo. Afinal era o Deus que dava a essência. Já Morte retirava essa essência e por ser o Deus da Morte é muito odiado. Infelizmente nasceu para essa função e seria o seu destino além de ser mais mal falado pelos mortais que não o entendia.

- De novo brigando?

- Destino!

- Oi Morte. – Sentiu Vida o abraçar. – Como vai Vida?

- Melhor, De.

- Melhor, De. – Morte imitou o irmão. – Vocês dois...

- Sempre tem espaço para mais um...

- Eu? Fala sério.

Os dois observaram Morte sair. Sentindo que estaria a sós, Destino observa Vida e pensa se deveria contar o que sabia. Ou deixasse o curso da vida seguir feito um rio que encontra obstáculo que deve ser vencido por conta própria.

-o0o-

Em algum lugar...

A serva de Nara procurava pela floresta algum sinal de manifestação de energia. Porém seu trabalho não estava sendo fácil. Não se sentia nenhuma manifestação nem mesmo uma simples concentração. Não muito distante dela. O servo do anjo com um exército procurava pistas e assim que viu a humana que trajava uma capa com o símbolo da ninfa ficou a observar.

-o0o-

Aron se perdia em seus pensamentos, sentia cada parte do seu corpo reagir as investida do seu amado primo. Porém nos últimos dias sentia uma dor indescritível no seu coração como se algo estivesse errado. Talvez as palavras do seu primo o tenha deixado indeciso com relação à instituição familiar...

Parou de pensar quando sentiu uma descarga percorrer seu corpo e olhou ou tentou olhar o primo que o chamou a realidade da maneira mais estranha. Descarregando um pouco de energia. Voltou-se a se concentrar no prazer que sentiu e tentou ao máximo, não pensar em nada além de dá prazer a si e ao mais velho que pela reação do corpo acima do seu estava no limite.

Após terminar o ato de amor e restabelecer os sentidos, observou o moreno que estava com os olhos fechados. Sua tentativa de animá-lo só o deixou mais preocupado. Sabia que quando não participava direto ou indiretamente do sexo significava problemas.

- Li!

- Descanse...

- Desculpa... Eu...

- Descanse...

- Mas...

- Aron! – Quando o chamava pelo nome coisa boa não vinha. – Estou cansado e quero descansar. Caso não percebeu, eu fiz tudo hoje e você ficou tão preocupado com miseras palavras e mal se concentrou no que fazíamos.

Aron o viu se virar e observou um marca de garra que não estava cicatrizada completamente, tocou-a com carinho e ouviu o outro suspira. Beijo a nunca do moreno e o abraçou por trás mesmo sendo menor do que Olímpico.

- Li! Desculpa. Eu não queria mesmo ficar aéreo...

- Mas ficou.

- Só estou preocupado. Sabe não é que eu não queria toca nesse assunto, entretanto se por acaso formos mesmo irmãos e se...

- Se... Não Aron... Eu não sou seu irmão. Porque eu nasci de uma fêmea e você de outra. Mesmo porque eu sou diferente de todos e você não...

- Li...

- Sou um monstro...

- É não...

- Sou. Sou diferente. – Desfez o abraço e olhou o primo. – Não se lembra das conversas dos nossos pais?

- Como não lembra. Nós o pegamos falando de você e sempre eles desconversavam.

- Diziam que eu era um demônio em forma de anjo. Que em vez de fala eu rosnava quando criança. Que sou muito escuro para um anjo. Os anciãos diziam que eu era uma praga. Um ser que deveria ser morto senão trazia morte e dor para todos...

- Li...

- Sou um monstro...

Chorou, porém não por muito tempo, sentiu o primo o beijar com todo amor que possuir. Só que Aron não percebe a mudança na coloração do olhar de Olímpico e nem uma energia negra tomando o corpo do moreno.

-o0o-

Todos que procuravam pelos gêmeos se assustaram com a concentração de energia que vinha de um ser não muito longe deles. E pela forma que a energia estava se concentrando significava que estava perto de despertar. Cada um dos servos pegou um caminho, agora era saber quem chegaria primeiro.

-o0o-

Aron agora era o ativo, estranho que o primo pediu com uma voz rouca que o mais novo ficasse por cima. Já que sempre que faziam amor e principalmente quando Aron era o ativo os dois se olhavam, o mais inacreditável era os rugidos oriundos do mais velho como se um demônio estivesse ali.

Olímpico tentava controlar a afloração dos poderes e se concentrar em tudo a sua volta. As sensações eram das mais diversas, entre o ódio e o amor, mas o que sentia, eram presenças se aproximado junto com o clímax.

O prazer foi igual e no mesmo momento para ambos. Só que Aron estranho que o mais velho olhasse a sua frente. Que não tinha nada além de um sofá.

- Li? – Nada. – Li?

- Apareça.

A voz grave demais assustou Aron que ficou paralisado vendo um humano com roupas pretas e pelo jeito era um macho. Viu-o se ajoelhar e espera por algo, mas Aron mesmo cansado saiu de cima de Olímpico e o olhou.

- Li?

- Depois converso com você. – Olhou o humano. – Tente levá-los o mais longe possível de nos e em hipótese alguma se revele.

- Claro meu senhor.

Da mesma forma que entrou o humano, ele saiu. Com raiva pegou o queixo do primo e o que viu foram os olhos negros. Começou a sentir uma pequena energia negra em volta do moreno.

- Você...

- Calma amor...

- Quem é você?

- Eu sou eu, Olímpico, mas por hora é melhor você me desejar...

- Eu não vou desejar ninguém até você me conta o que faz no corpo do meu primo.

- Escute bem. – Encarou o com carinho. – Eu sou Olímpico e por hora não manifeste os seus poderes senão...

- Vai me matar?

- Claro que não. Só que...

- Ou me conta ou...

- Que ficar calmo. Eu não vou machucá-lo e nem fazer nada ao seu amado. Só que caso manifesta qualquer tipo de energia eles viram nos pegar e...

- Então que nos pegue...

- E nos separar.

- Como?

- Eles iram nos separar porque somos...

- Então veremos...

- NÂO!

-o0o-

Em um momento seguiam um rastro que sumiu e depois um novo rastro apareceu. A serva de Nara sabia o que era aquilo e tento chegar antes, mas estava muito atrás. Porque antes ela estava seguindo na frente o rastro errado e o humano de cabelos alaranjado seguia atrás. Quando uma nova energia se manifestou o servo do anjo ficou a frente conseguiu chegar onde eles estavam hospedados. E não foi uma simples explosão de energia que o exército atacou a estalagem.

-o0o-

Foi rápido Aron só sentiu algo o protegendo e o quarto sendo pulverizado. O que o servo do anjo não contava era justamente que ali estava presente uma entidade maior do que ele.

- Quem atenta contra mim?

- Eu, o servo do meu senhor...

- Então envie essa mensagem ao seu senhor...

Saiu da poeira com o primo mais novo nos braços. O poder era forte e crescia à medida que o ódio tomava conta do coração do moreno. Olhou com muita raiva o humano que era simples brinquedo de um ser maior.

- Que a guerra comece servo.

Foi rápido um humano vestido de negro saiu das sombras e com movimentos rápidos matava um a um o grande exército do humano de cabelos alaranjado. Aron olhou o primo e não reconhecia aquele olhar nem aquela energia.

- Li?

- Sim.

- Estou com medo.

- Perdão meu amor. Vamos embora?

- Sim.

- Já chega. – O humano parou a espada a poucos centímetros do único inimigo em pé. – E você vai dizer a quem quer que seja que eu estou de volta e não quero que me procurem. Caso um de vocês venham a minha procura eu os matarei sem piedade.

Deu meia volta e sumiu numa espécie de nuvem negra. O humano sorriu e sumiu. Já o servo do anjo olhou bem os soldados mortos e caiu de joelhos, não com medo, mas por prever qual seria a sua punição. Não muito longe a serva da ninfa sorriu e sumiu rapidamente.

Continua...